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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Espanhóis promovem beijaço gay para receber o papa

Manifestantes se concentrarão em frente à Catedral de Barcelona durante visita de Bento 16

Peregrinos caminham próximo ao cartaz do papa Bento 16 em Santiago de Compostela. Internautas espanhóis estão convocando homossexuais do país para um beijaço gay para receber o papa Bento 16, que visita a cidade de Barcelona neste próximo domingo (9). O protesto está sendo convocado pelas redes sociais, para mostrar a insatisfação dos homossexuais com as declarações do papa, que pressiona governos de países católicos contra adoção de políticas gays, como a união civil entre pessoas de mesmo sexo. No site de relacionamento Facebook, 1.500 pessoas já confirmaram presença na manifestação. A comunidade diz: “Sem placas, sem bandeiras, sem gritos e sem slogans. Apenas beijar é permitido”. Uma das organizadoras, Marylene Carole, disse diz que “é estranho que um ato tão nobre como beijar assim pareça revolucionário no século 21”.

Entre os espanhóis de 20 a 24 anos, apenas 7% vão à igreja, embora 51% se definam como católicos não-praticantes. A Espanha é um dos principais alvos das críticas do papa. O atual governo socialista do primeiro-ministro José Luiz Zapatero conseguiu aprovar a legalização do aborto e o casamento gay.

Miguel Riopa/AFPMiguel Riopa/AFP

Guerrilha começa sexta-feira com procissão




A segunda Guerrilha do Ato Dramático Caririense começa nesta sexta-feira, dia 05, na cidade do Crato. A abertura do evento começa a partir das 17 horas, com procissão saindo da Praça São Vicente.




GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE

TEATRO RACHEL DE QUEIROZ

DE 5 A 27 DE NOVEMBRO DE 2010

CRATO - CARIRI - CEARÁ

A MAIOR AGENDA DE ESPETÁCULOS DO NORDESTE BRASILEIRO!!!

LUTA E AFIRMAÇÃO

Criada em 2009 pela Sociedade Cariri das Artes / Cia. Cearense de Teatro Brincante e Sociedade de Cultura Artística do Crato, Pontos de Cultura do Brasil, consorciadas com grupos e companhias de teatro e dança atuantes na região, a Guerrilha do Ato Dramático Caririense é um dos mais importantes projetos de inclusão e afirmação cultural em artes cênicas do interior nordestino, consolidado que está como instrumento de valorização, incentivo e desenvolvimento das artes no Cariri cearense, fortalecendo-o, inclusive, como destino turístico-cultural.

Com esse espírito, realizamos, de 07 a 22 de novembro de 2009, a “1ª Guerrilha do Ato Dramático Caririense”. Foram 16 espetáculos reunindo cerca de 3.000 espectadores de todas as idades, revelando a vitalidade das artes cênicas e o potencial de plateia caririenses.

A edição de 2010, que ocorrerá de 5 a 27 de novembro, terá a participação de 44 espetáculos de teatro e dança realizados por 26 companhias, todas do Cariri, sempre dois por noite, às 19h00min e 20h30min, nas modalidades palco à italiana e arena, além de dois shows musicais e performances circenses.

Estima-se que o evento mobilize um público de cerca de 5.000 pessoas, entre conterrâneos e visitantes, prestigiando e reconhecendo a dramaturgia e a encenação produzidas na região como fortes elementos identitários do povo caririense, cearense e nordestino.

DEFESA DA IDENTIDADE CULTURAL

A cultura brasileira tem se afirmado pela diversidade. O Nordeste, e nele o Cariri cearense, se destaca como emblema cultural resultante de intenso caldeamento de influências, notadamente a ibérica, a africana e a ameríndia, iniciado nos tempos de colonização das terras brasileiras pelos portugueses.

Entretanto, atualmente, forças midiáticas movidas pelo interesse econômico privado e alimentadas pela ideologia hegemonista do grande capital internacional ferem cruelmente o direito à livre existência da pluralidade de linguagens e tendências artísticas e culturais, na tentativa de estabelecer a estética do consumo capitalista como única via de comportamento intelectual e material.

Em meio a essa avalanche destruidora, a resistência de afirmação da identidade popular tem se dado pela bravura de grupos alternativos, reforçados por programas públicos de desenvolvimento cultural e parcerias com entidades de classe, sempre almejando oportunidades de crescimento profissional, geração de renda e difusão dos símbolos culturais que identificam o povo e sua história.

APOIO

Secretaria de Cultura do Município do Crato

Governo Municipal do Crato

Secretaria de Cultura do Estado do Ceará

Governo do Estado do Ceará

Ministério da Cultura – Programa + Cultura / Cultura Viva

Centro Cultural Banco do Nordeste - CCBNB Cariri / Banco do Nordeste

Governo Federal

Circo-Escola Alegria / Projeto Circo do Sopé

Centro de Ativação Cultural Poeta Cego Aderaldo

Coletivo Camaradas

SATED-CE

Imprensa

Blogues

GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE

Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior

CENTENÁRIO DE RACHEL DE QUEIROZ

04.11.1910 – 17.11.2010

PROGRAMAÇÃO


05 (sexta):

17 h - PROCISSÃO DE ABERTURA com a participação do Circo-Escola Alegria, grupos, atores e brincantes seguindo da Praça 3 de Maio até a Praça da Sé, onde haverá o SHOW DO ALÉM, COM LUIZINHO BREGA STAR E AS MAGRECITAS
18 h - Abertura da exposição 25 ANOS DA CIA. TEATRAL LIVRE MENTE, Teatro Rachel de Queiroz, Crato-CE

06 (sábado):
19h00min - Palco: CONTOS DE BRUXAS (Infantil, 60min), Cia. Teatral Arriégua, Crato-CE
20h30min - Arena: ESPERANDO COMADRE DAIANA (12 anos, 60min), Cia. de Teatro Livre Mente, Juazeiro do Norte-CE

07 (domingo):
19h00min - Palco: DONA PATINHA VAI SER MISS (Infantil, 60min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE
20h30min - Arena: DENTRO DA NOITE ESCURA (12 anos, 60min), Cia. de Teatro Livre Mente, Juazeiro do Norte-CE

08 (segunda):
19h00min - Palco: PLUFT, O FANTASMINHA (Infantil, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE
20h30min - Arena: OS ANIMARTISTAS (Infantil, 50min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE

09 (terça):
19h00min - Palco: LAMPIÃOZINHO (Infantil, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE
20h30min - Arena: AVENTAL TODO SUJO DE OVO (12 anos, 70min), Grupo Ninho de Teatro, Juazeiro do Norte-CE

10 (quarta):

19h00min - Palco: O MISTÉRIO DO BOI MANSINHO (Infantil, 80min), Comunidade Oitão de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: A VINGANÇA DO FINADO JOAQUIM (Livre, 40min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE

11 (quinta):

19h00min - Palco: O MACACO SABIDO (Infantil, 50min), Cia. Kanoistraveizdinovo, Jati-CE
20h30min - Arena: A COMÉDIA DA MALDIÇÃO - 5 ANOS EM CARTAZ (Livre, 70min), Cia. Cearense de Teatro Brincante, Crato-CE

12 (sexta):

19h00min - Palco: O BARQUINHO (Infantil, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE
20h30min - Arena: BRASEIRO (12 anos, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE

13 (sábado):

19h00min - Palco: O REINO MALUCO DE BRANCA DE NEVE (Infantil, 50min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: CEARÁ, GENTE QUE RI (Livre, 55min), Cia. Arte e Cultura, Crato-CE

14 (domingo):
19h00min - Palco: POR CAUSA DE VOCÊ (Livre, 50min), A2 Cia. de Dança, Crato-CE
20h30min - Arena: DESMISTIFICANDO TABUS (14 anos, 50min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE

15 (segunda):
19h00min - Palco: UMA ÚLTIMA VEZ (14 anos, 60min), Cia. Arte e Cultura, Crato-CE
20h30min - Arena: ESPERANDO GODOT (12 anos, 15min), Cia. Os Dois de Teatro, Juazeiro do Norte-CE

