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sábado, 2 de outubro de 2010

Lula diz à ‘Economist’ que não interferirá no próximo governo

Da BBC Brasil*

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em entrevista ao site da revista britânica The Economist, publicada na quinta-feira, que não pretende interferir no governo do seu sucessor.

“Um ex-presidente deve se recolher para algum lugar confortável e tranquilo, e não ficar dando palpite sobre política nacional, deixando seja lá quem for eleito governar o país, cometer erros e acertar, mas deixando eles governarem o país”, disse Lula.

O presidente prometeu que continuará ativo na política, mas disse que ainda não pensou no que pretende fazer após o dia 1º de janeiro. Ele afirmou que não quer tomar nenhuma decisão precipitada sobre seu futuro.

Lula disse que como ex-presidente trabalhará para tentar aprovar a reforma política.

“Agora eu estou me comprometendo, quando eu não for mais presidente, a começar a convencer o meu próprio partido, porque eu acho que esta é a principal reforma que temos que fazer no Brasil, para que possamos [depois] fazer as demais reformas”, disse Lula ao site da revista britânica.

Lula diz que depois de convencer o PT sobre a importância das reformas, ele poderá trabalhar junto com os demais partidos na aprovação da reforma.

O presidente considera que só uma reforma política poderá gerar “partidos fortes e um Congresso forte, para que quem sente nesta cadeira [de presidente] possa firmar acordos importantes com os partidos políticos e os líderes dos partidos”.

Sem a reforma, Lula diz que o fator decisivo na política brasileira é “a força individual de cada cidadão, de cada região”.

Frustração - O presidente disse à revista que se sente “frustrado” por não ter visto a reforma política aprovada no seu governo, e atribui isso ao fato de “as pessoas não gostarem de mudança”.

“Eu aprendi muito e acho que isso vai permitir que, uma vez que eu não seja mais presidente e tenha mais liberdade, eu discuta temas que, como presidente, eu não queria discutir, porque eles não estavam sob a minha competência”, diz Lula à revista.

Lula também sugere que como ex-presidente poderá ser mais influente na discussão sobre a reforma das leis trabalhistas, ajudando empregadores e trabalhadores a chegar a um consenso.

Lula revela que “a sua maior surpresa” ao chegar ao governo foi se deparar com “as dificuldades que o próprio Brasil cria para si, com legislações excessivas” que atrasam as decisões do Executivo.

Petrobras e Oriente Médio - Na longa entrevista ao site do The Economist, o presidente brasileiro aborda diversos temas, como o maior controle do Estado sobre a Petrobras, as negociações de paz no Oriente Médio e sugestões para o seu sucessor.

Sobre a Petrobras, o presidente defende que o “petróleo pertence ao governo” e afirma que a receita das descobertas do pré-sal precisa beneficiar a população brasileira. O novo marco regulatório do setor, para Lula, é melhor do que a estrutura anterior, que “funciona bem apenas para as empresas petrolíferas”.

Lula criticou o processo de negociação de um acordo de paz no Oriente Médio. Segundo o presidente brasileiro, as discussões não incluem todas as vozes necessárias para se chegar à paz.

“Cada vez que eles sentam para conversar, eles ganham um Prêmio Nobel. Eles deram dez Prêmios Nobel pela paz em Israel e Oriente Médio, e a paz não aconteceu. Essas pessoas deveriam devolver seus Prêmios Nobel, já que não há paz.”

Sobre o próximo presidente brasileiro, Lula diz que o seu sucessor deve “fazer política com o coração, cuidar dos mais pobres e praticar a democracia até o fim absoluto”.

O presidente diz acreditar na vitória de sua candidata, Dilma Rousseff, que “surpreenderá o mundo” quando chegar ao poder.

“A Dilma é tão democrática quanto eu, tão socialista quanto eu e tão responsável quanto eu. Talvez por ser mulher ela possa fazer mais, porque precisamos dar mais poder às mulheres na política”, diz Lula.

Lula diz que seu sonho é ver o próximo presidente ajudar mais pessoas pobres a chegarem à classe média pobre.

Ele disse que não pensa, no momento, em se candidatar à Presidência em 2014.

“Terei 68 anos. Aos 68, os anos pesam. Se eu eleger a Dilma e ela for boa, ela terá que ser candidata à reeleição.”

* Matéria da BBC Brasil publicada no Site do Luis Nassif

Fonte: Carta Capital

'Se há um golpe no Equador, é de Rafael Correa', diz analista

Presidente acusa a oposição de querer tomar o poder à força, mas ele próprio já planejou estratégias para governar sozinho

Depois de assumir a Presidência, Correa tentou mudar regras do jogo várias vezes (AFP )

“Ele está acusando os policiais de golpe, mas na verdade ele é quem queria dirigir o país sozinho. Se há algum golpe em andamento, é dele próprio, pois tem uma Constituição em seu favor para governar sem o Congresso durante sete meses.”

Discípulo do ditador venezuelano, Hugo Chávez, o presidente equatoriano, Rafael Correa, aproveitou o protesto de centenas de policiais nas ruas de Quito na quinta-feira para reverter a situação, de modo que pudesse tirar dela benefícios políticos. O mesmo homem que já tomou várias medidas autoritárias no Equador, a fim de se fortalecer, acusou os policiais rebeldes de tentar realizar um golpe contra ele. Aparentemente, tudo não passou de mais uma manifestação - contra uma proposta de mudança na legislação feita por Correa, que reduziria ganhos dos policiais, tirando bônus e incentivos.

Para José Augusto Guilhon Albuquerque, que fundou e dirigiu o Departamento de Ciência Política e o Núcleo de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP), um dos motivos para a revolta de quinta-feira foi justamente o fato de o governo não ter discutido esta lei que reduz os benefícios dos policiais. Pelo visto, Correa não gosta muito de discutir. Assim que o incidente ocorreu, o presidente confirmou que considerava destituir o Congresso. Se isso realmente for feito, ele terá aproximadamente sete meses para convocar novas eleições gerais antecipadas - só porque sua bancada legislativa rejeitou parcialmente um outro projeto de lei.

Esse exemplo mostra que nem mesmo seu próprio partido está de acordo com suas propostas. E, mais uma vez, ao invés de conversar, o presidente preferiu uma medida extrema. Ele avalia a aplicação da "morte cruzada" - um mecanismo constitucional que determinaria a dissolução da Assembleia em alguns casos específicos: obstrução pelos congressistas do plano de desenvolvimento, grave crise política ou comoção interna. Assim, durante vários meses, Correa seguiria governando sozinho. “Ele está acusando os policiais de golpe, mas na verdade ele é quem queria dirigir o país sozinho. Se há algum golpe em andamento, é dele próprio, pois tem uma Constituição em seu favor para governar sem o Congresso durante este período”, completou Albuquerque.

