Sou marcado pela estreita participação da presença feminina em volta de mim, isso desde que me entendo de gente. São elas pessoas agradáveis, inteligentes, espíritos fortes nas ações e nos sentimentos, dignas do meu carinho e respeito. A começar por minha santa mãe, a professora que abriu as portas do pouco que realizo e vivencio ao longo desta caminhada, e permanece conosco para alegria dos filhos. Minha esposa, que admiro pela dedicação nos encaminhamentos da família e divisão das tarefas diárias. Minhas três irmãs, amigas que Deus me permitiu e de quem preservo a amizade como um bem raro e valioso. Minhas três filhas, as luzes que orientam as estradas por vezes sombrias, inspiração preciosa dos deveres e sonhos. Todas estas pessoas que transitam ao meu lado, que vieram chegando dentro de um ritmo e no instante ideal, formando figurações que só de lembrar me emociono.
A isto somo as amizades que estabeleço sempre, nas passadas e dos anos, leito de encontros e desencontros permanentes na existência. Vejo, pois, a mulher qual ser de valor especial em face da ligação interna que mantém com a origem primeira dos elementos, linha direta para o inconsciente, intuitiva, de sexto sentido bem aflorado nos mistérios da natureza representada pelo elemento religioso de Maria Santíssima, a mãe de Jesus, importante símbolo da religião dos católicos.
Assim, sob tais considerações, quero tecer algumas linhas mais quanto à responsabilidade coletiva, nesses tempos contraditórios, em relação à soberana importância do reconhecimento do papel das representantes femininas para equilibrar com justiça o universo das atitudes humanas.
Abomino sobremodo a incapacidade comum para descobrir as medidas desse convívio, no modo primitivo de levar a brutalidade ao espaço ocupado pelas mulheres, peças-chave da sociedade, a ponto de existirem delegacias policiais só destinadas a defendê-las, quais sendo de espécie nociva, invés da matriarca dos clãs e da civilização.
Sem cogitar dos costumes bárbaros da prostituição infanto-juvenil e dos assassinatos, estilo animalesco de abordar as necessidades do afeto, impondo leis selvagens aos relacionamentos, pior do que agiriam feras e celerados dementes.
Por tudo isso, há muito para cumprir da parte desta humanidade no trato do seu aspecto feminino, déficit este vinculado de perto ao desassossego e aos dramas de que se sabe e quase nada promovemos para evitar.
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domingo, 7 de novembro de 2010
A beleza feminina - Emerson Monteiro
Uma Agenda Revolucionária para os Verdes? - José do Vale Pinheiro Feitosa
Agora todos esperam as grandes bandeiras do Partido Verde Brasileiro, suas lutas principais e suas idéias mais marcantes de país. Uma dos grandes dilemas do Partido Verde e dos movimentos que gravitam no seu entorno é a ampliação dos seus próprios paradigmas de luta política: conservacionismo e desenvolvimento sustentável.
Um paradigma a ser conquistado é a modificação completa de toda a cadeia produtiva da humanidade como a compreendemos hoje. Isso implica uma luta não menos contraditória do que os socialistas tiveram com o sistema produtivo capitalista. A sociedade que emergiria de uma modificação destas já não cabe no modelo clássico de acumulação e tem uma imensa contradição com o sistema financeiro mundial que é a ponta mais avançada do atual capitalismo.
É importante que se tenha em mente que todo sistema econômico, como o capitalismo ou socialismo, se fazem sobre a plataforma de instituições: a forma de propriedade, o modo produção, as forças produtivas e assim por diante. Uma mudança de paradigma do movimento e partidos Verdes implica nisso tudo. O melhor exemplo é o que o veterinário e pos-graduado em Administração de Empresas e colaborador de diversos jornais mexicanos e espanhóis, Gustavo Duch Guillot alerta sobre a fome e o esgotamento das reservas de Petróleo.
Normalmente o Petróleo se associa com a movimentação de veículos e com alguns materiais como fio de tecido, plásticos e a química de drogas e tintas. É raro se ler algo que analise as repercussões para a vida prática das pessoas, especialmente dos seus alimentos. Isso é o que Gustavo Guillot aponta entre outros efeitos.
O modelo de agricultura e alimentação é inteiramente dependente do petróleo, seja para irrigação, coberturas de plástico para resolver problemas de solo degradado, uso intensivo de pesticidas, herbicidas e fertilizantes, mecanização (plantio, colheita e transporte) da lavoura e o comércio continental e intercontinental de produtos alimentícios. Hoje mesmo tomei café com melão do São Francisco, queijo de Minas Gerais, leite de São Paulo e café do Paraná, sem contar do pão com trigo que vem do exterior.
Segundo Guillot para cada caloria produzida como alimento, já se gastam dez calorias de energia fóssil. E a equação em termos de energia é muito pior, pois já se gasta um barril de petróleo para se extrair dez barris, mas esta equação piorará à proporção que as reservas ficarem mais críticas. A partir do momento que se chegue ao máximo dos estoques mundiais de petróleo.
Igual a um Partido Comunistas/Socialista do século XX, os Verdes terão de atacar o modelo de distribuição e comercialização baseado na quilometragem do que as pessoas comem diariamente, formada por cadeias de distribuição, dependente de transporte, congelamento e empacotamento com enormes gastos de energia. Os europeus, cita Guillot, compram um abacaxi da Costa Rica por um euro ao imaginar uma equação em que o preço da energia é baratíssimo e com disponibilidade ilimitada.
E tem outros elementos perversos, os Europeus comem um abacaxi barato e leva à miséria os camponeses da Costa Rica que recebem quase nada pelo seu trabalho de produzi-los. Quais as alternativas para este futuro próximo? Seria o retorno aos campos, trazendo as pessoas para próximo de onde se produzem os alimentos? Algo como o Camboja fez com todo o terror de Pol Pot? Lembro, pois serão mudança completas na visão de eternidade que as pessoas têm do seu futuro, antenado e climatizado.
O Partido Verde só não pode se abrigar no conforto do conservacionismo e do desenvolvimento sustentável ao estilo do vice-candidato de Marina Silva. E sua militância se equiparar a uma "patricinha de Ipanema" pedindo aos papais para salvarem as baleias.
sábado, 6 de novembro de 2010
Jornada nas Estrelas - José do Vale Pinheiro Feitosa
Os grandes movimentos ideológicos foram superados. Quando se diz a frase, “O Muro de Berlim Caiu”, o fim da União Soviética, na verdade se quer dizer caíram as ideologias como condutoras da humanidade. E sem vencedores. A sobrevivência de um neoliberalismo ligado à expansão do capitalismo financeiro globalizado ainda é o fim das ideologias. Não da história.