16 (terça):

19h00min - Palco: A BRUXINHA QUE ERA BOA (Infantil, 50min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE
20h30min - Arena: BURRA, NÃO É NADA DISSO QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO (Livre, 60min), Allysson Amâncio Cia. de Dança, Juazeiro do Norte-CE

17 (quarta):

19h00min - Palco: HISTÓRIAS DO TEMPO DA MAMÃE (Livre, 60min), Grupo de Teatro Curumins do Sertão, Farias Brito-CE
20h30min - Arena: RETRATO (Livre, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE

18 (quinta):

19h00min - Palco: A COMÉDIA DA MALDIÇÃO (Livre, 60min), Grupo de Teatro Curumins do Sertão, Farias Brito-CE
20h30min - Arena: CABORÉ (Livre, 50min), Cia. Desabafo de Teatro, Juazeiro do Norte-CE

19 (sexta):
19h00min - Palco: AS IRMÃS CASTANHOLAS (12 anos, 60min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: NÃO CULPA ELES, CULPA NÓS (12 anos, 50min), Cia. Kanoistraveizdinovo, Jati-CE

20 (sábado):
19h00min - Palco: PÁSSARO DE VOO CURTO (Livre, 60min), Cia. Entremeios de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: BODAS DE SANGUE (12 anos, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE

21 (domingo):
19h00min - Palco: AMARRAS (Livre, 40min), Dakini Cia. de Dança, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: NUDEZ SEM CASTIGO (14 anos, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE

22 (segunda):
19h00min - Palco: O VELÓRIO SHOW (12 anos, 60min), Cia. dos Sem, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: ITINERÁRIO ALÉM DO PONTO (Livre, 40min), Cia. Armadilhas Cênicas, Crato-CE

23 (terça):
19h00min - Palco: UM AMOR DE PALHAÇO (Livre, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE
20h30min - Arena: CURTÍSSIMAS (12 anos, 60min), Alunos do NEET / SESC e Comunidade Oitão de Teatro, Juazeiro do Norte-CE

24 (quarta):

19h00min - Palco: SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO (12 anos, 60min), Turma do Curso de Formação em Teatro - CCBNB 2010, Cariri-CE
20h30min - Arena: A COMÉDIA DA MALDIÇÃO - 5 ANOS EM CARTAZ (Livre, 70min), Cia. Cearense de Teatro Brincante, Crato-CE

25 (quinta):
19h00min - Palco: O HÓSPEDE (12 anos, 60min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: TERREIRO DE HISTÓRIAS (Infantil, 50min), Cia. Armadilhas Cênicas, Crato-CE

26 (sexta):
19h00min - Palco: ARMADILHAS (Livre, 40min), Cia. Armadilhas Cênicas, Crato-CE
20h30min - Arena: NAS GARRAS DO CAPA-BODE (Livre, 35min), Cia. Wancilu’s Gat Produções, Crato-CE

27 (sábado):
16h00min às 17h30min – Ônibus Juazeiro do Norte/Crato: BUZU-TEATRO (Livre, 25min), Comunidade Oitão de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
19h00min - Palco: AFRODESCENDÊNCIA (Livre, 30min), Cia. de Dança Vid’Art / Projeto Nova Vida, Crato-CE

20h30min - Arena: Seminário “Teatro Brasileiro Caririense” / Entrega de Certificados e Outorga do Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior
22h00min - LIFANCO - SHOW VALORES CULTURAIS

Crato-CE, outubro de 2010.

Cacá Araújo
Coordenador Geral
(88) 8801.0897 / (88) 9960.4466 / (88) 3523.7430 / (88) 3523.2168

Para poupar Dilma, Lula deve antecipar corte de gastos e medidas de ajuste fiscal

NE - Quebrando no Espinhaço do Pobre!

O presidente Lula deverá antecipar medidas econômicas duras e impopulares para evitar que a sucessora, Dilma Rousseff, tenha de adotá-las no início de seu governo, informa reportagem de Kennedy Alencar, publicada nesta terça-feira pela Folha.

Amanhã e quinta-feira, as pastas da Fazenda e do Planejamento deverão finalizar estudos de medidas de ajuste que acham necessárias para o novo governo. O diagnóstico será transmitido à equipe de transição de Dilma.

A Folha apurou que Lula já se dispôs, se Dilma quiser, a implementar medidas duras. A ideia é aproveitar a alta popularidade de Lula para tomar decisões que possam ser desagradáveis a setores do funcionalismo público e da sociedade como um todo.

Apesar de ter negado durante a campanha, Dilma e Lula já discutiram medidas de ajuste fiscal e até monetária. Será um ajuste menor que o feito por Lula em 2003, quando havia uma situação econômica mais crítica.

Folha.com

A volta dos que não foram - Palocci estará de Volta no novo Governo

Casa Civil muda e Palocci será reabilitado

Disposta a evitar novas crises no Palácio do Planalto, a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), vai repaginar a Casa Civil e fortalecer a Secretaria-Geral da Presidência. A ideia é ajustar o chamado “núcleo duro” do governo para que a Casa Civil deixe de ser um latifúndio e a articulação política ganhe musculatura. Nesse novo desenho, a Secretaria de Relações Institucionais – hoje responsável pelas negociações com o Congresso – pode ser extinta e suas funções, abrigadas por outro ministério, como a Casa Civil ou a Secretaria-Geral. No modelo em estudo, porém, a Casa Civil perde atribuições executivas, a partir de 2011. Programas especiais serão coordenados pela própria Dilma, que pretende montar um time de assessores especiais no Planalto.

O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, um dos principais coordenadores da campanha, será reabilitado no novo governo do PT e terá papel de destaque. Comandante da economia no primeiro mandato do presidente Lula, ele caiu em março de 2006 após o escândalo envolvendo a quebra de sigilo do caseiro Francenildo dos Santos Costa, revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Palocci chegou ao comitê de Dilma como homem indicado por Lula, mas encerrou a maratona eleitoral na condição de mais próximo interlocutor da petista. Sem experiência na seara política, Dilma recorrerá a ele para as articulações de bastidor.

Dilma já disse a amigos, porém, que não quer saber de “homem forte” ou “primeiro-ministro”. O cargo a ser ocupado por Palocci segue indefinido. Ele tanto pode ir para a Casa Civil como para a Secretaria-Geral da Presidência, dependendo da configuração a ser adotada na “cozinha” do governo. Na prática, Palocci representa para Dilma o que o empresário e vice José Alencar foi para Lula, em 2002. O deputado virou uma espécie de salvo-conduto: aproximou a então candidata principalmente de banqueiros e empresários do setor exportador.

AE – Agencia Estado

A herança fascista da campanha - José do Vale Pinheiro Feitosa

No meio da tarde de ontem recebi uma informação que parecia mais um dado: a Dilma seria eleita mesmo se anulassem todos os votos do Norte e Nordeste. Ela saiu vitoriosa no Rio e Minas Gerais e as diferenças no Sul foram equilibradas, a não ser no Paraná. Em São Paulo ela perde, mas o PT cresce.

Hoje li uma postagem no blog de um jornalista paulista chocado com o nível de agressividade no twitter contra os nordestinos. Agora entendi o motivo daqueles cálculos. A campanha do Serra é responsável por isso: esta agressividade e o chamamento do derrotado ao twitter estimula este ódio. Não vou nem comentar cada indignidade, apenas passar uma lista do que já anda circulando nos blogs para que cada um sinta pelas próprias frases. Que cada um observe quantas vezes esta linha estreita e alguns dos vocábulos não surgiram durante a campanha nos blogs e nas mensagens que recebemos de amigos da região.

Leiam e reflitam bem como surge o ódio fascista. Como ele pode já se encontrar latente, mas como um partido, um estilo de oposição e uma campanha eleitoral podem ser o núcleo organizador de uma política. Sintam como as “gracinhas” que o PSDB e DEM fizeram com alguns programas sociais pegaram como uma verdade de ódio. Sintam na pele o que é ser nordestino. Preparem suas emoções:

Nordestino não é gente, faça um favor a SP, mate um nordestino afogado. – Mayara Petruso.

