Seja colaborador do Cariri Agora

CaririAgora! é o seu espaço para intervir livremente sobre a imensidão de nosso Cariri. Sem fronteiras, sem censuras e sem firulas. Este blog é dedicado a todas as idades e opiniões. Seus textos, matérias, sugestões de pauta e opiniões serão muito bem vindos. Fale conosco: agoracariri@gmail.com

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Cariri coeso!

Luiz Domingos de Luna*
No sul do estado do Ceará pontua uma região que ao contorno de um solo rico, próspero, serve de habitat para os caririenses, são inúmeros os ecossistemas, uma flora bastante adaptada ao clima, todo um potencial pujante que ao largo da história um legado que envaidece ao estado.
O Processo de aglutinação social, cultural, artístico, literário, musical, esportivo, histórico é sem dúvidas o elo chave para um contrato social que tem a mostrar para o painel existencial um quadro de rara beleza para todos que têm a felicidade de conhecer a linda cariri!
Nos meandros da história, registre-se a força determinada dos padres Lazaristas, que deixaram o conforto da capital alencarina para construir o tecido social desta rica região, ao primeiro ponto de coesão social, que surge pela força destes pioneiros, seqüenciado pela Diocese de Crato que muito fez e está fazendo para a consolidação da unificação social, em seqüência O Cratense Pe.Cícero Romão Batista dá uma elastificada no conceito de Cariri, sem esquecer de betumar ainda mais o processo de coesão social.
Atualmente a URCA – Universidade Regional do Cariri – vem sendo a continuadora deste processo tão doloroso, mas, que tantos frutos têm oferecidos a todos nós carirenses, outrossim, é relevante dizer que, já se sente a falta de outras instituições comprometidas com a região como um todo, a quebra deste alinhamento histórico é de fato um grande prejuízo para todos nós de forma globalizada.
Não se pode, nem se deve pensar no cariri, de forma mesquinha, direcionada, pois o cariri nasceu como um bloco, um colegiado, um conjunto de pontos, quebrar este ponto de equilíbrio, de tonificação social é algo sempre nocivo para a totalidade para o conjunto e para o bem estar de todos os que habitam este ponto mágico no sul do Ceará – O Cariri cearense.
(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora – (CE)




A Paz - Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

Passou a euforia da festa de Natal e entrada de Ano Novo com todos a brindar e comemorar a chegada de 2010, com muita alegria. Todas as pessoas, independentes de religião ou crença, se motivam a ter esperança e sonhar com um ano melhor do que o anterior. Não adianta ficarem lamentando os erros do ano que passou, estes servem para o crescimento pessoal. Sonhar e procurar fazer um projeto de vida para se conseguir melhores realizações em todos os sentidos, é o desejo de todos. Todos almejam um ano com mais paz. Paz que é fruto da justiça. E essa paz tão desejada devia ser estendida por toda a sociedade.

No plano pessoal entendemos por paz um estado de espírito, onde não existe o ódio, a desconfiança e sentimentos negativos. A paz no sentido social é quando se pratica uma convivência harmoniosa com as diferenças em uma comunidade. No sentido bíblico, paz não é somente ausência de guerras, mas é especialmente uma reconciliação do homem com Deus. Em Jesus Cristo encontramos essa paz. E Jesus disse: “Eu deixo para vocês a paz, eu lhes dou a minha paz” (João 14,27). No momento em que a morte de Jesus está para acontecer, ele fala de paz e alegria. Paz é a plena realização humana.

Ao celebrar a missa no dia 31 de dezembro, o Papa Bento XVI disse que: “A paz começa por um olhar respeitoso, que reconhece no rosto do outro uma pessoa, qualquer que seja a cor de sua pele, sua nacionalidade, sua língua, sua religião. Mas quem a não ser Deus, pode garantir, por assim dizer, a profundidade do rosto do homem?” Continuou o Papa: “Na realidade só se tivermos Deus no coração, estamos em condições de detectar no rosto do outro, um irmão de humanidade, não um meio, mas um fim, não um rival ou outro inimigo, mas outro eu, uma faceta do infinito mistério do ser humano”.

A paz é um dom de Deus e todos desejam alcançá-la. Fazer a vontade Dele nos leva a essa paz tão desejada e se estamos de bem com Deus ficaremos preparados para viver em paz. “Em Romanos 5,1, Paulo nos diz que: “Assim, justificados pela fé, estamos em paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, “busquemos sempre as coisas que trazem paz e edificação mútua”. (Romanos 14,19)

A humanidade precisa de paz. Portanto se o coração de cada ser humano se abrir e procurar a paz que vem de Deus ficará mais fácil termos esperança em um mundo mais humano.

Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

Farra dos shows beneficia prefeitos do Ceará - Postado por Océlio Teixeira

“Grandes beneficiados – incluive nas urnas – pelas festas bancadas com recursos federais de emendas parlamentares, prefeitos defendem as vantagens desse tipo de política como geradora de renda e de divulgação do município.“O São João de Maracanaú passou o de Campina Grande (PB) e o de Caruaru (PE)“, defendeu o prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (PR).

O Município – segundo maior em arrecadação e quarto em população do Ceará – foi o que mais recebeu recursos para festejos em 2009 oriundos do Ministério do Turismo: R$ 2,17 milhões.

Em 2009, 68 municípios cearenses realizaram festas com os R$ 21,9 milhões mandados pelo ministério. Esse dinheiro, em grande parte, é garantido por emendas ao Orçamento da União destinadas por deputados e senadores. Para 2010, serão R$ 44,4 milhões só para festas no Ceará, garantidos por 19 parlamentares.

Como O POVO mostrou ontem, a Controladoria Geral da União (CGU) está de olho na prestação de contas desses eventos e já encontrou irregularidades – ainda não divulgadas.

Em Maracanaú, Pessoa -que é pré-candidato ao Governo do Estado – garantiu que essas festas foram licitadas e que geraram, em média, 200 empregos por evento.

Já o prefeito de Tejuçuoca, Edilardo Eufrásio(PSDB), alegou que existem recursos suficientes para outras áreas e que os destinados à cultura não podem ser realocados. Ele também argumentou que “suas” festas foram todas realizadas sob licitação.

O tucano defendeu ainda que um evento como o Tejubode pode ser distribuidor de renda, gerando cerca de 500 empregos. Se os recursos são muito elevados para essa finalidade? Edilardo defende que não. “Nós temos é que agradecer a Deus por este recurso, sem ele o município não conseguiria realizar as festas“, ressaltou.

Em Canindé, os R$ 500 mil vindos por meio de emenda do deputado Marcelo Teixeira (PR) foram comemorados pelo prefeito Cláudio Pessoa (PSDB). “Nunca antes uma banda como o Chiclete com Banana veio a Canindé”.

Mas nem sempre as festas são realizadas com recursos de fora. Para o Réveillon de Fortaleza, por exemplo, a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), abriu crédito suplementar ao Orçamento do Município de R$ 448 mil, em 23 de dezembro de 2009. ( Giselle Dutra e Thiago Paiva, especial para O POVO)

Municípios que mais receberam recursos federais para festas em 2009:

Maracanaú: São João – R$ 1,8 milhão; Carnaval e Festival de Maracanaú – R$ 300 mil.

Iguatu: IV Iguatu Festeiro – R$ 600 mil; Iguatu Junino – R$ 300 mil; I Festival da Juventude – R$ 300 mil.

