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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
HOMENAGEM A UM AMIGO QUE SE FOI
III Colônia de Férias do GeoPark Araripe
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
O Sertão com nova cara. – Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
Observando o gado pastando, o movimento suave da brisa balançando as árvores, o açude com sua água verde e tranqüila, acalmando-me do stress da cidade, eu chego à conclusão de que tudo continua igual no tocante a natureza, nesse sertão localizado no município de Bodocó - Pernambuco. Porém mudanças recentes aconteceram na vida das pessoas. Tudo é muito seco, melhorando a paisagem para o tom verde na época das chuvas.Há quarenta anos, eu vinha algumas vezes passar fins de semana aqui com a família de Carlos juntamente com a minha, quando ainda éramos namorados. Sempre achei o lugar agradável e tranqüilo, embora não houvesse o menor conforto.
A casa de taipa, alpendrada, ainda é a mesma. Agora, olhando ao redor da fazenda, vejo o quanto melhorou a vida das pessoas que ali residem, após a instalação da energia elétrica, através do programa “Luz para Todos”, iniciado no governo Lula e continuado na gestão Dilma.
Antes da luz elétrica, os banhos eram de açudes, os banheiros no mato, a luz era de candeeiros e velas. As mulheres dos moradores pegavam água no açude, transportando-as em latas, nas cabeças. Lavavam louças nas bacias tirando a água do pote. Hoje existe água encanada em todas as casas, facilitando a vida de todos. Tudo antes era muito seco, mas agora com água canalizada, vemos alguns coqueiros e outras fruteiras surgindo.
Com a chegada da energia elétrica, cada casinha por mais pobre que seja, tem a sua antena parabólica sintonizando a televisão com imagem perfeita, o que contribuiu para informar, mudar a maneira de vestir e de falar das pessoas.
Em vez dos vestidinhos de chita, as mocinhas e mulheres do lugar se vestem com shorts, saias e calças jeans. A alimentação melhorou com o programa Bolsa Família. Além do que esse programa exige que os pais coloquem os filhos na escola. A prefeitura de Bodocó fornece transporte para os estudantes se dirigirem até àquela cidade para freqüentar as aulas. Antes, os filhos dos agricultores eram analfabetos. Atualmente todos têm oportunidade de terminar o ensino médio. Ou seguir mais adiante, conseguindo emprego melhor.
Assistindo à celebração da Palavra numa comunidade próxima, realizada pelos próprios moradores, admirei-me das leituras serem feitas por crianças, que lêem muito bem. Como o padre da cidade de Bodocó só pode celebrar a missa uma vez a cada dois meses, os próprios camponeses assumem a celebração.
Essas observações não têm nenhuma conotação política, não sou filiada a nenhum partido político, porém como cristã admiro os governantes que trabalham para melhorar a vida dos pobres.
Será utopia, um mundo onde todos tenham “voz e vez”? Quem não sonha com uma sociedade onde prevaleça a justiça e a paz para todos? Enquanto esse dia não chega, podemos torcer e rezar, para que os governantes façam a diferença ajudando a promover um Brasil onde exista mais justiça social. Afinal de contas, somos todos filhos de Deus e “o sol nasceu para todos.”
Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
O poeta Bule-Bule - Emerson Monteiro
Além de cordelista, Bule-Bule exercita seus talentos na qualidade de compositor, dançador de chula, repentista, ator, cantador, folclorista, e lembrar o valor especial do poeta qual figura valiosa no trato de alma dada ao serviço de ações beneméritas, ativo colaborador de obras assistenciais com arte e consciência.
De fama já conhecia Bule-Bule, nos meus tempos baianos, presença definitiva dos terreiros brincantes e espetáculos culturais da Boa Terra. E desta vez ouvi a verve espontânea que lhe caracteriza a inspiração e a correção no jeito dos assuntos, filosofia dotada da plena sabedoria, em experiência e dedicação do gênero que abraça ao talento, heróis do cotidiano original do povo nordestino.
Grata surpresa, portanto, reservara a manhã desse dia, o quarto do ano novo de 2012, ao deparar poeta e gênio autêntico de nossa espécie, dessas pessoas que às vezes imaginávamos existir, antes mesmo de avistá-las no desfiladeiro dos profetas sóbrios da forma, dos versos, cantos e falas.
Bule-Bule virá, no mês de março, ao Cariri, quando cumprirá pauta no Espaço Cultural do Banco do Nordeste, em Juazeiro do Norte, oportunidade rara de testemunhar a feitura especial do que produz, mundo vasto da riqueza intuitiva do Sertão, retrato natural do universo em expressão inextinguível.