Brasileiros, agora fodam-se! Isso que da, dar direito de voto a nordestino. – Mayara Petruso.

Infelizmente quem decide eleição não é quem lê jornal, é quem limpa a bunda com ele. Quem perdeu foi o Brasil. – euquero45 – Juliana Lafer.

Tem gente que fala que todos os brasileiros são iguais... Não quero e não sou igual ao povo do Norte/Nordeste. - @merlinlipe.

Bem vou trabalha porque não ganho bolsa família dos Nordestinos. Nem faço 2 filhos para ter mais bolsa família. - @claytonAmerico.

Os #Nordestisto provam que a grande maior não são alfabetizados. Foi lá que a Dilma ganhou...parabéns ao povo com grande desenvolvimento=p. @JessySalvatore

Enfie seu oxente no cu, vagabundos que vivem de bolsa miséria, vc/s não trabalham 1/3 do que a gente em SP. @Ju_Balog

Não é preconceito! É fato! O nordeste hj é sustentado por bolsa miséria pq ser miserável é + fácil do que trabalhar. @Ju_Balog

Rindo muito da tag #Nordestisto. Já vi nordestino dizer que é educado e inteligente. AVÁ, @carolsalgueiro.

Trocaram voto por miolo de pão!! @tonel

Valeu nordeste. Mais quatro anos vivendo nas nossas costas (Y). @znetti.

Parabéns eleitor. O Norte/Nordeste elegeu uma presidente e o do Sul/Sudeste tem que trabalhar para sustentar esta cambada de vagabundos. @LcGasparetto.

Sul/Sudeste = desenvolvimento. Norte/Nordeste=comodismo. @tomazaapp

80% do amazonas vota na Dilma...Cambada de índios burrooo. @suhelen1

Me tornei racista por que de vocês prestos fedidos que só querem ter filhos e encher a barriga com o dinheiro de quem trabalham. Andrebitarello.

No Sul/Sudeste tem muito mais gente bonita do que no Norte/Nordeste ainda bem que moro em SP. @Deehsativa.

Vamos lá nordestino, se n tiverem orgulho sobra o quê? Comida não tem, cultura não tem, sobra orgulho. @palomabiavati.

Orgulho de que? De ser o povo que vive da bolsa do Lula? Que não trabalha para o país! Ignorância é mato para este povo. @joelhob.

O q adianta #terorgulhodesernordestino se nem civilização tem lá? Bando de burros, tem os piores ensino e ganham esmola do PT! @Victociccone

#orgulhodesernordestino = #orgulhodeserumverme. @calohenriques

Bando de nordestino FDP...são tão burros, que qlqrs idiota faz a cabeça dls..por isso q eu odeio nordestino. @Mikafrauzola.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Viva a situação e a oposição - José do Vale Pinheiro Feitosa

Passadas as eleições não é tempo de se acomodar. Se fosse isso deixaríamos de justificar aquilo que motivou a disputa de projetos e visões de mundo. Quando tinha quatorze anos de idade vi a ruptura institucional com o Golpe de 64. Ainda não tinha consciência de tudo que representava aquilo, mas foi evidente que um grande evento na história do meu futuro acontecera.

Depois na universidade estive na geração que pela esquerda política tentou enfrentar o trágico momento do AI5 e no campo da universidade o Decreto 477. Anos depois me tornei grande amigo de Wilson Fadul que fora Ministro da Saúde de Jango e seu articulador no Congresso Nacional. Ele me contou detalhes da intimidade da articulação de Jango, JK e Lacerda na Frente Ampla. Interpretou o quanto a minha geração acirrara o processo com a luta armada.

Mas quem estava no meio do sufoco não via desta maneira, embora o equívoco político seja claro, mas não havia equívoco na qualidade dos quadros e na razão da luta. Enfim a maior parte daqueles anos fomos derrotados. Todos os dias e uma derrota perigosa, pois muitos amigos morreram, fugiram e uma grande maioria se acabrunhava de medo, vivia com a cruz da justa análise e nada por fazer.

Mesmo quando o processo eleitoral aconteceu os vitoriosos não nos convinham e era difícil vencer máquinas eleitorais e a repressão política. Aos que perdem eleições apenas tomem consciência que uma geração inteira foi derrotada anos após anos. A esquerda brasileira de qual matiz tenha foi derrotada a cada eleição e a cada dia da tentativa de se organizar.

A vida não foi fácil, mas a sobrevivência política aconteceu a ponto de elegermos Brizola no Rio e depois um conjunto de políticos banidos pela Ditadura. Termos feito as manifestações pelas Diretas Já e termos perdido na ora fatal. Quando veio a eleição do primeiro presidente civil, foi indireta e a primeira direta fomos derrotados.

Paro aqui. A derrota das esquerdas não impediu que ela formulasse. Que contribuísse para este momento do país, inclusive com a Constituição de 88. O motivo principal é que uma vez havendo base social, em algum momento a influência aparece. Nenhuma força desaparece num processo eleitoral, ao contrário, cresce.

Se fizermos uma reforma política e eleitoral que preserve as forças minoritárias, o Brasil tem muito a lucrar. Muito mais do que aquele bipartidarismo excludente e sufocante que pode estreitar muito a margem de transformação como parece acontecer nos EUA.

Em resumo: eleições não é jogo, embora usem o termo com alguma frequência. Não tem vitoriosos e perdedores no sentido dos jogos. Eleições têm projetos em disputa que por serem votados transformam-se um em face do outro. O jogo situação e oposição continua sendo o mais rico da história. Mesmo quando forças políticas se tornam hegemônicas por muitos anos, elas se modificam dialeticamente pelo exercício do poder e pela ação da oposição.

A emoção da arte - Emerson Monteiro

Visitei o Salão de Outubro do Crato em sua sexta edição, ora sob a coordenação da artista plástica Edilma Rocha, que lidera equipe de pessoas identificadas com a iniciativa, gerando resultados de sucesso.
Numa grata surpresa em termos da qualidade das obras expostas de autores inclusive de outros estados brasileiros, vivi de perto a emoção da boa arte que toca o sentimento e transcende as coisas só físicas e materiais. Nos trabalhos oferecidos aos olhos dos visitantes, pinturas a óleo, aquarelas, técnicas mistas, esculturas, há um passeio pelo mundo da eloquência visual, nestes tempos de tanta tecnologia e indústria, grafismo e mercado de produtos e consumo, velocidades, rumores, vídeos. O clima ocasionado pela arte clássica de telas e objetos trazidos à mostra propicia viagem aos campos das galerias e dos museus que consolidaram o vigor da história da Arte.
Na galeria da RFFSA, em espaço organizado com esmero, senti a força que tem Edilma e seus sonhos das artes plásticas, frutos do talento e da herança familiar que, no Crato, garantiu lugar de destaque na pintura e na fotografia, legenda reconhecida noutras terras, legado de algumas gerações iniciado com o avô Júlio Saraiva, e prosseguiu através dos seus genitores, Edílson Rocha e Telma Saraiva.
Cabe a mim isto de reconhecer aqui o carinho e a dedicação ao VI Salão de Outubro demonstrados por quem este ano o conduziu. Em duas edições da mesma mostra, nos anos de 1977 e 1978, participei de sua organização, juntamente com Luiz Karimai e outros artistas, com exposições situadas no então Parque Municipal, hoje Praça Alexandre Arraes.
O Salão de Outubro deste ano corresponde, pois, em tudo por tudo, ao bom nível das mostras anteriores, reforçando, nesta fase de revitalização depois de algumas décadas, o ímpeto artístico da comunidade cratense dentro do universo rico de criatividade e das produções culturais da Região caririense.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Projeto “Com Arajara em Ação Não Se Encontra Lixo no Chão”

Articulação entre instituição de ensino, ONG e comunidade estimula cidadania ambiental

Uma parceira entre o Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia IFCE - Campus Crato e o Instituto Arajara - IA vem mantendo desde outubro último um projeto de ação ambiental para coleta de resíduos sólidos urbanos que são lançados inadequadamente e com danos ao meio ambiente no entorno da Chapada do Araripe, Região do Cariri, notadamente nas proximidades do distrito de Arajara, em Barbalha. A população local, neste sentido, é estimulada pelo projeto a destinar o lixo para um posto de coleta em troca de acesso ao Arajara Park. A ação acontece sempre aos sábados, a partir da 10 horas da manhã na entrada do referido parque. O lixo é recebido por monitores selecionados dentre alunos do IFCE e da Escola Antonio Costa Sampaio, localizada na comunidade. A coordenação do projeto é da professora do IFCE Francinilda Araújo Pereira.

