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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Avatar - por José do Vale Pinheiro Feitosa

1 Rubrica: religião.
na crença hinduísta, descida de um ser divino à terra, em forma materializada [Particularmente cultuados pelos hindus são Krishna e Rama, avatares do deus Vixnu; os avatares podem assumir a forma humana ou a de um animal.]
2 processo metamórfico; transformação, mutação

James Cameron's epic motion picture, Avatar”.

Com tais palavras o site oficial do filme explica a que veio. Com todas as suas metáforas, fantasias, lendas das forjas de Hollywood, o pretensioso se mostra muito aquém (ou além) do resultado. É um filme pipoca, bebe nas águas de Walt Disney, mergulha nos diversos “Guerra nas Estrelas” e emerge, quase faltando o fôlego, com o discurso oficial da sociedade americana. Qual discurso?

Da sociedade e dos governos do hemisfério Norte. As riquezas materiais do território do sul não podem ser exploradas. Tudo aquilo que antes era reserva ao sul do equador, deve permanecer como tal para um futuro uso dos habitantes do Norte. Não é esta a metáfora direta, geraria revolta a sul e quem sabe até ao norte. É a metáfora indireta, aquela que, por travessa, diz o essencial: não toquem nisso que não é de vocês, é nosso.

É a posse “internacional” do território que antes ainda era tido como o inviolável das nações. A Amazônia é deles, o petróleo do pré-sal, também, o que é nosso é o subdesenvolvimento e a pobreza. Vamos olhar para o Avatar James Cameron: numa manifestação, internacional, contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte. Bem aqui no território nacional, junto a quem de direito e com o espírito, não metafórico, da mídia amiga do imperialismo.

Agora vamos à qualidade do discurso hollywoodiano tanto de Al Gore quanto este recente de Cameron. Aliás, se encontra mais explicitamente no filme 2012, quando o mundo é salvo, com uma arca de Noé moderna, construída para salvar apenas os espécimes do G8. Deve ter sido roteirizado e filmado antes da crise que caiu no colo deles com mais vigor que o argumento do filme.

É um discurso tipicamente de psicologia social, disfarçado de bem comum, para defender a reserva da qualidade de vida das sociedades avançadas, que consomem escalas assombrosas da energia do planeta e dos seus recursos minerais não renováveis e aqueles renováveis. Falam do bem comum com aquele direito de intervir no outro, preservando o seu modo como herança de privilégio.

Ora eles têm que pagar mais pelo que nos tiram. Devem consumir menos do que estragam para que, também, possamos. Precisamos de água limpa, escola decente, saúde coletiva, moradia de qualidade, melhorar enormemente as nossas cidades, articular a malha de transporte numa escala centenas de vez maior do que a de hoje. A metáfora deles corrompe os jovens e vicia os que desistiram das próprias pernas.

O Avatar não é nossa fantasia. É, sobretudo, o processo metamórfico, ou a mutação do discurso imperialista como modo de preparar o futuro exclusivo para eles. E o futuro deles não é tão distante assim. Amanhã virá o segundo capítulo com a exploração dos recursos.

Os culpados pela pobreza

Percival Puggina aponta causas da pobreza que os auto-proclamados e afetados defensores da "justiça social", com sua típica ignorância, nem se dão conta que existem.

Você sabe por que o Brasil não consegue solucionar o problema da miséria? Porque, de um lado, deixamos de agir sobre os fatores que lhe dão causa, e, de outro, nos empenhamos em constranger e coibir a geração de riqueza sem a qual não há como resolvê-la. As recentes mobilizações contra o agronegócio são apenas isso - as mais novas expressões de um fenômeno tão antigo e renitente quanto descabido. O pior de tudo é que minha experiência de seis décadas e pico me adverte: são mínimas as possibilidades de emergirmos dessa histórica tragédia que afronta toda consciência bem formada.

Creem os profetas de megafone, escrutinando os fatos com as lentes do marxismo, que os pobres no Brasil têm pai e mãe conhecidos: a natural perversidade dos ricos e a ganância essencial dos empresários. Em outras palavras, a pobreza nacional seria causada justamente por aqueles que criam riqueza e postos de trabalho em atividades desenvolvidas sob as regras do mercado.

Estranho, muito estranho. Eu sempre pensei que as causas da pobreza fossem essencialmente juspolíticas, determinadas por um modelo institucional todo errado (o 93º pior do planeta em 2009, segundo o WEF). Pelo jeito, enganava-me de novo quando incluía entre as causas da pobreza uma Educação que prepara semianalfabetos e nos coloca em 88º lugar no Índice de Desenvolvimento Educacional da Unesco. Sempre pensei que havia relação entre pobreza e atraso tecnológico e que nosso país não iria longe enquanto ocupasse o 68º lugar nesse ranking. Na minha santa ignorância, acreditava que a pobreza que vemos fosse causada, também, por décadas de desequilíbrio fiscal, gastos públicos descontrolados e tomados pela própria máquina, inflação e excessivo crescimento demográfico, notadamente na segunda metade do século passado. Cheguei a atribuir responsabilidades pela existência de tantos miseráveis à concentração de 40% do PIB nas perdulárias mãos do setor público (veja só as tolices que me ocorrem!). E acrescento aqui, se não entre parêntesis, ao menos à boca pequena, que via grandes culpas, também, nessas prestidigitações que colocam nosso país em 75º lugar no ranking da corrupção.

Contemplando, com a minha incorrigível cegueira, os miseráveis aglomerados humanos deslizantes nas encostas dos morros, imputava tais tragédias à negligência política. Não via como obrigatório o abandono sanitário e habitacional dos ambientes urbanos mais pobres. Aliás, ocupamos a 61ª posição no ranking mundial do acesso a saneamento básico. Pelo viés oposto, quando vou a Brasília, vejo, nos palácios ali construídos com dinheiro do orçamento da União, luxos e esplendores de desfile de escola de samba. O mais recente é o do TSE. São 115 mil metros quadrados de puro requinte, orçado em R$ 328 milhões (com essa grana se constroem 15 mil casas populares!). E só o escritório do comunista Oscar Niemayer abocanha R$ 5 milhões, graças ao monopólio de projetos que estabeleceu sobre a Capital Federal.