Essa não seria a primeira medida tomada pelo presidente com o objetivo de ganhar mais poder no Equador. Depois de assumir o cargo, Correa tentou mudar regras do jogo várias vezes. Em 2007, ano em que tomou posse, apoiou estrategicamente a convocação de uma Constituinte para dar mais poderes ao Executivo e conseguiu eleger a maioria dos integrantes da Assembleia. Seu mandato foi ratificado em 2009 por ampla margem sob a nova Carta e, desde então, tem feito mudanças legais praticamente constantes. “A Constituinte serviu para que Correa tivesse apoio suficiente para mudar as regras quando bem entendesse. Por isso, as leis do país não têm estabilidade”, explicou Albuquerque.

Segundo Correa, o objetivo daquelas modificações constitucionais seria superar quase uma década de instabilidade política e pôr fim ao que chamou de "estruturas caducas" do estado, que mantinham o país "oculto numa longa noite neoliberal". Na ocasião, ele já qualificava o Congresso de "corrupto e incompetente", uma vez que seu partido não tinha nenhum deputado empossado em razão do boicote à eleição legislativa do ano anterior.

O presidente - Economista com doutorado nos Estados Unidos, Correa assumiu a presidência no início de 2007. Um nacionalista no setor econômico, teve o mandato ratificado em 2009, quando o país passou a ter uma nova Constituição - e agora pode concorrer à reeleição em 2013. O estilo de confrontação do governo polarizou o Equador, ainda que o presidente tenha uma popularidade relativamente alta.

Ele raramente foge de uma briga, seja com investidores internacionais, empresas petrolíferas, bancos locais ou veículos de comunicação que o critiquem. Em 2008, por exemplo, seu governo decidiu cancelar o pagamento de bilhões de dólares da dívida externa, cuja origem foi apontada como ilegal. No mesmo período, expulsou a empresa brasileira Odebrecht do país, onde desenvolvia projetos no valor de 800 milhões de dólares.

Apesar de Correa ser defensor do "socialismo do século XXI" bolivariano, sua base de apoio provém de diferentes classes sociais, ao contrário do que acontece na Bolívia e Venezuela, cuja base fundamental de apoio são os pobres. Correa se diz aberto ao diálogo com seus adversários, mas só com "aqueles que busquem o bem do país". Apesar de negar que tenha qualquer interesse em promover reformas para se perpetuar no poder, ele é acusado pelas forças de oposição de buscar um projeto de caráter marxista semelhante ao que defende seu colega Chávez.

Fonte: Veja

Governo do Equador confirma 8 mortos em protestos policiais

Militares carregam corpo do soldado Jacinto Cortez, morto na operação de resgate de Correa (Foto: Reuters)

O governo equatoriano confirmou na sexta-feira que oito pessoas morreram durante a revolta policial do dia anterior, que terminou com um confronto entre as forças de segurança e os militares que resgataram o presidente Rafael Correa do hospital em que estava retido. O Ministério da Saúde informou em comunicado a morte de dois policiais e de seis civis durante os protestos de policiais para defender o pagamento de bônus e benefícios.

Os dois policiais e um civil morreram no confronto em Quito. Os outros cinco morreram em Guayaquil pelo violência em atos criminosos registrados ao longo do dia.

O ministro da Saúde, David Chiriboga, por outro lado, disse que 274 pessoas ficaram feridas, das quais 22 estão em estado grave.

O governo declarou três dias de luto nacional pelas pessoas que morreram. Policiais e militares se enfrentaram em um tiroteio que foi transmitido ao vivo por canais de televisão privados durante a operação militar para resgatar o presidente Correa do hospital da polícia.

O mandatário ficou retido no lugar depois de ser vaiado por manifestantes, que lançaram contra ele gás lacrimogêneo após tentar mediar uma solução ao conflito no quartel tomado pelos policiais em protesto.

Entenda a crise - Os distúrbios registrados no Equador têm origem na recusa dos militares em aceitar uma reforma legal proposta pelo presidente Rafael Correa para reduzir os custos do Estado. As medidas preveem a eliminação de benefícios econômicos das tropas. Além disso, o presidente também considera a dissolução do Congresso, o que lhe permitiria governar por decreto até as próximas eleições, depois que membros do próprio partido de Correa, de esquerda, bloquearam no legislativo projetos do governante.

Isso fez com que centenas de agentes das forças de segurança do país saíssem às ruas da capital Quito para protestar. O aeroporto internacional chegou a ser fechado. No principal regimento da cidade, Correa tentou abafar o levante. Houve confusão, e o presidente foi agredido e atingido com bombas de gás. Correa precisou ser levado a um hospital para ser atendido. De lá, disse que havia uma tentativa de golpe de Estado. Foi declarado estado de exceção no Equador - com militares convocados para garantir a segurança nas ruas. Mesmo assim, milhares de pessoas saíram às ruas da cidade para apoiar o presidente equatoriano.

Após passar mais de 10 horas no hospital, Correa foi resgatado do prédio cercado por rebeldes. Na operação, houve troca de tiros entre militares e policiais. Correa foi levado para o Palácio Presidencial, de onde discursou para milhares de simpatizantes. Segundo a Cruz Vermelha do Equador, duas pessoas morreram e mais de 70 ficaram feridas nos distúrbios.

Fonte: Terra

TSE divulgará votação de candidatos com registro indeferido

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu na noite desta sexta-feira (1) que irá divulgar os votos recebidos pelos candidatos que disputarem as eleições do próximo domingo com o registro de candidatura indeferido, mas que apresentaram recurso na Justiça. Entretanto, essa divulgação terá que aguardar a totalização final dos votos. A decisão foi tomada em sessão administrativa.


O Tribunal apoiou, por maioria, a proposta do ministro Ricardo Lewandowski de permitir a divulgação, mas por questões técnicas, apenas após o resultado final da eleição. O ministro Marco Aurélio defendia a divulgação imediata da votação desses candidatos, mas foi vencido.

O ministro Ricardo Lewandowski esclareceu que não há condições técnicas, no momento, de fazer essa divulgação imediata. Lewandowski informou ao Plenário que os votos dos candidatos com registro indeferido continuarão sendo desconsiderados para efeito de totalização, até que a Justiça tenha uma decisão final sobre a situação de cada candidato.

O TSE acolheu um pedido do Partido Progressista (PP) para que fosse autorizada a divulgação dos votos dos candidatos sub judice. A divulgação será feita na página do TSE na internet.

Segundo o presidente do TSE, o acesso a essas informações atende ao princípio constitucional da publicidade na Administração Pública, uma vez que "são informações de grande interesse não só do candidato, mas de todo o eleitorado".

Fonte: Terra

Lula baixa tom de críticas e ataques a oposição ficam por conta de ministro

A dois dias das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva baixou o tom das críticas aos adversários políticos.

Lula participa de evento em São Bernardo do Campo (SP)

Na manhã desta sexta-feira, em evento oficial em São Bernardo do Campo (SP), Lula evitou provocações diretas ao governo estadual, que está nas mãos do PSDB há 16 anos. Preferiu enaltecer a importância de trabalhar em conjunto com as prefeituras.