Não perca a oportunidade de se divertir e exercer sua cidadania no que diz respeito ao meio ambiente.

Fonte: IFCE – Campus Crato

Ufa, a guerra acabou. Acabou? – Por: Gaudêncio Torquato


Após refregas, umas mais leves, na base de tiros de espoleta, outras muito violentas, sob balas de canhão, chega ao fim uma campanha eleitoral que resvalou pelo terreno do despudor. E, ao contrário do que reza o ditado, entre mortos e feridos nenhum se salvou. Candidatos, coligações, debates, propaganda, pesquisas, redes sociais e até a figura do presidente da República saíram com a imagem chamuscada. Ao argumento de que, mais uma vez, nossas instituições políticas e sociais denotaram plena vitalidade, expõe-se um sentimento – ao que parece, generalizado – de que limites foram ultrapassados no uso de direitos e garantias, deixando ver coisas inusitadas, como ataques que passaram além da linha do bom senso, linguagem rústica e incompatível com o respeito entre pares, e, como fecho da operação que margeou o pedregoso terreno da irresponsabilidade, o desmonte da liturgia que emoldura o exercício do poder. Se há uma lição a extrair, é a de que o ritual de campanha política andou para trás, a reclamar substanciais reparos. O pleito, infelizmente, não conseguiu diminuir o fosso entre a política e a sociedade.

A cadeia de elementos nocivos que se formou ao longo da campanha é a sombra da velha política. A decrepitude dos costumes reflete-se no espelho de contrafações: o personalismo dos candidatos amortecendo programas e ideias; agentes públicos usando de maneira avassaladora as estruturas do Estado nas campanhas dos candidatos; instrumentos e processos, que foram atualizados pela legislação, sendo usados de modo enviesado. Até o Judiciário leva parte de culpa ao deixar buracos na aplicação da lei. Não se pode dizer que tenha faltado verbo no palco eleitoral. Nem verbas. De um lado e de outro ouviram-se falas para os setores que, tradicionalmente, ganham refrãos e promessas. Mas o embate entre candidatos foi tão áspero que pouco se conserva de um acervo substantivo. O descaso com escopos pode ser verificado ainda pelo fato de que apenas nesta reta final programas foram expostos ao público. Foi o que ocorreu com os 13 compromissos da candidata Dilma Rousseff. Os tucanos, por sua vez, nem um mero esboço apresentaram, contentando-se com ideias esparsas de José Serra.

Por falta de clareza e objetividade a respeito de eixos centrais – concepção de Estado, gastos públicos, desenvolvimento regional, política macroeconômica, programas de bem-estar social, entre outros -, retalhos, versões e contraversões acenderam a fogueira, incendiando o ambiente. A maneira rude como foi exposto o tema da privatização é exemplo. A pulverização de falas e o embate acalorado entre os contendores – incluindo o viés religioso trazido pelo tema do aborto – contribuíram para obnubilar questões importantes. Já a formatação dos debates televisivos incrementou a carga de desinformação. O que mais se viu na TV foram perguntas não respondidas, respostas não solicitadas, atendendo à estratégia de fustigação recíproca alinhavada por marqueteiros. Os debates, de tão previsíveis e repetitivos, cansaram. Por que não se escolheram pautas específicas para cada encontro? Cinco sessões, cobertas por todas as emissoras em cadeia, sob o patrocino de uma por vez, e em programação definida por sorteio, poderiam aprofundar as prioridades nacionais. Induzidos a discorrer exclusivamente sobre uma agenda selecionada, os candidatos propiciariam aos eleitores avaliação mais acurada de propostas. O adjetivo cederia lugar ao substantivo.

Outro setor que sai combalido é o das pesquisas. Tornaram-se alavancas de candidaturas, glória para uns, calvário para outros. A pletora de institutos e as baterias de pesquisas – alguns resultados destoaram mesmo quando feitas no mesmo período – geraram desconfiança. Deixam a impressão de que carecem de maior controle de qualidade. O fato é que não há critérios rigorosos sobre o sistema de mapeamento das intenções de voto e de expectativas sociais. Aliás, o pacote de coisas ruins acabou subindo ao sagrado espaço do Judiciário. Observação procedente de especialistas é de que a Justiça Eleitoral pecou pela permissividade. Multas aplicadas aos candidatos não foram capazes de sustar a artilharia. Nunca se viu uma campanha tão apelativa como a que se encerra. As redes da internet encheram-se de sujeira. Ferramentas foram usadas para destruir imagens e macular perfis. Ficou patente o descompasso entre a facilidade de produzir dossiês contra candidatos e a extrema dificuldade de retirá-los da infovia eletrônica. O acervo dos danos à imagem pessoal recai, assim, sobre o colo da Justiça.

Se candidatos cometeram impropriedades e campanhas extrapolaram nos abusos, parte da agenda negativa pode ser debitada a certa leniência do aparato judicial. Salta à vista a tibieza na aplicação de penas aos infratores. Será que os juízes fizeram cumprir a lei no que diz respeito aos deveres e direitos dos agentes públicos? Será que governantes – alguns como patrocinadores, outros como candidatos à reeleição – se comportaram dentro dos limites da legalidade? Se houve excessos – sob a massiva divulgação da mídia -, por que o braço da Justiça não alcançou os infratores? Não se nega o direito do servidor público, em licença, férias ou fora do horário de expediente, de poder exercer plenamente sua cidadania e participar de qualquer ato político-partidário. Mas a Justiça teve condições de verificar o que se passou nos 27 Estados da Federação?

Por último, vale observar que até a mais alta Corte do País se enrolou nos fios da teia eleitoral. Mesmo com a histórica decisão de fazer valer para este ano a Lei da Ficha Limpa, após acalorado bate-boca entre alguns ministros transparece a visão: o Brasil é mesmo o país do mais ou menos. Certos candidatos com “ficha suja” sairão do purgatório para o inferno. Outros, com a mesma ficha, irão do purgatório para o céu. A razão? Filigranas da lei. E assim a guerra, para uns acabada, deverá continuar. É o Brasil do eterno retorno.

Por: Gaudêncio Torquato – JORNALISTA, É PROFESSOR TITULAR DA USP E CONSULTOR POLÍTICO E DE COMUNICAÇÃO

A Grandeza de Dilma no Discurso de Eleita - Por: Dihelson Mendonça



Em seu primeiro discurso como Presidente do Brasil, Dilma Rousseff ousou, e teve a grandeza que muitos fanáticos do PT não aprovariam: A de respeitar as diferenças de opinião partidária. Disse com todas as letras, que estende a mão agora a todos aqueles que não votaram nela no primeiro e no segundo turno, e que é, a partir de agora, presidente de todos os Brasileiros, independente de religiões, raças, e convicções políticas. Disse ainda que pretende honrar TODOS os compromissos de campanha ( que são muitos ), e sobretudo, erradicar a miséria do Brasil. Da nossa parte, esperamos que Dilma Rousseff possa cumprir aquilo que prometeu ao país, pois hoje o Brasil é um país dividido e quase METADE da população não votou nela, nem acreditou em suas propostas. É nossa esperança que a Dilma saiba honrar o cargo que irá ocupar, e os compromissos que assumiu perante a nação brasileira.