Tauá: VII Festberro – R$ 600 mil; XIV ExpoTauá – R$ 400 mil; Carnaval – R$ 150 mil.

Pedra Branca: – São João – R$ 700mil; Carnaval – R$ 350.mil.

Novo Oriente: II Festa do Caju – R$450 mil; Festejos Juninos – R$ 350 mil; Carnaval – R$200mil.

Tejuçuoca: VIII Tejubode – R$500 mil; 4º Festival de Quadrilhas – R$300 mil.

Fonte: Portal da Transparência – Controladoria Geral da União (CGU).

Obs: Os dados referentes ao final do ano ainda não estão disponíveis. A data que consta é a da última liberação do recurso pelo Ministério do Turismo. Esta é apenas uma lista de festas, não uma contabilidade de municípios irregulares, uma vez que estes não foram informados pela CGU.”

Fonte: Jornal O POVO, via blog do Eliomar de Lima

Nota do Postador: É a velha política do pão e circo(aliás, mais circo do que pão). É incrível como existe dinheiro para esses megashows com bandas de forró e grupos baianos que não tem nada a ver com as tradicionais festas juninas do Nordeste e, ao mesmo tempo, falta dinheiro pra investir nas atividades culturais e nos grupos de cada município. Ao invés de se ter uma política permanente de educação cultural, prefere-se investir nesse tipo de festa que em nada contribui para a formação cidadã das pessoas. É lamentável.

COMPOSITORES DO BRASIL


“Meu samba é a voz do povo
“Se alguém gostou eu posso cantar de novo.”
João do Vale.

Postado por Zé Nilton

Devo dizer que considero João do Vale uma das figuras mais importantes da Música Popular Brasileira. Se é certo que em 1964-65, quando se realizou pela primeira vez o Show Opinião, os grandes centros do país tomaram conhecimento de sua existência e que lhe reconheceram os méritos de compositor, não é menos certo que pouca gente se deu conta do que ele realmente significa como expressão de nossa cultura popular.
Isso se deve ao fato de que João do Vale não é um compositor de origem urbana e que só agora se começa a vencer o preconceito que tem cercado as manifestações populares sertanejas. É verdade que em determinados momentos, com Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, essa música conseguiu ganhar o auditório nacional, mas para, em seguida, perder o lugar conquistado. É que o Brasil é grande e diversificado. Basta dizer que, quando João do Vale se tornou um nome nacional, já atinha quase trezentas músicas gravadas, que o Nordeste inteiro conhecia e cantava, enquanto no Sul ninguém ainda ouvira falar nele.

Lembro-me da primeira vez que o vi cantar em público, em 1963, no Sindicato dos Bancários, no Rio, convidado por Thereza Aragão. Dentro de um terno branco engomado, pisando sem jeito com uns sapatões de verniz, entrou em cena. Parecia encabulado, mas, quando começou a cantar, empolgou o auditório. Era como se nascesse ali o novo João do Vale que, menos de dois anos depois, na arena do Teatro Opinião, faria o público ora rir ora chorar, com a força e a sinceridade de sua música e de sua palavra.
Autenticidade é uma palavra besta mas é na autenticidade que reside a força desse João maranhense, vindo de Pedreiras para dar voz nacional ao sertão. Mas não só nisso, e não apenas no seu talento, como também em sua cultura. Há gente que pensa que culto é apenas quem leu muitos livros. No entanto, se tivesse tido, como eu, a oportunidade de ouvir João cantar as músicas sertanejas que ele sabe, veria que ele é a expressão viva de uma cultura. De uma cultura que não está nos livros mas na memória e no coração dos artistas do povo.
Ferreira Gullar, em Nova História da Música Popular Brasileira, Ed. Abril, 1977]

João do Vale será a nossa atração de hoje no Programa: Compositores do Brasil.
Vamos falar um pouco de sua vida enquanto ouviremos:

Pisa na Fulô, de João do Vale, Silveira Jr. E Ernesto Pires, com Ivon Curi.
Sina de Caboclo, de João do Vale e Jocastro Bezerra de Aquino, com Nara Leão
Carcará, de João do Vale e José Cândido, com Chico Buarque
Peba na Pimenta, de João do Vale, João Batista e Adelino Rivera, com João do Vale
A voz do povo, de João do Vale, com Paulinho da Viola
Coroné Antonio Bento, de João do Vale e Luiz Wanderley, com Tim Maia
O canto da ema, de João do Vale, Ayres Vviana e Alventino Cavalcanti, com João do Vale e Jackson do Pandeiro
Na asa do Vento, de João do Vale e Luiz Vieira, com Caetano Veloso
Pipira, de João do Vale, com Nara Leão e João do Vale
Estrela miúda, de João do Vale, com Amelinha e João do Vale
Fogo no Paraná, de João do Vale, com João do Vale
Xote melaubico, de João do Vale, com Marinês

Quem ouvir, verá!

Programa Compositores do Brasil
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Todas as quintas-feiras, às 14 horas
Rádio Educadora do Cariri
Apoio. CCBN

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Dia de Reis será festejado com grupos de tradição popular em Crato



Reisado Infantil do Mestre Aldenir (Foto: Allan Bastos)

Os mestres da cultura popular se encontram nas ruas e praças das cidades do Cariri, sítios e distritos, para festejar o Dia de Reis. Uma tradição religiosa antiga. Em Crato, depois de duas décadas, está sendo resgatada a Folia de Reis, que acontece um dia antes da data em casas de bairros da cidade. A iniciativa é da Fundação do Folclore Mestre Elói. Hoje, cerca de 10 grupos de reisado estarão na praça da Sé, no município, a partir das 19h30, fazendo apresentações, além dos personagens das lapinhas. O evento tem o apoio da Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude do Crato.

Segundo o presidente da Fundação Mestre Elói, Catulo Teles, estarão na praça na noite de hoje, cerca de 15 brincantes. Um momento importante de resgate das tradições, iniciado pelo seu pai Elói Teles, que há quase cinco décadas trouxe as apresentações dos grupos também para as praças da cidade. Ele ressalta a importância da Folia de Reis, que há duas décadas não vinha sendo realizada e é reiniciada de forma tímida, em duas casas, no bairro Seminário e no Mirandão. As visitas nas residências e as celebrações se caracterizam como um momento mais religioso, com rezas e cânticos. Estarão reunidos na praça os grupos tradicionais como o do mestre Aldenir, mestre Dedé de Luna, a lapinha de Mãe Celina, com mais de cinquenta anos, mestre Galego, mestre Antônio Guerreiro, mestre Severino, mestre Mazé, mestre Penha, mestre Expedita e tantos outros.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Crato

Skank, Jota Quest, Lulu Santos, Nando Reis: confira todas as atrações do festival Férias no Ceará 2010



Nando Reis (ex-Titã) será a atração do Crato, Jota Quest do Juazeiro e Lulu Santos de Barbalha

Pelo terceiro ano, o Governo do Estado do Ceará promove o “Férias no Ceará“, evento que reúne grandes nomes do pop-rock nacional em shows gratuitos. A partir de 7 de janeiro até dia 7 de fevereiro, os cearenses e visitantes poderão conferir apresentações de bandas nacionais na capital e em diversos municípios cearenses.

