Encontrar o jeito de viver chega às raias da impertinência, por causa da agitação de carros e multidões que lotam as capitais e cidades maiores, trazendo essa alternativa de permanecer no interior um jeito novo de organizar o mundo e encontrar a forma de sobreviver nos matos do sertão.
A década de 50 do século que passou existia no modelo econômico brasileiro que representava maior quantia habitando a zona rural. Depois, com a urbanização e a industrialização galopantes das duas décadas posteriores, 60 e 70, o bucolismo do interior para muitos perdeu o charme e o pêndulo trocou de lado, enchendo de gente as metrópoles que agora lutam sobrecarregadas e gritam por socorro a qualquer custo.
Os moradores dos lugares maiores, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Recife, Salvador, rezam pelas saídas honrosas de não largar a história de suas famílias e seus portos de fixação, sabendo, no entanto, que iniciar noutros cantos significaria espécie de exílio territorial.
Há um surto de apreensão nesse sentido. Os governos penam ocupados diante dos graves problemas das megalópoles, cercados de argumentos do quanto o enigma urbanos supera a capacidade imediata das soluções. O trânsito reduziu-se a níveis aterrorizadores de velocidade, com horas e horas de retenção nas filas intermináveis de automóveis, observados pelos marginalizados do sistema e seus olhos de lince, com a segurança e os vícios pecaminosos além da monotonia das paisagens fumarentas e mórbidas. Quando há praias, os finais de semana ainda alimentam o sonho do infinito, na linha do horizonte e sóis monumentais, a falar esperança nos dias melhores que virão nas abas da natureza. Poetas de plantão, sonhadores, mergulham nas telas incendiadas dos televisores, da mídia e fnos computadores maternais, nas horas domésticas enclausuradas.
O interior dispõe, quem sabe até quando?, do sossego entre descampado e paredes, porém parecidos nos termos humanos e suas limitações de qualidade, ainda diante dos fluxos migratórios que despejam cultura industrial nos cérebros assustados.
Quer-se, no entanto, contar da solidão silenciosa possível quando inexistem vizinhos neuróticos e sons malucos a toda altura, nos bares, fundos de carros abertos, porres medievais das tardes vazias, impaciência das ruas que invade as horas nos becos escuros da velha saudade social.
Falar nisso enquanto é tempo, dos outros modelos permitidos pela criatividade. Espécies de retorno ao campo, vez que antenas existirão mesmo assim nos distantes lugares, telefones, transportes, escolas, energia elétrica, saúde. Estudar meios diferentes de fugir das cidades sem precisar viver os pesadelos de fora, nisso acham-se os caminhos administrativos da saída, já que se experimentaram os dois lados da moeda e sabe o peso de cada um.
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010
A solidão vive no interior - Emerson Monteiro
Eu não guardo Ressentimentos ! - Dihelson Mendonça
Os mais próximos a mim sabem da minha extrema capacidade de perdoar aqueles que me aborreceram por qualquer motivo, seja por maldade, ou por ignorância, entendendo esta como a falta da informação verídica acerca dos fatos, e dos mal-entendidos. Não há lugar mais nem na minha cabeça nem no coração para ressentimentos, isso fica para pessoas mesquinhas e que não têm em que pensar. Embora eu seja uma pessoa extremamente calma, às vezes surpreendo com verdadeiras explosões de fúria intensa, se alguém tenta me passar para trás, mas mesmo assim, a raiva logo se dissipa.Ontem tivemos o desprazer de participar e presenciar uma das maiores discussões ( no mau sentido ) que se tem notícia na Blogosfera Caririense. O fato que iniciou o tumulto foi um ataque pessoal que recebi de um comentarista sobre uma postagem que eu havia feito no Blog Cariricaturas. Respondi em igual tom, e solicitei providências, e com apenas o apontar da serventia da casa, agora confirmado em nota, fui expulso do Blog, quando desapareceram do meu painel de controle as opções de postar e o próprio Blog sumiu, impossibilitando-me de qualquer defêsa por inúmeros comentários que se seguiram de gente anônima.
No Calor da discussão, o escritor Zé do Vale, ainda sem entender direito o que se passava, baseado num raciocínio que se mostrou depois incorreto, achou que eu havia entendido a mensagem da administradora como o abrir da porta, e eu houvesse saído por conta própria. Antes tivesse sido isso, pois cada Blog e administrador tem o SAGRADO direito de expulsar quem quiser, coisa que todos concordamos, e ninguém é obrigado a aceitar pessoas de que não gostamos no nosso convívio diário.
Só que essa informação somente agora apareceu, depois de termos ontem Eu e o Zé do Vale quase nos matado por aqui, batido boca desnecessariamente, e no calor da discussão, exaltando defeitos que tenho certeza que nenhum de nós chega a tanto. Tudo poderia ter sido evitado com um simples E-mail, um telefonema, já que se entende por AMIZADE. A sinceridade e a Verdade ainda é a melhor política. Não custaria nada ter ligado e dizer: "Olha, não te queremos mais lá, você tem uns pensamentos diferentes dos nossos, nao nos agrada", como a administradora finalmente disse em seu texto: "Removi o nome do Dihelson , como autor, pelo direcionamento de colocações e comentários, contrários à harmonia do nosso Blog. " OK, no problem!
Acabo de ver feliz, no Blog Cariricaturas a mensagem do Zé do Vale reconhecendo o equívoco do julgamento anterior. É preciso ter grandeza para reconhecer um erro, e eu o parabenizo aqui por isso. Na verdade, ele foi induzido ao erro, pelo desenrolar dos acontecimentos. Mas talvez se eu não houvesse me apressado em externar a minha defêsa, poderia a essa altura, muita gente pensar que eu me desliguei e depois fui reclamar, coisa absurda de se entender.
Acho que com a mensagem do Zé do Vale, a admissão da administradora perante o público de que EXECUTOU o ato e os outros esclarecimentos, o fato está completamente explicado e esgotado.
Da minha parte, aceito publicamente a expulsão, apesar de eu não haver escrito nada demais para merecer isso, mas afinal... e acho que eu poderia ainda contribuir para o debate naquele blog no livre fuir das idéias. Acho estranho que quando eu escrevia lá, algumas mensagens poderiam provocar desarmonia no Blog, enquanto que as mensagens depreciativas dos comentaristas em me atacar nunca são entendidas dessa forma. Quero esclarecer tambem que a administradora diz na mensagem que não está no perfil do Blog do Crato, mas isso não é minha culpa, pois enviei inúmeros convites à mesma, tanto é que a Claude e a Edilma estão, porque ela não haveria de estar também ? Os convites ou não foram recebidos, ou foram recusados.
