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quarta-feira, 13 de abril de 2011

COMÉDIA NO CCBNB

A COMÉDIA DA MALDIÇÃO
Texto e Direção de Cacá Araújo
Com a Cia. Cearense de Teatro Brincante
Dia 15 de abril/2011, sexta, às 19h
CCBNB Cariri (Juazeiro do Norte-CE)

Foto de Gessy Maia
Uma das mais antigas lendas brasileiras recontada com a graça do humor sertanejo, há seis anos em cartaz, encantando mais de 20.000 espectadores.

Num pequeno povoado do interior nordestino, a linda jovem Ana Expedita, louca de paixão pelo Vigário Felizberto, vale-se de uma infalível simpatia para conquistar o coração do amado: serve-lhe café coado no fundo da calcinha. Com ele amancebada, é condenada à terrível maldição de virar Mula-sem-cabeça. 
Sabendo da desgraça da filha, a rica Viúva Fantina encarrega os homens da cidade da tarefa de descobrir como desfazer o encantamento e ganhar muita riqueza. É aí que o cachaceiro Tandô, antigo namorado da viúva, se transforma em herói. Mas a menina não podia ver batina e...

ELENCO:
Cacá Araújo: Tandô
Charline Moura: Irmã Francilina 
Edival Dias: Padre Sebastião
Joênio Alves: Mãe Luzia
Jonyzia Fernandes: Ana Expedita
Josernany Oliveira: Brincante da Mula
Kelvya Maia: Leide Zefa
Márcio Silvestre: Vigário Felizberto
Monalissa Novais: Cibita
Orleyna Moura: Viúva Fantina
Paula Amorim: Ladra
Paulo Fernandes: Dono da Bodega
Paulo Henrique Macêdo: Fotógrafo Jorjão
Raquel Silva: Beata Carmélia
Rosa Waleska Nobre: Zulmira
Samara Neres: Cantadora

MÚSICOS:
Lifanco (viola) e elenco (percussão)

TÉCNICA:
Texto e Direção Geral: Cacá Araújo
Assistência de Direção: Orleyna Moura
Cenografia: França Soares e Cacá Araújo 
Sonoplastia e Iluminação: Cacá Araújo
Maquiagem e Figurino: Joênio Alves
Música: Cacá Araújo e Lifanco
Operação de Luz: Diogo Stálin Araújo
Operação de Som: Emerson Rodrigues
Cinegrafia: Antonio Wideny (Toyota)
Fotografia: Gessy Maia
Produção Geral: Sociedade Cariri das Artes


BREVE HISTÓRICO DA COMPANHIA:

Em 2005, quando das primeiras investidas em pesquisa e encenação de dramaturgia alinhada à cultura tradicional popular, resultando na criação e encenação da peça teatral centralizada no mito da Mula-sem-cabeça, “A Comédia da Maldição”, de Cacá Araújo, a Cia. Cearense de Teatro Brincante, órgão da Sociedade Cariri das Artes, dá a partida em seu funcionamento. 

A Cia. Cearense de Teatro Brincante / Sociedade Cariri das Artes, conta com o apoio da Prefeitura Municipal do Crato, através da Secretaria de Cultura, e é hoje Ponto de Cultura Brasil (Minc/Secult-CE), selecionada com o projeto CENA BRINCANTE em 2008/2009, atuando no desenvolvimento de dramaturgia voltada às tradições populares e também na formação de atores e técnicos a partir da gestualidade, do ritmo, da música, do imaginário e da performance dos folguedos, lendas e mitos nordestino-universais.

Como é o resultado concreto da necessidade de pesquisar, desenvolver e difundir a cultura tradicional popular cearense, nordestina e brasileira, tem uma relação muito estreita com e na comunidade de mestres e brincantes de todo o município e região, artistas de variadas linguagens e modalidades, estudantes de escolas públicas e privadas, universitários, intelectuais, movimentos populares e povo em geral. 

Principais Atividades:

TEATRO: Pesquisa, dramaturgia e encenação de espetáculos com estética popular-sertaneja;
CIRCO: Performance circense; Oficinas de malabares, perna-de-pau, balé aéreo e maquiagem artística;
FOLCLORE: Pesquisa; Festas Populares; Folguedos;
COLABORACIONISMO: Apoio a grupos e instituições congêneres;
EVENTOS: Guerrilha do Ato Dramático Caririense (sempre em novembro, parceria cooperativada entre grupos e companhias de artes cênicas da região); Festa Popular da Malhação do Judas (cortejo de atores-brincantes e caretas, banda cabaçal, recriação dramática do tradicional roubo do sítio Judas, testamento em versos populares, Sábado de Aleluia).  

Projetos em andamento:

CENA BRINCANTE: pesquisa, dramaturgia, formação de atores e técnicos, montagem de espetáculos;
O PECADO DE CLARA MENINA: espetáculo teatral em cartaz;
A COMÉDIA DA MALDIÇÃO: espetáculo teatral em cartaz, nas modalidades palco à italiana e rua;
A DONZELA E O CANGACEIRO: espetáculo teatral selecionado no VI Edital de Incentivo às Artes do Governo do Estado do Ceará (em processo montagem);
O MAPA DA BOTIJA: espetáculo teatral infantil (em processo de montagem);
CIRCO DO SOPÉ: projeto selecionado no Edital Microprojetos + Cultura, realizado pelo Circo-Escola Alegria (em cartaz);
COMÉDIA NA RUA DAS TRADIÇÕES: circuito de espetáculos da Cia. Cearense de Teatro Brincante, na modalidade “teatro de rua”, cujos temas são inspirados no universo da cultura tradicional popular; e integração/vivência com mestres e brincantes.

Crato-CE, abril do ano 2011.

Cacá Araújo
Diretor
(88) 8801.0897
(88) 9960.4466

terça-feira, 12 de abril de 2011

A cultura dos atentados - Emerson Monteiro

Qualquer órgão da mídia que pretenda sobreviver à velocidade dos trens velozes desta fase contemporânea há que divulgar, com ênfase, os desmandos e práticas perversas dos grupos terroristas espalhados pelo mundo, noutras praças, noutras regiões. Sensacionalismo corre solto e alimenta faixa extensa de telespectadores e leitores. Alguém que observe notará, todo dia, nos cantos perdidos de jornais presos nas bancas, as notícias iguais, agora pequenas, de onze, quinze, vinte, vinte e dois civis assassinados sem julgamento, com explosão de bombas em países de que nem ouvira falar até então. Além de toda previsão, talvez nas mesmas proporções em que a raça cresce, tristes grupos exercitam a tara de eliminar vidas, qual disseminando o terror para reduzir a fome, na visão doentia dos autores, falsos moralistas e dementes vingativos de todo gênero.
Disso conclusão pode tirar, na mania de racionalizar a que pessoas se acostumaram em frente das telas acesas. Quer participar dos destemperos e das indigestões cotidianas. Participar de qualquer modo. Participar, nem que pronunciando palavras de efeito retardado, tipo: - Horrível isto; ah, meu Deus, quanta barbárie; monstro à solta; vamos rezar; fazer um minuto de silêncio às vítimas; etc.
Espécie de passividade crônica invade a consciência e prende as atenções, num bloco frágil de dores e traumas, distância e impotência. Detrás disso, lá estão os velhos códigos da continuidade. Tanger adiante o rebanho, produzir para viver, ouvir e esquecer.
Os efeitos do comportamento nos quadrantes da grande humanidade geraram, pois, espécie de monstro coletivo nunca previsto nos manuais políticos. O poderoso mercado econômico, contudo, sobreviverá e retrabalha, grosso modo, seus materiais recolhidos nas fezes da besta sagrada que domina os esquadrões da morte e funcionam às escondidas, nas horas caladas dos aparelhos administrativos. O menor existiria em função do maior, o que virou a lei de prosseguimento da história, sem mais questionamentos. O indivíduo anônimo e o grande Estado que busquem conciliar seus interesses nos poucos lugares ao sol de prolongar a vida na face do Planeta através das conferências ecológicas.
Nessas trágicas e dolorosas explosões do inesperado, nos endereços lotéricos das ocasiões, seguem os elementos da discórdia e da concórdia, agarrados entre si, no romance do sadomasoquismo, vistas motivações das forças maiores. Por isso, nada de a quem reclamar pela sorte desses tempos cinzentos. Baixar a cabeça e supor que o vexame das notícias amargas diz respeito aos outros somente, noutros filmes afastados, montados em painéis estranhos, à margem das rodovias marcianas, longe das tintas fortes dos monitores a invadir as casas de porta com o sangue limpo do cordeiro pascal.

