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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Fórum Araripense de Prevenção e Combate a Desertificação Espaço de sonhos, ideais e realizações.

O Fórum Araripense de prevenção e combate a desertificação foi criado em 1999, num momento de efervescência do movimento ambientalista local, pautado no diálogo forte e unificado entre a sociedade civil organizada e as instâncias governamentais no âmbito federal, estadual e municipal. Pela primeira vez se instituía na região do Araripe um espaço plural baseado na construção coletiva de proposições e na execução de políticas de defesa do meio ambiente, tendo como foco especial, o debate da prevenção e o combate a desertificação.

A ousadia da sua criação previa a: Inserção da biorregião do Araripe na discussão nacional e global da desertificação; Discussão do nível de degradação ambiental na biorregião, suas causas e impactos sobre a qualidade de vida das presentes e futuras gerações; Analise da conjuntura atual e a sustentabilidade do modelo de desenvolvimento implantado;

O destaque foi a participação efetiva de organizações e representantes governamentais dos três estado da região, Ceará, Pernambuco e Piauí. Todo este movimento fortaleceu um debate qualificado, que culminou posteriormente com a mudança da visão arcaica do combate a seca, para um olhar humanizado e consciente sobre a necessidade da convivência com a realidade local.

Esta caminhada foi marcada pelo fortalecimento do debate científico e político, onde foram debatidos temas como a transposição do rio São Francisco, a degradação ambiental decorrente do uso do recurso madeireiro da APA Araripe, a poluição dos rios, como o Granjeiro e o Cariús. Contribui ainda na realização de seminários sobre as águas, desertificação, mutirões de plantio de mudas em comunidades rurais, tendo sempre o referencial da realidade local.

A itinerância do Fórum colaborou para o conhecimento, o debate e a busca de soluções para os problemas locais, percorrendo municípios como Picos – PI, Morelândia – PE, indo também aos municípios de Altaneira, Assaré, Nova Olinda, Farias Brito, Jardim, Abaiara, Porteiras, Milagres, Barbalha, entre outros, permanecendo na sede em Crato - Ceará. Esta ação proporcionou a realização de audiências públicas, a elaboração de projetos de leis municipais, a criação de ONGs, o incentivo a movimentação popular e a cobrança do cumprimento das políticas públicas.

O Fórum contribui intensamente para a consolidação de experiências de captação, manejo e utilização de água para o consumo humano e produção de alimentos, com cisternas, barragens subterrâneas, BAP – bomba d’água popular. A luta pela conquista de terra e de água se fortalece quando nasce no seio da sociedade civil, o Programa de formação e mobilização social para a convivência com o semiárido P1MC – Um milhão de cisternas rurais, proposta de sucesso e de reconhecimento mundial na luta pelo acesso a água de qualidade na região. Em seguida vem o Programa de formação e mobilização social para a convivência com o semiárido P1+2 – Uma terra e duas águas, visando proporcionar a conquista de uma terra, uma água para o consumo humano e outra água para a produção, ainda em fase de concretização.

Outras experiências de produção e comercialização de alimentos para consumo humano e animal vêm sendo disseminadas ao longo dos anos, agroflorestas, quintais agroflorestais, hortas agroecológicas, mandalas, casas de sementes, feiras agroecológicas e de agricultura familiar.

O marco da ação articulada do Fórum Araripense de Prevenção e Combate a Desertificação foi a escolha para sediar em 2006 o VI ENCONASA – Encontro Nacional da Articulação no Semiárido Brasileiro, encontro que reuniu mais 600 participantes de associações, STRs, ONGs, representações governamentais, de todos os estados do Nordeste, além de Minas Gerais, Espírito Santo, Distrito Federal.

Tornou-se a instancia política de decisões da sociedade civil em atuação em 29 municípios da região da região do Cariri Cearense. Ao longo de sua história, foi marcado por momento de crise e ascensão, chegando a mais de uma década cheia de experiências exitosas, momentos de reflexão e avaliação, e principalmente, com a vontade e a esperança de continuar realizando “esta grande revolução silenciosa pela vida no semiárido”


Jorge Pinto

Preconceito e discriminação - Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

Sabemos que o preconceito, a discriminação e o racismo existem há milhares de anos e estão interligados entre si. O dicionário de Aurélio define o preconceito como: “conceito ou opinião formados antecipadamente, sem maior ponderação ou maior conhecimento dos fatos; idéia preconcebida.” No meio em que vivemos, podemos reconhecer vários tipos de preconceito e discriminação: o social, religioso, sexual, racial e muitos outros. Quase todos os dias nos noticiários, tomamos conhecimento de denúncias de preconceito, até com agressões físicas de ordem sexual ou racial. É indigno o ser humano agir assim com o outro, levando-o a exclusão. Ninguém quer reconhecer que é preconceituoso. A arrogância do ser humano em se achar superior ao outro é imensa. Observamos que dentro de famílias que se dizem tradicionais, em uma cidade grande ou pequena, o preconceito e a discriminação são gritantes. A superioridade de certas pessoas que encaram os que têm menos dinheiro ou menos estudo com discriminação é muito triste, já que somos todos iguais diante de Deus. Isso ocorre dentro das famílias, de parentes para parentes. Pessoas que tratam os outros componentes da família, como se fossem inferiores, só porque têm menos dinheiro, ou porque não possuem um diploma de curso superior. Essas pessoas não entendem o quanto se tornam pequenas agindo assim. O que faz um ser humano importante, é o caráter, a humildade, a bondade, a simplicidade e a honestidade, entre outros valores. O nome de família não tem nenhuma importância. Já ouvi alguém afirmar que foi morar fora do Crato, quando ainda pequena, e quando voltou, a primeira pergunta que ouvia era: de que família você é?

Um humilde trabalhador honesto, mesmo que seu sobrenome não seja tão conhecido, ou não tenha um diploma universitário, tem tanto valor quanto um doutor. Grande parte das famílias que compõem a elite dominante de nossa sociedade são preconceituosas, racistas e discriminatórias. Deveriam se envergonhar de um comportamento tão impróprio para uma pessoa que se diz de família tradicional. Em Crato e em Fortaleza tenho amigos valorosos que não pertencem a famílias importantes, não têm diploma universitário, não são ricos e que dão grande exemplo de vida, com a sua dignidade, retidão, honestidade, bondade e solidariedade. Estão sempre a ajudar ao próximo, principalmente os mais necessitados. Essas pessoas fazem a diferença em um mundo tão cruel, violento e cheio de preconceito, racismo e discriminação.

No livro do Gênesis, podemos observar que o ponto alto de toda obra criadora de Deus é o sexto dia, quando Ele cria a humanidade. “E Deus criou o homem à sua imagem; à imagem de Deus ele o criou; e os criou homem e mulher.” (Gn 1,27). Nesse trecho podemos entender que todos os seres humanos foram criados à imagem e semelhança de Deus. A Bíblia nos ensina que Deus nos ama a todos sem distinção. E sabemos que Ele mandou seu filho Jesus para nos salvar. E Jesus veio nos ensinar a amar e nos manda amar o nosso próximo. Mas o homem na sua prepotência e orgulho se acha melhor do que os outros. No capítulo 25 do Evangelho de Mateus, Jesus diz que tudo o que fizermos com o menor dos nossos irmãos será feito a Ele. Portanto se maltratarmos uma pessoa é a Deus que estamos maltratando.

É maravilhoso sonhar com um mundo melhor e mais humano. A vida seria mais harmoniosa se todos reconhecessem a igualdade entre as pessoas e que não existisse essa doença impregnada na sociedade que é: o preconceito, a discriminação e o racismo. Dias melhores virão, essa deve ser a nossa esperança.

Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

URCA realiza Semana de Extensão


I Semana de Extensão - SEMEX/PROEX De 11 a 14 de maio de 2011

Com o tema Extensão Universitária e Sociedade será realizada no período de 11 a 14 de maio, a I Semana de Extensão da Universidade Regional do Cariri – URCA, o evento realizado pela Pró-Reitoria de Extensão constará de Oficinas, mini-cursos, palestras, mesa-redonda, apresentações artísticas e de trabalhos científicos.

Normas para inscrições de trabalhos científicos
INSCRIÇÕES NA PROEX Até 15 de abril de 2011

1.Inscrições de Trabalhos

• Para participar da apresentação de trabalhos, o(s) autor(es) deverá(ao) estar inscrito(s) na I Semana de Extensão da URCA – SEMEX;

• As inscrições dos trabalhos terão início no dia 31/03/2011 e se encerram no dia 15/04/2011;

• Para a inscrição dos trabalhos, deve-se preencher a ficha com o resumo conforme modelo em anexo. É de exclusiva responsabilidade dos autores a adoção das providências quanto às autorizações especiais de caráter ético;

• Todos os autores devem ter conhecimento da submissão do resumo, apondo sua assinatura na ficha de inscrição a ser entregue na PROEX;

• Recomenda-se que antes da submissão do resumo seja efetuada rigorosa revisão gramatical, ortográfica e de digitação do conteúdo, pois, caso contrário, o texto poderá ser utilizado sem correção posterior;

• Não serão aceitos trabalhos fora do padrão (ver item 2);

• Os trabalhos deverão ser entregues, em cópia impressa, na PROEX/URCA e outra cópia encaminhada para o e-mail: proex@urca.br, anexado a uma cópia do comprovante de inscrição da SEMEX do autor apresentador;

2. Sobre a Formatação do Trabalho

a) Os trabalhos deverão ser submetidos para apreciação na forma de resumo e devem ter as seguintes características:

Formato Word for Windows;

Fonte Times New Roman, tamanho 12;

Espaçamento 1,5 entrelinhas;

Tamanho da página A4;

Margem superior = 3cm;

Margem inferior = 2cm;

Margens direita e esquerda = 3cm;

No mínimo duzentas (200) palavras e no máximo quatrocentas e cinqüenta (450). Para checar os limites em seu resumo, utilize o comando do Word: Ferramentas/Contar palavras e verifique o resultado em “Palavras”;

Título do trabalho em letras maiúsculas; Autores com a letra inicial maiúscula e as outras maiúsculas – deve sempre estar indicado, para o caso de trabalho de alunos, o nome do professor. Este deve vir depois do nome do aluno, como co-autor; (titulação, nome do curso, núcleo, etc., ao qual o autor está vinculado, entre parênteses e e-mail).

b)O resumo deverá apresentar obrigatoriamente a seguir sequência: IDENTIFICAÇÃO (deve-se dar um espaçamento simples entre o título e o resumo); INTRODUÇÃO, OBJETIVO(S), METODOLOGIA, RESULTADOS, CONCLUSÃO e três palavras-chave em parágrafo único. INTRODUÇÃO: visão geral sobre o assunto, indicando a relevância da pesquisa; OBJETIVO(S): definição dos objetivos do trabalho de forma clara, identificando a finalidade da pesquisa. METODOLOGIA: como o trabalho foi realizado (procedimentos/estratégias/sujeitos/documentos/equipamentos/ambientes); RESULTADOS: os resultados obtidos; se for o acaso, fazer referência a medidas e cálculos estatísticos aplicados; CONCLUSÃO: basear-se nos dados apresentados no item Resultados, referindo-se aos objetivos do projeto.

3. Sobre a Forma de Apresentação dos trabalhos Aprovados

a) Os trabalhos deverão ser apresentados na forma de painel ou apresentação oral, sendo a modalidade de apresentação indicada pelos autores no ato da inscrição. Em casos de adequação técnica, ficará a critério da Comissão Científica, redefinir a forma de apresentação.
b) Os trabalhos que serão apresentados em forma de painel deverão utilizar o padrão do evento: 1,20m (comprimento) x 0,90m (largura).
c) Os painéis serão afixados pelos autores no local da apresentação no dia e horário comunicado pela Comissão Científica.
d) A apresentação oral será de 15 minutos. Caso sejam necessários recursos audiovisuais, devem ser informados no ato da inscrição.


Ficha de Inscrição


I SEMANA DE EXTENSÃO DA URCA – SEMEX
11 A 14 DE MAIO DE 2011

SEMEX DA URCA – MODELO – RESUMO DE TRABALHO (de 200 a 450 palavras)

TÍTULO DO TRABALHO – FONTE 12 E CENTRALIZADO

Nome (s) do (s) Autores (as)
Titulação
Fonte 12 e espaço simples Curso

Nome Orientador
Titulação
Curso
Espaço 1,5 entrelinhas

INTRODUÇÃO:...................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................
OBJETIVO(s):......................................................................................................................................................................................................................................
METODOLOGIA:.................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................
RESULTADOS:....................................................................................................................................................................................................................................
CONCLUSÃO:.....................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................
PALAVRAS – CHAVE: 3 (três) em ordem alfabética e separadas por vírgula.

VERSOS E REVERSOS - Pedro Esmeraldo

Antes desejo comentar um artigo de um cidadão cratense (José Anísio de Oliveira), funcionário público, ex-integrante do antigo Departamento dos Correios e Telégrafos – DCT, que versou sobre o assunto do desenvolvimento das duas cidades do Cariri – Crato e Juazeiro do Norte.

Dizia que o desenvolvimento do Juazeiro é mais acelerado e vibrátil porque aquela cidade foi beneficiada pelas instalações de duas emissoras de televisão e duas emissoras de rádio difusora. Por isso, assim dizia: o Juazeiro sobrepujou o Crato na fase desenvolvimentista do Século XXI.

Discordo do amigo em alguns detalhes. Lembro-me que desse acontecimento o Crato tinha de tudo para dominar e portar-se como cidade líder da região centro-nordestina que são: poder político, liderança bem conceituada, trabalho sério e uma natureza favorável que se adaptava muito bem para expandir a agricultura através do plantio de cana-de-açúcar e do algodão. O que ocorreu, porém, é que o rurícola cratense não possuía manejo técnico para desenvolver essas duas culturas de projeção agrícola pela qual o agricultor cratense se perdeu quando houve a queda desses dois produtos agrícolas e o cidadão permaneceu aparvalhado, quieto sem saber conduzir-se com perseverança o seu próprio trabalho.

Portanto, não soube aclimatar-se com o trabalho técnico, sem procurar adaptar-se aos novos métodos da agricultura moderna, ruiu-se depressa, desmoronou-se com um baque bem grande que fez tremer toda a zona rural do Cariri. Observa-se porém que os mesmos produtores permanecem apagados, perdidos, sem ter a honra de enfrentar com altivez todas as dificuldades que surgiram no correr do período administrativo.

Daí então, facilitou para que os astuciosos manobrassem com entusiasmo todo o patrimônio do Crato e arrebatassem tudo para si. Por sua vez os políticos cratenses ficando cabisbaixos, deixando todos caírem de roldão. Não esboçou nenhuma reação, já que entregaram totalmente o Crato aos inimigos rancorosos, pois da penetração do homem político aqui, arrebatando os votos dos trouxas cratenses e que sem possuir habilitação política, entregaram o Crato facilmente a esses abutres que tem como costume deixar a cidade marchando à toa, sem saber conduzir-se no caminho da perseverança e do trabalho com amor e coragem.