São tantos os cordéis desse autor, cujos títulos bem demonstram os temas neles praticados, a saber: Quatro touros endiabrados e um vaqueiro corajoso; Duelo de bruxos, ou o Pombo e o gavião; A tragédia de três amantes; Irmã Dulce da Bahia, Santa mãe de todos nós; O tremendo duelo de Quirino Beiçola com Tomaz Tribuzana; O encontro da aranha com o reumatismo; Peço pra não acabar o Raso da Catarina; Judite, a mulher divina que salvou o marginal; Bimba espalhou capoeira nas praças do mundo inteiro; e Chora o Nordeste com a morte de Rodolfo Cavalcanti; dentre outros, vários e muitos, do Cantador do Sertão, como assim o denominam perante os meios artísticos brasileiros.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
CAOS E BARBÁRIE NO CEARÁ
Aurora - Do Menino Deus a Santa Popular-
Luiz Domingos de Luna*
(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora – Ceará.
O OLHO DE VIDRO DE BOLA BANTIM
Projeto No Terreiro dos Brincantes deverá buscar parcerias em 2012
O projeto foi criado em fevereiro de 2010 e consiste na produção de documentários de curta duração com mestres e grupos da cultura popular e na realização de eventos que reúnem o estudos acadêmicos e o saberes populares dos brincantes.
Já foram produzidos quatro documentários e estão sendo finalizados mais quatro. A intenção é que a partir de fevereiro deste ano, esse os oito documentários estejam sendo distribuído nas escolas públicas da região do Cariri.
De acordo com o coordenador do Projeto, o professor Alexandre Lucas será preciso criar condições de continuidade do Projeto e de circulação dos vídeos produzidos. Ele destaca que será iniciada uma série de conversações com as secretarias de educação e de cultura da Região. Lucas enfatiza que os vídeos são uma contribuição à memória do povo brasileiro e que devem ser disponibilizados na internet para que um maior número de pessoas possam ter acesso. “O nosso povo tem que conhecer a nossa diversidade cultural, e a escola e a Internet são caminhos”, finaliza o professor.
A Mídia não está interessada em Ética, Arte ou Cultura - Apenas Dinheiro ! - Por: Dihelson Mendonça
Foi-se o tempo em que o rádio e a televisão eram considerados guardiães da moralidade, em programas informativos que serviam como veículos para a propagação dos grandes valores que moldaram a nossa civilização. Mesmo fora do quadro televisivo, ainda existia uma certa postura no meio jornalístico em tentar preservar a honra, a educação, os costumes, a tradição, as artes e a cultura do povo Brasileiro. Isso funcionou até meados da década de setenta, talvez por ainda naquela época, vivermos num período de regulação dos meios de comunicação pela chamada "ditadura militar", que de qualquer forma, ainda tinha um certo aprêço ao velho lema da Tradição, Família e Propriedade. Isso foi algo bom, porque o público podia desfrutar de um certo padrão de qualidade e uma postura educativa da mídia.A realidade hoje é algo bastante diferente. Embora não se restrinja apenas à mídia brasileira, o que tem acontecido nos últimos anos no Brasil em termos de massificação, causa espanto aos maiores observadores e críticos da sociedade de consumo.
Ao abrir o facebook nesta manhã, deparei-me com uma mensagem de um grande músico, instrumentista, da cidade de Fortaleza-CE, a reclamar que no seu programa de Ano Novo, a Rede Globo de Televisão, iria trazer como representante máximo da música produzida no Ceará, a banda "Aviões do Forró". Reclamava da grande discriminação que a mídia tem feito aos artistas de qualidade e da boa música como um todo.
Embora este instrumentista esteja coberto de razão, esquece-se que hoje em dia a grande mídia não está interessada em promover Arte e Cultura. Muito menos Ética, valores morais, etc...A mídia está interessada simplesmente em ganhar dinheiro, faturar alto, nem que para isso, os diretores de TV e proprietários de emissoras de rádio precisem enforcar a própria mãe. A mídia se comporta como uma espécie de prostituta, onde quem paga mais, tem vez. Isso vale também para as posturas políticas, para a Música e para todas as outras atividades humanas.