Mas os tucanos não saíram ilesos do ato. Com o silêncio do presidente, coube ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão, dizer que a política de combate às drogas promovida pela Secretaria de Saúde do Estado é "retrógada" e feita de forma "isolada" das ações desenvolvidas pelo governo federal.

Temporão também afirmou que a oposição "pensa que dinheiro surge do nada".

"A oposição, o governo aqui em São Paulo, fala que fez, que fez, que fez, mas esquece de dizer que só de março para cá o Ministério da Saúde colocou R$ 1,7 bilhão a mais para São Paulo. Isso eles nunca dizem", criticou o ministro.

DISCURSO MANSO - Lula se limitou a fazer um discurso mais humano, baseado na teoria de que é preciso contar com a cooperação da família para recuperar dependentes químicos.

Ele disse ainda que o governo federal assumiu a responsabilidade do combate às drogas. "Nós resolvemos encarar que é um problema do presidente, e não ficar transferindo", afirmou.

"A família muitas vezes quer se livrar do doente, ela não quer cuidar. Tem muita vergonha. Mas não pode esconder esse drogado. É preciso expô-lo, para que a gente possa tratá-lo", ressaltou o presidente.

A agenda em São Bernardo foi a única que o presidente cumpriu hoje em São Paulo. Amanhã ele participa de caminhada na cidade, ao lado do candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, e de Dilma Rousseff, que disputa a Presidência da República pela sigla.

Fonte: Folha de S. Paulo

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Avaliação positiva do governo bate recorde com 77%, diz Ibope

Popularidade de Lula manteve-se em 85%, aponta pesquisa.
Levantamento foi encomendado pela Confederação Nacional da Indústria.

Robson Bonin
Do G1, em Brasília

A pesquisa Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada nesta sexta-feira (1), mostra um recorde na aprovação do governo e a manutenção da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No levantamento realizado entre 25 e 27 de setembro, a aprovação do governo atingiu inéditos 77% e o desempenho pessoal de Lula manteve-se em 85%.

O Ibope entrevistou 3.010 eleitores em 191 municípios e a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Em dezembro de 2009, quando a CNI divulgou o último levantamento, a popularidade do governo era de 75%.

A avaliação positiva do governo e do presidente Lula são fatores apontados pelo Ibope para justificar o desempenho da candidata do PT, Dilma Rousseff, na disputa pela Presidência da República contra o oposicionista José Serra (PSDB) e contra a candidata do PV, Marina Silva.

Na última quarta-feira, a CNI já havia divulgado parte da pesquisa referente à corrida eleitoral para a Presidência da República. Dilma Rousseff apareceu com 50% das intenções de voto contra 27% de José Serra (PSDB). Marina Silva (PV) registrou 13%, segundo o levantamento, encomendado ao instituto pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Brancos ou nulos somaram 4%. Não souberam ou não responderam, 4%. Os demais candidatos juntos somaram 1% das intenções de voto.

No cálculo de votos válidos, no qual a taxa de votos brancos, nulos e indecisos é excluída, Dilma tem 55% contra 30% de Serra e 14% de Marina. “Nesse cenário, a eleição se resolve no primeiro turno”, diz o diretor operacional da CNI, Rafael Lucchesi.

ORGULHO DE SER CRATENSE



Sim. E hoje acordei ainda mais orgulhoso.

Ontem tive a satisfação de ver aqui em Fortaleza, mas precisamente no monumento criado para abrigar grandes espetáculos, O Centro Dragão do Mar de Artes e Cultura, a encenação da peça “A COMÉDIA DA MALDIÇÃO”. E posso afirmar que foi algo emocionante.

O público encheu aquele espaço. Risos, palmas, gritos, aplausos e mais aplausos.

Digo-lhes que o Crato pode se ver por inteiro no espetáculo.

O texto é simplesmente maravilhoso, nos levando por vezes a nos ver em plena feira do Crato, gozando das presenças maravilhosas de Mestre Elói Teles, ladeado pelo também Mestre Dedé de Luna, Cego Oliveira com sua rabeca cantando a música NA PORTA DOS CABARÉS, Azuleika com o seu pandeiro desafiando Zé Gato, Mestre Chico Aniceto soltando loas, Mestre Carnaúba cantando côco, Mestre Cirilo cantando Maneiro Pau, É uma farra maravilhosa.

O público entrou na festa. Ora ria, Ora aplaudia, Ora torcia pelo personagem Tandô, Ora gritava, Ora xingava a Mula Sem Cabeça, ouvi assovios para Lady Zefa. A participação e a troca de energia foi algo que ficou muito vivo durante todo o espetáculo.

Tecnicamente posso garantir que o grupo conseguiu uma perfeita harmonia. Tudo afinado.

O texto em versos deixa claro nas suas quadras a característica cordelesca do espetáculo. Ariano Suassuna com certeza vai vibrar quando puder ver.

O personagem Tandô costura bem o duo texto/cena.

Muito interessante quando montaram um terreiro de umbanda em plena praça da Igreja. Foi de impressionar. Foi demais. Parabéns.

A entrada da Mula Sem Cabeça nos faz lembrar o espetáculo do Boi Bumbá em meio a apresentação do Reisado do Mestre Aldemir. Muuuito bonito.

O alinhavado cantado por Samara não deixa ninguém se perder na trama. Parabéns Samara.

E o providencial violão do Mestre Lifanco dá o molho especial que finaliza o prato servido.

O banquete está pronto. Vocês estão inteiros para cruzar as fronteiras do Brasil. Vão fundo. Olhem prá frente e vocês com certeza chegarão lá. Que venha a África para abrir essa estrada.

Muito obrigado a Cacá Araújo, Carla Hemanuela, Charline Moura, Jardas Araújo, Edival Dias, Joênio Alves, Jonyzia Fernandes, Joseany Oliveira, Josernany Oliveira, Lifanco, Lílian Carvalho, Lorenna Gonçalves, Márcio Silvestre, Orleyna Moura, Paula Amorim, Paulo Henrique Macêdo Samara Neres, França Soares, Danilo Brito, Luciana Ferreira, Emerson Rodrigues, Felipe Tavares, Mônica Batista e a quem mais eu tenha esquecido de citar.Vocês me fazem sentir orgulho de ser cratense.

Estou orgulhoso sim.

Wilton Dedê, em 30.set.2010.

Cid estaria reeleito hoje

Pelos números da última pesquisa do Ibope, contratada pelo Sistema Verdes Mares, anunciada ontem à noite pela TV Verdes Mares, o governador Cid Gomes (PSB), seria reeleito para mais um mandato de quatro anos, no Governo do Ceará, se as eleições acontecessem hoje.