Agora, devem se lembrar que aqui no Crato apareceram duas nações de pessoas: a nação dos políticos passados que entregaram a cidade a outra nação, denominada “nação troglodita”, astuciosa, atoleimada, fanfarrônica e muitas vezes intolerante em seu comando administrativo. Muitas e muitas vezes, pensavam que o mundo era deles e praticavam toda sorte de destempero administrativo. Praticavam medidas estapafúrdias e entregavam a cidade aos abutres que por aqui surgiram.

Convém notar que entre essas duas nações encontram-se dois corpos que se repeliam entre si – cada qual procurava rastejar no escuro sem se entenderem.

Eis aí meu amigo, o que foi a queda vertiginosa do Crato. Até logo.

ELEIÇÃO DO JUDAS 2011


SUS É ELEITO JUDAS NO CRATO-CE
11ª FESTA POPULAR DA MALHAÇÃO DO JUDAS 2011 
RESULTADO DA ELEIÇÃO

Depois de mais de treze mil votos apurados, o SUS - SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE foi eleito Judas 2011 na cidade do Crato-Ceará, com 4.607 votos. O segundo colocado, obtendo 3.645 sufrágios foi POLITICUS HYPÓCRITAS CORRUPTUS. Em terceira posição aparece MUAMMAR KADAFI, com 2.476 votos. TISSUNAMINUS EXTERMINÓDIUM foi marcado por 1.034 eleitores, enquanto CANDIDATOS PARAQUEDISTAS ficou em última colocação com apenas 846 votos.

O SUS destacou-se na antipatia popular devido à precariedade de seu funcionamento, condenando o povo brasileiro a uma situação de indigência e desespero, expondo o caos na saúde pública brasileira.

A apuração foi realizada nos dias 2 e 3 de abril no Bar do Evandro – Escritório Central da Malhação do Judas, sito à rua Ratisbona, n.º 375, Crato-CE, sob a coordenação do dramaturgo e folclorista Cacá Araújo.  Concluída a contagem, não havendo nenhum recurso impetrado por quaisquer dos indicados reclamando para si o direito de subir à forca no dia 23 de abril do corrente ano, Sábado de Aleluia, no Largo da RFFSA – Centro Cultural do Araripe /  Crato, em virtude de haver traído o povo com requinte de maior sacanagem e ou maldade, gozando de maior índice de antipatia, o Presidente da Junta Eleitoral do Judas 2011, Evandro Saraiva Primo, proclamou o resultado da eleição, ficando autorizada a severa malhação do eleito. 

A brincadeira tradicional é realizada pela Sociedade Cariri das Artes e Cia. Cearense de Teatro Brincante, com o apoio da Prefeitura Municipal do Crato. O resultado da eleição, única no país, está sendo distribuído a toda a imprensa, seja ela falada, escrita, televisada, internetizada, psicografada, gesticulada ou fuxicada.

JUNTA ELEITORAL DO JUDAS: Presidente – Evandro Saraiva Primo; Secretária – Mariana Nunes; Orador Oficial – Chico Morais; Coordenador de Trânsito de Urnas – Emerson Rodrigues; Delegado da Fronteira Crato-Juazeiro – Edilberton Menezes Joquinha; Chefe de Segurança – Franciolli Luciano; Registrador do movimento: Antonio Toyota Wideny; Peritos da judança: Alexandre Lucas, Zé Wellington Gouveia e Roberto Brito; Fiscais do anel-do-juda: Gil do Bar, Rapaz Véi, Malhada, Joaquim Justo e Luciano Luna. 

domingo, 3 de abril de 2011

Rafael Vilarouca - Entre a fotografia e a moda


Intervir nos espaços urbanos com figurinos inusitados para fotografar é uma das ações freqüentes no trabalho do fotografo Rafael Vilarouca.


Alexandre Lucas - Quem é Rafael Vilarouca?

Rafael Vilarouca - Fotógrafo, produtor e estudante de direito.
Alexandre Lucas - Quando teve inicio seu trabalho artístico?

Rafael Vilarouca - Minha atividade profissional se iniciou há cerca de dois anos quando ganhei minha câmera. Daí tinha umas idéias em mente, já com influência em trabalhos de fotografia de moda, mas dando a isso um caráter lúdico, meio fantasioso. Reuni uma galera que acreditava na proposta e comecei meu trabalho profissional.

Alexandre Lucas - Quais as influências do seu trabalho?

Rafael Vilarouca - Minhas maiores inspirações vêm de retratos antigos... me influência o trabalho de fotógrafos da região como Telma Saraiva, ícone de uma proposta estética bem particular e autoral, como também as fotografias de Haruo Ohara e Bruno Veiga, ou mesmo as pinturas de Dégas, dentre muitos outros que vez ou outra me inspiram um ensaio. Atualmente, sempre me inspira a fotografia do Bob Wolfenson e do Jacques Dequeker e os trabalhos surreais do David Lachapelle.

Alexandre Lucas - Fale da sua trajetória.

Rafael Vilarouca - Minha primeira exposição foi em 2009 e se chamou A vida em Gramame, eram fotografias minhas e de Yasmine Moraes.
Posterior a isso iniciei um projeto de estudo e registro fotográfico nos terreiros de candomblé e umbanda da região do Cariri junto com o pesquisador Ridalvo Felix. Esse trabalho, o Bombojira, foi exposto durante a XII Mostra SESC Cariri de Cultura, através de uma exposição de rua itinerante, em 2010.
Esse ano já fiz exposição no SESC- Juazeiro, chamada Jardins de Vaidade e trata-se de um misto de imagens de personagens fantasiosos femininos, tendo como base a fotografia de moda, e poesias que unem-se as imagens, de autoria de Hermínia Raquel Saraiva.

Alexandre Lucas – Como você caracteriza seu trabalho fotográfico?

Rafael Vilarouca - Quando estou fotografando e quando monto exposições gosto que os expectadores se sintam bem com minha arte. É a idéia de apreciação que me instiga a estar sempre produzindo, trabalho quase como um pintor na busca dos elementos certos de figurinos, modelos e cenários nas minhas fotos.

Alexandre Lucas – Como você vê a relação entre o olhar fotográfico e a técnica?

Rafael Vilarouca - Acredito sempre que o olhar fotográfico é o primordial para se aventurar como fotógrafo. Com o tempo, a técnica bem elaborada aparece como necessidade de aprimoramento e amadurecimento. Eu, particularmente, prefiro sempre zelar pela luz perfeita e pelo enquadramento certo em meus trabalhos.

Alexandre Lucas - O que é e como surgiu a idéia do Coletivo Café com Gelo?

Rafael Vilarouca - O Coletivo Café com Gelo surgiu da idéia minha e de uma amiga, a fotógrafa Yasmine Moraes, de se montar um site de divulgação de nosso trabalho fotográfico e poético, usando nossa própria imagem como fundo para divulgação. Atualmente o site reúne também fotografias de Allan Bastos, o trabalho do maquiador Malan Amaro e dos estilistas Dukke e Salvide Rocha presentes como parceiros na construção de meus ensaios, além de inúmeros colaboradores que estão sempre por perto e creditados no site.
Acreditamos que é através das parcerias em Coletivo que se faz um trabalho mais primoroso e bem acabado, com cada pessoa especialista em algo fazendo uma parte no projeto em busca de um produto final.

Alexandre Lucas - Como você vê a relação entre arte e política?