Mas, deixemos tudo isso de lado. Conforme iniciei esta pequena nota, não guardo rancor do Zé do Vale de forma alguma, esta mensagem é conciliatória, e o isento também ( como já havia isentado ) de qualquer coisa em relação à expulsão ( na verdade, eu já sabia quem havia sido o executor ), e ele também não pode ser responsabilizado por seguir uma linha de raciocínio errada, se não tinha todos os dados para fazê-lo corretamente, e que eu já dispunha, mas não podia revelar muito isso.
Quero pedir desculpas ao Carlos Rafael, administrador do Blog Cariri Agora pela batalha travada aqui no dia de ontem, porque é um local neutro em que todos os contendores podem ter acesso.
Bola pra frente!
Não há um só mal que não traga um bem. Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos. Da minha parte, nada mudou, vou tratar a todos com o devido respeito com que tenho tratado desde que nos conhecemos.
Duas frases porém, ficaram:
"A vida não se resume em Blogs"
"A nossa vida mesmo, é essa de carne e osso que nós temos"
Edilma Rocha
Abraços,
Dihelson Mendonça
As Reinações da Imprensa Brasileira - José do Vale Pinheiro Feitosa
Esta é boa para a escrita do Emerson Monteiro. A colunista Mônica Bergamo na Folha de São Paulo informa que o Promotor Paulo Castilho do Juizado Especial Criminal, com base no Estatuto do Torcedor, diz que se Felipe Massa der passagem para o seu companheiro de equipe Fernando Alonso, sairá preso de Interlagos.
Tirando a questão de uma autoridade querendo fama na imprensa, este assunto é um bom tema no direito. Seja no contraponto entre o Direito Brasileiro e o Direito Internacional, uma vez que se trata de uma competição internacional. Seja no realce surpreendente de que as leis são territoriais, próprias do território brasileiro e que elas não se subordinam às práticas de eventos multinacionais. O Estatuto do Torcedor que protege o direito deles estaria, neste caso, acima de uma prática de todos os circuitos automobilísticos.
Se isso é verdade, muitas coisas mais poderão ser questionadas no futuro nos termos desta levantada pelo Promotor.
Censurando o Sítio do Picapau Amarelo.
O Globo disse que o Conselho Nacional de Educação iria censurar a distribuição de alguns livros de Pedrinho por emitirem opiniões e quadros racistas. O assunto caiu bem na mídia e guarda relação estreita com a questão do controle social das comunicações, especialmente vindo de um Conselho e do Governo Federal.
Eis as manchetes de alguns jornais do eixo sudeste: As Caçadas de Pedrinho censuradas pelo MEC no O Globo. Livro de Lobato pode ser banido por racismo O Dia OnlineRio. Caçadas de Pedrinho na Mira, Gazeta do Povo. Reinações do CNE Folha de São Paulo.
É tanto que numa das entrevistas após as eleições alguém perguntou isso ao Lula e se não me engano à Dilma. Eles, claro, não tinham conhecimento do assunto e não tinham como opinar. Pois bem logo nos blogs o assunto tomou ares de censura e se ampliou num debate que é sempre saudável.
A questão afinal qual é mesmo? Sempre a lei e a regra. A discriminação racial é crime, o MEC distribui livros para as escolas de todo Brasil. O MEC estabeleceu parâmetros para a literatura recomendando que não se distribuam livros racistas, que estimulem a destruição da natureza, que estimulem a discriminação de gênero e mais alguns itens. Acontece que a literatura clássica está cheia destes parâmetros de acordo com o pensamento da época.
Agora é outro tempo. Qual foi, de fato, a recomendação em relação aos livros do Monteiro Lobato? Os governos deverão exigir da editora responsável pela publicação a inserção no texto de apresentação de uma nota explicativa e de esclarecimentos ao leitor sobre os estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos raciais na literatura Esta providência deverá ser solicitada em relação ao livro Caçadas de Pedrinho e deverá ser extensiva a todas as obras literárias que se encontrem em situação semelhante.
Seria uma grande besteira fazer como fez o Ruy Barbosa mandando queimar a memória da origem dos escravos e seu histórico, dizem para os fazendeiros não cobrarem indenizações ao governo. Isso apaga a história e o debate de como o preconceito funcionava e era formado é essencial para a formação de um alunado crítico, com capacidade de análise e que sabe as razões da lei e das regras.
Esclarecendo a nota do Dihelson neste blog - José do Vale Pinheiro Feitosa
Em nota no final do dia de ontem, Socorro Moreira esclarece os fatos e que não estão em acordo com o que afirmei ter ele se auto-expulsado.
Não me movou nenhum sentido de mentira, no entanto, como interpretou o Dihelnson Mendonça, no sentido em que verbo tem no dicionário: afirmar ser verdadeiro aquilo que se sabe falso ou afirmar afim de induzir o erro.
Embora o erro da minha afirmativa esteja claro não há nele mais que um erro temporário dos fatos a que tinha conhecimento até então. Agora os fatos estão esclarecidos e motiva o meu esclarecimento.
Não me move nenhum razão mais do que dialogar com os meus conterrâneos, em amplo sentido e nos mais variados assuntos. Me estimula ter contato, mesmo que em textos à distância, com as novas gerações após a minha e que considero uma evolução positiva no tempo como o prório Dihelson, o Carlos, Liduína, Lupeu, Leonel, Zé Flávio, Lupin, Darlan e todos que fazem os blogs coletivos que considero uma das melhores coisas já inventadas e experimentadas na região.
Me sinto muito satisfeito de reencontrar Socorro Moreira, Edilma, Claude, Everardo, Joaquim, Armando, entre tantos da minha geração.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Twitteira que estimulou o "afogamento" de nordestinos foi denunciada à justiça - José do Vale Pinheiro Feitosa
Como o caso se tornou público, a meninada rica paulistana deu uma de barata voa apagando seus perfis preconceituosos na internet.
O Blog do Rovai e a Revista Fórum publicaram um post em que identifica muito bem o perfil social e o comportamento ideológico da estudante. Espanta o quanto isso é profundo nela e o quanto isso foi politizado pela atual sucessão:
"Fui ao orkut de Mayara para checar minhas desconfianças. E confirmei tudo que imaginava. Ela deve morar na região Oeste de São Paulo, onde vive este blogueiro há muito tempo e onde este preconceito é ainda mais latente do que em outras bandas da cidade. Digo isto porque uma de suas comunidades é a do “Parque Villa Lobos”. Se morasse na Mooca provavelmente nem se lembraria de tal parque. Se vivesse nos Jardins, citaria o do Ibirapuera.
Mas há outras comunidades que revelam mais profundamente a alma da “artista” que escreveu o post mais famoso do pós-campanha. Um post que levou o debate sobre a questão do preconceito ao Nordeste ao TT mundial no tuiter.
A elas: “Perfume Hugo Boss, Eu acho sexy homens de terno, Rede Globo, CQC, MTV, Magoar te dá Tesão? e FMU Oficial”.