Segundo o Ibope, faltando menos de 48 horas para o início da votação, Cid Gomes tem 55% das intenções de voto contra 32% de todos os outros seis candidatos juntos. A pesquisa foi realizada entre os dias 27 e 29 de setembro, com um total de 1610 entrevistas em 77 municípios cearenses e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral e no Tribunal Superior Eleitoral.

Os candidatos Lúcio Alcântara (PR) aparece nesta pesquisa com 19% das intenções de voto e Marcos Cals (PSDB) tem 11%. Marcelo Silva (PV) e Soraya Tupinambá (PSOL) conseguiram um ponto percentual cada. Os demais candidatos: Gonzaga (PSTU) e Nati (PCB) não pontuaram. Apenas 6% dos eleitores estão na faixa do branco/nulo e 7% ainda estão indecisos.

Segundo turno - Embora a diferença entre o candidato Cid Gomes e os dois outros que mais pontuaram seja considerada muito grande, o Ibope assim mesmo perguntou aos eleitores no caso de um segundo turno de votação. Disputando com Lúcio Alcântara, Cid Gomes teria 62% dos votos contra 27% de Lúcio. 6% de branco e 5% de indecisos.

Votos válidos - Segundo o Ibope, os percentuais só de votos válidos, quando se exclui de todos os votos os brancos, nulos e indecisos, considerando para a base de cálculo somente os votos atribuídos aos candidatos, Cid Gomes ficaria hoje com 63% contra 22% de Lúcio Alcântara e 13% do tucano Marcos Cals.

Tasso lidera para o Senado

O senador Tasso Jereissati (PSDB), segundo os números apresentados pelo Ibope, na pesquisa que realizou no Ceará, entre os dias 27 e 29 de setembro, seria o primeiro dos dois senadores que serão eleitos no pleito do próximo domingo. Este ano o eleito vota em dois senadores.

Ele tem 50% das intenções de votos contra 47% de Eunício Oliveira (PMDB) e 42% de José Pimentel (PT). O candidato Alexandro Pereira (PPS) conseguiu 3% das intenções de voto contra um ponto percentual dos demais candidatos: Marilene Torres (PSOL), Polo (PV), Raquel Dias (PSTU), Reginaldo (PSTU) e Tarcisio Leitão (PCB). O outro candidato do PCB, Benedito Oliveira não pontuou.

Fonte: Diário do Nordeste

No debate Globo, Serra e Dilma se evitam e Marina busca 2º turno

No último debate antes do primeiro turno, Marina se mostra mais firme; Serra evita perguntar a Dilma (Foto: Marcos Arcoverde/Agência Estado)

Durante o último debate entre os presidenciáveis antes do primeiro turno, no único momento em que José Serra (PSDB) teve a oportunidade de dirigir uma pergunta à sua principal adversária, Dilma Rousseff (PT), o tucano se desviou da petista e o confronto entre os dois candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto não ocorreu. A oportunidade aconteceu na abertura do terceiro bloco do programa realizado pela Rede Globo nesta quinta-feira (30). A surpresa da vez, ficou por conta da candidata do PV, Marina Silva.

Ainda durante o primeiro bloco ao ser perguntada sobre aposentadorias, a candidata do PV, Marina Silva, disparou contra os governos FHC e Lula e prometeu que se eleita irá realizar uma reforma na providência. "O meu compromisso é de que nós vamos encarar as grandes reformas. E a reforma da previdência é um vácuo em todos os governos. 16 anos se passaram e não foi feito nada", afirmou.

Afiada, Marina ainda mirou ataques no Minha Casa Minha Vida. A verde afirmou que o programa do governo federal "não alcança os brasileiros de menor renda". Sobre saneamento, a candidata do PV ainda criticou Serra. "Eu fui lá na favela da Mata Virgem (em São Paulo). É lamentável que, no Estado mais rico da federação, não haja um equipamento público nessa favela (...) essa questão de tratar as coisas como passe de mágica é que precisa acabar no Brasil".

Na última rodada, Marina afirmou que Serra não responde as perguntas. Em sua réplica, Serra disse que não faz comparações, "apesar de Marina e Dilma serem parecidas". "A Marina fez parte do governo Lula e estava lá na época do mensalão", disparou. O tucano disse que está entre as pessoas que criou o Bolsa Família, pois criou o Bolsa Alimentação e outros programas feitos pelo PSDB que o governo Lula juntou tudo e transformou no Bolsa Família.

No segundo bloco do debate global, um momento espinhoso para a candidata de Lula. Perguntada por Plínio o motivo de não citar seus correligionários petistas em suas falas e se tinha vergonha da legenda, Dilma disse que o PT "é o maior partido de massa do País". Aí vem a fala que provocou a reação da plateia: "eu gostaria de dizer que nós registramos todas as doações no Tribunal Superior Eleitoral", diz Dilma. Parte da plateia ri quando a candidata afirma que "nós (PT) registramos todas as doações oficiais no TSE". Sem pestanejar, a ex-ministra da Casa Civil retruca, lamentando a reação das pessoas "que tem outras práticas". Aplausos silenciaram os risos dos adversários.

Mais recatado que nos últimos debates, mas sem deixar suas "tiradas" de lado, o candidato do Psol, Plínio de Arruda Sampaio, afirmou que ficou muito claro que há duas propostas distintas. As propostas das soluções radicais e a proposta dos outros que focam nos interesses da classe dominante. O socialista disse que o governo federal atual faz a mesma coisa que o governo tucano fez em gestões anteriores. "Os dois governos são oriundos das classes dominantes", disse. Para Plínio, eles seguem aos interesses desse setor e não da população mais pobre.

Fonte: Terra

Equador: Correa confirma que duas pessoas morreram durante os confrontos

Segundo o jornal "El País", Correa confirmou a morte de um policial, que apoiava o governo, durante a operação para resgatá-lo do hospital. Houve troca de tiros e outras 27 pessoas ficaram feridas. Além do policial, um civil morreu nos enfrentamentos nas ruas de Quito, que deixaram centenas de feridos.

Nesta quinta-feira, centenas de agentes das forças de segurança do Equador saíram às ruas da capital Quito e ao menos outras duas cidades em um protesto em massa contra uma lei do governo que limitou os benefícios econômicos a militares e policiais. O aeroporto de Quito foi fechado e suas operações canceladas após uma pista ser tomada por cerca de 120 militares que estariam apoiando os protestos e a imprensa equatoriana afirma que policiais tomaram a sede do Congresso.

O governo decretou estado de exceção nacional por uma semana, e deixou a segurança nacional a cargo das Forças Armadas.

Renúncia - O comandante da polícia do Equador, general Freddy Martínez, renunciou ao cargo na madrugada de hoje. Segundo a agência Frace Presse, o general tentou sufocar a rebelião dos policiais no início do dia de ontem, mas não conseguiu. Martínez teve de abandonar o principal batalhão de Quito após este ser tomado pelos rebelados.

Em seu discurso após ser regatado, Correa afirmou que irá punir os policiais rebelados e que "não haverá perdão, nem esquecimento".