A verdade é que não se pode mais usar qualquer informação divulgada pela imprensa como princípio de verdade. Tudo virou publicidade. Tudo pode ser vendido e é vendido. Nada aparece na TV por acaso. A mídia que aí está, pertence aos grandes cartéis, aos magnatas das cercanias do poder. Quase todos os canais de TV e rádio do Brasil pertencem a alguma agremiação política, distribuídos cautelosamente pelos congressistas para os seus padrinhos, que lhes dão todo o suporte necessário a fim de que possam se perpetuar no poder.
No lado artístico, não se pode obter também, qualquer juízo de valor pelo que aparece na televisão brasileira e no rádio. Tudo virou um imenso mercado, onde inescrupulosos e ávidos proprietários de bandas de forró eletrônico, Funkeiros de rua, Axé Music e todo tipo de lixo cultural de fácil assimilação, empurrem goela abaixo de um povo massificado e moldado desde a infância em valores falsos.
O que se pode esperar de uma sociedade onde milhões zumbis seguem fielmente a cartilha dos cartolas da TV brasileira, a última dança de rua da Bahia, ou a última fofoca acontecida nos bastidores do BBB ( Big Brother Brasil ) ? O que se pode esperar de um povo que permitiu que seus governantes relegassem a educação geral do indivíduo ao último plano ?
Saiu na imprensa ( E isso também é de se duvidar ), que o Brasil teria ultrapassado o Reino Unido, tornando-se a sexta economia do planeta. Seria mais proveitoso se não ocupássemos a 73ª posição no IDH ( Índice de desenvolvimento humano ), atrás do Gabão (com IDHAD de 0,543), Sri Lanka (0,691) e Uzbequistão (0,549) e superássemos o Reino Unido em Educação, Saúde, Segurança e Incentivo às Artes.
Vivemos num país onde a verdadeira arte e cultura tem pouquíssimos espaços na mídia, por isso mesmo é necessário que aqueles que as produzem, comecem a repensar a estratégia, construindo e utilizando cada vez mais as mídias alternativas como a própria internet, como uma forma de interagir e de formar platéia, já que é impossível a democratização dos meios de comunicação no país, pois como se sabe, que quem tem o poder, não irá abrir mão.
Os Artistas e as pessoas que ainda possuem algum entendimento acima dessa balbúrdia desordenada que chamamos de Brasil de hoje, precisam compreender que cada um é a sua própria mídia. A tecnologia veio nesse auxílio. Podemos juntos construir um futuro melhor, se todas as cabeças pensantes se unirem no sentido de preservar e renovar os grandes valores, as artes e a cultura brasileira, e se isso não for feito com extrema rapidez e de forma ordenada, acaberemos por sucumbir num mar de besteirol, na cultura da vulgaridade que a mídia perversa impõe de forma contínua, idiotizando a massa, quando então será tarde demais, pois existirá apenas a cabeça e a cultura dos Macacos.
Por: Dihelson Mendonça
PARALIZAÇÃO DA POLÍCIA: RAÇA DE FORTES, POVO DE BRAVOS!!
O resultado da falta de diálogo do governo com essa categoria de profissionais de segurança pública ganhou grande musculatura, quando de forma arbitrária retiraram da chamada “ mesa permanente de negociação” os representantes dos policiais militares, levando-os a uma situação de plena marginalização do processo de discussão sobre suas carreira.
Todas as viaturas de Juazeiro , Crato, Missão Velha, Jardim, estão mantidas paradas com seus pneus esvaziados, o policiamento de Crato, Juazeiro e Iguatu aderiram ao movimento paredista, bem como as pequenas cidades subordinadas a essa unidades e subunidades militares, como resultado da falta de diálogo entre governo e a categoria quem pagará os efeitos deletérios dessa situação, será a sociedade cearense e o povo do Cariri, As agências bancárias não abrirão, o comercio não abrirá suas portas, a onda de insegurança tomará guarita nas terras do cariri.
Um verdadeiro desastre assola o povo caririense pela, ingerência de um só homem, que tenta a todo custo, menosprezar as categorias de servidores públicos do Estado do Ceará, a Educação foi a primeira, desrespeitando a lei do piso dos profissionais do magistério, na Saúde, ainda não elaborou um plano de cargos e carreiras para seus profissionais, na Segurança Pública, tripudia com os profissionais da Polícia Civil e Militar sem garantir-lhe suas reivindicações de reposição salarial, hoje as polícias do ceará se mantém com um dos piores salários do Brasil , perdendo inclusive para estados que detém uma economia infinitamente menos aquecida que a nossa no caso de Piauí e Sergipe, viaturas novas não resolvem o problema da segurança, é preciso se investir no homem que presta o serviço, garantir-lhe bons salários,garantia de um serviço de saúde que proteja seus familiares, uma política de promoção que valorize o tempo e o desempenho na prestação do serviço policial, não se pode permitir que a sociedade cearense seja penalizada pela arrogância, prepotência dos que gestão a segurança publica em nosso Estado.
