
“A paz é um estado de espírito que está bem dentro de seu próprio eu. Ela emana do coração da pessoa. Há reação, ressonância e reflexo para tudo no mundo. Somente quando há ódio em si que você verá ódio nos outros. Às vezes, mesmo que ninguém lhe faça mal, você tenta machucar os outros. Faça o que fizer aos outros, você definitivamente experimentará o resultado dessa ação e o que quer que ouça ou experimente é tudo devido à reação, reflexo e ressonância de suas próprias ações e sentimentos; os outros não são responsáveis por isso. Você esquece essa verdade simples e lamenta: "fulano de tal está me acusando ou causando dor em mim ou me machucando", e assim por diante. Muitas vezes você tende a lutar e ferir os outros. A partir de hoje, sempre os ajude, nunca faça mal a ninguém. Siga sua consciência; ela o ajudará a manifestar qualidades nobres.”
Sathya Sai Baba
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Pensamento para o Dia 24/11/2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
GRATA RECORDAÇÃO
Pedro Esmeraldo
No início dos anos 30, meu pai iniciou o plantio da cana de açúcar no Sítio São José. Considerando-me uma pessoa privilegiada, pois tive a sorte de conviver no meio da bagaceira, já que meu pai possuía dois engenhos, um em Crato e outro no município de Barro-CE.
Deixou-me como legado um patrimônio auspicioso que foi a educação. Esse engenho teve início em 1930. A princípio, de forma rudimentar, movido a tração a bois. No meio da década de 30, mudou para o engenho a vapor que perdurou até a vinda da energia elétrica de Paulo Afonso no ano de 1970, quando desapareceu o predomínio da rapadura que foi substituído pelos alimentos sofisticados dos tempos modernos.
Quando passo pelas ruínas do antigo engenho, no sítio pau seco, neste município, tenho grandes recordações daqueles tempos áureos de minha infância. Há mais ou menos 50 anos era um lugar aprazível, aconchegante e que favorecia uma relação harmoniosa de paz de espírito.
Convivi naquele local no meio de pessoas humildes, com comportamentos inusitados, constituído de várias naturezas, com semblante rústico, precisando de muita sutileza no equilíbrio emocional, decorrente da fadiga pela luta árdua e das canseiras diárias.
Meu pai, um cidadão sério, agricultor arrojado, praticava as atividades agrícolas por vocação. Sabia projetar com equilíbrio o trabalho agrícola. Conduzia com perfeição as manhas dos trabalhadores, mas manejava com altivez e bom senso crítico. Livrava-se dos perigos, utilizando palavras hábeis. Fugia com muita tranqüilidade das pessoas ardilosas que o obrigavam a se comportar com o máximo grau de bondade que o respeitavam e o obedeciam com sinceridade as suas ordens.
Como já relatei acima, meu pai, homem destemido e hábil, tinha o cuidado de colocar trabalhadores certos nos lugares certos.
Autodidata por natureza, dirigia com perfeição e conhecimento todos os trabalhos inerentes ao campo agrícola, saindo-se muito bem nessa atividade espinhosa, levando com brilhantismo e com direção arejada a luta do campo; sempre acompanhado de trabalhadores experientes, a fim de adquirir melhoria de produtividade, já que desejava aumentar o seu patrimônio dentro da tecnologia aperfeiçoada.
Seus trabalhadores tinham uma conduta séria e de comportamento exemplar, por isso granjeou muitas amizades, projetando bom desempenho, mostrando que com trabalho sério e honestidade o homem chega a ter sucesso em seu serviço.
Esses trabalhadores rudes que mais guardo na recordação da minha memória, são vistos pelo seu comportamento zombeteiro que foram indubitavelmente os cambiteiros: eram irrelevantes com procedimentos duvidosos, senhores absolutos, anarquistas, visto que desrespeitavam a pessoa humana. Tornavam-se figuras intolerantes em seus trabalhos com a posição de homens irregulares no campo de transporte de cana do brejo para o engenho. Nem tudo era desprezo para essa classe de trabalhadores rudes já que desempenhavam com muita satisfação à sua tarefa.