O presidente também afirmou que os rebelados que o mantiveram preso no hospital durante 12 horas planejavam matá-lo.

Mais cedo, ao tentar dialogar, Correa foi agredido, sendo atingido por bombas de gases lacrimogêneos. Logo depois, ele foi levado a um hospital militar. Em entrevista por telefone, ele tinha dito que não autorizava uma operação para resgatá-lo do local --onde estaria "refém" dos manifestantes-- porque queria "evitar derramamento de sangue" no país.

Anteriormente, Correa já havia advertido aos policiais que não cederia ante os protestos da polícia. "Não darei nenhum passo atrás. Se quiserem, tomem os quartéis, se quiserem deixar a cidadania indefesa e se quiserem trair sua missão de policiais", afirmou ele em um acalorado discurso ante dezenas de militares que tomaram o principal regimento de Quito.

"Se quiserem matar o presidente, aqui estou, matem-no se tiverem vontade, matem-no se tiverem poder, matem-no se tiverem coragem."

Para resgatá-lo, o Exército do Equador e os policiais rebelados trocaram tiros nas redondezas do hospital. Os militares tentavam romper o bloqueio dos rebelados. A imprensa local relata que caminhões militares foram usados na ação.

Enquanto Correa permanecia isolado, nas ruas em torno do hospital na capital equatoriana os policiais entraram em confronto com a população, que tentava chegar ao prédio onde o presidente está internado.

"É um enfrentamento do povo contra o povo", disse um dos participantes do protesto onde é possível ouvir frases como "policiais corruptos, não enfrentem o povo com armas, o povo vem de mãos limpas".

"O povo unido jamais será vencido, aqui vem o povo", gritavam enquanto tentavam superar a barreira de policiais que estão do lado de fora do hospital.

Na passeata, as pessoas, algumas com paus e bandeiras, lançam palavras de apoio a Correa e entre elas estão, inclusive, cadeirantes, crianças e idosos, relata a agência Efe.

"Estamos aqui de pé na luta pela democracia, defendendo o presidente de todos os equatorianos. Está aqui a população que veio de vários cantos caminhando. Estão lançando bombas de gás lacrimogêneo em ministros, senhoras, crianças", disse a ministra dos transportes, María de Los Angeles Duarte.

O povo apoia a democracia e não vai permitir que um grupo "que se acha atingido porque está mal informado coloque em risco a democracia no Equador", disse a ministra no meio da manifestação que avança em direção ao hospital, em referência aos militares e policiais que rejeitam a eliminação de incentivos profissionais. "Estamos todos aqui dispostos a dar a vida para resgatá-lo", disse María se referindo a Correa.

Segundo informações da Radio Quito, cidades como Guayaquil, Manta, Portoviejo e Quevedo observaram uma onda de assaltos a bancos e furtos, diante da falta de policiamento local, já que parte das forças de segurança entraram em greve. Escolas também decidiram encerrar suas tarefas e mandaram os alunos para casa. O ministério da Educação suspendeu as aulas até a próxima segunda-feira (4).

Fonte: Folha.com

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A COMÉDIA EM FORTALEZA-CE

Presidente do Equador decreta estado de exceção no país

Medida, que dá amplos poderes às Forças Armadas, deve durar sete dias

Presidente do Equador, Rafael Correa, foi hospitalizado após protestos em Quito (José Jácome Rivera/EFE)

O presidente do Equador, Rafael Correa, decretou nesta quinta-feira estado de exceção em todo o território nacional após manifestações de militares e policiais em diversas cidades do país. O estado de exceção pode ser decretado pelo chefe de Estado em situações de emergência. A medida extrema inclui a suspensão temporária das garantias constitucionais, a possibilidade de decretar o toque de recolher e dá às Forças Armadas amplos poderes - como o de voz de prisão - para garantir a segurança nacional.

O estado de exceção, que vale por uma semana, foi anunciado pelo secretário jurídico da Presidência, Alexis Mera. Ele repetiu palavras do presidente Correa e disse que há uma tentativa de golpe de estado no país. O ministro de Segurança Interna, Miguel Carvajal afirmou à imprensa: "Uma vez que setores da polícia abandonaram irresponsavelmente seu trabalho... declaramos o estado de exceção”.

Protestos - Os policias e militares saíram às ruas de Quito, Guayaquil e Cuenca, nesta quinta-feira, para protestar contra uma proposta de legislação, feita por Correa, que reduziria seus ganhos, tirando bônus e incentivos. Eles queimaram pneus, ocuparam instalações militares e chegaram a fechar acessos às cidades.

Ameaça - Correa acusou os manifestantes de "conspiração e traição". Ele havia afirmado que os oposicionistas estão tentando dar um golpe de estado, que contaria inclusive com a participação do ex-presidente e ex-candidato presidencial Lucio Gutiérrez e setores das Forças Armadas. Após discursar para as tropas que protestavam, o presidente teve que usar uma máscara para deixar o quartel e foi hospitalizado devido ao contato com gás lacrimogêneo.

Ele disse, porém, que não cederia à pressão. "Não darei nenhum passo atrás. Se quiserem, tomem os quartéis, se quiserem deixar os cidadãos indefesos e se quiserem trair sua missão de policiais", afirmou. "Se quiserem matar o presidente, aqui estou, matem-no se tiverem vontade, matem-no se tiverem poder, matem-no se tiverem coragem, em vez de ficarem covardemente escondidos na multidão."

Crise - Horas antes, a ministra para a Política, Doris Solís, havia anunciado que Correa chegou a considerar a possibilidade de dissolver o Congresso e convocar eleições gerais antecipadas, depois que sua bancada legislativa rejeitou parcialmente um outro projeto de lei. A informação foi confirmada pouco depois pelo próprio presidente. Contudo, não se sabe se esse fato está diretamente ligado aos protestos.

Após uma reunião com o presidente, Doris destacou que ele analisava aplicar a "morte cruzada" - um mecanismo constitucional que determinaria a dissolução da Assembleia em alguns casos específicos: obstrução pelos congressistas do plano de desenvolvimento, grave crise política ou comoção interna.

Fonte: Veja, com agências Reuters e EFE

Eleitor só precisa de um documento oficial com foto, decide STF

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira, por 8 votos a 2, que o eleitor só precisa levar um documento oficial com foto na hora da votação. A maioria dos ministros acatou ação do PT contrária à obrigatoriedade de dois documentos.

A preocupação do partido era com um grande número de abstenção na hora da votação, levando-se em conta que muitas pessoas não encontrassem o título eleitoral no dia das eleições.

A relatora do caso, ministra Ellen Gracie, encontrou uma solução para não declarar a norma inconstitucional, mas permitir que o eleitor vote apenas com um documento com foto, como identidade, carteira de motorista ou passaporte, por exemplo.