Não vou comentar suas comunidades “Eu acho sexy homens de terno” e nem “Magoar te dá tesão?” por considerar tais opções muito particulares. Mas em relação ao fato da moça estudar na FMU, a Faculdade Metropolitanas Unidas, queria fazer algumas considerações. Nada contra a instituição ou aos que nela estudam, mas pela situação social da garota, ela deve ter estudado em escola particular a vida inteira e se fosse um pouco mais esforçada teria entrado numa faculdade onde a relação candidato/vaga é um pouco mais dura.
Ou seja, como boa parte dessa classe média alta paulistana, Mayara é arrogante, mas não se garante. Muita garota da periferia, sem as mesmas condições econômicas que ela deve ter conseguido vôos mais altos, deve já ter obtido mais conquistas do que a de poder consumir o que bem entende por conta da boa situação financeira da família.
Ontem, Mayara pediu desculpas pelo “erro”. Disse que afinal de contas “errar é humano” e que “era algo pra atingir outro foco” e que “não tem problema com essas pessoas”. Não desceu do salto alto nem pra se penitenciar. Preferiu fazer de conta que era uma coisa menor, ao invés de pedir perdão, afirmar que era um erro injustificável e que entendia toda a revolta que seu post produzira.
“MINHAS SINCERAS DESCULPAS AO POST COLOCADO NO AR, O QUE ERA ALGO PRA ATINGIR OUTRO FOCO, ACABOU SAINDO FORA DE CONTROLE. NÃO TENHO PROBLEMAS COM ESSAS PESSOAS, PELO CONTRARIO, ERRAR É HUMANO, DESCULPA MAIS UMA VEZ.”
Ela foi criada para isso. Para dispensar esse tipo de tratamento a nordestinos e pobres e por isso a dificuldade de ser mais humilde. É difícil para esse grupo social entender que preconceito é crime por ensejar um tipo de xenofobia que coloca quem o pratica no mesmo patamar de um tipo como Hitler. Ela odeia nordestinos. Ele odiava judeus. A diferença é que ela não pode afogar de fato aqueles que vivem na parte de cima do mapa. Já o alemão pôde fazer o que bem entendia com aqueles que julgava ser um estorvo na sociedade que governava."
NOTA DO ADMINISTRADOR DO CARIRI AGORA
Carlos Rafael Dias
Administrador do Cariri Agora
O Lobisomem da Batateira - José do Vale Pinheiro Feitosa
Na luz do sol luta pela sobrevivência como qualquer ser neste mundo de obrigações. Na luz da lua cheia uiva amedrontando aqueles que paz deveriam ter em seus lares após a longa jornada dos afazeres. Igual ao homem que de dia é homem desgastado de trabalho e à noite não descansa em sua volúpia por carnes e medos.
O lobisomem da batateira, se diga em perfeito juízo, não é bem um lobo. Isso é coisa lá do hemisfério norte. Na verdade é um guaxinim de brejo, do canavial, a cruzar veloz as touceiras de cana, passando como um raio por baixo das copas das mangueiras. Enfim, o lobisomem da batateira, é um guaxinomem.
E para azar do guaxinomem ele vive num país tropical, abençoado por deus, o resto já sabem e ali onde tem calazar e o coitado sofre muito com o problema. Ficou com o pelo arrepiado, as pernas bambas, triste como uma cachimbeira em final de vida. O coitado deu para cair dos quartos, marcar um rumo e sair no outro que não queria.
Isso também se expressa no corpo físico do homem que apresenta até hoje, apesar das doses cavalares de glucantime, grandes seqüelas. Mas o problema do guaxinomem não era só o calazar, o seu principal era o ódio de um coronel vingativo, ruim como fel, lá da Caixa Prego.
O coronel achava que o guaxinomem tinha desonrado sua filha. Ele errava de avaliação, o próprio numa confusão de carinho preciso e impreciso provocara a ruptura que anteciparia o himeneu da menina. São histórias tristes, mas acontecem, como dizem é da cultura.
Coronel não tem culpa. Ela é dos outros, dos agregados, destes sujeitos fedorentos, escória da humanidade. Coronel sem culpa, culpa os outros. E partiu para uma feroz caçada ao guaxinomem. Era mais fácil, já era desgraçado por força do mito. Assim como atacar alguém por bruxa na idade média.
Ninguém sabe se ele consegue. Por enquanto anda pelas estradas com uma cruz, de olhos esbugalhados, rosto desfeito, cabelos desalinhados, gestos ameaçadores a arrebanhar forças para o combate santo ao demônio que explica os próprios demônios do coronel.
Coitado do guaxinomem: ainda do mais necessitando mais doses de glucantime.
E quando terminava esta narrativa alguém me disse: guaxinomem é coisa do mundo, mas coronel é da história, um fica e o outro se desmancha no ar.
Intuição do Direito - Emerson Monteiro
No próximo dia 11 de novembro, às 20h, no Auditório da RFFSA, em Crato, dar-se-á o lançamento do livro Intuição do Direito, de autoria de Jorge Emicles Pinheiro Paes Barreto, advogado que milita com êxito na região do Cariri.
Trabalho elaborado com dedicação, traz conteúdo voltado à filosofia do direito sob o prisma da origem das suas primeiras instituições, com ênfase para o espírito da conformação das pessoas ao mundo social em que vivem e ampliam as normas e suas aplicações.
Sabe-se que o direito advém dos costumes, da jurisprudência, da lei, dos atos jurídicos, dentre outras fontes primárias, porém antes de tais fatores existe a pessoa humana e suas manifestações internas, fonte originária da consciência subjetiva dos acontecimentos e negócios. Com o propósito de avaliar esta área das causas antecedentes do direito, Jorge Emicles produziu uma obra digna dos melhores tratadistas, posto a público neste universo regional palco do lançamento deste seu primeiro trabalho editorial, publicado pela BSG Bureau de Serviços Gráficos.
Capítulo a capítulo, acercando-se das representações essenciais e inseparáveis do pensamento jurídico, em cada momento da epopéia investigativa do direito, o autor firma bases estruturadas de encaminhamento das suas ideias, em sólidas passadas investigativas. Revela consistência nos traços que soma ao quadro do pensamento contemporâneo, em linguagem fluente e dinâmica. Seguro na faina a que se propõe, considera as instituições, os valores, a norma, conceitos, métodos de produção, interpretações, sempre de olhos postos no desenvolvimento da doutrina que abraça e converte numa atitude digna dos mais experientes escritores, sem ficar a dever no gesto inovador.
Seu dizer por si só cativa, sobretudo comparado ao dos compêndios vistos nas ocasiões áridas de escritórios e gabinetes, no ritual fechado da linguagem técnica. Bom estilista, cuidadoso e econômico no uso da terminologia desses redutos fechados, se joga de corpo inteiro na seara dadivosa que lhe afeiçoou e onde instala seus novos predicados.
Numa feliz demonstração do quanto a comunidade acadêmica regional possui de valores e potencialidades, este o livro é ponto inicial para deflagrar o surgimento de novos autores e atualizar estudos profundos do direito, pródigo em avanços e aberto às revelações do saber universal, com amplas possibilidades para aproveitamento da matéria-prima de que dispõe.