Geraldo Freire - Igreja Matriz recebe “novo” relógio

Igreja Matriz recebe “novo” relógio

Após 1 ano de reforma, Jucás recebe de volta, o relógio da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo.

A reforma do relógio teve como objetivo torná-lo automático, já que até então, era necessário o trabalho humano para dar corda no mesmo.

Essa transformação foi realizada pelo Sr. Geraldo Ramos Freire, de Juazeiro do Norte, único especialista em relógios desse tipo em todo o Nordeste.

O Sr. Geraldo confessou à Assessoria de Comunicação do Governo Municipal de Jucás “Não tenho conhecimento de um relógio igual a esse no Nordeste. Talvez não haja outro igual em todo o Brasil”, explicou o relojoeiro, que logo em seguida disparou “Este relógio é idêntico ao relógio utilizado no Big Ben de Londres.”

O trabalho do Sr. Geraldo consistia em automatizar o relógio, que agora é conectado a energia elétrica através de dois motores. O sistema ficou seguro, graças a intervenção do eletricista da prefeitura, Cícero, que sugeriu a implantação de um quadro de energia.


Sr. Geraldo Ramos instalando o relógio na torre da Igreja.


Esta reforma foi custeada pelo Governo Municipal de Jucás e teve um investimento de mais de R$ 16.000,00. A única exigência era a manutenção da máquina original, que data de 1947, de fabricação do Salesianas de Juazeiro do Norte.

O prefeito Helânio Facundo justificou o investimento. “O relógio da Igreja precisava de uma reforma há anos, já que o mesmo poderia ter algum problema e parar de funcionar a qualquer momento. Aproveitando o ensejo, resolvemos automatizá-lo, o que o tornou mais prático, confiável e durável. A prefeitura fez essa parceria com a paróquia, pensando em preservar nosso principal patrimônio histórico e ponto turístico, que é a Igreja de Nossa Senhora do Carmo.”


O relógio fabricado em 1947 teve sua máquina preservada.
A belíssima Igreja de N. S. do Carmo, agora com o seu "novo" relógio.

Clique aqui para conferir a matéria original!

 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS - UECE abre inscrições para o Vestibular de 2011.2


A Universidade Estadual do Ceará (Uece) através da Comissão Executiva do Vestibular (CEV) informa que estarão abertas as inscrições para o segundo vestibular de 2011, no período de 11 a 26 de abril de 2011, somente pela internet, tanto para os cursos de Fortaleza, quanto para os cursos das Unidades da UECE no interior do Estado. Ao todo estão sendo oferecidas 1.721 vagas, sendo 1.206 para os cursos da Capital e 515 vagas para as seis unidades no interior do Estado. Segundo o presidente da CEV professor Cleiton Batista Vasconcelos, a inscrição via internet será para todos os candidatos, pagantes ou isentos. Veja na página eletrônica da UECE o Edital, na íntegra, contendo todas as informações.

A taxa de inscrição no valor de R$ 85,00 poderá ser paga nas diversas agências bancárias, por meio de boleto bancário emitido via INTERNET até o dia 26 de abril. O boleto bancário gerado até o dia 26 de abril terá vencimento no dia 27 de abril de 2011, último dia que o candidato poderá pagá-lo (se o candidato for pagante integral ou isento 50%). A documentação exigida consta de ficha eletrônica de inscrição preenchida, fotocópia de documento de identificação, que será entregue no dia da 1ª fase do concurso (12/06/2011). Não será aceita inscrição por procuração. O Exame de Habilitação Específica (EHE) para os Cursos de Música e suas habilitações será aplicado a Prova Escrita, no dia 29 de maio de 2011 (domingo), no horário das 9h às 12h e a Prova Oral, no dia 02 de junho de 2011 (quinta-feira), a partir das 8h30.

A primeira fase do vestibular de 2011.2 se realizará no dia 12 de junho, Domingo das 9h às 13 horas, com uma prova de Conhecimentos Gerais de múltipla escolha: Língua Portuguesa, Língua Estrangeira, Geografia, História, Matemática, Física, Química e Biologia. A segunda fase acontecerá nos dias 03 e 04 de julho, com a realização de quatro provas: uma de Redação e três Específicas, de acordo com o curso de opção do candidato. Mais informações no Manual do Candidato, no site www.uece.br/cev, ou pelos telefones 3101.9710 / 3101.9711.

Assessoria de Imprensa da Uece

segunda-feira, 11 de abril de 2011

MILITARISMO X SOCIEDADE

Desde que foram criadas as forças policiais tem como premissa, salvaguardar os interesses públicos do estado e se os estado for burguês, consequentemente de toda a burguesia e os chamados pequenos burgueses que formam nossa sociedade capitalista.

Os profissionais de segurança seguem pela sua formação, militarizada as mesmas doutrinas do regulamento obsoleto e arcaico do Exército Brasileiro que insiste sobre as forças coercitivas das armas e de seus generais em não considerarem a Constituição de 1988, quando se trata do seu artigo 5º, muitas das garantias individuais e coletivas são aberrantemente desrespeitadas, afinal a Constituição Cidadã não chegou e nunca chegará aos regulamentos das policias militares do Brasil enquanto perdurarem um modelo de polícia apartada da sociedade, embasada no militarismo.

Uma das resoluções aprovados na última conferência nacional sobre segurança publica no ano de 2010 foi a desmilitarização das polícias e a unificação das mesmas, mas para quem interessa a permanência da força policial militarizada, orá, lógico que é o mesmo estado! , manter sobre o tacão do regulamento e do medo, homens e mulheres trabalhadoras que vêem seus direitos constitucionais e humanos espoliados a todo instante nas casernas brasileiras. A Permanência desse modelo de se fazer segurança públicas alimenta a corrupção interna, o corporativismo e a manutenção do fisiologismo do oficialato que não abre mão dos deleites e garantias que seus postos lhe dão sobre os “ seus” subalternos.

A chamada classe das praças a mesma classe que heroicamente tem insistindo em deixar registrada sua indelével marca na história, seja com o movimento liderado pelo marinheiro João Candido, "o almirante negro”, que paralisou o Rio de janeiro na famosa revolta da chibata,seja pela gloriosa participação dos brasileiros nos conflitos internacionais da 2º Guerra Mundial, é a mesma classe explorada por décadas na sua força de trabalho, e quanto mais o tempo passa mais se vê manifestar-se as injustiças.