Como as marcas do tempo no pensamento humano, especialmente na sua semântica, permanecem por longos tempos, ainda ouvimos muitos termos que relembram aquele passado. Particularmente objeto do pensamento conservador aqui nas Américas. Parece que a Guerra Fria continua com suas categorias. Quando um sistema de saúde público para alguns americanos significa um “monstro socialista”.
Interessante dizer que vivemos com algumas relevâncias da velha geopolítica. Vide Nelson Jobim marcando o território do Atlântico Sul na sua palestra em Portugal. Há quinze dias o ex-dirigente russo Mikhail Gorbachev relevou à BBC que Margareth Thatcher e Mitterrand pediram para ele fazer um ataque militar à Alemanha Oriental para evitar a reunificação.
Aquelas sofisticadas ideologias do século XX, que metodologicamente produziu um conhecimento vasto em várias áreas das preocupações humanas não foram simplesmente esquecidos. Os conhecimentos não desaparecem com o fim da importância política das ideologias. Explicarão o futuro do mesmo modo que servia quando elaborada. O pensamento socialista e o liberal de mercado continuam produzindo conhecimento o tempo todo.
A questão agora é que a contradições estão noutro patamar, inclusive a depender dos países e continentes. Uma questão bem diferente da luta do passado entre socialismo e liberal de mercado é a luta política atual, que parece muito mais estratégica: qual a forma mais racional de produzir melhores efeitos com o sistema de produção, circulação e consumo das mercadorias? É pelo Estado ou pela livre fruição dos mercados livres a disputarem espaço comercial?
Efetivamente são estas as questões do momento. Não há destaque no pensamento doutros sistemas de propriedade da produção, noutro modo de organizar o acesso a bens e materiais essenciais à vida. Esclareço: claro que continuam imaginando, quero dizer que não é esta a luta principal agora. Poderá ser no futuro? Sem dúvida alguma a depender, inclusive das crises atuais do sistema financeiro dos países mais desenvolvidos.
Um último parágrafo a este texto já longo. Todos recordam a série de televisão e filmes chamados Jornada nas Estrelas. Que se passava essencialmente no micro-cosmo de uma nave espacial indo até onde ninguém jamais fora. Examinem a visão de futuro daquela geração dos anos 60 nos EUA e do seu pensador principal nos roteiros: Gene Roddenberry. Era uma sociedade racional, com formação militar hierarquizada (claro era uma nave), planejada, estratégica, que representava uma federação, voltada para a ética, os direitos humanos, a liberdade cultural e o bem estar das pessoas. Tudo isso num estado de produção com todos dedicados a grandes missões no espaço e no futuro.
O flagelo das drogas - Emerson Monteiro
Há poucos dias, ouvi algumas palavras de uma amiga que sofre o calvário de ter um filho viciado em crack, essa droga de consequências danosas para o futuro do usuário, formada a partir da mistura de cocaína e bicarbonato de sódio. Em depoimento dos mais sinceros, narrou o transtorno gerado na família por conta de hábito que vitima expressiva margem da juventude nos dias atuais. A agressividade e o instinto liberados na abstinência do produto ocasionam cenas de profundo sofrimento a todos, dentro de casa, reações impetuosas apenas contidas na reutilização da substância, causando nisso gastos imprevistos e situações de desânimo e infelicidade.
O testemunho presenciado faz coro com as centenas, milhares, de outras histórias espalhadas no mundo inteiro. A faixa dos atingidos pelo mal se prende às classes de menor poder aquisitivo e que provem de outros grupos de dependência do álcool e outras drogas, desajustados sociais, moradores de rua e ex-sentenciados.
Nota trágica dos tempos industrializados e cidades massificadas, a droga invade o âmbito por vezes despreparado de órgãos responsáveis pela saúde pública em graus jamais previstos, neste modelo de civilização hoje adotado. Calamidade perversa, destrói a autoestima de populações inteiras do exército de reposição da mão-de-obra do sistema, ocasionando surpresa e impossibilidades.
Por causa dos estalidos que as pedras provocam quando acesas, parecido com coisa sendo fragmentada, recebeu o nome de crack, que significa quebrar, em inglês. A fumaça desprendida pela queima atinge o sistema nervoso central em dez segundos, absorvida pelos pulmões, para gerar efeito de três a dez minutos de duração. Forte euforia, seguida de profunda depressão, condiciona quem dele se utiliza a repetir o processo, querendo, com isso, neutralizar, a duras penas, o desgaste orgânico, daí a rigorosa dependência que constrange suas vítimas escravizadas. De comum, gera também alucinações e ilusões de perseguição, ou paranóia, conforme diz a ciência.
Desenvolvido nos Estados Unidos, nas classes menos favorecidas, o crack apresenta o menor índice de recuperação de viciados entre todos os entorpecentes, enquanto que o usuário é considerado enfermo de uma doença adquirida. Além disso, em geral os familiares não possuem condições financeiras de custear tratamentos mais sofisticados em clínicas particulares, e os países ainda se debatem sob o despreparo no atendimento oficial daqueles que se submetem à química destruidora.
A propósito dessa mãe com que conversei sobre o assunto, em face da dor que no momento lhe constrange, ela recorre à força poderosa da religiosidade para encontrar conforto em meio do martírio. Isso fez com que eu apenas silenciasse, em respeito ao mistério que a isso tudo envolve nesta vida.
Nudoc recebe doação de telegramas de Padre Cícero e realiza debate sobre o tema - por Régis Lopes (Diretor do Nudoc - UFC)
CRATO, CIDADE ESQUECIDA – POR PEDRO ESMERALDO
A Aquarela e Sofia - José do Vale Pinheiro Feitosa
Quando pronuncia é “quinininho” a palavra pequeno reduzida ao seu mínimo carrega a imagem do infinito. Ela põe o espírito além do infinito que afinal é a sede do pensamento e do conhecimento. Esta menininha tão “quinininha” tem amplitude de raio muito mais ampla que as jornadas vincadas destes anos vividos. Vividos como chama a esgotar seu combustível no recipiente a si dedicado.
E não chega até este vídeo de computador sem que diga: eu quelo quelela! Bota quelela vovô! Quelela! Quelela! Vovô já aprendeu a falar, já compreende a linguagem da emoção daquele ser tão amplo: busca nas pastas e aponta a seta para a música Aquarela de Toquinho e Vinícius.