Finados em Crato:A Expomorte é um Muro de Lamentações e Curiosidades-Por Wilson Bernardo.
do Blog do Crato - O Crato na Internet ! de wilson bernardo
UM POEMA PARA MORTE EM VIDA.A vida faz vista grossa para os afins
Finados
A morte conforme os fatos
Pouco se importa com a vida.Estamos sempre próximos do fim
o amanhecer é completamente sem vida.
Despertar do profundo começopressentir os olhares da relva
Aos olhos que despertam o nascimento
agradecemos a morte
com um bom dia de entardecimentos.
Cemitérios sobrevive de datasnasceu *
morreu+

Wilson Bernardo(Poema,Texto & Fotografia)
Espanhóis promovem beijaço gay para receber o papa
Peregrinos caminham próximo ao cartaz do papa Bento 16 em Santiago de Compostela. Internautas espanhóis estão convocando homossexuais do país para um beijaço gay para receber o papa Bento 16, que visita a cidade de Barcelona neste próximo domingo (9). O protesto está sendo convocado pelas redes sociais, para mostrar a insatisfação dos homossexuais com as declarações do papa, que pressiona governos de países católicos contra adoção de políticas gays, como a união civil entre pessoas de mesmo sexo. No site de relacionamento Facebook, 1.500 pessoas já confirmaram presença na manifestação. A comunidade diz: “Sem placas, sem bandeiras, sem gritos e sem slogans. Apenas beijar é permitido”. Uma das organizadoras, Marylene Carole, disse diz que “é estranho que um ato tão nobre como beijar assim pareça revolucionário no século 21”.
Entre os espanhóis de 20 a 24 anos, apenas 7% vão à igreja, embora 51% se definam como católicos não-praticantes. A Espanha é um dos principais alvos das críticas do papa. O atual governo socialista do primeiro-ministro José Luiz Zapatero conseguiu aprovar a legalização do aborto e o casamento gay.
Miguel Riopa/AFPMiguel Riopa/AFP
Guerrilha começa sexta-feira com procissão
A segunda Guerrilha do Ato Dramático Caririense começa nesta sexta-feira, dia 05, na cidade do Crato. A abertura do evento começa a partir das 17 horas, com procissão saindo da Praça São Vicente.
2ª GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE
TEATRO RACHEL DE QUEIROZ
DE 5 A 27 DE NOVEMBRO DE 2010
CRATO - CARIRI - CEARÁ
A MAIOR AGENDA DE ESPETÁCULOS DO NORDESTE BRASILEIRO!!!
LUTA E AFIRMAÇÃO
Criada em 2009 pela Sociedade Cariri das Artes / Cia. Cearense de Teatro Brincante e Sociedade de Cultura Artística do Crato, Pontos de Cultura do Brasil, consorciadas com grupos e companhias de teatro e dança atuantes na região, a Guerrilha do Ato Dramático Caririense é um dos mais importantes projetos de inclusão e afirmação cultural em artes cênicas do interior nordestino, consolidado que está como instrumento de valorização, incentivo e desenvolvimento das artes no Cariri cearense, fortalecendo-o, inclusive, como destino turístico-cultural.
Com esse espírito, realizamos, de 07 a 22 de novembro de 2009, a “1ª Guerrilha do Ato Dramático Caririense”. Foram 16 espetáculos reunindo cerca de 3.000 espectadores de todas as idades, revelando a vitalidade das artes cênicas e o potencial de plateia caririenses.
A edição de 2010, que ocorrerá de 5 a 27 de novembro, terá a participação de 44 espetáculos de teatro e dança realizados por 26 companhias, todas do Cariri, sempre dois por noite, às 19h00min e 20h30min, nas modalidades palco à italiana e arena, além de dois shows musicais e performances circenses.
Estima-se que o evento mobilize um público de cerca de 5.000 pessoas, entre conterrâneos e visitantes, prestigiando e reconhecendo a dramaturgia e a encenação produzidas na região como fortes elementos identitários do povo caririense, cearense e nordestino.
DEFESA DA IDENTIDADE CULTURAL
A cultura brasileira tem se afirmado pela diversidade. O Nordeste, e nele o Cariri cearense, se destaca como emblema cultural resultante de intenso caldeamento de influências, notadamente a ibérica, a africana e a ameríndia, iniciado nos tempos de colonização das terras brasileiras pelos portugueses.
Entretanto, atualmente, forças midiáticas movidas pelo interesse econômico privado e alimentadas pela ideologia hegemonista do grande capital internacional ferem cruelmente o direito à livre existência da pluralidade de linguagens e tendências artísticas e culturais, na tentativa de estabelecer a estética do consumo capitalista como única via de comportamento intelectual e material.
Em meio a essa avalanche destruidora, a resistência de afirmação da identidade popular tem se dado pela bravura de grupos alternativos, reforçados por programas públicos de desenvolvimento cultural e parcerias com entidades de classe, sempre almejando oportunidades de crescimento profissional, geração de renda e difusão dos símbolos culturais que identificam o povo e sua história.
