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quarta-feira, 28 de maio de 2008

Crato vence duas consecutivas

O Crato Esporte Clube venceu duas partidas consecutivas. No último domingo, no estádio Mirandão venceu o Trairiense pelo placar de 3 a 1. O time jogos bem.
Ontem, terça-feira, o Crato voltou ao Mirandão e venceu o itapajé por 4 a 0, com destaque para as atuações de Assis e Rafael. A arbitragem cometeu alguns erros, mas felizmente não comprometeu o resultado final.
As imagens deste blog são do estádio Mirandão, domingo último, no jogo Crato x Trairiense. Imagens gentilmente cedidas pleo fotógrafo Henrique Maia.
O próximo compromisso do Crato Esporte Clube será sábado próximo, 15h30min, no estádio Inaldão, contra o Barbalha. O Crato soma agora 9 pontos.
A surpresa de ontem à noite foi a chegada da mais nova contratação do Crato Esporte Clube, o atacante Sóstenes. Paulinho Guerreiro deve estar apto para jogar no próximo sábado.

O DESMONTE DA LIRA


Renato Casimiro

Não lhes dou uma boa notícia se lhes asseguro que está em curso mais uma perversa e, talvez, definitiva ação contra a gráfica de literatura de cordel de Juazeiro do Norte, a Lira Nordestina. Ao atravessar diversas estações de sua via crucis, a Lira vem sofrendo enormes perdas, o que a levará, indubitavelmente, por tais manobras, à sua extinção. Os que se envolveram com a sua necessidade premente de existir como núcleo importante de nossa cultura, de algum modo, como os gestores da universidade, após o reitorado do prof. Teodoro, sabem muito bem como isto pode ser atingido facilmente. É algo como ler Maquiavel pelas madrugadas. Estou me propondo, nesse instante, a fazer uma breve reflexão sobre os destinos da Lira, se possível respeitoso e contundente, com o objetivo imediato e, dirão - pretensioso, de fazer alguma coisa que o futuro não me acuse de omissão. A Lira veio da família de José Bernardo da Silva e era uma empresa bem sucedida. Por muitos anos existiu com a fama de ser a maior e mais expressiva gráfica de folhetos deste país. Já não é pouca coisa. O Governo do Estado a comprou e a transferiu para o controle da Academia Brasileira de Cordel (ABC). Depois de algum tempo, mercê das pressões que foram exercidas pela comunidade, a Lira passou ao comando da universidade. No início, boas e auspiciosas ações, dando-lhe localização definitiva e acenando concretamente com algumas coisas fundamentais para a sua indigente sustentabilidade (minguadas verbas de custeio, um salário mínimo para um dos encarregados e algumas e modestas encomendas de folhetos e xilogravuras). Nada disso fazia jus ao papel relevante da Lira, depositária de uma produção de centenas de folhetos, um acervo importantíssimo, vindo de poetas que ainda viveram o século 19. Mesmo assim, a duras penas, a Lira continuou sendo o espaço legítimo da reunião e do trabalho de poetas e xilógrafos, aos montes. Nesses anos, entra administração, sai administração, cada uma ao seu estilo, a Lira figurou no discurso falacioso dos gestores, alguns com pose de intelectuais de ocasião, alguns beirando a mediocridade, pouco sabedores da valia do negócio. A Lira continuou, ainda que modestamente, editando poucos dos seus folhetos e algo mais que vinha dos novos valores e tendências da literatura de cordel na região. Nesse meio tempo, o valor maior da Lira, pela propriedade de clássicos da literatura, sofreu barbaramente com a apropriação indevida de seus títulos, impressos por quem desejou fazê-lo, sem ao menos se perguntar a quem, ou como um deles, que ainda pede licença à ABC. Agora, parece que estamos diante da famosa e derradeira pá de cal. Quem visita a Lira por estes dias vai sair de lá desolado. Nada do que por ali transita na sua administração tem o aval do bom senso. Escolheram, bem a propósito assim nos parece, um gerente que não se cansa de repetir que não gosta de cordel e não gosta de xilogravura. E, como tal, só se revela que está ocupando o local errado, a não ser que esteja definitivamente tomado por esta missão valiosa de interditar e inviabilizar, definitivamente, a Lira Nordestina. Descrente de que seria possível contar com alguma sensibilidade da instituição, mesmo assim conclamo, neste penúltimo sofrimento, a adesão de segmentos que ainda acreditam que a Lira pode continuar existindo para o fomento de parte expressiva de nossa cultura popular, sendo departamento imprescindível para o que a instituição ainda nem ousou iniciar. Mesmo reconhecendo a autonomia desta universidade, não é possível creditar-lhe qualquer confiança diante do que tem sido este testemunho de má vontade, de má fé e de falta de zelo para com um equipamento de tão grande importância. Mas, seguramente, este valor não é sentido pela administração, pois ele toca, especialmente, o nosso orgulho pessoal de gente caririense, por ter uma história rica através destes valores que foram construídos ao longo de muitos anos. Acho que todos entendemos que é da universidade a responsabilidade de inserir a Lira em seus programas de desenvolvimento cultural, muito antes que um sentimento menor a enquadre em duradouras e perniciosas questões paroquiais adormecidas. Como a questão é grave, e não devemos facilitar diante desta perversidade que se deseja perpetrar, apelamos para um gesto elevado da instituição, revelando-nos a sua verdadeira atitude com respeito aos planos de melhorias e a dinamização das suas ações, pois o Cariri ainda será um pouco menor se não puder contar com a Lira Nordestina na afirmação de seu universo cultural.