Prof. Samuel Duarte Siebra
Professor do Estado do Ceará
Ex-Policial Militar
Presidente do PCdoB - Crato
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Queremos um Rei! - Por Carlos Eduardo Esmeraldo
A formação do povo judeu ocorreu através do agrupamento de famílias nômades que se uniam em clãs e depois em tribos. Para sobreviverem, esses grupos peregrinavam juntos, compartilhando suas crenças e costumes até se fixaram em áreas e espaços desocupados nas regiões montanhosas da terra por ele dita prometida.As "Doze Tribos de Israel" foi provavelmente a mais bem sucedida e duradoura experiência socialista que a humanidade conheceu. Resistiu durante mais de duzentos anos aos ataques das cidades-estados, coisa que se mostrou improvável de ocorrer nas repúblicas ditas socialistas do século XX com relação ao poderio econômico e bélico formado pelo atual sistema capitalista hegemônico.
As tribos constituíam uma sociedade igualitária com partilha de bens, tendo como preocupação principal a sobrevivência dos seus membros. Esses gozavam dos mesmos direitos e tinham deveres iguais. Uma sociedade em que cada tribo tinha autonomia suficiente, não existia a figura de um poder centralizador, nem governo, nem câmaras legislativas, constituição, poder judiciário ou qualquer outro tipo de legislação que não a observância à lei de Javé, isto é: aos dez mandamentos. Não havia um exército constituído que pudesse defender as tribos dos constantes ataques dos exércitos das cidades-estados equipados com armas e carros de guerra na região que também era habitada por filisteus, amorreus, heteus, cananeus e outros povos fixados nas terras da Cisjordânia e Transjordânia no país de Canaã.
As tribos possuíam apenas um "conselho de anciões" formado pelos chefes dos clãs que dirimia as dúvidas entre pessoas e entre as próprias tribos e mediava pequenas questões. Na defesa dos ataques e invasões inimigas existia a figura do "juiz", bem diferente das funções dos juízes atualmente existentes. Nas tribos, os juízes eram líderes que surgiam espontaneamente quando alguma tribo era invadida por povos inimigos. Eles lideravam a reação e a luta em defesa do povo. Entre os mais destacados juizes estão Otoniel, Débora, Barac, Gedeão, Jefté, Sansão e o profeta Samuel.
Numa sociedade exclusivamente rural, a terra era propriedade de todos e distribuídas por sorteio. Não havia cobrança de impostos, taxas e outros tributos necessários à sustentação do poder. Aqueles que se colocavam à serviço da comunidade o faziam em benefício dos membros de cada tribo. Todos trabalhavam e o excedente da produção individual era distribuído igualmente com aqueles que produziam menos, devido às constantes épocas de estiagem ou à infertilidade dos solo. Essa partilha se verificava inclusive entre as tribos cujas colheitas não fossem suficientes.
As tribos como organização social entraram em crise devido aos constantes ataques promovidos pelos reis das cidades-estados, o surgimento do arado, que possibilitou o aumento da produção agrícola e o surgimento de classes ricas. Com o advento da pecuária bovina, as terras antes próprias para o plantio de grãos foram destinadas à produção de pastagens. Essas causas fizeram com que os mais ricos exercessem pressões junto ao profeta Samuel no sentido de que fosse escolhido um rei para Israel. À principio o profeta foi contra a monarquia. "Vocês querem um rei? Pois este é o direito do rei que governará vocês: ele convocará os filhos de vocês para cuidar dos carros e cavalos dele, e correr à frente do seu carro. Ele os obrigará a ararem a terra dele, a fazerem a colheita para ele, a fabricarem armas de guerras e as peças dos seus carros. As filhas de vocês serão convocadas para trabalharem como perfumistas, cozinheiras e padeiras. Ele tomará os campos, as vinhas de vocês, e as dará aos oficiais e ministros. Os melhores servos e servas, os bois e jumentos de vocês ele os tomará para que fiquem a serviço dele e cobrará, como tributo, a décima parte dos rebanhos. E vocês mesmos serão transformados em escravos dele. Quando isso acontecer, vocês se queixarão do rei que escolheram. Nesse dia, porém, Javé não dará nenhuma resposta a vocês." (1Sm 8, 10-18)
O povo não deu ouvidos ao profeta: "Não tem importância. Teremos um rei que nos governará e seremos como as outras nações. Nosso rei nos governará, irá à nossa frente para comandar nossas guerras." Era o fim do sistema das tribos em Israel. A monarquia em Israel iniciou-se com rei Saul, solidificou-se com o Rei Davi e teve seu apogeu com o Rei Salomão.
Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Fonte de Pesquisa: Bíblia Sagrada - Edição Pastoral - Paulus Editora e "Coleção Bíblia em Comunidade", Vol 4 - As famílias se organizam em grupos, Edições Paulinas, 4a Edição - 2004.
domingo, 1 de janeiro de 2012
Atitudes - Emerson Monteiro
Trabalhar propósitos neste início de ano corresponderá ao planejamento do novo período em formas que melhor signifiquem os ideais do bom viver. Saber traçar programas para o exercício da liberdade. Dominar ao máximo os caprichos do destino através dos meios disponíveis. Fixar as metas do sucesso até onde haja as possibilidades, neste chão comum, através dos métodos dados pela humana sabedoria.
Contudo as tais postulações exigem providência inevitável desse procedimento. São as atitudes. Sim, atitudes que representam a seriedade como encarar os individuais planejamentos. Elaborar planos sofisticados, mirabolantes, raiando por vezes pretensões além das forças, enfraquece a energia dos seus autores.
Dizer isso e imaginar que planejar estabelece metas e objetivos; condiciona itens de sinceridade consigo próprio, semelhante a prometer, empenhar a palavra, com relação aos propósitos estabelecidos. E a tradição dos tempos indica o peso das promessas. Promessa é dívida, qual sempre afirma a população. Simboliza palavra empenhada, enquanto palavra equivale à expressão de quem dela faz uso. Dívida tanto pessoal quanto coletiva. Homem sem palavra é ser inexistente que habita fora da realidade.
Isso de encher o tempo de conversa pelo ar passa distante das produções necessárias e dos resultados práticos. Atitude vale a vida dos propósitos. Escutar isto no princípio deste novo calendário acordará os brios internos da gente, conquanto atenda às vontades formuladas (quem sabe?) décadas atrás. Desejos fortes ainda no berço que agora vêm à luz, neste começo de história.
Bom praticar o planejamento qual norma de respeito para com a verdade dos propósitos firmados dentro de si, a busca dos valores importantes da personalidade valiosa.
Que os objetivos traduzidos nas promessas deste novo ano encontrem respaldo nas atitudes, daqui em frente, que virão facilitar os passos de todos. No instante quando acontecem tais realizações positivas, as portas abrirão de jeito natural e obter-se-ão os frutos da Paz nos corações.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Esperança significativa - Emerson Monteiro
Sob as irradiações do ano que se aproxima há tendência de falar palavras doces a quem resistiu incólume os derradeiros 365 dias que, pouco a pouco, mergulharam no silêncio do passado. Contraditórios, entretanto, qual esta raça aventureira que habita as léguas deste chão desde o início. Tintos de sangue, troados de canhões, sacudidos de fenômenos naturais. Idos e vividos, transcorrem esses dias no coração das pessoas. Nalgumas, porres homéricos; noutras, fervorosas preces da contrição mais fiel. Raça esquisita, às vezes calculista, supersticiosa. Lava as mãos aos desmandos de elites dominantes, porém chora aos barris quando seu time sofre as derrotas dos campeonatos suburbanos. Ri às gargalhadas diante dos... Ih! quase esquecia que o bom humor anda em baixa e não caberia bem numa comparação. Chora e ri de tudo, ainda que o riso custe caro lá adiante. Bom, isso compõe o enredo das peças encenadas nos palcos dos dias acinzentados ora sofridos. Ninguém queira mover uma palha, pois reagiríamos a ferro e fogo na busca dos direitos negados.
No entanto, vamos nós pelos caminhos do mundo na busca firme dos novos períodos legislativos, novas possibilidades de lucro, outros jornais de manchetes parecidas na relação dos séculos, ruas esburacadas, carros reluzentes, descidas e subidas dos ídolos de barro, flores vivas nos jardins das praças, progressos e civilizações armadas.
