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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
PÉROLAS DE BASTIDORES

O Médico e escritor José do Vale Feitosa assim se expressou sobre o músico e cientista Paulo Vanzolini:
Zé Nilton: é uma pérola rara neste oceano de tão pouca variedade biológica. É um índio de pé de serra, um mestiço das américas, professor por vocação e um músico de verdade. Faz a nossa alma vibrar como um canto de vida. Estes textos e seus programas são algo que só lá na frente a cidade compreenderá. Os jovens sentirão a gratidão de andar nos encantos de um passado que eles jamais iriam visitar nesta volúpia do minuto por terminar. Este texto do Vanzolini é um pouco do Zé. O Vanzolini foi de uma geração de pesquisadores de campo, que se preocupava com as endemias rurais, ia em busca da cadeia das doenças para criar bases científicas para controlá-las. Uma geração profundamente influenciada por Pasteur, pela Medicina Tropical Inglesa e pela Fundação Rockfeller. Tinha nomes como Lutz, Carlos Chagas, Samuel Pessoa, Deane entre tantos heróis de histórias fabulosas por estes sertões a desbravar o Brasil dos anos 20 a 50. Vanzolini teve muito de seu conhecimento musical nestas andanças, como bem lembra o Zé Nilton com o Cuitelinho que é bonita demais meu Deus do Céu (e sou ateu).
AS 250 CRIANÇAS DE PEDRO ESMERALDO - José do Vale Pinheiro Feitosa
O casal optara por educar os filhos numa escola dinamarquesa, ao invés da alemã, dado a relação professor aluno. Na Dinamarca cada sala de aula tinha seis a oito alunos, enquanto na Alemanha isso era mais que o dobro. Eles viam nesta concentração por sala uma vantagem relativa em termos de aprendizagem.
No Brasil esta questão foi objeto de aprovação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, definindo que o número máximo de alunos em turmas do ensino médio e dos quatro últimos anos do ensino fundamental não pode ultrapassar 35 alunos por turma. Já este número para os primeiros cinco anos do ensino fundamental seria limitado a 25 alunos.
Por qual razão abordo o assunto? É que houve uma abordagem salutar não desta questão especificamente, mas sobre o quantitativo de alunos necessários para a existência de uma escola. Salutar por que o assunto foi provocado pelo Pedro Esmeraldo em face do fechamento da escola Maria Amélia. E como tal foi respondido pelo Prefeito Samuel Araripe pelo menos no Blog do Cariri Agora por uma postagem do Dihelson Mendonça.
A primeira questão é que, democraticamente, o Prefeito do Crato ofereceu à sociedade uma visão de sua gestão de qual seja a viabilidade da existência de uma escola em termos do tamanho de alunos. Segundo o prefeito o próprio FUNDEB criou esta espécie de paradigma, qual seja uma escola não pode ter menos de 500 alunos sobre pena dr “ficar inviabilizada por conta da estrutura. Então, quanto mais alunos, melhor. Essa lei do FUNDEB é uma lei perfeita, então quanto mais alunos, mais recursos aquela escola recebe, e conseqüentemente, melhor estrutura.”
Isso é importante pela oportunidade dos munícipes levantar uma série de questões para a administração municipal. A primeira e mais básica é que não cabe ao cidadão a responsabilidade para encher uma escola com alunos como solicitou, politicamente, o prefeito a Pedro Esmeraldo. Este assunto é da gestão pública, mas cabe, como foi o caso, explicar por que a fechou e não a reabrirá.
A segunda questão é que permite levantar contradições, com base na realidade da ocupação territorial da população no município do Crato e confrontá-la contra o paradigma oriundo da forma de distribuição dos recursos do FUNDEB. Isso é particularmente verdade para comunidades pequenas, em que não se tenham quinhentas crianças ou mesmo as 250 pedidas para Pedrinho “gerar”. Qual será a política da prefeitura nestes casos: condução escolar, concentração territorial de alunos etc.?
Enfim Pedro Esmeraldo e Samuel Araripe abriram um debate salutar e cabe à sociedade desdobrá-lo com toda capacidade de argumentação e espírito público que se espera da construção de um futuro melhor para a cidade e seus cidadãos.
