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segunda-feira, 16 de maio de 2011

A transa de 1 milhão de Dólares que deu errada - Ou "A camareira mais cara do mundo"


Por: Dihelson Mendonça

Hoje o mundo foi sacudido por um dos maiores escândalos sexuais de todos os tempos. Vendo a CNN, como sempre faço durante a madrugada, enquanto estou a preparar a edição do Jornal Chapada do Araripe, um fato curioso me chamou a atenção, dentre tantos outros. Não foi o pedido de aumento do limite de gastos do governo americano para além dos 14.3 trilhões de dólares feito ao congresso pelo Pres. Obama, para um país em vias de entrar numa recessão e arrastar o planeta junto;

Também não foi a notícia de que o ditador Líbio Muamar Kadafi foi condenado sob acusações de violar os direitos humanos e coordenar pessoalmente o massacre de milhares de civis, mas a notícia singular mesmo, foi um caso clássico de "Romeu e Julieta" - Uma daquelas novelas de amor não resolvido. O diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Francês Dominique Strauss-Kahn foi preso, sob acusação de práticas sexuais ilícitas e tentativa de sexo forçado com uma simples camareira de um hotel em Nova York.

Foi chocante ver um dos homens mais poderosos do planeta, que têve importante papel na resolução da crise econômica global de 2008, ser exposto ao "cuspo da plebe", trazido algemado e escoltado por 2 policiais, que o levaram até um distrito como um qualquer. Dominique é ( ou era ) também um dos favoritos à sucessão ao governo francês, competindo com Nicolas Sarkozy, então presidente da França, que deve estar "morto de feliz" a essa altura.

Para sua defêsa milionária, Strauss-Kahn teria contratado nada menos que o advogado que defendeu Michael Jackson naquela estória toda de abuso sexual de crianças, e que na época, quase deixou Jackson "falido", lembram-se ? No dia de hoje, Strauss-Kahn foi levado à presença de uma juíza ( ora, outra mulher... ), que negou-lhe a fiança de 1 milhão de dólares, que ele estaria disposto a pagar sem pestanejar, pois dinheiro não lhe falta. A juíza entendeu que estabelecendo uma fiança, seria um passo para o que o acusado pegasse o primeiro vôo para Paris e simplesmente sumir de vista, onde as leis americanas não poderiam mais alcançá-lo. Visivelmente abatido, com cara de quem não dormiu nem fez a barba, Strauss-Kahn não ocultava o semblante de alguém ao mesmo tempo perplexo e irritado com a multidão de repórteres e fotógrafos dos grandes jornais do mundo, que se acotovelavam para tentar obter o melhor ângulo.

Mas que situação embaraçosa!

Vemos um dos homens mais poderosos derrotado pelo velho ímpeto de dar em cima das domésticas, como qualquer mortal o faria. Vemos um lobo mau, que a exemplo de bilhões de outros, se apaixonam e se deixam levar pelos desejos mais primitivos ao verem um "chapeuzinho vermelho".

E como todo milionário que é pego com a boca na botija, logo aparecem outras acusações; Uma senhora já veio a público dizer que a sua filha também já havia sido também assediada pelo Diretor. do FMI, mas que na época, resolveu não prestar queixa à polícia.[ leia-se: Aí vem mais alguns milhões de dólares em indenizações ].

Esse tipo de escândalo, fartamente explorado pela grande mídia está cada vez mais comum. Homens de meia idade, mal amados por suas esposas, se deixam flagrar em situações constrangedoras que de outro modo, seria absolutamente normal, e à partir daí são levados aos tribunais, onde urubus famintos lhe sugam até os últimos centavos. Triste de quem cair nessa espiral da morte. Analisando o caso Dominique Strauss, vemos outros paralelos famosos na história. Por exemplo, a grande Cleópatra, a magnífica rainha do Egito, seduziu não um, mas dois imperadores de Roma, Pompeu, e o trúnviro Marco Antonio, levando-os à ruína. Ainda na idade antiga, temos o famoso caso de Helena de Tróia, relatado na Ilíada de Homero, que segundo o qual, por causa de uma mulher, levou-se a um dos maiores confrontos de reinos do mundo antigo. Nos tempos modernos, podemos citar o famoso caso Bill Clinton com Monica Lewinsky, que incluia sessões de sexo oral no salão oval da Casa Branca. Vale salientar ainda que em todos esses casos, os homens é que entraram pelo cano, e as mulheres envolvidas, sairam com alguns "trocados" a mais...

Com Strauss-Kahn não será diferente. Acostumado a correr atrás de qualquer rabo-de-saia, a sua fama de garanhão chega ao fim. Isso não seria problema, se a economia do planeta não estivesse em jogo. E aqui começamos a associar os fatos: Justamente numa época em que a recessão bate à porta da Casa Branca em 14.3 trilhões de dólares; Justamente na época em que a Grécia, Portugal e outros países precisam de uma urgente negociação com o Fundo Monetário Internacional; justamente quando a OTAN gasta milhões de dólares por dia para manter os ataques ao odioso regime de Kadafi na Líbia; O Japão tenta se recuperar de um terremoto e de uma Ysunami jamais vistos...

...Aí vem uma camareira de hotel perturbar a órdem econômica mundial ?

Olha! o que um bom par de pernas não faz...O planeta hoje ficou nas mãos de uma mulher, que pode confirmar, ou simplesmente negar todas as acusações. Não uma Cleópatra, uma Helena de Tróia, ou ao menos uma Monica Lewinsky, mas uma ilustre desconhecida que teve a sorte ( ou o azar ) de estar no lugar certo na hora certa, e agora com certeza, irão lhe ser ofertados muito mais do que 1 milhão de dólares para livrar a cara feia de Strauss-Kahn.

O que está em jogo aqui ? A honra, a dignidade, o caráter ? Não! - O que será levado à barra do tribunal, é o equilíbrio da economia planetária, no seio da nação mais poderosa do mundo, a ser derrotado pelo SIM ou pelo NÃO de uma camareira de hotel. O espetáculo circense irá continuar, até não haver mais pele e ossos. Ninguém se arrisca a dar palpite, mas de uma coisa temos certeza: Esta é uma daquelas novelas em que haveremos de ver ainda muitos capítulos, e ficamos torcendo para não haver um final trágico.