Ela firmou que os dois documentos são obrigatórios, mas o eleitor só pode ser proibido de votar se não tiver consigo um documento com foto.

Para o presidente do STF, Cezar Peluso, a decisão é uma verdadeira "abolição do título eleitoral".

"O título não é lembrete de local de votação", afirmou o ministro. Ele também disse que a exigência dos documentos "aprimora a consciência cívica".

O julgamento sobre a necessidade de portar dois documentos na hora da votação foi interrompido na sessão de ontem por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, mas retomado nesta quinta-feira.

Em seu voto, Mendes votou contra a mudança, ou seja, pela obrigatoriedade de levar os dois documentos.

Foi seguido apenas por Peluso.

O Supremo julgou ação direita de inconstitucionalidade proposta pelo PT contra legislação que obriga a apresentação de dois documentos --o título de eleitor e outro com foto-- na hora de votar.

Já a ministra Ellen Gracie foi seguida pelos colegas Marco Aurélio Mello, José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto e Celso de Mello.

A avaliação é que o documento com foto já é suficiente para comprovar a veracidade daquele que irá proferir seu voto, já que no local de votação e na própria urna já estão presentes as informações o eleitor.

Fonte: Folha.com

Só Marina Silva cresceu

Por Cristiana Lôbo


A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (30), último dia de campanha eleitoral do rádio e televisão, mostra que apenas a candidata do PV, Marina Silva, conquistou votos, subindo de 9% das intenções de votos em 23 de agosto, uma semana depois do início da propaganda na TV, para 14% , hoje. Dilma Rousseff que mantém a dianteira, perdeu dois pontos porcentuais no período, de 49% para 47%, tendo atingido no início de setembro 51% das intenções de votos; e José Serra que começou a propaganda com 29% caiu a 27% e chega hoje com 28% das intenções de votos. Pela pesquisa de hoje, Dilma recupera pontos e tem mais chances de vencer no primeiro turno. Se tiver segundo turno, terá sido o crescimento de Marina Silva responsável por isso.

No período de três dias, conforme o Datafolha, Dilma Rousseff recuperou pontos entre os eleitores que ganham entre dois e cinco salários e entre as mulheres, que havia perdido, conforme a pesquisa Datafolha divulgada na terça-feira. Essa movimentação confere maior importância ao debate entre os candidatos que será realizado hoje à noite, na TV Globo. A esta altura da campanha, a ação da militância e pequenos fatos políticos poderiam provocar migração de votos e, assim, levar a disputa para o segundo turno.

Fonte: G1

BAILA COMIGO - Festa temática

E enfim estamos fazendo a festa que mais gostaríamos de fazer. O projeto "BAILA COMIGO" está iniciando-se muito ao gosto de pessoas que sofrem por um espaço para o seu entretenimento. Para a realização da festa, a produtora Sertão Pop, em parceria com a OK Produções, Mônica Vitoriano Produções e o Crato Tênis Clube, uniram-se com um único propósito: o de proporcionar a alegria, o encontro, o saudosismo e o encantamento da boa festa, da boa música e de tudo o que envolve nesse momento de descontração e de revitalização da curtição. Aliás, curtição, um termo muito usado por quem já tem acima de 30 anos, e é o que não vai faltar na festa. Pretendemos inicialmente fazer um evento que tenha a nossa cara, com bandas locais e dentro do espaço mais tradicional do Cariri, o majestoso Crato Tênis Clube. O nosso desejo é continuar e intensificar essa parceria, e nas próximas edições, quem sabe, mesclar os nossos artistas com outras bandas do Brasil, que se identifiquem com a nossa proposta. Somos muito gratos aos nossos importantíssimos patrocinadores que sentem junto conosco a necessidade de acontecerem eventos de valorização da boa música, do bom convívio entre as pessoas e de proporcionar espaços e festas de alto nível na nossa região. A preservação da nossa história, música, moda, gírias, modo de conviver, dança, etc, será o grande diferencial da festa "BAILA COMIGO". Será através desse evento que, para as outras edições, pretendemos nos inspirar na constante busca de melhorar e de tornar a festa tão tradicional quanto são o já conhecido "CARNAVAL DA SAUDADE", o baile do "PRETO E BRANCO", em Juazeiro do Norte, e tantas outras festas que tínhamos por aqui. O "BAILA COMIGO" é um evento de fantasia, momento para extravasar as nossas alegrias e ao mesmo tempo de mostrar que temos sim como fazer acontecer eventos que não sejam como a mídia atual quer. Sabemos o que é bom, sabemos apreciar o belo e somos da paz, da alegria e gostamos de viver bem.

Assim, convidamos às pessoas que querem viver esses momentos, a chegar junto com todos da produção, do Crato Tênis Clube e principalmente valorizando os nossos patrocinadores que são realmente os verdadeiros mantenedores da nossa alegria. Venha, traga sua fantasia e energia. Venha com trajes de época (não obrigatório), assim certamente a festa será mais bonita.

Queremos agradecer, de coração às seguintes empresas (e aos seus proprietários, claro):
- CITROEN - do nosso companheiro Junior.
- G7 CONSTRUÇÕES - do prezado empresário Guedes.
- ACPP - do nosso amigo Josean
- CANUTO IMÓVEIS - de Juazeiro, agradecendo ao amigo Fagner Canuto
- CARTÓRIO DO 5º OFÍCIO, do incansável amigo Teófilo.
- CARIRI MOTOS - nossa querida companheira Alciony
- LABORATÓRIO PAULO CARTAXO do estimado André Barreto
- DROGARIA CARIRI E CARIRI MEDICAMENTOS - dos grandes empresários Freire e Socorrinha
- PROGRAMA MULTIMÍDIA do prestigiado Marcelo Fraga
- SORVETERIA BAKANAS do casal bacana Candice e Fábio
- CP PNEUS do parceiro Ramon
- LOJA PEGADAS do empresário Beto Coelho
- PREFEITURA MUNICIPAL DO CRATO, com o Prefeito Samuel Araripe sempre nos apoiando
- SESC CRATO - na pessoa fantástica que é a Carla Vanessa.
- CRATO TÊNIS CLUBE - obrigado ao companheiro Danja, sempre parceiro das nossas produtoras.

Contraf: greve de bancários fecha 3,8 mil agências no Brasil

A greve nacional dos bancários paralisou 3.864 agências no Brasil nesta quarta-feira, primeiro dia da paralisação, segundo dados da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

O número é maior que o verificado no ano passado, que foi de 3.585 agências no período. "Essa grande participação na greve mostra a indignação dos trabalhadores com os bancos. Apesar de apresentarem crescimento médio de 32% no lucro líquido do primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado, os bancos só ofereceram o índice de inflação de 4,29%, ou seja, zero de aumento real", disse Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT, em nota.

Segundo Cordeiro, o número de agências fechadas deve aumentar nos próximos dias. "Como nos anos anteriores, a tendência é o índice de paralisação aumentar a partir do segundo dia, uma vez que os bancos até agora não acenaram com a retomada das negociações para apresentar uma proposta que contemple as reivindicações dos trabalhadores", afirma Carlos Cordeiro.