E pode ficar a eternidade que ela repetirá a mesma tantas vezes quanto no mundo permanecer. Desenhando sóis amarelos e com cinco ou seis retas um castelo. Os olhos brilhando como estrelas duplas e o rosto coletando néctar como uma borboleta de meiguice. Atenta ao lápis em torno da mão que lhe dá uma luva e os dois riscos com os quais tem um guarda-chuva.
Sofia não tem um olhar para os lados, toda a sua atenção é como um pinguinho de tinta no azul do papel e a linda gaivota a voar no céu. E o avô também apenas para ela e vai voando, contornando a imensa curva norte e sul, entre o rosto imerso no mundo maior que as necessidades materiais e a tradução desse pequeno barco a vela, brando, navegando tanto céu e mar.
A mão “quininha” dela se levanta como o poderoso superar da gravidade de uma massa imensa de metais e vida. Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião, tudo em volta colorindo com suas luzes a piscar. E o avô embarca nesta viagem, basta imaginar, e com ela partindo, serena e linda e se ela quiser volta a pousar. Sofia parece compreender o poeta criança com seus sonhos de adulto, num navio de partida, com alguns bons amigos, bebendo de bem com a vida...De bem com a vida....
A aquarela continua a criar situações e com ela Sofia. Pulando de uma América a outra num segundo e num simples giro, que ela repete com o rostinho virado para o alto e para baixo, num círculo que faz o seu mundo. Ela ainda não entende o muro que nos separa do futuro, ela é um contínuo sem qualificativos. Mas abre um sorriso para quando Vinícius disse que o futuro é uma astronave, ela gosta do foguete e do fogo que o impulsiona e não especula. Não pergunta sobre aquilo que angustiava o poeta: o que não tem tempo, nem piedade, nem tem hora de chegar, sem pedir licença.
Sofria está no curso do pleno que a vida social nos tira. Gosta da imagem da estrada infinita, mas não imagina o fim dela. Sobretudo imagina uma linda passarela de uma aquarela que não descolorirá. E diz: de novo! Quelela, vovô!
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Um vídeo confissional do parlamento europeu - José do Vale Pinheiro Feitosa
Enquanto estou postando o vídeo continuo rindo. Aliás isso no Parlamento Europeu e nós aqui no Brasil com o tradicional complexo de "vira-lata". Nada muito diferente, há denominador comum a justificar lá e aqui. Enquanto o senso crítico olha para os votos do Palhaço Tiririca, no coração de ouro da civilização as instituições e os personagens estão no picadeiro.
É hora de Obama tentar algo diferente na economia dos EUA - Paul Krugman
Super Mercados, Shopping Center, Coca-Cola, Internet e Cinema são a coqueluche de consumidores em todo o país. Viagens a Miami, Nova York e San Francisco redundam nas imensas filas dos consulados americanos. Portanto o que acontece lá é do interesse do nosso público leitor.
O colunista Paul Krugman do The New Uork Times escreveu um dos melhores textos sobre os resultados das últimas eleições que fizeram os Republicanos retomarem a câmara dos democratas. O texto foi traduzido para o português pelo site UOL Notícias de onde o retirei. O essencial do texto é o foco em política econômica para combater a crise, não se resume a apenas manter a posição dos democratas. O texto é bom para raciocinarmos com o futuro governo brasileiro.
É hora de Obama tentar algo diferente na economia dos EUA
Paul Krugman
Os democratas, declarou Evan Bayh em um artigo de opinião no “New York Times” na quarta-feira, “exageraram ao se concentrarem no atendimento de saúde em vez da criação de empregos durante uma recessão severa”. Muitos outros têm dito a mesma coisa: a noção de que o governo Obama errou ao não se concentrar na economia está se consolidando em um ponto pacífico.
Mas eu não tenho ideia do que as pessoas querem dizer quando dizem isso. Todo o foco no “foco” é, no meu entender, um ato de covardia intelectual – uma forma de criticar a atuação do presidente Barack Obama sem explicar o que essas pessoas teriam feito de modo diferente.
Afinal, as pessoas que dizem que Obama deveria ter se concentrado na economia estão dizendo que ele deveria ter buscado um pacote de estímulo maior? Estão dizendo que ele deveria ter adotado uma posição mais dura em relação aos bancos? Se não, o que estão dizendo? Que ele deveria ter circulado com testa franzida dizendo: “Estou focado, estou focado”?
O problema de Obama não foi falta de foco; foi falta de audácia. No início de seu governo, ele aceitou um plano econômico que era fraco demais. Ele piorou este pecado original ao fingir que tudo estava nos trilhos e ao adotar a retórica de seus inimigos.
O período após grandes crises financeiras quase sempre é terrível: crises severas geralmente são seguidas de múltiplos anos de desemprego muito alto. E quando Obama assumiu o governo, os Estados Unidos tinham sofrido a pior crise financeira desde os anos 30. O que o país precisava, dada esta perspectiva sombria, era de um plano de recuperação realmente ambicioso.
Obama poderia de fato ter oferecido esse plano? Ele poderia não conseguir a aprovação de um plano grande no Congresso, ao menos sem o uso de táticas políticas extraordinárias. Ainda assim, ele poderia ter optado por ser ousado –tonar em Plano A a aprovação de um plano econômico realmente adequado, com o Plano B sendo jogar a culpa pelos problemas econômicos nos republicanos caso tivessem sucesso em bloquear esse plano.
Mas ele optou pelo caminho aparentemente mais seguro: um pacote de estímulo de tamanho médio que claramente não estava à altura da tarefa. E não se trata de uma crítica pós fato. No início de 2009, muitos economistas, incluindo este que vos escreve, estavam mais ou menos alertando freneticamente que as propostas do governo não eram ousadas o bastante.
Pior, não havia Plano B. No final de 2009, já estava óbvio que aqueles que estavam preocupados estavam certos, que o programa era pequeno demais. Obama poderia ter se dirigido à nação e dito: “Meu antecessor deixou a economia em um estado pior do que imaginávamos e precisamos de medidas adicionais”. Mas ele não o fez. Em vez disso, ele e seus funcionários continuaram alegando que o plano original era o certo, manchando sua credibilidade ainda mais à medida que a economia continuava patinando.
Enquanto isso, a retórica e políticas boas para os bancos do governo – ditadas pelo temor de prejudicar a confiança financeira– acabaram alimentando a raiva populista, beneficiando os republicanos ainda mais amigos dos bancos. Obama aumentou seus problemas ao ceder ao argumento em relação ao papel do governo em uma economia deprimida.