Trabalhavam sem cessar, como prestadores de serviço, pois tinham por obrigação conduzir com 5 (cinco) animais atrelados com arreios rústicos, como: cangalha, peça de madeira artesanal que seria colocada no lombo do animal, revestido de forro e pano de algodão e coroa de frade, embutido com produto cactáceo existente nas caatingas do nordeste, cilha (fita de couro que prendia a cangalha na barriga do animal), focinheira (espécie de cabresto) para facilitar o manejo dos animais, rabichola, que prendia a cauda do animal à cangalha, cambitos, peça de madeira que facilitava o transporte da cana.
Devido à rusticidade do trabalho, os cambiteiros se tornavam intolerantes pelos habitantes aos arredores dos engenhos. Ninguém gostava de sua conduta. Possuidores de comportamento repreensível, tornavam-se os intolerantes comprovados pela anarquia que, por natureza, ninguém o suportava de bom grado, eram os zombeteiros, intrigantes, quando iam pela estrada se desesperavam e não queriam saber quem viesse a sua frente; se a pessoa não se submetesse ao seu comportamento cairia no ridículo. Certa vez, observava uma cena que me deixou intrigado e que sempre preservei em minha memória esse comportamento desses anarquistas que vou relatar neste trabalho: um dia, chegava ao engenho um senhor de tez branca, querendo conhecer o movimento do engenho, mas de jeito afeminado, foi logo observado pelos cambiteiros o seu andar duvidoso: ai então um deles gritou: olha pessoal, como ele é delicado! Aí a vaia comeu de esmola e aos gritos o pobre homem saiu desesperado sem nunca mais pisar em bagaceira. Apenas desejei lembrar e repassar para os amigos como era o regime dos cambiteiros que ainda hoje sinto saudades dos velhos tempos de outrora que não voltam mais e jamais poderão ser substituídos por este modernismo desequilibrado e algumas vezes intolerante.
Faleceu Dr. Carlos Barreto de Carvalho
domingo, 20 de novembro de 2011
Pela primeira vez no triângulo CRAJUBAR, a BANDA ONE, cover do U2 da cidade de Fortaleza, vem nos brindar com mais um grande evento produzido pela SERTÃO POP PRODUÇÕES. Será uma noite memorável, recheada de muito som, luz, pessoas bacanas e alto astral. Um show que promete acontecer e marcar no calendário de eventos do Cariri. O TERRAÇUS Bar e Petiscaria vai ser o cenário dessa festa. O local já está consagrado como de ótima estrutura para esse estilo de evento.
O primeiro lote de ingressos antecipados estarão a venda a partir de amanhã (19/11), nos seguintes locais:
CRATO:
LOJA LARAS - Esquina da Praça da Sé, em frente ao MUSEU HISTÓRICO.
PRODUTORA SERTÃO POP - Rua Araripe - 163 (beco do Padre Lauro, segundo quarteirão)
TERRAÇUS Bar e Petiscaria
JUAZEIRO
PORÃO DO ROCK - ao lado da Prefeitura Municipal.
AVALON LOCADORA - Rua Padre Cícero, 740 - centro
OS INGRESSOS ANTECIPADOS CUSTAM R$ 15,00
INFORMAÇÕES:
3521.5398 - 9666.9666 - 8824.2131
OBS: O TERRAÇUS Bar e Petiscaria fica localizado no triângulo do Grangeiro, distante 1km do Clube Recreativo Grangeiro.
Pensamento para o Dia 19/11/2011

“Vemos atualmente no mundo desordem, violência e conflito. Para curar esses males é preciso descartar o egoísmo, a ganância e outras características ruins, e elevar-se acima da natureza animal. É por meio da caridade (altruísmo) que você alcança a pureza. Com pureza de coração você pode alcançar a Unidade que levará, então, à Divindade. A morada da vida humana deve ser construída sobre a caridade, a pureza, a unidade e a Divindade. As mulheres desempenham um papel crucial em cultivar esses quatro pilares. Verdade, sacrifício e paz são qualidades predominantes nas mulheres. Uma boa esposa é de importância apenas para o marido, enquanto uma boa mãe é um patrimônio nacional. Apenas mães dedicadas podem oferecer à nação filhos que se esforçarão para o grande futuro do país. Boas e tolerantes mães, que cuidam da pureza e do crescimento espiritual dos seus filhos e do bem-estar da comunidade, são a necessidade atual. ”
Sathya Sai Baba
A flor atirada - Emerson Monteiro
A história de um místico árabe conta que enquanto se via apedrejado em sacrifício das práticas religiosas que professava, contrárias que foram à tradição dos poderosos, ele observou cair aos seus pés bela flor atirada junto com as pedras da turba ensandecida. Até ali resistira com altivez aos gestos rudes da multidão formada de criaturas ignorantes no trato com a mensagem salvadora que oferecera.