Um total de cinco atrações animarão as férias em 16 municípios, são eles: Jota Quest, Skank, Lulu Santos, Nando Reis e Biquini Cavadão. Os shows estão marcados para acontecer sempre a partir das 20h.

Programação de Janeiro de 2010
07 – quinta – Itapipoca – Jota Quest
08 – sexta – Quixeramobim – PRAÇA DIAS FERREIRA – Jota Quest
09 – sábado – Fortaleza – PARQUE DO COCÓ – Jota Quest
10 – domingo – Juazeiro do Norte – PARQUE DE EVENTOS PE. CICERO – Jota Quest
14 – quinta – Crateus – PRAÇA DA MATRIZ – Nando Reis
15 – sexta – Guaramiranga – PRAÇA DO TEATRO MUNICIPAL RAQUEL DE QUEIROZ – Nando Reis
16 – sábado – Fortaleza – PARQUE DO COCÓ – Nando Reis
17 – domingo – Crato – LARGO DA RFFSA – Nando Reis
21 – quinta – Iguatu – PRAÇA 7 DE SETEMBRO – Skank
22 – sexta – Sobral – BOULEVARD DO ARCO – Skank
23 – sabado – Fortaleza – PARQUE DO COCÓ – Skank
24 – domingo – Cascavel – PRAÇA – Skank
28 – quinta – Taua – PARQUE DA CIDADE – Lulu Santos
29 – sexta – Aracati – PRAÇA – Lulu Santos
30 – sabado – Fortaleza – PARQUE DO COCÓ – Lulu Santos
31 – domingo – Barbalha – PARQUE DA CIDADE – Lulu Santos

Postado por Janinha no Blog Cultura no Cariri

Jornal do Cariri homenageia uma das mulheres mais importantes da educação de Juazeiro do Norte

Por Nina Luiza Carvalho

Dona Assunção Gonçalves é um ser plural com vivências na arte, educação e cultura da cidade de Juazeiro do Norte. Educadora não só das letras e artes, foi para muito de seus alunos, um exemplo de mulher e determinação.
Maria Assunção Gonçalves, de 93 anos, foi batizada por Padre Cícero, em 1916. O pai, que era fumeiro, curtia os rolos de fumo dentro de casa, o que acabou intoxicando toda família. Seu tio e padrinho, José Xavier de Oliveira, muito amigo do Padre, aconselhou a família de dona Assunção a ir batizá-la com o Padre Cícero. Como ela mesma gosta de mencionar, sua família saiu dos troncos e raízes de ‘Joazeiro’ e pertence a 13° geração de Caramuru.

Quando ela nasceu, o Padre não podia mais celebrar, mas dava seus sermões em casa. Acabou sendo batizada com ele, mas sua unção foi com o vigário Esmeraldo, em 1917. Segundo ela, foi por causa do milagre do batismo que sobreviveu.

Moça de vida simples e órfã muito cedo, Assunção iria morar com uma das trabalhadoras que cuidava da casa, dona Zifinha. Mas sempre teve o apoio do seu tio José Xavier, tendo em sua prima Amália Xavier, um ícone de mulher. Declara que ela foi mais que prima, foi irmã e mãe. Precisou trabalhar desde muito cedo, surgindo dessa necessidade, o dom para as artes e a docência.

Lecionava canto, renda em bilros, retalhos, pintura, português e literatura. Foi através dessas interdisciplinares que cativou e cativa até os dias de hoje jovens e adultos pelo seu empenho à educação. É autodidata na arte de pintar. O quadro mais conhecido do Juazeiro antigo foi retratado pela mesma.

Com o diploma de Professora Rural nas mãos, ela já podia lecionar na Escola Normal Rural. Para ela, o tempo em que foi professora na Escola Normal foram seus melhores anos de vida. “Foi um tempo de muita atividade, que me entreguei inteiramente ao trabalho, que gostava porque tinha consciência do que estava fazendo. Me sentia a maior, dada a vibração de minhas alunas com os desenhos que fazia”.

Nunca foi casada e nem possui filhos naturais, mas para ela, todos os seus alunos e as pessoas em que cativas, tornam-se todos os seus filhos. Até os dias de hoje, dona Assunção nunca está só, sempre há amigos que lhe visitam todos os dias.

Afilhada de padre Cícero, lia para ele as orações e a bíblia. Para ela, foi um privilégio viver com ele. “Ele adorava crianças, era muito atencioso e simpático. Contava histórias, geralmente, sobre as coisas do evangelho, tentava sempre deixar coisas nas cabeças das pessoas que falavam de nosso Senhor”, afirma Dona Assunção. Sua morte já era esperada por ela, devido ao estado em que o mesmo se encontrava.

“Doutor Mozar já tinha desenganado. E todos os médicos que estavam na cabeceira dele diziam que ele tinha poucas horas de vida. Às 22 horas, meu pai mandou me chamar. Às 5 horas, acordei com o badalar dos sinos anunciando a morte dele. Saí pra lá, fiquei lá o dia todo”. Monsenhor Murilo também era um amigo muito especial. Afirma que ele sempre ia a casa dela e que conversavam sobre tudo.

É chamada pelos íntimos de ‘Nega’. Para a ex-professora Mundinha Paiva, Dona Assunção é uma amiga muito especial, querida pelos alunos e colegas de trabalho. “A Nega adorava ensinar, não tinha preguiça de passar o que sabia adiante, muito caprichosa e talentosa”, afirmou dona Mundinha.

Quando perguntada sobre o que mais gosta de fazer nos dias de hoje, afirma: “Gosto de receber meus amigos, de conversar, apesar da memória falha. De relembrar o passado, cuidar do meu gatinho e rezar”.

Fonte: site do Jornal do Cariri

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

EM CARTAZ: "A COMÉDIA DA MALDIÇÃO"



JANEIRO DE 2010

DIAS 06 (qua) e 07 (qui), às 19h30min
DIA 09 (sab), às 17h e 20h (duas sessões)
LOCAL: Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB) - Juazeiro do Norte-CE

DIAS 12 (ter), 13 (qua) e 14 (qui), às 19h
LOCAL: Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB) - Sousa-PB

DIA 28 (qui), às 19h
LOCAL: Teatro Violeta Arraes - Casa Grande - Nova Olinda-CE

ENTRADA GRÁTIS - INDICAÇÃO: 12 ANOS


SINOPSE:


Num pequeno povoado do interior nordestino, a linda jovem Ana Expedita, louca de paixão pelo Vigário Felizberto, vale-se de uma infalível simpatia para conquistar o coração do amado: serve-lhe café coado no fundo da calcinha. Com ele amancebada, é condenada à terrível maldição de virar Mula-sem-cabeça.

Sabendo da desgraça da filha, a rica viúva Fantina encarrega os homens da cidade da tarefa de descobrir como desfazer o encantamento e ganhar muita riqueza. É aí que Tandô, antigo namorado da viúva, se transforma em herói! Mas a menina não podia ver batina e...