Mas os profetas de megafone juram que estou errado. A culpa pela pobreza, garantem, tampouco é do patrimonialismo, do populismo, dos corporativismos, do desrespeito aos aposentados, do culto ao estatismo, dos múltiplos desestímulos ao emprego formal. Não é sequer de um país que, ocupando a 167ª posição no ranking da desigualdade, vai gastar, sob aplausos nacionais, algo entre R$ 50 bilhões e R$ 100 bilhões no somatório da Copa de 2014 com os Jogos de 2016. Existem pobres, asseguram-nos, por causa da economia de empresa e dos empreendedores.

domingo, 25 de abril de 2010

As cidades atuais - Emerson Monteiro

Nas suas origens, a cidade surgia como solução dos problemas de uma humanidade solitária, assuntada em face das intempéries naturais. Quando os seres humanos notaram que a ordem individual das pessoas precisava encontrar alternativas comuns para seus problemas, naquele momento decidiram abrir mão dos valores da paz pessoal em nome da formação dos aglomerados coletivos e seguros.
E agora, transcorridos milênios de experiências, o que vemos são essas cidades lotadas de interrogações quanto a um futuro melhor, onde os dramas de que as pessoas fugiram ao deixar a selva apresentam face talvez tão pavorosa quanto no início da grande aventura social.
Às portas das residências urbanas batem hoje demandas de tão difíceis respostas que agoniam o espírito moderno como garras afiadas a pescoços descobertos. Em velocidade estúpida, o crescimento desordenado das populações já invade áreas de risco inadequadas e inóspitas; a construção de moradias anda a passos lentos em relação ao número de habitantes; as distâncias impõem milhões de transportes que abarrotam vias de circulação e tornam lentos os percursos entre a casa e o trabalho; a sobrevivência reduz conceitos morais em níveis jamais suportados de perversão, ocasionando guerra de classes e desconfiança mútua entre as pessoas, num somatório desordenado de vícios e violência, na coletivização da insegurança e da promiscuidade, tudo levando de roldão o sonho dourado da paz às raias de pesadelos e desencantos avassaladores.
Diante disso, os caminhos da política, velha reserva das respostas negociadas na praça pública, tornam-se tortuosos e ineficazes para oferecer frutos doces de honestidade a que se propunham nos primórdios.
As cidades, em consequência disso, acordam, dia após dia, na longa fila de espera dos novos meios promissores, e a natureza humana apenas amargura pela vida o descumprindo de seu papel de aprimoramento em grupo na força da paciência e da esperança.
Sob este impacto de mais desafios do que de satisfação segue o barco da história, a repassar às outras gerações aquilo que caberia aos contemporâneos resolver com habilidade, concluímos a título de um diagnóstico antes das soluções urgentes necessárias.

Pensamento para o Dia 25/04/2010


“Sua devoção por Deus deve ser contínua e ininterrupta como o fluxo de óleo de um recipiente para outro. Você deve ter observado que o jovem macaco se baseia em sua própria força para se proteger. Onde quer que sua mãe salte, ele tem de se agarrar rapidamente à barriga da mãe e não deve afrouxar seu abraço, mesmo quando separados. Igualmente, como um devoto, você deve passar pelo teste nas mãos do Senhor e abraçar o Nome do Senhor em todos os momentos e em todas as condições, incansavelmente, sem o menor traço de antipatia ou aversão, suportando ridicularização, críticas do mundo e superando os sentimentos de vergonha e derrota. A prática da devoção desse tipo é chamada Markatakishora Marga. Prahlada, grande devoto, filho do Senhor, praticou esse tipo de devoção.”
Sathya Sai Baba

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Óleo

Quando tu deixaste de lado
o porre e a loucura

fizeste inimigos.

Não é tão simples
largar da velha túnica.

Queimar os ossos.
Afogar-se no próprio oxigênio.

Quando percebeste a tolice
do eterno retorno

entes soberbos
diante do teu silêncio
ergueram-se com ira.

Mas nenhum mal (nem do céu nem da terra)
poderá te ferir a dileta alma

(nascida do fogo
e pelo fogo santa).

Mudar de pele
(enquanto os tolos blasfemam)
não é um milagre natural.

É preciso refluxo constante
da chama dentro do peito.

Dias e noites
margens opostas

pisando pântanos
jardins etéreos.

Ainda sentirás garras aos teus tornozelos.
Ouvirás vozes de veludo aos teus ouvidos.

Mas nenhum mal (nem do céu nem da terra)
cairá sobre tua cabeça
ornada por nuvens brilhantes.

Humano permanecerás atento.
Cercado de descuidos.

Leva contigo somente esta verdade:
nunca mais terás o sossego dos fracos.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

COMPOSITORES DO BRASIL


OS GRANDES FESTIVAIS

Por Zé Nilton

A Música Popular Brasileira recebeu forte impulso, nos anos 1960, com as edições de festivais. A TV Record foi a campeã em realizações de festivais, começando, em 1960, com o Primeiro Festival da Música Popular Brasileira, indo até 1969 com o quinto da série. Inda teve a primeira Bienal do Samba, em 1968.

A Globo tentou reviver o clima dos festivais a partir dos anos 1980 e em 2000, sem muito sucesso, embora contribuindo para o aparecimento de novos talentos.
Nesta quinta-feira vamos dar início a uma série de apresentações dos mais importantes festivais da MPB no Programa Compositores do Brasil.