Agora, nisso tudo, restam três lições do mundo machista para todos os adoráveis sedutores, que como Strauss-Kahn não conseguem se segurar ao ver uma bela jovem:

Regra número 1 - Desde que mundo é mundo, por cerca de 50 dólares, há sempre alguém que pode resolver o problema sem deixar vestígios.
Regra número 2 - Há sempre mulheres no mundo que definitivamente, não estão à venda.
Regra número 3 - Nunca esqueçam o telefone celular num quarto de hotel com a camareira !

Por: Dihelson Mendonça

O penúltimo dia da Mostra de Bandas Armazém do Som,

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O penúltimo dia da Mostra de Bandas Armazém do Som, dia 13 de maio, teve atrações para gostos variados. A programação teve início com a Oficina Prática de Conjunto, ministrada por Weber dos Anjos, trazendo alguns conceitos básicos para se montar uma banda, conjunto ou trio. Com a participação dos alunos, o professor Weber ainda criou um quarteto e um trio, fazendo sucesso com os presentes.

A banda os Cunhados, formada por alunos do Curso de Música da Universidade Federal do Ceará-UFC Campus Cariri, realizou um show com bastante experimentalismo, deixando bem à mostra as diversas influências musicais que compõem o grupo. A banda, pode-se dizer, é uma reunião de bons talentos individuais.

A segunda atração da noite, Dudé Casado e Banda, trouxe em suas composições o resultado de quase 20 anos de experiência na música caririense/nordestina, embalado por muito Rock’n’Roll. Dudé Casado é um ex-integrante da extinta Dr. Raiz que hoje se concentra em seu trabalho solo. Com composições baseadas em diversos estilos do rock, o som de Dudé é uma boa mistura de progressivo, heavy metal e vários elementos da música brasileira como o repente, o aboio e o gênero que usualmente chamamos de brega romântico.

Encerrando mais uma noite, a banda Sex on The Beach deixou boa parte do público de boca aberta. Os caras não vestiram terno preto, mas, realmente, pareciam estar saindo do filme Pulp Fiction, de Quentin Tarantino. O estilo da banda é o surf music, onde as atenções se concentram nos timbres característicos da guitarra distorcida. O trio trabalha apenas a música instrumental, fazendo releituras de sucessos já conhecidos e divulgando seu trabalho próprio e possui em EP gravado que pode ser visto através do seu my space.

A programação de hoje, dia 14 de maio, encerra a Mostra de Bandas Armazém do Som neste ano de 2011 com a BR87, às 18h; Roadsider, às 19h30; Rubber Soul, às 21h.

A banda BR87 tem entre seus integrantes, músicos já conhecidos do rock juazeirense, toca covers e apresenta composições próprias, cativando um público fiel ao seu trabalho.

A Roadsider, de Fortaleza-CE, transita entre o Thrash Metal” e o “Stoner Rock” e entre suas  influências mais perceptíveis estão Pantera, Crowbar, Down, Slayer, Black Label Society, Sepultura, Kyuss, Black Sabbath, Corrosion of Conformity, entre muitas outras, porém sempre busca demonstrar sua identidade própria, dando prioridade às músicas de sua autoria. A banda já está no seu quarto ano de existência.

Encerrando o evento com chave de ouro, às 21h, vem a bandar Rubber Soul. Com 20 anos de existência, a banda se destaca na capital Fortaleza se apresentando em diversos bares e restaurantes e, anualmente, no evento denominado Frequência Beatles, realizado na Concha Acústica da UFC, em Fortaleza. A formação atual da banda já dura 07 anos, o que proporciona entrosamento e confiança, quando a Rubber Soul, além de executar os grandes sucessos da maior banda de todos os tempos, trabalha sempre novas possibilidades e novos arranjos para as músicas, dando força à intenção de não serem simplesmente, meros reprodutores das músicas dos discos e, prosseguindo com a tradição dos próprios Beatles, de sempre darem uma nova roupagem às suas músicas durante as apresentações ao vivo.

Outro destaque para a programação de hoje está na abertura excepcional da galeria de exposições do SESC Juazeiro num dia de sábado. Aproveitando o encerramento da Mostra de Bandas de Armazém do Som, a galeria estará aberta à visitação das 17h às 21h. A exposição em cartaz intitula-se “Guardanapos”, do artista plástico, contista, poeta e ilustrador Ricardo Campos.

Os shows terão início às 18h, com entrada franca. E, para hoje, vale uma dica: chegue cedo para garantir seu ingresso.

Para mais informações:
SESC
Coordenação de Cultura
Rua da Matriz , 227, Centro, Juazeiro do Norte-CE.
Fone: 3512.3355
 


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Texto: Hudson Jorge
Fotos: Daniel Fidélis / Divulgação