COMPOSITORES DO BRASIL
“Um homem de moral”...(Volta por cima)PAULO VANZOLINI
Por Zé Nilton
Interessante o compositor Paulo Vanzolini. Aliou dois domínios como suportes de seu estar no mundo que para muitos são irreconciliáveis: a estúrdia (boêmia) com os estudos.
Ao longo de seus oitenta e seis anos manteve-se sempre fiel a essas duas formas de conhecimento: a música e a ciência. Grande compositor, renovador do samba paulista, o também médico e respeitado cientista com doutoramento em Zoologia, pela Universidade Harvard, Paulo Emílio Vanzolini. Faz bonito na música como o faz nas suas pesquisas e explanações sobre os insetos. Aliás, também é um dedicado pesquisador musical. Mostrou para o Brasil a riqueza da música do centro-oeste quando recolheu pérolas do folclore da região, como aregravadísssima “Cuitelinho” , entre outras.
Esteve na URCA tempos atrás. Vi-o, de cachimbo aceso, no centro de uma roda de novos professores-pesquisadores, baforando e fazendo gestos vibrantes na direção de seu colega de profissão, o nosso eminente prof. Waltércio Almeida.
Paulista de nascença, mas foi no Rio de Janeiro que aprendeu a fazer samba entre os intervalos de seus estudos universitários, nos anos de 1940.
Diferentemente de muitos, haja visto Noel Rosa, Chico Buarque, Tom Jobim, esse filho da classe média mostrou como é possível conciliar a poesia com a academia. Talvez o triunfo de Vanzolini deva-se a sua capacidade e sensibilidade na tradução das duas artes que se completam por estarem no mesmo plano da natureza. Tom Jobim sobrava nessa possibilidade mas preferiu só a poesia.
Vale a pena saber mais sobre Paulo Vanzolini como músico e cientista, a rede é pródiga.
Sobre sua obra musical falaremos um pouco do muito que produziu, nesta quinta-feira, entre 14 e 15 horas, na Rádio Educadora do Cariri, no programa Compositores do Brasil, que há quase dois anos semanalmente destaca um compositor e sua obra, na perspectiva de atualizar a memória histórica da Música Popular Brasileira.
Na sequencia:
CUITELINHO, colhida por Paulo Vanzolini com Nara Leão
CAPOEIRA DO ARNALDO, de Paulo Vanzolini com Ary Lobo
O RATO ROEU A ROUPA DO REI DE ROMA, de Paulo Vanzolini com Paulo Vanzolini
CHORAVA NO MEIO DA RUA, de Paulo Vanzolini com Cristina Buarque
NA BOCA DA NOITE, de Paulo Vanzolini e Toquinho com Toquinho
SAMBA ERUDITO, de Paulo Vanzolini com Paulo Vanzolini
BANDEIRA DE GUERRA, de Paulo Vanzolini com Paulinho da Viola
AMOR DE TRAPO, de Paulo Vanzolini com Os Demônios da Garoa
MARIA QUE NINGUÉM QUERIA, de Paulo Vanzolini com Nelson Gonçalves
PRAÇA CLÓVIS, de Paulo Vanzolini com Chico Buarque
VOLTA POR CIMA, de Paulo Vanzolini com Maurici Moura
RONDA, de Paulo Vanzolini com Márcia
Programa: Compositores do Brasil
Rádio Educadora do Cariri (www.radioeducaroradocariri.com)
Todas as quintas de 14 as 15 horas
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Operador high tech: Iderval Dias
Direção Geral: Dr. Geraldo Correia Braga
Centro Cultural BNB Cariri - Programação Semanal
Prefeito Samuel Araripe faz Proposta ao Pedro Esmeraldo sobre a Escola Maria Amélia
"Se o Pedrinho Esmeraldo conseguir um mínimo de 250 alunos do próprio local, a fim de manter a escola em funcionamento, eu, Prefeito Samuel Araripe, reabro a escolinha Maria Amélia"
Prefeito Samuel Araripe
Visando esclarecer os fatos que acontecem na nossa cidade, o Blog do Crato foi conversar com o prefeito Samuel Araripe sobre a questão levantada pelo Sr. Pedro Esmerado, quanto ao fechamento já há alguns anos da escolinha Maria Amélia que funcionava no Sítio São José. Entrevistado por mim, o prefeito Samuel Araripe disse o seguinte:SA - "O Pedrinho Esmeraldo esteve há algum tempo em conversa comigo sobre o fechamento dessa escola. Eu lamento bastante que um veículo de educação seja fechado, mas existe um número mínimo de alunos para que uma escola possa manter-se. As despesas são enormes e o local não comportava. Era prejuízo para o município. Depois de explicar a ele todo o procedimento e os elevados custos, eu ainda lhe fiz uma proposta, que mantenho até hoje: -- Se o Pedrinho Esmeraldo conseguir arrumar um mínimo de 250 alunos do próprio local para garantir o funcionamento, eu, Prefeito Samuel Araripe, reabro a escolinha Maria Amélia. Sabe quando o Pedrinho voltou lá ? Nunca mais. Acho que ele não conseguiu esses alunos. Agora, temos que passar para o público como é que a coisa toda funciona para se manter uma escola:
Hoje, a tese universal, é de que a escola tem que ter no mínimo, 500 alunos. Porque cada aluno recebe um valor do FUNDEB. A título só de exemplo, pra pessoa compreender, o valor exato, depois eu te passo quanto cada aluno recebe, vamos supor uma escola com 1000 alunos. Então cada aluno vale 1000 reais/ano ( para o Fundeb ). Então aquela escola recebe do FUNDEB, R$ 1.000.000,00 ( Hum Milhão de reais ano ).
Então, uma escola com um orçamento de 1 milhão/ano vai ter tudo que o aluno precisa, vai ter computador, vai ter material didático, vai ter fardamento, vai ter uma quadra coberta...agora, quando a escola tem menos alunos, por exemplo, uma escola com 50 alunos; A Manutenção daquela escola precisa daquela que tem muitos alunos pra poder suprir, aí tem que ter pra pagar a mesma estrutura: Vigia, energia, telefone, diretora, professora, merendeira, e por aí vai. Então, a tese é que a escola tem que ter...o ideal seria uma escola de 1.000 alunos pra frente.DM - Mas se fosse de 50 ( alunos ), seriam 50 x 1000...
SA - É, R$ 50.000/Ano. Olha a diferença! Pra você pagar o salário do professor, da diretora, da energia, do telefone, então, ela fica inviabilizada por conta da estrutura. Então, quanto mais alunos, melhor. Essa lei do FUNDEB é uma lei perfeita, então quanto mais alunos, mais recursos aquela escola recebe, e consequentemente, melhor estrutura.
Mas sustento a minha palavra: Se o Pedrinho Esmeraldo , a quem tenho grande estima e consideração, por já haver por muitas vezes demonstrado que se preocupa com os problemas do Crato, conseguir um mínimo de 250 alunos do próprio local que viabilize a sustentação da escola Maria Amélia, Eu, Samuel Araripe reabrirei a escola.
Reportagem: Dihelson Mendonça
terça-feira, 30 de novembro de 2010
ELEMENTOS ESTÉTICOS DA CENA BRINCANTE
| Xilogravura de Carlos Henrique (Crato-CE) |
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| Xilogravura de Carlos Henrique (Crato-CE) |
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| Xilogravura de Carlos Henrique (Crato-CE) |
Pra quem gosta de MÚSICA DE QUALIDADE - Festival de Choro e Jazz em Jericoacoara
CULTURA: FESTIVAL DE CHORO E JAZZ DE JERICOACOARA
Com as presenças de alguns dos maiores nomes da música instrumental e vocal do Brasil, o II Festival de Choro e Jazz de Jericoacoara prova que veio para ficar. Presenças de grandes nomes como Hermeto Pascoal, Arismar do Espírito Santo, Banda Mantiqueira, Yamandú Costa, Théo de Barros, Trio Curupira, Moderna Tradição, Dori Caymmi, um dos mais famosos acordeonistas do mundo: Richard Galliano, Renato Braz, Cléber Almeida, o violonista Maurício Carrilho, o cantor Celso Viáfora, a cantora Joyce Moreno, e o pequeno Guiliano Eriston estarão no Festival na praia.A segunda edição do Festival de Choro e Jazz de Jericoacoara começa amanhã e segue até próximo sábado. Entre as atrações, Yamandú Costa e Dori Caymmi. Mar, sol, dunas, boa mesa e brisa de tranquilidade. Quer mais? Que tal cinco dias com grandes nomes da música instrumental, nacional e internacional, se apresentando ao ar livre, de graça, na badaladíssima praia do litoral oeste do Ceará: Jericoacoara! Pois é lá mesmo, na antiga vila de pescadores, encravada bem no meio do Parque Nacional homônimo, que começa amanhã, 30, e segue até próximo sábado, dia 4, a segunda edição do "Festival de Choro e Jazz Jericoacoara". Para o evento de 2010, o responsável pela produção da iniciativa, o paulistano Antonio Ivan, mais conhecido como Capucho, destaca que a proposta do Festival é intensificar a integração das linguagens entre chorões e jazzistas.