ELENCO:


Cacá Araújo: Tandô
Carla Hemanuela: Zulmira e Mãe Luzia
Charline Moura: Irmã Francilina e Ladra
Jardas Araújo: Cantador
Jéssica Lorenna Gonçalves: Cibita
Joênio Alves: Dono da Bodega
Jonyzia Fernandes: Ana Expedita
Joseany Oliveira: Beata Carmélia e Leide Zefa
Josernany Oliveira: Brincante da Mula
Márcio Wilson Silvestre: Vigário Felizberto
Orleyna Moura: Viúva Fantina
Paulo Henrique Macêdo: Fotógrafo Jorjão
Tio Bibi: Padre Sebastião

MÚSICOS:

Lifanco (Violão e Viola)
Walesvick Pinho (Percussão)
Vinicius Pinho (Percussão)


TÉCNICA:


Texto e Direção Geral: Cacá Araújo
Assistência de Direção: Orleyna Moura
Cenografia: Artesão França
Sonoplastia: Cacá Araújo
Iluminação: Danilo Brito
Maquiagem: Carla Hemanuela e Joênio Alves
Figurino: Orleyna Moura e Carla Hemanuela
Guarda-Roupa: Luciana Ferreira
Operação de Som: Lillian Carvalho
Operação de Luz: Danilo Brito
Pesquisa e Arranjos Musicais: Lifanco
Produção Executiva: Mônica Batista
Produção Geral: Sociedade Cariri das Artes

ESTE ESPETÁCULO É PARTE DO PROJETO CENA BRINCANTE, DESENVOLVIDO PELA SOCIEDADE CARIRI DAS ARTES /CIA. CEARENSE DE TEATRO BRINCANTE – PONTO DE CULTURA DO BRASIL, COM PATROCÍNIO DO MINC/GOVERNO FEDERAL, SECULT/GOVERNO DO CEARÁ E SECULT/PREFEITURA DO CRATO


A fatoração existencial de Matriuska

São poucos os títulos de livros que se permitem ao mesmo tempo a secura e o êxito. “Matriuska” é um deles. Esse é o título do livro de contos do caririense Sidney Rocha, cuidadosamente editado pela Iluminuras. Eis um sítio arqueológico encravado bem no meio do deserto cotidiano das altas tecnologias de mercado. De dentro dos dezoito pequenos contos brotam mulheres únicas, mas uma como contigüidade da outra, e todas carnavalizadas diante do inusitado que é o des-significado da vida.

A linguagem de Sidney Rocha é absurdamente adulta, adúltera, adulterada. A descontinuidade; a fragmentação; a vertigem; o desvão; o abismo; a circularidade dos labirintos; a plenitude do asfalto; a exoneração categórica do compartilhamento dos armários de rodoviária; a solidão esquizóide de uma camisinha desencolhida pela descompressão de um saco de lixo; a inutilidade premente e sem culpa da última vulgata desapropriada pelo sagrado em rota de fuga; e muito mais, além do fetiche, é claro, fazem parte do universo literário que brota aos punhados nos contos de “Matriuska”.

A sintaxe particular de Sidney Rocha na realidade não é única, ela é um desdobramento arquitetônico em fluxo que atravessa também a sintaxe de uma gama de outros desconstrutores, tais como, entre tantos, Robbe-Grillet, Claude Simon e Philippe Sollers. Mas, o que de fato isso importa? Nada. Mesmo porque a abordagem temática é outra e as intenções de descarnar o enredo até o osso passam necessariamente por outras vias. Restam aí, pois, a esfinge das pequenas narrativas como texturas refinadas da grande história e a dessacralização da eloqüência temática como fonte única da grande literatura.

O tema recorrente de “Matriuska” é a inserção da mulher no seu cotidiano, sem afetações heróicas ou humanistas. São sonhos, desilusões, desejos e fetiches, expostos sem truques teatrais ou arcabouços monumentais. Apenas o ser e o estar, sem maquinações de laboratórios ou defesas brilhantes de teses que não servem absolutamente para nada. A ambientação é urbana. Demasiadamente urbana. O livro tem cheiro de ferro, aço, vidro, plástico e asfalto. A cor predominante é o cinza chumbo do concreto. As arestas, as janelas, o riso tímido e os ruídos, ficam por conta do imenso tráfico de humanidade que existe em cada metrópole, mesmo que a província esteja registrada na carteira de identidade.

O sotaque de Sidney Rocha é extremamente simpático e envolvente. Suas pequenas histórias são rápidas, mas são duradouras. São novas trilhas abertas nesse emaranhado literário contemporâneo. São contos pequenos na quantidade de linhas, mas são enormes em seu feitio artístico. Nem os maneirismos de vitrine, as soluções programadas dos Best-sellers, os mistérios cinematográficos e nem as patéticas claquetes da chamada cultura alternativa você encontrará aqui. Também não espere a natureza ser salva, a corrupção ser extinta, o capitalismo ser desmascarado, o povo ser celebrado através do resgate das raízes culturais. Muito menos a confissão mirabolante dos sete anões no caso de estupro da panaca branca de neve.

Sugiro que a sua leitura comece exatamente pelo conto que dá título ao livro, exatamente na página 23. Quando a personagem começa retirar da bolsa todas as suas importâncias, o leitor é apresentado a um escatológico desfile de objetos e fetiches. Eis o valor de uma lembrança. Eis o ser inserido em sua significativa insignificância. É só um lampejo. É só um fôlego. A partir daí, então, você terá um universo inteiro aos seus pés, pois literalmente o seu mundo será colocado de cabeça para baixo. Esse é um livro próprio para quem tem o hábito da leitura. Mais definitivamente: é um livro impróprio para quem não largou o hábito e vive de antigas sagrações

Notícias do Crato para o Dia 05 de Janeiro de 2010

Programa Bolsa Família em Crato retorna suas atividades normais próximo dia 11

O Governo Municipal do Crato em parceria com a Secretaria de Ação Social e Coordenação do Programa Bolsa Família, encerrou suas atividades de 2009, no ultimo dia 24 de dezembro. As atividades normais irão retornar na próxima segunda-feira, dia 11, salientando que o recadastramento do Programa só começará a ser realizado no próximo mês de fevereiro.

Tradicional cortejo de Dia de Reis acontece em Crato

O município do Crato finaliza a programação para festejar Dia de Reis, no 6 de janeiro, com o tradicional cortejo dos grupos de tradição popular. O trabalho será coordenado pela Fundação Mestre Elói, através do seu presidente Catulo Teles. O desfile dos grupos de coco, reisados, banda cabaçal e a queima da lapinha, acontecem no final da tarde, na praça da Sé, saindo do Centro Cultural do Araripe, onde todos os anos os grupos inicialmente se reúnem. A festa é uma das mais tradicionais da região e conta com o apoio e infraestrutura da Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude do Crato.

Secretaria de Cultura do Crato apóia o Cine Sesi Cultural

Com o propósito de fortalecer as práticas ligadas as produções do audiovisual e da arte cinematográfica no Cariri, o Cine Sesi Cultural iniciou ontem, segunda, dia 04 a oficina de Animação para Cinema (“STOP MOTION”) no auditório do Centro Cultural do Araripe. A oficina que terá duração de 20h/a – terminando na próxima sexta-feira, dia 8 - é gratuita e conta com o patrocínio do SESI, a parceria da Secretaria da Cultura, Esporte e Juventude do Crato e com o apoio do Ponto de Cultura Carrapato Cultural.