Rafael Vilarouca -A arte que possui engajamento político quando bem concebida ou bem escrita ela pode surtir grandes efeitos de conscientização de massa. Acredito que é o poder do coletivismo que faz a diferença quando o assunto é a união entre política e arte.

Alexandre Lucas – Quais os seus próximos trabalhos?

Rafael Vilarouca - Atualmente, estou finalizando um projeto de exposição chamado Veias Urbanas que trata da intervenção masculina dos espaços na região do Cariri. Tenho produzido também um outro projeto, o Carnavália, com modelos femininos, cuja idéia é fotografar alegorias carnavalescas com o uso de elementos cênicos nas fotos. E, além disso, tenho feito também o Era uma Vez..., projeto meu e de Dukke, estilista e modelo, que trata-se de uma releitura de contos de fada e outras histórias em fotografia de moda.

Confira os trabalhos de Rafael Vilarouca no blog: http://www.coletivocafecomgelo.com/





Acordar da letargia - Emerson Monteiro


O uso do cachimbo é que põe a boca torta, diz o povo. Diz ou dizia, pois tudo muda todo tempo, a ponto de a sabedoria popular abrir caminho às tradições modernas e querer imitar o que falam os arautos da pouca utilidade. Bom, mas trazer algumas palavras que signifiquem renovação dessas, ou daquelas, vontades escorregadias da ausência de sentido, nesse mundo quase só cheio de supérfluos. Tocar assuntos de possibilidades prováveis. Reviver o sonho de acordar cedo e caminhar ao sol das manhãs com o cérebro ligado nas sensações boas, esquecido das impurezas e preocupações da rotina frívola lá de fora. Viver com todas as letras o alfabeto de respirar novos dias, a intensidade ainda livre dos traumas da primeira infância. Criança, somente. Contar a nós próprios as lendas da inocência original. Pisar o chão do jeito que vem a vida, sem necessitar tanger as brasas da incompreensão ou os maus humores da perversidade. Caminhar, simplesmente. Nisto a perene urgência momentânea de uma raça inteira acordar e ver as realezas do caminho onde nada mostra face de peças já terminadas. Onde tudo se transforma todo tempo ao sopro incondicional do instante eterno dos segundos. Esse instinto forte de seguir adiante ao ritmo dos passos, livre das circunstâncias imprecisas de longas conveniências burocráticas. Acordar para nós acesos, recorrer ao que existe de si parentesco com a natureza nas individualidades, e acreditar a transformação radical dos obstáculos em nuvens ligeiras e limpas. No sequenciar desse movimento, o perfume inesperado que ganha corpo e cresce mais ainda, à proximidade eterna das partículas em agitação, unindo pensamentos e sensações quais peças de tabuleiro imenso posto à frente dos seres. Nós, quais intérpretes do discurso empolgante das horas, em atividade constante de sobreviver, incontidos nos detalhes essenciais da cena impetuosa das cavalgadas bravias e dos elementos em fúria. Acordar, afinal, para o sonho. Largar de lado os cacos rotos das equívocas permissividades. Descer ao teto dos palácios em festa, arraiás de praias amenas e águas transparentes, pois há um ser que nos espera de braços aberto no íntimo coração. O processo disso, nas portas abertas do presente, indicam sentimentos de paz e pontes felizes e abrem oportunidades aos acontecimentos verdadeiros. O isso de abandonar de vez trastes velhos das falhas vencidas e substituir os padrões que marcaram de vergonha a personalidade, nas ações antigas e que insistem retornar e esfregar na nossa cara a vileza das noites anteriores. Administrar esse lixo autoritário das subidas e reciclar em sabedoria. Integrar à existência o primor das estações iluminadas. Revivescer de nós, parecidos sementes que, seguras, brotaram noutro solo, pomos de luz na solidão descomunal do sagrado, feitas alegres quermesses dos santos sertanejos nordestinos. Pular de tranquilidade e admitir o milagre sonoro de viver que a todos permanece disponível.

sábado, 2 de abril de 2011

Entre a cegueira e a visão – Por Padre Virgílio Ciaccio

A cegueira é uma das mais terríveis limitações da vida. Mas nós também, ainda que tenhamos visão invejável, freqüentamos com assiduidade o mundo dos cegos.

Somos cegos quando não prestamos atenção na presença de Deus em nossa história e nos voltamos para interesses de pouca valia. Somos videntes quando sabemos perceber a passagem de Deus ao nosso lado, atendemos às suas propostas e cobranças e aceitamos com gratidão a salvação que ele nos traz.

Somos cegos quando nem tomamos conhecimento do nosso semelhante e, entre nós e ele, erguemos barreiras de cor, de classe social e de religião – de modo que ele não venha a cruzar o nosso caminho. Somos videntes na hora em que o aceitamos como companheiro de viagem e como irmão muito querido.

Somos cegos na hora em que fechamos olhos e coração ao sofrimento, às lágrimas e ao abandono de tantos excluídos condenados a morte prematura pela falta de remédios, alimentação e moradia. Somos videntes quando temos a coragem de entrar na tribulação e na tragédia deles; quando nos tornamos solidários com sua cruz e nos pomos a seu serviço, a fim de levantá-los e restituir-lhes a dignidade de filhos de Deus.

Somos cegos na hora em que jogamos nas costas dos outros a responsabilidade pelas coisas erradas que acontecem em nosso meio. Mas somos videntes quando admitimos a nossa injustiça, violência e dureza de coração e nos emendamos, com coragem, de nosso pecado.

Somos cegos quando nos julgamos dono da verdade e, roubando o lugar de Deus, lançamos sentenças de vida e de morte em cima do irmão que errou. Somos videntes quando do nosso irmão, ainda que pecador, nos fazemos defensores, lembrados de que a nossa luta deve ser contra o pecado, não contra o pecador.

Brilhe para nós um raio da luz de Cristo, a fim de que possamos andar sempre com o amor, a justiça e a verdade.

Por Padre Virgílio Ciaccio, SSP

Extraído do jornal “O Domingo” dia 04.04.2011. Postado por Carlos Eduardo Esmeraldo.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Carlos Lacerda - Emerson Monteiro


Num dos meios-dias de 1965, frustrado com os desdobramentos políticos da revolução militar do ano anterior, visitara o Crato o ex-governador do estado da Guanabara, Carlos Lacerda. Viria acompanhado de Abreu Sodré, ex-governador de São Paulo, ao lado de quem realizou um comício nas imediações da Praça Siqueira Campos, defronte das atuais instalações do Bradesco.
Ainda adolescente, ali compareci para ouvi-los, do que guardo poucos vestígios e agora os revivo nas minhas lembranças.
Dos maiores tribunos da vida política nacional, falava com admirável naturalidade, cativando os expectadores pela precisão como dispunha as palavras e pelo estilo das suas tiradas eloquentes. Dotado de carisma e entusiasmo inigualáveis, viajava o Brasil na intenção de angariar apoio para a manutenção das eleições presidenciais do ano seguinte, de acordo com o calendário eleitoral, no entanto, restaria perdida a missão mediante as modificações legislativas do regime revolucionário.
Carlos Frederico Werneck de Lacerda fora jornalista e político, destacado mentor da União Democrática Brasileira – UDN, partido através do qual se elegera vereador, deputado federal e governador. Fundara o jornal Tribuna da Imprensa e a editora Nova Fronteira, sempre polêmico intelectual da direita no Brasil, depois de alguma militância no Partido Comunista Brasileiro – PCB, com o qual romperia em 1939.
Idos de 1950, faria objeção intensa a Getúlio Vargas. Coordenou a campanha contra sua eleição à Presidência, fazendo-lhe oposição durante todo o mandato, quando Vargas sucumbiria vítima das pressões adversárias. A Tribuna da Imprensa serveria de instrumento a essas pressões e, em 05 de agosto de 1954, no Bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, Lacerda sofreria atentado a bala, atinjido de raspão num dos pés. Em consequência do ocorrido, morreria o major Rubens Vaz, da Aeronáutica, e complicaria Getúlio, mediante o envolvimento do chefe da sua guarda pessoal, Gregório Fortunato, e do seu irmão, Benjamim Vargas.
Em 24 de agosto, dar-se-ia a perda final do Presidente, isso abrindo vazio contundente na normalidade institucional do País, a repercutir largamente nas épocas futuras.
Esse personagem, pois, mais adiante, também participaria como braço civil das movimentações de 31 de março de 1964, vindo discursar com veemência aos cratenses, no meio-dia a que me reportei, na procura de salvar a democracia que ele mesmo ajudara a extinguir pelas três décadas posteriores. Tudo em nome das ambições que alimentava de chegar, a qualquer custo, ao posto máximo da República, naquilo que denominava de cruzada cívica em nome da legalidade.

