
Foi divulgado recentemente, pela Assessoria de Imprensa do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) a relação de municípios brasileiros que estão inadimplentes com o FNDE e são beneficiados pelo Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE).
De acordo com a relação 1.032 municípios brasileiros estão inadimplentes. No Ceará esse número chega a 25 municípios.
Na Região do Cariri foram incluídos na lista os municípios de Araripe e Milagres.
Os municípios que não entregaram documentação e prestação de contas poderão ter o recursos do transporte escolar cortados e isso redunda em um largo prejuízo para a sociedade, e em especial para crianças e adolescentes.
Os prefeitos de Araripe Humberto Bezerra (PC do B) e Meire Francisca Lacerda (PMDB) terão que se envolver na questão e em contato com as secretarias de educação de seus municípios articular para que essa prestação de contas seja feita. Do contrário o transporte escolar será suspenso, pois o Governo não repassará as verbas.
SOBRE O PROGRAMA
O programa, instituído pela Lei nº 10.880, de 9 de junho de 2004, tem o objetivo de garantir o acesso e a permanência dos alunos do Ensino Fundamental público residentes em área rural na escola, por meio de assistência financeira suplementar ao transporte escolar aos Estados, Distrito Federal e municípios. O dinheiro serve para custear despesas com reforma, seguros, licenciamento, impostos e taxas, manutenção, combustível e lubrificantes do veículo, além do pagamento de serviços terceirizados para o transporte escolar. Para este ano, o programa dispõe de R$ 401 milhões para atender a 3,45 milhões de alunos matriculados no Ensino Fundamental de escolas públicas de 5.122 municípios da zona rural.
Cidades do Interior que não prestaram as contas
Alto Santo
Araripe
Banabuiú
Beberibe
Cascavel
Chaval
Deputado Irapuan Pinheiro
Eusébio
Fortaleza
Groaíras
Ibaretama
Itaiçaba
Itapajé
Jijoca de Jericoacoara
Marco
Milagres
Mombaça
Moraújo
Nova Russas
Pacujá
Palmácia
Parambu
Pindoretama
Potiretama
Santana do Acaraú
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quinta-feira, 15 de maio de 2008
Araripe e Milagres podem perder recursos do transporte escolar
Nossa Senhora dos Crioulos

Em função das comemorações referentes à Abolição da Escravatura e ao dia de Nossa Senhora, foi realizado um grande cortejo na Lagoa dos Crioulos, Distrito de Salitre dia 13 de Maio. Na ocasião estiveram presentes a equipe de adolescentes e algumas crianças que participam da campanha Pró-Selo UNICEF 2008 do Crato, junto aos grupos como Irmãos Aniceto Mirins, URUCONGO, Maracatu Winu-Irê, Nagô e GRUNEC, que engrandeceram o evento com suas presenças. Logo após a Entronização da imagem de Nossa Senhora Aparecida como "Mãe Aparecida dos Crioulos", foi realizada uma grande Roda de Conversa tratando das questões sobre o reconhecimento de fato dos habitantes da Lagoa como remanescentes dos antigos cativos que se rebelaram e fundaram aquela comunidade. O evento foi patrocinado pela Secretaria da Cultura, Esporte e Juventude do Crato, RECID, SESC-CRATO e Prefeitura de Salitre.
Começa a Cúpula dos Povos

Começou, último dia 13 em Lima, a Cúpula dos Povos "Enlaçando Alternativas 3", que reúne movimentos e organizações sociais dos países latino-americanos e da União Européia. O auditório da Universidade Nacional de Engenharia, onde está sendo realizado o encontro, foi pequeno para os mais de três mil participantes.
A fala de abertura, a coordenadora geral da Cúpula, Rosa Guillén, disse que o espaço do encontro propõe a construção de alternativas ao neoliberalismo de modo que seja possível a construção de um mundo novo sustentado na solidariedade, na justiça e na paz". O neoliberalismo, ao contrário, "trouxe mais fome, alimenta assimetrias existentes entre ambos continentes e provoca guerras", acrescentou a coordenadora.
