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segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Arrastaí!
domingo, 15 de agosto de 2010
MESTRE RAIMUNDO ANICETO É HOMENAGEADO NO FESTIVAL TANGOLOMANGO 2010




MESTRE RAIMUNDO ANICETO É HOMENAGEADO NO FESTIVAL TANGOLOMANGO 2010
O Festival Tangolomango é um evento multicultural que acontece programação de palestras, oficinas, mostras audiovisuais, apresentações de música, teatro, circo e dança. Firmou-se como um espaço de divulgação e troca de experiências de iniciativas que promovem a democratização da cultura e comunicação.
Inspirado num fazer coletivo e integrado, grupos de várias partes do País se interpuseram durante três dias de trabalho e intercâmbio de experiências, efetivando-se no dia 7 de agosto de 2010 numa apresentação única e imperdível no anfiteatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza-CE.
Este ano, o Tangolomango homenageou dois Mestres da Cultura cearenses: Mestre Zé Pio e Mestre Raimundo Aniceto, do Crato, consolidando sua missão de não apenas prestigiar valores da cultura regional mas, sobretudo, de permitir o diálogo entre diversas expressões contemporâneas ou populares do fazer artístico.
Mestre Raimundo Aniceto, batizado Raimundo José da Silva, lidera a Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, a mais importante do país, em atividade há mais de meio século.
A Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto participou do evento através da Sociedade Cariri das Artes, e foi acompanhada pelo cineasta e produtor cultural Jackson Bantim, um dos mais ardoros combatentes em defesa da cultura popular no Cariri.
O folclorista, ator e dramaturgo Cacá Araújo, diretor da Cia. Cearense de Teatro Brincante e membro da Sociedade Cariri das Artes, reconhece na arte e sabedoria dos Irmãos Aniceto a profundidade da alma universal do povo caririense, o que a transforma num dos mais significativos símbolos do patrimônio imaterial da nação brasileira.









sábado, 14 de agosto de 2010
QUE REI SOU EU?
Do tempo de minha infância, lembro-me de uma música carnavalesca intitulada “Que rei sou eu: sem reinado e sem coroa, sem castelo e sem rainha, afinal que rei sou eu?”.
Nesse caso, confronto esta música carnavalesca com a posição dos políticos do Crato e seus filhos, que permanecem acomodados diante das fronteiras de comportamento injurioso provocado pelos inimigos número um desta cidade, que são os políticos carcarás que vem de fora e que aqui permanecem durante a campanha eleitoral.
Antes, Crato era possuidor de um rei dinâmico, oportuno, vibrador, mas neste caso, após o início da década de oitenta, o rei cratense caiu no anonimato, sem castelo e sem coroa, sem reinado e sem rainha. Afinal, quem exerceu essa posição de rei e deixou o Crato cair na bancarrota? O que o Crato possuía de bom foi surrupiado pelos piratas inimigos, astuciosos, manobristas, já que dominam esse povo com palavras entorpecentes a fim de levar o que a cidade tem de melhor qualidade. Esse rei enferrujado se desgastou pela força corrosiva do tempo.
Seus filhos (os da cidade), principalmente os políticos, acomodam-se e se despedem facilmente das canseiras políticas. Não enfrentam mais as poeiras dos corruptos eleitoreiros. São barrados por simples palavras lisonjeiras e fogem da luta e não enfrentam os desafios que ocorrem constantemente nesta cidade. São corroídos pela ganância de seus seguidores. Não possuem rainha que venha orientar e encorajar quando se defrontam com as dificuldades. Não há nenhuma manifestação contrária para que possam reagir contra os disparates pecaminosos, tudo isto estimulado pela fraqueza de seus auxiliares, o que com certeza, o rei destronado não substitui por motivos alguns e que ninguém possa entender.
É preciso que haja uma renovação de valores, colocando jovens autênticos e eficientes, que tenham disposição para o trabalho, principalmente trabalhando com amor ao Crato. Só assim poderá conseguir um rei autêntico, valente e que tenha boa vontade de trabalhar e esboçar coragem para trazer boas perspectivas e construir um novo castelo com reinado e com rainha.
Crato-CE, 13.08.2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Autor de bengalada em José Dirceu morre em Brasília
Fábio Góis
O CRATO PARA OS CRATENSES
Não podemos entender, mas ficamos perplexos quando observamos a falta de interesse de alguns políticos para trabalhar em prol da cidade do Crato “não teem objetividade”. Esquecem de apoiar, em período eleitoral, os candidatos da terra, dão prioridade aos abutres que veem de fora, causam desprezo aos nossos aspirantes que desejam exercer cargo público.
A maioria deles prefere dar ouvidos às conversas divergentes dos inimigos de nossa terra, veem atormentar o espírito já conturbado dos cratenses, distribuindo com facilidade o vil metal, preferem enganar o povo com migalhas e palavras ocas.
Em certo tempo, Crato não conseguia mais apoiar os seus filhos “quer adotivos, quer legítimos”, por motivos óbvios, entre eles, estão alguns vereadores que dão integral apoio aos imaginários inimigos, que por equívoco, buscam os nossos votos prometendo trabalhar com empenho a favor da terrinha.
Ledo engano. Devemos compreender que esses abutres só aparecem aqui em épocas eleitorais para depois virem dar com o “burro n’água” fazendo reuniões esdrúxulas a fim de levar o que temos de bom.
Após o pleito eleitoral, esses homens inconseqüentes e intolerantes, mudam de idéia, esquecem seus compromissos e nunca mais aparecem nesta terra a não ser, quando há algum interesse a seu favor. Com isso, somos traídos por essa massa de homens repugnantes que facilmente esquecem “a terrinha” que lhe deu guarida.