Os bancários reivindicam reajuste de 11%, valorização dos pisos salariais, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), medidas de proteção à saúde com foco no combate ao assédio moral e às metas abusivas, garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades, entre outros pontos.

Fonte: Terra

Dilma para de cair, tem 4 pontos a mais que soma dos rivais e 2º turno é incerto

A candidata à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) conseguiu estancar a tendência de perda de intenções de voto dos últimos 20 dias e mantém seu favoritismo na atual disputa eleitoral.

Segundo pesquisa nacional do Datafolha, encomendada pela Folha e pela Rede Globo e realizada ontem e anteontem com 13.195 eleitores, Dilma oscilou positivamente um ponto em relação ao último levantamento e tem 52% dos votos válidos na projeção para o primeiro turno.

Seu principal adversário, José Serra (PSDB), oscilou um ponto para baixo e tem hoje 31% dos votos válidos. Marina Silva (PV) também variou negativamente um ponto, e está com 15%.

A soma dos adversários de Dilma é de 48% dos válidos. Ela precisa de 50% mais um voto para vencer domingo.

Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, é impossível afirmar com segurança que não haverá segundo turno.

Considerando essa margem, Dilma pode, em seus limites, vencer com cerca de 54% dos votos válidos ou ter de enfrentar outra rodada eleitoral em 31 de outubro.

No último levantamento do Datafolha, realizado na segunda-feira, Dilma havia perdido apoio ou oscilado negativamente em todos os estratos da população.

Essa queda parece ter estancado. Dilma chegou a se recuperar no Sul, entre os eleitores de 35 a 59 anos e entre os que ganham entre dois e cinco salários mínimos (R$ 1.020 e R$ 2.550) --faixa em que tinha perdido mais votos no levantamento anterior.

A petista também oscilou positivamente, dentro da margem de erro, em vários estratos da população, como entre eleitores com ensino fundamental e do Sudeste.

MOVIMENTOS
"Ao menos momentaneamente, Dilma parou sua tendência de perda de votos", afirma o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino.

Antes da divulgação da quebra de sigilo fiscal de tucanos e da demissão da ex-braço direito de Dilma na Casa Civil, a ex-ministra Erenice Guerra, a petista chegou a ter 57% dos votos válidos.

Duas semanas depois dos escândalos, Dilma caiu para 51%, perdendo nacionalmente cerca de 6 milhões de votos no período. Agora, a candidata oscila positivamente para 52%.

Na simulação de segundo turno, a petista oscilou positivamente um ponto. Passou de 52% para 53%. O tucano manteve seus 39%.

O percentual de indecisos é de 6%, e outros 3% votarão em branco ou nulo. Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) teve 1% das intenções dos votos. Os demais candidatos, juntos, não atingiram 1%.

A margem de erro da pesquisa Datafolha, feita nos dias 28 e 29 deste mês, é de dois pontos para mais ou para menos. Foram ouvidos 13.195 eleitores em 480 municípios.

Fonte: Folha.com

Polêmica do aborto leva Dilma a igrejas

Empenhada em não perder votos do eleitorado cristão, candidata do PT à Presidência reúne padres e pastores, em Brasília

Vera Rosa / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

Preocupada com a perda de votos entre cristãos, atribuída por sua campanha à polêmica sobre o aborto, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, reuniu ontem padres e pastores, em Brasília, para negar já ter defendido a interrupção da gravidez.

A polêmica é alimentada por declarações dadas por Dilma em outras ocasiões, antes da reta final da campanha. Na tarde de ontem, porém, a petista disse que é contrária até mesmo a um plebiscito sobre o tema, como prega a candidata do PV, Marina Silva. "Plebiscito divide o País e vai todo mundo perder, seja qual for o resultado", insistiu a candidata.

Diante de 27 líderes de denominações cristãs - católicas e evangélicas -, Dilma desmentiu categoricamente que algum dia tenha afirmado que "nem Jesus Cristo" tiraria a vitória dela no primeiro turno, marcado para domingo. "Lamento que estejam usando o nome de Cristo para isso", repudiou. "É mais uma tentativa do submundo da política de mentir a meu respeito."

"Vilania". Mesmo sem citar o nome do adversário do PSDB, José Serra, Dilma fez referências indiretas a ele. A expressão "submundo da política" também foi usada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em comercial veiculado ontem na TV. Na mensagem, Lula pede aos eleitores que não se deixem levar por rumores contra Dilma.

Dilma afirmou que seu principal oponente tenta construir "um clima de ódio" no País. Não foi só: definiu a notícia de que defende o aborto como "uma vilania" de quem está perdendo a eleição. "Vamos apostar no clima de amor e na esperança para vencer o ódio e o medo", resumiu, dando o tom de seu último programa na TV, hoje à noite.

Há um mês, a candidata divulgou manifesto batizado de Carta ao Povo de Deus, no qual pedia "oração" e "voto" para ter a oportunidade de continuar o projeto de Lula. Pontuado por expressões de fé, o documento dizia que cabe ao Congresso Nacional a função básica de encontrar o "ponto de equilíbrio" nas posições que envolvem valores éticos, como aborto e uniões entre pessoas do mesmo sexo.

No encontro de ontem, Dilma foi além: garantiu que, se for eleita presidente, não enviará ao Congresso qualquer projeto de lei com o objetivo de ampliar a cobertura do Estado para casos de aborto. "Do jeito que está, está pacificado", comentou. "Eu, pessoalmente, sou contra o aborto e considero a questão como de saúde pública."

Em discurso sob medida para agradar aos cristãos, Dilma afirmou que é "a favor da vida" e pregou a liberdade de credo. Disse, ainda, que é católica. Em 2007, durante sabatina do jornal Folha de S. Paulo, ela disse ter ficado muito tempo "meio descrente". Questionada se acreditava em Deus, a então ministra da Casa Civil desviou do assunto. "Eu me equilibro nessa questão. Será que há? Será que não há?"

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) não enviou representantes para a reunião com Dilma, mas d. Luiz Demétrio Valentini mandou uma carta intitulada Nas mãos dos eleitores, na qual diz que esta campanha "não vai deixar saudades para ninguém". No texto, d. Valentini assinala que é preciso "depurar" versões da mídia sobre as candidaturas - para ele no mínimo "tendenciosas" - e "sacudir" o clima de "acusações e calúnias perversas". Mas não cita Dilma. Para o deputado e bispo Manoel Ferreira (PR-RJ), presidente da Assembleia de Deus do Ministério Madureira, católicos e evangélicos têm agora uma missão, a três dias das eleições : "desconstruir" a imagem de que Dilma é a favor do aborto. "Um pingo de fermento pode azedar uma massa inteira", comparou.

O que Dilma já disse

"Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização.