Artigo publicado na edição de 27 de maio de 2008 (ontem) do Jornal do Cariri.

Hora Certa



Amigos administradores do blog,

a hora de publicação das postagens

e comentários está com problemas.

Faz-se necessário o ajuste.

Escolhidos os sete monumentos mais bonitos do Brasil


A catedral da Sé, em São Paulo (SP), é a nova maravilha brasileira. O concurso foi promovido pela revista Caras e o Banco HSBC. Foram três meses de consulta on-line e com mais de meio milhão de votos foi possível escolher os sete monumentos. Além da catedral da Sé foram escolhidos: a Fortaleza dos Reis Magos (RN), a Fortaleza de São José do Macapá (AP), o Conjunto da Natividade no Tocantins, o Mercado Ver-o-Peso, em Belém (PA); o Centro Histórico de Ouro Preto (MG) e o Teatro Amazonas de Manaus (AM).Ontem, 26, aconteceu a entrega da placa comemorativa do concurso As sete maravilhas do mundo na cúria metropolitana de São Paulo (SP), com a presença do cardeal Odilo Pedro Scherer.
Fonte: site www.cnbb.org.br


Meu Comentário: Observem que os sete monumentos escolhidos - em eleição - pela população brasileira representam edifícios da arquitetura tradicional do nosso país. Não foram escolhidas, por exemplo, construções da arquitetura moderna de Brasília. Essa arquitetura, produzida por Oscar Niemayer, (vidro-concreto armado-esquadrias de alumínio...) contribuiu para destruir nosso passado; Não preservou vestígios das formas que existiram nos séculos anteriores, com sua beleza, altivez, privilégios, aspirações...
Quando surge uma oportunidade das pessoas se manifestarem livremente, sem influência de certa mídia medíocre e massificada, o povo lembra e se volta para a arquitetura tradicional. A que prevaleceu entre nós até o início do século passado...

História da Educação - Afrodescendência e cultura são debatidas


Abaixo, matéria publicada no jornal "Diário do Nordeste", desta 4ª feira, dia 28, sobre o 8º Encontro Cearense de Historiadores da Educação, ora em realização na cidade de Barbalha:



"O evento abre espaço para vários debates numa terra onde se encontra um núcleo de resistência da arte popular Barbalha.

O debate sobre a influência das culturas e história na Educação foi iniciado na noite de ontem, em Barbalha, com a abertura do VII Encontro Cearense de Historiadores de Educação. O evento conta com a participação de educadores de todas as universidades cearenses e Centro Pró-Memória de Barbalha. O objetivo do evento é fazer um mergulho na história local e debater questões relacionadas à cultura e afrodescendência.

A abertura do encontro aconteceu no Centro Histórico de Barbalha. Segundo os organizadores, o subtema do evento abre espaço para vários debates numa terra onde se encontra um núcleo de resistência da arte popular, com diversos grupos de tradição. O tema central “Vitrais da Memória: Lugares, Imagens e Práticas Culturais” está relacionado aos temas debatidos, voltados para o sentido de formação da sociedade, hoje e ao longo da história.

Do Cariri foram selecionados mais de 50 trabalhos a serem apresentados durante o encontro. A presença dos historiadores da Educação em Barbalha e a escolha do local se deram pelo significado histórico e cultural e também pelo apoio recebido para realização do evento. O passado de Barbalha remonta ao século XVIII e teve vínculo com a economia dos engenhos de cana-de-açúcar e a escravidão africana.