Nessa hora, contudo, sentiu fraquejarem as forças, e viu-se rendido dominado de pranto convulso. Daqueles despreparados, que exercitavam instintos vingativos, outra atitude jamais esperaria além de jogarem pedras para ferir corpos e eliminarem existências físicas. De quem jogara a flor, porém, que, então, demonstrava conhecer algo mais a propósito dos ensinos e das práticas fiéis, aguardava maior sinceridade, no mínimo saindo na defesa dos ideais superiores. Negara, fraquejara, isto sim.
Às vezes sentimentos de nostalgia sujeitam atingir pessoas que sentem a força da autenticidade, ainda que distingam o tanto que lhes resta de chegarem às relíquias sagradas, assunto principal dos religiosos.
Existem situações em que discípulos deixam de lado a prática do Amor para aceitar fugas de lazer, esportes, vícios e acomodação. Nisso, esquecem a coerência e os pressupostos que adotam em nome do caminho de Deus, demonstração de abandono e pouca sinceridade interior que deixam patentear.
Aquele que jogou a flor no instante no martírio do árabe lapidado, mesmo que pretendesse cumprir gesto de solidariedade e reconhecimento na hora extrema do testemunho, permaneceu vinculado às sombras da covardia, sabedor de conceitos, no entanto sem praticá-los de verdade.
Não poucos agem de qual jeito, motivo, inclusive, da parábola do festim de bodas contada por Jesus, dos muitos chamados e poucos os escolhidos. Chamados às hostes do Bem todos somos. Raros, talvez raríssimos, exercitam a feliz oportunidade, razão das dores de saber o quanto adiante ainda sofrerão presos àas malhas pegajosas de transes imediatos.
Invés de jogar flores nas homenagens tardias, caberá cultivá-las no íntimo do coração e exalar o justo perfume através dos campos do dever.
sábado, 19 de novembro de 2011
UM MOVIMENTO ANTI-SEPARATISTA
Crato-CE, 19/11/2011.
Autor: Pedro Esmeraldo
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
GUERRILHA PERMANENTE
| Circo do Sopé, de Josernany Oliveira e Felipe Tavares (Foto: Gessy Maia) |
| Mulier, de Yarley de Lima (Foto: Gessy Maia) |
| Leprosos, de Mano Damasceno (Foto: Gessy Maia) |
PROGRAMAÇÃO RESTANTE
18.11.2011 (Sexta, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Patati Patatá cover (Cia. Teatral Anjos da Alegria, de Crato-CE, Direção de Flávio Rocha, Indicação: Infantil, 45min, Palco)
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)
19.11.2011 (Sábado, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Clarícias – a palavra que treme (baseado na biografia de Clarice Lispector), de Dakini Alencar (Dakini Cia. de Dança e Teatro, de Juazeiro do Norte-CE, Direção de Dakini Alencar, Indicação: 14 anos, 40min, Arena)
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)
20.11.2011 (Domingo, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
As Encalhadas, de Willyan Teles (Cia. Teatral Arriégua, de Crato-CE, Direção de Wyllian Teles, Indicação: 14 anos, 80min, Palco)
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)
21.11.2011 (Segunda, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
As Anjas, de Ueliton Roccon (Cia. Entremeios de Teatro, de Crato-CE, Direção de Mauro César, Indicação: 12 anos, 80min, Palco)
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)
22.11.2011 (Terça, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Psicose, de Sarah Kane (Grupo Centauro de Teatro, de Crato-CE, Direção de Márcio Rodrigues, Indicação: 16 anos, 40min, Arena)
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)
23.11.2011 (Quarta, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
O Rapto das Cebolinhas, de Maria Clara Machado (Grupo Máscaras da SCAC, de Crato-CE, Direção de Jardas Araújo, Indicação: Infantil, 60min, Palco)
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)
24.11.2011 (Quinta, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Não culpa eles, culpa nós, de Franciolli Luciano (Cia. kanoistravezdenovo, de Jati-CE, Direção de Franciolli Luciano, Indicação: 14 anos, 60min, Palco)
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)
25.11.2011 (Sexta, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Se creres, serás salvo, de Luka Severo (Grupo Cícera de Experimentos Teatrais, de Juazeiro do Norte-CE, Direção de Luka Severo, Indicação: 12 anos, 40min, Palco)
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)