quarta-feira, 30 de março de 2011

TEATRO PARA CRIANÇAS NESTE FINAL DE SEMANA

ESPETÁCULO INFANTIL NO TEATRO RACHEL DE QUEIROZ
Crato-Cariri-Ceará

terça-feira, 29 de março de 2011

Agenda Geraldo Junior - Abril/Maio Ceará e Paraíba

Shows Geraldo Junior e Banda, Abril/Maio Ceará e Paraíba:

Dia 27/04 CCBNB - Centro Cultural Banco do Nordeste - Fortaleza CE às 12h

Dia 27/04 CCBNB - Centro Cultural Banco do Nordeste - Fortaleza CE às 18h30m

Dia 28/04 CCBNB - Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri - Juazeiro do Norte CE às 19h

Dia 29/04 CCBNB - Centro Cultural Banco do Nordeste - Sousa PB às 19h

Dia 30/04 CCBNB - Centro Cultural Banco do Nordeste - Sousa PB às 19h

Dia 01/05 Teatro Violeta Arraes - Fundação Casa Grande - Nova Olinda às 19h

Abraços,

Parque Estadual Sítio Fundão será entregue neste dia 29

O Parque Estadual Sítio Fundão será reinaugurado hoje, 29/04, às 10h00. A solenidade será comandada pelo presidente do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam), Paulo Henrique Lustosa, juntamente com o Superintendente interino da Semace, Ricardo Araújo. A solenidade faz parte da programação da Festa Anual das Árvores.

Totalmente cercado e com trilhas ecológicas para visitantes, o Parque do Fundão está dentro do geossítio Batateira do Geopark Araripe e mantém resquícios de Mata Atlântica. O Parque está localizado no Bairro Franca Alencar, em Crato, e compreende uma área de 93,54 hectares.
 
Fonte: Assessoria de Comunicação Geopark Araripe

segunda-feira, 28 de março de 2011

PROGRAMA CARIRI ENCANTADO SONORIDADES

CONEXÕES MUSICAIS: BELCHIOR, APENAS UM TROVADOR LATINO-AMERICANO


Belchior não é apenas um cantor e compositor brasileiro; é um grande poeta e autor de manifestos musicais representativos de toda uma época e de várias gerações de jovens. Nasceu em Sobral, Ceará, em 26 de outubro de 1946. Depois dos baianos tropicalistas, foi um dos primeiros cantores de MPB do nordeste brasileiro a fazer sucesso nacional, em meados da década de 1970.

Durante sua infância no Ceará foi cantador de feira e poeta repentista. Estudou música coral e piano. Foi programador de rádio em Sobral, e em Fortaleza começou a dedicar-se à música, após abandonar o curso de medicina. Ligou-se a um grupo de jovens compositores e músicos, como Fagner, Ednardo, Rodger Rogério, Teti, Cirino, entre outros, conhecidos como o Pessoal do Ceará.

Ainda criança conheceu o Cariri, trazido pelo pai, numa inesquecível viagem de trem. Desde então, sempre tem retornado à região; ultimamente para realizar shows, em apresentações que reúnem grande público, a exemplo das que aconteceram na Expocrato, em 1997, e na Festa de Santo Antonio, em Barbalha, em 2005.

Sua obra é, portanto, admirada pelos caririenses, tendo influenciado muito compositores locais, tanto pela sua elaborada música e intrigantes arranjos e interpretação, como pela sua poesia ao mesmo tempo contundente e lírica.

O programa Cariri Encantado Sonoridades, em conexões musicais, apresenta Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, ou apenas Belchior, um trovador latino-americano.

Programação Musical
1. Apenas Um Rapaz Latino Americano
2. Todo Sujo de Batom
3. Na Hora do Almoço – Participação: Ednardo
4. Sujeito de Sorte
5. Alucinação
6. Não Leve Flores
7. Caso Comum de Trânsito
8. Divina Comédia Humana
9. Terral - Participações: Ednardo e Amelinha
10. Tudo Outra Vez
11. Comentário a Respeito de John
12. A Palo Seco – Participação: Los Hermanos

Obs.: Todas as composições são de autoria de Belchior, exceto Terral (Ednardo) e Comentário a Respeito de John (Belchior e José Luiz Penna)

Ficha Técnica
O programa Cariri Encantado Sonoridades é produzido pelas Officinas de Cultura e Artes & Produtos Derivados – OCA, e transmitido todas as quartas-feiras, das 14 às 15 horas pelas ondas sonoras da Rádio Educadora do Cariri AM 1020.

Pesquisa, redação e apresentação de Carlos Rafael Dias. Operação de áudio de Iderval Silva.


A Segunda Eva - Em Aquarius

Luiz Domingos de Luna* Outro dia fui convidado, como de costume, para retornar ao meu planeta Natal Aquarius, depois dos procedimentos já devidamente expostos na Série Aquarianos, peguei a nave e fui ao meu velho Planeta Natal Aquarius, nem precisa dizer que tudo estava do mesmo jeito vez lá o tempo real não existir. Entrei na conferência coloquei o chip Aquariano sentei confortavelmente na minha cadeirinha e á frente o telão em 3D, o tema a girar: A Segunda Eva. Senti logo um dor violenta, talvez a ressonância magnética do Chip terráqueo, as lembranças de Eva no Paraíso lembraram Adão, a serpente, o jardim do Éden me veio logo a mente, acenei para o irmão que o meu processador estava com defeito, pois, a memória do Planeta Terra não tinha sido deletada eu estava em Aquarius, mas a memória terrena sempre a rondar minha imaginação – técnico disse que o meu chip seria virtual e real e eu como sempre, seria um cobaia mais uma vez, no meu querido Planeta natal Aquarius. Ora mensagens aquarianas, ora terrestres e a dor sempre aumentado, na verdade um dor imaginária, visto em Aquarius não existir, o conferencista apareceu todo empolgado, já fui ficando desconfiando, vez em Aquarius não existir emoção, mesmo assim continuei a assistir atentamente a palestra, “Irmãos Aquarianos, nosso planeta, como é de conhecimento dos senhores tem a maior tecnologia do universo somos capazes de viajar a 1000 vez a velocidade da Luz e repor a matéria clara em escura, temos o Bóson de Higgs, para construção de vários universos, somos os melhores no espaço sideral na matéria ou na falta desta. E haja palmas e mais palmas eu já estava tonto de tanta confusão, pois em Aquarius não existe emoção. O Sábio Aquariano pediu a palavra, o conferencista imediatamente repassou “Irmãos Aquarianos o que o conferencista discorreu é uma realidade, outrossim, somos assim, e seremos sempre, pois faz parte de nossa existência, porém não estou entendendo aonde o irmão que chegar?” O Conferencista disse: Eu estava pensando em colocar uma segunda Eva em Aquarius: - Uma segunda Eva em Aquarius? -Sim E a primeira como surgiu? -De uma costela -Você tem uma costela? Nós Aquarianos temos costelas? -Não! -Amigo, ninguém propõe quando não se pode oferecer