APOIO
Secretaria de Cultura do Município do Crato
Governo Municipal do Crato
Secretaria de Cultura do Estado do Ceará
Governo do Estado do Ceará
Ministério da Cultura – Programa + Cultura / Cultura Viva
Centro Cultural Banco do Nordeste - CCBNB Cariri / Banco do Nordeste
Governo Federal
Circo-Escola Alegria / Projeto Circo do Sopé
Centro de Ativação Cultural Poeta Cego Aderaldo
Coletivo Camaradas
SATED-CE
Imprensa
Blogues
2ª GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE
Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior
CENTENÁRIO DE RACHEL DE QUEIROZ
04.11.1910 – 17.11.2010
PROGRAMAÇÃO
05 (sexta):
17 h - PROCISSÃO DE ABERTURA com a participação do Circo-Escola Alegria, grupos, atores e brincantes seguindo da Praça 3 de Maio até a Praça da Sé, onde haverá o SHOW DO ALÉM, COM LUIZINHO BREGA STAR E AS MAGRECITAS
18 h - Abertura da exposição 25 ANOS DA CIA. TEATRAL LIVRE MENTE, Teatro Rachel de Queiroz, Crato-CE
06 (sábado):
19h00min - Palco: CONTOS DE BRUXAS (Infantil, 60min), Cia. Teatral Arriégua, Crato-CE
20h30min - Arena: ESPERANDO COMADRE DAIANA (12 anos, 60min), Cia. de Teatro Livre Mente, Juazeiro do Norte-CE
07 (domingo):
19h00min - Palco: DONA PATINHA VAI SER MISS (Infantil, 60min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE
20h30min - Arena: DENTRO DA NOITE ESCURA (12 anos, 60min), Cia. de Teatro Livre Mente, Juazeiro do Norte-CE
08 (segunda):
19h00min - Palco: PLUFT, O FANTASMINHA (Infantil, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE
20h30min - Arena: OS ANIMARTISTAS (Infantil, 50min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE
09 (terça):
19h00min - Palco: LAMPIÃOZINHO (Infantil, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE
20h30min - Arena: AVENTAL TODO SUJO DE OVO (12 anos, 70min), Grupo Ninho de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
10 (quarta):
19h00min - Palco: O MISTÉRIO DO BOI MANSINHO (Infantil, 80min), Comunidade Oitão de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: A VINGANÇA DO FINADO JOAQUIM (Livre, 40min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE
11 (quinta):
19h00min - Palco: O MACACO SABIDO (Infantil, 50min), Cia. Kanoistraveizdinovo, Jati-CE
20h30min - Arena: A COMÉDIA DA MALDIÇÃO - 5 ANOS EM CARTAZ (Livre, 70min), Cia. Cearense de Teatro Brincante, Crato-CE
12 (sexta):
19h00min - Palco: O BARQUINHO (Infantil, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE
20h30min - Arena: BRASEIRO (12 anos, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE
13 (sábado):
19h00min - Palco: O REINO MALUCO DE BRANCA DE NEVE (Infantil, 50min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: CEARÁ, GENTE QUE RI (Livre, 55min), Cia. Arte e Cultura, Crato-CE
14 (domingo):
19h00min - Palco: POR CAUSA DE VOCÊ (Livre, 50min), A2 Cia. de Dança, Crato-CE
20h30min - Arena: DESMISTIFICANDO TABUS (14 anos, 50min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE
15 (segunda):
19h00min - Palco: UMA ÚLTIMA VEZ (14 anos, 60min), Cia. Arte e Cultura, Crato-CE
20h30min - Arena: ESPERANDO GODOT (12 anos, 15min), Cia. Os Dois de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
16 (terça):
19h00min - Palco: A BRUXINHA QUE ERA BOA (Infantil, 50min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE
20h30min - Arena: BURRA, NÃO É NADA DISSO QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO (Livre, 60min), Allysson Amâncio Cia. de Dança, Juazeiro do Norte-CE
17 (quarta):
19h00min - Palco: HISTÓRIAS DO TEMPO DA MAMÃE (Livre, 60min), Grupo de Teatro Curumins do Sertão, Farias Brito-CE
20h30min - Arena: RETRATO (Livre, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE
18 (quinta):
19h00min - Palco: A COMÉDIA DA MALDIÇÃO (Livre, 60min), Grupo de Teatro Curumins do Sertão, Farias Brito-CE
20h30min - Arena: CABORÉ (Livre, 50min), Cia. Desabafo de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
19 (sexta):
19h00min - Palco: AS IRMÃS CASTANHOLAS (12 anos, 60min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: NÃO CULPA ELES, CULPA NÓS (12 anos, 50min), Cia. Kanoistraveizdinovo, Jati-CE
20 (sábado):
19h00min - Palco: PÁSSARO DE VOO CURTO (Livre, 60min), Cia. Entremeios de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: BODAS DE SANGUE (12 anos, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE
21 (domingo):
19h00min - Palco: AMARRAS (Livre, 40min), Dakini Cia. de Dança, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: NUDEZ SEM CASTIGO (14 anos, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE
22 (segunda):
19h00min - Palco: O VELÓRIO SHOW (12 anos, 60min), Cia. dos Sem, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: ITINERÁRIO ALÉM DO PONTO (Livre, 40min), Cia. Armadilhas Cênicas, Crato-CE
23 (terça):
19h00min - Palco: UM AMOR DE PALHAÇO (Livre, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE
20h30min - Arena: CURTÍSSIMAS (12 anos, 60min), Alunos do NEET / SESC e Comunidade Oitão de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
24 (quarta):
19h00min - Palco: SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO (12 anos, 60min), Turma do Curso de Formação em Teatro - CCBNB 2010, Cariri-CE
20h30min - Arena: A COMÉDIA DA MALDIÇÃO - 5 ANOS EM CARTAZ (Livre, 70min), Cia. Cearense de Teatro Brincante, Crato-CE
25 (quinta):
19h00min - Palco: O HÓSPEDE (12 anos, 60min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: TERREIRO DE HISTÓRIAS (Infantil, 50min), Cia. Armadilhas Cênicas, Crato-CE
26 (sexta):
19h00min - Palco: ARMADILHAS (Livre, 40min), Cia. Armadilhas Cênicas, Crato-CE
20h30min - Arena: NAS GARRAS DO CAPA-BODE (Livre, 35min), Cia. Wancilu’s Gat Produções, Crato-CE
27 (sábado):
16h00min às 17h30min – Ônibus Juazeiro do Norte/Crato: BUZU-TEATRO (Livre, 25min), Comunidade Oitão de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
19h00min - Palco: AFRODESCENDÊNCIA (Livre, 30min), Cia. de Dança Vid’Art / Projeto Nova Vida, Crato-CE
20h30min - Arena: Seminário “Teatro Brasileiro Caririense” / Entrega de Certificados e Outorga do Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior
22h00min - LIFANCO - SHOW VALORES CULTURAIS
Crato-CE, outubro de 2010.
Cacá Araújo
Coordenador Geral
(88) 8801.0897 / (88) 9960.4466 / (88) 3523.7430 / (88) 3523.2168
Para poupar Dilma, Lula deve antecipar corte de gastos e medidas de ajuste fiscal
NE - Quebrando no Espinhaço do Pobre!
Folha.com
A volta dos que não foram - Palocci estará de Volta no novo Governo
Casa Civil muda e Palocci será reabilitado
Disposta a evitar novas crises no Palácio do Planalto, a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), vai repaginar a Casa Civil e fortalecer a Secretaria-Geral da Presidência. A ideia é ajustar o chamado “núcleo duro” do governo para que a Casa Civil deixe de ser um latifúndio e a articulação política ganhe musculatura. Nesse novo desenho, a Secretaria de Relações Institucionais – hoje responsável pelas negociações com o Congresso – pode ser extinta e suas funções, abrigadas por outro ministério, como a Casa Civil ou a Secretaria-Geral. No modelo em estudo, porém, a Casa Civil perde atribuições executivas, a partir de 2011. Programas especiais serão coordenados pela própria Dilma, que pretende montar um time de assessores especiais no Planalto.
O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, um dos principais coordenadores da campanha, será reabilitado no novo governo do PT e terá papel de destaque. Comandante da economia no primeiro mandato do presidente Lula, ele caiu em março de 2006 após o escândalo envolvendo a quebra de sigilo do caseiro Francenildo dos Santos Costa, revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Palocci chegou ao comitê de Dilma como homem indicado por Lula, mas encerrou a maratona eleitoral na condição de mais próximo interlocutor da petista. Sem experiência na seara política, Dilma recorrerá a ele para as articulações de bastidor.