26.11.2011 (Sábado, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
O Cravo e a Rosa, de Xico Abreu (Cia. Elas de Teatro, de Crato-CE, Direção de Kelyenne Maia e Carla Hemanuela, Indicação: Infantil, 50min, Palco)
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)
SEMINÁRIO E MÚSICA
27.11.2011 (Domingo)
14h - A Dramaturgia Brasileira Caririense e outorga do Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior às companhias e homenageados
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)
20h - Show de Encerramento: Lifanco & Convidados (Indicação: Livre, 120min)
Praça da Sé (Crato-CE)
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Quilômetros de engarrafamento - Emerson Monteiro

Início do feriadão da República e noticiários indicavam até 245 km de engarrafamentos na saída de São Paulo ao litoral, com televisões mostrando filas imensas de veículos de faróis acesos às margens do Rio Tietê. Lembrei quando vivi em Salvador, ainda na década de 70 do século anterior, e do tempo que gastava, nos finais de semana, à espera de embarcar no ferry-boat a caminho da Ilha de Itaparica, onde curtíamos horas de lazer à beira mar.
Todos, neste mundo, buscamos a salvação da alma, conceito religioso que admite existência além do tempo deste chão... Chegaremos, um dia, à santidade, na chance da perfeição absoluta de superar o limite das experiências materiais.
E ao observar o sofrimento comum a todo vivente, calculamos a perspectiva das oportunidades para crescer interiormente em face dos testes agora recebidos.
Essa prova mesma dos engarrafamentos das grandes cidades, hoje em dia, quer representar das experiências severas a que o espírito se submete, porquanto horas e horas dentro de automóveis feitos gaiolas de luxo, aguardado deslocamento milimétrico, e depois retornar sob iguais condições, não deixa de comprimir a paciência da alma ao extremo, lição importante de constrangimento e realidade, no apuro das naturezas dos indivíduos.
Habitantes de metrópoles, eles sofrem miséria no sentido de sobreviver às oportunidades restritas, nessa escola aberta dos aglomerados e moradias reduzidas; nas arbitrariedades artificiais do sistema rígido das calçadas de ferro e cimento; em fábricas desumanas, mecânicas, automáticas; no atrito entre as pessoas; nos transportes abarrotados; na solidão das multidões indiferentes; nos descansos esfumaçados e tristes das janelas escuras; universo melancólico de jornadas industriais que parecem nunca revelar finais possíveis.
Santos em potencial são todos, contudo há os que adiantam o carro mediante respostas sábias à gravidade dos bloqueios e traumas das histórias grupais, sem um jeito melhor quase hora nenhuma. E lembrar, ainda, o quanto padecem das ingratidões de semelhantes que explodem desencantados, no decorrer do processo coletivo de evoluir, nas manadas reunidas e saraus barulhentos das noites aflitas.
Tudo isso lembra, pois, o tanto necessário aos dias felizes, no itinerário do drama que guarda em si as sempiternas esperanças dos dias quando, suaves, as ruas do destino ofereçam instantes de deslocamentos harmoniosos e justos.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Estudantes têm aulas de artes nas ruas do Crato
Uma proposta bem diferente e divertida vem sendo desenvolvida na cidade do Crato com intuito de fazer com os alunos estudem, vivenciem e criem trabalhos a partir da arte contemporânea. O trabalho é desenvolvido com alunos do ensino médio do Colégio Estadual Wilson Gonçalves e do EEFM Teodorico Teles de Quental e é chamado de Laboratório de Estudos, Vivencias e Experimentos em Arte Contemporânea – LEVE Arte Contemporânea.
Com câmeras fotográficas, celulares e idéias, os estudantes vêm ocupando as ruas da cidade do Crato com intervenções e performances artísticas. Os alunos já produziram dois vídeos que estão disponibilizados na internet. Um dos trabalhos foi realizado no Calçadão da cidade, no qual foi feita uma performance em que o cabelo e a barba de um integrantes foram raspada e teve o seu corpo preenchido com palavras e jornais. Já no segundo trabalho, quatro estudantes foram embrulhados com jornais na rua Dr. João Pessoa. Os estudantes pretendem realizar uma performance e a intervenção ainda essa, o que resultará em mais dois vídeos.