"Teremos aqui o encontro de nomes representativos da cena musical do Brasil, Argentina e França. Estão vindo artistas antenados com a música contemporânea e tradicional do mundo inteiro. Estamos certos de que, novamente, esse evento proporcionará momentos e experiências bem instigantes", destaca produtor. Quem abre os trabalhos, amanhã, a partir das 20h, no palco montado na praça principal, e única do vilarejo, é o representante da cena local Guiliano Eriston. O garoto virtuose, de apenas 13 anos, nascido em Bela Cruz, Interior do Ceará, acumula no currículo, além de sete anos de carreira, acompanhamentos a artistas como Roberta Sá, Davi Moraes, Toninho Horta, Pedro Luiz e outros. Nessa mesma noite, às 21h, o grupo de solistas "Moderna Tradição" formado por Benjamim Taubkin (pianista), Izaías Bueno de Almeida (bandolinista), Israel 7 Cordas (violonista), Nailor Proveta (saxofonista e clarinetista), e Guello (percussionista), vêm de São Paulo mostrar o que é que o choro tem.
Na sequência, a partir das 23h, a "Banda Mantiqueira", comandada pelo arranjador Nailor Proveta, juntamente com alguns músicos da "Moderna Tradição", garantem a elegância do final da festa com peças de Tom Jobim, Pixinguinha e Cartola, dentre muitos outros.Programação
As apresentações da segunda noite do Festival de Choro e Jazz de Jericoacoara fica a cargo do "Trio Curupira", também de São Paulo, formado pelos jovens instrumentistas André Marques, Ricardo Zohyo e Cleber Almeida. Às 23h, ninguém menos que o cearense Manassés, dará o ar da graça no palco montado na Rua Principal.
Na quarta-feira, o acordeonista francês Richard Galliano, vem mostrar sua música globalizada que mescla tango argentino e jazz. Logo após, os irmãos Rudi y Nini Flores, vêm compartilhar o Chamamé, ritmo da província de Corrientes, na Argentina, lugar onde nasceram. Os "hermanos" contarão com a participação especial do gaúcho da fronteira e acordeonista, Luiz Carlos Borges.Os dois últimos dias serão especiais. Na quinta-feira, 3, o maestro baiano Dori Caymmi chega para lançar seu mais recente CD, "Mundo de Dentro" e divide o palco com o paulistano Renato Braz. Ainda nessa noite, a cantora Joyce Moreno, relança o CD "Feminina", um marco na carreira da intérprete que traz, dentre outras canções, a inesquecível "Clareana", finalista do Festival MPB-80 e que, em 2010, completa 30 anos de lançamento.
A apresentação da diva terá participação especial do violonista carioca Théo de Barros. No sábado, o Festival de Choro e Jazz de Jericoacoara recebe as estrelas de primeira grandeza Yamandú Costa e Hermeto Pascoal. O evento vai promover também oficinas, cujos horários e datas ainda não estão definidos. Agora é arrumar as malas, atravessar as dunas, garimpar um lugar para se hospedar e aproveitar a mistura de som e música proposta pelo Festival de Choro e Jazz.