As diferenças entre os países ricos e os pobres, agravadas por esse modelo político-econômico, ficam evidenciadas na atual crise de segurança alimentar que enfrentam os países pobres, pois as multinacionais - cujos oligopólios geraram essa crise - e a especulação mercadológica só lucram com o problema.
Por isso, também durante a abertura, Francisca Rodríguez, da Via Campesina Internacional, pediu o fim da produção de agrocombustíveis, que provoca a alta dos alimentos no mundo. O primeiro dia de Cúpula foi uma mostra dos grandes problemas enfrentados pelos latino-americanos.
Assim, foram criticados os acordos de livre comércio entre a América Latina e a União Européia; o consenso de Bruxelas, apontado como reflexo da neocolonização; a criminalização do protesto social e a presença das empresas de mineração, que estão afetando o meio ambiente, especialmente, no Peru e no Equador.
Nesse sentido, Mario Palacios, da Confederação Nacional de Comunidades Afetadas pela Mineração (CONACAMI), do Peru, pediu "o reconhecimento da dívida histórica, social e ambiental que Europa tem com os povos originários da América Latina e do Caribe". A exigência é parte da declaração da Cúpula Continental Indígena.
Também ontem, foi realizada a primeira sessão do Tribunal Permanente dos Povos (TPP). No banco dos réus esteve o caso Majaz. A programação do dia encerrou com um ato político cultural, com cantor andino Manuelcha Prado, bancas de sicuris e José Ordaz, interprete de trova cubana.
Hoje, no segundo dia, a programação foi iniciada com o TPP. Foram julgados casos de empresas cujos modelos de desenvolvimento saqueiam os recursos naturais e os bens comuns, como: Botnia-Ence, Skanska e Thyssen Krupp-Vale do Rio Doce, Rosa Luxemburg Stiftung, Attac Argentina, Redes, PACS, Federación de Pescadores (FAPESCA).
Este segundo dia foi marcado ainda, durante a tarde, por inúmeros fóruns. Os participantes debateram a luta contra ditadores e empresas transnacionais, os impactos dos acordos com a União Européia. As mulheres puxaram uma discussão sobre tirania do livre comércio, na qual também criticaram os acordos de associação econômica com a União Européia.
Em um fórum do qual participou Ibase, Articulação Feminista Mercosul, Network Institute for Global Democratization, Programa Democracia e Transformação Global e Transnational Institute foi debatido o "Fórum Social Mundial em Belém 2009: Desafiando Impérios".
Transmissão ao vivo
A Cúpula pode ser acompanhada, ao vivo, por todo o mundo. Os interessados podem acessar através da Agência Pulsar, a partir da Coordenação Nacional de Rádios do Peru e da Associação Latino-americana de Educação Radiofônica (ALER), clicando aquí. Ou através da Cúpula Povos: http://www.forumderadios.fm.
site da Adital
Organizações de defesa do meio ambiente rechaçam saída de Marina da Silva

Acredito que dos equívocos já cometidos pelo Governo Lula, um dos maiores e mais sérios é com relação ao meio ambiente e a postura do governo na saída da ministra Marina Silva. Ela dava um caráter de povo a um governo que aos poucos vai perdendo essa característica. Segue abaixo um texto do site da Adital, comentando a postura dos movimentos sociais com relação ao episódio. Mostra que, diferente do que muitos dizem o Governo Lula está favorecendo as grilagens na Amazônia e trocando um modelo sustentável no campo, por um apoio ao agronegócio, de forma indiscriminada. Se a Marina Silva saiu é porque algo de ruim vem por aí.
Movimentos sociais, do campo, de defesa do meio ambiente são unânimes em concordar: a saída da ministra do meio ambiente, Marina Silva, é uma derrota para o desenvolvimento sustentável do país e uma vitória do agronegócio. A ministra entregou sua carta de demissão - de caráter irrevogável -, na manhã de ontem, ao presidente Luis Inácio Lula da Silva.
Em nota do Greenpeace, diretor da organização para a campanha da Amazônia, Paulo Adario, disse que "o pedido de demissão da ministra Marina comprova o descaso do governo Lula com a causa ambiental e também com a proteção da Amazônia". Já o Movimento dos Sem Terra (MST), disse que o governo está em divida com o povo em relação à política ambiental.