Por isso, pedimos aos cratenses, esqueçam esses abutres, pois devemos lembrar do Crato com firmeza e coragem, expulsando-os, tangendo-os para distante e pedindo que nunca mais volte à esta cidade.
Dêem valor à prata de casa, não esqueçam de cobrar os compromissos, não votem por dinheiro, pois o voto é o dever do cidadão. Exijam trabalho, honestidade e peçam que o que nos façam seja com amor, com sinceridade e com o pensamento para o futuro.
Não deixem de valorizar o cidadão da terra, por que somente neles é que poderemos confiar.
Pensemos na situação do SESI – Crato. Querem fechar por motivos fúteis. Não deixem de valorizar os bons valores de Crato e nem sonhar em prestar homenagens aos carcarás predadores.
Crato, 11 de agosto de 2010.
Pensamento para o Dia 12/08/2010

“A pessoa que dedica sua vida a obter o conhecimento do Atma, que é o seu verdadeiro Eu, deve possuir as sagradas virtudes e elas devem moldar seu comportamento e suas sagradas relações. Pois, nenhum conhecimento pode ser maior do que o caráter virtuoso. Caráter é poder, realmente falando. Para as pessoas que têm dedicado seus últimos anos na aquisição de ensino superior, excelente caráter é uma qualificação indispensável. Toda religião salienta a mesma necessidade, não como uma condição especial de credo, mas como a própria base da vida e conduta espiritual. Aqueles que levam uma vida nesses caminhos jamais serão prejudicados. Eles serão dotados de mérito sagrado.”
Sathya Sai Baba
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
COMPOSITORES DO BRASIL

Nossa homenagem aos 100 anos de
HAROLDO LOBO
Por Zé Nilton
“Depois das aulas, no bonde, no ponto de ônibus ou no bate-papo das confeitarias, as alunas do Instituto de Educação chegam a comentar o interesse com que aquele estranho vem acompanhando a conversa. Os olhos do homem de traços mongóis e terno banco de linho parecem duas câmaras a registrar todos os movimentos das futuras professorinhas. Ele não perde uma palavra sequer, muitas mocinhas até se afastam, para ficar longe daquele intrometido.
Dentro do ônibus, às vezes, ele finge indiferença, mas quem se preocupar mais com seus gestos verá que discretamente ele faz anotações, escrevendo frases inteiras ou rabiscando apenas algumas palavras. Seus dedos batem com ritmo num ponto qualquer do banco da frente ou na palma da outra mão, enquanto um leve movimento nos lábios denunciam que ele está solfejando alguma música. E os olhos asiáticos de repente ganham um brilho especial: ele acaba de fazer alguma descoberta”. (Nova História da Música Popular Brasileira. Abril Cultural, 1977).
De descoberta em descoberta, entendamos, de música em música, Haroldo Lobo ((Rio de Janeiro, 22 de julho de 1910 - Rio de Janeiro, 20 de julho de 1965) é um compositor brasileiro dos mais produtivos da Música Popular Brasileira principalmente em músicas de carnaval.
Até meados de 1960, a indústria fonográfica brasileira trabalhava com duas frentes comerciais: a música de carnaval e a música de meio de ano. Em tempos mais recuados os maiores investimentos corriam para o filão carnavalesco. Reparem nas chanchadas da Atlântica como a empresa do carnaval fazia girar a fortuna no mundo artístico e cultural.
Haroldo Lobo, com 80 por cento de suas músicas registradas em parceria com o excelente Milton de Oliveira, fez de tudo em se falando de composição. Diria mesmo todos os ritmos. E gostava de usar os animais da fauna ou suas onomatopéias em suas músicas, coisa inusitada no cancioneiro brasileiro.
Remetemos o leitor para os sites sobre o assunto caso queira saber mais desse mostro sagrado de nossa canção. Dê um presente ao grande compositor pelos seus 100 anos de nascimento. Ouça-o.
Pode ocorrer que ao ouvir amanhã no Compositores do Brasil algumas de suas composições sendo a maioria em ritmo de carnaval, talvez alguém interrogue:
- Música de carnaval a essa hora ? E ainda mais das antigas ? Direi:
- Sim, e porque não? Os defensores da cultura de mass media não absolutizaram o ritmo forró (muito embora o produto não o traduza) como hits de todos os momentos? Então lá vai nossa vingança. Ouviremos:
O PASSARINHO DO RELÓGIO, de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira com Aracy de Almeida;
ALLAH-LA-Ô, de Haroldo Lobo e Nássara Carlos Galhardo ;
ALÔ, PANDEIRO, (Não é economia), de Haroldo Lobo e Wilson Batista com Jorge Goulart;
CABO LAURINDO, de Haroldo Lobo e Wilson Batista com Jorge Veiga e Cyro Monteiro;
GUIOMAR, de Haroldo Lobo e Wilson Batista com Joel e Gaúcho;
PRA SEU GOVERNO, de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira com Gilberto Milfont;
EMÍLIA, de Haroldo Lobo e Wilson Batista com vassourinha;
TRISTEZA, de Haroldo Lobo e Niltinho, com Jair Rodrigues
MARGARIDA, de Haroldo Lobo e Wilson Batista com Quatro Ases e um Coringa;
E O 56 NÃO VEIO, de Haroldo Lobo e Wilson Batista com Deo e o conjunto de Zé Menezes;
JURO, Haroldo Lobo e Milton de Oliveira, J.B. de Carvalho e conjunto Tupí
COMO SE FAZ UMA CUÍCA, de Haroldo Lobo e Wilson Batista com Anjos do Inferno;
A COROA DO REI, de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira com Dircinha Batista.