(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora - Ceará

domingo, 27 de março de 2011

Chrystian Marques – Artista do Cariri Contemporâneo

A contemporaneidade criar artistas inquietos e antenados nas mais diversas poéticas. Chrystian Marques é fruto deste tempo. Ele bebe do universal e regional para compreender uma produção visual que esteja ligada a compreensão do Cariri/CE. Chrystian mescla o seu trabalho entre convencional e as novas tecnologias.

Alexandre Lucas - Quem é Chrystian Marques?

Chrystian Marques - Cratense, persistente, roqueiro, jazzista, regueiro, cristão, ousado no que diz respeito à luta e a arte. Amigo do bem, Aprendendo sempre, sonhando sempre e realizando quando posso.

Alexandre Lucas - Quando teve inicio seu trabalho artístico?

Chrystian Marques - Teve início o despertar mesmo para a arte em 1980 quando por ocasião de um curso que fiz aqui no Crato no antigo espaço da Biblioteca Municipal e no Museu de Arte Vicente Leite. Já tinha forte influência de meus pais, principalmente de minha mãe que pintava na sua juventude. E já me via pensando que aquilo seria importante pra mim como algo que fosse realmente profissional. Gostava de pensar que queria ser desenhista, artista num todo. O curso que fiz me ajudou a começar aprimorar a visão dos traços e a visão da arte como algo feito pela contemplação e não apenas como algo de cópia que pudesse imitar. Olhar sinhá D´amora, outros artistas daquele museu riquíssimo, me marcou muito. Aquele artista pediu que amassássemos um papel e que começasse a desenhar do jeito que ficou para aprendermos a ver os traços e as sombras que nasciam com a incidência da luz. Dai logo após outro curso fiz minha primeira exposição no SENAC em Crato, numa coletiva.

Alexandre Lucas - Quais as influências do seu trabalho?

Chrystian Marques - Estudo sempre por conta própria e estou sempre a devorar trabalhos e isso significa dizer que temos sempre uma influência, alguém que admiramos, alguém que nos faz sentir fortes emoções ao olhar para um artista como Sinhá D´ámora, Pablo Picasso, Portinari, Chagal, Munch. O expressionismo é uma fonte da qual bebo sempre. Estou ligado as minhas raizes e nesse regionalismo há vários artistas como cearenses importantíssimos como Sérvulo Esmeraldo, Karimai. Cristafari, Coldplay, Chapada do Araripe, Rock, Gilberto Gil, Reggae , amor, revista em quadrinho. Ter uma influência artística não significa dizer que imite tal trabalho, ou movimento. Procuro fazer arte com minha própria visão que venho aperfeiçoando.

Alexandre Lucas - Fale da sua trajetória?

Chrystian Marques - Vai sendo a cada dia no caminho que planejamos, mas que seguidos por uma transpiração com uma pouca inspiração vou trabalhando. Produzindo sempre.
Vou fazendo arte do meu jeito. Vou fazendo uma trajetória de realização pessoal. Fiz a partir de 1980 exposições, cursos, workshops e não paro por ai. Em 2007 participei de uma coletiva no Centro Cultural dos Correios, Rio de janeiro e em 2008 fui selecionado pelo Centro Cultural BNB com desenhos meus. Participei de 4 edições da Mostra Cariri das Artes. Fui nessa onda apesar dos percalços. Artistas que criavam realmente eram poucos, estavam talvez cansados de exporem seus trabalhos pois preferiam vender a amigos, doar, etc. Acredito que uma turma da qual fazia parte como eu, Augusto Bezerra, Junior Erre, Edelson Diniz, Alexandre, outros se movimentavam na Mostra Sesc , em ateliês, expondo nossos trabalhos mesmo contra a maré da desvalorização. Fiz minha escolha de colocar meus trabalhos não nas praças ou outros lugares a não ser naqueles que o artista é realmente respeitado, como espaços interessantes. Um artista deseja não apenas passar emoções, idéias, mas ganhar dinheiro como uma profissão como qualquer outra. E por isso minha trajetória é essa que vai sendo feita por esse caminho.

Alexandre Lucas – Como você caracteriza seu trabalho ?

Chrystian Marques - Tento, investigo o meu tempo, falar do meu tempo, procuro ser puramente regionalista mesmo que fale do universal.

Alexandre Lucas – Qual a importância do seu trabalho artístico?

Chrystian Marques - A arte feita com uma consciência de discutir, provocar, trazer à superfície da vida elementos do bem, com intuito de falar, trazer o melhor para o homem é um dos motivos pelo qual me baseio. Pra mim isso é importante.

Alexandre Lucas – Como você observa a produção de artes visuais no Cariri?


Chrystian Marques -
Super abundante. Muitos artistas que conheço como Guto Bitu, Junior Erre, outros, estão sempre produzindo. A qualidade de artistas que o Cariri tem é impressionante. O bom disso tudo é que vejo artistas com olhar no cariri, ou seja, ninguém precisa ser bombardeado de culturas de outros territórios sendo moldado conforme essas culturas. Há uma excessiva perda de identidade clara, mas no caso dos artistas vejo regionalismo artístico em seus trabalhos porque estamos falando do que deveríamos discursar mesmo que tenhamos visão universal. Isso se transforma se mistura sem se tornar uma coisa homogenia.

Alexandre Lucas – Como surgiu a idéia de criar o blog de Artes visuais no Cariri?

Chrystian Marques - Surgiu da necessidade de viver, discutir, divulgar, provocar, trazer a discussão e a valorização das artes plásticas no cariri por meio da internet. Assim estamos mais ligados com a arte que acontece nas metrópoles e a que acontece no interior. Seguindo a onda muito forte de criação de blogs de todo os tipos aqui no Cariri, também fui incentivado a isso. O Blog há três anos está online, uns 15 mil acessos já foram registrados. Já foi visto por grandes jornalistas como grandes artistas no sudeste. Assim também é uma forma virtual também de exposição dos nossos trabalhos como uma exposição física. Procuro agregar sempre os artistas nesse blog para juntos levarmos nossa arte pro mundo. Gostaria que muitos participassem dele como comentaristas, publicassem suas idéias, seus trabalhos. Vai ai o link. www.artesvisuaiscariri.blogspot.com.

Alexandre Lucas - Como você ver a relação entre arte e política?

Chrystian Marques - Arte é uma manifestação que tem sua liberdade própria, não precisa de paradigmas, ela é arte. mas precisamos da política para que a estrutura das organizações possam encaminhar bem projetos, instituições, museus, estado, quando se fala em política honesta e democrática. A arte e a política sempre estão unidas.
Alexandre Lucas – Quais os seus próximos trabalhos?