A oficina está sendo ministrada pela equipe do instrutor de cinema Diego Mascaro, e objetiva repassar o método de produção “stop motion”, que é a técnica de animação na qual o animador trabalha fotografando personagens e objetos. Confeccionados em miniaturas, geralmente em massa de modelar, papel machê ou “bisqüí”, os modelos são movimentados e fotografados quadro a quadro. Estes quadros são posteriormente montados em uma película cinematográfica, criando a impressão de movimento. A idéia é fazer uma reflexão sobre a produção cinematográfica do Brasil, enquanto , de forma lúdica, criar, se produzir vários curtas de animação. Os resultados dessa atividade serão mostradas nos dias 19, 20 e 21 de março, em tela grande, no Centro Cultural do Araripe no Largo da RRFSA.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Governo Municipal do Crato
Fone/Fax - (88) 3521.9960
Mais informações:


http://www.crato.ce.gov.br
http://www.prefeituramunicipaldocrato.blogspot.com

Órfãos de Padre


Nos dias de hoje, a Igreja Católica atravessa uma “entressafra” de bons Padres. A percepção é mais latente no momento da missa onde a celebração sai de sua “rotina”, o sermão. Nesta hora é que se percebe a qualidade do celebrante. No caso do Crato, e por que não do Cariri, desde a transferência de Padre Raimundo Elias para Europa, milhares de fieis ficaram órfãos de Padre.

Particularmente, como freqüentador assíduo de suas missas, achei na época do anúncio de sua ida para o Doutorado na Espanha, muito difícil encontrar um Padre que o substituísse a altura, mas guardava dentro de mim a esperança de encontrar alguém que passasse o “básico”. Básico significa para mim: alguém com formação e estudo suficientes para ter o compromisso de previamente organizar um sermão, baseado nas leituras da missa e que através destas deixasse aos presentes, dentro de um limite de tolerável de tempo, uma palavra de reflexão de uso prático. Resumindo: deixasse mensagens que eficientemente acrescentassem algo de motivante e real na vida de cada um.

Este desabafo é de alguém que buscou insistentemente um pastor. Fui a muitas paróquias, às vezes, em horários diferentes só pra saber se havia outro celebrante. Nada! Encontrei discursos vazios, mal organizados ou desorganizados mesmo! Frases superficiais e pouco, ou pouquíssimo, acrescentadoras. Faltava até credibilidade no que era dito pelo tom de descompromisso com o qual por algumas vezes se “jogavam” os trechos bíblicos. Comecei a achar que o problema era comigo! Não estava sendo tolerante o suficiente ou estava buscando uma cópia que simplesmente não iria aparecer do dito Padre. Comecei então a perguntar aos amigos e conhecidos onde eles assistiam a missas e se haviam encontrado um bom Padre. A resposta era sempre: “estamos indo a missa, mas os Padres...”

Neste mundo contemporâneo de tantas necessidades a maior delas deve ser a do alimento da alma. Principalmente num país em desenvolvimento como o nosso, a missa ou a celebração religiosa que seja, acaba por ser a única oportunidade de reflexão orientada de grande parte da população. Sem dúvida, a responsabilidade é enorme e os prejuízos podem ser igualmente profundos. Espero que com esse depoimento, alguns Padres procurem buscar o desenvolvimento de suas habilidades de oratória e renovar seus estudos bíblicos, filosóficos e psicológicos tão importantes na orientação de seu rebanho. Espero ainda que jovens vocacionados ao sacerdócio compreendam que seu público está mais atento ao que é oferecido, e que é preciso muito mais preparo e conhecimentos para alcançar os corações do povo de Deus.

Dimas de Castro e Silva Neto
Engenheiro Civil, Mestre em Gerenciamento da Construção
pela University of Birmingham e Professor do Curso de Engenharia Civil da UFC Cariri

Geopark Araripe impulsiona atividades para Conferencia Global na Malásia

Por Carolina Barros

Em 2006 o território que compreende mais de 5 mil km da Bacia Sedimentar do Araripe foi reconhecido como único Geopark do hemisfério Sul. A chancela concedida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), reconheceu a importância dos registros geológicos, paleontológicos, antropológicos, ambientais, paisagísticos e culturais que integram o patrimônio da região.

A aprovação da UNESCO, após os cinco anos, deve passar agora por uma nova análise. O processo que avalia o desenvolvimento dos trabalhos realizados para a consolidação do projeto Geopark Araripe já começou.Para manter o selo,a unidade deverá corresponder a mais de 50 critérios de desempenho obrigatório. Os itens serão somados em uma pontuação que levará em conta a qualidade das ações de desenvolvimento nas áreas de educação, gestão, meio ambiente e infra-estrutura.

Este mês uma comissão formada por representantes dos Geoparks internacionais, Ministério da Cultura e Ministério da Integração Nacional, junto a gestores da Secretaria de Cidades do Estado, URCA e do Geopark Araripe participaram do I Encontro Brasileiro de Geoparks. Na ocasião foram apresentadas as próximas etapas do projeto que passará a integrar a rede nacional, esta cuidará da criação de novas iniciativas para serem apresentadas durante a próxima Conferência Global em 2010 na Malásia.

A visita da comissão estabeleceu pontos importantes para o reconhecimento do Geopark Araripe,como apresentação da estrutura local aos representantes internacionais e estados colaboradores do Brasil. Artur Sá, coordenador científico do Geopark Arouca em Portugal se disse impressionado com o patrimônio fossilífero de Santana do Cariri.O encontro também facilitou o intercâmbio de conhecimento com novas experiências que vem acontecendo nos geoparks internacionais.

Atualmente está sendo executada uma ação para aproximar o projeto das comunidades da zona rural e do entorno dos geosítios, a idéia é integrar a população com as unidades. De acordo com Idalécio de Freitas, gerente do Geopark Araripe, a missão dos moradores destas áreas será “zelar pelo patrimônio e se constituir como ator social no processo de reconhecimento do Geopark.
Paralelo a esta iniciativa estão sendo realizados seminários em cada uma das seis cidades incluídas na área do Geopark Araripe, o objetivo é consultar a comunidade para elaborar o Plano de Ação.

O apoio científico está sendo repassado através de pesquisas de universidades como a URCA, UFC e UFRJ. Na última semana uma equipe de professores, estudantes e paleontólogos esteve visitando os geotopes para o reconhecimento das áreas. Outra parceira significativa será a do Ministério da Integração Nacional que prevê investimento de mais de 12 milhões no projeto.

Fonte: site do Jornal do Cariri

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Quase noite no Umari - Por Emerson Monteiro

Água e óleo não se misturam

Por Pedro Esmeraldo
Se de nosso lado, partimos para luta com alegria e ufanismo é porque desejamos alcançar o crescimento com equilíbrio e melhoria de produtividade com aptidões técnicas, e tudo isto sendo aplicado em todas as atividades políticas.

Quando falamos que somos contra certos atos inócuos e decrescentes "que inibem o desenvolvimento" olhamos com bons olhos as maldades que ocorrem na cidade, pois somos perseguidos por pessoas indecorosas que "constantemente" vêem nos enganando "com tapinha nas costas" imitando gato e procurando esconder as unhas, visto que o maior desejo é empurrar o Crato para o atraso, fixando-se na corrente emergente da estrada sinuosa impulsionando para o atraso. Nós, os cratenses, não reagimos aos insultos e permanecemos numa via pactuai, procurando convencer que os cratenses também pertencem a mesma origem e podemos contribuir com a mesma qualidade de trabalho a fim de alcançarmos o nosso objetivo.