A segurança com que falou no discurso inicial, não dá margem a revanchismos arcaicos, nem às infelizes perseguições que alguns têm nutrido pela oposição nos últimos tempos no Brasil. Pelo contrário, Dilma enalteceu o papel da IMPRENSA, da denúncia que serve de alerta, da Liberdade de Opinião e da pluralidade de pensamentos.

À Dilma Rousseff, nós desejamos toda a boa sorte nesta empreitada. Que o Brasil possa se desenvolver, sobretudo, com responsabilidade e garantindo a sustentabilidade, perante as nações, e que seu governo seja implacável contra a corrupção, que como um câncer, se alastrou pelos bastidores do poder na era Lula, com ou sem a sua conivência.

De certo modo, a chegada de Dilma Rousseff ao poder, representa o fim da era Lula, do eterno culto à personalidade, da megalomania de um homem que entrou humilde no palácio, resvalando até no Nobel da Paz, mas sucumbiu, beijando os sapatos de sanguinários ditadores da América latina. O fim do fanatismo ao "apedeuta" e as estultícies, representa uma nova era que há de ser erguida de diferentes maneiras, trazida pelas mãos de uma mulher forte, que fala com grande determinação, eis que já raia de forma ainda tímida, porém esperançosa, a liberdade no horizonte do Brasil.

Dihelson Mendonça

O Discurso de Serra e o Presente do Crato - José do Vale Pinheiro Feitosa

O Darlan pôs os pontos nos “is”. Dilma teve 77% dos votos válidos no Crato e o povo comemorou. Não foi o silêncio do momento da votação. Mas para o prefeito Samuel Araripe, através de sua assessoria não há, como no discurso de Serra um “respeito e humilde a voz do povo nas ruas”. Não teve nenhuma comemoração, na noite de domingo, pela democracia ter funcionado tão bem e assim se manifestou Dilma e Serra ao agradecerem aos eleitores.

No entanto, a prefeitura do Crato tem uma imensa semelhança com o candidato derrotado: ambos se acham herdeiro natural do latifúndio. Pensam no mundo como apenas a propriedade natural deles próprios. O discurso do candidato apenas agradece aos que carregaram “a bandeira com o Serra 45”, esquece completamente o PSDB e o projeto de país do partido. Mesmo quando amplia seu olhar além dos votos que teve, ele se refere aos governadores e não ao partido.

Como certas práticas do paroquialismo de arrabalde, o candidato derrotado não entende o esforço contra a maré do Senador Aécio Neves e não o agradece, apenas o faz a Geraldo Alckmin. Mas a vulgaridade do nosso pensamento logo imagina: Geraldo tem uma secretaria para ele e Aécio apenas uma assessoria de gabinete. Mas não é isso, o buraco é mais abaixo, o Serra quer ser presidente a qualquer custo e não pode ao menos ter a humildade de agradecer o esforço do governador de Minas. Engano, o PSDB que sobreviverá a mais uma derrota na presidência, tem o maior número de governadores entre os partidos e eles enfrentarão os caciques da oligarquia paulista do partido. Até mesmo o Geraldo não dará mão à ambição do derrotado.

Numa coisa o Serra teve consciência, ele não é bobo igual a máquina eleitoral do Crato, tem inteligência estratégica. Reconheceu o grande desafio que foi enfrentar a sucessão de Lula: “Nestes meses duríssimos, quando enfrentamos forças terríveis...” Claramente querendo cavar a trincheira do que ele construiu nesta campanha e que agora disputará no campo da direita política com o centro e a esquerda.

Além de uma estratégia ele já identificou os elementos táticos: na internet. No twitter, nas redes sociais, e-mails, blog e site este espaço aberto e pantanoso que tende a solidificar o solo e se tornar uma plataforma essencial no futuro. Numa base sólida o Serra terá os elementos táticos, mas não poderá usar as mesmas táticas desta campanha. A tática do ódio, do achincalhe, da denúncia vazia, da manipulação, do estímulo ao conflito: o Serra guerra e ódio. Ali o campo será outro e o contraditório haverá, basta ver o que aconteceu quando ele radicalizou as posições.

O candidato não tem uma grande inteligência histórica, mas aprendeu na política e por isso lança o próprio recomeço. Para ele, para os eleitores dele e dos governadores do PSDB não é um recomeço, é a continuidade com a responsabilidade de governarem grandes estados, de legislarem nas assembléias e no Congresso Nacional. Portanto, igual ao que acontece no autismo do Crato, o recomeço é apenas do Serra e não do PSDB. Até ao usar o plural majestático ele não consegue se desanuviar do imenso egocentrismo: Por isso a minha mensagem de despedida neste momento, não é um adeus é um até logo. Não amigo de mim mesmo, o até logo é de Beto Richa, Geraldo, Aécio, Teotônio e outros para não cansar o distinto público.

Quanto ao presente do Crato, pelo que me contaram, é limpar o lixo deixado pela festa.

domingo, 31 de outubro de 2010

O Discurso de Dilma e Futuro do Crato - José do Vale Pinheiro Feitosa

Soberba e contorcionismo nunca fizeram bem no comentário de resultados eleitorais. Isso posto que só existem duas possibilidades: vitória ou derrota. Os vitoriosos fazem a festa, como acontece agora mesmo em Fortaleza e os derrotados silenciam. Alguém escreveu num dos blogs da região do Cariri que o Crato estava parado neste dia. Não havia nada vibrante pelo menos no curso da votação.

Uma boa explicação é a presença de Samuel Araripe, prefeito do Crato e do PSDB. Podendo tornar evidente a campanha de Serra, como aquela festa que amoleceu o coração dos assessores da prefeitura no lançamento no Tênis Clube. Foram fotos que contarão a história deste momento tumular da cidade. Ela parece acabrunhada, nada muda, tudo é igual, é o lento sonambulismo histórico.

Alguém acordará o Crato deste sonho que não cessa? Parece que na cidade, em termos políticos, não há nada que não venha da década de 50 do século passado. A prefeitura é o altar desta grande dormência. Que apenas perderá o efeito adormecido quando o quadro político da cidade mudar. E mudar igual Zé Flávio brinca com o PTB de Nova Olinda: os partidos populares realmente se organizarem e aprenderam a lição do novo tempo.

Agora mesmo é possível que alguém tente recordar a quantidade de votos que a Dilma não teve. Óbvio que os votos em Serra para tentar emparedar os sonhos dos vitoriosos. O melhor modo é comparar os dois turnos, uma vez que esta é a verdadeira história destas eleições. Em primeiro lugar, como se tornou quase uma regra, a abstenção é maior no segundo turno: foram menos 4,5 milhões de votos.

O outro fato é que os eleitores tomaram partido, se mobilizaram mais e deixaram para lá os votos em brancos e nulos: foram menos 2,4 milhões de votos num universo que representava no primeiro turno 9,5 milhões. Portanto foi um segundo turno mais politizado e com mais opções por um dos candidatos. O candidato Serra ganhou 10,2 milhões de votos em relação ao primeiro turno, mas partiu de um patamar mais baixo quando comparado a Alckmin nas eleições de 2006. E Dilma, que já estava num nível elevado de votos, recebeu mais 8,0 milhões de votos.

Portanto os vitoriosos devem se alegrar e apostar no seu projeto de governo que foi traduzido muito bem pela candidata. A própria eleição dela, uma mulher, já é uma firme resposta do eleitorado ao discurso machista e conservador do candidato desde o primeiro turno. Quem soube interpretar o primeiro discurso da candidata há de observar uma grande coisa: os direitos essenciais da alimentação, do emprego e da renda, da moradia digna e da paz social estão no mesmo patamar do direito de opinião e expressão. Para bom entendedor está dito: a opinião e a expressão não destruirá os outros direitos.