De acordo com o idealizador do Laboratório, o artista/educador Alexandre Lucas, a proposta é baseada numa compreensão pedagógica do estudo relacionada a vivencia e pratica, a partir de elementos do cotidiano dos alunos. Ele destaca que o mais significativo são as produções dos vídeos que servirão como instrumento para pensar as praticas pedagógicas sobre o ensino de Artes.
Para aluna do Ensino do Médio da Escola Teodorico Teles de Quental, Clarissa Mota da Silva, o Laboratório dá a oportunidade de perceber visões diferentes. “Foi uma superação mim. Eu não me via capaz de também fazer arte”, diz a aluna.
Tainá Araújo, estudante do Colégio Estadual Wilson Gonçalves, destaca que adora fazer coisas diferentes e cita que através da arte contemporânea está conseguindo fazer isso. Ela frisa que antes das atividades serem realizadas na ruas são feitos estudos e planejamentos.
Maria Reijane Ferreira da Silva, também do Colégio Wilson Gonçalves cita que o Laboratório ajuda na desinibição e em é possível maneiras de se expressar, através da arte.
Os trabalhos que são realizados nas ruas são abertos a participação do público e artistas.
O Laboratório conta com a parceria do Coletivo Camaradas e do 18ª Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação -CREDE.
Serviço:
Caso queira participar das atividades de intervenções e performances realizadas pelo Coletivo Camaradas e o LEVE Arte Contemporânea entrar em contato: (88)92604870/88260008.
ARTE E INSUBMISSÃO
| Foto: Gessy Maia |
PATROCÍNIO:
BNB - PARCERIA BNDES / PREFEITURA MUNICIPAL DO CRATO
Somos todos portugueses? - Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Entretanto, convém lembrar que os portugueses detêm a maior e melhor tecnologia em Engenharia Civil do mundo, sendo inigualáveis no domínio das Mecânicas dos Solos e das Rochas. É da responsabilidade dos engenheiros portugueses do Laboratório Nacional de Engenharia Civil de Lisboa o projeto e construção das grandes barragens norte americanas.
Será que falamos a mesma língua? De nada adianta os governantes dos países de língua portuguesa desejarem unificar o idioma. Nós brasileiros, jamais passaremos a chamar o concreto armado de betão e time de futebol de "equipa".
É bom lembrar que nós temos nossos vícios de linguagens que atropelam qualquer estrutura do idioma de Camões. Além, é claro, de desafiar a lógica. Um amigo, foi conhecer Portugal. Lá chegando alugou um carro e saiu pelo interior do país, pouco maior que o nosso Ceará. Com o mapa rodoviário à bordo, e admirado com a perfeição de suas estradas, esse amigo desejava conhecer um cidadezinha lá existente de nome Almeida, de onde vieram seus bisavós. Ao chegar a uma pequena vila, onde a estrada se bifurcava, resolveu perguntar a um velhinho que se aquecia ao sol da manhã:
- "Onde é que fica Almeida?" - Quis saber. E o velhinho, com muita simplicidade, respondeu:
- "Primeiramente deseje-me um bom-dia!"
- "Ah, desculpe-me, bom-dia!"
- "Muito bem, agora podes perguntar!" - Ordenou o português:
- "Onde é que fica Almeida?"
- "Ora que pergunta mais tola: Almeida fica em Almeida, pois!"
De outra feita, outro brasileiro, viajando pela Europa, alugou um carro em Lisboa para ir até Madri. Na saída da cidade, perguntou a um frentista de um posto de gasolina:
- "Esta estrada aqui vai para Madri?" - Quis saber, se expressando no nosso dialeto.
- "Pelo visto, quem estar a viajar para Madri és tu, pois essa estrada é nossa e se ela for para lá irá nos fazer muita falta, pois só temos ela!" - Zombou o bombeiro lusitano.