Avisamos portanto, que não pertencemos a uma aldeia de índios para que venham nos atirar pedra constantemente, ameaçando esse povo que vive perseguido pelas artimanhas das cidades vizinhas. Somos fortes, não temos medo de enfrentar o barco e vimos contribuir com merecimento avantajado, não desejando cair no âmago do desespero. Mostramos que temos coragem de lutar com impetuosidade.

Prevenimos que cumprimos com a obrigação de defender a nossa terra, desincumbindo-se com esforço, com o intuito de proteger a cidade dessa política desvairada que afasta os seus verdadeiros líderes das atividades públicas. Deixam-nos esquecidos, devido a falta de apoio das autoridades de Fortaleza e permanecemos sem apetite e não temos coragem de investir atualmente no Crato. Notem bem, reclamamos o desinteresse pelas construções do Centro de Convenções e da estátua de Nossa Senhora de Fátima, que estão em marcha lenta, a passo de tartaruga, sem procurar apressar para enaltecer os ânimos do povo cratense.

Desejamos portanto, que o cratense seja mais esperto e não venha aceitar essa desigualdade acometida pelas autoridades de Fortaleza e que parece que estão esmorecida em investir no Crato e o seu desejo é ver o Crato amofinado, sem luta, deixando o povo esmorecido e sem esboçar nenhuma reação.

Pensando bem, se as autoridades se interessassem pelo Crato, ganharíamos limites favoráveis e estaríamos tão adiante que jamais poderíamos ser alcançados. Se os prefeitos passados, tivessem atividades políticas, não estaríamos sofrendo essa consequência desagradável, e os cratenses cruzariam uma linha de equilíbrio de progresso percentual.

Mas nada disso aconteceu! Esses prefeitos, excetuando-se Dr. Raimundo e o capitão Ariovaldo, de uma incompetência fora de série e não souberam administrar esta cidade com impetuosidade. Alguns deles foram pusilânimes, não olharam bem para o futuro. Houve tanta fraqueza desses homens que um deles teve hábito de colocar faixa com propaganda dizendo que seria o maioral: Um dia apareceu um senhor desejando investir no Crato com uma escola de ensino superior, solicitando do prefeito, um terreno para execução dessa obra universitária. Pasmem senhores, esse senhor negou o terreno para esse melhoramento, alegando que o diretor da faculdade não teria capacidade técnica de construir escola de nível superior no Crato e o Crato perdeu essa grande aquisição escolar e o povo cratense ficou andando em marcha a ré, mergulhado no caminho do atraso.

Agora mesmo, somos contrários a criação de outros municípios, já que não têm condições de jeito nenhum de se elevar à categoria de cidade. Olhem que esses pequenos municípios (sem estrutura) não marcham bem pelo caminho fértil do desenvolvimento. Acarretam a desordem administrativa, já que não têm condições de seguir as leis federais com pagamento salarial obrigatório e permanecerá com o pires na mão, pedindo ajuda ao poder central, que provocará o aumento de dívida interna, acarretando a alta de juros e a corrupção administrativa.

Para isto, publicamos aqui um recorte do Jornal Diário do Nordeste, do dia 10/12/09 na coluna de Neno Cavalcante, dizendo: Dos 184 municípios no Ceará, 162 estão na margem da lei, no que se refere ao preceito constitucional que nenhum trabalhador pode ganhar menos de um salário mínimo. O dinheiro só presta para as maiores esquisitices; principalmente para usufruto do prefeito. Não sobra nada para remunerar os funcionários com o mínimo de decência e de dignidade.

Notamos ainda, referente a área geográfica deste distrito, não tem condições de ser elevado a cidade. Também não devem invadir área de outros distritos, pois consideramos jogo sujo. Acontece também que nem toda a população é favorável e nem quer deixar de ser cratense e a maior parte diz: prefiro ser cratense do que ser serrano, outrossim, avisamos que o óleo não se mistura com água, devemos tomar cuidado para não esfarelar o nosso pensamento digno de bom cratense.

Férias no Ceará: agito começa no dia 7 de janeiro

Serão seis atrações nacionais e bandas regionais farão a abertura dos shows. Todos serão gratuitos.

O período de férias promete muita agitação nos quatro cantos do Estado. Do dia 7 de janeiro ao dia 7 de fevereiro cearenses e turistas poderão conferir grandes shows de bandas nacionais e locais na quarta edição do Férias no Ceará. Quem abre a temporada de alegria são os mineiros do Jota Quest. A banda se apresentará na quinta-feira, 7 de janeiro, no município de Itapipoca, Litoral Oeste, no Campo da Antiga da Estação. A mineirada segue viagem pelo Interior e no dia 8 estará em Quixeramobim, no Sertão Central. No sábado (9), será a vez de Fortaleza conferir o Jota Quest no Parque do Cocó e no domingo (10) será a vez de Juazeiro do Norte, no Cariri, curtir o som da banda.

O Férias no Ceará percorrerá 16 municípios do Estado: Fortaleza, Itapipoca, Quixeramobim, Juazeiro do Norte, Crateús, Crato, Barbalha, Guaramiranga, Iguatu, Sobral, Cascavel, Tauá, Aracati, Camocim, São Benedito e Limoeiro do Norte. E quem vai fazer o Ceará ferver são as bandas Jota Quest, NX Zero, Skank, Biquíni Cavadão e os cantores Nando Reis e Lulu Santos. Várias bandas regionais estarão presentes na abertura dos shows.

Todas as atrações são gratuitas e começam a partir das 20 horas.

Fonte: Site do Governo do Estado do Ceará

CARIRI: Projeto busca preservação da água


Pesquisadoras avaliam qualidade da água no Interior e
envolvem comunidades na preservação

A água no Interior do Estado é desperdiçada e poluída. Esta é a avaliação parcial feita pelo projeto "Água Pra Que Te Quero", desenvolvido pelas ambientalistas Nivia Uchoa e Cris Vale nas bacias hidrográficas de Banabuiú, Salgado e Alto Jaguaribe. O foco central é uma documentação fotográfica da água e sua relação com o ser humano, no sentido de sensibilizar a sociedade sobre a preservação dos recursos hídricos para as futuras gerações.

Recentemente, elas estiveram no Crato com o objetivo de dar continuidade ao projeto, que será concluído em abril com a publicação de um documentário que será distribuído para órgãos ambientais e escolas. Começaram o trabalho pela poluição do Rio Batateira, que nasce no pé da serra e é contaminado pelos dejetos de Crato e Juazeiro, desembocando no Salgado.

De acordo com a coordenadora do projeto, Cris Vale, o trabalho pretende destacar práticas positivas e negativas do uso da água no cotidiano. Também estimula e difunde a fotografia como exercício de sensibilização, reflexão e estética através de ações de animação cultural. Neste contexto, estão sendo promovidas exposição fotográfica, conversa sobre fotografia e sua relação com a água, bem como caminhada fotográfica nos municípios participantes.

As fotos de Nivia Uchoa denunciam a riqueza da natureza e a pobreza de milhares de nordestinos que vivem miseravelmente. O homem, cercado por uma natureza exuberante, é dissolvido na lama dos rios e açudes poluídos. Uma das fotos mostra a cozinha e os utensílios domésticos de uma casa sertaneja ao lado de um sanitário. Outra foto denuncia o trabalho infantil num açude.

As ambientalistas mostram que a poluição é também resultante da pobreza extrema. O meio ambiente é analisado, sem dissociá-lo das questões humanos. Homem e rio se misturam, não se sabe onde um termina e o outro começa. Esta é a reflexão que elas pretendem despertar numa geração muito mais preocupada com o meio ambiente do que com as questões sociais.