Um dos vícios dos pais modernos é criar Mauricinhos que se derretem numa ingenuidade açucarada ou numa prepotência de Pitboy. É lavada besteira imaginar que ferir a liberdade de idéia e expressão é se contrapor a quem as tens. Aí mesmo é que se encontra a tal liberdade. O Crato só vive esta pasmaceira por que ninguém pode criticar nada que um ódio contra qualquer um se levantará uma vez se diga que exista um simples buraco de rua. Isso quem vive lendo aqui sente o tempo todo.

Então que use seu ódio, mas vou não posso esquecer o buraco. Todo mundo sabe que a base da crítica da campanha do PSDB contra Dilma nasceu naquele documento sobre direitos humanos a partir do qual criaram as questões do aborto e do casamento gay: A candidata zelará pela irrestrita liberdade de imprensa, pela mais ampla liberdade religiosa e de culto e aí o complemento necessário: pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos tão claramente consagrados em nossa constituição.

A outra farsa é querer elogiar a candidata agora já criando as garras com que irá se contrapor a ela. É claro que ela governará para todos. Que a oposição é uma escola de melhoria de governo, que inclusive se o Crato tiver funcionando bem deve fazer muito bem à cidade, mas não parece.
O discurso da presidenta eleita é bem diferente daquele de Lula nas suas duas eleições. O mundo passa por uma crise financeira e agora os especuladores já estão no seu devido lugar e ela qualifica muito bem isso quando diz: a retomada dos mercados de financiamento, limitando a alavancagem e a especulação desmedida, que aumentam a volatilidade dos capitais e das moedas.
Afirma a questão do uso das riquezas nacionais para o desenvolvimento dos brasileiros, mas de uma forma clara e dizendo claramente qual o método. O método da partilha que efetivamente separa capital, estado e define o destino da riqueza para o desenvolvimento das bases sociais: educação, saúde, segurança e desenvolvimento da renda dos brasileiros. Definitivamente, não alienaremos nossas riquezas para deixar ao povo só migalhas.

Ao terminar sua manifestação, a presidenta Eleita, como a consolidar as posições do seu projeto eleitoral, seja pela seu agradecimento pessoal e, principalmente pela força política nele identifica o lócus desta força e ela é Lula. Os arautos da oposição não podem jogar pedras no presidente sem atingir, simultaneamente, a presidenta eleita.

Na minha opinião o Crato mudará muito nas próximas eleições. O Ceará já mudou muito nestas. Agora o espaço político está arejado e aquela preguiça que a pessoa identificou no dia de hoje é apenas o silêncio que anuncia que daqui para frente tudo vai ser diferente. E não apenas pela vitória da candidata, mas principalmente pela derrota daqueles que controlavam o passado.

Onde você estava nestas eleições? - José do Vale Pinheiro Feitosa

Sabemos que uma tática do embate político é caricaturar o adversário. Dar-lhe nomes que podem pegar como um apelido. Enfim derrotar a imagem pública dele. Nestas eleições foi usada pelos dois lados e se propagou no novo meio que é a internet.

Um meio diferente, muito mais capilar e que funciona, por vezes, como um eco que repete uma voz muitas vezes. É território pantanoso, das manifestações mais belas e do mais abjeto do obscurantismo do pensamento humano. E será até o ponto em que as próprias manifestações se tornem banais e todos saibam, de pronto, a cantiga do trololó.

Ontem pelo meio da noite recebi uma “mensagem”, que se originara de outra multiplicada e aquela fora enviada para um mealing de mil pessoas. Eu soube, pois é de um amigo jornalista. Qual o teor?

Ele como eleitor do Serra vibrava com o apoio da Marina ao candidato na última hora e trazia um link para uma página da ex-candidata. De cara estranhei, a Marina já havia anunciado sua posição, tinha se manifestado contra a campanha de Serra de envolvê-la de modo farsante. Então abri o link e estava lá uma matéria que fazia parte da enganação engenhosa e que maculou a credibilidade do meu amigo.

A página era a da Marina. Só que o link remetia para uma postagem de agosto de 2010, ainda no primeiro turno. Na essência ela dizia que não reconhecia a Dilma como eleita, que a conhecia pelos papéis que tivera no governo. Era a posição de quem disputava e acreditava na disputa, jamais iria reconhecer que a fatura já estaria pronta no primeiro turno.

Ora, imediatamente procurei a página da Marina e lá deveria encontrar o que ela dizia. Ao abrir as postagens dos últimos dias não falavam disso. Imediatamente denunciei o fato ao amigo que teve de repassar para o seu imenso mealing o desmentido.

A lição que tomei disso é que do mesmo modo que desconfio da manipulação em certos assuntos da mídia, agora mais do que nunca temos de ter o mesmo em relação ao universo da internet, de qualquer natureza: site, blogs, redes sociais e e-mails. Quantos não já receberam textos de autores famosos que não são deles, apenas alguém se achando um gênio esquecido, faz um besteirol e manda adiante com o nome do Veríssimo, do Jabor, Quitana e etc.

Aliás a maior manipulação foi de um poema de Mayakovisk que a extrema-direita inverteu, no seu acordar das sombras com a era Bush, inclusive por aqui, andou espalhando na internet. Aliás, eis uma má notícia. A extrema-direita soube se aproveitar do pântano geral da rede.

Dizem que a campanha de Serra contratou um Indiano cuja natureza dele é criar uma trama de divulgação de fatos, que envolve amigos nossos (assim como fazem os ladrões de senha) que nos repassam, que usam de táticas pervertidas de deturpação de imagens, de invencionices de fatos, dentro de uma malha ampla de manipulações.

Isso mexeu com muita a prática da oposição na atual campanha. Em São Paulo havia uma rede imensa para espalhar estes spams. O mais clássico foi que mal acabara de receber um texto indignado contra o PT e Dilma dizendo que um site petista estaria estimulando a guerra contra a igreja, a matéria já aparecia dentro de um grupo imenso de pessoas. A história envolvia eleitores do PSDB do estado como repassadores e tinha uma articulação no twitter da Soninha que é era um dos braços da campanha.

No meio da tarde o esquema tinha se desmascarado e Soninha, após ter ampliado o assunto até não mais vê, fez tipo de fui enganada pela rede. Acho que teve muita gente enganada, mas muitos foram adiante mesmo sabendo que era assunto fajuto. Tudo pela vitória, pensavam. E ainda se acham no direito de dar lições de moralidade e ética.

Dilma chega ao dia da eleição com 55% das intenções de voto, aponta Datafolha

Dilma Rousseff (PT) chega ao dia da eleição com 55% dos votos válidos, segundo pesquisa Datafolha realizada ontem e hoje. Está dez pontos à frente de José Serra (PSDB), que pontuou 45%. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais.

O Datafolha entrevistou 6.554 pessoas neste sábado, um número maior do que o de outras sondagens recentes. A pesquisa foi encomendada pela Folha e pela Rede Globo e está registrada no TSE sob o número 37903/2010.

Se confirmar nas urnas o resultado do Datafolha, Dilma será eleita a 40ª presidente do Brasil. A corrida eleitoral tem se mantido estável nos últimos 15 dias, com os dois candidatos variando apenas dentro da margem de erro do levantamento.

Na última quinta-feira, Dilma tinha 56% e oscilou negativamente um ponto. Serra estava com 44% e deslizou um ponto para cima. Do ponto de vista estatístico, é impossível afirmar se houve ou não variação no período.

Quando se consideram os votos totais, Dilma tem 51% contra 41% de Serra. Ambos oscilaram positivamente um ponto cada de quinta-feira até ontem. O percentual de indecisos continua em 4%. E há também 4% de eleitores decididos a votar em branco, nulo ou nenhum.

A campanha de segundo turno agora em outubro mostrou uma recuperação de Dilma em todos os segmentos analisados ontem pelo Datafolha, com exceção de dois grupos: os eleitores da região Sul e os do interior do país.

No Sul, a petista começou o mês com 43% contra 48% de seu adversário tucano. Ontem, Dilma estava com 42% e ainda perdia para Serra, que pontuou 50%.

Entre os eleitores do interior, a candidata do PT ficou no mesmo lugar. Começou outubro com 50% e ontem tinha o mesmo percentual. Mesmo assim, está sete pontos à frente de Serra (43%).