O aborto é uma questão de saúde pública. Há uma quantidade enorme de mulheres brasileiras que morre porque tenta abortar em condições precárias. Se a gente tratar o assunto de forma séria e respeitosa, evitará toda sorte de preconceitos. Essa é uma questão grave que causa muitos mal-entendidos."
(À revista Marie Claire, edição 217, abril de 2009)

"O que nós defendemos é o cumprimento estrito da lei, que prevê casos em que o aborto deve ser feito e provido pelo Estado." (Em 22 de junho de 2010, em entrevista reproduzida pela Agência Estado)

"Não se deve tratar a questão como religiosa, mas de saúde pública. " (idem)

"Se houver conflito entre as legislações quem tem de fazer essa solução é a Justiça. A lei é clara e tem de ser cumprida."
(No debate Folha/UOL, em 18 de agosto de 2010)

"Lembro também minha expectativa de que cabe ao Congresso Nacional a função básica de encontrar o ponto de equilíbrio nas posições que envolvem valores éticos fundamentais, muitas vezes contraditórios, como aborto (...)."
(Na "Carta Aberta aos Povo de Deus", em 24 de agosto de 2010)

Rodovia Padre Cícero já está com 45% prontos

ELIZÂNGELA SANTOS
Diário do Nordeste

Quando estiver pronta, em 2011, a Rodovia Padre Cícero reduzirá em 90km a viagem de Fortaleza até a região do Cariri

Juazeiro do Norte. Cerca de 45% da Rodovia Padre Cícero já estão concluídos. O término da obra está previsto para o próximo ano. As obras que envolvem o trecho mais longo, de Solonópole a Orós, foram iniciadas recentemente. São mais de 60 quilômetros de estrada que ficarão prontos, segundo previsão do Departamento de Edificações e Rodovias (DER), em dezembro de 2011. O trecho do Cariri, a BR-230, já está com mais de 50% da obra concluída e com pavimentação. São mais de 46 quilômetros de estrada, boa parte já pavimentada. A rodovia passou a ser chamada de Padre Cícero, porque irá reduzir o percurso entre a região do Cariri e a Capital do Estado em até 90 quilômetros.

Segundo o gerente de Células de Obras Rodoviárias do DER, Francisco Quirino Rodrigues, todas as obras que estão sendo realizadas se encontram dentro do prazo previsto de construção. No Cariri, segundo o gerente do DER, 10º Distrito, Luiz Salviano de Matos, o trecho que envolve um trabalho maior relacionado à infraestrutura, como a construção de pontes, já foi praticamente concluído. Esta etapa da rodovia tem 540 dias para ser executada. São mais de 360 dias de serviços e a previsão de ser entregue é apenas em 15 de março.

A BR-230 liga os municípios do Cariri de Lavras da Mangabeira passando por Caririaçu, uma obra há muitos anos reivindicada pela população local, principalmente para escoar a produção agrícola de alguns municípios da região. Neste trecho estão sendo investidos R$ 38 milhões. A parte asfaltada até o momento, conforme o engenheiro fiscal do DER, Francisco Adailton Leite, tem cerca de 18 quilômetros e vai do entroncamento da BR até Quitaiús. Mas existem outras infraestruturas adiantadas, com serviços de terraplenagem.

O engenheiro afirma que esses primeiros trechos da BR-230 se situavam numa área de barreiras e foram construídas seis pontes na área. A construção dessa rodovia conta com mão-de-obra de 340 homens, segundo o engenheiro. Outro trecho que irá fazer parte da rodovia, que terá em torno de 440 quilômetros, fica entre Cedro e Lavras da Mangabeira, num percurso de 25 quilômetros. Essa área já foi restaurada.

O gerente do DER, Luiz Salviano, destaca a importância dessas áreas, principalmente no contexto do desenvolvimento dos municípios. Em Lavras da Mangabeira, por exemplo, havia uma reivindicação antiga para a melhoria das condições das estradas, principalmente em período de inverno. Alguns trechos ficavam praticamente interditados. "Acredito que um dos setores que será beneficiado é o da piscicultura. Será uma boa oportunidade de desenvolvimento", acrescenta ele. Depois de 20 anos de reivindicações, a rodovia foi iniciada pelo Município de Caririaçu, em outubro do ano passado. O trecho da obra que passa pelo Cariri também irá beneficiar, diretamente, as cidades de Aurora e Granjeiro.

Oportunidade
Para o prefeito de Caririaçu, Edmilson Leite, a obra em sua cidade é sinônimo de desenvolvimento para uma região que antes "vivia encostada". Ele afirma que será uma oportunidade de desenvolvimento do comércio e o surgimento de novos empregos, além de favorecer a construção de pousadas na cidade para receber os turistas.

O Município de Caririaçu tem uma das programações religiosas mais prestigiadas da região, a Festa de São Pedro, dentro do calendário dos festejos juninos do Cariri.

Outro ponto importante, de acordo com Edmilson Leite, será o escoamento da produtividade agrícola, melhorando o comércio de hortaliças e o mercado da pesca, já que na cidade produtores investem em criadouros, além do milho, leite, entre outros produtos. Ele classifica a estrada como a principal obra da região, depois do Hospital Regional do Cariri. Diferentes segmentos das cidades por onde a rodovia passará aguardam com expectativa a conclusão da via, que promete melhorar o transporte na região.

Vox Populi: Tasso, 46%, Eunício, 44%, e Pimentel, 43%

Pelo Governo, Cid Gomes (PSB) mantém 54% das intenções de voto e pode vencer no primeiro turno

Pesquisa Vox Populi divulgada na noite desta quarta-feira pelo portal iG mostra empate triplo na corrida pelo Senado no Ceará. De acordo com a sondagem, Tasso Jereissati (PSDB) tem 46% das intenções de voto, contra 44% de Eunício Oliveira (PMDB) e 43% de José Pimentel (PT). Há empate por causa das possíveis variações decorrentes da margem de erro, de 3,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na comparação à pesquisa realizada em 10 de setembro, Tasso perdeu cinco pontos percentuais, enquanto os dois adversários cresceram seis pontos cada. Para o Senado, 29% dos eleitores disseram ainda estar indecisos.

Governo
Pelo Governo do Estado, segundo o Vox Populi, o governador e candidato à reeleição Cid Gomes (PSB) lidera e pode vencer ainda no primeiro turno, com 54% das intenções de voto, contra 19% de Lúcio Alcântara (PR) e 12% de Marcos Cals (PSDB).

Em relação a pesquisa anterior, a diferença de Cid para a soma de seus oponentes caiu quatro pontos - apesar de o candidato do PSB ter mantido o mesmo percentual de antes. A diferença caiu porque Lúcio e Cals oscilaram positivamente dentro da margem de erro. Entre os entrevistados, 11% alegam ainda estar indecisos sobre a escolha do novo governador e 4% afirmam que vão votar em branco ou nulo.

Fonte: O Povo