O MST, em nota de lamento pela saída da ministra, apontou nove razões para exemplificar esse descaso governamental. Entre elas estão: a aprovação das variedades de milho transgênico, que vão trazer enormes prejuízos para toda a agricultura familiar e camponesa; a liberação de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que terão graves impactos ambientais; o projeto de transposição do rio São Francisco.
E, em uma infeliz coincidência - já que a Medida Provisória (MP) foi aprovada pela Câmara no mesmo dia da demissão de Marina -, foi submetida a aprovação da MP 422, que legaliza a grilagem de terras na Amazônia em propriedades controladas. Com a mudança, agora, poderão ser concedidos, pela União, até 1.500 hectares de terra, sem que necessite de licitação.
O projeto, que sequer foi discutido com o Ministério do Meio Ambiente, ainda precisa ser votado no Senado. Os apoiadores do projeto justificam a busca por aprovação dizendo que essas terras já estão ocupadas. Mas a grilagem de terras é crime no país e, ao invés de punir os culpados, a lei está sendo mudada para beneficiá-los. Além disso, uma possível aprovação da MP contribuiria para o desmatamento da Amazônia.
Para a organização de proteção do meio ambiente, WWF, esses exemplos são mostras das contrariedades que a ministra vinha sofrendo, desde que assumiu o cargo em 2003. No entanto, a WWF atribui a Marina inúmeros avanços na área ambiental.
Entre os avanços estão: "a política florestal, com um inovador sistema de concessões de florestas públicas, as medidas de monitoramento, prevenção e combate ao desmatamento, a criação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para a gestão de unidades de conservação federais, os esforços para a aprovação da Lei da Mata Atlântica no Congresso e a criação do Serviço Florestal Brasileiro (SFB)".
quarta-feira, 14 de maio de 2008
ATENÇÃO PESSOAL DO CARIRI AGORA
A
Imagino
Comentário sobre liberdade de imprensa
Excelente este artigo do JORNAL DO CARIRI.
Li-o, com emoção, consciente de mais um resgate da verdade histórica.
Nestes tempos medíocres de hoje como faz falta a figura de um estadista do porte de Dom Pedro II.
a figura ciclópica dela demandaria muitas análises. Fiquemos apenas no item: liberdade de imprensa...
Quando fez sua primeira viagem ao exterior (em 1871, com 46 anos de idade e 31 anos como Imperador) Dom Pedro II deixou uma série de recomendações à Princesa Isabel (que o substituiria à frente do Poder Moderador) Era os “Conselhos à regente” nos quais deu a seguinte ênfase:
- “A imprensa se combate com a imprensa”.
Já naquele tempo havia os eternos sectários que chamavam a imprensa de “golpista”. E isso, porque a imprensa ridicularizava o aspecto físico do Imperador. Chamado de Rei Caju, por causa do queixo saliente, ou de Pedro Banana, em razão da sonolência provocada pelo diabetes, o imperador era criticado tanto por jornais monarquistas quanto republicanos, em que grassava a militância pela mudança de regime. Dom Pedro II não se deixava abalar:
- "Os ataques ao imperador não devem ser considerados pessoais"
E deixava a imprensa livre para criticar, dentro do pensamento de Santo Agostinho:
- “Prefiro os que me criticam porque me corrigem aos que me elogiam porque me corrompem”
Outra declaração de Dom Pedro II:
- "A nossa principal necessidade política é a liberdade de eleição; sem esta e a de imprensa não há sistema constitucional na realidade, e o ministério que transgride ou consente na transgressão desse princípio é o maior inimigo do estado e da monarquia".
Bom lembrar que um mês e meio depois do golpe militar de 15 de novembro de 1889, que impôs o regime republicano ao Brasil, o Marechal Deodoro da Fonseca implantou a censura à imprensa, que havia sido tão importante para o movimento republicano.
Parece que – mesmo nos dias atuais – Deodoro continua inspirando muita gente...