Nos dias de hoje, por exemplo, esses policiais, são obrigados a conviver com uma escala de trabalho exaustiva, e um salário base de R$ 80,00, Chamado de soldo, some-se a isso um modelo de escravidão laboral que força o policial militar a aderir a uma escala de oito horas diárias para ganhar o valor de horas extras de serviço prestado. A gratificação do RONDA DO QUARTEIRÃO nada mais é do que horas extras, se acaso o policial, adoecer ou mesmos entrar de férias esse quantitativo não será pago e muito menos contabilizado para sua seguridade social quando do período de sua ida para a reserva, quando vai.

Torna-se iminente darmos o tom do debate sobre essas questões, se quisermos de fato uma segurança publica, Republicana e que atenda aos interesses do desenvolvimento social,político e humano de nossas comunidades.

Prof. Samuel Duarte Siebra

domingo, 10 de abril de 2011

A fé verdadeira - Emerson Monteiro



Saber de Deus e a Ele se entregar é o suficiente para ser feliz, o que, de acordo com as palavras de Santo Agostinho, no livro Solilóquios, resume dizer: Acredita firmemente em Deus e atira-te em seus braços com todo o teu ser, expropria-te a ti mesmo, salva-te do teu domínio e assume ser servo do teu clemente e generoso Senhor, e ele o levará a sua presença e não cessará de cobrir-te com os seus favores, mesmo sem os pedir.
Isto, segundo contam a grandeza do santo e sua receita de vida, traz à tona o que falou do compromisso da conversão, indo às profundidades onde mergulhou com renúncia e exemplo, respeitado que foi pelos cristãos desde a Antiguidade.
Contudo nada justificariam suas palavras caso permanecessem fora dos olhos dos demais seres humanos. Há que avaliar, por isso, o grau de dedicação das atitudes individuais, até se elevar à face magnânima do Criador.
Primeiro, acreditar firmemente; crer, motivo de questões e embates nas picuinhas de correr atrás de fantasias inúteis antes de chegar aos pés de Deus e esperar sua visão, diante dos chamamentos externos e das armadilhas materiais que insistem desviar do objetivo o passo dos devotos que desejem acertar.
Ainda difícil, o sábio admitiu esta condição a quem, com unhas e dentes, larga o leque das ilusões e quer uma alma franca e contrita, firme nas razões de se atirar aos braços do Pai supremo com todo o ser. Eis a expropriação de si mesmo que conta no salvar-se do próprio domínio. Dobrar a vontade e render homenagens a Deus, o ser exclusivo de tudo.
Na fase posterior desses propósitos, um outro acontecimento levará à presença do Poder. Significa pedir para ser aceito em sua casa, nas ações para merecer as benesses divinas da paz e da tranquilidade. Nesse momento, sim, haverá a aceitação definitiva do mistério da Luz eterna.
Essas avaliações descrevem os valores de uma consciência religiosa e o aprimoramento das causas iniciais do tema ora considerado. Tantos procuram respostas da existência apenas durante os períodos de dor e desespero, todavia só raros recebem o prêmio dado à dedicação verdadeira, porquanto permaneceram fora do ângulo da sinceridade, à margem do caminho, e exigiram recompensas indevidas por qualidades abandonadas. Inúmeros desistem; gastam fortunas de ocasiões noutros assuntos, indiferentes; tropeçam nas fragilidades dos roteiros mal engendrados; com isso, refugando o custo das possibilidades e dos frutos preciosos do Bem.
E outras experiências individuais sempre lembrarão as situações aqui consideradas no pouco espaço deste breve comentário.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Pensamento para o Dia 07/04/2011


“Meras palavras não são suficientes quando você reza. Você deve oferecer seu coração a Deus em oração. Grandes almas oferecem seus corações a Deus em oração. No Mahabharata, Draupadi, a esposa dos Pandavas, sempre rezava assim: 'Querido Senhor, eu Lhe adoro dia e noite. Por favor, seja misericordioso e me proteja. Se for compassivo comigo, não serei incomodada por todos os desafios e provações que possa ter de enfrentar'. Fiel a sua oração, ela sempre recebeu a proteção de Deus e superou inúmeros problemas que teve de enfrentar em sua vida. Sua devoção ao Senhor Krishna permaneceu inalterada, apesar de enfrentar muitos desafios e provações em sua vida. Alguns podem orar ao Senhor Rama, outros podem orar ao Senhor Krishna. Nomes e formas são muitos, mas a Divindade é uma só. O Atma é a Divindade sem nome sem forma.”
Sathya Sai Baba

Homenagem a Dona Epunina – Por Chico Norões

Versos à “Mãe”*

“Mãe”, como tu estás feliz
Pois Deus assim o quis
Te levar sem sofrimento.
Não sofreste nenhum mal
Nem ficastes em hospital
Tudo é contentamento.

Me disse o Padre Manuel
Que a senhora vai pro céu
E vai gostar, com certeza.
Ao se encontrar com Valdir
Não se lembrará daqui
Tudo será só beleza.

Pra “Mãe” iremos rezar
Dos teus terços nos lembrar
Quando “Mãe” os distribuía.
Com aquela satisfação
Já os trazia na mão
Pois “Mãe” mesmo os fazia.

Ministra da Eucaristia
Com muita sabedoria
Visitava os doentes.
Levando palavras de amor
Rezando pra nosso Senhor
E todos ficavam contentes

Foi assim a tua vida
Por todos era querida
Uma pessoa de Deus.
Por isso que eras “Mãe”
Com coração sem “tamãe”
Todos somos filhos teus.

Crato, 4 de abril de 2011

Chico Norões

* Epunina Ferreira Silva

NÃO TEMOS PARA QUEM APELAR - Pedro Esmeraldo

No momento, estamos caminhando sozinhos, ou melhor, quase sozinhos, gritando à toa, sem ressonância no meio do semi-árido, mas gritamos sem medo.


Observamos que as autoridades da capital desprezam o Crato e que atualmente é comandada por políticos apáticos e assessores aparvalhados. Eis aí a causa do desgaste político do Crato.

Atualmente, encontramos um Crato parado, intumescido, dirigido por alguns políticos pertencentes à nação tupiniquins. Por isso, ninguém se esforça para trabalhar porque o índio não é adaptado para o trabalho, não tem interesse algum de solucionar seus problemas com afeição profunda.

Já reclamamos por várias vezes, já estamos cansados de gritar e não somos ouvidos. Pedimos que os cratenses deem um basta nesse descaso e criem coragem e venham reclamar, pedindo com humildade aos homens de bem da cidade que trabalhem e resolvam os problemas angustiantes porque não podemos mais esperar. Gritar? Para que gritar se os homens “políticos” fazem vista grossa e não atendem os nossos apelos? Afirmamos: esses homens líderes do Crato não se movimentam e nada querem resolver, principalmente os problemas mais agravantes da cidade. Convém notar, esses homens só praticam (efetuam) política em benefício de si mesmo. Olhamos para todos os lados, não encontramos nenhum contrato de serviço que favoreça melhorar o semblante da cidade, esta cidade sem homem sério e interesseiro pelo seu desenvolvimento.

Há deles (homens políticos) que só aparecem por aqui em período eleitoral, com o interesse de apenas obter votos. Após o pleito somem-se daqui, retornando quando no início da campanha do outro pleito eleitoral. Ficam distantes da cidade, pois quem quiser que lute sozinho. Daí, como não possuímos representação alguma, os penetras se aproveitam e levam o que de bom “possuímos”. Temos como exemplo: o fechamento do SENAI, SESI e agora o SEBRAE, que se transforma apenas num escritório obscurecido.

Tudo aqui está entregue à Deus-dará. Nada vem para ficar, porque seu objetivo é esvaziar o Crato.