Do primeiro festival, ocorrido em 1960, realizado pela TV Record não temos nenhum registro das músicas. Acredito ter sido um festival morno, pois seus compositores e intérpretes não eram tão conhecidos como o do ano de 1966, o segundo Festival de Música Popular Brasileira que, de cara, houve dois primeiros lugares: A Banda, de Chico e Disparada, de Vandré e Theo de Barros.

Vamos falar e ouvir as músicas do 2º. e do 3º. Festivais, e igualmente da Primeira Bienal do Samba, realizados pela Record, São Paulo.

Eis a programação:

2º. FESTIVAL DE MÚSICA POPULAR BRASILEIRA
TV.Record – SP – 1966.
1º. Lugar
A Banda, de Chico Buarque, com Chico Buarque & Nara Leão
Disparada, de Geraldo Vandré e Téo de Barros, com Jair Rodrigues, Trios Maraiá e Novo.
5º. Lugar
Ensaio geral, de Gilberto Gil, com Gilberto. Gil (interpretada originalmente por Nara Leão)

3º. FESTIVAL DE MÚSICA POPULAR BRASILEIRA
TV. RECORD – SP. 1967
1º lugar
Ponteio, de Edu Lobo e Capinam, com Edu Lobo, Marília Medalha & Quarteto Novo.
2º lugar
Domingo no Parque, Gilberto Gil, com Gilberto Gil & Os Mutantes
3º.lugar
Roda Viva, de Chico Buarque, com Chico Buarque e o conjunto MPB4.
4. lugar
Alegria, Alegria, de Caetano Veloso, com Caetano Veloso e o conjunto Beat Boys
5. lugar
Maria, Carnaval e Cinzas, de Luís Carlos Paraná, com Roberto Carlos e o Grupo
1ª. BIENAL DO SAMBA – TV. Record – S.P – 1968.
1º. Lugar
Lapinha, de Baden Powel e Paulo.C. Pinheiro, com Elis Regina
2. lugar
Bom Tempo, de Chico Buarque, com Chico Buarque
3. lugar
Pressentimento, de Elton Medeiros e Hermínio Belo de Carvalho, com Marília Medalha.
4º. Lugar
Canto Chorado, de Billy Blanco, com Os Originais do Samba (originalmente com Jair Rodrigues)
5º. Lugar
Tive, Sim, de Cartola, com Cyro Monteiro

Quem ouvir, verá!

Programa: COMPOSITORES DO BRASIL
Rádio Educadora do Cariri
Todas às quinta-feiras, às 14 horas
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Apoio: Centro Cultural Banco do Nordeste.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Pensamento para o Dia 21/04/2010



“Aquele que está envolvido em meditação, práticas espirituais e está imbuído de autocontrole e disciplina é querido ao Senhor. Tais devotos personificam fé, paciência, camaradagem, bondade, alegria e têm amor genuíno por Deus. Eles possuem discernimento, humildade, sabedoria e renúncia, e estão sempre conscientes de seu Eu interior. Eles estão constantemente imersos na contemplação da peça divina do Senhor (Leelas). Quem quer que se apóie sobre o nome do Senhor a todo tempo e em todas as condições, e derrama lágrimas de Amor quando o Nome do Senhor é ouvido de qualquer lábio, saiba que eles são devotos genuínos.”
Sathya Sai Baba

Convite


CD Tributo a Jacinto Silva
Produção de Tiago Araripe

O SOFRIMENTO DA ALMA E A FELICIDADE DO ESPÍRITO


figura retirada do livro MÃOS DE LUZ

Bernardo Melgaço da Silva

É difícil imaginar alguém que não sofre ou que nunca sofreu. Até mesmo Jesus sofreu na alma e na carne: “Pai, porque me abandonastes!”. Todos os seres humanos em todos os tempos sofreram de alguma forma. Somente o cadáver - o corpo! – não sofre. Eu não estou aqui falando apenas do sofrimento físico. As sensações de dor física e/ou psicológica são as mais vivenciadas e conhecidas. Em sã consciência ninguém deseja sofrer sem motivo algum. O sofrimento é um estado da alma: ”Pai, afasta de mim esse cálice (da tortura)” – Jesus Cristo na véspera de sua crucificação. Enquanto estado do ser de corpo, alma e Espírito vivendo numa mesma interdependência ontológica, o sofrimento humano faz parte da conexão sutil entre eles. E segundo Francisco Otaviano:

Francisco Otaviano

“Quem nasceu em brancas nuvens
E em plácido repouso adormeceu
Quem não sentiu o frio da desgraça
Quem passou pela vida e nunca sofreu
Foi espectro de homem – não foi homem
Passou pela vida
E não viveu”

A sensação de sofrimento e sua intensidade depende de cada um em seu estágio de experiência. Por exemplo, eu tenho uma amiga de 70 anos de idade (moradora do CRATO-CE) que sofre por ver sofrer um amigo seu qualquer. A alteridade é um fenômeno humano abstrato, mas vivenciado por todos. E o sofrimento da dor do outro em si, nesse contexto, é a alteridade no ato de compaixão sincera. Então, o que todos desejam em suas vidas? A resposta, segundo FREUD, não pode deixar dúvidas: é a felicidade. Todos querem ser felizes! Por inferência, pode-se dizer que todos não querem sofrer conscientemente. Então, por que sofrem? E por que não são felizes plenamente? As respostas são variadas, segundo seus autores. Assim, para FREUD (no livro Mal-Estar da Civilização) é devido ao caminho seguido na escolha do prazer. Ou seja, a maioria dos seres humanos confunde o prazer com a felicidade. Essa decisão equivocada faz com que se persiga um objetivo aparentemente verdadeiro, mas que se torna falso durante o processo de experiências e descobertas: “Existe um caminho que nos parece correto, mas que nos leva à morte!” (Bíblia Sagrada?????). E segundo o mestre Jesus Cristo, a causa é essa: ausência de Amor nos “corações” humanos! Os seres humanos não sabem o que e como fazer (“Pai, eles não sabem o que fazem”) com a energia sutil da felicidade, pois canalizam seu poder unilateralmente para o mundo concreto e conflituoso da alma. Por isso, nunca se realizam plenamente!
BUDA, há milhares de anos já afirmava que o mundo concreto é MAYA (ilusão). A decisão equivocada de seguir o impulso da libido e dos prazeres imediatos do corpo se torna falsa ou ilusória.