Eu senti um senso de desespero durante o primeiro discurso do Estado da União de Obama, no qual ele declarou que “famílias por todo o país estão apertando seus cintos e tomando decisões difíceis. O governo federal deve fazer o mesmo”. Isso não foi apenas economia ruim – agora o governo precisa gastar, porque o setor privado não pode ou não quer– foi quase uma repetição literal do que John Boehner, o provável próximo presidente da Câmara, disse quando atacou o estímulo original. Se o presidente não defende sua própria filosofia econômica, quem defenderá?
Então onde, nesta história, entra o “foco”? Falta de audácia? Sim. Falta de coragem em suas próprias convicções? Com certeza. Falta de foco? Não.
E por que deixar de lidar com a questão da saúde produziria um resultado melhor? O pessoal do foco nunca explica.
É claro que há todo um significado implícito para o argumento de que a reforma da saúde foi um erro: o de que os democratas precisam deixar de agir como democratas e voltarem a ser republicanos light. Analise o que pessoas como Bayh estão dizendo e verá que estão exigindo que Obama passe os próximos dois anos se encolhendo de medo e reconhecendo que os conservadores estavam certos.
Mas há uma alternativa: Obama pode assumir uma posição.
Ele ainda tem a capacidade de promover uma ajuda significativa aos proprietários de imóveis, uma área onde seu governo pisou na bola durante seus primeiros dois anos. Além disso, o Plano B ainda está disponível. Ele pode propor medidas reais para criação de empregos e ajuda aos desempregados, colocando os republicanos na posição de ficarem no caminho da ajuda necessária aos americanos.
Adotar essa posição seria politicamente arriscada? Sim, é claro. Mas a política econômica de Obama acabou sendo um desastre político precisamente porque tentou agir de modo seguro. É hora de tentar algo diferente.
Tradução: George El Khouri Andolfato
Paul Krugman
Professor de Princeton e colunista do New York Times desde 1999, Krugman venceu o prêmio Nobel de economia em 2008
COMEÇA HOJE A GUERRILHA DAS ARTES E DO AMOR!!!

2ª GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE
Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior
CENTENÁRIO DE RACHEL DE QUEIROZ
04.11.1910 – 17.11.2010
PROGRAMAÇÃO
05 (sexta):
17 h - PROCISSÃO DE ABERTURA com a participação do Circo-Escola Alegria, grupos, atores e brincantes seguindo da Praça 3 de Maio até a Praça da Sé, onde haverá o SHOW DO ALÉM, COM LUIZINHO BREGA STAR E AS MAGRECITAS
18 h - Abertura da exposição 25 ANOS DA CIA. TEATRAL LIVRE MENTE, Teatro Rachel de Queiroz, Crato-CE
06 (sábado):
19h00min - Palco: CONTOS DE BRUXAS (Infantil, 60min), Cia. Teatral Arriégua, Crato-CE
20h30min - Arena: ESPERANDO COMADRE DAIANA (12 anos, 60min), Cia. de Teatro Livre Mente, Juazeiro do Norte-CE
07 (domingo):
19h00min - Palco: DONA PATINHA VAI SER MISS (Infantil, 60min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE
20h30min - Arena: DENTRO DA NOITE ESCURA (12 anos, 60min), Cia. de Teatro Livre Mente, Juazeiro do Norte-CE
08 (segunda):
19h00min - Palco: PLUFT, O FANTASMINHA (Infantil, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE
20h30min - Arena: OS ANIMARTISTAS (Infantil, 50min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE
09 (terça):
19h00min - Palco: LAMPIÃOZINHO (Infantil, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE
20h30min - Arena: AVENTAL TODO SUJO DE OVO (12 anos, 70min), Grupo Ninho de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
10 (quarta):
19h00min - Palco: O MISTÉRIO DO BOI MANSINHO (Infantil, 80min), Comunidade Oitão de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: A VINGANÇA DO FINADO JOAQUIM (Livre, 40min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE
11 (quinta):
19h00min - Palco: O MACACO SABIDO (Infantil, 50min), Cia. Kanoistraveizdinovo, Jati-CE
20h30min - Arena: ESPERANDO COMADRE DAIANA (12 anos, 60min), Cia. de Teatro Livre Mente, Juazeiro do Norte-CE (OBS.: em virtude de problemas de saúde com integrantes do elenco da peça A COMÉDIA DA MALDIÇÃO, o presente espetáculo entra em sua substituição nesta data)
12 (sexta):
19h00min - Palco: O BARQUINHO (Infantil, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE
20h30min - Arena: BRASEIRO (12 anos, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE
13 (sábado):
19h00min - Palco: O REINO MALUCO DE BRANCA DE NEVE (Infantil, 50min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: CEARÁ, GENTE QUE RI (Livre, 55min), Cia. Arte e Cultura, Crato-CE
14 (domingo):
19h00min - Palco: POR CAUSA DE VOCÊ (Livre, 50min), A2 Cia. de Dança, Crato-CE
20h30min - Arena: DESMISTIFICANDO TABUS (14 anos, 50min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE
15 (segunda):
19h00min - Palco: UMA ÚLTIMA VEZ (14 anos, 60min), Cia. Arte e Cultura, Crato-CE
20h30min - Arena: ESPERANDO GODOT (12 anos, 15min), Cia. Os Dois de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
16 (terça):
19h00min - Palco: A BRUXINHA QUE ERA BOA (Infantil, 50min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE
20h30min - Arena: BURRA, NÃO É NADA DISSO QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO (Livre, 60min), Allysson Amâncio Cia. de Dança, Juazeiro do Norte-CE
17 (quarta):
19h00min - Palco: HISTÓRIAS DO TEMPO DA MAMÃE (Livre, 60min), Grupo de Teatro Curumins do Sertão, Farias Brito-CE
20h30min - Arena: RETRATO (Livre, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE
18 (quinta):
19h00min - Palco: A COMÉDIA DA MALDIÇÃO (Livre, 60min), Grupo de Teatro Curumins do Sertão, Farias Brito-CE
20h30min - Arena: CABORÉ (Livre, 50min), Cia. Desabafo de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
19 (sexta):
19h00min - Palco: AS IRMÃS CASTANHOLAS (12 anos, 60min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: NÃO CULPA ELES, CULPA NÓS (12 anos, 50min), Cia. Kanoistraveizdinovo, Jati-CE
20 (sábado):
19h00min - Palco: PÁSSARO DE VOO CURTO (Livre, 60min), Cia. Entremeios de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: BODAS DE SANGUE (12 anos, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE
21 (domingo):
19h00min - Palco: AMARRAS (Livre, 40min), Dakini Cia. de Dança, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: NUDEZ SEM CASTIGO (14 anos, 50min), Grupo Centauro de Teatro, Crato-CE
22 (segunda):
19h00min - Palco: O VELÓRIO SHOW (12 anos, 60min), Cia. dos Sem, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: ITINERÁRIO ALÉM DO PONTO (Livre, 40min), Cia. Armadilhas Cênicas, Crato-CE
23 (terça):
19h00min - Palco: UM AMOR DE PALHAÇO (Livre, 50min), Cia. Yoko de Teatro, Crato-CE
20h30min - Arena: CURTÍSSIMAS (12 anos, 60min), Alunos do NEET / SESC e Comunidade Oitão de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
24 (quarta):
19h00min - Palco: SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO (12 anos, 60min), Turma do Curso de Formação em Teatro - CCBNB 2010, Cariri-CE
20h30min - Arena: OS ANIMARTISTAS (Infantil, 50min), Cia. Teatral Anjos da Alegria, Crato-CE (OBS.: em virtude de problemas de saúde com integrantes do elenco da peça A COMÉDIA DA MALDIÇÃO, o presente espetáculo entra em sua substituição nesta data)
25 (quinta):
19h00min - Palco: O HÓSPEDE (12 anos, 60min), Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: TERREIRO DE HISTÓRIAS (Infantil, 50min), Cia. Armadilhas Cênicas, Crato-CE
26 (sexta):
19h00min - Palco: ARMADILHAS (Livre, 40min), Cia. Armadilhas Cênicas, Crato-CE
20h30min - Arena: NAS GARRAS DO CAPA-BODE (Livre, 35min), Cia. Wancilu’s Gat Produções, Crato-CE
27 (sábado):
16h00min às 17h30min – Ônibus Juazeiro do Norte/Crato: BUZU-TEATRO (Livre, 25min), Comunidade Oitão de Teatro, Juazeiro do Norte-CE
19h00min - Palco: AFRODESCENDÊNCIA (Livre, 30min), Cia. de Dança Vid’Art / Projeto Nova Vida, Crato-CE
20h30min - Arena: Seminário “Teatro Brasileiro Caririense” / Entrega de Certificados e Outorga do Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior
22h00min - LIFANCO - SHOW VALORES CULTURAIS
Crato-CE, o5 de novembro de 2010.
Cacá Araújo
Coordenador Geral
(88) 8801.0897 / (88) 9960.4466 / (88) 3523.7430 / (88) 3523.2168
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Ruptura Ideológica - José do Vale Pinheiro Feitosa
Nesta campanha a clivagem foi muito mais evidente: dois tipos de mundo entraram em choque. E não eram mundos físicos, eram nitidamente ideológicos. Quando algumas pessoas se deram conta, ficaram assustadas e até raivosas, pois imaginavam que viviam num mundo sem contradições. Nunca foi verdade, mas esta fantasia aconteceu nos anos 90, especialmente com as teses do Fim da História.
A clivagem ficou mais evidente ao sobreviver aos resultados das eleições. O símbolo desta é o que aconteceu com os jovens no Twitter acusando os nordestinos de levarem as riquezas de São Paulo para subsidiar o seu subdesenvolvimento, enquanto os paulistas se ressentem de melhores vantagens do que os mesmos produzem.
O tal impostômetro sobre a capa da generalidade está na raiz desta clivagem. Assim como o movimento Cansei e as raiva que emerge em vários setores do Sul. Os votos mais marcantes do Serra foram no Paraná e Santa Catarina e de lá emerge o mesmo sentimento. O melhor é que não existisse um país chamado Brasil, que os estados gastassem o que produzem dentro de suas fronteiras, como autonomia e quem quiser que cresça e apareça.
Nas diferenças regionais, onde os mais ricos aconteceram pela exploração dos mais pobres, este dado desaparece, só resta a atualidade, de cada um por si. É a lei de mercado em paroxismo. Hoje mesmo no blog Terra Magazine um líder do Movimento São Paulo Para Paulistas expressa esta clivagem ideológica de cima abaixo e ainda defende a moça que será processada por ter estimulado o afogamento dos nordestinos.
O mais provável que é estas questões caibam numa reforma tributária, mas não restam dúvidas que já são sinais do crescimento de um pensamento opositor mais ideologicamente afastado da Social Democracia e mais próximo do neoliberalismo. O PSDB marcha celeremente para tentar liderar este momento quando for amanhã.
A solidão vive no interior - Emerson Monteiro
Encontrar o jeito de viver chega às raias da impertinência, por causa da agitação de carros e multidões que lotam as capitais e cidades maiores, trazendo essa alternativa de permanecer no interior um jeito novo de organizar o mundo e encontrar a forma de sobreviver nos matos do sertão.
A década de 50 do século que passou existia no modelo econômico brasileiro que representava maior quantia habitando a zona rural. Depois, com a urbanização e a industrialização galopantes das duas décadas posteriores, 60 e 70, o bucolismo do interior para muitos perdeu o charme e o pêndulo trocou de lado, enchendo de gente as metrópoles que agora lutam sobrecarregadas e gritam por socorro a qualquer custo.
Os moradores dos lugares maiores, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Recife, Salvador, rezam pelas saídas honrosas de não largar a história de suas famílias e seus portos de fixação, sabendo, no entanto, que iniciar noutros cantos significaria espécie de exílio territorial.
Há um surto de apreensão nesse sentido. Os governos penam ocupados diante dos graves problemas das megalópoles, cercados de argumentos do quanto o enigma urbanos supera a capacidade imediata das soluções. O trânsito reduziu-se a níveis aterrorizadores de velocidade, com horas e horas de retenção nas filas intermináveis de automóveis, observados pelos marginalizados do sistema e seus olhos de lince, com a segurança e os vícios pecaminosos além da monotonia das paisagens fumarentas e mórbidas. Quando há praias, os finais de semana ainda alimentam o sonho do infinito, na linha do horizonte e sóis monumentais, a falar esperança nos dias melhores que virão nas abas da natureza. Poetas de plantão, sonhadores, mergulham nas telas incendiadas dos televisores, da mídia e fnos computadores maternais, nas horas domésticas enclausuradas.
O interior dispõe, quem sabe até quando?, do sossego entre descampado e paredes, porém parecidos nos termos humanos e suas limitações de qualidade, ainda diante dos fluxos migratórios que despejam cultura industrial nos cérebros assustados.