Não acreditamos mais nesses políticos locais que não sabem dizer outra coisa senão amém. Muitos deles só desejam desarticular o Crato a fim de desorientar o povo que permanece sem energia positiva para enfrentar as agruras dos caminhos ínvios das florestas hostis.

Não possuímos prestígio, não conseguimos reagir aos insultos provocados por essa massa ignóbil que nos cobre de injúrias com o objetivo de forçar a barra para afastar o cratense da luta e do trabalho, tentando mudar a face do Crato porque tudo nos negam e nada vem para esta cidade.


Perguntamos com insistência: por que lutamos em vão e vivemos sem poder conquistar os nossos direitos? Por que observamos que eles nos afastam da mídia política e não nos deixam seguir tranquilamente o caminho igualitário e digno de bom comportamento de uma pessoa humana? Por que lutamos sem esperança e não podemos reconquistar o patrimônio perdido injustamente, afastando-nos de seguir o caminho sóbrio a fim de adquirir dos poderosos o trabalho equilibrado que enobrece o homem que possui bom comportamento humano?

Respondemos com sinceridade: nós os cratenses, lutamos com coragem, portanto, protestamos junto às autoridades de Fortaleza, dizendo: Crato também merece um lugar ao sol. Queremos lutar, queremos justiça, queremos trabalho, queremos paz de espírito, com união de forças, clamando a todos para que juntos brademos com entusiasmo, com berros ensurdecedores, repetindo sempre, até chegar aos ouvidos dos nossos inimigos: deem ao Crato o que é do Crato, mas não deixem a cidade cair no esquecimento.

Recordamos que em tempos passados, Crato possuía um prefeito de coragem, pois teve a bravura de preferir em altas vozes junto ao governador daquela época, discordando do péssimo tratamento que o Crato recebia.

Infelizmente, não encontramos nos anais da política do Crato, um cidadão da estirpe do Dr. Humberto Macário, mas esperamos que em tempos futuros surjam outros líderes valentes, vibradores, cheios de energia, que tenham coragem de lutar em defesa do Crato, assim como lutou esse grande cidadão do passado.

Vamos em frente, pois com fé em Deus haveremos de reconquistar o nosso patrimônio perdido.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Um mundo melhor - Emerson Monteiro


A busca incessante dos inesperados dias harmoniosos vem tocando de perto a multidão, enfileirados cordões na ideia dos sonhos de paz, saúde e trabalho através das longas páginas da história. Contudo, registram-se raros momentos quando houve equilíbrio no seio das pessoas e a construção da ordem coletiva preencheu de tranquilidade as ocupações e as famílias, deixando só uma margem cinza de pensar noutras finalidades para a existência dos objetos animados. Alguns consideram que o acaso serviu de base a tudo, e, na maioria das vezes, ponderam que os dramas seriam desvirtuamentos da real sabedoria, numa ausência absoluta de sentido para tantos procedimentos ilustrados de progresso, avistando no horizonte do passado apenas as guerras, as apreensões, no faz de conta de viver que muitos demonstram, e o quanto de atraso ainda domina humanos corações endurecidos.
A faina de conduzir os negócios do Estado, nas sociedades do tempo e do espaço, quase que caiu na desonra de mãos imprudentes dos mercenários sequiosos da fortuna a qualquer preço, enganando as expectativas do povo, numa sem-vergonhice de não ter tamanho, profissionais espécie de viciados em frutos podres à sorte dos orçamentos, qual elementos maléficos, vilões constantes das ficções policiais, a destruir e fornicar colheitas de espinhos nas plantações da esperança.
Bom, mas a destinação desse projeto maravilhoso da natureza demonstra com bravura sinais de possibilidades outras de sucesso, ao que se propõe, longe das intromissões dos vândalos. Ninguém, de cabeça no lugar, cogitaria viver comédia de erros diante das normas exatas que produzam o movimento incessante das ondas do Universo, eliminando os valores originais da felicidade próxima. Nisto residem chances de seguir na direção correta, apesar das imaginárias contradições.
Falar de criar mundo melhor exige demonstração nos planos e nas ações dos grupos inteiros das novas criaturas, titulares do exemplo, esforço conjunto de quem acredita na igualdade e no direito, sob persistente disposição de lutar. Os desafios a vencer favorecem o exercício da coerência dos fiéis seguidores da verdade plena.
Por isso, independente de credo, raça, pensamento, larga margem de transformação adquire condições de prevalecer e remover o entulho das antigas invasões bárbaras do atraso daqueles desordeiros intrusos.
A notícia dessa visão vem de longe e circula a imediação do desejo desde eras perdidas, fé que demonstra, pois, o gosto da constância de prosseguir até chegar ao tempo dos sabores da certeza. Religiosos ou leigos, pouco importa o endereço da coragem e a sequência dos acontecimentos sinceros na construção deste porto do futuro justo e feliz.

terça-feira, 5 de abril de 2011

COLORADO RQ - De volta aos anos 70 - Por: Dihelson Mendonça


Alguém aqui viveu nos anos 70 ? Muita gente. E quem não se lembra quando a TV chegou ao Ceará e ao Cariri ? Eu tinha 4 anos de idade em 1970, e morava na vizinha cidade de Farias Brito. Por essa época, o maior comerciante local, chamado Antonio Leandro, começou a vender aparelhos de TV. Existiam lá basicamente dois modelos, o velho Colorado RQ, e o TV PHILIPS Planar.

Meu pai, que sempre foi uma pessoa muito entusiasmada pelas novas descobertas, comprou o segundo aparelho de TV da cidade, sendo que o primeiro ( claro ) era do dono da loja. E enfim, chegou o nosso philips planar em preto e branco ( colorida nem se falava ). Acontece que naquele tempo, a televisão "pegava" com sistema de repetidoras. Vinha por várias estações repetidoras desde Fortaleza até o Cariri ( não é como hoje, que vem via satélite ). Existia então, uma estação repetidora na Serra do Quincuncá, da antiga TV Ceará Canal 2, e funcionando com gerador a óleo diesel, só era ligada à tardinha, e desligada lá pelas 22 horas. Teve até um caso do último capítulo da novela "A barba azul", em que faltou o óleo, e um comerciante da cidade foi quem forneceu., o que ganhou a simpatia da população.

Foi através dessa TV, hoje rudimentar, que nós tivemos nossos primeiros contatos com o mundo "civilizado". Seriados como "O Túnel do Tempo", "Viagem ao fundo do mar", "terra de gigantes", e o clássico "Perdidos no Espaço". Parece até que estou vendo a sala lá de casa, com 50 crianças sentadas em qualquer lugar, assistindo Roy Rogers, Durango Kid, Hospitalouco, A feiticeira. Por essa época também, chegaram as primeiras geladeiras da era moderna, Consul, e o que não faltava na cidade, eram placas de "Vende-se Din Din". Era moda, tinha gente que colocava uma placa de "Din din" só pra dizer que tinha geladeira nova. Telefones na cidade ainda não existiam ou eram muito poucos, o contato com o mundo externo era feito via Rádio-Amador, que enviávamos recados, mensagens para parentes mundo afora, além dos correios, que eram de altíssima credibilidade. Ah! quando o carteiro passava, era uma festa na rua.