Dilma já disse a amigos, porém, que não quer saber de “homem forte” ou “primeiro-ministro”. O cargo a ser ocupado por Palocci segue indefinido. Ele tanto pode ir para a Casa Civil como para a Secretaria-Geral da Presidência, dependendo da configuração a ser adotada na “cozinha” do governo. Na prática, Palocci representa para Dilma o que o empresário e vice José Alencar foi para Lula, em 2002. O deputado virou uma espécie de salvo-conduto: aproximou a então candidata principalmente de banqueiros e empresários do setor exportador.
AE – Agencia Estado
A herança fascista da campanha - José do Vale Pinheiro Feitosa
Hoje li uma postagem no blog de um jornalista paulista chocado com o nível de agressividade no twitter contra os nordestinos. Agora entendi o motivo daqueles cálculos. A campanha do Serra é responsável por isso: esta agressividade e o chamamento do derrotado ao twitter estimula este ódio. Não vou nem comentar cada indignidade, apenas passar uma lista do que já anda circulando nos blogs para que cada um sinta pelas próprias frases. Que cada um observe quantas vezes esta linha estreita e alguns dos vocábulos não surgiram durante a campanha nos blogs e nas mensagens que recebemos de amigos da região.
Leiam e reflitam bem como surge o ódio fascista. Como ele pode já se encontrar latente, mas como um partido, um estilo de oposição e uma campanha eleitoral podem ser o núcleo organizador de uma política. Sintam como as “gracinhas” que o PSDB e DEM fizeram com alguns programas sociais pegaram como uma verdade de ódio. Sintam na pele o que é ser nordestino. Preparem suas emoções:
Nordestino não é gente, faça um favor a SP, mate um nordestino afogado. – Mayara Petruso.
Brasileiros, agora fodam-se! Isso que da, dar direito de voto a nordestino. – Mayara Petruso.
Infelizmente quem decide eleição não é quem lê jornal, é quem limpa a bunda com ele. Quem perdeu foi o Brasil. – euquero45 – Juliana Lafer.
Tem gente que fala que todos os brasileiros são iguais... Não quero e não sou igual ao povo do Norte/Nordeste. - @merlinlipe.
Bem vou trabalha porque não ganho bolsa família dos Nordestinos. Nem faço 2 filhos para ter mais bolsa família. - @claytonAmerico.
Os #Nordestisto provam que a grande maior não são alfabetizados. Foi lá que a Dilma ganhou...parabéns ao povo com grande desenvolvimento=p. @JessySalvatore
Enfie seu oxente no cu, vagabundos que vivem de bolsa miséria, vc/s não trabalham 1/3 do que a gente em SP. @Ju_Balog
Não é preconceito! É fato! O nordeste hj é sustentado por bolsa miséria pq ser miserável é + fácil do que trabalhar. @Ju_Balog
Rindo muito da tag #Nordestisto. Já vi nordestino dizer que é educado e inteligente. AVÁ, @carolsalgueiro.
Trocaram voto por miolo de pão!! @tonel
Valeu nordeste. Mais quatro anos vivendo nas nossas costas (Y). @znetti.
Parabéns eleitor. O Norte/Nordeste elegeu uma presidente e o do Sul/Sudeste tem que trabalhar para sustentar esta cambada de vagabundos. @LcGasparetto.
Sul/Sudeste = desenvolvimento. Norte/Nordeste=comodismo. @tomazaapp
80% do amazonas vota na Dilma...Cambada de índios burrooo. @suhelen1
Me tornei racista por que de vocês prestos fedidos que só querem ter filhos e encher a barriga com o dinheiro de quem trabalham. Andrebitarello.
No Sul/Sudeste tem muito mais gente bonita do que no Norte/Nordeste ainda bem que moro em SP. @Deehsativa.
Vamos lá nordestino, se n tiverem orgulho sobra o quê? Comida não tem, cultura não tem, sobra orgulho. @palomabiavati.
Orgulho de que? De ser o povo que vive da bolsa do Lula? Que não trabalha para o país! Ignorância é mato para este povo. @joelhob.
O q adianta #terorgulhodesernordestino se nem civilização tem lá? Bando de burros, tem os piores ensino e ganham esmola do PT! @Victociccone
#orgulhodesernordestino = #orgulhodeserumverme. @calohenriques
Bando de nordestino FDP...são tão burros, que qlqrs idiota faz a cabeça dls..por isso q eu odeio nordestino. @Mikafrauzola.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Viva a situação e a oposição - José do Vale Pinheiro Feitosa
Depois na universidade estive na geração que pela esquerda política tentou enfrentar o trágico momento do AI5 e no campo da universidade o Decreto 477. Anos depois me tornei grande amigo de Wilson Fadul que fora Ministro da Saúde de Jango e seu articulador no Congresso Nacional. Ele me contou detalhes da intimidade da articulação de Jango, JK e Lacerda na Frente Ampla. Interpretou o quanto a minha geração acirrara o processo com a luta armada.
Mas quem estava no meio do sufoco não via desta maneira, embora o equívoco político seja claro, mas não havia equívoco na qualidade dos quadros e na razão da luta. Enfim a maior parte daqueles anos fomos derrotados. Todos os dias e uma derrota perigosa, pois muitos amigos morreram, fugiram e uma grande maioria se acabrunhava de medo, vivia com a cruz da justa análise e nada por fazer.
Mesmo quando o processo eleitoral aconteceu os vitoriosos não nos convinham e era difícil vencer máquinas eleitorais e a repressão política. Aos que perdem eleições apenas tomem consciência que uma geração inteira foi derrotada anos após anos. A esquerda brasileira de qual matiz tenha foi derrotada a cada eleição e a cada dia da tentativa de se organizar.
A vida não foi fácil, mas a sobrevivência política aconteceu a ponto de elegermos Brizola no Rio e depois um conjunto de políticos banidos pela Ditadura. Termos feito as manifestações pelas Diretas Já e termos perdido na ora fatal. Quando veio a eleição do primeiro presidente civil, foi indireta e a primeira direta fomos derrotados.
Paro aqui. A derrota das esquerdas não impediu que ela formulasse. Que contribuísse para este momento do país, inclusive com a Constituição de 88. O motivo principal é que uma vez havendo base social, em algum momento a influência aparece. Nenhuma força desaparece num processo eleitoral, ao contrário, cresce.
Se fizermos uma reforma política e eleitoral que preserve as forças minoritárias, o Brasil tem muito a lucrar. Muito mais do que aquele bipartidarismo excludente e sufocante que pode estreitar muito a margem de transformação como parece acontecer nos EUA.
Em resumo: eleições não é jogo, embora usem o termo com alguma frequência. Não tem vitoriosos e perdedores no sentido dos jogos. Eleições têm projetos em disputa que por serem votados transformam-se um em face do outro. O jogo situação e oposição continua sendo o mais rico da história. Mesmo quando forças políticas se tornam hegemônicas por muitos anos, elas se modificam dialeticamente pelo exercício do poder e pela ação da oposição.