A arrancada mais significativa de Dilma se deu nas regiões metropolitanas (de 44% para 52% neste mês) e no Sudeste (de 41% para 48%). O Sudeste concentra 45% dos eleitores do país. Serra, que é paulista e fez sua carreira política na região, tem 44%, o mesmo percentual do início do mês.

No Nordeste (25% dos eleitores brasileiros), a petista manteve neste mês sua liderança sobre o tucano. No início de outubro, tinha 62%. Ontem, segundo o Datafolha, Dilma estava com 63% e uma frente de 33 pontos sobre Serra, cuja pontuação na região foi de 30%.

O principal reduto do tucano é o Sul. Mas ele avançou pouco durante o mês, de 48% para 50%. Dilma, cuja carreira se deu no Rio Grande do Sul, não conseguiu se recuperar entre os sulistas.

Nas regiões Norte e Centro-Oeste, os dos candidatos a presidente começaram o mês empatados tecnicamente: Serra com 46% e Dilma com 44%. Ao longo da campanha, a curva se inverteu. Ontem, a petista estava com 50% e o tucano com 42%.

A pesquisa Datafolha confirma a força de Dilma entre os eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos (44% do total do país). A petista tem 56% nesse segmento contra 36% de Serra.

Fonte: Folha.com

sábado, 30 de outubro de 2010


Ontem encontrei Edilma em plena atividade com Ernesto e Ricardo (seus irmãos) e mais outros componentes do grupo de organização do IV SALÃO DE OUTUBRO

Os trabalhos expostos foram analisados e julgados pela comissão composta por Divani, Noemita, Pachelly ,Tarcísio Pierre .

Edilma parecia um dínamo. Apesar de cansada pelo empenho e pela trabalheira de dias seguidos, manteve tudo muito organizado e impecável.

Vale a pena ver a Mostra hoje, dia 30, às 20 na
GALERIA DA REFFESA - CENTRO CULTURAL ARARIPE

***
CONFIRAM E VISITEM ESSE GRANDE EVENTO

Comissão (parcial)
Tela de Edilma (Metamorfose)
(Já apreciada por dois visitantes curiosos)
Esculturas...
(E um sorriso amarelo esculpido no rosto do visitante anônimo)
Homenagens

Para ver as obras dos artistas concorrentes apareçam e deleitem-se!


Claude Bloc


Renascer duas vezes...
(no mesmo dia)
- Claude Bloc -

Dia 28 foi dia de grande aventura. Peguei o avião em Fortaleza, já com atraso de mais de 1 hora, e por duas vezes, cheguei a sobrevoar Juazeiro, mas devido a "uma falha técnica" o avião teve que retornar a Fortaleza.

Imaginem o ânimo das pessoas dentro daquela nave, em meio às nuvens, naquelas alturas sendo supreendidas com o retorno. O voo prosseguia e, de repente, eram vistas de novo as formações montanhosas da região de Caririaçu e o aviso encabulado do comandante sobre um problema nos "flats" que não permitiam pouso na pista curta de Juazeiro.

A agitação teve início, mas sem pânico. Pessoas começaram a circular pela nave em busca de informações mais precisas. Uma menininha loura corria de lá pra cá... Gente(s) com compromissos inadiáveis começaram a "chiar"... e finalmente visualizamos  Fortaleza e , nessa hora, as orações se apertaram para que o pouso acontecesse sem complicações... Deu certo!

Esperamos no aeroporto para uma definição e posicionamento por parte da empresa. Alguns desistiram de um novo embarque na exata hora em que pisaram o solo. A grande maioria esperou pra ver.

Às 19 horas, fomos chamados para um reembarque. A empresa afirmando tudo estar garantido em termos de segurança. Começou a nova viagem. Agora já no escuro. Lá de cima  as luzes das cidades iam aparecendo e sumindo e, de novo, aconteceu a frenagem no ar indicando que íamos descer. Novamente lá estava Juazeiro e suas casas, e suas ruas. Mas, novamente, fomos informados de mais um retorno frustrante e sombrio. Feições tensas apareciam em cada pessoa... 

Novo pouso. A cada chegada telefonemas mil avisando a quem esperava no aeroporto de Juazeiro pelos passageiros que "tudo estava bem". 

A empresa então providenciou (e só desta vez) um recambiamento dos passageiros para o voo da Gol de 23:45h e ofereceu o jantar para quem aceitasse prosseguir a viagem. Novo check-in na nova empresa. Saída pontual... Chegada ao destino, FINALMENTE, com as graças de Deus!!!

Vejam os ESCRITOS DE BORDO:

Asas
Tenho asas
Prontas para voar
Asas beta-gama-delta
livres
e
soltas

Eis que embarco
Sobre as nuvens
Sobre o tempo
Sobre as horas
Horas de ninar
Dias de sorrir
Asas minhas sobre o Cariri.


O Voo

Estou a caminho
as nuvens não as vejo
lá embaixo
apenas as luzes das muitas cidades.
O dia escureceu
e todos nós renascemos.

O pouso

Não sei porque me lembrei de Caldas Aulete. Talvez porque estou a mil metros do chão e me faltam palavras. Aqui não tenho dicionário nem banco de dados. Apenas adrenalina correndo célere pelo corpo.

O medo de alguma forma arrefeceu-se. Pus-me em oração e uma confortável paz se fez. Mente aberta à vida e às alegrias dos (re)encontros fazem-me sorrir sem respostas... Não era a hora!!! Então fora de hora agradeço a ventura de pousar mais uma vez no Cariri e lá também pousar meus sonhos.



O Desembarque

Desço da nave, mãe dos meus medos. Respiro profundamente o ar fresco da minha terra. Bebo a doçura do encontro. Encontro a segurança do solo.

Piso devagar para senti-lo e sinto-o meu. Descubro em solo, o solo da noite e o silêncio embriagante da Chapada no chegar das horas ( no Cariri).

Claude Bloc

O Senhor e o Solado de Sapato - José do Vale Pinheiro Feitosa

Tudo neste mundo se diferencia. Eis que o nosso panorama seja tão rico.

Um senhor, dado a chistes, querendo um cruzado no adversário, já foi presidente da república do Brasil e diz que mudou a história do país. Não mudou no essencial, mas o grande enredo do papel do Estado Nacional e dos mais pobres.

Ao final do seu mandato as famílias ricas estavam mais bilionárias e os pobres uma pobreza que nem imaginavam. Este senhor quebrou o país algumas vezes e recebeu alguns cheques do amigo do Norte para descontar na praça. E se foi e os avalistas, os brasileiros, pagaram a conta.

O solado do sapato desse senhor se fricciona ao solo que pisa. Acostumou-se aos tapetes macios, aos passos silenciosos, como um anjo flutuando nas nuvens. Ontem se arrastou no piso de um hotel de luxo, carregando o senhor para uma palestra a investidores estrangeiros antecipando a fatura que o seu candidato entregará.

É solado bem conservado. Apenas tem de se atritar ao solo algumas horas do dia. Antigamente eram mais do que 14 horas das 24 que os pés do senhor tinham. Hoje se esqueceram do senhor, a aventura dos ávidos por poder se encontra em penumbra. O solado adormece no sapateiro como um gato de madame.

Mas o candidato do senhor se desmaterializou do original. Gira como biruta em vendaval. E chamaram o senhor para uma caminhada no áspero das ruas. No solo que mendigos adormecem, ali onde o crack é fumado. Tem nomes de causar suspiros aos brasileiros: viaduto do Chá, Vale do Anhaganbaú. E o senhor a salvar o mundo com os passos no indesejado espinho em que se arranham os pobres.

E o solado é o espelho do dono. Nem bem alguns cumprimentos dos políticos acima do chão. Passos no sofrimento do piso irregular. Dos buracos da prefeitura, das poças de águas impermeáveis do solo, no cocô dos cães, no lodo do mijo dos mendigos. O solado desempenhava o papel pior a que seu senhor se sujeitara.