As estradas que ligavam Farias Brito ao Crato eram quase intrasitáveis no inverno, estradas carroçais, e haviam algumas maneiras de se vir ao Crato, como pelo "Rápido Crateús", ou pela "Viação varzealegrense", ou ainda pelo misto de "Seu Orlando", que ficava estacionado na praça principal. Quando alguém ficava doente e precisava de urgência, iam acordar o Antonio Sales, que possuía um Jeep, era muito eficiente, e atendia à cidade toda. Hoje Antonio Sales é proprietário de uma beneficiadora de arroz aqui em Crato, ali na Rua dos Cariris. Uma excelente pessoa. Aliás, quantas vezes eu não vim doente para o Crato nesse bendito Jeep do Antonio Sales ? Lembro-me de uma vez, muito criança, de colo, em que eu abri os olhos para o mundo. Primeiro foram os sons. Alguém dizia: "Ele tá tornando!" outro comentava: "Ele vai se acordar". O caso é que quando abri os olhos, haviam dezenas de pessoas cercando a cama e me olhando. Uns diziam que eu tinha "dado uma agonia" ( desmaio ), e já outro dizia: "é melhor levar logo pro Crato". Foi nessas idas e vindas ao Hospital São francisco de Assis, que acabei conhecendo o Crato, meus tios vieram morar ali na Cel. Luiz Teixeira, lá no alto do seminário, de onde se via boa parte da cidade baixa.

Aqui no Crato, o sistema de televisão no início dos anos 70 era também muito semelhante. Existia uma torre repetidora ali no Alto do Seminário, defronte ao seminário São José, que transmitia o Canal 10 ( TV verdes Mares ) para toda a cidade.

Mas televisão era um negócio muito caro para a classe pobre. Pobre sempre foi pobre, em qualquer lugar do mundo. Para facilitar as coisas, os prefeitos das cidadezinhas como Farias Brito, inventaram a tal da TV pública. Um aparelho de TV era montado em cada praça da cidade. lembro-me ainda do dia em que estavam montando a TV pública em Farias Brito, que ficava na esquina aonde hoje é a prefeitura. Ali, o calçadão não existia, e as pessoas ficavam assistindo da esquina da praça. Todo fim de tarde, um encarregado ia abrir o cadeado da caixinha de metal que abrigava a TV das chuvas, abria as duas portinholas e ligava a TV para o povão assistir as novelas. E que novelas boas as daquela época: Tinha "A barba azul", com Eva Vilma e Carlos Zara, que era sucesso, e tantas outras.

Na cidade, um dos maiores divertimentos era quando chegava a época da política. Os Fariasbritenses devem se lembrar das clássicas disputas entre Aurélio Liberalino de Menezes, e Gabriel Bezerra de Morais ( Seu Bié ). Meu pai era o encarregado da CAENE ( Companhia de Águas e Esgotos do Nordeste ), que depois virou CAGECE, e minha mãe trabalhava na prefeitura de Farias Brito na época do Bié. Eu estudava no Grupo escolar Getúlio Vargas ( estadual ), e competíamos com o Colégio Municipal, porque quem estudava no "estadual" tinha bem mais status que o "municipal". Meus tios ainda estudavam no Ginásio Enoch Rodrigues, instituição de bastante respeito na cidade.

Mas afinal, porque eu estou relatando todas essas coisas ?

Porque ao ver esses folhetos aqui de propagandas de lojas como a Zenir, Americanas, com computadores a preços populares, comecei a pensar cá com meus botões: A história se repete : "Um computador para cada casa". Vamos chegar em breve a um tempo em que haverá um computador ( e vários ), para cada residência. Lembranças dos anos 70, em que dizíamos: Um dia haverá uma TV em cada casa, e não tardou a acontecer. Estamos para o computador hoje, como a TV estava para os anos 70. Só que a velocidade com que a tecnologia se desenvolve hoje é estonteante. Um produto que se compra hoje, daqui a 6 meses está obsoleto, enquanto naquela época, se comprava uma geladeira por exemplo, para o resto da vida.

E aqui eu paro para pensar se de fato, a tecnologia melhorou muito nossa qualidade de vida ou não, pois mesmo quando não tínhamos toda essa parafernália de coisas eletrônicas, em nossas casas, parece até que éramos mais felizes, tocava-se na vida com os dedos, valorizava-se mais o trabalho, a dignidade, havia um senso de responsabilidade, de honestidade, de ganhar o pão com o suor do rosto, as famílias se arrumavam e iam todos à missa aos domingos, e depois às festas da cidade. As praças eram cheias de crianças brincando, correndo, havia música em toda parte, e o mundo era um lugar bem mais seguro de se viver.

Bom, mas eu ia escrever sobre uma coisa, e acabei escrevendo sobre várias outras coisas, tantas, que acho até que a crônica acabou se tornando melhor. Mas eu não sou nenhum Emerson Monteiro, Zé Flávio Vieira, ou Antonio Morais, sou apenas um reles cronista dos minutos livres. E por sinal, já vai começar o noticiário da CNN, com as últimas do Japão...

Pensando bem, estou ficando velho...sabe qual é a diferença entre você ter 15 anos e 45 ? Nenhuma. A única diferença é que o tempo passou, e muita coisa boa ficou pra trás. Mas em qualquer tempo, podemos ser felizes com tudo aquilo que temos, já que a única coisa que verdadeiramente temos sabe o que é ? A nossa vida e as nossas recordações. O resto...é o resto.

"Os nossos comerciais, por favor !"
( dedicado a Flávio Cavalcanti - Rei da Televisão )

Por: Dihelson Mendonça

PROGRAMA CARIRI ENCANTADO SONORIDADES - CONEXÕES MUSICAIS: WALTER FRANCO, A VANGUARDA DO BEM

O cantor e compositor paulistano Walter Rosciano Franco nasceu em 6 de janeiro de 1945, filho do radialista, poeta e escritor Cid Franco, também seu parceiro em várias composições. É reconhecido pela sua obra ao mesmo tempo vanguardista e popular, visto ter emplacado algumas canções nas programações radiofônicas do país, no final dos anos 1970 e início dos anos 1980. Sua discografia é, em termos quantitativos, muito modesta. Foram apenas seis discos, lançados entre 1973 e 2001. Mas, sua obra, qualitativamente, é conceitual e muito bem conceituada pela crítica. Sobre ela, assim escreveu o poeta, ensaísta, tradutor e crítico literário Augusto de Campos, em 2000:

“Quando Walter Franco apareceu, de "Cabeça" na música popular brasileira, quase não tinha antecedentes. Nem os protagonistas da Tropicália tinham ido tão longe. Era música concreta "in concreto". Foi no Festival da Globo de 1972. E sua bravura mobilizou a intervenção de gente como Décio Pignatari, Rogério Duprat e Julio Medaglia, integrantes do júri que foi destituído pela direção - porque ousou indicar o nome de Walter como vencedor do Festival. "Cabeça" e "Me Deixe Mudo" - a explosão da letra em estilhaços de poesia e a sua implosão nos ecos do silêncio - composições que, como eu disse em meu "Balanço", racharam a cabeça da música popular, estão no primeiro LP de Walter o disco branco "Ou Não", gravado em fins de 1972 e editado no ano seguinte. De bate-pronto, Caetano respondia com "Araçá Azul", a sua aventura radical, e essa foi talvez a mais bela conversa de guerrilhas jamais travada no âmbito da nossa música popular de invenção bombas cruzadas de bahia e sampa, poema e samba. "Revolver" continuou a antitradição de "Ou Não" com as explosões/implosões dos seus mantras, do primal "feito gente" ao quase mudo "e(ter)na(mente)". Walter seguiu adiante com "Vela Aberta". Mas, minado pela mediocridade da mídia, seu caminhar se fez mais secreto. Seus novos riscos quase não foram vistos pelo público. Um dia ele escreveu o poema certo: "o ab(surdo) não h(ouve)". Ouçam Walter Franco”.