Nada melhor, por isso, do que palavras férteis, ricas das fortes doses de imaginação positiva. Florescimento de amores. Luzes de revelações agradáveis. Descobertas de medicamentos poderosos para vencer males do corpo e do espírito. Gostos refinados em músicas inspiradas, ritmos animando as ruas dos movimentos revolucionários. Justiça aprimorando costumes a toda velocidade. Governantes honestos das janelas dos palácios comandando as coletividades em fases incríveis de intensa felicidade; boas administrações públicas afinal. Trabalho envolvente das massas na construção de cidades bonitas, sonhos de morar e passear. Jovens estudiosos a substituir, com sabedoria, os avós e os pais, na festa coletiva da renovação, plena de tranquilidade e paz. Tudo prenúncio, portanto, deste ano que começa cheio de transformação verdadeira na mentalidade humana rumo aos valores brilhantes que adquirimos nas horas anteriores, com sobra de mantimentos. Só a esperança da virtude que supera os erros abandonados. Só o amor em todos, nos dias e meses desta data que logo envolverá de bênçãos o futuro e a história, assim desejo a todos, comigo aqui também.
GRANDE ESPERANÇA PARA 2012
Autor: Pedro Esmeraldo
Pensamento para o Dia 29/12/2011

Pensamento para o Dia 29/12/2011
“Todo mundo procura e se esforça para estar em paz consigo mesmo e com a comunidade ao redor. As pessoas têm tentado obter essa paz acumulando riqueza, o que dá poder sobre os outros e a capacidade de controlar conveniências e confortos. Alguns têm procurado posições de autoridade e influência para que possam moldar eventos adequados para seus propósitos e fantasias. Infelizmente, esses caminhos são cercados de medo e a paz que é obtida por esse modo é passível de extinção rápida e às vezes violenta. Paz Verdadeira (Shaanthi) só pode ser alcançada através do Amor! É o fruto da árvore da vida. Esse fruto de essência doce é envolto por uma casca amarga. A casca amarga simboliza as seis paixões que envolvem o coração amoroso do homem: luxúria, ira, avareza, apego, orgulho e ódio. Aqueles que removem o exterior através da disciplina dura e consistente atingem a doçura interior - a paz tão desejada; essa paz é eterna, imutável e irresistível.”
Sathya Sai Baba
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
O que se fala da polícia?
Vou falar com propriedade da Policia Militar, instituição a qual servi por 10 anos, é isso mesmo!!, antes de ser professor do estado , comandar greve, estive do lado de lá, não vou me ater aos motivos que me fizeram sair, mas basta dizer que o que fiz foi trocar uma arma que não corrige por outra que evita a correção pelo estado “ o Pincel”. Os policiais militares seguem a mesma ótica do estado burguês criado para garantir a segurança e a ordem das instituições políticas do próprio Estado. A percepção de se garantir a ordem e a segurança para quem depende do estado, ou seja, a população, é repassado para policiais que estão na ponta como a única missão. Enquanto que os coronéis, majores e o auto oficialato da policia se locupletam do poder de policia para fazê-lo de poder político, eles sim sabem usufruir das benesses do poder do estado, salvo as Raríssimas exceções como um Deputado Capitão Wagner Sousa desses, que honra a policia Militar em sua defesa intransigente pela categoria miliciana. Os policiais militares são verdadeiros heróis que inebriados pelo sentimento altruísta insistem em abandonar suas famílias, sua própria segurança em favo de outros que sequer conhecem, saindo de suas casas sem hora e dia para voltar. Esses heróis anônimos são marginalizados por uma sociedade que muitas das vezes comporta-se de forma desdenhosa em não reconhecerem o verdadeiro valor desses servidores públicos da segurança , abnegados pelo que fazem. É preciso, no entanto, cortar na própria carne quando militares se envolvem em desvios de suas condutas.
Vivemos ainda resquícios da ditadura, as academias que deveriam forma profissionais de segurança com uma visão holística da sociedade,compreendendo sua formação e problemas como situação sine qua nom para uma melhora na prestação do serviço essencial de segurança publica, não a fazem por estarem ligadas a um regulamento arcaico e portanto obsoleto de policia. Esse mesmo regulamento militarizado que aprisiona o homem física e ideologicamente, destrói a humanidade existente nele , vira uma maquina e o resultado disso nos já conhecemos. Na última conferência Nacional de Segurança Publica se aprovou uma resolução que traz um indicativo para a desmilitarização e a unificação das policias, creio que seja um avanço, mas muito distante de virar realidade. Por fim, enquanto tivermos uma subcultura nos órgãos de segurança impedindo o reconhecimento desses profissionais como cidadãos que são, com direitos como tantos cidadãos, viveremos esse APARTHEID coordenada pelo TACÃO DO MEDO.