OficinasPrática de Conjunto e Guitarra
Arismar do Espírito Santo
Violão
Maurício Carrilho
Violão
Alessandro Penezzi
Piano
André Marques
Composição
Celso Viáfora
Sax
Marcelo Bernardes
Panorama da MPB
Pedro Aragão
Flauta
Toninho Carrasqueira
Percussão
Cléber Almeida
Bateria
Márcio Bahia
MAIS INFORMAÇÕES
II Festival de Choro e Jazz de Jericoacoara, de 30 de novembro a 4 de dezembro, às 21h, na Praça Principal da Vila. Contato: (11) 8152.4387
NATERCIA ROCHA
Reportagem do Diário do Nordeste
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Eduardo Campos precisa ser mais Arraes - José do Vale Pinheiro Feitosa
Eduardo Campos não pode se tornar uma nova marionete do pensamento conservador brasileiro. Jovem, talentoso e um líder bem forjado, não deveria cair neste discurso classe média da saída de alguns sobre a desigualdade geral. Eduardo Campos tem de acordar para o verdadeiro papel de líder nordestino uma vez que seu partido é hegemônico ali e ele tem que se confrontar com a dupla familiar dos Gomes no Ceará. Uma grande oportunidade para quem tem um lado e uma herança histórica.
O primeiro tropeço de um líder político, ou, melhor, o primeiro degrau conservador, é querer tratar a política como uma gerência de empresa ou mera economia doméstica. Ora a questão dos custos crescentes da saúde não é apenas uma questão das contas do Estado. Ela, mesmo nos EUA, com base no negócio privado dos Planos de Saúde, é um problema amplo da sociedade e, portanto, da saúde. O problema da relação de gastos com saúde (pública e privada) e valor do PIB é uma questão política nacional. Os EUA já marcham para 15% do PIB e com resultados absolutamente perdedores em ampla generalidade.
Quem pôs na cabeça de Eduardo Campos que a gestão privada da saúde é mais eficiente, ou é incompetente para assessor um jovem político ou tem má fé e esconde as agruras dos planos de saúde se defrontando com gastos crescentes, margens de lucros decrescentes e os prestadores de saúde o tempo todo insatisfeitos. Qualquer beneficiário de Plano de Saúde reconhece a limitação dos médicos credenciados, as consultas de 10 minutos, as dificuldades de realizar exames, de internar-se e ser atendido pelo seu médico.
O Brasil efetivamente precisa aumentar gastos com saúde e se for pelo direito universal só poderá ser feito com impostos. Igualmente o líder político tem de se preocupar com o equilíbrio social das várias funções do Estado e da sociedade: obras, saúde, educação, segurança etc. Do mesmo modo é preciso regular e dar melhor função de melhor aproveitamento à incorporação e uso das tecnologias sempre caras em saúde. Em terceiro lugar, como um líder que tem vôo para ser nacional, o jovem governador tem de vir para o debate da ganância dos produtores de tecnologia, com contas em Bolsa de Valores e que têm de remunerar capitalistas com grandes margens de lucros. Para isso é preciso uma política de C&T com apoio da sociedade e do Estado para que a tecnologia de saúde barateasse, inclusive com a produção pública de muitos insumos.
Eduardo Campos abandonará a bandeira de Arraes se quiser ocupar o vazio do neoliberalismo. Ele é de um partido socialista e como tal, não deve acreditar meramente na teoria do pêndulo: contra Estado e a favor do Estado. Isso não existe, mas uma sociedade desigual, precisando direitos universais continua sendo um grande e histórico desafio para as lideranças políticas. Eduardo, em que pese o orgulho de ser “Campos”, precisa ser mais “Arraes”. Não pode meramente incursionar nos corredores atapetados que recebem os passos dos prestadores de serviço da velha e arcaica elite brasileira.
Pensamento para o Dia 29/11/2010

“O processo de purificação do instrumento interno do homem no cadinho do discurso, do sentimento e da ação unidirecionados e voltados apenas para Deus é chamado penitência (Thapas). A consciência interna, então, se livra de todas as imperfeições e defeitos. Quando a consciência interior tornar-se pura e imaculada, Deus residirá nela. Finalmente, ele experimentará a visão do Próprio Senhor dentro dele.”