Quem ouvir verá!
COMPOSITORES DO BRASIL
Rádio Educadora do Cariri – 1020 (www.blogdocrato.blogspot.com)
Quintas-feiras, de 14 às 15 horas
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Recordações - Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
Lembrando a minha infância me veio à mente como o Crato era uma cidade tranqüila. As ruas eram calçadas com paralelepípedos. Poucos carros transitavam na rua Dr. João Pessoa. que era arborizada com fícus, umas árvores frondosas que já deviam ter uns cinqüenta anos de vida. Uma dessas árvores localizava-se na calçada da casa em que eu morava, sombreava e refrescava a nossa morada do sol causticante.Na rua Dr. João Pessoa, além das muitas residências, havia também várias lojas de comércio: A Babilônia, Casas Tamoio, Armazém Recife, Elite Foto, de Diomedes Pinheiro, A Pernambucana, todas essas no mesmo quarteirão da minha casa. Num passado mais remoto tinha o Bar e Sorveteria Cairú e, posteriormente quando não existia mais o bar, o local foi ocupado pelo Banco de Crédito Comercial.
Gostava muito do lugar em que eu morava, pois era perto da Praça Juarez Távora, da Igreja de São Vicente Férrer e do Instituto São Vicente Férrer, escola em que estudei a partir dos meus oito anos de idade. Antes, com menos idade, estudei no Externato Cinco de Julho que funcionava no mesmo prédio da Escola Técnica do Comercio do Crato.
O local que eu morava ficava a um quarteirão e meio da Praça Siqueira Campos, portanto perto dos Cinemas Moderno e Cassino. Assistir filmes naquela época era um excelente programa, uma vez que não havia televisão. Hoje a cidade recebe excelentes imagens de televisão, porém não possui mais nenhum cinema, o que é pena...
Com a tranqüilidade da cidade, às vezes, minha mãe me deixava brincar na casa de minhas primas e de algumas amigas que moravam próximo da nossa casa. Permitia que eu fosse assistir a Bênção do Santíssimo no início da noite, realizada pelo Padre Frederico na Igreja de São Vicente. Em poucos segundos chegava lá, pois saía correndo, atravessava a Praça Juarez Távora e logo estava na Igreja.
Numa manhã ensolarada, como eu estava de férias, consegui autorização dos meus pais, para brincar na casa de uma amiga que morava numa rua paralela a João Pessoa. Encontrei a minha amiga chorando muito porque havia rasgado o seu livro e estava com muito medo que a sua mãe brigasse com ela. Queria colar o livro com água e me perguntou se dava certo. Falei que não. Procurei consolá-la e depois fui para casa. Tão logo cheguei, pouco tempo depois, minha amiga veio ainda chorando dizer que sua mãe estava me chamando. Ela me levou até a loja em que sua mãe era proprietária. Fiquei sem entender porque na presença de todos os clientes, ela com muita grosseria, me acusou de ter rasgado o livro da filha e que eu teria que pagar. Nesse dia senti o meu coração de criança dolorido por ter sido injustiçada e humilhada diante de tanta gente. Corri aos prantos para casa. Chegando lá, me dirigi ao consultório de dentista do meu pai, que ficava na sala da frente da nossa casa e, soluçando lhe relatei o ocorrido. Tenho a maior gratidão pela atitude dele que acreditou em mim. Quando meu pai abriu a carteira me entregando o dinheiro para pagar o livro, veio o meu reconhecimento de que sempre tive um pai presente, que dialogava e me apoiava. Com essa atitude, tive a certeza de que sempre poderia contar com ele.
Já estava na calçada para ir deixar o dinheiro, quando a minha amiga se aproximou dizendo que sua mãe já sabia que eu não tinha rasgado o livro, portanto não precisava pagar. Não fiquei com raiva da minha amiga, pois ela estava com tanto medo, que não pensou no que estava fazendo ao me acusar. A atitude da mãe dela de me envergonhar em público me deixou magoada. Colocar uma criança numa situação constrangedora não é bonito. Entretanto, logo tudo foi perdoado e esquecido, pois apesar de ser uma menina, eu percebi que devia agradecer a Deus por ter um pai maravilhoso que na minha primeira aflição, me socorreu e aliviou o meu sofrimento.
Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
FORMAÇÃO ROMUALDO: UM MILAGRE PALEONTOLÓGICO
NO TEMPO DOS GRUPOS ESCOLARES – POR PEDRO ESMERALDO
Naquela época, o inicio das aulas era impreterivelmente ás 7:00 horas da manhã. Não havia folga. Todos os trabalhos eram executados com muito rigor.
A professora tinha por obrigação preparar as suas tarefas com antecedência e apresentar aos alunos com dignidade. O bom aluno aprendia muito e ninguém saia reprovado, se obedecesse rigorosamente o critério de estudo.
Naquele tempo ninguém falava em droga, aliás nem se sabia se existia essa erva. Os vícios que o pessoal adquiria eram de fumar e, por excesso, de bebida alcoólica. Também a violência provocada por excesso de bebida era de arrepiar cabelo. Geralmente nesse Pé de Serra do Crato, em pleno fim de semana, haviam noitadas terríveis, às vezes causando a morte.
A escola ficava localizada na Praça da Sé, na esquina da atual Rua Leandro Bezerra. Era um velho pardieiro, talvez construído no século XIX, que atendia precariamente as exigências dessa escola. A casa era ampla, com vários quartos, também amplos com um terreno espaçoso que abrigava as crianças na hora do recreio. Para mim foi uma ideia maravilhosa, pois gostava de entrar em contato com todas as classes sociais. Só assim observei melhor o comportamento do pessoal de baixa renda.