O BRASIL BANDOLEIRO EXPULSA A MORENA MARINA
A ex-ministra do
O
Os
E o
Acontece
A imprensa livre e seus inimigos
A excelente biografia de D. Pedro II, escrita por José Murilo de Carvalho, deixa uma imagem especialmente generosa do imperador. Como diria o biógrafo, ele teria sido o mais republicano de nossos líderes, apesar de monarca. Chego a duvidar do acerto dessa metáfora, quando observo que, no Segundo Reinado, conforme o próprio autor, nunca houve tanta liberdade de imprensa no Brasil. A complacência do imperador com os órgãos jornalísticos era tamanha que nem mesmo sua majestática pessoa era poupada de críticas agudas, charges desrespeitosas e matérias destrutivas. A maior parte, diga-se, sem lastro na verdade. Como se podia atacar livremente a vítima, que não reagiria sob hipótese alguma, os jornais davam passagem à fúria persecutória. D. Pedro II considerava o abuso na liberdade de imprensa um preço baixíssimo a pagar em nome de conservar no Brasil os valores da Civilização.
Com a República, as relações com a imprensa mudaram radicalmente. Até a década de 1960, a melhor forma de silenciar jornais e jornalistas incômodos era o “empastelamento” e o exílio, respectivamente, ao exemplo da destruição da redação de “O Globo” e o degredo de Júlio de Mesquita, do “Estado de São Paulo”, nos anos 1930-1950. Até o Governo Sarney, a censura foi outro mecanismo eficaz de calar a verdade jornalística. Sonetos de Luís Vaz de Camões eram estampados nas páginas dos grandes veículos, como protesto à supressão de matérias inteiras pelos censores oficiais. Com a redemocratização, especialmente após a Constituição de 1988, os inimigos da liberdade de imprensa ficaram órfãos. Desapareceram os agentes por intermédio dos quais impediam a atuação independente dos jornalistas, a turba dos “empasteladores” e os famigerados agentes de censura.
Nos últimos 5 anos, a impaciência dos inimigos da imprensa livre chegou a níveis extremos. Era necessário sujar as mãos e amordaçar ou esganar aqueles irresponsáveis que, com suas palavras, escritas ou faladas, punham abaixo edifícios inteiros de corrupção e peculato, espantando quadrilheiros como pequenos mamíferos roedores que abandonam os navios ao primeiro sinal de naufrágio. Descobriu-se um meio: a intimidação judiciária.
No Reino Unido, a pátria da liberdade de imprensa, são comuns – e até corriqueiros – os processos contra os tablóides ingleses, que muita vez violam a intimidade e a vida privada de alguns súditos britânicos. O processo judicial é um meio democrático de se resolver essas desavenças e de conter os abusos da imprensa. No Brasil, porém, descobriu-se que o ingresso maciço de ações contra um jornalista ou órgão de imprensa é uma força intimidatória das mais eficientes. Ajuízam-se dezenas de ações, em foros diferentes, com alegações estapafúrdias e pedindo-se indenizações vultosas. A esperança do autor da ação é que, ante o volume e a diversidade de comarcas por onde tramitam os processos, haja uma perda de prazo e, com isso, o jornalista seja condenado, mesmo que tenha o melhor Direito. O frio calculismo desses estrategistas também se manifesta quanto à percepção do elevado custo financeiro do acompanhamento de tantas ações. Honorários advocatícios, diárias, deslocamento para diferentes comarcas ou termos judiciários. Eles contabilizam o tempo que se perde na reunião de provas, na construção de linhas de defesa e o desagradável molestar de amigos e conhecidos para que figurem como testemunhas.
No Brasil, chegou-se a um paradoxo. Exercer livremente o dever constitucional de informar tornou-se algo perigoso, como nas oito primeiras décadas do século XX. O Poder Judiciário, especialmente o Supremo Tribunal Federal, após a Constituição de 1988, tem-se revelado um fiel defensor das liberdades de expressão e de pensamento. A sociedade brasileira, contudo, deve compreender que os inimigos da imprensa livre são a vanguarda do exército da intolerância, do obscurantismo e do autoritarismo.
Otavio Luiz Rodrigues Jr., professor universitário em Brasília (IDP) e Fortaleza (FA7), doutor em Direito Civil pela Universidade de São Paulo, membro da Asociación Iberoamericana de Derecho Romano, Oviedo, Espanha.
Artigo publicado na edição de ontem, 13 de maio de 2008, do Jornal do Cariri
terça-feira, 13 de maio de 2008
O veredicto depois da tortura: a morte!
“Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros.” (Che Guevara)
1975:
Intolerantes, truculentos e tiranos, os militares torturaram e assassinaram o jornalista Vladimir Herzog. Ele havia cometido o “crime” de ser comunista e lutar pela dignidade de brasileiros e brasileiras, insurgindo-se contra a ditadura militar. Naqueles tempos cruéis não havia liberdade de pensamento, ideológica e de expressão. Ninguém podia ousar se contrapor ao regime lesa-pátria dos generais. Veredicto: a morte.
1988:
É promulgada a nova Constituição da República Federativa do Brasil, resultante de heróicas lutas pela ampliação das liberdades democráticas.
A Carta, em seu artigo 5º, inciso IX, determina que “é livre a expressão de atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.
Mais à frente, no artigo 220, é clara no impedimento a qualquer restrição à manifestação do pensamento, à criação, à expressão e à informação, “sob qualquer forma”. Também proclama que nenhuma lei pode criar embaraços “à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social (...)” e veda “toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”.
2008:
O radialista e colunista cearense Tarso Araújo é processado judicialmente por agente de órgão público, em virtude de, no exercício do que lhe assegura a Constituição Brasileira, ter escrito algo do desagrado daquela autoridade.
Seria uma tentativa de intimidação? Um combativo e honesto militante da imprensa sendo alvo de ação impetrada por um promotor de justiça pode ser um grave sinal de cerceamento da “plena liberdade de informação jornalística”, na medida em que gera o entendimento de que criticar integrantes dos poderes constituídos, neste caso o judiciário, é a senha para a execração sumária pelo braço forte da lei. Qual será o veredicto, depois da tortura? A cadeia? A condenação ao silêncio? A palavra deverá ser contida e, no engasgo do choque, engolida e calada para sempre? O que será feito de outros tantos radialistas e jornalistas, e intelectuais, e líderes políticos e comunitários, que ousam desafiar os poderosos? Serão eles inimigos da lei?
E nessa negação de direitos verifica-se a manifestação de um especialista em danos morais, arvorado numa verdadeira pirotecnia jurídica, dizendo-se “estupefato” com a indignação de importantes setores da imprensa local diante do ato “nauseabundo” contra o radialista. Não creio que a sociedade, cônscia de seus direitos e do custo político e humano para conquistá-los, permita que esse duo se transforme em um grande coro e fira a democracia num de seus pontos mais valiosos: a liberdade de expressão.
O momento da vida brasileira é de fortalecimento do respeito e da convivência pacífica de contrários, da efervescência ideológica e cultural, da ampliação dos mecanismos de informação e formação, da democratização das riquezas materiais, da justiça social, da dessacralização dos poderes, da humanização dos deuses, especialmente os “de carne e osso”, não importando o altar de onde exerçam seus mandatos.
Antonio Carlos Ferreira Araújo (Cacá Araújo)
Especialista em Gestão Educacional, Folclorista e Dramaturgo
Endereço eletrônico: cacaraujo66@yahoo.com.br
Uma imagem de N.Sra.de Fátima com 15 metros será inaugurada hoje em Fortaleza
Hoje o dia será de muita movimentação na avenida 13 de Maio. Juntamente com a festa de aniversário da primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima, haverá a inauguração da imagem de cerca de 15 metros erguida na praça Pio IX, em frente à igreja. A bênção será dada pelo bispo auxiliar de Fortaleza, dom José Luiz Ferreira Salles, que entregará o novo monumento à cidade juntamente com a prefeita Luizianne Lins. O governador Cid Gomes também deve estar presente na solenidade. segunda-feira, 12 de maio de 2008
Interblogs
Marcos Leonel, cujo nome artístico já foi Marcos Lobisomem, colocou no ar um blog superinteressante, que publica poemas, crônicas, críticas e o escambau: http://marcosleonel.blogspot.com/.
Suas crônicas, a despeito do estilo literário muito qualificado, recobram histórias que, apesar de serem rigorosamente verdadeiras, estariam hoje esquecidas por terem sido protagonizadas no ambiente underground regional , como esta abaixo narrada. (Carlos Rafael).