Afinal, os portugueses também sabem nos dar um merecido troco! No meu primeiro ano na Escola Politécnica da Bahia, apareceu por lá um colega português, o Braguinha, cuja família acabara de se mudar para o Brasil. De tanto a turma lhe encher as medidas, ele nos contou essa, com carregado sotaque:
Um português, recém chegado ao Brasil quis entrar num clube onde se realizava animado baile de carnaval. Na entrada, foi barrado pelo porteiro que alegava a festa ser exclusivamente para brasileiros. Insistiu uma segunda vez, uma terceira, até que viu um jumentinho a pastar junto ao meio fio da calçada. Arrastou-o até a portaria do clube, onde já se encontrava o presidente para impedir a entrada do português:
- Você já foi informado várias vezes que somente entra aqui os brasileiros! - E o português, empurrando o jumento para o interior do clube, gritou:
- Então vás tu, que és brasileiro!
Por Carlos Eduardo Esmeraldo
domingo, 13 de novembro de 2011
O lado simples da vida - Por José de Arimatéa dos Santos
| Foto: José de Arimatéa dos Santos |
sábado, 12 de novembro de 2011
Hoje: "A DONZELA E O CANGACEIRO" na 3ª Guerrilha...
A Cia. Cearense de Teatro Brincante traz novamente seu mais novo sucesso de público. Um grande espetáculo que resgata o mito da Caipora e faz uma contundente defesa da ecologia e do meio ambiente. Um manifesto em favor da natureza!
"A ambição desmedida do homem rico, a ganância cruel do norte-americano e a trama infernal vinda das trevas ameaçam o Sítio Fundão, importante reserva ecológica brasileira.
As forças do mal, lideradas pelo Bode-Preto, entram em disputa ferrenha pelo domínio da área, mas são enfrentadas pela legião do bem, liderada pela Caipora, deusa protetora da natureza.
Somente o amor pode salvar o sítio da destruição total. Um enigma, proferido pela esfinge de Seu Jefrésso, contém todo o segredo do universo, capaz de restabelecer a paz e a harmonia.
Donzela Flor, símbolo de pureza, precisa ser desencantada. O cangaceiro Edimundo Virgulino, valente e destemido, luta com bravura para salvar o sítio e conquistar o coração da donzela."
ELENCO: Mateus – Cacá Araújo / Catirina – Kelvya Maia / Pafúncio Pedregôso – Franciolli Luciano / Cafuçú – Paulo Henrique Macêdo / Feiticeira Catrevage – Jonyzia Fernandes / Vicença – Rosa Waleska Nobre / Dona Colombina – Samara Neres / Donzela Flor – Charline Moura / Caipora – Orleyna Moura / Troncho Sam – Márcio Silvestre / Edimundo Virgulino – Emerson Rodrigues / Bode-Preto – Joênio Alves / Seu Jefrésso – Jardas Araújo.
TÉCNICA: Texto e Direção – Cacá Araújo / Assistência de Direção – Orleyna Moura / Iluminação – Cacá Araújo e Emerson Rodrigues / Cenografia e Sonoplastia – Cacá Araújo / Cenotécnica e Adereços – Saymon Luna, Willyan Teles, França Soares, Mestre Galdino, Cristiano de Oliveira e Marlon Torres / Figurino e Maquiagem – Joênio Alves / Ritualística Corporal – Joênio Alves e Kelyenne Maia / Música e Direção Musical – Lifanco / Instrumentistas – Lifanco e os atores / Criação e execução de efeitos sonoros – Lifanco e os atores / Operação de Luz – Paulo Fernandes / Operação de Som – Babi Nobre / Confecção de Figurino – Ariane Morais / Cinegrafia – Antonio Wideny (Toyota) / Fotografia – Gessy Maia e Mônica Batista / Xilogravura do Cartaz – Carlos Henrique / Designer – Felipe Tavares / Contra-Regra – Mauro Silvestre / Guarda-Roupa – Luciana Ferreira / Produção Executiva – Kelvya Maia / Produção – Sociedade Cariri das Artes.
AGRADECIMENTOS: Sociedade de Cultura Artística do Crato / Secretaria de Cultura do Crato / Casa Harmônica / Circo-Escola Alegria / Coletivo Camaradas / Ed Alencar.
PATROCINADORES: Banco do Nordeste - Parceria BNDES / Prefeitura Municipal do Crato-CE.
Aceitação - Emerson Monteiro
... Uma reação igual e em sentido contrário, princípio da Lei de Ação e Reação. Depois que acontecer de pisar na bola, cabe aceitar as consequências. Conciliar as respostas naturais em relação aos atos de seguir em frente, atitude por demais justa consigo mesmo, ser falível no estado atual. Caso diferente, agiria como que treme diante das circunstâncias, o que nada representaria em termos de racionalidade; o errar só para não dar a mão à palmatória.