Em frente ao grupo, observa a grandeza da velha Praça da Sé. Era uma praça desprezada pela prefeitura, talvez porque não haviam recursos suficientes para transformá-la em praça chique e que oferecesse aos bons momentos de lazer.
Após as aulas, principalmente no período da tarde, a maioria dos alunos ia jogar bola sobre a graminha verdejantes da Praça da Sé que dava o nome ( capim de burro). Era um planta nativa, rasteira e que de servia proteção ao solo da erosão pluvial.
Em outros tempos, o governo estadual resolveu construir outra escola mas distante do centro da cidade, com salas amplas, adaptadas para as crianças e adolescentes do ensino médio.
Bem, bons tempos se foram. Hoje em dia, os alunos estudiosos e ansiosos para subir na vida têem que se esforçar para aparecer com muito interesse e conseguir algum lugar de destaque na vida futura.
Crato- CE, 04 de Agosto de 2010.
domingo, 8 de agosto de 2010
Instituto Federal Educação, Ciência e Tecnologia - Campus Crato - lança programa Qualidade de Vida
Ser pai – Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Ser pai é tomar nos braços o recém-nascido, contemplá-lo com incontida alegria, e ver naquele pequenino ser um pedaço da sua própria carne!Ser pai é voltar a ser criança e com os filhos brincar, cheio de esperança; com eles jogar sinuca, ping-pong, pião, bola de gude e futebol. É projetar naquelas frágeis criaturas uma a vida melhor, um futuro brilhante, radiante, para o qual não conseguimos alcançar. Vibrar com as vitórias de cada um deles, como se nossas elas fossem.
Ser pai é sofrer com o choro incontido, que nem sempre entendemos o sentido e, tomar para si as dores dos filhos, sejam eles ainda pequenos ou adultos, e defendê-los com unhas e dentes dos perigos e agressões que a vida sempre nos reserva.
Ser pai é viver intensamente hoje, as virtudes que desejamos ver nos filhos amanhã.
Ser pai é ter aquela sensação de masculinidade. Contemplar aquela pequena e divina criatura e sentir-se indigno de colaborar com Deus, em sua infinita obra criadora.
Ser pai é possuir o dom da gratuidade, uma verdadeira vocação!
Ser pai é abraçar os netinhos e verificar recompensado, que a vida se renova a cada dia e continua num novo alvorecer. E numa prece de agradecimento pela missão cumprida, dizer: obrigado Senhor! Teu servo agradece por tantas alegrias nesta vida.
Dedicado ao meu querido pai, um modelo de vida, que Deus levou para junto dele há 44 anos, com a mesma idade que eu terei no próximo Natal. (65 anos, 3 meses e 10 dias)
Em 08.08.2010
Por Carlos Eduardo Esmeraldo
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Hiroshima nunca mais!
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Imagens - Emerson Monteiro
Elas vêm de novo se achegando aqui por perto espraiando pelo firmamento do juízo, e tomam conta desse universo inteiro de mim. Os fragmentos amarelecidos nas lufadas de vento em folhas sacudidas, multidão impaciente, dão mostras de vida nas árvores da Serra. Junto, cantos esparsos, pipilados intermitentes de aves friorentas, ponteiam cada instante, assinalando o rufar do relógio preso dentro do guarda-roupa indiferente na condição da casa. E fiapos soltos de pensamentos voam libertos pelo ar, quais acordes sincopados de velhas sinfonias do mais distante passado. As cicatrizes do aprendizado, que a história oferece ao sentimento porejam de interrogações, nos toques abandonados de reluzentes aventuras arcaicas ao sol da manhã fria. São porta-lápis de aulas anteriores que invadem o querer da gente de falas, lembranças de filmes, livros, poemas, numa sala vazia das pessoas que se ausentaram, deixando saudades contundentes na existência audaz, enquanto o barco, impávido, seguia sua jornada-correnteza nos caminhos a acima.
Imagens grudadas nas paredes da memória que ardem, pois, notícias agitam o esquecimento ainda meio adormecido. Tantas palavras aqui depositadas em tomos empoeirados, nas prateleiras das coisas fugazes, biblioteca milenar de quimeras, sonhos, névoas, estremecimentos, motores eternos, quase trilhos, que circulam dimensões consistentes, acordes, cantigas, histórias, palmas acesas, o farol aberto das enseadas, grilhões rompidos e normas restabelecidas.
Cruzar pontes levadiças, cavaleiros andantes, vultos escondidos sob capuzes misteriosos, sombras que desfilam na retina imortal de olhos ensolarados, alvoradas festivas ao gosto próspero do viver sorridente que brinca semi-deuses conosco quadro a quadro.
Quantas cartas vagam silenciosas, a transcorrer os espaços aquecidos da alma. Quantas vagas... Então, número infinito de perguntas pulula na tela verde-azul em gotas suaves de ondas quebrando ao acaso, luzes vindas bem de dentro; com isso, mostram avisos de outras formações em movimento, mesma sequência de objetos ofertados às portas e janelas entregues no sereno circunstancial das horas.
Um pulsar de veias no só cuida de aumentar o cenário interior entranhado pela música do vento. Estrelas que latejam céus de ritmos persistentes. Contudo, cheiro de vida preenche o bojo dos sentidos, circula em volta do mastro do coração e desce pelas encostas adormecidas do corpo, tatuando marcas indeléveis, gravadas para sempre na eternidade de um todo coerente sem desaparecer ingrato nas curvas macias e carinhosas dos lençóis.