A história humana está repleta de sofrimento (p. ex.: o esquartejamento de Tiradentes) de si e do outro. Uma parte considerável da humanidade acredita que a causa de seu sofrimento é decorrente apenas de um fenômeno externo e independente da (sua) vontade humana. Tanto o budismo quanto o hinduísmo pregam o desprendimento ( segundo EINSTEIN: “faz-se necessário restrição e renuncia”) das coisas materiais. Entendo, que a maioria dos grandes mestres que descobriram o caminho da renuncia ou desprendimento, na verdade estavam falando do fenômeno do equilíbrio sutil das energias humanas em níveis mais elevados e transcendentais dos CHAKRAS (centros de energia e poder latentes em todo ser humano!). Nesse contexto, a felicidade (não confundir com o prazer de consumo sem limites) não depende diretamente de posição social, ideologia, posse ou propriedade de coisas materiais. Ela depende essencialmente do despertar da consciência para a existência desses centros de energia e poder (por isso esses centros foram citados diversas vezes pelo índio D. Juan nas histórias (livro) de Carlos Castaneda). E por inferência, pode-se dizer que o sofrimento humano é um caminho oposto de alienação de si mesmo. As doenças graves que provocam o estado de sofrimento tem em suas raízes no desequilíbrio energético como princípio desorganizador e perturbador dos impulsos circulantes nos diversos campos da multidimensionalidade (para além do gen!) humana.

A palavra-chave para a correção do caminho da felicidade incondicional é essa: disciplina interior com desenvolvimento da sensibilidade fina (o processo de racionalização se torna incapaz de nos fazer saltar para estados da consciência de dimensões sutis).

Em resumo: não se deve pensar obstinadamente – concentre-se e sinta o Amor que É você mesmo! Eu descobri, por caminho próprio, que a paz incondicional e todos os outros valores nobres são apenas conseqüências naturais dessa ciência ou caminho interior de vida-escolha própria.

“Conhece-te a ti mesmo” - Sócrates.
“A maioria prefere olhar mais para fora do que para dentro de si mesmo” – Einstein.
“O Reino de Deus está em vós” – Jesus Cristo.

Bernardo Melgaço da Silva
Prof. Do Departamento de Ciências Sociais da URCA
Pesquisador do Núcleo de Estudos sobre Ciência, Espiritualidade e Filosofia – NECEF/URCA

Superproteção - Um Castigo.

Luiz Domingos de Luna*

Os adolescentes, ao tempo da ditadura militar, sonhavam com a liberdade como um instrumento de auto-afirmação na família, nas comunidades e na sociedade como um todo. Pois, apesar do regime de exceção, a alma do espírito democrático a rondar o inconsciente ou "consciente maturativo". De que algo no espaço social, político precisava ser mudado. Este eixo espiritual não foi destruído pela força de dominação do militares à época.

A noção de mudança, sempre presente no tecido sociológico brasileiro, a inquietação grassava desde as camadas sociais mais baixas às mais altas – Elites.

O espírito mudancista marcado no meio social em todas as suas arestas, em proporções e intensidades constantes, como uma massa pensamental uniforme e invisível a incomodar o regime de opressão – Uma permanente inquietação.

A entrada no regime democrático um sonho realizado de um povo que não acostomou-se com a mordaça.

A mancha negra do regime de exceção não pode e nem deve ser um trauma para superproteção de crianças, adolescentes, ou mesmo adultos, por algo que não pertence mais ao mundo deles, pois, o relativismo político do estado brasileiro foi incorporado ao Estado Democrático de Direito.

Ao se propalar a superproteção às novas gerações, que vivem a liberdade, ideal sonhado pela anterior, está se criando um grande paradoxo, pois a própria liberdade almejada pela geração anterior não pode ser utilizada como ferramenta egoista, vez que, os pais passam a controlar os passos de seus filhos de forma intensiva, coercitiva desde o nascimento, formando assim, não filhos reais, mais filhos ideais, modelos, referências, projetos, tudo, menos,uma vida autônoma e soberana no espaço tempo.

A vida não pode ser um projeto de vida que não deu certo em um ideal sonhado por outrem, visto cada um, ser único, especial e total. Educação, orientação, sim, porém superproteção nunca, pois a superproteção é apenas um castigo disfarçado.
* Professor – Aurora – Ceará.
* Colaborador do Blog Cariri Agora.

Turnê mostrará trabalhos inéditos de Pachelly Jamacaru – Por Vitória Régia

Pachelly Jamacaru mora mais lá à frente. Pode subir que ele mora pertinho do topo da serra”, explicou a moradora da localidade de Belmonte, à cerca de 6 km do centro de Crato. Há mais de 24 anos, o compositor, fotógrafo e escritor que arrancou diversos elogios dos críticos, mudou-se para lá e descortina diariamente a paisagem exuberante da Chapada do Araripe. Ele se vê tão acimentado por estas terras que sua trajetória contundente incide com a história artística da região.

“As letras são inteligentes, o ritmo é marcante e bem diverso”, diz Francisca Silveira, que há três anos mantém uma banda de garagem.“Me inspiro nele ao tentar levar o Cariri no que produzo”. “Eu nasci com a sinfonia das reboadas dos trovões, numa noite de clarões no céu e sons dos atabaques dos Índios Cariris ressoando na Floresta do Araripe”, conta ele, revelando a ária de poesia que penetra desde as fotografias que cria ao seu comportamento.