E atendendo ao chamado de Augusto de Campos, vamos ouvir no programa Cariri Encantado Sonoridades desta quarta-feira, 6 de abril de 2011, doze composições de Walter Franco:

1. Feito Gente
2. Partir Do Alto/Animal Sentimental
3. Nothing
4. Coração tranquilo
5. Criaturas
6. Vela Aberta
7. O Dia do Criador
8. Canalha
9. Corpo Luminoso
10. Luz da Nossa Luz
11. Ai, essa mulher
12. Gema do novo

Obs.: Todas as composições são exclusivamente de Walter Franco, exceto “Criatura” e “Vela Aberta” de Walter Franco e Cid Franco, e Corpo Luminoso, de Walter Franco e Regis Bonvicino.

Serviço
O programa Cariri Encantado Sonoridades é produzido pelas Officinas de Cultura e Artes & Produtos Derivados – OCA, e transmitido todas as quartas-feiras, das 14 às 15 horas pela Rádio Educadora do Cariri AM 1020 e www.radioeducadoradocariri.com. Pesquisa, redação e apresentação de Carlos Rafael Dias. Operação de áudio de Iderval Silva.

REVOLTANTE - Em Crato - Você só é contra Pena de Morte até ler ISTO ( os mais fracos e crianças, não leiam... )


Dedicado ao "Dedêba", morto cruel e covardemente neste fim-de-semana


Digamos que seu Pai, sua mãe, ou seu irmão, resida na zona rural, exatamente para fugir do caos da cidade grande, pois recentemente se curou de um câncer de garganta, onde lhe foi retirada a laringe e agora não fala mais, e se alimenta através de uma sonda. Mas ainda feliz por estar vivo, acorda-se às 04 da manhã para tirar o leite das vacas, olha para o céu azulado da madrugada, contempla as estrelas, e vai começar o seu dia silencioso. Eis que de repente, numa dessas madrugadas, ao abrir a porta para o quintal, dá de cara com 3 homens armados e perigosos que o enchem de facadas, sem que ele possa gritar ou emitir ruído algum. Depois de ficar semi-morto, os bandidos ainda arrastam o corpo do seu pai, da sua mãe, ou do seu irmão ladeira acima até desfigurar o seu rosto no chão espinhoso, e em seguida colocam a sua cabeça em cima de uma pedra e com outras pedras grandes, começam a bater na cabeça dele ou dela, até os miolos saírem pelos ouvidos, até esmagarem e esfacelarem o seu crânio, e o deixam lá aprodrecendo...Por 10 reais !

Amigos, o que acabei de relatar, não é ficção. Foi o que aconteceu neste fim-de-semana num sítio da cidade do Crato-CE, próximo à "Pirrita". A vítima, chamada DEDÊBA, era um pacato cidadão que havia se curado mesmo de um câncer de garganta, e através de uma grande força de vontade, continuava a viver. Todo o motivo da sua morte, foi o simples fato de não ter atendido ao pedido de dinheiro de um covil de bandidos que faz parte de uma boca de fumo próximo ao local em que reside.

Hoje, dia 05 de Abril, Dedeba vai ser enterrado no cemitério N. Senhora da Piedade, em Crato. A polícia agiu rápido e prendeu os bandidos, sendo um, menor de idade. Mas segundo o que se vê nos jornais, o desenrolar das coisas, vocês acham que esses bandidos ficarão muito tempo atrás das grades, com a INJUSTIÇA Brasileira ?

Eu sou a favor da Pena de Morte para crimes Hediondos como esse, em que pegaram um pai de família, o torturaram e o mataram barbaramente. O que você me diz ? Você é contra a pena de morte somente até o dia em que acontecer algo do gênero ao seu Pai, seu irmão, ou sua Mãe, mas lembre-se de uma coisa: Cada pessoa morta barbaramente por criminosos dessa forma, é um Pai, é uma Mãe, e é o Irmão de alguém. Pena que não é o seu pai, senão o que você faria ?

O que vocês acham que a sociedade deve fazer com esses aí ? fazer como os judeus fizeram há 2000 anos, soltando Barrabás ?


PENA DE MORTE PARA CRIMES HEDIONDOS E CRIMINOSOS PERIGOSOS JÁ !

Dedêba, meu querido, descanse em Paz, agora que já não podem mais ferir você !

Por: Dihelson Mendonça

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Fórum Araripense de Prevenção e Combate a Desertificação Espaço de sonhos, ideais e realizações.

O Fórum Araripense de prevenção e combate a desertificação foi criado em 1999, num momento de efervescência do movimento ambientalista local, pautado no diálogo forte e unificado entre a sociedade civil organizada e as instâncias governamentais no âmbito federal, estadual e municipal. Pela primeira vez se instituía na região do Araripe um espaço plural baseado na construção coletiva de proposições e na execução de políticas de defesa do meio ambiente, tendo como foco especial, o debate da prevenção e o combate a desertificação.

A ousadia da sua criação previa a: Inserção da biorregião do Araripe na discussão nacional e global da desertificação; Discussão do nível de degradação ambiental na biorregião, suas causas e impactos sobre a qualidade de vida das presentes e futuras gerações; Analise da conjuntura atual e a sustentabilidade do modelo de desenvolvimento implantado;

O destaque foi a participação efetiva de organizações e representantes governamentais dos três estado da região, Ceará, Pernambuco e Piauí. Todo este movimento fortaleceu um debate qualificado, que culminou posteriormente com a mudança da visão arcaica do combate a seca, para um olhar humanizado e consciente sobre a necessidade da convivência com a realidade local.

Esta caminhada foi marcada pelo fortalecimento do debate científico e político, onde foram debatidos temas como a transposição do rio São Francisco, a degradação ambiental decorrente do uso do recurso madeireiro da APA Araripe, a poluição dos rios, como o Granjeiro e o Cariús. Contribui ainda na realização de seminários sobre as águas, desertificação, mutirões de plantio de mudas em comunidades rurais, tendo sempre o referencial da realidade local.

A itinerância do Fórum colaborou para o conhecimento, o debate e a busca de soluções para os problemas locais, percorrendo municípios como Picos – PI, Morelândia – PE, indo também aos municípios de Altaneira, Assaré, Nova Olinda, Farias Brito, Jardim, Abaiara, Porteiras, Milagres, Barbalha, entre outros, permanecendo na sede em Crato - Ceará. Esta ação proporcionou a realização de audiências públicas, a elaboração de projetos de leis municipais, a criação de ONGs, o incentivo a movimentação popular e a cobrança do cumprimento das políticas públicas.

O Fórum contribui intensamente para a consolidação de experiências de captação, manejo e utilização de água para o consumo humano e produção de alimentos, com cisternas, barragens subterrâneas, BAP – bomba d’água popular. A luta pela conquista de terra e de água se fortalece quando nasce no seio da sociedade civil, o Programa de formação e mobilização social para a convivência com o semiárido P1MC – Um milhão de cisternas rurais, proposta de sucesso e de reconhecimento mundial na luta pelo acesso a água de qualidade na região. Em seguida vem o Programa de formação e mobilização social para a convivência com o semiárido P1+2 – Uma terra e duas águas, visando proporcionar a conquista de uma terra, uma água para o consumo humano e outra água para a produção, ainda em fase de concretização.

Outras experiências de produção e comercialização de alimentos para consumo humano e animal vêm sendo disseminadas ao longo dos anos, agroflorestas, quintais agroflorestais, hortas agroecológicas, mandalas, casas de sementes, feiras agroecológicas e de agricultura familiar.

O marco da ação articulada do Fórum Araripense de Prevenção e Combate a Desertificação foi a escolha para sediar em 2006 o VI ENCONASA – Encontro Nacional da Articulação no Semiárido Brasileiro, encontro que reuniu mais 600 participantes de associações, STRs, ONGs, representações governamentais, de todos os estados do Nordeste, além de Minas Gerais, Espírito Santo, Distrito Federal.