domingo, 15 de maio de 2011

Uns animais eletrônicos - Emerson Monteiro


Bem ali detrás há poucos instantes de meros segundos, essenciais, no entanto, fora tomado daquela mesma sensação esquisita que agora volta a se repetir, a querer, todo custo, se projetar, sair pela ponta dos dedos, na emoção frívola de palavras vivas, indo diretas desde a corrente sanguínea ao papel, esguicho contínuo de uma sensação solitária, a formar definições e falas, bichos vivos, fugitivos. Na mão, fechado, quente, o pulsar heróico do coração do bicho feito pequeno pássaro animado, impaciente, aqui prisioneiro, no meio dos dedos e da palma, à pressão relativa sobre o celular que o retém preenchendo esse âmbito dos sentidos, já dominando a força aquecida no bloco inteiro das percepções vitais da pessoa instalada no comando central dos acontecimentos.
Nisso, a energia sincopa em toda casa. Dá um, dois picos intermitentes, saltos de dentro da madrugada para o dia surgindo nas luzes do nascente, que sorrateiras penetravam pelos quadrados de vidro laterais da porta, como quem quer rever os escuros da noite na sombra que começava, lentamente, a despertar para as novas claridades. Foram eles, os dois pulos de intensidade na energia, e todos receberam o jato de paralisação das funções, sinais suspensos na sobrevivência do ser gente e máquina em que humanos se transformaram.
Aquele espectro sideral de moléculas atadas à condição material na força das circunstâncias obtusas do firmamento, presas no alto do espaço, apenas estagnara em forma de protagonistas vazios da ausência de movimento aparente. Por dentro, no entanto, espasmo cataléptico misturava o sabor do tremer do telefone preso na mão, pássaro contido nas dobras das falanges ao longo do corpo da máquina comprimida.
Imagem paralisada no alvorecer que cessara de vez no cessar da energia da rede silenciada, a virar borrão afixado na inércia que deslizava durante o rio das coisas, sem conter mais no bojo de si o elemento estarrecido em pleno voo, nesse abismo que divide escuro e de iluminação. Parado ficara, permanecera, cartaz preso às margens da longa estrada do tempo.
Lá adiante nas horas, contudo, ainda que avisado durante algumas chamadas perdidas, pelo mecanismo estreitado nos dedos e na palma, acordaria atônito, aos sopapos secos da geladeira refeita no retorno da corrente aos músculos. Isso horas depois, Sol alto no céu, antes do pino do meio-dia, fora das cogitações possíveis e quase vítima do desespero, ouvindo o estalo das coisas descongelando abafadas no interior da fria composição.
Esfregava os olhos quando adquiriu a oportunidade para ativar, outra vez, os mecanismos do domingo junto aos sistemas externos, porém fundamentais à existência dos humanos, dependentes vorazes da corrente elétrica. Agradecido, contudo, estendeu a mão e depôs sobre a mesa o pássaro impaciente, a única via de contato real quando perdera os impulsos do mundo, naquela crise de abstinência temporária dos multimeios.

A REVOLUÇÃO DE EFINÉZIO

Monólogo Musical Tragicômico-Sertanejo de Cacá Araújo



PRÓLOGO

(Um baú no centro de um rio seco, iluminado por um tênue facho de luz. Ouve-se, de fora, uma canção enchendo o tempo)

Canção da Iniciança

Ur demonho du sertão
Di Deus teve a permissão
Pra isculhê um condenado
I du bucho máis sufrido
Um minino foi parido
Seno logo abandonado

Passô sêde i passô fome
Efinézo era u seu nome
Muntas lágrima ele chorô
Foi simbora da cidade
Si iscondeno da maldade
Qui sua mãe anunciô

Már ninguém muda u distino
I a tragédia du minino
Tava iscrita pelo chão
Cada lixo er’um segrêdo
Di morrê perdeu u mêdo
I fêiz a revolução

Foi um céu feito na terra
Sem butá u povo im guerra
Nosso herói plantô justiça
Máis u Cão é puderôso
I pra sê vitoriôso
Mata i mente na nutiça

Trecho da peça A REVOLUÇÃO DE EFINÉZIO, em fase de criação.

Deputado Ely Aguiar diz em nota que os interesses do Crato estão sendo massacrados...



Crato é derrotado em Requerimento na Assembléia legislativa do Estado.

Infelizmente o Crato sofreu uma grande derrota na sessão ordinária realizda na última quarta-feira na Assembléia Legislativa do Estado. Movido pelas informações apresentadas no site Blog do Crato e pela angústia e revolta dos cratenses, o deputado Ely Aguiar apresentou um requerimento solicitando urgentes informações do governo do Estado sobre a possível transferência de vários órgãos estaduais do Crato para Juazeiro.

Para surpresa o “requerimento foi discutido amplamente até às 2 horas da tarde, com transmissão ao vivo pela TV, sendo derrotado com aval de vários deputados votados no Crato. Votaram pela aprovação do requerimento em favor do Crato os seguintes deputados: HEITOR FÉRRER, ROBERTO MESQUITA, FERNANDA PESSOA, ELIANE NOVAIS, FERNANDO HUGO E LEONARDO PINHEIRO. TODOS OS OUTROS QUE ESTAVAM PRESENTES, VOTARAM CONTRA.

O líder do Governo, Antonio Carlos, do PT ( 600 votos no Crato ), fez pressão para que todos votassem contra o requerimento, com apoio do Dep. Wellington Landim, que fez o seu papel de aliado do governo Cid Gomes em levar os órgãos do Crato para juazeiro.

Os que votaram em favor do requerimento em benefício do Crato e prestaram essa solidariedadeà cidade, nem sequer são os votados no Crato. O Deputado Ely Aguiar diz que "seria bom que os vereadores do Crato cobrassem ações dos deputados que deles receberam votos...E DEPOIS VIRARAM AS COSTAS PARA NOSSA TERRA.." Ely diz ainda que "Depois do que ocorreu hoje, não tenho dúvidas, o Crato está sendo massacrado e minha voz, com apoio de alguns, serve pelo menos para denunciar, reclamar e criticar o governo. Pelo menos tenho coragem e compromisso com a nossa terra, o Crato."

Dihelson Mendonça ( através de nota enviada ao Blog do Crato por Ely Aguiar )

POR QUE AS AUTORIDADES NÃO REAGEM?