BANDAS QUE TOCARAM E QUE TOCAM
AMIGOS INTOCÁVEIS
Essa é uma das inúmeras variações da Nacacunda. Sendo que essa é muito próxima da formação original, que contava com Rafael nos vocais; Rubinho no baixo; eu na guitarra; e João Eimar na bateria. Essa formação conta com uma modificação feita às pressas, especificamente para esse dia: que foi a colocação de Rubinho no baixo, posto que já estava sendo ocupado por Igor Arraes. Essa formação também tem a presença de Roger na bateria. Com a curiosidade especial voltada para a própria bateria, feita artesanalmente por Régis, com o material que se podia pagar no momento.
Esse foi um dia instigante, pitoresco, inusitado e completamente hilariante. A Região estava recebendo a visita de Regina Casé, para uma produção cearense de um programa que ela tinha na Globo, enfocando a cultura, os costumes e o povo das mais diversas regiões do país. A produção estava à procura de uma banda que ilustrasse a produção musical pop. Em visita ao sebo Alan Poe, (hoje Solaris) alguém entrou em contato com Manuel Barros ele indicou a nossa banda.
Ficou agendado então algumas tomadas com a banda para, talvez, serem aproveitadas no programa. Primeiro alguém sugeriu a locação em cima do teto do Panorama Hotel. Nos deslocamos para lá com toda a tralha e nada rendeu, pois o teto tinha uma cobertura de telhas de amianto, que cobriam um depósito, depois do último andar. Manuel então deu a idéia de que as tomadas poderiam ser feitas em uma chácara que ele morava. A locação e a boca de cena é essa da foto. A aparelhagem é cômica: uma única caixa, com todos os instrumentos ligados em uma mesa de seis canais, das piores do mercado. A produção achou massa, pois era apelativo, aquela coisa de lutar contra as dificuldades, de sermos do sertão e tal. A câmera que se vê na foto era de última geração, um verdadeiro contraste com tudo aquilo.
Existia uma platéia numerosa por trás da câmera. Todos na esperança de ver e paparicar Regina Casé, é claro. Tocamos exaustivamente a mesma música, A Crua, uma música esquisita, de minha autoria, na linha da fusão com rock e música regional das bandas pernambucanas do momento e outras como Raimundos. A letra da música provocou a curiosidade da produção: “oh meu Jesus, oh meu Jesus / me dê uma luz, me dê uma luz / e um prato de cuscuz / é a fome, é a fome / essa cruz a vida inteira...” Mas essa música chegou a causar vergonha entre alguns presentes nesse dia inesquecível. Algumas pessoas afirmaram que ela era ridícula e que aqui no Cariri ninguém passava fome. A banda não estava nem aí, fomos nos divertir e tirar onda com a cara do povo, se rolasse alguma ponta no programa seria lucro
Depois de muita onda Regina Casé apareceu. Muito besta, muito arrogante. Completamente diferente daquela imagem que ela passa, de ser muito popular e muito dada. Muito pelo contrário, nem com os donos da casa ela falou, quanto mais com o resto. Por um lado foi bom, pois no meio da galera tinha um povo dispensado demais, que estava ali só para aparecer. Depois André Mileto, o produtor principal ficou se desculpando. Ele não gostou muito quando a gente afirmou que não tinha interesse mesmo de conhecê-la, pois ela era feinha demais, mas se fosse a Malu Mader a coisa não ia ficar assim não.
Não rolou nada. Ninguém pegou ninguém. Quebrei um pedal compressor. Roger perdeu a carteira, depois encontrada dentro da caixa. Ainda hoje Igor tem bronca nossa, pois a gente não conseguiu entrar em contato com ele, pois ele morava, e ainda mora, em terras distantes demais e naquele tempo não existia celular, nem moto-táxi, duas invenções fundamentais para quem passa por esse processo de distanciamento da civilização.
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Meu comentário:
Carlos Rafael disse...
Marcos, It´s all true!
Lembro bem deste dia, mas não conhecia todos os detalhes, pois fui convocado em cima da hora para a gravação.
Nossa aparição no Brasil Legal (era esse o nome do programa de Regina Casé, na Rede Globo), não rolou. Só deu Alemberg Quindins do começo ao fim.