Segundo Jamacaru, algumas vivências e imagens da infância já revelariam um legado de 400 composições. “O meu pai foi um seresteiro e comerciante. Dentre os produtos comercializados em seu armarinho, os instrumentos musicais eram os de vitrine. Nos dias de feiras, sanfoneiros, zabumbeiros e toda sorte de cantores populares, compravam e fazia cantorias no recinto, um prato cheio para os ouvidos de um menino descobrindo o universo dos sons”.

A face que mais ele se permite revelar é a multiplicidade, ou a qualidade de ser caleidoscópico, diria Clarice Lispector. Jamacaru ressalva que existem dois seres nele. O da arte e a pessoa comum. Ambos se reprocuram a todo instante, constroem valores e destroem os falsos valores. “Ora aprendiz, ora transmissor de conhecimentos. Um capricorniano estrito, vírgulas e ponto. Quanto ao artista, a crítica constituída, aqueles que conheceram o meu trabalho que tirem suas conclusões”, desafia.

Difícil ser ao menos indiferente à sua obra, visto que a própria arte dele parece açoitar o espectador. Suas músicas se enquadram em “tribal, urbano, rock rural, samba, baião, côco, canções ao vento, sons dos córregos, cascatas, da chuva, trinar de pássaros e canto de gia”, diz. A turnê Musicaminhos, no Centro Cultural Banco do Nordeste – Cariri às 19h30 da sexta-feira (30), mostrará composições inéditas em versões adaptadas à voz e violão.

Fonte: Jornal do Cariri

Vários anos após Tiradentes - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Entre as mais belas, históricas, simbólicas e bucólicas cidades brasileiras se encontra a cidade de Tiradentes em Minas Gerais. Ao lado da Serra de São José, a cidade tem ruas inclinadas, ladeiras consideráveis, um patrimônio barroco importante e numa das ruas principais se encontra o atelier de Oscar Araripe. Este nascido no Rio de Janeiro e descendente do território do Cariri.

Desta junção da cidade, que leva o apelido de Joaquim José da Silva Xavier, e o artista descendente do movimento Republicano de 1817, relevante na cidade de Crato, é que nasce esta história. A história de Tiradentes, nesta terra de doutores que até hoje se imaginam os herdeiros naturais da liderança nacional, basta ver que o argumento entra como fel da oposição ao Presidente Lula. Afinal o nome Tiradentes fazia parte da depreciação com que os “aristocratas” a serviço do colonialismo português e do sistema imperial, como humilhação, deram a uma das tarefas com que o jovem e pobre revolucionário ganhava a vida.

Uma coisa não se pode esquecer com o movimento republicano brasileiro, seus heróis começaram a vir do povo e não da “nata do lixo”. Tiradentes, com a República, passou a ser um dos primeiros heróis de origem fora da aristocracia escravocrata, de modo figadal ligada à Europa e não ao jovem país. Por isso, a 21 de abril, se lembra o enforcamento e posterior esquartejamento deste homem, 46 anos após seu nascimento não por acaso no distrito chamado de Pombal.

A morte de Tiradentes ocorreu 25 anos antes da revolução de 1817 e há apenas 3 anos após a Revolução Francesa. O requinte do processo fazia parte do “terror” com que a elite portuguesa e seus acólitos nacionais sentiam aquele tsunami a revolucionar a economia e a política européia. Deram-lhe a alcunha pejorativa, foi o único efetivamente executado e criaram “maldades” que até hoje infestam certas instituições e o pensamento político de certo tipo de gente.

Não se pode pensar em democracia que não se pense em igualdade. A humilhação do nome Tiradentes é a prova histórica da pretensão ao privilégio e à ética do meu pirão primeiro com que certo tipo de “condutor” e “formador de opinião” pretende perpetuar um mundo privado apenas para si e os seus. Corre no sangue, está na medula desta gente que teima em deixar cadáveres estendidos no chão.

Cadáveres não apenas enforcados. Mas esquartejados como Tiradentes. Com seu sangue escrever um documento declarando sinistra a sua memória. Deixar pedaços do seu corpo à margem do leito onde os brasileiros transitam para que se aterrorizem com o que lhes pode acontecer. Finalmente, no panteão do gólgota, apresentar sua cabeça decepada.

Assim agindo, se imaginam protegidos atrás das cercas elétricas e dos carros blindados. Pensam ter cortado toda a esperança da revolta e do ódio – pois o ódio é uma das esperanças mais intensas que existe – tanto em pensamento como em obra. Imaginam-se, como então, rasgar os escritos dos Iluministas e as cartas da revolução que tendem a fugir ao controle dos capitalistas.

CONVITE

SEMINÁRIO - NEGÓCIOS DA MÚSICA NO CARIRI

Convidamos todos os participantes da CADEIA PRODUTIVA DA MÚSICA DO CARIRI para participar deste evento que será um marco no desenvolvimento dos negócios da música no Cariri.

INSCRIÇÕES GRATUITAS

DATA: 29/04/2010 - 8 às 18h

LOCAL: TEATRO SALVIANO ARRAES, CRATO-CE

Programação

Painel 1 - MERCADO

Exportação de Música Brasileira

David McLoughlin (SP) – Gerente do Programa de Exportação de Música Brasileira executado pela BM&A (Brasil Música e Artes)

Mesa 1 – ASSOCIATIVISMO

Como pensar um novo mercado a partir do associativismo

Pablo Capilé (MT) – Membro do Espaço CUBO (MT), fundador do Circuito Fora do Eixo, Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin) e Casas Associadas.

Rafael Bandeira (CE) – Empresário do setor da música é proprietário do Hey Ho Rock Bar casa de show de Fortaleza, produtor de eventos, diretor da Associação Brasileira das Casas de Show e Casas Associadas de Fortaleza, membro da Rede Ceará de Música.