A emoção da arte - Emerson Monteiro
Visitei o Salão de Outubro do Crato em sua sexta edição, ora sob a coordenação da artista plástica Edilma Rocha, que lidera equipe de pessoas identificadas com a iniciativa, gerando resultados de sucesso.
Numa grata surpresa em termos da qualidade das obras expostas de autores inclusive de outros estados brasileiros, vivi de perto a emoção da boa arte que toca o sentimento e transcende as coisas só físicas e materiais. Nos trabalhos oferecidos aos olhos dos visitantes, pinturas a óleo, aquarelas, técnicas mistas, esculturas, há um passeio pelo mundo da eloquência visual, nestes tempos de tanta tecnologia e indústria, grafismo e mercado de produtos e consumo, velocidades, rumores, vídeos. O clima ocasionado pela arte clássica de telas e objetos trazidos à mostra propicia viagem aos campos das galerias e dos museus que consolidaram o vigor da história da Arte.
Na galeria da RFFSA, em espaço organizado com esmero, senti a força que tem Edilma e seus sonhos das artes plásticas, frutos do talento e da herança familiar que, no Crato, garantiu lugar de destaque na pintura e na fotografia, legenda reconhecida noutras terras, legado de algumas gerações iniciado com o avô Júlio Saraiva, e prosseguiu através dos seus genitores, Edílson Rocha e Telma Saraiva.
Cabe a mim isto de reconhecer aqui o carinho e a dedicação ao VI Salão de Outubro demonstrados por quem este ano o conduziu. Em duas edições da mesma mostra, nos anos de 1977 e 1978, participei de sua organização, juntamente com Luiz Karimai e outros artistas, com exposições situadas no então Parque Municipal, hoje Praça Alexandre Arraes.
O Salão de Outubro deste ano corresponde, pois, em tudo por tudo, ao bom nível das mostras anteriores, reforçando, nesta fase de revitalização depois de algumas décadas, o ímpeto artístico da comunidade cratense dentro do universo rico de criatividade e das produções culturais da Região caririense.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Projeto “Com Arajara em Ação Não Se Encontra Lixo no Chão”
Fonte: IFCE – Campus Crato
Ufa, a guerra acabou. Acabou? – Por: Gaudêncio Torquato
Após refregas, umas mais leves, na base de tiros de espoleta, outras muito violentas, sob balas de canhão, chega ao fim uma campanha eleitoral que resvalou pelo terreno do despudor. E, ao contrário do que reza o ditado, entre mortos e feridos nenhum se salvou. Candidatos, coligações, debates, propaganda, pesquisas, redes sociais e até a figura do presidente da República saíram com a imagem chamuscada. Ao argumento de que, mais uma vez, nossas instituições políticas e sociais denotaram plena vitalidade, expõe-se um sentimento – ao que parece, generalizado – de que limites foram ultrapassados no uso de direitos e garantias, deixando ver coisas inusitadas, como ataques que passaram além da linha do bom senso, linguagem rústica e incompatível com o respeito entre pares, e, como fecho da operação que margeou o pedregoso terreno da irresponsabilidade, o desmonte da liturgia que emoldura o exercício do poder. Se há uma lição a extrair, é a de que o ritual de campanha política andou para trás, a reclamar substanciais reparos. O pleito, infelizmente, não conseguiu diminuir o fosso entre a política e a sociedade. A cadeia de elementos nocivos que se formou ao longo da campanha é a sombra da velha política. A decrepitude dos costumes reflete-se no espelho de contrafações: o personalismo dos candidatos amortecendo programas e ideias; agentes públicos usando de maneira avassaladora as estruturas do Estado nas campanhas dos candidatos; instrumentos e processos, que foram atualizados pela legislação, sendo usados de modo enviesado. Até o Judiciário leva parte de culpa ao deixar buracos na aplicação da lei. Não se pode dizer que tenha faltado verbo no palco eleitoral. Nem verbas. De um lado e de outro ouviram-se falas para os setores que, tradicionalmente, ganham refrãos e promessas. Mas o embate entre candidatos foi tão áspero que pouco se conserva de um acervo substantivo. O descaso com escopos pode ser verificado ainda pelo fato de que apenas nesta reta final programas foram expostos ao público. Foi o que ocorreu com os 13 compromissos da candidata Dilma Rousseff. Os tucanos, por sua vez, nem um mero esboço apresentaram, contentando-se com ideias esparsas de José Serra.
Por falta de clareza e objetividade a respeito de eixos centrais – concepção de Estado, gastos públicos, desenvolvimento regional, política macroeconômica, programas de bem-estar social, entre outros -, retalhos, versões e contraversões acenderam a fogueira, incendiando o ambiente. A maneira rude como foi exposto o tema da privatização é exemplo. A pulverização de falas e o embate acalorado entre os contendores – incluindo o viés religioso trazido pelo tema do aborto – contribuíram para obnubilar questões importantes. Já a formatação dos debates televisivos incrementou a carga de desinformação. O que mais se viu na TV foram perguntas não respondidas, respostas não solicitadas, atendendo à estratégia de fustigação recíproca alinhavada por marqueteiros. Os debates, de tão previsíveis e repetitivos, cansaram. Por que não se escolheram pautas específicas para cada encontro? Cinco sessões, cobertas por todas as emissoras em cadeia, sob o patrocino de uma por vez, e em programação definida por sorteio, poderiam aprofundar as prioridades nacionais. Induzidos a discorrer exclusivamente sobre uma agenda selecionada, os candidatos propiciariam aos eleitores avaliação mais acurada de propostas. O adjetivo cederia lugar ao substantivo.
Outro setor que sai combalido é o das pesquisas. Tornaram-se alavancas de candidaturas, glória para uns, calvário para outros. A pletora de institutos e as baterias de pesquisas – alguns resultados destoaram mesmo quando feitas no mesmo período – geraram desconfiança. Deixam a impressão de que carecem de maior controle de qualidade. O fato é que não há critérios rigorosos sobre o sistema de mapeamento das intenções de voto e de expectativas sociais. Aliás, o pacote de coisas ruins acabou subindo ao sagrado espaço do Judiciário. Observação procedente de especialistas é de que a Justiça Eleitoral pecou pela permissividade. Multas aplicadas aos candidatos não foram capazes de sustar a artilharia. Nunca se viu uma campanha tão apelativa como a que se encerra. As redes da internet encheram-se de sujeira. Ferramentas foram usadas para destruir imagens e macular perfis. Ficou patente o descompasso entre a facilidade de produzir dossiês contra candidatos e a extrema dificuldade de retirá-los da infovia eletrônica. O acervo dos danos à imagem pessoal recai, assim, sobre o colo da Justiça.