E se foi. O solado não suportou a dor da humilhação. Separou-se do sapato e se fingiu de morto numa quina de paralelepípedo. O senhor horrorizado com aquele fujão das horas amargas, também se foi. Havia um motivo superior, não ajudaria a vitória se aparecesse na televisão mancando pela diferença de nível.

E se despediu com seu modo de repetir as frases em sinal de “touché” aos que lhe incomodam: já ganhou! Já ganhou! Já ganhou! Já! Já!

E apascentou-se do calor e das ruas fétidas no ar condicionado da sua carruagem macia.

RAPADURA CULTURARTE APRESENTA: “Alumiação” Nº 01

Prof. Jorge Carvalho, mentor e apresentador do Rapadura Culturart

“Dedicado a Eloi Teles” - 10 Anos de Saudade - e ao Bairro Batateiras
Tributo de saudade a Zé Gonzaga

DATA: 30 de outubro de 2010
LOCAL: Barracão do Folclore - Bairro Vila Lobo
HORÁRIO: 17 Horas

PROGRAMAÇÃO
1. Apresentação do Maneiro-Pau do Baixio do Muquém.
2. Apresentação do Reisado do Mestre Aldenir.
3. Forró Flor do Piqui.

CONVIDADOS
Mestre Cirilo, Mestres Raimundo e Antônio Aniceto, Mestra Zulene, Mestra Edite, Mestre Galego, Mestras Penha e Mazé, Luciano Carneiro, Mestre Vicente Flor, Mestre Pedro...

SERÁ SERVIDO MUCUNZÁ, CAFÉ E BOLO DE MILHO

CNBB defende declarações do papa Bento 16 sobre o aborto

A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) saiu em defensa nesta sexta-feira da declaração do papa Bento 16 que recomendou que bispos brasileiros preguem voto contra políticos que defendam aberta ou veladamente o aborto.

Em nota, a entidade afirma que "acolheu com gratidão" as palavras do papa que reforçam seu posicionamento de que padres orientem politicamente os fiéis brasileiros.

Para a CNBB, cada bispo tem direito de pregar, além de valores religiosos, voto em determinado projeto político.

"Em seu pronunciamento, o Santo Padre confirmou a preocupação constante da Igreja no Brasil em defesa da vida, da família e da liberdade religiosa. O Santo Padre enfatizou o direito e o dever de cada Bispo, em sua Diocese, de orientar seus fiéis em questões de fé e moral, inclusive em matéria política, confirmando o que a CNBB havia recordado em documentos, notas e entrevistas anteriores", diz a nota.

A declaração do papa gerou críticas entre aliados da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, que acusaram a igreja de extrapolar suas funções.

A CNBB explicou que o encontro de ontem com o papa ocorre anualmente para "apresentar o balanço das principais atividades", "bem como acolher sugestões e orientações, refletir sobre opções e alternativas pastorais" e que a reunião coincidiu com a passagem dos bispos maranhenses.

Em encontro com bispos do Maranhão, em Roma, o papa reiterou a posição católica a respeito do aborto, condenando o uso de projetos políticos que defendam a descriminalização da prática. "Os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas."

Segundo o papa, a democracia só existe quando "reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana".

Bento 16 fez um "vivo apelo a favor da educação religiosa" nas escolas públicas e pediu ainda pela presença de símbolos religiosos em locais públicos. O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, é citado como um exemplo de monumento que contribuiu para o "enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade".

Fonte: Folha.com

Presidenciáveis se ignoram em debate da Globo e centram falas em propostas

Vanderlei Almeida/AFP

Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) evitaram a troca de acusações diretas no debate da TV Globo, último encontro entre os presidenciáveis. Os candidatos se ignoraram e apenas fizeram críticas indiretas.

O tom do encontro foi o da apresentação de propostas, muitas delas já feitas durante a campanha e nos outros nove debates que aconteceram.

O debate teve três blocos com perguntas feitas por eleitores indecisos. Cada candidato respondia a uma pergunta de um eleitor indeciso com réplica e tréplica entre Dilma e Serra.

No terceiro bloco, Serra falou no aumento da arrecadação de impostos. Sem citar o governo Fernando Henrique Cardoso, Dilma respondeu que hoje a economia cresce mais e que antes era quase zero.

"Você arrecada mais porque as pessoas consumiram mais, tiveram mais renda e lucraram mais", disse a petista.

Ao falar de educação, ela também deu uma cutucada no governo anterior. "Não sei se você sabe, mas estava proibido fazer escola técnica pelo governo federal."

Nas considerações finais, a petista disse que não guarda mágoas dos ataques que sofreu.

"Nessa campanha em alguns momentos eu fiquei muito triste das calúnias que sofri."

Serra também fez críticas indiretas ao governo Lula e à política econômica, ao defender uma economia mais forte. "O Brasil é um dos países do mundo com menos investimento. Inclusive menos que no passado."

O momento de maior descontração foi um quase bate boca entre Dilma e o mediador Willian Bonner por conta de um erro no relógio que marcava o tempo.

INDIRETAS
O primeiro bloco foi o mais quente. "O exemplo tem que vim de cima. O chefe de governo tem que começar dando exemplo escolhendo bem as equipes e punindo quando há alguma irregularidade", afirmou o tucano, ao ser questionado sobre a corrupção.

Ele ainda falou dos ataques aos órgãos de controle como o TCU (Tribunal de Contas da União), criticado diversas vezes por Lula.

Serra citou o caso dos aloprados do PT nas eleições de 2006. "Tem casos que estão insepultos que não foram feitos nada", disse.

"A corrupção no Brasil chegou a níveis insuportáveis", completou.

Também no primeiro bloco, Dilma citou o escândalo dos Sanguessugas de 2006. "Foi na área da saúde, tanto é que chamou de sanguessugas", disse.

Ela defendeu o trabalho da Polícia Federal durante o governo Lula. Segundo ela, foram presos pela primeira vez governadores e grandes empresários.

"O importante é investigar e punir. Doa a quem doer", afirmou a petista, que ainda tratou da Controladoria Geral da União.

Ela criticou o governo Fernando Henrique Cardoso. "É importante que não haja o engavetador -geral da República", afirmou a candidata em referência ao apelido do procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, durante o mandato de FHC.

Por diversas vezes, Dilma soltou frases do tipo "muito importante essa pergunta".

TOM AMENO
No segundo bloco, Dilma e Serra sustentaram um tom ameno.

Na pergunta mais dura do debate, a eleitora indecisa disse que ambos mostram uma saúde de qualidade no programa eleitoral, e afirmou que, no entanto, a população é "tratada como lixo" e "sofre como animais" nas filas de hospitais.

O tucano afirmou que o governo encolheu "em seis ou sete" pontos percentuais as verbas para a saúde. A candidata petista disse que o Brasil tem "um problema sério de qualidade da saúde".

"Se a gente não reconhecer, não melhora", disse Dilma, que disse assumir um compromisso de jogar o "peso" do governo federal na qualidade da prestação dos recursos para Estados e Municípios.

Os dois candidatos voltaram a propor a criação de policlínicas especializadas.

Quando o tema foi a educação, Serra também cutucou o governo federal, quando afirmou que "muitos Estados e municípios não estão pagando nem o piso" para os professores da rede pública porque o "governo federal havia se comprometido a pagar a diferença e não está pagando".

O presidenciável tucano voltou a propor um pacto nacional pela educação, "acima das disputas políticas e eleitorais".

"Temos que ter um entendimento que passe por cima dos partidos, de sindicatos", afirmou.

Dilma também insistiu na valorização salarial e na formação continuada dos professores. Nesta questão, cutucou o tucano, acusado por petistas de tratar professores com violência.

"Se não houver pagamento digno para professores, não há como ter qualidade da educação. Precisa ganhar bem e ter formação continuada. Não se pode tratar professor com cassetetes ou interromper o diálogo. O diálogo é fundamental no respeito à essa profissão."

Fonte: Folha.com