Chrystian Marques - Estou trabalhando numa série que justamente fala sobre o cariri, um cariri contemporâneo.

www.artmajeur.com/chrystianmarques

sábado, 26 de março de 2011

Um novo livro de Flávio Morais - Emerson Monteiro

Quem estudar a literatura caririense encontrará um filão de autores dos mais variados matizes, bons e férteis, às vezes solitários e até desconhecidos, que, no entanto, circunscrevem profundas e inestimáveis criações da tradição culta e popular de nossa gente. São memorialistas, historiógrafos, contistas, novelistas, romancistas, poetas, jornalistas, cientistas sociais, juristas, a formar rico material de perpetuação da cultura deste pedaço surpreendente de chão, que agasalha civilização altiva e heróica em natureza aconchegante, a se expandir para o mundo inteiro. Acervo dos melhores, reúne herança da história social das gerações e supera os limites da perecividade.
Dentre esses nomes formadores das nossas letras alguns ganham destaque pelo conjunto da obra e pela qualidade do que publicam, tamanho do que contém na utilidade futura e no intento das suas publicações. E no meio dos tais profícuos e organizados homens da escrita caririense se acha José Flávio Bezerra Morais, ora a lançar mais uma de suas obras, para gáudio de todos os apreciadores beletristas.
Caririense provindo de Milagres, Ceará, nascido a 23 de julho de 1970, filho de Francisco Ivo Morais e Maria Socorro Bezerra Morais, Flávio marca a literatura regional com trabalhos de fina valia e denso fôlego. Jovem, porém autor de um vasto acervo, cujo conteúdo revela quatro nítidas vertentes de abordagens de gêneros e estilos.
Primeiro, aos inícios de sua produção literária, enfeixou, em dois saborosos livros, os contos que escutou na oralidade sertaneja do lugar onde viveu a infância, nos rincões do Cariri. “Histórias que ouvi contar”, de 1993, e “Histórias de exemplo e assombração”, de 1997. Dois belos trabalhos escritos com o zelo acadêmico de aluno do Curso de Letras da Universidade Regional do Cariri, eles foram editados com a modéstia de nossas gráficas da ocasião, e levados às bancas para apreciação de muitos, marcos imprescindíveis do gênero fantástico da nossa literatura, agora dignos de figurar em novas edições, uma vez esgotados nas livrarias e bancas.
A seguir, sob o mesmo prisma das histórias anteriores, elaborou “Sete contos de arrepiar”, um clássico deste gênero no Brasil, publicado através de importante casa editora, a Rocco, isto em 2006, já revelando outro dos quatro víeis considerados na sua obra, o de autor infanto-juvenil que ora se consolida com esta obra lançada. O livro ganhou maiores âmbitos, rendendo ao autor participar da 44th Bologna Children’s Book Fair 2007 (44.ª Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil, em Bolonha, Itália, no ano de 2007), consagração digna dos bons escritores mundiais.
Ao sabor das considerações de quantos aspectos dispõe o roteiro autoral de Flávio Morais, em 1989, editou “Milagres do Cariri”, uma abordagem telúrica dirigida à sua terra natal sob pontos de vista físicos, geopolíticos, antropológicos, etc.
Daí, seguiu um outro título, “Nas veredas do fantástico”, em 2002.
Graduado em Direito pela Universidade Regional do Cariri, Flávio Morais encetou os esforços da sua intelectualidade também às hostes jurídicas, galgando com sucesso o posto de juiz do Tribunal cearense, funções que abraça com os vigores da responsabilidade. No espaço das letras voltadas ao ministério do Direito, pois também exerce cátedra na Universidade do Cariri, em 2003, publicou “Dívidas: como preveni-las ou livrar-se delas”, sequenciado, em 2004, pelo “Compêndio de Prática de Processo Penal”, e, em 2008, pelo romance de cunho jurídico “A sombra do laço”, pesquisa histórica de um episódio da existência do Padre Ibiapina, figura emblemática da Igreja Católica no Nordeste brasileiro, e que também cumpriu o papel da advocacia aos tempos do século XIX.
Destarte, no ímpeto da arte literária, nosso autor revela acuidades e aceita com afeto o fazer da inspiração, legando-nos, agora, “Daniel Alecrim e o talismã de ébano”, produção estabelecida sobre o primor das anteriores, realimentando seu público jovem dos insumos do estilo correto, da imaginação penetrante e do talento raro, demonstrações do quanto revelam seus textos das duas primeiras edições ao crivo do inesperado, do fantástico, sem, no entanto, fugir à seriedade austera decantada nas histórias da infância, nem abrir concessões ao vulgar da pura fantasia comercial.
O território que Flávio Morais permeia no seu universo criativo alimenta de satisfação os leitores, porquanto os encaminha dentro de valores sóbrios e justos, ao fragor dos bons e pródigos narradores. Esta revelação, que consolida cada vez um pouco mais nos livros posteriores, enriquece nossas letras e agrega qualidade ao gênero infanto-juvenil da literatura brasileira, portanto.
Ao me convidar a esta pequena introdução talvez Flávio Morais nem imaginasse acertaria em cheio em um dos seus admiradores desde seus primeiros trabalhos, quando, antes mesmo de conhecer a pessoa do escritor, os localizara numa das bancas de jornais de Crato, trazendo-me de volta aos universos imaginários da minha infância interiorana e suas histórias de causar espanto, contadas nas varandas de noites escuras do Sertão. Depois, aficionado, acompanho de perto os passos generosos deste expoente das letras caririenses, amigo e pessoa humana digna do nosso apreço.

DOMINGO TEM CIRCO NA PRAÇA DA SÉ (CRATO-CE)

sexta-feira, 25 de março de 2011

O ABANDONO DE UMA IMPORTANTE ESTRADA RURAL – DISTRITO DE CAMPO ALEGRE!!!!! - Por Manoel Jorge Pinto da Franca

Quem me conhece sabe que não sou adepto da crítica vazia, infundada ou simplesmente a crítica negativa. Mas desta vez, creio que a situação já chegou ao limite.

Há cerca de cinco anos que a estrada que liga o Distrito de Campo Alegre ao bairro Gizélia Pinheiro (Batateira), mas precisamente do asfalto na sitio Guaribas até o posto de saúde do referido bairro, não passa por manutenção e restauração adequada, estando atualmente com verdadeiras voçorocas, pedras soltas e crateras.

Este fato já vem provocando uma série de infortúnios e problemas dos mais variados para esta comunidade, que gostaria de relatar apenas os mais graves:

1. Esta via é alternativa à rodovia estadual que liga Crato a Exu e Nova

Olinda, por varias vezes, em caso de acidentes com interdição desta rodovia, a estrada do Campo Alegre é o único meio viável a ser utilizado para seguir viagem até o Crato e outros destinos.

2. Caso a estrada do Campo Alegre esteja intrafegável o desvio deve ser feito pelo Distrito de Santa Fé ou Sitio Bebida Nova, ambas se encontram em igual ou pior situação;

3. A linha de transporte coletivo teve que mudar seu percurso não passando mais pelos sítios Pelado e São Gonçalo afetando diretamente o deslocamento de aproximadamente 50 famílias;

4. O atendimento a saúde também fica prejudicado, já que qualquer tipo de veiculo é impedido de trafegar numa via sem acesso. Tivemos casos que doentes tiveram que ser transportados nos braços para chegar a pontos de entrada de veículos;

5. A pequena manutenção feita na estrada em seu trecho de calçamento vem sendo custeada por moradores interessados e empresários de transporte que utilizam a via. Será que a responsabilidade pelo trabalho é realmente da sociedade?