Essa música, Carne Crua, foi depois classificada para a eliminatória Norte Nordeste do Festival Skol Rock, que reunia bandas inéditas de todo o país.
De representantes do Ceará, somente nós e O Surto, que depois tocou na última edição do Rock´N´Rio.
A nossa apresentação aconteceu na primeira noite, no Centro de Convenções de Pernambuco, entre Recife e Olinda.
A letra era mais ou menos assim:
Oh meu Jesus, meu Jesus
Me dê uma luz, me dê uma luz
E um prato de cuscuz
Desses de mêi de feira
É a fome, é a fome
E essa cruz a vida inteira
Quero saber da sua parte
Como é que desata o nó
Do catabi, da catacumba
Não dê adeus se for s’imbora
Nem todo cipó enrola
Nem tudo que geme chora
Oh meu Jesus, meu Jesus
Me dê uma luz, me dê uma luz
E um cobertor de urêia
De cabeleira bem macia
Boca da noite é muita feia
Quando rasga inté rudia
Quero saber da sua parte
O que resta pro nordeste
Se o rebuliço continua
Se virar primo da sorte
Depender de caba da peste
Eu como inté carne crua
Bons tempos!
Abraço Ceará tem nova diretoria

Emissoras de rádio de todas as regiões do Ceará, reunidas, no dia 8 de maio, em assembléia, no auditório do Senac Fortaleza, aprovaram o Estatuto da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias - Ceará (Abraço-Ce). Também elegeram a sua primeira diretoria executiva, composta por Marcelo Inácio de Sousa (coordenador executivo - Fortaleza), Sérgio Lira (secretário - Fortaleza), Jonathan Soares (financeiro - Fortaleza), Geraldo Sales (comunicação - Juazeiro do Norte), Ismar Capistrano (formação - Quixadpa), Valdeci Martins (organização e mobilização - Fortaleza), Elder Aguiar (jurídico - Moraújo) e Edílson Coelho Filho (coordenação das regionais - Camocim). A diretoria estadual ainda é composta de três suplentes da Executiva, oito coordenações regionais - com número igual de suplências -, conselhos Fiscal e de Ética, cada um com três titulares e três suplentes. O coordenador executivo da Abraço Nacional, José Sóter, acompanhou todo o processo.
Na oportunidade, o projeto "Propaganda Social" foi pré-lançado. A iniciativa reúne campanhas educativas para inserção nos intervalos radiofônicos produzidas por alunos dos cursos de Comunicação Social das faculdades Católica do Ceará e Nordeste (Fanor). "A idéia é incentivar as rádios comunitárias a investir em educação não-formal, abordando temas como saúde, meio ambiente, cidadania e criança e adolescente", explica o criador da iniciativa, professor de rádio dessas instituições, Ismar Capistrano. O objetivo produzir semestralmente o Cd para distribuição em todas as rádios do Ceará com propagandas elaboradas tambem pelos radialistas das emissoras comunitárias. Para isso, deverá ser ministrado, pela Abraço-Ce em parceria com a Fa7 e Senac, a partir de junho um curso de formação de comunicadores populares. "Essa é uma grande reivindicação das rádios comunitárias", afirma Élder Aguiar, da Rádio Teodorico de Moraújo.
Entre outras metas emergenciais, a Abraço-Ce precisa cumprir uma forte rotina de reconstrução da entidade no Estado. Um planejamento para os próximos dois anos será desencadeado em caráter de urgência, a fim de dar suporte às iniciativas de interiorização e de fortalecimento político na capital. A primeira reunião da diretoria marcada para o próximo dia 19 de maio no Instituto Teológico e Pastoral (ITEP, Seminário da Prainha) tratará o assunto. "Para percorrer este caminho árduo, nos da Abraço-Ce conta com a imprescindível ajuda dos companheiros e companheiras que já fazem da Abraço Nacional e das estaduais e de todas as entidades mantenedoras de rádios comunitárias no Ceará", afirmou Marcelo Inácio, coordenador executivo.