Painel 2 – CASES SEBRAE

Apresentação dos cases Brazil Central Music e Música do Espírito Santo

Décio Coutinho (GO) – Gestor de Projetos de Cultura e Artesanato do Sebrae Goiás

Roberto Maciel (ES) – Gestor do Projeto de Cultura do Sebrae Espírito Santo

Mesa 2 – PRODUÇÃO CULTURAL

Evolução e Profissionalização da Produção na Música Independente

Talles Lopes (MG) – Membro do Coletivo Goma de Uberlândia (MG), do Circuito Fora do Eixo Minas, Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin) e Casas Associadas, produtor de eventos culturais como o Festival de Música Independente Jambolada

Ivan Ferraro (CE) – Vice-Presidente da Associação dos Produtores de Disco do Ceará e diretor da Feira da Música de Fortaleza

Édio Callou (ADM 4899)
SEBRAE/CE
Escritório Regional do Cariri
Tel: (88) 3523.2025
Fax: (88) 3523.4455

terça-feira, 20 de abril de 2010

POLÍTICOS SEM HORIZONTES


Pedro Esmeraldo

Eis ai um título sombrio. Mas por que sombrio? Perguntava um jovem ingénuo que não compreendia esse significado. Bem, ao nosso ver, assim respondíamos: é por que não notamos interesses desses políticos em trabalhar pelo beneficio do povo. Atualmente, vemos um Crato esquecido, desprezado pela massa governamental. Agora mesmo, uma horda de beócio impede o desenvolvimento desta cidade.

Não suportamos mais esse descaso político. Observamos que alguns dele usam a prática de idiotices cometidos constantemente pelos subalternos, obedecendo fielmente ao seu grupo. Permanecem inconsequentes e são comandados por um bando de malfeitores que andam ao seu rumo dentro de uma esfera bajulatória .

Não queremos comentar fatos desagradáveis, mas desejamos retirar do nosso meio essas figuras dilacerantes, já que não reagem aos insultos provocativos e consideramos como sendo amigos de nossa terra. Isso nós não aceitamos de bom gosto porque notamos falsidade no seu procedimento.

Nesse momento, observamos alguns que permanecem na estaca zero, sem lutar e andam sem coragem não procuram solucionar os problemas agudos com expressão automática.Ocorre porém que a maioria desses homens exercem cargo político somente para usufruir das suas benesses e ocupam cargos relevantes que só satisfazem aos seus interesses.

Necessitamos de homens sérios, competentes, equilibrados e que tragam resultados com trabalhos eficientes que permeiam com forças de homens dignos, empurrando o barco no caminho do desenvolvimento. Olhem senhores, o Crato, desde há muito tempo, antes de aparecerem essas figuras incontroláveis e inconseqüentes no caminho da política, vem sofrendo amarguras, comendo o pão que o diabo amassou. Almejamos que essas pessoas assumam o comando, orientem a juventude para seguir o caminho que traga o limite da interseção desenvolvimentista da região.

Infelizmente, hoje não vivemos de bom grado com essa massa governamental que anda perambulando à toa, sem energia, dentro de um princípio democrático o que vive mergulhado numa lama putrificada, provocado pelos descases de certos políticos que não visam o povo e só visam a si mesmo, enriquecimento ilícito e impedem a permanência de pessoas dignas e convenientes de exercerem a profissão política.

Vivem pensando errado, sem nada produzirem. Quiséramos que dessem apoio a outras pessoas mais dignas e mais capacitadas para o trabalho.

Talvez não temos tanta inteligência como desejamos para exercer o comando de ordem administrativa e, por sua vez, pudéssemos substituir essa velharia arcaica por uma camada de jovem inteligentes e ao mesmo tempo, segurar o barco com força, a fim de evitar a decreptude com intuito de obtermos forças para transformar o ambiente num grau de vivacidade e de equilíbrio moral.

Cratenses, fujam dessa tortura imensa, procurem equilibrar-se permanecendo num ponto coesivo para que possam viver com equilíbrio estável e com coragem, igualar aos tempos modernos.

Somos revoltados porque somos desequilibrados moralmente. Temos que reagir, temos que lutar, pois avisamos que, até pouco tempo, o cariri seria uma maneira pensante, pois tudo que viesse para a região, o Crato seria bem favorecido porque era o equilíbrio percussor do desenvolvimento. Hoje, meu Deus, não somos mais bem aprimorados, já que, para se ter uma ideia, o regionalismo de hoje só é concentrado na cidade de Juazeiro do Norte. Por isso, temos de reagir, já que nos alegam que têm representação, isso é um descalabro, um desvio de força depressiva, um abalo moral, um desprezo ás outras cidades.

Ah! Assim dizem eles: É porque temos representação e por isso temos mais merecimento; Consideramos esta representação somente digna para ele, pois esses ditos representantes, que se dizem merecidos, vão buscar votos em outras cidades, prometendo loas mas não cumprem com suas palavras durante a sua campanha eleitoral.

Cratenses, tomem cuidado, temos forças para reagirmos, deixem de lado o comodismo e evitem que o Crato caia na mão desses carcarás que consideramos como sendo persona non grata para nós pois seu objetivo é dilacerar o Crato e nada mais.

Senhores políticos orientem a juventude façam-na entrar na política por que ela virá com mais coragem e disposição para o trabalho.