OBS.: Notas de uma madrugada fria de domingo, inícios do mês de agosto de 2010.
"Escrever não é fácil, não há glamour", diz Ronaldo Correia de Brito
FABIO VICTOR (ENVIADO ESPECIAL A PARATY )
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
COMPOSITORES DO BRASIL
a gente tem que ser,
em primeiro lugar, anarfabeto".
ADORINAN BARBOSA
Por Zé Nilton
Diz-se que Adorinan Barbosa é o heterônimo do cantor, compositor, humorista e ator João Rubinato. O homem é descendente de italianos, daí essa capacidade para viver o cômico e o trágico tanto na música como na vida artística.
Criou todos esses personagens no bairro do Bixiga e não no de Jaçanã como diz na música Trem das Onze. Por ali e suas imediações ele descreveu histórias dos pobres, dos desvalidos, dos boêmios, dos arruaceiros, dos trabalhadores sem valor, tirando sarro de tudo e de todos. Deu-lhes voz e vez porque os registrou no que há de melhor na Música Popular Brasileira – o samba (paulista).
O ouvido de Adorinan Barbosa foi privilegiado. Captou os sons audíveis e inaudíveis das falas e das músicas do povo. Matéria prima de sua criação artística e musical. Na música, ou melhor, no samba, música do povo, brincou com o ritmo e com as palavras. Caiu no gosto da plebe. E quando os ilustrados viram que era bom, adoraram e adotaram Adorinan, e São Paulo nunca mais parou de ser a referência de um samba genuíno, de raiz e bonito.
Aliás, quando ouço ou leio “S.Paulo, túmulo do samba”, rogo à Santa Cecília –Mãe, perdoai porque eles não sabem o que dizem...E lanço meus ouvidos para a música de Adorinan, num ato de desagravo.
Conheci Adorinan primeiro em filmes, nos de Mazzaropi. Sessão dominical das 13 horas, Cine Cassino. Tudo muito normal – o calor e o filme em preto e branco. Lembro-me de “Candinho”, “A Carrocinha” e um de cangaceiros.
Sou vidrado na voz de Adorinan Barbosa. Voz de taboca, diria meu pai. Esta voz gaga e rouca entra no ritmo e no compasso de suas músicas e lhes conferem identidade. Nunca o ouvi interpretando músicas de outros compositores. Daria certo?
Cem anos de Adorinan, nesse dia 02 de agosto. Na verdade, idade em dois nos antecipada para garantir os benefícios da C.L.T. Aqui me lembrei de outra voz rouca: Nelson Cavaquinho, antecipação de idade para servir ao Exército.
Assim como você, falaria muito de Adorinan porque ouvi e ouço muito suas músicas. Vamos ficar por aqui deixando um convite para saborear algumas de suas obras-primas amanhã no Compositores do Brasil.
Na sequencia:
UM SAMBA NO BEXIGA, com Demônios da Garoa
ABRIGO DE VAGABUNDO, com Adorinan Barbosa
BOM DIA, TRISTEZA, de Adorinan Barbosa e Tom Jobim, com Maysa
CONSELHO DE MULHER, (porgressio), de Adorina Barbosa e Oswaldo Moles, com Demônios da Garoa
TORRESMO A MILANEZA, de Adorinan Barbosa e Carlinhos Vergueiros, com Adorinan Barbosa, Clementina de Jesus e Carlinhos Vergueiros
TIRO AO ALVARO, de Adorinan Barbosa e Oswaldo Moles, com Adorinan Barbosa e Elis Regina
PROVA DE CARINHO, de Adorinan Barbosa e Hervê Cordovil com Demônios da Garoa
DESPEJO NA FAVELA, com Adorinan Barbosa e Gonzaguinha
AS MARIPOSAS, com Demônios da Garoa
TREM DAS ONZE, com Demônios da Garoa
SAMBA DO ARNESTO, de Adorina Barbosa e Alocin com Demônios da Garoa
SAUDOSA MALOCA, com Demônios da Garoa
TRISTE MARGARIDA, com Adoniran Barbosa.
Quem ouvir verá!
Programa Compositores do Brasil
Rádio Educadora do Cariri – 1020
Todas as quintas-feiras, de 14 as 15 horas
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Retransmissão: www.cratinho.blogspot.com
Cariri sediará encontro do PIA
Encontro promete agitar a cena artística local com a participação de artistas de diversos estados brasileiros.
O Coletivo Camaradas realiza entre os dias 17 e 21 de agosto o encontro dos PIAdores no Cariri – “A Cidade Não Pára”. O objetivo é conceder mais força à formação de artistas e desenvolver vivências na cidade. Como público alvo estão focados os jovens das zonas periféricas de Crato. Por meio de uma programação ampla que perpassa intervenções urbanas, oficinas, debates, exibição de vídeos, shows e troca de acervos artísticos dos coletivos, os processos de fazer e pensar artísticos serão postos em cheque.
Para participar
As inscrições poderão ser realizadas no CCBNB e na PROEX da URCA, ou nas escolas públicas parceiras. O número de vagas por manifestações ofertadas é limitado.
Evento: encontro dos PIAdores no Cariri – “A Cidade Não Pára”
Data: 17 a 21 de agosto
Horário e local: ver programação
O que é o Encontro dos PIAdores no Cariri?
A Cidade não Para - Encontro dos Piadores no Cariri - O Coletivo Camaradas promove, dentro da programação do IV BNB Agosto das Artes, o 1º encontro do PIA (Programa de Interferência Ambiental) no Cariri. O PIA é uma plataforma de artistas contemporâneos que agrega integrantes de diferentes coletivos do Brasil. O Encontro constará de intervenções urbanas, vivências, oficinas, debates, exibição de vídeos, shows e troca de acervos artísticos dos coletivos.