URCA participa do II Encontro da Engenharia Civil e da Produção na Região do Cariri
No período de 05 a 09 do corrente mês acotneceu o II ENCONTRO DA ENGENHARIA CIVIL E DA PRODUÇÃO NA REGIÃO DO CARIRI. A programação do encontro contempla a realização de palestras, mesa-redonda e mini-cursos.
O evento foi organizado pela Coordenação do Curso de Engenharia Civil da UFC, Campus Cariri, em parceria com a URCA, o CEFET/JN e o CENTEC/JN. Pela Universidade Regional do Cariri estão participando o Centro de Ciências e Tecnologia e os Departamentos de Construção Civil e Engenharia de Produção.
O Prof. Plácido Cidade Nuvens participou da cerimônia de abertura e na oportunidade ressaltou a importância do encontro para a integração científica e cultural entre as Instituições de Ensino do Cariri. No Campus Crajubar ocorreu o mini-curso "Introdução ao Planejamento e Controle de Projetos e Empreendimentos", ministrado pelo Prof. M.Sc. Dimas de Castro e Silva Neto, do Departamento de Construção Civil.
13 de maio - há 120 anos a Princesa Isabel sancionava a Lei Áurea
DECLARA EXTINTA A ESCRAVIDÃO NO BRASIL
A PRINCESA IMPERIAL Regente em Nome de Sua Majestade o Imperador o Senhor D. Pedro II, Faz saber a todos os súditos do IMPÉRIO que a Assembléia Geral Decretou e Ela sancionou a Lei seguinte:
Art. 1º - É declarada extinta desde a data desta Lei a escravidão no Brasil.
Art. 2º - Revogam-se as disposições em contrário.Manda portanto a todas as autoridades a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumpram e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nela se contém.
O Secretário de Estado dos Negócios d'Agricultura, Comércio e Obras Públicas e Interino dos Negócios Estrangeiros Bacharel Rodrigo Augusto da Silva do Conselho de Sua Majestade o Imperador, o faça imprimir, publicar e correr.
Dado no Palácio do Rio de Janeiro, em 13 de Maio de 1888 - 67º da Independência e do Império.
Carta de Lei, pela qual Vossa Alteza Imperial manda executar o Decreto da Assembléia Geral, que Houve por bem sancionar declarando extinta a escravidão no Brasil, como nela se declara.
Para Vossa Alteza Imperial ver.
Lúcio ferino...ou Um dias atrás de outro!
TRÊS PERGUNTAS DO MOMENTO
O
E
Numa
Na
O
domingo, 11 de maio de 2008
Feliz Dia das Mães!
O Dia das Mães tem a sua origem no princípio do século XX, quando uma jovem americana, Anna Jarvis, perdeu sua mãe e entrou em completa depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória da mãe de Annie com uma festa. Annie quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas. Em pouco tempo, a comemoração e consequentemente o Dia das Mães se alastrou por todo Estados Unidos e, em 1914, sua data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson: dia 9 de Maio. Em Portugal, o Dia das Mães é celebrado no primeiro domingo de Maio. Já no Brasil, é celebrado no segundo domingo de Maio, conforme decreto assinado em 1932 pelo presidente Getúlio Vargas. Em Israel o dia da mãe deixou de ser celebrado, passando a existir o dia da família em Fevereiro.sábado, 10 de maio de 2008
Indústria da multa: de novo???????????
Será que o prefeito Samuel Araripe sabe o que está ocorrendo?
São muitos os condutores de veículos que andam reclamando do retorno da indústria da multa. E justo este ano, quando teremos eleições municipais! Agora, na pouca movimentada Avenida Maildes de Siqueira, em Crato, instalaram placas proibindo fazer retorno, em dois lugares. Em alguns dias até postam um agente do trânsito que passa o tempo preenchendo dezenas de autos de infração. E as dezenas de contribuintes ao receberem a notificação ainda lêem “Pontuação 7: gravíssima”.
Onde anda o bom senso do Demutran? Bom lembrar que, no início do ano, o prefeito Samuel aprovou lei anistiando as centenas de multas, o que lhe grangeou simpatia por parte dos proprietários de veículos, que são muitos. Mas, agora, vem de novo o Demutran recomeçar as antipáticas medidas inóquas. Até parece que estão querendo prejudicar a boa imagem do prefeito...