Tornou-se a instancia política de decisões da sociedade civil em atuação em 29 municípios da região da região do Cariri Cearense. Ao longo de sua história, foi marcado por momento de crise e ascensão, chegando a mais de uma década cheia de experiências exitosas, momentos de reflexão e avaliação, e principalmente, com a vontade e a esperança de continuar realizando “esta grande revolução silenciosa pela vida no semiárido”


Jorge Pinto

Preconceito e discriminação - Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

Sabemos que o preconceito, a discriminação e o racismo existem há milhares de anos e estão interligados entre si. O dicionário de Aurélio define o preconceito como: “conceito ou opinião formados antecipadamente, sem maior ponderação ou maior conhecimento dos fatos; idéia preconcebida.” No meio em que vivemos, podemos reconhecer vários tipos de preconceito e discriminação: o social, religioso, sexual, racial e muitos outros. Quase todos os dias nos noticiários, tomamos conhecimento de denúncias de preconceito, até com agressões físicas de ordem sexual ou racial. É indigno o ser humano agir assim com o outro, levando-o a exclusão. Ninguém quer reconhecer que é preconceituoso. A arrogância do ser humano em se achar superior ao outro é imensa. Observamos que dentro de famílias que se dizem tradicionais, em uma cidade grande ou pequena, o preconceito e a discriminação são gritantes. A superioridade de certas pessoas que encaram os que têm menos dinheiro ou menos estudo com discriminação é muito triste, já que somos todos iguais diante de Deus. Isso ocorre dentro das famílias, de parentes para parentes. Pessoas que tratam os outros componentes da família, como se fossem inferiores, só porque têm menos dinheiro, ou porque não possuem um diploma de curso superior. Essas pessoas não entendem o quanto se tornam pequenas agindo assim. O que faz um ser humano importante, é o caráter, a humildade, a bondade, a simplicidade e a honestidade, entre outros valores. O nome de família não tem nenhuma importância. Já ouvi alguém afirmar que foi morar fora do Crato, quando ainda pequena, e quando voltou, a primeira pergunta que ouvia era: de que família você é?

Um humilde trabalhador honesto, mesmo que seu sobrenome não seja tão conhecido, ou não tenha um diploma universitário, tem tanto valor quanto um doutor. Grande parte das famílias que compõem a elite dominante de nossa sociedade são preconceituosas, racistas e discriminatórias. Deveriam se envergonhar de um comportamento tão impróprio para uma pessoa que se diz de família tradicional. Em Crato e em Fortaleza tenho amigos valorosos que não pertencem a famílias importantes, não têm diploma universitário, não são ricos e que dão grande exemplo de vida, com a sua dignidade, retidão, honestidade, bondade e solidariedade. Estão sempre a ajudar ao próximo, principalmente os mais necessitados. Essas pessoas fazem a diferença em um mundo tão cruel, violento e cheio de preconceito, racismo e discriminação.

No livro do Gênesis, podemos observar que o ponto alto de toda obra criadora de Deus é o sexto dia, quando Ele cria a humanidade. “E Deus criou o homem à sua imagem; à imagem de Deus ele o criou; e os criou homem e mulher.” (Gn 1,27). Nesse trecho podemos entender que todos os seres humanos foram criados à imagem e semelhança de Deus. A Bíblia nos ensina que Deus nos ama a todos sem distinção. E sabemos que Ele mandou seu filho Jesus para nos salvar. E Jesus veio nos ensinar a amar e nos manda amar o nosso próximo. Mas o homem na sua prepotência e orgulho se acha melhor do que os outros. No capítulo 25 do Evangelho de Mateus, Jesus diz que tudo o que fizermos com o menor dos nossos irmãos será feito a Ele. Portanto se maltratarmos uma pessoa é a Deus que estamos maltratando.

É maravilhoso sonhar com um mundo melhor e mais humano. A vida seria mais harmoniosa se todos reconhecessem a igualdade entre as pessoas e que não existisse essa doença impregnada na sociedade que é: o preconceito, a discriminação e o racismo. Dias melhores virão, essa deve ser a nossa esperança.

Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

URCA realiza Semana de Extensão


I Semana de Extensão - SEMEX/PROEX De 11 a 14 de maio de 2011

Com o tema Extensão Universitária e Sociedade será realizada no período de 11 a 14 de maio, a I Semana de Extensão da Universidade Regional do Cariri – URCA, o evento realizado pela Pró-Reitoria de Extensão constará de Oficinas, mini-cursos, palestras, mesa-redonda, apresentações artísticas e de trabalhos científicos.

Normas para inscrições de trabalhos científicos
INSCRIÇÕES NA PROEX Até 15 de abril de 2011

1.Inscrições de Trabalhos

• Para participar da apresentação de trabalhos, o(s) autor(es) deverá(ao) estar inscrito(s) na I Semana de Extensão da URCA – SEMEX;

• As inscrições dos trabalhos terão início no dia 31/03/2011 e se encerram no dia 15/04/2011;

• Para a inscrição dos trabalhos, deve-se preencher a ficha com o resumo conforme modelo em anexo. É de exclusiva responsabilidade dos autores a adoção das providências quanto às autorizações especiais de caráter ético;

• Todos os autores devem ter conhecimento da submissão do resumo, apondo sua assinatura na ficha de inscrição a ser entregue na PROEX;

• Recomenda-se que antes da submissão do resumo seja efetuada rigorosa revisão gramatical, ortográfica e de digitação do conteúdo, pois, caso contrário, o texto poderá ser utilizado sem correção posterior;

• Não serão aceitos trabalhos fora do padrão (ver item 2);

• Os trabalhos deverão ser entregues, em cópia impressa, na PROEX/URCA e outra cópia encaminhada para o e-mail: proex@urca.br, anexado a uma cópia do comprovante de inscrição da SEMEX do autor apresentador;

2. Sobre a Formatação do Trabalho

a) Os trabalhos deverão ser submetidos para apreciação na forma de resumo e devem ter as seguintes características:

Formato Word for Windows;

Fonte Times New Roman, tamanho 12;

Espaçamento 1,5 entrelinhas;

Tamanho da página A4;

Margem superior = 3cm;

Margem inferior = 2cm;

Margens direita e esquerda = 3cm;

No mínimo duzentas (200) palavras e no máximo quatrocentas e cinqüenta (450). Para checar os limites em seu resumo, utilize o comando do Word: Ferramentas/Contar palavras e verifique o resultado em “Palavras”;

Título do trabalho em letras maiúsculas; Autores com a letra inicial maiúscula e as outras maiúsculas – deve sempre estar indicado, para o caso de trabalho de alunos, o nome do professor. Este deve vir depois do nome do aluno, como co-autor; (titulação, nome do curso, núcleo, etc., ao qual o autor está vinculado, entre parênteses e e-mail).

b)O resumo deverá apresentar obrigatoriamente a seguir sequência: IDENTIFICAÇÃO (deve-se dar um espaçamento simples entre o título e o resumo); INTRODUÇÃO, OBJETIVO(S), METODOLOGIA, RESULTADOS, CONCLUSÃO e três palavras-chave em parágrafo único. INTRODUÇÃO: visão geral sobre o assunto, indicando a relevância da pesquisa; OBJETIVO(S): definição dos objetivos do trabalho de forma clara, identificando a finalidade da pesquisa. METODOLOGIA: como o trabalho foi realizado (procedimentos/estratégias/sujeitos/documentos/equipamentos/ambientes); RESULTADOS: os resultados obtidos; se for o acaso, fazer referência a medidas e cálculos estatísticos aplicados; CONCLUSÃO: basear-se nos dados apresentados no item Resultados, referindo-se aos objetivos do projeto.