O trabalho pretende envolver, além das prefeituras, as escolas e bibliotecas públicas, centros culturais, galerias de arte, secretarias municipais de educação, cultura, saúde e meio ambiente e Secretaria da Cultura do Estado (Secult). Além disso, os parceiros do projeto são convidados a difundir o projeto, como forma de informação e democratização do acesso às ações educacionais e culturais do projeto.

No Cariri, os municípios participantes são Barbalha, Crato, Juazeiro do Norte e Brejo Santo. O projeto "Água Pra Que Te Quero" conta com o apoio cultural da Secult, através da Lei de Incentivo à Cultura, além do apoio institucional da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) e Expresso Guanabara. A consultoria é da Anima Cult e a colaboração das prefeituras dos municípios participantes. No Crato, o apoio da Prefeitura é através das secretarias da Cultura, Esporte e Juventude, além da Secretaria do Meio Ambiente.

Fonte: site do jornal Diário do Nordeste

domingo, 3 de janeiro de 2010

Fim da guerra santa

" É impossível negar a responsabilidade de Cícero na sedição de Juazeiro, por mais que ele próprio sempre tenha afirmado o contrário. Nem Floro Bartolomeu , nem os figurões da região, agrupariam tamanho exército de sertanejos sem a bênção de Cícero .

Padre Cícero está a um passo da reabilitação. Até o último de seus dias, Cícero desejou morrer reconciliado com a Igreja que o renegou. O jornalista e escritor Lira Neto, autor de "Padre Cícero - Poder, Fé e Guerra no Sertão", fala nesta entrevista do seu livro, um dos lançamentos mais importantes de 2009, e da real possibilidade da reabilitação de Padre Cícero Romão Batista.


A partir do subtítulo - "Poder, Fé e Guerra no Sertão" -, você parece deixar claro que não poupa padre Cícero das muitas críticas negativas atiradas contra ele pelos detratores .

É evidente que não. Não escrevi o livro para poupar Cícero do que quer que seja. Fiz uma pesquisa rigorosa, procurando contextualizar o biografado em suas circunstâncias históricas. Não coloquei panos mornos, não tergiversei, não furtei ao leitor o direito de conhecer as nuances e as contradições de um personagem tão polêmico como Cícero. Procurei traçar um retrato de corpo inteiro, o mais fiel possível, deste homem profundamente enigmático e controverso. Há passagens da obra que, por certo, oferecem munição pesada para os eternos detratores do padre. Mas também há outras que explicitam o fato de que Cícero foi alvo, à época, de um inquérito eclesiástico que hoje nos parece etnocêntrico e tendencioso. A história, como sempre, é bem mais complicada do que, à primeira vista, aparenta. Mas de que "barbaridades", exatamente, você fala?

Por exemplo, na relação de Cícero com Floro Bartolomeu durante a sedição de Juazeiro, praticamente o padre foi poupado no seu livro.

Não concordo, em absoluto, com tal ponto de vista. Ao contrário. É impossível negar a responsabilidade de Cícero na chamada sedição de Juazeiro, por mais que ele próprio sempre tenha afirmado o contrário. Basta dizer que seria impraticável, para Floro e para os demais chefetes daquele movimento armado, arregimentar tamanho "exército" de sertanejos sem a bênção explícita de Padre Cícero Romão Batista. Os documentos citados no livro, com todas as letras, mostram que o padre se comunicava ativamente com a vanguarda da sedição. Se Floro era o líder material da revolta, Cícero era o mentor espiritual dela. Contudo, os documentos também comprovam que a ação de Floro e de Cícero estava "legitimada" por uma articulação de bastidores com o governo federal, que queria depor um adversário político, o então governante do Ceará, Franco Rabelo. Mais uma vez, qualquer tentativa de interpretação maniqueísta do episódio tende a cair por terra. É um exercício inútil buscar vilões e mocinhos nesta biografia de Cícero.

Você quer dizer que Cícero, junto a Floro Bartolomeu, envolveu o então presidente Hermes da Fonseca e o poderoso senador Pinheiro Machado para derrubar Franco Rabelo e restabelecer a oligarquia acyolina?

A questão estaria mais bem colocada na ordem contrária. O sinal dessa questão está invertido. A deposição de Rabelo foi tramada no Rio de Janeiro, no Morro da Graça, na casa de Pinheiro Machado, então a eminência parda da República, o homem mais poderoso do Brasil à época. Reduzir a sedição a um episódio provinciano é um erro atroz. O Palácio do Catete, então sede do governo federal, aproveitou-se das instabilidades políticas do cenário regional e utilizou-se da influência de Padre Cícero para derrubar o opositor que ocupava a cadeira de governante do Ceará. Uma mão lavou a outra. Floro viajou ao Rio para acertar pessoalmente com Pinheiro Machado os detalhes do movimento, enquanto os dois bebericavam licores em taças de cristal. Num lance rocambolesco, a correspondência entre os conspiradores de Juazeiro e os de Fortaleza foi interceptada pela polícia e trocada por envelopes com papéis em branco. A trama estava descoberta. Floro Bartolomeu não viu outra saída senão antecipar-se à repressão que viria, deflagrando a revolta por conta própria e antes da hora.

Quando formou o exército de jagunços para derrubar Franco Rabelo, Cícero já não deveria saber que seria impossível controlar tamanha tropa de bandoleiros e cangaceiros?

O "exército" arregimentado por Floro era composto por sertanejos das mais variadas procedências. Havia agricultores e beatos entre eles, mas também notórios jagunços e cangaceiros. Gente que não pensou duas vezes antes de pegar no rifle e no bacamarte para defender Juazeiro, que parecia condenada a se tornar uma nova e trágica Canudos, pois tropas estaduais foram enviadas ao sertão com o objetivo de destruir a cidade. São célebres os mandamentos de Cícero aos combatentes: não atirar por trás, não matar quem estivesse fugindo, não saquear as cidades, não violar as mulheres. Mas, numa guerra, no fogo cerrado, a primeira vítima logicamente é a racionalidade. Os conselhos do padre foram ignorados. Valeu a máxima de que não se faz uma revolução sem os incendiários; mas também é impossível governar com eles. De fato, após a vitória dos homens de Floro, o governo federal decretou a intervenção e não permitiu que Juazeiro nomeasse nenhum membro efetivo do governo na nova ordem estabelecida.

Mas por que, afinal, Cícero colocou tanto poder nas mãos de um homem irascível e difícil como Floro?

Já houve quem classificasse Floro como uma espécie de alter-ego de Cícero. Não faltou até quem quisesse adivinhar uma relação platônica inconfessada entre aqueles homens aparentemente tão desiguais. Prefiro dizer que, naquele momento, um tornou-se útil ao outro. Em pouco tempo, eram indispensáveis entre si. O livro mostra as raízes da relação. Exponho de forma minuciosa as motivações de ambos. Floro, médico, rábula e garimpeiro, era um aventureiro em busca de fortuna e de poder. Por seu turno, Cícero, já proscrito pela Igreja, reconheceu na astúcia de Floro Bartolomeu a oportunidade de se reinventar no território escorregadio da política cearense.