6. Quem se atreve a percorre o trecho citado, passa também por grave problema de segurança, têm-se relatos de moradores de tentativas de assaltos a motoqueiros e transeuntes;

Já havia percorrido com dificuldade esta via algumas vezes, já que meus familiares moram na sede do Distrito de Campo Alegre. No entanto, tentei fazê-lo novamente no domingo dia 20 de março de 2011, mas desta vez foi uma “missão impossível”.

Temos enfrentado no dia a dia do nosso trabalho, situações semelhantes nos diversos distritos do Crato, como Santa Fé, Baixio das Palmeiras, Dom Quintino, que infelizmente apresentam também estradas intransitáveis.

Conforme inicie o texto e ratificando que minha postura profissional e cidadã tem sido pautada também na construção coletiva e na proposição de idéias e soluções, coloco-me a inteira disposição para contribuir naquilo que for do meu alcance para a resolução do referido problema.

Atenciosamente,

*Manoel Jorge Pinto da Franca

(*Engenheiro Agrônomo, Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente, atualmente é membro da Coordenação do Fórum Araripense de Prevenção e Combate a Desertificação, Diretor Executivo da ACB e freqüentador da comunidade)

quarta-feira, 23 de março de 2011

Uma libertação diária - Emerson Monteiro


Ao trilhar a senda os passos individuais, neste salão dos tesouros submersos de oportunidades intransferíveis, ainda que pretendamos fugir da responsabilidade para viver, algo cresce na raiz da gente, à medida que caminhamos. Isto são as experiências deste cinema da vida. As amostras constantes de opções e demonstrações da realização do eterno movimento nas pessoas que formam o rebanho. Multidão criteriosa de pensamentos e sentimentos fala aos nossos ouvidos segredos reveladores da missão particular desses agentes do sucesso que nós somos.
Ninguém escapa de trilhar os próprios passos. Andar em frente, cena que muda em alternativas das passadas, define bem o plano do percurso, numa estrada infinita sobre o chão comum das gerações. Esse sentido dominante envolve os aspectos da percepção humana e cala fundo na máquina de testemunhar o itinerário, propondo interpretações minhas, suas, nossas.
Durante todo tempo da jornada, os artistas espectadores do universo viajam pela vida e apresentam a si o cardápio das ações a praticar. Bem no ângulo das decisões, quando escolhemos qual caminho seguir, todos, réus e juízes das atividades, trabalham com suas próprias iniciativas. Telas e pintores fixam o gosto da criação, nos gestos que praticam, sendo, porquanto, criaturas e criadores no mesmo instante, vagando neste mar de sobrevivências diante das aparências físicas e do espaçoso desconhecido invisível.
Ditas quais palavras, grosso modo estabelecemos as culpas e elaboramos os perdões pelas faltas cometidas, aperfeiçoando o decorrer das eras no padrão definitivo que, lá um belo dia, iremos oferecer de nós às portas do Reino, dentro do processo original de tudo isto, a retornar à casa do Pai, Criador desses assuntos, causa primeira da manifestação chamada Existência, que herdamos nos lugares, papéis e produções recebidas no começo do percurso.
Por isso, querer evoluir pede efetivas providências e pulso dos que aspiram libertação do enigma continuado das histórias. A religiosidade individual, mãe de religiões dos grupos humanos em qualquer época, indica, assim, costumes bons, espíritos elevados, aspirações superiores, além da condição pura e simples de dominar as vaidades para desfazer a ilusão, no impulso libertador. Níveis amplos, conotações siderais, práticas sublimes, remédios que curam os atrasos do passado, a troco de respostas maiores e mais prudentes.
Contar essas considerações só fixadas nas plataformas da terra solicita, pois, sentimentos altivos de lutar e uma vontade forte para subir aos elevados da esperança e da fé. Espécie de técnicos da alma, os mestres falam outras linguagens; apontam renunciações e desapegos; contudo, nas ocasiões de resolver os dramas em novas tradições de si mesmo, nascem criaturas vindas do ser particular, das árvores pessoais que frutificarão durante a vida, nos dias de matéria prima e presenças permanentes em nossas mãos mágicas.

segunda-feira, 21 de março de 2011

CRATENSES, VAMOS À LUTA

Pedro Esmeraldo

Estávamos isolados em nosso gabinete e começamos matutar sobre os problemas aflitivos do Crato.

Ultimamente, por capricho do destino permanecemos amargurados por causa das propostas desarticuladas, pois de vez em quando pretendem esvaziar a nossa cidade do Crato.

Será que vamos acomodar-nos a essa situação conflitante, às vezes povoada pela massa governamental, visto que notamos que esse pessoal, pertencente ao poder executivo do Estado, que tem o comportamento incompatível, visa somente prejudicar a cidade do Crato? Ou então, pensamos à toa, dizendo que tudo isto não possa ter divisão de um caso que os comparsas (inimigos) pretendem fazer tirar do Crato, com o aval do chefe do poder executivo? Pois bem, assim pensamos nós, pois temos em nossa mente, visto que esse digno pessoal vive alcovitado com o pessoal inimigo do Crato e vem sorrateiramente retirar daqui o seu patrimônio que foi adquirido ao longo dos anos, sem prejudicar nenhum município vizinho.

É isso mesmo, meus amigos, todos lutam, gritam, mas o que é do prestígio para reclamar? Por que os cratenses não se unem e vêm protestar em massa contra essas injustiças que há agora? Por que os cratenses se acomodam e se conformam e ainda, não reagem com as forças e movimentos continuados a fim de impedir através do direito de cidadania e, por isso, podemos afirmar e partir para a luta com o desejo de conseguirmos o nosso objetivo que é a reaquisição dos nossos bens patrimoniais, visto que os astutos da mão ligeira nos levaram?

Todo esse movimento hostil é motivado pela falta de consideração de algumas autoridades do Estado e que tem o interesse exclusivo beneficiar o município vizinho e o Crato que caia na bancarrota. Por certo o seu maior desejo é arruinar o nosso município que desde há muito anda discriminado.

Em que lugar se encontra a imprensa, o Lyons, Rotary, Diretores Lojistas, Sindicatos dos Trabalhadores, a diretoria da AFAC e finalmente toda a população cratense e os amigos e simpatizantes do Crato, solicitando que reajam diante desta situação enegrecida do Crato? Por que motivo os deputados paraquedistas que vieram açambarcar os votos dos cratenses, sumiram e não compareceram aqui a fim de comungar com o povo no dia de seu pesadelo no decorrer da tromba d’água que desabou em Crato no dia 28.01.2011? Por que senhores deputados, só lembram do Crato quando se aproximam as eleições, isto é, Crato só é lembrado quando os senhores precisam de votos?

Por que senhores, bloquearam a pequena parcela proveniente do Governo Federal destinada para amenizar o sofrimento do povo?

Ah senhores, chefes poderosos do Ceará, se os senhores querem bem ao Crato como dizem, entreguem todos os nossos bens e fiquem sabendo que o Crato também faz parte do Brasil, pois pagamos impostos, talvez mais que outro município,e é menos contemplado.Levamos ao seu conhecimento que também lutamos pelo direito de soberania, desejando enfrentar os desafios que aparecem de vez em quando.

Agora lançaremos uma pergunta: que mal o Crato lhe fez a não ser sufragar seu nome por mais de uma vez para o comando administrativo do Estado? E agora querem levar a desforra distribuindo chicotadas nos lombos de seus habitantes, tirando tudo daqui e nada fazem? Que tristeza meu Deus.

Obs.: Dedico esta crônica ao amigo Zé Nilton, como chamado para lutarmos juntos a favor do Crato.

Crato-CE, 21 de março de 2011.