Quer-se, no entanto, contar da solidão silenciosa possível quando inexistem vizinhos neuróticos e sons malucos a toda altura, nos bares, fundos de carros abertos, porres medievais das tardes vazias, impaciência das ruas que invade as horas nos becos escuros da velha saudade social.
Falar nisso enquanto é tempo, dos outros modelos permitidos pela criatividade. Espécies de retorno ao campo, vez que antenas existirão mesmo assim nos distantes lugares, telefones, transportes, escolas, energia elétrica, saúde. Estudar meios diferentes de fugir das cidades sem precisar viver os pesadelos de fora, nisso acham-se os caminhos administrativos da saída, já que se experimentaram os dois lados da moeda e sabe o peso de cada um.
Eu não guardo Ressentimentos ! - Dihelson Mendonça
Os mais próximos a mim sabem da minha extrema capacidade de perdoar aqueles que me aborreceram por qualquer motivo, seja por maldade, ou por ignorância, entendendo esta como a falta da informação verídica acerca dos fatos, e dos mal-entendidos. Não há lugar mais nem na minha cabeça nem no coração para ressentimentos, isso fica para pessoas mesquinhas e que não têm em que pensar. Embora eu seja uma pessoa extremamente calma, às vezes surpreendo com verdadeiras explosões de fúria intensa, se alguém tenta me passar para trás, mas mesmo assim, a raiva logo se dissipa.Ontem tivemos o desprazer de participar e presenciar uma das maiores discussões ( no mau sentido ) que se tem notícia na Blogosfera Caririense. O fato que iniciou o tumulto foi um ataque pessoal que recebi de um comentarista sobre uma postagem que eu havia feito no Blog Cariricaturas. Respondi em igual tom, e solicitei providências, e com apenas o apontar da serventia da casa, agora confirmado em nota, fui expulso do Blog, quando desapareceram do meu painel de controle as opções de postar e o próprio Blog sumiu, impossibilitando-me de qualquer defêsa por inúmeros comentários que se seguiram de gente anônima.
No Calor da discussão, o escritor Zé do Vale, ainda sem entender direito o que se passava, baseado num raciocínio que se mostrou depois incorreto, achou que eu havia entendido a mensagem da administradora como o abrir da porta, e eu houvesse saído por conta própria. Antes tivesse sido isso, pois cada Blog e administrador tem o SAGRADO direito de expulsar quem quiser, coisa que todos concordamos, e ninguém é obrigado a aceitar pessoas de que não gostamos no nosso convívio diário.
Só que essa informação somente agora apareceu, depois de termos ontem Eu e o Zé do Vale quase nos matado por aqui, batido boca desnecessariamente, e no calor da discussão, exaltando defeitos que tenho certeza que nenhum de nós chega a tanto. Tudo poderia ter sido evitado com um simples E-mail, um telefonema, já que se entende por AMIZADE. A sinceridade e a Verdade ainda é a melhor política. Não custaria nada ter ligado e dizer: "Olha, não te queremos mais lá, você tem uns pensamentos diferentes dos nossos, nao nos agrada", como a administradora finalmente disse em seu texto: "Removi o nome do Dihelson , como autor, pelo direcionamento de colocações e comentários, contrários à harmonia do nosso Blog. " OK, no problem!
Acabo de ver feliz, no Blog Cariricaturas a mensagem do Zé do Vale reconhecendo o equívoco do julgamento anterior. É preciso ter grandeza para reconhecer um erro, e eu o parabenizo aqui por isso. Na verdade, ele foi induzido ao erro, pelo desenrolar dos acontecimentos. Mas talvez se eu não houvesse me apressado em externar a minha defêsa, poderia a essa altura, muita gente pensar que eu me desliguei e depois fui reclamar, coisa absurda de se entender.
Acho que com a mensagem do Zé do Vale, a admissão da administradora perante o público de que EXECUTOU o ato e os outros esclarecimentos, o fato está completamente explicado e esgotado.
Da minha parte, aceito publicamente a expulsão, apesar de eu não haver escrito nada demais para merecer isso, mas afinal... e acho que eu poderia ainda contribuir para o debate naquele blog no livre fuir das idéias. Acho estranho que quando eu escrevia lá, algumas mensagens poderiam provocar desarmonia no Blog, enquanto que as mensagens depreciativas dos comentaristas em me atacar nunca são entendidas dessa forma. Quero esclarecer tambem que a administradora diz na mensagem que não está no perfil do Blog do Crato, mas isso não é minha culpa, pois enviei inúmeros convites à mesma, tanto é que a Claude e a Edilma estão, porque ela não haveria de estar também ? Os convites ou não foram recebidos, ou foram recusados.
Mas, deixemos tudo isso de lado. Conforme iniciei esta pequena nota, não guardo rancor do Zé do Vale de forma alguma, esta mensagem é conciliatória, e o isento também ( como já havia isentado ) de qualquer coisa em relação à expulsão ( na verdade, eu já sabia quem havia sido o executor ), e ele também não pode ser responsabilizado por seguir uma linha de raciocínio errada, se não tinha todos os dados para fazê-lo corretamente, e que eu já dispunha, mas não podia revelar muito isso.
Quero pedir desculpas ao Carlos Rafael, administrador do Blog Cariri Agora pela batalha travada aqui no dia de ontem, porque é um local neutro em que todos os contendores podem ter acesso.
Bola pra frente!
Não há um só mal que não traga um bem. Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos. Da minha parte, nada mudou, vou tratar a todos com o devido respeito com que tenho tratado desde que nos conhecemos.
Duas frases porém, ficaram:
"A vida não se resume em Blogs"
"A nossa vida mesmo, é essa de carne e osso que nós temos"
Edilma Rocha
Abraços,
Dihelson Mendonça
As Reinações da Imprensa Brasileira - José do Vale Pinheiro Feitosa
Esta é boa para a escrita do Emerson Monteiro. A colunista Mônica Bergamo na Folha de São Paulo informa que o Promotor Paulo Castilho do Juizado Especial Criminal, com base no Estatuto do Torcedor, diz que se Felipe Massa der passagem para o seu companheiro de equipe Fernando Alonso, sairá preso de Interlagos.
Tirando a questão de uma autoridade querendo fama na imprensa, este assunto é um bom tema no direito. Seja no contraponto entre o Direito Brasileiro e o Direito Internacional, uma vez que se trata de uma competição internacional. Seja no realce surpreendente de que as leis são territoriais, próprias do território brasileiro e que elas não se subordinam às práticas de eventos multinacionais. O Estatuto do Torcedor que protege o direito deles estaria, neste caso, acima de uma prática de todos os circuitos automobilísticos.