Oficinas
PARADO EM MOVIMENTO - Ação-grafite-vídeo-pintura
Ministrante: Tales Bedeschi –MG
Vagas: 10
A oficina-ação que resgata o processo criativo do sul-africano Willian Kentridge e as ações do coletivo BLU. A proposta é resgatar personagens e condições de produção local para criação de um repertório imagético que vai dar origem a uma animação em stop-motion. A animação nada mais é que o registro fotográfico da formação de uma pintura em um painel, que, na verdade, será um muro da cidade.
Dias: 18 a 20 de agosto 2010.
Horário: 8h00m às 11h00m
Local: Teatro Raquel de Queiroz
INTERVENÇÃO/ OFICINA - AÇÃO DE CINEMA
Ministrantes: Renata Nascimento e Cauê Rocha – BA
Vagas:10
Ação de cinema é uma intervenção que converte espaços vários em local de exibição de filmes buscando resgatar a experiência coletiva de ir ao cinema como exercício coletivo de convivência, não apenas no ato de ver o filme, mas das conversas pós filme, da possibilidade de compartilhar histórias pessoais.
A oficina é parte preparatória para a Ação, em quatro dias os participantes vão experimentar o fazer cinematográfico de forma simples e objetiva produzindo um pequeno trailler da vida, e das histórias da comunidade ou local escolhido, segundo suas próprias perspectivas. No quarto e último dia será realizada a “Ação de Cinema” onde será apresentado algum curta metragem e o trailler produzido na oficina
Dias: 18 a 20 de agosto 2010.
Horário: 8h00m às 11h00m
Local: Teatro Raquel de Queiroz
PINTURA EM LENÇÓIS
Ministrantes: Kamila Souza e Angélica Gadelha – Fortaleza/CE
Vagas: 30
Utilizando meios de psicologia transpessoal na vivencia conjunta da prática da pintura como meio de facilitar a fluência de idéias, de palavras metamorfoseadas em meio as cores e as formas que para cada ser presente, para cada olhar, identifiquem suas formas de sentir e identificar o que há na cidade. O que há em termos de sentimento perante o espaço físico e nele introduzir o produto final: Os lençóis pintados.
Dias: 18 a 20 de agosto 2010.
Horário: 8h00m às 11h00m
Local: Teatro Raquel de Queiroz
STENCIL
Ministrante: Amanda Priscila – Crato/CE
Vagas: 15
A oficina visa discutir a possibilidade do fazer artístico no espaço urbano, através do stencil. Técnica de reprodução de imagens a partir do reaproveitamento de Radiografias, a qual poder ser utilizada em vários suportes com camisas e paredes.
Dias: 18 a 20 de agosto de 2010
Horário: 8h00mim às 11h00min
Local: Centro Cultural do Araripe
CRIPTOGRAFIA
Ministrante: Tatá Nascimento – SP
Vagas: 20
A criptografia trabalha com códigos ou linguagens para inventar maneiras diferentes de combinar códigos para gerar mensagens secretas. De forma lúdica Tatá Nascimento abordará nesta oficina possibilidades de se criar imagens a partir de combinações.
Dias: 18 a 20 de agosto 2010.
Horário: 8h00m às 11h00m
Local: Teatro Raquel de Queiroz
CADERNOS DE REGISTROS
Ministrante: Gabriela Monteiro – RJ
Vagas: 10
Na oficina Cadernos de Registro os participantes são convidados a criar seus próprios cadernos. Aprenderão uma das técnicas da encadernação tradicional para criar um instrumento que permitirá brincar com a memória, o mundo onde vivem e seus saberes. Além do aprendizado da técnica da encadernação os participantes serão convidados a fazer uso do caderno produzido como um instrumento de registro de suas realidades e sonhos, numa busca por despertar e desenvolver o processo criativo de cada um.
Dias: 18 a 20 de agosto 2010.
Horário: 8h00min às 11h00min
Local: Teatro Raquel de Queiroz
CORPOS D´ÁGUA (Nascente do Crato)
Ministrante: Floriana Brayner - SP
Vagas: 30
Os participantes serão convidados a imergir num processo de investigação-ação sobre os corpos d’água de sua região, ou seja nascentes, córregos e rios. Uma bússola mágica guiará o grupo, servindo de plataforma de lançamento de proposições e sistematização do processo. Dinâmicas de sensibilização e integração do grupo, aliados a estudos de campo e compartilhamento de repertório compõe o processo que culminará na criação de uma intervenção coletiva.
Dia: 18 de agosto de2010
Horário: 13h00min às 18h30min
Local: Balneário da Nascente
GRAFITE
Ministrante: Marlon Torres Crato/CE
Vagas: 15
A partir da reflexão da temática do Encontro “A cidade não pára”, os participantes se aproximarão desta técnica artística que utiliza as paredes das cidades como uma grande galeria aberta ao público.
Dias: 18 a 20 de agosto de 2010.
Horário: 14h00min às 16h30
Local: Centro Cultural do Araripe
Intervenções Urbanas
Dias: 17 a 21 de agosto de 2010.
Momentos inusitados poderão ocorrer na cidade Crato. Durante todos os dias estarão sendo realizadas intervenções urbanas individuais e coletivas, algumas como resultado das oficinas.
Mostra de Vídeos
A Praça Prefeitura do Crato receberá telão para exibição de vídeos e filmes dos coletivos ligados ao PIA e produções de artistas do Cariri.