Prof. Samuel Duarte Siebra
Presidente do PC do B-Crato/CE
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
AURORA , CE - DE SERRA AZUL
NOTAS SOBRE O POETA SERRA AZUL
Trecho publicado em O Ceará, de Raimundo Girão e Antonio Martins Filho, Edição de 1939 – editora Fortaleza. Rio de Janeiro, 9 de julho de 1977
Nos idos de 1919 chegava a Fortaleza o poeta Serra Azul. Tinha 26 anos, pois nascera a 3 de maio de 1893 no sítio Pau Branco do município de Aurora – CE. Aos 4 anos de idade ficara órfão de pai e mãe, sendo criado por uns tios que não tinham filhos. Aprendera a ler valendo-se de retalhos de jornais, fragmentos de livros escolares, almanaques e folhetos que conduzia, às escondidas, para a sombra do marmeleiro e do mofumbo, arbustos que caracterizam as caatingas do nordeste. Aos 15 anos recebera de Luiz Gonçalves Maciel as primeiras noções. Esse Luiz Gonçalves Maciel havia sido seminarista e era tudo em Aurora: professor, mestre de música, sacristão e farmacêutico. Como sacristão, substituía o vigário nas suas ausências, ministrava sacramentos e fazia pregações; como farmacêutico, era o médico do lugar e das aldeias vizinhas. Maciel encontrava-se em Malhada Funda, na zona do ribeirão Tipi, afluente do Salgado, foragido de Aurora, quando a cidade fora invadida, incendiada e saqueada, em 1908, pelas cabras de José Inácio, do Barro, e de Cândido Ribeiro, mais conhecido por Cândido Pavão. De Lavras, onde residiu o nosso perfilado algum meses, saiu a peregrinar pelo sertão como professor de meninos, detendo-se na Serra azul, a leste de Quixadá, em 1912, quando tratou de construir família. Participando de reuniões na chamada Cidade dos Monólitos, começou a fazer sucesso como improvisador, sucesso que repercutiu em Fortaleza. Juvenal Galeno, Rodolfo Teófilo, Antonio Sales, Quintino Cunha e Leonardo Mota convenceram-no a fixar-se na capital, onde conseguiria emprego. Mas do dinheiro que esse emprego lhe rendia nada sobrava para a compra de livros. A família aumentava de ano em ano. Assim, passou a freqüentar todas as noites, a biblioteca pública. Lia muito, lia até se apagarem as luzes do prédio. Ás vezes era visto em companhia de literatos, e os jornais começavam a publicar as suas poesias. A conselho de Rodolfo Teófilo resolveu adotar o nome de Serra azul, Não mais como apelido, porém como nome de família. Hoje além de poeta, é o professor de história natural e geografia. .
Francisco Leite Serra Azul. De uma memória de anjo, sabe de cor mais de 100 sonetos de Bilac, o seu preferido, e conhece, a fundo, as geografias físicas do Brasil, sendo capaz de responder sobre qualquer dos seus acidentes. Publicou Serra azul em 1924 o Alfabeto das Musas e em 1938 Natureza Ritmada. Ambos esgotados. Alfabeto das Musas contém os versos da fase lírica do autor. Alice é o modelo dos demais sonetos dessa fase. Francisco Leite, que veio do interior quase inculto, fixou-se aqui e vencendo terríveis dificuldades conseguiu cultivar seu espírito, manter e educar sua numerosa família. Hoje é professor, e com o nome de Serra Azul tornou-se um de nossos poetas mais conhecidos. É de sua autoria o volume Natureza Ritmada, aparecido ultimamente e que foi uma vitória para o seu talento. Trecho publicado em O Ceará, de Raimundo Girão e Antonio Martins Filho, Edição de 1939 – editora Fortaleza. Rio de Janeiro, 9 de julho de 1977. Meu prezado poeta Francisco leite Serra Azul ( Serra Azul )Alameda das Verbenas, 322 – Q. 13 Aldeota Fortaleza – CE. Pax Tenho participado de vários livros do Aparício, menos deste último: anuário de poetas do Brasil – 1 vol. 77, onde, com satisfação acabo de ler os seus 10 sonetos, sob a denominação Versos bucólicos. Confesso – lhe, meu preclaro poeta, que estou maravilhado são 10 sonetos bucólicos muito bons, o que é bastante raro, hoje em dia, acontecer. Meus efusivos parabéns. Gostei muito dos seus: A farinhada Aurora, pequeno munduru e a lua, todos de um fino lavor e bela inspiração. São difíceis de se fazer. Bravos. Queira dar – me a honra de ler