Pedro Esmeraldo

Já estamos cansados de lembrar às autoridades cratenses que deixem de lado o comodismo, a falta de interesse e o medo de enfrentar a luta em defesa de sua terra.
Quando elegemos os representantes da cidade é porque desejamos que eles lutem e venham contribuir com seu trabalho para a melhoria da nossa terra.
Não queremos mais ouvir lorotas de políticos apáticos, dizendo que não temos representação, mas lembramos que a representação é o próprio povo que anda à toa sem saber se dirigir com marchas repelentes aos insultos dos embusteiros que querem dilacerar a cidade.
Uma horda de beócios, que comanda a política cratense, não esboça nenhuma reação com as atitudes intolerantes desse povo que tem o desejo de levar o progresso só para si. Afirmamos que o progresso deve ser equilibrado e não sugador.
Ocorre que esses homens que comandam a política cratense não têm vocação para exercer um comando político e deveriam renunciar, entregando o barco a pessoas que desejam levar a cidade para o caminho do sucesso.
Antes queríamos enaltecer o desenvolvimento, afastando-se da ideia de submissão, pensado que eles são os maiorais e nós somos pessoas comandadas por políticos irreverentes, que não sabem manejar o nosso barco com perfeição e seriedade.
Antes, lutamos para que o comando das zonas metropolitanas não ficasse sob um só município, mas que prevalecesse a igualdade solidária que todos saboreassem o mesmo ar com igualdade à terra comum.
Isso evitaria que os outros municípios ficassem submissos a um só comando.
Infelizmente, isso não acontece porque a nossa política é irreverente e inconsequente, mas isso não ocorre devido à intolerância e à incapacidade desses políticos que visam praticar o clientelismo dos municípios hiperbólicos que lembram um porquinho de ar negativo que querem prejudicar as outras cidades da zona metropolitana.
Cratenses, não vamos parar de lutar, não podemos aceitar esse desmando que praticam a discórdia e que nos tratam com desdém e nos deixam atoleimados, sem coragem de enfrentar a luta cotidiana a fim de não deixar levar nada daqui e que nós fiquemos com todo patrimônio adquirido através dos anos.
O Cariri não é somente Juazeiro, mas é uma orla de cidades constituída de municípios prósperos, possuidores de terras férteis e que podemos conquistar os mesmos direitos desses municípios ambiciosos.
Pedimos à sociedade cratense que não durma em berço esplêndido e forcem as autoridades do Crato, dizendo que foram eleitos para trabalhar e não para ficar de braços cruzados. É isso que exigimos.

Crato-CE, 12 de maio de 2011.

sábado, 14 de maio de 2011

ESPETÁCULO NO TEATRO RACHEL DE QUEIROZ

Programa Guerrilha em Movimento
Elenco: Edceu Barbosa, Joaquina Carlos, Rita Cidade e Zizi Telécio

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Mostra de Bandas Armazém do Som




A Mostra de Bandas Armazém do Som trouxe uma noite recheada de vários covers nesta quinta-feira, dia 12 de maio. A banda Dr. Divine, agora com uma nova formação, apresentou três integrantes buscando manter a mesma qualidade e carisma da banda, agora, com o baixista Carlos fazendo o vocal da banda.

A banda Dead Covers levou o público a agitar e cantar canções do Guns'n'Roses.

Um dos pontos fortes da noite foi a apresentação da banda Holy Wood. Composta por 5 integrantes, banda tem seu repertório elaborado em grandes sucessos do Hard Rock da década 80. O grande destaque do show foi o vocalista e performer Jivago Ramon que arrancaou aplausos e gargalhadas do público presente.

 










Os shows musicais prosseguem hoje, dia 13, com os Cunhados, às 18h; Dudé Casado e Banda, às 19h30. Dudé Casado começou a tocar em bandas de rock’n roll na cena caririense desde meados dos anos 90, um dos fundadores da Banda Dr. Raiz, agora apresenta seu trabalho solo; Sex On The Beach, às 21h. Os garotos montaram no final de 2008 a puramente instrumental Sex On The Beach. São influenciados por muito beebop, jazz e surf music. Performáticos, de ternos e óculos escuros, a banda parece saída de algum filme do Tarantino e atacam uma ótima versão para “Misirlou”, música grega que ficou famosa mesmo em Pulp Fiction...” 

Para mais informações:
 
SESC
Coordenação de Cultura
Rua da Matriz , 227, Centro, Juazeiro do Norte-CE.
Fone: 3512.3355


                Descrição: Descrição: Descrição: Descrição: cid:image011.jpg@01CC0986.5C27C680


Texto: Hudson Jorge
Fotos: Daniel Fidélis / Divulgação


quinta-feira, 12 de maio de 2011

BATE-PAPO DO CEARÁ. Converse com as pessoas do Ceará na Internet !

Olá, gente, o bate-papo da Ceará ( antigo bate-papo do Cariri ) na internet está de volta. Convido todos a comparecerem. Basta clicar na imagem abaixo ou no link para ir até a tela de entrada. Não coloque nenhuma senha ! - Basta o seu nome. Abusos não serão tolerados. Prezamos por uma conversa sadia entre os participantes.

Clique na imagem abaixo para ir para o Site do Bate-Papo do Ceará:

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjRI94RflkUIEFTUnBF-yf8K4hPwOED3MBZ7KXFP9d827a1v_3sN14rYmPl7_gtezehkMdjOn0d8LkmWcwPludJ6GWjvK2PXJfjVKLPQmLgbH-YzVsdQj_gB0ujzzPJjW-KcQMgzEFS82Ng/s1600/bate_papo_do_ceara600.jpg

Dihelson Mendonça
2011 - Todos os Direitos Reservados

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Mostra de Bandas Armazém do Som

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Soul Society Band - email.jpgOntem, dia 10 de maio, a Mostra de Bandas Armazém do Som, no SESC Juazeiro, teve o seu dia mais florido. Na programação, nada mais, nada menos do que duas bandas que possuem em sua formação pessoas do sexo feminino. São bandas formadas na cidade de Juazeiro do Norte e que buscam quebrar a barreira do preconceito e pré-julgamento sobre a participação de mulheres na cena do rock caririense, seja nos palcos ou pelo fato de frequentarem shows e ambientes alternativos.

Iron Doll - email.jpgA primeira apresentação da noite foi realizada pela Soul Society Band que, à exceção das demais atrações da noite, não possui nenhuma mulher em sua formação. O show tem seu repertório e suas performances baseados no universo do anime (desenhos animados japonês). Mesmo com pouco mais de 6 meses de formação, a banda agradou bastante ao público.

A segunda apresentação da noite foi da Iron Doll, formada por quatro integrantes, dos quais três são meninas. A banda que ainda busca se firmar no cenário, levou um grande público ao Teatro Patativa do Assaré e, além de composições próprias, tocou diversos covers nacionais e estrangeiros.

Godivas-email.jpgEncerrando a programação, a banda Godiva’s, composta totalmente por mulheres e que está na ativa há três anos, além de músicas próprias, agitou o público com músicas cantadas em bom português. No repertório, músicas da MPB contemporânea e rock antigo e novo. A banda mostrou personalidade ao fazer releituras de Raul Seixas, Roberto Carlos e Erasmo Carlos.