Sathya Sai Baba
domingo, 28 de novembro de 2010
GUERRILHA VITORIOSA!!!
SERTANEJAS - POR CLAUDE BLOC
sábado, 27 de novembro de 2010
A INTERNET EM AQUARIUS
Como já estou acostumado com as mutações existenciais do universo paralelo, fiz desta vez uma viagem tranqüila e segura, vez estar desintegrado em íons imantados a um grande imã, sem prejuízo molecular para minha reintegração material em Aquarius, ao entrar na nossa galáxia Atenas, nem ao som do ruído do redutor gravitacional me foi motivo de preocupação inicial á viagem.
Aos procedimentos, já bastante expostos na série aquarianos, fui convidado a participar da plenária. O Tema: A Instalação de uma torre de transmissão da internet em Aquarius, eu já fui ficando alegre, pois estas viagens sempre são cansativas e desgastantes, assim em futuro breve, a minha comunicação com os aquarianos seria confortavelmente on line, sem prejuízo para os altíssimos gastos com a minha trajetória - Terra Aquarius – Aquarius Terra.
O Projetista foi logo dizendo, nós temos sérios problemas para esta transmissão, primeiro: a densidade da atmosfera terrestre é muito alta, segundo: o campo gravitacional terrestre é muito forte, além do fato da inconstância climática ser de uma variedade muito intensa para a nossa preciosa tecnologia. Vez que, um raio na terra, poderia desencadear uma ruptura em toda a rede de computadores, vez que a transmissão da matéria escura para a matéria não escura cria um campo gravitacional que, em se tratando da terra, teria que se fazer um refluxo, sairia assim, um problema para os terráqueos e criariam inúmeros para os Aquarianos.
Depois de um debate enriquecedor entre o calculador de potencia e o revisor gravitacional, o seqüenciador de ondas pediu a palavra e disse: Em alto e bom tom: Pelos relatórios consta que uma comunicação entre Terra e Marte para compreensão duraria mais de 72 horas, vez a velocidade de o som ser ainda muito lenta.
Aquarius fica a uma distancia mil vezes superior/ a terra marte/ logo o projeto deveria ser abortado. O Filósofo aquariano pediu a palavra e perguntou quem forneceu aqueles dados/ são dados dos terrestres:/ O Filósofo riu, e disse: realmente vocês têm razão, mas tem um probleminha – Perguntei – Qual? O Sábio Aquariano respondeu vocês querem uma comunicação regressiva de 100o anos, ou em tempo real? A Emoção tomou de conta, se bem que em Aquarius não existe emoção, todos gritaram: em tempo real - O filósofo, queridos aquarianos: em Aquarius o tempo real não existe- O Silencio tomou conta de todos nós.
Série: Aquarianos
Texto: Lendas Futuras
Luiz Domingos de Luna
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Idolatria primária - Emerson Monteiro
Tanto que se dá valor a coisas irrelevantes nesta vida que ao encontrar aquilo que na verdade pede atenção ficam as pessoas meio desconfiadas, achando que esqueceram o que de importante haveria e é essencial para levar aos bolsos e dotar a vida. São os efeitos colaterais da distração impostos pelos instrumentos modernos, vícios inconvenientes da ilusão.
A realidade mesma, a que merece respeito e ocupação dos sentidos, quantas vezes deixamos de lado, o amor aos filhos, aos pais, ao marido, à mulher, ao próximo, que se tornaram assuntos vulgares, matéria das novelas sucessivas da televisão, reino vasto das emoções enlatadas...
Para onde dirigir a visão, o indivíduo cumpre determinações do mercado de consumo, até em termos de crença, que, para muitos, raia campos de mera credulidade, preenchimento das fichas do invisível a preço do imediatismo.
No entanto a fome de justiça e a fé continuam rasgando as entranhas dos tempos e dos costumes. Aceitar o desconhecido precisa de consciência, pois a dureza do solo cotidiano assim exige. Essa atitude conformista de engolir as pílulas douradas do esquecimento da realidade jamais satisfará o desejo de equilíbrio que nasce com a gente e sobreviverá para sempre nos demais.