o meu segundo livro de poesias: pensamentos poéticos, propaganda anexa, com 134 novos sonetos, entre alexandrinos, decassílabos e sonetinhos que tenho absoluta certeza de que irá gostar. Não o decepcionarei, meu estimado confrade e, desde já, aceite o meu abraço agradecido e os votos de boa saúde e inspiração. Do seu admirador. A poesia de Serra Azul. Francisco Leite Serra Azul é inconfundível com os demais poetas do Brasil. Inconfundível porque a sua poesia é de cunho científico – filosófico ainda não cultivado no Brasil, filiando-se aos gêneros de Lucrécio, Ovídio e Goethe. Seu livro Natureza Ritmada é uma prova disso. E o livro Versos Bucólicos pelas amostras que temos e pelo que verificamos na intimidade do poeta, não é mais do que uma continuação daquele no seu gênero predileto. Apenas a variante está em que Natureza Ritmada é cosmogônico. Dedica-se aos assuntos da astronomia, da física, da química, da meteorologia, da biologia e da fisiologia e anatomia humana. E matematicamente, entra pelos campos da geometria, onde descreve na Força cósmica um universo de círculos, eclipses, triângulos e linhas, falando sobre a curva do tempo e as Dimensões do Espaço, onde entram em choque as leis da gravitação universal de Newton com as da relatividade de Einstein. Penetra ao fundo dos abismos estelares onde se acha a estrela Antares com seus 370 anos de luz distante de nós e que nenhum poeta como Bilac tem ouvidos para ouví-la ou entendê-la. E com a mesma facilidade desce ao profundo vale submarino onde emitido luz como os radiários, fala do motu-continuo e da evolução na luta universal. Este é o enredo de natureza ritmada. Ao passo que versos bucólicos é geogênico ou geofísico. Trata de assuntos relativos ao adubo da terra, aos minerais, as plantas e aos animais. É todo dividido em ordem metódica. Há uma série de poemas e sonetos sobre plantas industriais e alimentícias outra sobre plantas medicinais, ornamentais e hortenses, outra sobre árvores frutíferas, árvores nativas e árvores.
(*) Transcrição – Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora - Ceará
domingo, 25 de dezembro de 2011
O sangue dos pobres - Emerson Monteiro
Consta na relação dos fenômenos extraordinários atribuídos a São Benedito, o Mouro, santo católico de origem árabe, que, quando administrava a cozinha do Convento dos Capuchinhos onde morava, e após a ceia dos monges eremitas, ele sempre oferecia aos pobres que habitavam as comunidades próximas sopa por demais substanciosa. Famintos, saciariam a fome diante da boa vontade daquela refeição caritativa dos inícios de noite. O meio que religioso utilizava era reaproveitar as sobras que ficavam da preparação dos alimentos principais, restos de verdura, gorduras de carnes, caldos de fervuras, substâncias que de comum seriam jogadas fora.
Os noviços responsáveis pelas rotinas do estabelecimento, no entanto, nutriam pouca disposição de, além dos afazeres regulares, ainda pegarem as sobras para constituir a sopa dos necessitados, e dificultavam o trabalho que resultaria no sustento da longa fila andrajosa dos mendigos.
Com isso, aos seus modos humildes, São Benedito, repetia com insistência que eles, os auxiliares, indiferentes, derramavam o sangue dos pobres. Inúmeras vezes aconteciam os conselhos sem clara manifestação de produzirem os devidos frutos.
Até que, belo dia, o frade, utilizando a estopa de limpeza do balcão onde preparavam os pratos, nela recolheu os mantimentos que iriam a caminho da lixeira e, em seguida, com força, espremeu o tecido, às vistas de todos em volta, reafirmando o sempre dizia:
- Meus irmãos, vejam, na verdade, que o que fazem é derramar o sangue dos pobres – enquanto, na mesma hora, escorria sobre a bancada o mais puro e expressivo sangue humano, razão de espanto dos presentes, passando esta a ser uma das ocorrências analisadas com mérito quando da canonização do virtuoso santo.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
UM PASSEIO INUSITADO
Pedro Esmeraldo
Autor: Pedro Esmeraldo