O dia de hoje, 11 de maio, prossegue com o II Seminário Música e Comportamento que traz exibições de curtas metragens temáticos pelo projeto Cinematógrapho, com mediação de Elvis Pinheiro. Serão cerca de 79 minutos divididos entre os seguintes títulos: Brasil (RJ, 1981, Exp, Cor/Pb, 13min); Álbum de Música (RJ, 1974, Doc, Cor/Pb, 11min); Carioca, Suburbano, Mulato, Malandro - João Nogueira (RJ, 1979, Cor, 13min); Heitor dos Prazeres (RJ, 1965, Doc, Cor, 14min); Martinho da Vila Paris (SP, 1977, Cor, 8min); Noel por Noel (RJ, 2006, Doc, Cor/Pb, 10min); Pixinguinha e a Velha Guarda do Samba (SP, 2006, Doc, Cor/Pb, 10min).
Os shows musicais ficam a cargo das bandas AR 4, 18h; Esnof, às 19h30 e Offhead, às 21h.


Toda a programação é gratuita.

Para mais informações e entrevistas:
SESC
Coordenação de Cultura
Rua da Matriz , 227, Centro, Juazeiro do Norte-CE.
Fone: 3512.3355


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Texto: Hudson Jorge
Fotos: Daniel Fidélis

Será aberto amanhã, no Campus Crato do IFCE, o Encontro de Zootecnia

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terça-feira, 10 de maio de 2011

6ª dia da Mostra de Bandas Armazém do Som

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A Mostra de Bandas Armazém do Som do SESC Juazeiro teve em sua programação de segunda-feira, dia 09, uma noite toda dedicada ao Hip Hop.

Com grupos que se originaram em terras juazeirenses, o trabalho demonstrado reafirma Juazeiro do Norte e o Cariri como uma terra promissora também para este estilo musical.

A primeira atração foi o Superação. Liderado por Saulo Tattoo, o grupo traz sempre temas ligados a sua realidade e faz homenagens a grandes personagens da cultura local como Patativa do Assaré e Luiz Gonzaga. Saulo, o único membro que permanece no grupo desde o seu início em 2002, traz na bagagem premiações em festivais, a participação num CD Coletânea de Rap cearense e a gravação de 2 CD’s: Revolução Desarmada (2004) e Minha Fé é Meu Combustível (2008).
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Em seguida, os Relatores, composto por 4 membros, sendo 3 nos vocais e um DJ executando seu trabalho ao vivo em suas picapes. O grupo, com 7 anos de existência, já é bem conhecido da cena local e já excursionou por várias cidades do Nordeste. O quarteto apresentou entrosamento, boa presença de palco e temas que valorizam a cultura regional e se identificam com a realidade vivida por seus integrantes. As letras falam de determinação, esperança e coragem para se vencer as dificuldades da vida.

DSC_4773.JPGO grupo Monastério começou sua apresentação chamando a atenção pelo figurino diferenciado. Gravatas, paletós, um protótipo de chinês e um DJ vestido com a camisa do Flamengo. O grupo trouxe letras bem humoradas e temas que remetem à valorização do ser humano e da cultura brasileira.

Dentro da programação da Mostra de Bandas Armazém do Som, foi inserida a abertura da Exposição Guardanapos, de Ricardo Campos. O artista plástico desenvolveu um trabalho criado originalmente em guardanapos de papel, observando cenas urbanas presentes no cotidiano e na dinâmica natural de bares e restaurantes e, depois, retrabalhados em nanquim sobre papel. A exposição pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 13h às 21h, com entrada franca.

expo guardanapos.jpgA programação de hoje, dia 10 de maio, faz uma homenagem ao público feminino no mundo do Rock and Roll. São bandas que possuem pelo menos uma integrante do sexo feminino dando um toque de charme e beleza nessa cena formada quase que exclusivamente por marmanjos.
As bandas que se apresentarão hoje são: Soul Society Band, às 18h; Iron Doll, às 19h30 e Godiva’s às 21h.

Das três, a Godiva’s, criada em 2008, é uma banda formada somente por meninas. O grupo juazeirense batalha para inserir no cenário alternativo a presença fundamental da mulher. A banda é influenciada por diversos nomes da cultura música brasileira, da MPB ao rock.


Para mais informações e entrevistas:
SESC
Coordenação de Cultura
Rua da Matriz , 227, Centro, Juazeiro do Norte-CE.
Fone: 3512.3355

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Texto: Hudson Jorge
Fotos: Daniel Fidélis / Hudson Jorge (Exposição Guardanapos)

Pensamento para o Dia 10/05/2011


“É o amor puro que concede a libertação. Você deve esforçar-se para atingir esse amor holístico. Para alcançar a libertação, as pessoas empreendem todos os tipos de práticas espirituais, mas o amor é o anseio profundo de todos os esforços espirituais. Bhakti (devoção) é uma prática espiritual baseada no amor. A devoção não é apenas entoar cânticos (Bhajans) ou realizar rituais sagrados. A verdadeira devoção é um fluxo direto de amor gratuito e incondicional do seu coração para Deus. Na prática espiritual que as pessoas empreendem, há um certo egoísmo. Ofereça o seu amor a Deus sem o menor traço de egoísmo ou desejo. A aniquilação do desejo é, na verdade, libertação.”
Sathya Sai Baba

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Programa Cariri Encantado Sonoridades - 11/05/2011

Conexões musicais: A Cor do Som e o som da cor


A Cor do Som foi um dos mais importantes conjuntos musicais brasileiros de todos os tempos. Formado no Rio de janeiro, no ano de 1977, pelos irmãos Maurício Magalhães, o Mu, tecladista, e Dadi, contrabaixista, que já tinha integrado a lendária banda Os Novos Bahianos, - A Cor do Som contava com o virtuoso guitarrista Armadinho, filho de Osmar Macedo, fundador do pioneiro trio elétrico carnavalesco Dodô & Osmar; além de uma “cozinha” rítmica das mais competentes, formada pelo baterista Gustavo e o percussionista Ary.