Dias: 18 e 19 de agosto de 2010.
Horário: 20h00min
Local: Praça da Prefeitura
Seminário do CUCA Cariri
O seminário visa aglutinar acadêmicos e artistas para fortalecer o Centro Universitário de Cultura e Arte – CUCA Cariri e para preparação da caravana do Cariri à Bienal da UNE que pela primeira vez será no Ceará em de 2011.
Dia: 20 de agosto de 2010
Horário: 14h00min às 17h00
Local: Salão de Atos da URCA
Roda de conversa : Arte e Cidade
A cidade não Pára será o mote da roda de conversa que visa discutir o espaço urbano como possibilidade de reflexão estética e social, a partir das experiências dos artistas Tales Bedeshi – MG, Floryana Brayner – SP, Gabriela Monteiro RJ e Alexandre Lucas – CE
Dia: 20 de agosto de 2010.
Horário: 19h00 às 21h00
Local: Auditório do Centro Cultural do Banco do Nordeste
Grande Festa de Encerramento
Lançamento da Bienal da UNE no Cariri
Os artistas e grupos musicais ocuparam o bairro mais populoso e operário da cidade do Crato, o bairro Seminário para fazer uma grande festa popular com a alegria e a diversidade musical do nosso povo com a participação da Tambozada - Grupo de Cortejo Coletivo Camaradas, Grupo de Dança do Projeto Nova Vida,Grupo de Hip Hop Superação, MC Albeniso, Quarto Estágio, Fatinha Gomes, Liberdade e Raiz.
Casa Atelier
Casa localizada na Rua Cel. Luiz Teixeira, 1208 – Centro –Crato, que servirá para alojar os artistas e será um dos espaços para vivências e troca de experiências estética/artísticas durante o Encontro.
Realização:
Coletivo Camaradas/PIA
Acesso Grátis:
www.coletivocamaradas.blogspot.com
www.piabrasil.wordpress.com
Mais informações
Alexandre Lucas (88)99772082
coletivocamaradas@gmail.com
Parcerias:
CCBNB
Secretaria de Esporte e Juventude de Juazeiro do Norte
Secrataria da Cultura, Esporte e Juventude do Crato
SESC
Sociedade de Cultura Artistica doCrato
PROEX/URCA
Sociedade Cariri das Artes
Companhia Cearense de Teatro Brincante
Projeto Nova Vida
CUCA Carirri
CUCA da UNE
VOCÊ AINDA ACREDITA EM VEREADOR? – Por Pedro Esmeraldo
Ultimamente, alguns deles dançam na maré mansa, aceitando a influência de abutres, e dormem facilmente entregando os pontos com habilidade.
Isto nem é bom falar porque poderemos cair na desanimação e permanecer numa ansiedade. Vimos o Crato esquecido sem comando e, pasmem!, senhores: a cidade está cada vez mais desorganizada pelos provocadores inimigos.
Por isso queremos lembrar aos nobres vereadores que não querem ter amor ao Crato e consideramos, como a maior autoridade legislativa, que não deixem o Crato cair no esquecimento. Dêem valor à prata de casa , visto que a cidade está amargurada devido a falta de amor dos políticos que entregam o Crato aos seus inimigos.
Não é de bom alvitre que todas as curvas do indiferentismo sejam provenientes desses representantes do povo. Pedindo que através do trabalho saiam da dificuldade e desempenhem bons papéis, aliando-se a pessoas honestas que tenham amor ao Crato.
Vejam bem, agora talvez não seja preciso explicar, pois temos plena convicção que o Crato sofre devido às mazelas provocadas por esses políticos inoportunos e que se vendem por qualquer preço desprezando o progresso da cidade.
Senhores, lembrem dos anos passados, quando que o Crato perdeu, na calada da noite, o Campus da UFC devido à fragilidade desses políticos. Se não têm coragem de trabalhar, afastem-se da política e entreguem o Crato a quem queira trabalhar.
Agora mesmo, deparamos com a queda SESI, em tempo passado, a mola mestra do lazer para os trabalhadores cratenses. Devido à fraqueza e á incompetência dos péssimos administradores, a cidade não evoluiu e agora estamos apreensivos, olhando para o céu e pedindo a Deus que nos afastem de nós os homens preguiçosos
Obs: Dizem que a dor ensina a gemer. Parece que esses políticos já estão sentindo a dor do desespero e da discórdia popular, já que estão querendo se movimentar em defesa da cidade.
Crato- CE, 03 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Em busca da felicidade – Por Magali e Carlos
*Magali de Figueiredo Esmeraldo
* Carlos Eduardo Esmeraldo
Alguns dos meus parentes gostavam de fazer uns tipos de brincadeiras desagradáveis com os jovens recém casados da nossa família. Para evitar que nós fossemos vitimas, espalhei para todos que iríamos passar os três primeiros dias no Hotel Municipal de Juazeiro, recém inaugurado. Mas um dos meus irmãos cedeu a casa dele, às margens da estrada Crato-Juazeiro. Então passamos três dias maravilhosos, com despesas zero, café, almoço, merenda e jantar enviados por minha mãe. Foi tão bom que até pensei em ficarmos assim para o resto da vida. Mas três dias depois, o trabalho me esperava.
Os laços do amor verdadeiro entre um casal são tão fortes que, como diz a Bíblia “o homem deixará pai e mãe e se unirá a sua mulher e os dois serão uma só carne”. Foi isso que aconteceu comigo e com Carlos, e logo após os três primeiros dias do nosso casamento, lotamos o bagageiro de um “fuscão branco” e partimos para enfrentar as estradas do Ceará, Piauí, Maranhão e Pará com destino a Tomé-Açu no Pará, onde Carlos estava trabalhando na construção da estrada Tomé Açu – Paragominas.