Se isso é verdade, muitas coisas mais poderão ser questionadas no futuro nos termos desta levantada pelo Promotor.
Censurando o Sítio do Picapau Amarelo.
O Globo disse que o Conselho Nacional de Educação iria censurar a distribuição de alguns livros de Pedrinho por emitirem opiniões e quadros racistas. O assunto caiu bem na mídia e guarda relação estreita com a questão do controle social das comunicações, especialmente vindo de um Conselho e do Governo Federal.
Eis as manchetes de alguns jornais do eixo sudeste: As Caçadas de Pedrinho censuradas pelo MEC no O Globo. Livro de Lobato pode ser banido por racismo O Dia OnlineRio. Caçadas de Pedrinho na Mira, Gazeta do Povo. Reinações do CNE Folha de São Paulo.
É tanto que numa das entrevistas após as eleições alguém perguntou isso ao Lula e se não me engano à Dilma. Eles, claro, não tinham conhecimento do assunto e não tinham como opinar. Pois bem logo nos blogs o assunto tomou ares de censura e se ampliou num debate que é sempre saudável.
A questão afinal qual é mesmo? Sempre a lei e a regra. A discriminação racial é crime, o MEC distribui livros para as escolas de todo Brasil. O MEC estabeleceu parâmetros para a literatura recomendando que não se distribuam livros racistas, que estimulem a destruição da natureza, que estimulem a discriminação de gênero e mais alguns itens. Acontece que a literatura clássica está cheia destes parâmetros de acordo com o pensamento da época.
Agora é outro tempo. Qual foi, de fato, a recomendação em relação aos livros do Monteiro Lobato? Os governos deverão exigir da editora responsável pela publicação a inserção no texto de apresentação de uma nota explicativa e de esclarecimentos ao leitor sobre os estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos raciais na literatura Esta providência deverá ser solicitada em relação ao livro Caçadas de Pedrinho e deverá ser extensiva a todas as obras literárias que se encontrem em situação semelhante.
Seria uma grande besteira fazer como fez o Ruy Barbosa mandando queimar a memória da origem dos escravos e seu histórico, dizem para os fazendeiros não cobrarem indenizações ao governo. Isso apaga a história e o debate de como o preconceito funcionava e era formado é essencial para a formação de um alunado crítico, com capacidade de análise e que sabe as razões da lei e das regras.
Esclarecendo a nota do Dihelson neste blog - José do Vale Pinheiro Feitosa
Em nota no final do dia de ontem, Socorro Moreira esclarece os fatos e que não estão em acordo com o que afirmei ter ele se auto-expulsado.
Não me movou nenhum sentido de mentira, no entanto, como interpretou o Dihelnson Mendonça, no sentido em que verbo tem no dicionário: afirmar ser verdadeiro aquilo que se sabe falso ou afirmar afim de induzir o erro.
Embora o erro da minha afirmativa esteja claro não há nele mais que um erro temporário dos fatos a que tinha conhecimento até então. Agora os fatos estão esclarecidos e motiva o meu esclarecimento.
Não me move nenhum razão mais do que dialogar com os meus conterrâneos, em amplo sentido e nos mais variados assuntos. Me estimula ter contato, mesmo que em textos à distância, com as novas gerações após a minha e que considero uma evolução positiva no tempo como o prório Dihelson, o Carlos, Liduína, Lupeu, Leonel, Zé Flávio, Lupin, Darlan e todos que fazem os blogs coletivos que considero uma das melhores coisas já inventadas e experimentadas na região.
Me sinto muito satisfeito de reencontrar Socorro Moreira, Edilma, Claude, Everardo, Joaquim, Armando, entre tantos da minha geração.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Twitteira que estimulou o "afogamento" de nordestinos foi denunciada à justiça - José do Vale Pinheiro Feitosa
Como o caso se tornou público, a meninada rica paulistana deu uma de barata voa apagando seus perfis preconceituosos na internet.
O Blog do Rovai e a Revista Fórum publicaram um post em que identifica muito bem o perfil social e o comportamento ideológico da estudante. Espanta o quanto isso é profundo nela e o quanto isso foi politizado pela atual sucessão:
"Fui ao orkut de Mayara para checar minhas desconfianças. E confirmei tudo que imaginava. Ela deve morar na região Oeste de São Paulo, onde vive este blogueiro há muito tempo e onde este preconceito é ainda mais latente do que em outras bandas da cidade. Digo isto porque uma de suas comunidades é a do “Parque Villa Lobos”. Se morasse na Mooca provavelmente nem se lembraria de tal parque. Se vivesse nos Jardins, citaria o do Ibirapuera.
Mas há outras comunidades que revelam mais profundamente a alma da “artista” que escreveu o post mais famoso do pós-campanha. Um post que levou o debate sobre a questão do preconceito ao Nordeste ao TT mundial no tuiter.
A elas: “Perfume Hugo Boss, Eu acho sexy homens de terno, Rede Globo, CQC, MTV, Magoar te dá Tesão? e FMU Oficial”.
Não vou comentar suas comunidades “Eu acho sexy homens de terno” e nem “Magoar te dá tesão?” por considerar tais opções muito particulares. Mas em relação ao fato da moça estudar na FMU, a Faculdade Metropolitanas Unidas, queria fazer algumas considerações. Nada contra a instituição ou aos que nela estudam, mas pela situação social da garota, ela deve ter estudado em escola particular a vida inteira e se fosse um pouco mais esforçada teria entrado numa faculdade onde a relação candidato/vaga é um pouco mais dura.
Ou seja, como boa parte dessa classe média alta paulistana, Mayara é arrogante, mas não se garante. Muita garota da periferia, sem as mesmas condições econômicas que ela deve ter conseguido vôos mais altos, deve já ter obtido mais conquistas do que a de poder consumir o que bem entende por conta da boa situação financeira da família.
Ontem, Mayara pediu desculpas pelo “erro”. Disse que afinal de contas “errar é humano” e que “era algo pra atingir outro foco” e que “não tem problema com essas pessoas”. Não desceu do salto alto nem pra se penitenciar. Preferiu fazer de conta que era uma coisa menor, ao invés de pedir perdão, afirmar que era um erro injustificável e que entendia toda a revolta que seu post produzira.