O programa Cariri Encantado Sonoridades traz uma seleção de 11 músicas da banda, que constam dos discos Frutificar, de 1979, e Transe Total, de 1980. São composições refinadas e algumas delas foram sucessos radiofônicos e comerciais, como Abri a porta, de Gilberto Gil e Dominguinhos; Beleza pura, de Caetano Veloso, Palco, de Gilberto Gil, Zanzibar, de Armadinho e Fausto Nilo) e Semente de amor, de Mu e Moraes Moreira.

Onde escutar
Rádio Educadora do Cariri AM 1020 e www.radioeducadoradocariri.com

4ª dia da Mostra de Bandas Armazém do Som


O dia 07 de maio foi mesmo de arrebentar na Mostra de Bandas Armazém do Som, no SESC Juazeiro, com shows que trouxeram estilos diferentes na mesma noite.

A banda Bazarra, de Petrolina (PE), apresentou músicas próprias e covers de bandas como Legião Urbana e Guns’n’Roses e se destacou por sua apresentação performática.

A Legalize It como prometido, passeou por grandes sucessos do reggae. Seu público cativo aplaudiu e cantou durante todo o show transformando o teatro Patativa do Assaré numa grande pista de dança.

O show mais esperado da noite foi o da banda de Caco Vidro, cujo repertório foi exclusivamente baseado em músicas do Pink Floyd. A banda, em seu intuito, procurou-se manter o mais fiel possível às músicas que conhecemos deste grande ícone do progressivo mundial. A apresentação, além de performática, trouxe grandes clássicos da banda inglesa, levando o público presente ao delírio. A abertura veio com a primeira parte do álbum The Dark Side of de Moon. Faixas do The Wall e o grande clássico Wish You Were Here também foram executadas.

A programação da Mostra de Bandas Armazém do Som prossegue hoje, neste dia 09 de maio. O estilo da vez é Hip Hop que será representado pelos grupos Superação, às 18h, Relatores, às 19h30 e Monastério, às 21h.

Os Relatores é um grupo bem conhecido da cena local e já está na ativa há 7 anos. Neste tempo, passou por diversas formações e atualmente conta com um CD demonstrativo gravado num estúdio improvisado, que possui sete faixas gravadas e rendeu diversos frutos como o show de abertura da banda Racionais MC’s, em Fortaleza-CE, além de vários shows pelo nordeste. Atualmente, os Relatores desenvolvem um novo trabalho intitulado “A fé que move multidões” com músicas que abordam temas regionais.

Não custa lembrar que a entrada para o evento é gratuita.








Para mais informações e entrevistas:
SESC
Coordenação de Cultura
Rua da Matriz , 227, Centro, Juazeiro do Norte-CE.
Fone: 3512.3355



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Texto: Hudson Jorge
Fotos: Daniel Fidélis / Divulgação

Nota de pesar e solidariedade do Departamento de História da URCA pelo falecimento do aluno Antonio Edson Percínio Filho

O Colegiado Departamental do Curso de História da Universidade Regional do Cariri externa seu pesar pelo falecimento de Antonio Edson Percínio Filho, aluno concludente do Curso de História da URCA, ocorrido no último dia 4 de maio, ao tempo que manifesta solidariedade à família enlutada.


Antonio Edson, na sua breve, porém profícua existência destacou-se pela seriedade e afinco na sua conduta de estudante, sendo estimado por todos os que tiveram o privilégio de privar de sua amizade e convívio.


O seu falecimento representa para os professores, alunos e funcionários do Curso e Departamento de História uma inestimável perda e uma profunda tristeza, só minoradas, em parte, pela certeza de que Antonio Edson cumpriu a contento com a sua missão nesta passagem terrena.

Crato (CE), 9 de maio de 2001.



José Bendimar de Lima
Chefe do Colegiado Departamental de História – URCA

Ana Isabel Ribeiro Parente Cortez
Subchefe

domingo, 8 de maio de 2011

Reconhecimento de um filho – Por Carlos Eduardo Esmeraldo.

Neste “Dia das mães” me emocionei por demais ao ler esta mensagem de um filho à sua querida mãe: “Mamãe, devo muito do que sou a você, que com bondade, sensibilidade e senso de justiça, me ensinou a ser justo e ético com as pessoas e com o mundo. Obrigado e feliz dia das mães.
Como seria bom se todos os filhos tivessem esse nível de reconhecimento! Foi isso mesmo que senti com minha saudosa mamãe, mas não escrevi um texto tão bonito quanto esse e hoje já não mais a tenho para dizer algo semelhante!

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Pedagogia do absurdo


Luiz Domingos de Luna*

A massa do conhecimento é a ferramenta básica para a construção da civilização, assim quanto maior for à absorção, maior a possibilidade de aptidão da sociedade ao aprimoramento no convívio interativo, e, por conseqüente o desenvolvimento de uma Cidade, Estado ou País.

O Conhecimento é uma grandeza imaterial que é absorvida no espaço social, ou em instituições específicas para tal fim. Pelos dados amostrais existem varias escolas, inclusive a escola que fornece o conteúdo epistemológico.

A fusão do saber corrobora as novas tecnologias como instrumento a construção do edifício deste patrimônio imaterial necessário a civilidade, a evolução e ao crescimento afirmativo de toda conjuntura imersa no espaço tempo.

O Modelo Mental ao aprisionar o novo, via novas ofertas disponíveis, na verdade está tão somente recebendo equações que foram questionadas, analisadas, provadas cientificamente e hoje projetadas de forma massificada e disseminadas com rapidez e precisão mo mundo on-line. Um avanço de valia maior, onde toda sociedade ganha e tudo fica muito próximo, assim o conhecimento não mais privilégio de alguns, vez estar disponível na internet a toda sociedade a um clik, tudo se abre, é uma chave mágica, linda, oportuna e necessária para a formação integral do ser humano em sociedade.

Cria-se um imbróglio generalizado, quando se coloca a internet como um fim, e o ser humano como o meio, pois nesta postura pensamental o humano vai buscar o conhecimento na sua caixinha mágica, muitas vezes se contenta com os dados superficiais, pensando ter o conhecimento integral, ora há uma distancia de anos luz a totalidade, a pesquisa dos dados amostrais precisa ser intensa diversificada, ampla, infinitamente ampla, após análise do vasto material disponível uma amplitude de visão cognitiva apurada com a criticidade, com a problematização e destilação das amostras colhidas.