3. Sobre a Forma de Apresentação dos trabalhos Aprovados

a) Os trabalhos deverão ser apresentados na forma de painel ou apresentação oral, sendo a modalidade de apresentação indicada pelos autores no ato da inscrição. Em casos de adequação técnica, ficará a critério da Comissão Científica, redefinir a forma de apresentação.
b) Os trabalhos que serão apresentados em forma de painel deverão utilizar o padrão do evento: 1,20m (comprimento) x 0,90m (largura).
c) Os painéis serão afixados pelos autores no local da apresentação no dia e horário comunicado pela Comissão Científica.
d) A apresentação oral será de 15 minutos. Caso sejam necessários recursos audiovisuais, devem ser informados no ato da inscrição.


Ficha de Inscrição


I SEMANA DE EXTENSÃO DA URCA – SEMEX
11 A 14 DE MAIO DE 2011

SEMEX DA URCA – MODELO – RESUMO DE TRABALHO (de 200 a 450 palavras)

TÍTULO DO TRABALHO – FONTE 12 E CENTRALIZADO

Nome (s) do (s) Autores (as)
Titulação
Fonte 12 e espaço simples Curso

Nome Orientador
Titulação
Curso
Espaço 1,5 entrelinhas

INTRODUÇÃO:...................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................
OBJETIVO(s):......................................................................................................................................................................................................................................
METODOLOGIA:.................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................
RESULTADOS:....................................................................................................................................................................................................................................
CONCLUSÃO:.....................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................
PALAVRAS – CHAVE: 3 (três) em ordem alfabética e separadas por vírgula.

VERSOS E REVERSOS - Pedro Esmeraldo

Antes desejo comentar um artigo de um cidadão cratense (José Anísio de Oliveira), funcionário público, ex-integrante do antigo Departamento dos Correios e Telégrafos – DCT, que versou sobre o assunto do desenvolvimento das duas cidades do Cariri – Crato e Juazeiro do Norte.

Dizia que o desenvolvimento do Juazeiro é mais acelerado e vibrátil porque aquela cidade foi beneficiada pelas instalações de duas emissoras de televisão e duas emissoras de rádio difusora. Por isso, assim dizia: o Juazeiro sobrepujou o Crato na fase desenvolvimentista do Século XXI.

Discordo do amigo em alguns detalhes. Lembro-me que desse acontecimento o Crato tinha de tudo para dominar e portar-se como cidade líder da região centro-nordestina que são: poder político, liderança bem conceituada, trabalho sério e uma natureza favorável que se adaptava muito bem para expandir a agricultura através do plantio de cana-de-açúcar e do algodão. O que ocorreu, porém, é que o rurícola cratense não possuía manejo técnico para desenvolver essas duas culturas de projeção agrícola pela qual o agricultor cratense se perdeu quando houve a queda desses dois produtos agrícolas e o cidadão permaneceu aparvalhado, quieto sem saber conduzir-se com perseverança o seu próprio trabalho.

Portanto, não soube aclimatar-se com o trabalho técnico, sem procurar adaptar-se aos novos métodos da agricultura moderna, ruiu-se depressa, desmoronou-se com um baque bem grande que fez tremer toda a zona rural do Cariri. Observa-se porém que os mesmos produtores permanecem apagados, perdidos, sem ter a honra de enfrentar com altivez todas as dificuldades que surgiram no correr do período administrativo.

Daí então, facilitou para que os astuciosos manobrassem com entusiasmo todo o patrimônio do Crato e arrebatassem tudo para si. Por sua vez os políticos cratenses ficando cabisbaixos, deixando todos caírem de roldão. Não esboçou nenhuma reação, já que entregaram totalmente o Crato aos inimigos rancorosos, pois da penetração do homem político aqui, arrebatando os votos dos trouxas cratenses e que sem possuir habilitação política, entregaram o Crato facilmente a esses abutres que tem como costume deixar a cidade marchando à toa, sem saber conduzir-se no caminho da perseverança e do trabalho com amor e coragem.

Agora, devem se lembrar que aqui no Crato apareceram duas nações de pessoas: a nação dos políticos passados que entregaram a cidade a outra nação, denominada “nação troglodita”, astuciosa, atoleimada, fanfarrônica e muitas vezes intolerante em seu comando administrativo. Muitas e muitas vezes, pensavam que o mundo era deles e praticavam toda sorte de destempero administrativo. Praticavam medidas estapafúrdias e entregavam a cidade aos abutres que por aqui surgiram.

Convém notar que entre essas duas nações encontram-se dois corpos que se repeliam entre si – cada qual procurava rastejar no escuro sem se entenderem.

Eis aí meu amigo, o que foi a queda vertiginosa do Crato. Até logo.

ELEIÇÃO DO JUDAS 2011


SUS É ELEITO JUDAS NO CRATO-CE
11ª FESTA POPULAR DA MALHAÇÃO DO JUDAS 2011 
RESULTADO DA ELEIÇÃO

Depois de mais de treze mil votos apurados, o SUS - SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE foi eleito Judas 2011 na cidade do Crato-Ceará, com 4.607 votos. O segundo colocado, obtendo 3.645 sufrágios foi POLITICUS HYPÓCRITAS CORRUPTUS. Em terceira posição aparece MUAMMAR KADAFI, com 2.476 votos. TISSUNAMINUS EXTERMINÓDIUM foi marcado por 1.034 eleitores, enquanto CANDIDATOS PARAQUEDISTAS ficou em última colocação com apenas 846 votos.

O SUS destacou-se na antipatia popular devido à precariedade de seu funcionamento, condenando o povo brasileiro a uma situação de indigência e desespero, expondo o caos na saúde pública brasileira.

A apuração foi realizada nos dias 2 e 3 de abril no Bar do Evandro – Escritório Central da Malhação do Judas, sito à rua Ratisbona, n.º 375, Crato-CE, sob a coordenação do dramaturgo e folclorista Cacá Araújo.  Concluída a contagem, não havendo nenhum recurso impetrado por quaisquer dos indicados reclamando para si o direito de subir à forca no dia 23 de abril do corrente ano, Sábado de Aleluia, no Largo da RFFSA – Centro Cultural do Araripe /  Crato, em virtude de haver traído o povo com requinte de maior sacanagem e ou maldade, gozando de maior índice de antipatia, o Presidente da Junta Eleitoral do Judas 2011, Evandro Saraiva Primo, proclamou o resultado da eleição, ficando autorizada a severa malhação do eleito. 

A brincadeira tradicional é realizada pela Sociedade Cariri das Artes e Cia. Cearense de Teatro Brincante, com o apoio da Prefeitura Municipal do Crato. O resultado da eleição, única no país, está sendo distribuído a toda a imprensa, seja ela falada, escrita, televisada, internetizada, psicografada, gesticulada ou fuxicada.

JUNTA ELEITORAL DO JUDAS: Presidente – Evandro Saraiva Primo; Secretária – Mariana Nunes; Orador Oficial – Chico Morais; Coordenador de Trânsito de Urnas – Emerson Rodrigues; Delegado da Fronteira Crato-Juazeiro – Edilberton Menezes Joquinha; Chefe de Segurança – Franciolli Luciano; Registrador do movimento: Antonio Toyota Wideny; Peritos da judança: Alexandre Lucas, Zé Wellington Gouveia e Roberto Brito; Fiscais do anel-do-juda: Gil do Bar, Rapaz Véi, Malhada, Joaquim Justo e Luciano Luna.