“MINHAS SINCERAS DESCULPAS AO POST COLOCADO NO AR, O QUE ERA ALGO PRA ATINGIR OUTRO FOCO, ACABOU SAINDO FORA DE CONTROLE. NÃO TENHO PROBLEMAS COM ESSAS PESSOAS, PELO CONTRARIO, ERRAR É HUMANO, DESCULPA MAIS UMA VEZ.”
Ela foi criada para isso. Para dispensar esse tipo de tratamento a nordestinos e pobres e por isso a dificuldade de ser mais humilde. É difícil para esse grupo social entender que preconceito é crime por ensejar um tipo de xenofobia que coloca quem o pratica no mesmo patamar de um tipo como Hitler. Ela odeia nordestinos. Ele odiava judeus. A diferença é que ela não pode afogar de fato aqueles que vivem na parte de cima do mapa. Já o alemão pôde fazer o que bem entendia com aqueles que julgava ser um estorvo na sociedade que governava."
NOTA DO ADMINISTRADOR DO CARIRI AGORA
Carlos Rafael Dias
Administrador do Cariri Agora
O Lobisomem da Batateira - José do Vale Pinheiro Feitosa
Na luz do sol luta pela sobrevivência como qualquer ser neste mundo de obrigações. Na luz da lua cheia uiva amedrontando aqueles que paz deveriam ter em seus lares após a longa jornada dos afazeres. Igual ao homem que de dia é homem desgastado de trabalho e à noite não descansa em sua volúpia por carnes e medos.
O lobisomem da batateira, se diga em perfeito juízo, não é bem um lobo. Isso é coisa lá do hemisfério norte. Na verdade é um guaxinim de brejo, do canavial, a cruzar veloz as touceiras de cana, passando como um raio por baixo das copas das mangueiras. Enfim, o lobisomem da batateira, é um guaxinomem.
E para azar do guaxinomem ele vive num país tropical, abençoado por deus, o resto já sabem e ali onde tem calazar e o coitado sofre muito com o problema. Ficou com o pelo arrepiado, as pernas bambas, triste como uma cachimbeira em final de vida. O coitado deu para cair dos quartos, marcar um rumo e sair no outro que não queria.
Isso também se expressa no corpo físico do homem que apresenta até hoje, apesar das doses cavalares de glucantime, grandes seqüelas. Mas o problema do guaxinomem não era só o calazar, o seu principal era o ódio de um coronel vingativo, ruim como fel, lá da Caixa Prego.
O coronel achava que o guaxinomem tinha desonrado sua filha. Ele errava de avaliação, o próprio numa confusão de carinho preciso e impreciso provocara a ruptura que anteciparia o himeneu da menina. São histórias tristes, mas acontecem, como dizem é da cultura.
Coronel não tem culpa. Ela é dos outros, dos agregados, destes sujeitos fedorentos, escória da humanidade. Coronel sem culpa, culpa os outros. E partiu para uma feroz caçada ao guaxinomem. Era mais fácil, já era desgraçado por força do mito. Assim como atacar alguém por bruxa na idade média.
Ninguém sabe se ele consegue. Por enquanto anda pelas estradas com uma cruz, de olhos esbugalhados, rosto desfeito, cabelos desalinhados, gestos ameaçadores a arrebanhar forças para o combate santo ao demônio que explica os próprios demônios do coronel.
Coitado do guaxinomem: ainda do mais necessitando mais doses de glucantime.
E quando terminava esta narrativa alguém me disse: guaxinomem é coisa do mundo, mas coronel é da história, um fica e o outro se desmancha no ar.
Intuição do Direito - Emerson Monteiro
No próximo dia 11 de novembro, às 20h, no Auditório da RFFSA, em Crato, dar-se-á o lançamento do livro Intuição do Direito, de autoria de Jorge Emicles Pinheiro Paes Barreto, advogado que milita com êxito na região do Cariri.
Trabalho elaborado com dedicação, traz conteúdo voltado à filosofia do direito sob o prisma da origem das suas primeiras instituições, com ênfase para o espírito da conformação das pessoas ao mundo social em que vivem e ampliam as normas e suas aplicações.
Sabe-se que o direito advém dos costumes, da jurisprudência, da lei, dos atos jurídicos, dentre outras fontes primárias, porém antes de tais fatores existe a pessoa humana e suas manifestações internas, fonte originária da consciência subjetiva dos acontecimentos e negócios. Com o propósito de avaliar esta área das causas antecedentes do direito, Jorge Emicles produziu uma obra digna dos melhores tratadistas, posto a público neste universo regional palco do lançamento deste seu primeiro trabalho editorial, publicado pela BSG Bureau de Serviços Gráficos.
Capítulo a capítulo, acercando-se das representações essenciais e inseparáveis do pensamento jurídico, em cada momento da epopéia investigativa do direito, o autor firma bases estruturadas de encaminhamento das suas ideias, em sólidas passadas investigativas. Revela consistência nos traços que soma ao quadro do pensamento contemporâneo, em linguagem fluente e dinâmica. Seguro na faina a que se propõe, considera as instituições, os valores, a norma, conceitos, métodos de produção, interpretações, sempre de olhos postos no desenvolvimento da doutrina que abraça e converte numa atitude digna dos mais experientes escritores, sem ficar a dever no gesto inovador.
Seu dizer por si só cativa, sobretudo comparado ao dos compêndios vistos nas ocasiões áridas de escritórios e gabinetes, no ritual fechado da linguagem técnica. Bom estilista, cuidadoso e econômico no uso da terminologia desses redutos fechados, se joga de corpo inteiro na seara dadivosa que lhe afeiçoou e onde instala seus novos predicados.
Numa feliz demonstração do quanto a comunidade acadêmica regional possui de valores e potencialidades, este o livro é ponto inicial para deflagrar o surgimento de novos autores e atualizar estudos profundos do direito, pródigo em avanços e aberto às revelações do saber universal, com amplas possibilidades para aproveitamento da matéria-prima de que dispõe.
Finados em Crato:A Expomorte é um Muro de Lamentações e Curiosidades-Por Wilson Bernardo.
do Blog do Crato - O Crato na Internet ! de wilson bernardo
UM POEMA PARA MORTE EM VIDA.A vida faz vista grossa para os afins
Finados
A morte conforme os fatos
Pouco se importa com a vida.Estamos sempre próximos do fim
o amanhecer é completamente sem vida.
Despertar do profundo começopressentir os olhares da relva
Aos olhos que despertam o nascimento
agradecemos a morte
com um bom dia de entardecimentos.
Cemitérios sobrevive de datasnasceu *
morreu+

Wilson Bernardo(Poema,Texto & Fotografia)