Sem esse processo, muitas vezes cansativo, oneroso ao tempo, ao desgaste mental, a penitência do filtrar bem positivamente, intensamente, ao olhar claro, fundo e largo, está se construído uma nova pedagogia: a Pedagogia do Absurdo!
(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora –Ceará.









O DOM DA VIDA - Homenagem a todas as Mães - Dihelson Mendonça


O HOMEM E A ILUSÃO DA POSSE

Se formos parar para refletir um pouco, veremos que nesta terra, nada nos pertence. Somos meros guardiães temporários de tesouros alheios. Estamos aqui por um breve período, e um objeto material que hoje nos pertence, já pertenceu a outros antes de nós, e pertencerá a tantos outros, depois que deixarmos essa existência. O que temos afinal nessa vida ?

Temos uma leve "ilusão de posse".

Se observarmos bem, veremos que um espaço de 70 anos, que é a vida média de um indivíduo, nada representa no contexto cósmico da existência, nada adiciona em termos de tempo do universo, que tem cerca de 15 Bilhões de anos. Somos mais uma entre 6 bilhões de pessoas iguais a nós, cada uma lutando por um lugar ao sol, com as mesmas dificuldades, com sonhos, com anseios, e que faz parte de uma dentre 3.000 outras espécies que convivem nesse pequeno pontinho de poeira cósmica chamado de planeta Terra, que gira em torno de uma diminuta estrela que é apenas uma entre 100 bilhões de outras, de uma galáxia que é mais uma entre outras 100 bilhões de galáxias do universo, e que está fadado a um dia desaparecer.

NADA SOMOS!

Nem nossa roupa nos pertence. Nada trouxemos, nada levaremos. Nem nosso corpo físico nos pertence! Nada podemos fazer para encurtar ou prolongar os nossos dias aqui na terra. A única coisa que temos de fato, é este sopro de vida, que veio de um útero, aonde todos fomos gerados.

Essa é a única verdade. Todo o resto é ilusão.

Nem propriedades, nem dinheiro, nem posse alguma deve ser motivo de orgulho a alguém na condição humana. Somos como outro bicho qualquer, como uma barata, por exemplo, que tem uma cabeça e patas. Quebrem uma das pernas e esse animal sairá se arrastando pelo chão. Quebrem-lhe o pescoço e se comportará igual a uma galinha morrendo asfixiada. Não somos diferentes, decerto! Temos o mesmo sangue vermelho correndo nas veias igual a qualquer animal. O que nos difere dos outros seres, é a consciência do estar vivo momentaneamente. É poder traçar o curso por onde queremos ir, muito embora nem sempre tenhamos o PODER de realizá-lo. A única coisa que temos de fato, é esta vida que nos foi dada como dom gratúito.

De fato, nossas mães deveriam ser as pessoas mais amadas e reverenciadas no centro de nossas vidas, pois elas nos proveram desse singular e relevante bem mais precioso: O de estar com os nossos colegas do planeta, pois em muito breve, ao pó retornaremos para sermos novamente o que éramos antes de aqui existirmos.

Minha amada mãe, eu te agradeço por me dares a chance de passar uns poucos dias aqui nesta terra, e que essa estada possa ser útil de alguma forma à humanidade.

- Obrigado por me trazer do lodo, da pedra, do barro de que fui gerado.
- Obrigado pelo sopro de vida que fez meu coração bater pela primeira vez.
- Obrigado pelo primeiro movimento dos pulmões, que trouxe um outro e em seguida, mais um outro até hoje.
- Obrigado por me fazer enxergar a luz do mundo, em meio a tantas dores.
- Obrigado pelas noites de vigília, em que ficavas ao meu lado velando meu sono, e cuidando das minhas muitas enfermidades.
- Obrigado por me dar amigos a quem pude chamar de irmãos.
- Obrigado por tantas e tantas coisas que não posso aqui escrever, e que representam tudo o que sou e o que sei. Mas acima de tudo, obrigado pela chance única de viver, de poder contemplar o universo e de gritar no mais alto dos tons: "Estou vivo! Eu Existo!" ainda que seja por um breve, porém feliz tempo.

Hoje o universo ficou mais belo. Porque eu sei que tu existes, e que nada do que fizeste por mim será em vão. E que bom que vivi tempo suficiente para compreender todas essas coisas que uma criança ou um adolescente jamais compreenderia. Acima de tudo, obrigado por me concederes o dom da VIDA.

Dihelson Mendonça

Na Foto: A minha mãe, Haydée, em sua segunda Formatura após os 60 anos de idade. Exemplo de vida, de trabalho e de dedicação. Acorda todos os dias às 06 da manhã para o trabalho, e só sai às 18:00, fazendo isso há pelo menos 55 anos no serviço público. Nunca deixou de acreditar na força do trabalho e nas grandes virtudes do ser humano. A você, dedico este pequeno artigo.

UNHA-DE-GATO

Conto de Cacá Araújo

Uma leve garoa coloria de branco a paisagem esquecida daquela ruazinha de casas de taipa. Alguns pés de algaroba, outros de castanhola, e um de jasmim cheinho de lagartas-de-fogo na esquina que dava pra rodage. Era quase manhã e ainda se ouvia a fala embriagada do zarolho conhecido pela alcunha Besouro do Cão. Talvez por sua voz rouca enfeitada com beiços inchados, nariz apragatado, olhos vermelhos e cabelo pixãim feito arapuá. Um cangaceiro desgarrado do bando de Corisco, depois de estuprar e matar a filha de um coiteiro, assim diziam pela redondeza, sempre a se benzer, os mais informados. Ele estava sentado ao lado do chafariz de onde as moçoilas pegam água todos os começos de dia e as mães batem roupa nos finais de tarde. Copo de ágata descascado a esborrotar de cachaça, um litro pra baixo de meio e uma esquisita farofa de jacu posta numa rodilha encardida. O bicho bebia e devorava e rosnava. Não fosse o coaxar de sapos, o cricrilar dos grilos, o agouro da rasga-mortalha e o terno soprar do vento frio, nada mais ousava se bulir ou entoar qualquer suspiro diante da assustadora figura, que quando em vez acariciava o cabo do punhal com intimidade e salivação, olhando para o nada como a desejar o sangue de qualquer desgraçado vivente.