Baixar a cabeça depois que falhar nas escolhas das ações, ainda que pela ignorância de conhecer o jeito exato de cumprir o papel perante a vida, eis o modo espontâneo de se render às evidências. Levantar a cabeça pode reduzir os prejuízos e abrir um espaço de perdão dentro da gente, isto no sentido de evitar danos à saúde física e abrir mão das vaidades; deixar de lado a suposição antiga de se ser senhor absoluto da razão.
Quantas e tantas vezes o errar humano pisar no território da solidão... Contar apenas com os elementos de quem ousa sonhar demasiado com a perfeição e cai da cama... Se achar acima do bem e do mal, quando Deus impera acima dos seres menores, Sua criação apenas... Nós, os viventes...
Viver a vida sem se punir a todo instante... Quando o sucesso domina a cena, as pessoas vibram de euforia. No entanto, perante as cobranças dos erros, afundam na lama quais juízes impiedosos de si, cruéis parceiros da autovingança. E dói e mata e pune contra as ordens mínimas da compaixão.
Aceitar a condição de relativos nas malhas humanas; admitir a retratação, invés das normas rígidas do combate interno às inferioridades, doutores de leis impiedosas e totalitárias. Persistir vivos para preservar a espécie dos aprendizes, senhores da fé nos dias melhores. Render homenagem ao impossível, em noites e dias sempre adoráveis. Ninguém é o senhor do destino além do Poder superior aos poderes limitados deste mundo. Existe o conceito da religiosidade natural que demonstra ordens eternas que a tudo comanda.
Haverá meios de reagir às trevas, aos tombos, às turras, atabalhoadamente... Haverá, sim; nenhuma dúvida resta. Creio, entretanto, significar apenas desespero e frustração assumir o erro e querer eliminar à força as consequências, modos de desencontrados exércitos perdidos em retiradas infames, que as histórias contam. Que glória há nas perdidas as ilusões? Também as personagens individuais, que andam pelas ruas, equivalem aos exércitos de si próprios, por vezes batendo cabeça em jornadas dolorosas. O fazer nesses instantes pede alternativas de sabedoria. De deixar de lado os valores equivocados e marchar firmes para os verdes campos da satisfação interior, no amar e se amar quais motivos da experiência, esquecendo vícios e abandonos, mágoas e rancores. Sorrir aos instantes menos felizes, que somem e deixam o perfume da solidariedade, resposta indiscutível de viver bem.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Ringo Starr chega ao Brasil com festa pop
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Cariri terá etapa do Seminário Artefatos da Cultura Negra no Ceará

O II Seminário Artefatos da Cultura Negra no Ceará – Etapa Cariri acontecerá no Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri – URCA, no dia 18 de novembro de 2011, nos períodos da manhã, tarde e noite. O evento pretende reunir educadores, estudantes, pesquisadores e ativistas dos movimentos sociais para aprofundar e debater sobre a necessidade do redimensionamento das práticas pedagógicas com vistas à inclusão nos currículos escolares de conteúdos que digam respeito à história e cultura negra cearense e oportunize um repensar sobre o papel da universidade na formação de agentes capazes de construir uma sociedade comprometida com a emancipação humana. Na ocasião, terão duas palestras com o tema “Religiosidade de Matriz Africana e Educação” e a exibição de um documentário produzido pelo Grupo de Valorização Negra do Cariri – GRUNEC e pela Cáritas Diocesana do Mapeamento das Comunidades Rurais Negras e/ou Quilombolas do Cariri cearense.
O evento é uma realização do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Regional do Cariri – URCA, Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC, Projeto No Terreiro dos Brincantes, SINDURCA, Nucleo de Estudos em Trabalho e Educação – NETED, Grupo de Valorização Negra no Cariri – GRUNEC.
Mais informações no blog: http://artefatosdaculturanegranoceara.blogspot.com/
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
PRÓ-REITOR DA URCA AMEAÇA GUERRILHA
UM TOMBO NO ESCURO - por Pedro Esmeraldo
Crato-CE, 07/11/2011
Apoio: Firenze Cosméticos
Foto: Dihelson Mendonça
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Ceará em panorama
Fonte: Diário do Nordeste