Crato, 19 de abril de 2010

Pensamento para o Dia 20/04/2010



“Quem destina sua riqueza, força, inteligência e dedicação para a promoção da humanidade é digno de reverência. São aqueles que nascem com um propósito nobre. Eles observam o voto sagrado do serviço, que não é manchado pelo pensamento em si mesmo. Esse ideal de serviço e a necessidade de praticá-lo constituem o cerne da educação. Isso é puro amor em sua manifestação principal. Deus ama as pessoas que empreendem atividades em benefício de outras pessoas como sendo seus filhos queridos. Esses são os irmãos e irmãs ideais como compatriotas.”
Sathya Sai Baba

Ainda haverei de ver! (?) - Por Jorge Carvalho

Concluído e revitalizado o estádio Virgílio Távora (O Mirandão). As ruas da minha cidade limpas, calçadas arborizadas, depósitos para a coleta seletiva do lixo. Praças revitalizadas e propícias ao lazer de crianças, jovens e idosos (os que as abandonaram criminosamente punidos pelo Ministério Público). As serestas retornaram a da Sé. Ainda haverei de ver! Os bairros do meu sofrido Crato sendo respeitados, seus moradores com direito fundamental de andar por ruas limpas, saneamento básico presente. Ainda haverei de ver O Sport Club do Crato, o querido rubro-negro da cidade, sendo o nosso representante no Campeonato Cearense (1ª ou 2ª Divisão). Ainda haverei de ver (ouvir) em uma emissora de rádio educativa ou universitária, instalada em minha cidade, a música de Abidoral, Pachelly, Salatiel, Leninha, João do Crato, Correinha, Eduardo Júnior, Aécio Ramos; Reisado do Mestre Aldenir, Côco das mulheres da Batateira, Reisado Dedé de Luna, Maneiro Pau do Mestre Cirilo, a poesia de Luciano Carneiro. Olival Honor, Bastinha, Josenir Lacerda, as crônica de Emerson Monteiro, Dr. José Flávio, Roberto Jamacaru, os artigos educativos de Alexandre Lucas. Ainda haverei de ver minha cidade possuir um sistema de transporte coletivo que atenda dignamente as crianças, adolescentes e trabalhadores que, confortavelmente se desloquem ao seu ambiente de trabalho ou seu local de estudo. Retornando da mesma maneira aos seus lares. Ainda haverei de ver as nossas escolas de samba retornarem à avenida iluminada (Dr. João Pessoa, Praça da Sé) num trabalho sério de resgate desta manifestação popular (o carnaval). Ainda haverei de ver as nossas festas tradicionais, cívicas, comemorativas (dia de reis, carnaval, dia do município, festas juninas, festa da padroeira, semana do folclore, malhação do Judas, natal... ) calendarizadas, discutidas com a população e não realizadas “em cima da hora” com intuito político eleitoreiro. Ainda haverei de ver o secretário(a) de cultura sendo eleito pelo voto popular. Ainda haverei de ver os nomes do saudoso Eloi Teles, do inesquecível e injustiçado Correinha sendo lembrados para “darem” denominação a alguns futuros logradouros que por casualidade a atual administração venha a construir (ainda haverei de ver?). Ainda haverei de ver na entrada da minha cidade, via bairro São Miguel, uma bela placa, bem iluminada com a frase: “BEM VINDO, AQUI NASCEU CEGO ADERALDO”. Outra, no bairro Batateira, com a frase: “VEM VINDO, AQUI NASCEU SÁ RORIZ – HERÓI DA SEGUNDA GRANDE GUERRA”. Ainda haverei de ver?

Jorge Carvalho
Abril/2010

segunda-feira, 19 de abril de 2010

ARTE, MÍDIA E ESPIRITUALIDADE: O NOVO PARADIGMA ESPIRITUAL (CHICO XAVIER)


Bernardo Melgaço da Silva
De tempo em tempo um novo paradigma surge para substituir, complementar ou transcender um outro fenômeno coletivo indutor, condutor e orientador. Na maioria das vezes os paradigmas estão superpostos ao longo do tempo, semelhante as fases de energia no campo do eletromagnetismo. De um modo geral, uma das fases (paradigma) se sobressai e domina um grupo, nação ou contexto histórico mais amplo. As outras fases continuam no ritmo natural de suas naturezas vibratórias.

A arte sempre esteve presente nas formas de representação da realidade ou na construção ou formatação do imaginário na base dos paradigmas. A música, o teatro, o artesanato, a pintura e outras formas de manifestação foram utilizadas e aperfeiçoadas pela humanidade. Assim, o homem evolui num processo criativo de aperfeiçoamento de seus instrumentos de representação bem como incorpora novas percepções decorrentes dessas experiências e descobertas. Nesse sentido, a identidade humana se entrelaça e se confunde com os instrumentos e objetos psíquicos, biológicos e metafísicos intrínsecos à realidade vivida. A força da criação está no poder de elevar a compreensão do homem: do ser fazendo e fazer sendo.

Nesse contexto, nos defrontamos com um paradoxo histórico. Pois, todo homem é ser antes de fazer, mas também é antes de tudo criador fazendo-se a si mesmo nas diversas circunstâncias em que as leis da natureza chama-o para um novo salto da consciência: autotranscendência. Ele é tanto a escultura quanto o próprio escultor de si mesmo! As expressões latinas EDUCARE e EDUCERE (educar de dentro para fora e educar de fora para dentro), nos faz compreender muito bem o duplo movimento da educação.

Assim sendo, fazemos e somos a realidade que desejamos e vivemos. Não há como fugir dessa verdade! Recentemente o cinema lançou um filme que já virou sucesso de bilheteria. O filme Chico Xavier! A arte se prestando a mostrar a realidade vivida por um homem comum numa cidadezinha do interior de Minas Gerais. Chico é um exemplo marcante da vontade humana que em sua humilde e pobre condição sócio-econômica mostrou para milhões que vale a pena aprender fazendo e fazer criando - e descobrindo! - a verdade mais profunda e universal de todos os tempos: a disciplina interior!

O caráter é, portanto, a alma esculpida com disciplina. Foi o que nos mostrou Chico Xavier. Chico não era apenas um médium dotado de uma capacidade rara de percepção do invisível. Ele é uma referência brasileira de caráter, integridade, honestidade, caridade, bondade e amor. Chico era um artista da alma humana. Ele esculpiu, pintou, representou e ensinou a ciência ou arte do ser-fazer-ser. No mundo caótico e escuro em que vivemos, ele se mostra com humildade como luz e exemplo de valores notáveis a serem seguidos. Por isso mesmo, o seu esforço e disciplina impecável coloca-o no topo dos grandes mestres da humanidade, ao lado de Gandhi, Madre Teresa de Calcutá, São Francisco de Assis, Irmã Dulce etc.