Preencher o vazio apenas com farrapos desnecessários anestesia durante algum tempo, contudo a cólica volta mais forte na sensação de inutilidade e perda de mínimas condições de amor. Disso anda cheio o mundo, homens impacientes, angustiados e agressivos, sem responder ao para que viessem e sumiram longe na próxima curva, fora de ao menos oferecer outros meios e exemplos aos que os aguardaram, na solução dos dramas existenciais elementares.
Nesse apetite agoniado de música nova os dentes mastigaram fel de pedra e poeira, disparos sem qualquer nexo revolucionário a não ser a intenção de ferir os céus da boca das feras inexistentes da droga, no padrão oficial da vontade.
Correm pelas ruas ventos de medo na forma dos ídolos vagos de quaisquer significados. Gente complexa, desavisada no estágio das consequências do que querem, e fazem lama onde antes havia ar puro, água limpa e esperança. Isso constrange, revira de dentro as barrigas famintas de outros sonhos que não fossem tão só de desespero e temor.
Os tais batalhões de gente agressiva pelo simples gesto de ferir, vingar o que ninguém sabe quando, embalados na ira dos atores no palco gigantesco das florestas das cidades artificiais produzem massas, batatas estragadas e luas cinzentas, que ainda brilham no espaço desses turnos assustados.
Silenciosas, gerações inteiras fixam os olhos nas imagens de terras estranhas, senhores de cicatrizes e tatuagens escuras, vestes andrajosas, garras afiadas, numa praia deserta e maré de esperas insistentes. Só.
As carcaças de barcos antigos projetam suas sombras no pôr do sol envoltas nas águas verdes que estiram os dedos às várias outras estações perdidas nas praias dos mundos enigmáticos.
CARIRI É BRASIL
| Brincantes do Reisado Infantil Mestre Dedé de Luna - Crato-CE-Brasil (Foto de Júlio César) |
O fortalecimento da cultura popular como fator de identidade e desenvolvimento regional no sentido de favorecer a qualidade de vida de mestres, brincantes e artistas populares, a partir de suas comunidades e da valorização da memória e do folclore como temperos da auto-estima e do redescobrimento de nossas origens, passa necessariamente por um amplo investimento no turismo cultural, e, de certo modo, pela “desespetacularização” dos folguedos, promovendo distritos, vilas e bairros como destinos turísticos, seja o receptivo para o país e o mundo, seja o de mobilização interna, dotando-lhes de infra-estrutura adequada e gerando oportunidades de ocupação, renda e estímulo à transmissão do saber popular aos mais jovens.
Pensamento para o Dia 27/11/2010

“Dos instrumentos utilizados por todos, o corpo com as mãos prontas executa o pensamento que é expresso em palavras. As ações, a obra, o trabalho com os quais a mão do homem está engajada, esses são a fonte de toda a felicidade ou miséria para todos. O homem afirma que está feliz ou que está ansioso ou com medo, ou que está em apuros. Ele atribui a causa dessas condições a qualquer outra pessoa que não ele próprio. Essa crença baseia-se em um fundamento errado. Felicidade e miséria são devidas às suas próprias ações. Se alguém aceita ou rejeita essa verdade, ele terá de sofrer todas as consequências de suas ações. Essa é a lei da natureza.”
Sathya Sai Baba
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Rio de Janeiro: tudo pode ficar pior - José do Vale Pinheiro
Um ódio simultaneamente formulado num passado de preconceitos contra pobres e favelados e outro mais sutilmente construído pela psicologia de massa do cinema americano. Mesmo quando mostram loucos no gatilho, o cinema americano tem um prazer estético de eviscerar a destruição capaz pelas armas de fogo. Afinal são grandes comerciantes de armas de destruição.
Muita gente vendo a cena daqueles homens em fuga, carregando armas e mochilas de munição, imaginou alguma algo tipo um Rambo da vida ou um Apocalipse Now, com helicópteros surgindo por sobre o morro, cuspindo balas mortais sobre aqueles desesperados em fuga. Uma varredura de balas destrutivas deixando uma esteira de mortos como as pedras de uma fileira de dominós caindo.