JOSÉ ANDERSON SANDES
Editor do Caderno 3 do jornal Diário do Nordeste

O Nascimento dos humanos

Luiz Domingos de Luna*
O cheiro dos seres humanos é algo muito forte, via de regra, usamos os nossos sentidos como janelas para o mundo exterior, de fato, a silhueta do homo sapiens corrobora para a exteriorização do nosso ser, nós somos meros captadores e consumidores de meio externo, há sempre um preocupação exagerada com a exterioridade, até parece que esta preocupação está timbrada no nosso DNA, em prosseguimento, as formas sociais vão desenhando o espaço pensamental de cada um, vivemos numa eterna fábrica de seres humanos, ou desumanos, pois o circulo cultural permeado em cada um tem um potencial modificador, capaz inclusive, de mascarar o direcionamento biológico.
O Contrato Social é a base, ou motor primeiro, para a harmonia do homem no espaço tempo vez que, um contrato obsoleto cria masmorras para sociedade, ou presilhas inoportunas, que inviabilizam a harmonia na floresta humana.
O Nascimento pleno do ser humano surge quando ele é capaz de colocar a sua objetiva para o seu interior, observar que o disforme social, é uma coletânea dos disformes individuais que, a elasticidade do tempo, esta geléia vai ganhando corpo, solidez e unicidade. É este monstro que assusta a sociedade e a coletividade humana como um todo.
Falta ao ser humano o pigmento radioativo do bem comum em todas as suas dimensões, desde o menor tecido sociológico ao maior.
Enquanto não existir um contrato social que dê a legitimidade, a legalidade das forças internas presente em cada um para a disposição da aptidão do estar sempre a serviço do bem comum, por que no final das contas somos a massa humana planetária em movimento num carrossel giratório na roldana deste tapete tortuoso – Todo planeta sofre, se abala e chora.
(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora -CE
(*) Colaborador do blog Cariri Agora !



Alacoque Bezerra: uma vida dedicada a educação


Por Mirelly Morais

Maria Alacoque Bezerra de Menezes exerceu importantes papéis em todas as áreas que atuou: professora, empresária, banqueira, senadora, escritora, mãe, avó e bisavó. Hoje aos 87, vive cercada de carinho no casarão da família, em Juazeiro do Norte.

Descendente daqueles que fundaram o Tabuleiro Grande, onde hoje se situa a cidade de Juazeiro do Norte, neta do brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro, nasceu na localidade de “Salgadinho”, pedaço de terra às margens do Rio Salgado, aos 10 de fevereiro de1922.

Filha de José Bezerra de Menezes e Maria Amélia Bezerra de Menezes, a primogênita de 7 irmãos, Leandro Bezerra, Adauto e Humberto Bezerra, Neide, Orlando e Ivan Bezerra, Alacoque foi aquela que sempre esteve na sua terra. Casou-se com José Maria de Figueiredo, com quem teve três filhos: Amélia Maria, Ivanhoé e Magda, sendo avó de 4 netos e 5 bisnetos.

Educada inicialmente no Cariri, tendo cursado o ensino primário em Juazeiro e o secundário no Instituto Santa Tereza, na cidade do Crato, Alacoque foi para Fortaleza e formou-se normalista pelo Colégio das Dorotéias, retornando para lecionar na cidade natal como mestra.

Durante esse tempo, fez o curso superior na Universidade Regional do Cariri (URCA). Com o título de terceiro grau, foi diretora do principal grupo escolar de Juazeiro, o Grupo Escolar Padre Cícero. Passou por outras instituições de ensino e logo depois foi nomeada Delegada Regional de Ensino no Cariri. Trabalhou em prol do aperfeiçoamento e difusão do ensino secundário, ampliando serviços e assistindo toda a Região, tendo inclusive, trazido para Juazeiro a sede da antiga DERE (Atualmente Crede) e conquistando o reconhecimento por parte do Estado, quando homenageada no momento em que deixou o cargo no órgão.

Com suas características de educadora, dedicou sua vida ao magistério e construiu um grande número de amizades, que nunca deixaram de frequentar sua casa, é o que atesta o Dr. Nildo Rodrigues, criado e educado por Alacoque, que se emociona ao falar da pessoa por quem tem tanto apreço. “Ela é uma pessoa dedicada aos outros”.

Primeira senadora
No cenário político também ganhou destaque: Alacoque Bezerra foi a primeira mulher cearense a ocupar uma cadeira no Senado da República, exercendo mandato de 18/10/1989 a 15/02/1990. Assumiu na vaga do Senador José Afonso Sancho, do qual era suplente quando eleita no pleito de 15 de novembro de 1982, pela legenda do PDS. Reforçou sua luta pela educação, tendo apresentado projetos para regulamentação do piso salarial para o magistério e defendendo a qualificação da merenda escolar.

Para o historiador Geraldo Barbosa, “Alacoque é hoje considerada símbolo da nossa cultura pelo que realizou na educação, podendo ser comparada a professora Amália Xavier de Oliveira, a primeira educadora de Juazeiro, diz Dr. Geraldo, acrescentando seus valores comportamentais e éticos e a desenvoltura cultural com que deu sua parcela de contribuição para a educação de Juazeiro. Ela fez a biografia do seu pai, num livro intitulado: José Bezerra de Menezes, o pacificador.

Coube ao jornalista Blanchard Girão escrever um livro sobre a vida dela. Que foi publicado pela Editora ABC, intitulado de: Alacoque Bezerra - A Madrinha de Juazeiro.

Fonte: site do Jornal do Cariri

Livro da Irmã Edaltraut será lançado dia 16 de janeiro





Será no próximo dia 16 de janeiro, em Barbalha, o lançamento do livro Um pouco de perfume – Realce Editora e Ind. Gráfica, Fortaleza (CE), 242 páginas – que resgata alguns escritos de Irmã Edeltraut Lerch nas áreas da Administração Hospitalar e Religiosidade. O livro – que teve como editor, coordenador e revisor, o advogado Emerson Monteiro – recebeu apoio cultural dos empresários Raimundo Tadeu e Luiziane Alencar.

A apresentação da obra é de Armando Lopes Rafael. A capa e diagramação são de Cláudio Henrique Peixoto. Fotos da capa: Emerson Monteiro. Editora: BSG - Juazeiro do Norte CE. Gráfica: Realce - Fortaleza CE.

No final do livro constam ainda iconografia e depoimentos de Napoleão Tavares Neves, Geraldo Menezes Barbosa e Teresinha de Jesus Couto Duarte.

Trechos:
“Um japonês de 18 anos jogou-se de um rochedo, deixando como despedida este bilhete lacônico:
“Suicidei-me por não saber o sentido de minha vida”.

O que é afinal a vida?

A vida é o que dela fazemos. Cada pessoa recebe de Deus uma chance. Livres, podemos valorizar ao máximo, ou jogar fora essa oportunidade que o Criador nos enseja.

Definimos a vida de acordo com a nossa filosofia existencial, segundo nosso lucro de valores. É a nossa mentalidade que empresta as dimensões a tudo. Somos o que pensamos”.

“Torna-se velho quando se deixa de progredir na vida. Cabe a cada um interrogar-se. Não passamos a ser velhos por ter vivido certo número de anos. “Passamos a ser velhos quando abandonamos o nosso ideal de vida” (General MacArthur) .

Alguém é velho quando os pesares toma nele o lugar dos sonhos...”

Release de Armando Lopes Rafael.