Se candidatos cometeram impropriedades e campanhas extrapolaram nos abusos, parte da agenda negativa pode ser debitada a certa leniência do aparato judicial. Salta à vista a tibieza na aplicação de penas aos infratores. Será que os juízes fizeram cumprir a lei no que diz respeito aos deveres e direitos dos agentes públicos? Será que governantes – alguns como patrocinadores, outros como candidatos à reeleição – se comportaram dentro dos limites da legalidade? Se houve excessos – sob a massiva divulgação da mídia -, por que o braço da Justiça não alcançou os infratores? Não se nega o direito do servidor público, em licença, férias ou fora do horário de expediente, de poder exercer plenamente sua cidadania e participar de qualquer ato político-partidário. Mas a Justiça teve condições de verificar o que se passou nos 27 Estados da Federação?
Por último, vale observar que até a mais alta Corte do País se enrolou nos fios da teia eleitoral. Mesmo com a histórica decisão de fazer valer para este ano a Lei da Ficha Limpa, após acalorado bate-boca entre alguns ministros transparece a visão: o Brasil é mesmo o país do mais ou menos. Certos candidatos com “ficha suja” sairão do purgatório para o inferno. Outros, com a mesma ficha, irão do purgatório para o céu. A razão? Filigranas da lei. E assim a guerra, para uns acabada, deverá continuar. É o Brasil do eterno retorno.
Por: Gaudêncio Torquato – JORNALISTA, É PROFESSOR TITULAR DA USP E CONSULTOR POLÍTICO E DE COMUNICAÇÃO
A Grandeza de Dilma no Discurso de Eleita - Por: Dihelson Mendonça
Em seu primeiro discurso como Presidente do Brasil, Dilma Rousseff ousou, e teve a grandeza que muitos fanáticos do PT não aprovariam: A de respeitar as diferenças de opinião partidária. Disse com todas as letras, que estende a mão agora a todos aqueles que não votaram nela no primeiro e no segundo turno, e que é, a partir de agora, presidente de todos os Brasileiros, independente de religiões, raças, e convicções políticas. Disse ainda que pretende honrar TODOS os compromissos de campanha ( que são muitos ), e sobretudo, erradicar a miséria do Brasil. Da nossa parte, esperamos que Dilma Rousseff possa cumprir aquilo que prometeu ao país, pois hoje o Brasil é um país dividido e quase METADE da população não votou nela, nem acreditou em suas propostas. É nossa esperança que a Dilma saiba honrar o cargo que irá ocupar, e os compromissos que assumiu perante a nação brasileira.A segurança com que falou no discurso inicial, não dá margem a revanchismos arcaicos, nem às infelizes perseguições que alguns têm nutrido pela oposição nos últimos tempos no Brasil. Pelo contrário, Dilma enalteceu o papel da IMPRENSA, da denúncia que serve de alerta, da Liberdade de Opinião e da pluralidade de pensamentos.
À Dilma Rousseff, nós desejamos toda a boa sorte nesta empreitada. Que o Brasil possa se desenvolver, sobretudo, com responsabilidade e garantindo a sustentabilidade, perante as nações, e que seu governo seja implacável contra a corrupção, que como um câncer, se alastrou pelos bastidores do poder na era Lula, com ou sem a sua conivência.
De certo modo, a chegada de Dilma Rousseff ao poder, representa o fim da era Lula, do eterno culto à personalidade, da megalomania de um homem que entrou humilde no palácio, resvalando até no Nobel da Paz, mas sucumbiu, beijando os sapatos de sanguinários ditadores da América latina. O fim do fanatismo ao "apedeuta" e as estultícies, representa uma nova era que há de ser erguida de diferentes maneiras, trazida pelas mãos de uma mulher forte, que fala com grande determinação, eis que já raia de forma ainda tímida, porém esperançosa, a liberdade no horizonte do Brasil.
Dihelson Mendonça
O Discurso de Serra e o Presente do Crato - José do Vale Pinheiro Feitosa
No entanto, a prefeitura do Crato tem uma imensa semelhança com o candidato derrotado: ambos se acham herdeiro natural do latifúndio. Pensam no mundo como apenas a propriedade natural deles próprios. O discurso do candidato apenas agradece aos que carregaram “a bandeira com o Serra 45”, esquece completamente o PSDB e o projeto de país do partido. Mesmo quando amplia seu olhar além dos votos que teve, ele se refere aos governadores e não ao partido.
Como certas práticas do paroquialismo de arrabalde, o candidato derrotado não entende o esforço contra a maré do Senador Aécio Neves e não o agradece, apenas o faz a Geraldo Alckmin. Mas a vulgaridade do nosso pensamento logo imagina: Geraldo tem uma secretaria para ele e Aécio apenas uma assessoria de gabinete. Mas não é isso, o buraco é mais abaixo, o Serra quer ser presidente a qualquer custo e não pode ao menos ter a humildade de agradecer o esforço do governador de Minas. Engano, o PSDB que sobreviverá a mais uma derrota na presidência, tem o maior número de governadores entre os partidos e eles enfrentarão os caciques da oligarquia paulista do partido. Até mesmo o Geraldo não dará mão à ambição do derrotado.
Numa coisa o Serra teve consciência, ele não é bobo igual a máquina eleitoral do Crato, tem inteligência estratégica. Reconheceu o grande desafio que foi enfrentar a sucessão de Lula: “Nestes meses duríssimos, quando enfrentamos forças terríveis...” Claramente querendo cavar a trincheira do que ele construiu nesta campanha e que agora disputará no campo da direita política com o centro e a esquerda.
Além de uma estratégia ele já identificou os elementos táticos: na internet. No twitter, nas redes sociais, e-mails, blog e site este espaço aberto e pantanoso que tende a solidificar o solo e se tornar uma plataforma essencial no futuro. Numa base sólida o Serra terá os elementos táticos, mas não poderá usar as mesmas táticas desta campanha. A tática do ódio, do achincalhe, da denúncia vazia, da manipulação, do estímulo ao conflito: o Serra guerra e ódio. Ali o campo será outro e o contraditório haverá, basta ver o que aconteceu quando ele radicalizou as posições.
O candidato não tem uma grande inteligência histórica, mas aprendeu na política e por isso lança o próprio recomeço. Para ele, para os eleitores dele e dos governadores do PSDB não é um recomeço, é a continuidade com a responsabilidade de governarem grandes estados, de legislarem nas assembléias e no Congresso Nacional. Portanto, igual ao que acontece no autismo do Crato, o recomeço é apenas do Serra e não do PSDB. Até ao usar o plural majestático ele não consegue se desanuviar do imenso egocentrismo: Por isso a minha mensagem de despedida neste momento, não é um adeus é um até logo. Não amigo de mim mesmo, o até logo é de Beto Richa, Geraldo, Aécio, Teotônio e outros para não cansar o distinto público.
Quanto ao presente do Crato, pelo que me contaram, é limpar o lixo deixado pela festa.