Isso é o que se teme no caso do Rio de Janeiro: a mortandade provocada pelas forças de segurança. Tão criminosa e condenável qual aquelas perpetradas pela ditadura militar. Igualmente se deixaria de justificar toda a juventude e a justa luta de pessoas como Dilma Roussef que foram para organizações clandestinas lutar contra as forças de repressão.
Todos aqueles que pegam e pegaram em armas nas comunidades pobres do Rio de Janeiro têm o direito sagrado à vida e as forças policiais não têm nenhum apoio legal de tirar-lhes a vida. Uma força do Estado de Direito, realmente tem que levar estes homens armados a se renderem e a serem julgados. Nenhum policial, de qualquer patente está autorizado a executar qualquer prisioneiro, a promover tortura e tampouco a dar vazões, por mais razões psicológicas que tenham no campo, ao espírito vingativo.
O soldado para ser diferente do criminoso é aquele que age dentro da lei e para proteger a todos. Por isso continua um clima de muita apreensão de hoje à noite até os próximos dias, especialmente em face do final de semana. O que acontecerá no campo de operações para que se evitem amontoados de cadáveres? Mesmo os blindados não poderão usar suas armas mais potentes, pois seria a destruição física das moradias e da vida de pessoas pacatas.
Uma carnificina, um incursão vingativa, mudaria o patamar militar da ação destas milícias. O crime organizado é um comércio organizado. Violento, mas comércio. Uma sociedade com ódio dentro de si cria uma cadeia de violência numa escalada em que começam aparecer homens bomba, carros explodindo e destruindo muitas vidas. Os danos de violência serão sempre terríveis: Colômbia, México, o Oriente Médio, a Índia e assim por diante.
Todos devem perceber que as ações criminosas nas ruas ou são da esfera do assalto clássico a motorista ou a queima de veículo, sem provocar vítimas. Ainda está assim e é bom que esse seja o limite das ações de vingança dos bandidos. Isso depende muito do comportamento legal da forças de segurança envolvidas nesta guerra. Depende do Presidente Lula, da Presidente eleita e do Governador Cabral. Nenhum Ministro, Secretário ou comandante poderá agir fora a esfera política e esta esfera é uma só: a proteção da sociedade, especialmente da população que se encontra na área de conflito.
Retorno ao assunto, reforçando um pouco o que o Zé Flávio disse no texto que escreveu com referência a esta guerra.
Os vândalos do semi-árido demoliram a Escola do São José
A questão é que muita gente só tem cabeça porque prego tem, isto é, só serve para levar pancada.
Dizem que quando ladra o cão, a caravana passa e eu estou metido nesse meio. Como um cidadão servil e honesto, digno e de valor, pois sou favorável a conservação e o respeito às coisas públicas.
Não ando conversando disparates com ninguém e nem utilizo artimanhas fraudulentas para adquirir farturas.
Não procuro ser rico, porque para mim a riqueza é supérflua. Não venham pronunciar desculpas esfarrapadas dizendo que a escola estava fechada há sete anos. Isso é pura balela de pessoas fracas que não tem razão para desculpar-se.
Afirmo que foi ocupada por marginal, mas declaro que por várias vezes a polícia vistoriou o prédio e nada encontrou, a não ser sujeira.
Neste momento, passo a dizer a esse digno senhor orelhudo, sem tecnologia e sem conhecimento dos fatos, que emprega um português macarrônico é pessoa desrespeitadora da consciência alheia.
Agora repito que essa escola não foi fechada há muito tempo não, como dizem. Essa escola foi fechada por um senhor assombrado e incongruente (vindo não sei de onde).
Logo após a queda da doutora Fabíola da Secretaria de Educação, aconteceu o inesperado, que foi o fechamento da escola.
Antes disso, houve uma desavença entre uma senhora da sociedade cratense com as três professoras, que culminaria com a transferência dessas professoras para outra escola mais distante.
Crato-CE, 24/01/2010.
GUERRILHA DA OUSADIA E DA INSUBMISSÃO!!!
20h30min - NAS GARRAS DO CAPA-BODE (Livre, 35min)
22h00min - LIFANCO: SHOW VALORES CULTURAIS
Coordenador Geral
(88) 8801.0897 / (88) 9960.4466 / (88) 3523.7430 / (88) 3523.2168