Eu com vinte e três anos e ele com vinte sete nos sentíamos pronto para o início da construção de nossa família. Apesar de sair do conforto e da proteção da casa de meus pais e também morar numa cidade como o Crato, ótimo lugar para se viver, onde nasci e estava acostumada. Estava, portanto disposta a juntos superarmos as dificuldades que teríamos pela frente. As estradas sem asfalto eram o que iríamos encontrar e todos os perigos que poderiam ocorrer numa viagem longa. A nossa residência seria numa pequena aldeia, de casas construídas com madeira e localizada na floresta amazônica. “Quatro Bocas do Breu” era o nome desse lugarejo próximo da cidade de Tomé-Açu.
Mesmo enfrentando a falta de conforto, eu estava confiante e decidida a fazer Carlos feliz e, tinha certeza que também ele iria me fazer feliz.
Antes do nosso casamento Carlos já deixou nossa casa alugada. Era uma construção de paredes, piso e telhado de madeira que foi caiada de branco por iniciativa dele, para que se tornasse mais acolhedora. Delicadeza e sensibilidade de quem ama e quer agradar a pessoa amada. A confiança era grande tanto minha quanto dele que estávamos dando os passos acertados para nossa felicidade.
Eu já vivia longe de casa há mais de oito anos e, portanto estava acostumado a uma vida de dificuldades, agravada pelo desconforto e a falta dos entes queridos. Para Magali seria a primeira vez que sairia de casa, agora definitivamente para sempre e, isso me fez vislumbrar uma enorme responsabilidade. Então procurava tratá-la com todo carinho, não ferir sua sensibilidade, atitude mantida até os dias de hoje, quase trinta e oito anos depois.
Partimos do Crato para Tomé-Açu no dia quinze de dezembro, pois Carlos deveria estar em Belém no dia vinte. A despedida foi dolorosa, pois saí chorando, deixei minha mãe também chorando e meu pai e irmãos com saudades. Logo enxuguei as lágrimas, confiante seguimos viagem com a certeza de que facilmente me adaptaria a minha nova vida.
A falta de conforto começava no transporte: um fuscão apertado, repleto de bagagens, sem som e sem ar condicionado, mas nada disso nos afetava, pois a alegria e a confiança nos acompanhavam.
Como não havia som no carro, suprimos essa falta com um toca-fitas portátil. “E haja Paulinho da Viola cantando: “minha viola vai pro fundo do baú”; Paul Mauriat com “L’amour est blue”. Ainda hoje, quando ouço a música “Mamy Blue”, sinto-me rasgando aquelas estradas ora poeirentas, ora lamacentas. Horríveis as estradas, inesquecíveis as músicas.
Saímos do Crato à uma hora da tarde, subimos a Serra do Araripe até o “Posto do Exu”, um posto de gasolina localizado antes de se descer a serra para Exu à esquerda e Araripe à direita. Na ladeira, próximo de Araripe uma pedra enorme bateu na barriga do carro e travou a caixa de marcha, de modo que tivemos de andar na terceira até Picos. Lá os mecânicos afirmaram que havia danificado a tampa seletora da caixa de marcha e só no Crato ou Teresina haveria conserto. A sorte é que de Picos até Teresina, a estrada já estava asfaltada, e eu havia trabalhado um ano antes no projeto dessa estrada, de modo que por conhecê-la bem, pudemos trafegar devagar e chegar à capital do Piauí, à uma hora da madrugada. Passamos a manhã do sábado em Teresina e às onze horas o carro já estava consertado. Almoçamos e continuamos a viagem. A estrada estava asfaltada até Peritoró, no Maranhão. De lá entramos numa rodovia sem pavimentação que nos levaria até Porto Franco na Belém – Brasília. Passamos por Presidente Dutra, uma cidade mais ou menos do porte do Crato. Como era ainda dia claro, resolvemos ir mais adiante, até Dom Pedro. Uma cidade velha, sem luz elétrica, cujo hotel era um casarão com banheiro e privada no fundo do quintal. O quarto em que nos colocaram tinha uma cama de casal da marca patente, colchão de estofo de algodão e era separado por uma meia parede dos demais cômodos da casa. Como vocês devem observar, aposento muito adequado para um casal em “lua de mel”...
No domingo viajamos o dia todo, e dormimos em Imperatriz, às margens da Belém-Brasília. No dia seguinte seguimos viagem até Paragominas. Lá almoçamos. Continuamos o restante da nossa viagem pela estrada de serviços da futura rodovia que estávamos construindo. Cem quilômetros nos separavam de “Quatro Bocas do Breu”, nosso ponto final, uma vilazinha de pouco mais de 10 casas de madeira e o acampamento da construtora.
Quando avistamos a pequena casinha de madeira com os raios solares do cair da tarde deixando-a mais branquinha do que era, senti a emoção de saber que este seria o nosso lar. Mas nós moramos nela pouco mais de um mês e Carlos foi transferido para Goiás. Outra viagem de Belém até Brasília em estrada de terra.

Anos mais tarde, quando já morávamos no Crato, ao ouvir pelas rádios o cantor Gilson cantando: “Eu queria ter na vida simplesmente. Um lugar de mato verde. Pra plantar e pra colher. Ter uma casinha branca de varanda. Um quintal e uma janela. Para ver o sol nascer.” Lembrávamos dessa casinha de nossos primeiros anos.
Por Magali de Figueiredo Esmeraldo e Carlos Eduardo Esmeraldo