Nem bem o primeiro trisco de luz anunciou o amanhecer, o rangido de uma porta deu conta de uma jovem donzela que alegre e graciosa se dirigia, com um balde, em busca de água para o café, o arroz, o feijão. Cabelos longos e encaracolados com a crespura e perfume das ninfas sertanejas, pele morena, olhos amendoados e marrons, lábios de carne macia e em desenho de sedução, peitos viçosos acompanhando a coreografia das passadas das pernas grossas que saiam de cintura delgada e atiçavam rebolado faceiro e delicado. Quando ela inocentemente se abaixou em direção da única torneira, deparou-se com o riso macabro do bandido. Antes de esboçar qualquer reação, ele a puxou vigorosamente, tapou sua boca com o pano velho que lhe servia de prato, atirou-a sobre a laje da lavanderia, rasgou suas roupas e a desonrou ali mesmo, ofegando e babando como um animal, fedendo como um porco. Lágrimas lavavam de dor o rosto da moça. Sangue escorreu pedra abaixo. Um último e mirrado gemido, braços estendidos, olhos arregalados, cabeça pendida para o lado. A morte se compadeceu e veio em auxílio da moça morena bonita. Levou-a...

Besouro do Cão avexou-se em sair do lugar e se escondeu por trás de uma mata de unha-de-gato quando ouviu o caminhar preocupado de uma senhora. Semblante doce de beleza madura, rugas a ilustrar o tempo de peleja, olhar de mãe a mirar, no terreiro, a fita vermelha que ornava os cabelos de sua filha amada. Tensão. Temor. Terá caído por descuido? Por que o vento a está entregando tão silenciosamente? Uma quentura lhe sobe dos pés à cabeça findando num súbito arrepio. O coração pulsa célere numa cadência nunca antes experimentada. O corpo inteiro treme. As pernas pensam em voltar e esperar no pé do fogão. Ansiedade. Medo. Um vim-vim canta por entre as árvores. Quem estará chegando? Delírio. Ela vem vindo? Dúvida. As lágrimas já não se contém e lhe salgam a boca e molham a terra. Algo se mexe atrás dos arbustos. É ela? Sempre gostou de brincar de se esconder, a traquina. Silêncio. Nada. Um impulso inexplicável empurra a mãe, que segue em sua pressa e aflição. Quando chega próximo do chafariz para repentinamente. Esboça uma oração em seus lábios cansados. Caminha lentamente. Para. Tenta gritar, chamar a filha, alguém, qualquer pessoa... Uma mão sem vida pende por detrás da lavanderia. Desespero. Reconhece o anelzinho de bijuteria que o pai dera à filha no dia anterior. Foi seu aniversário. O chão parece querer sumir de seus pés. Morde os lábios. Corre. Chega. Vê. Para. Não acredita. Olha para os céus, para os lados... É sua filha quem está ali, estendida na laje. Seu sangue tingiu o vestido branco, pedra e areia. Seus olhos parecem ainda ver a cara do diabo. A mãe grita e soluça. Abraça o corpo da filha. Choro comedido, depois com toda a força dos pulmões. Portas se abrem arranhando a luz do dia. Chegam vizinhos e vizinhas. O pai olha da janela. Vê apenas um amontoado de gente em torno do chafariz. Sai curioso. Magro, sobrancelhas largas, barba de três dias, roupas da roça, sandálias de couro e chapéu de palha, cigarro brabo no canto da boca. Passos lentos. Ouve lamentos do povo e mais alto o choro triste de sua mulher. Cospe o cigarro e se apressa e corre. Abrem caminho. Chega. Vê. Para. Toca o rosto da menina. Uma lágrima despenca de seu olhar triste, depois revoltado, depois cheio de ódio. Sussurra, fala, depois grita questionando o céu e o inferno sobre que pecados teriam sido cometidos por aquela flor de inocência, que tão violentamente fora arrancada da vida, sem aviso, sem motivo, sem culpa...

Uma risada rouca e assombrosa interrompe a circunstância. É Besouro do Cão, no fim da pequena rua, punhal desembainhado, pedaço de roupa da vítima na mão, que a tudo assistira com prazer mórbido. Ao ser reconhecido, gera-se grande tumulto e todos entram em suas casas e batem as portas e janelas e as trancam com ferrolhos e traves e escoram todos os móveis possíveis. Restaram somente o casal desafortunado e a falecida. Silêncio. O pai respira com força e ofegação. Olhar fixo de ódio. Encara o assassino. Dirige-se resoluto ao seu encontro. A mãe teme, treme e soluça baixinho. Os dois se observam andando em círculo como galos a preparar uma botada de esporão. O pai se arremessa contra o homem, mas este habilmente se esquiva e com um murro lhe derruba sobre as unhas-de-gato. Rosto cortado, vira-se e vê seu adversário armar um golpe de punhal. Ferido, arranca uma touceira de espinhos com as próprias mãos e posta-se à espera. Olhares tensos. Tentativa de punhalada. Pulo. Queda. Chão. Poeira. Olhares tensos. O pai usa os garranchos com um chicote. Cada investida lança também jorros de sangue que repingam no criminoso. Este consegue, num bote certeiro, furar a perna do desafiante. Mancando e cansado, é jogado ao chão com uma rasteira. Dor. Rangido de dentes. Urros. Besouro do Cão se joga em cima do roceiro, domina-o e, quando está prestes a cravar o punhal no seu peito, ele esfrega os espinhos em seu rosto, rasgando-lhe a pele e vazando os dois olhos. Rola para cima e, com a touceira de unha-de-gato esfola o pescoço do desgraçado torando-lhe as veias. Besouro do Cão agoniza até a morte... Está vingada a honra da jovem donzela.

Os vizinhos saem aos poucos. Incrédulos. Atordoados. Depois satisfeitos. Depois condolentes. Dão graças e rezam. Cantam benditos e renovam a fé no inexplicável.


Crato-Cariri-Ceará-Brasil
07.05.2011, 13h18min.