O filme mostra um Chico humano com uma imensa espiritualidade-humanidade. O Chico-mito ou Chico-santo ele mesmo não desejava para si (segundo seus amigos mais próximos). Ele era simples, alegre, amigo, caridoso, hospitaleiro e consciente de suas fraquezas e deficiências humanas. O cinema religioso-espiritual brasileiro está de parabéns com esse lançamento. O próximo lançamento parece prometer sucesso também: o filme NOSSO LAR (baseado no livro psicografado por Chico Xavier). E para concluir vou citar uma frase de um pensador do século passado: “o próximo século será espiritual, ou, então, não será!”.

Bernardo Melgaço da Silva

A Semana que Passou - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Qual o resumo dos eventos internacionais da semana passada?

No início da semana

O Presidente dos EUA, antes fazendo alguns acertos com a Rússia, a segunda maior potência nuclear, convocou uma reunião com alguns países importantes do mundo. Para dizer o quê?

Qual seria a sua política nuclear e as repercussões dela em todo o mundo. E qual a do Irã nisso?

Nada, não tem coisa alguma, é apenas o sparring do big boxer do mundo. Dizendo para todo mundo que o Império ainda não caiu e que cada presidente, a seu bel prazer, decide como usar a Bomba sobre os outros. Antes o método Bush de agir, agora o de Obama.

Do meio para o fim

Quatro países com grandes extensões territoriais e grandes populações (o Canadá é apenas um Dândi que faz chá de caridade) se reuniram no Brasil e procuraram definir um plano de ação conjunta. Não caíram no jogo do Big Boxer de falar em armamento, simplesmente demonstraram que não usarão o Irã como sparring e partiram para coisas “piores” que a bomba.

Por exemplo: excluir os dólares das suas transações correntes; criar mecanismos de financiamento de suas trocas comerciais, ajudas estratégicas em vários setores de desenvolvimento.

Realmente a chamada crise está mudando o cenário mundial! Vejamos o que acontecerá nos próximos anos, tanto no calor do cotidiano pleno de reviravoltas, quanto no arco maior das grandes mudanças. Aliás, além de monitorar as reviravoltas, o mais importante é a grande mudança.

E o vulcão da Islândia?

Como tudo que é humano, está sujeito a saber-se onde o evento mais encolhe o sapato já apertado do sujeito com calos. Por exemplo, todo mundo enxerga o caos aéreo (isso é uma invenção da mídia brasileira em luta pela privatização da INFRAERO). Muitos aeroportos europeus amanheceram parados por conta da nuvem de poeira de um vulcão na Islândia. Então é isso o que significa o vulcão, para os viajantes, aviões no pátio e a impossibilidade de ir para determinado lugar. De outra forma já se sabe o que acontece: não saem do lugar. De castigo, ali mesmo.

Mas tem o pessoal do meio ambiente. O gelo da Islândia diminuiu, o solo ficou mais leve e os vulcões estão vomitando o magma da terra. Que dizer não irrompia antes, pois estava arrolhado pelo gelo.

Esta é a verdadeira e principal demonstração da dialética Hegeliano: o gelo e o fogo. O pessoal só não deve criar medo onde o horror já existe, o efeito é outro. Como a propaganda contra as drogas, apenas amedrontando onde existe tanto “barato”, como diria Geraldo Vandré: pelos campos há delírios, em tantos tormentos.

domingo, 18 de abril de 2010

Pensamento para o Dia 18/04/2010



“O trabalho feito sem interesse ou desejo pelo seu lucro, puramente a partir do amor ou de um sentido de dever, é Yoga. Tal trabalho destrói sua natureza animal e o transformará em um Ser Divino. Sirva a outros visualizando-os como Almas Divinas. Isso ajudará seu progresso e o salvará de cair do estágio espiritual que você alcançou. O serviço é muito mais salutar que votos e adoração. O serviço desintegra o egoísmo latente em você e alarga seu coração. Ele faz seu coração desabrochar.”
Sathya Sai Baba

No Metrô do Cariri - Carlos Eduardo Esmeraldo

Em 1977, em Reunião do Rotary Clube do Crato, um grupo de rotarianos defendia a retirada da Estação Ferroviária do centro da cidade, para instalá-la no Muriti. Esse grupo alegava que a ferrovia fechava sete ruas do centro da cidade. Opus-me a essa idéia porque em todas as grandes cidades brasileiras, as estações ferroviárias situavam-se no centro e os trilhos poderiam servir futuramente à implantação de um metrô de superfície ligando o Crato ao Juazeiro do Norte. No dia seguinte, um colega engenheiro da Coelce ouvia no noticiário do radialista Antônio Vicelmo, um resumo do que fora discutido na reunião do Rotary Clube do Crato do dia anterior. Então ele espalhou entre os demais colegas de trabalho que eu havia apresentado um projeto para instalação de um metrô no Crato. Por isso, fui vítima de muitas chacotas dos demais colegas da Coelce de Fortaleza.
Hoje faço esse registro. Eu andei no metrô do Cariri! Uma realidade que estaria ainda distante, ou possivelmente inviável se aquela idéia dos rotarianos cratenses tivesse sido posta em prática.
Espero que aquele meu colega da Coelce, a quem convidarei para ler este texto, tome conhecimento da realidade em que se tornou aquele meu palpite.
E que retorne o trem de passageiros de Fortaleza ao Crato.


Estação do São José, onde eu e Magali descemos procedentes do Crato!
(Nesta estação os dois trens se encontram na metade do percurso)
Fotos: Magali

Por Carlos Eduardo Esmeraldo.