Essa ligação histórica por si só, conforme os organizadores, justifica o evento, mas traz também questões relacionadas à riqueza da própria região como o patrimônio paleontológico, a tradição indígena, expressão da religiosidade e arte popular. A professora Zuleide Fernandes Queiroz, do Departamento de Educação da Universidade Regional do Cariri (Urca), e da comissão organizadora do evento, justifica a escolha da região, por ser um pólo de desenvolvimento na área de Educação, além de ter um referencial histórico importante.

Ela cita a criação, em 1934, da Escola Normal Rural, criada pela professora Amália Xavier. Este ano, a escola estará completando 74 anos e receberá homenagem no evento.

A segunda escola do gênero foi criada no Rio de Janeiro. Também ressalta a presença de um curso a ser implantado na área de Engenharia de Operação, em Juazeiro do Norte, um dos cinco do País.

Em Barbalha, exemplos de pioneirismo, como o Gabinete de Leitura, na rua principal da cidade, e as primeiras aulas noturnas para trabalhadores. “Então, todos os avanços que o Cariri vem obtendo ao longo dos anos na área educacional faz parte de uma luta antiga”, destaca a professora. Ela justifica os avanços nos estudos da área, a partir do momento em que há maior interesse de participação dos pesquisadores.

Dados fragmentados

O encontro nasceu a partir do Núcleo de História e Memória da Universidade Federal do Ceará (UFC). São pesquisadores doutores e mestres que vem buscando catalogar a História da Educação no Ceará. Segundo Zuleide Queiroz, o que existe de escritos sobre a história ainda é muito fragmentado e tem uma visibilidade de cunho político.

A partir desses estudos muitas realidades vêm sendo construídas, com o resgate, as descobertas de aspectos importantes sobre a trajetória da Educação no Estado. A expectativa é que participem do evento cerca de 500 pessoas. A abertura ontem contou com a conferência do professor Filipe Zau, do Ministério da Educação da República de Angola, na África, com abordagem do tema “Elementos para uma História dos Afrodescendentes”.
ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter

terça-feira, 27 de maio de 2008

DIHELSON MENDONÇA TRIO



O Dihelson Mendonça Trio surgiu como remanescente do quarteto formado em 1986 pelo pianista cratense Dihelson Mendonça, chamado Cariri Samba-Jazz Quarteto, tendo portanto, 22 anos de existência intermitente. Diversos músicos da região do cariri cearense já passaram por este grupo, que foi o primeiro grupo do cariri a se dedicar exclusivamente a tocar Jazz e Bossanova em shows de auditório, diferencialmente dos grupos de baile da época. Desde o início, o Cariri Samba-Jazz Quarteto procurou fazer um trabalho autoral, e causou sensação, sendo convidado para diversas apresentações em inúmeras cidades e estados vizinhos. Diversas matérias foram veiculadas sobre o grupo instrumental na mídia. No início, o CSJQ, era constituído por piano, contrabaixo, bateria e Saxofone. Hoje, com uma nova formação, em trio, tendo ao contrabaixo, João Neto e o baterista Saul Brito, a filosofia do grupo permanece a mesma: realizar um trabalho instrumental inovador, autoral, com composições do grupo, bem como tocar os grandes clássicos do Jazz, da bossanova, e a música brasileira de bom gosto com novos e ousados arranjos.

Formação:

Dihelson Mendonça ( Piano )
Francisco Saul Brito Gouveia – Bateria.
João Ferreira Neto – Contrabaixo.
Quando? Dia 27/28 de maio
Onde? Teatro do SESC Crato
Quanto? 6 inteira e 3 meia
Que Horas? 20h

WALTER PEIXOTO NÃO SABE NEM ESCREVER O NOME ?

Uma vergonha, um descaramento. Esse é o tipo de político que o Crato gosta e quer de volta à prefeitura? Publicado na edição de hoje, na coluna de Donizete Arruda do Jornal do Cariri uma nota informando mais uma peripécia de Walter Peixoto. O ex-prefeito do Crato que tinha horror ao futebol e cultura, e que tratou esses dois setores com desdém e desprezo, volta e meia apronta uma. Agora, Walter Peixoto, para ludibriar a imprensa e a Justiça entrou com um pedido na Justiça para não ser incluído pelo TCM na lista de ex-administradores públicos que tiveram contas desaprovadas.

O estranho é que ele mudou o nome de Francisco Walter Peixoto para Antonio Valter Peixoto.

Aliás, é bom lembrar que WP teve todas as contas da sua última e desastrada administração desaprovadas.

Uma pergunta: ainda tem “companheiro” defendendo aliança com WP?

Veja texto no Jornal do Cariri

Crato

Juiz nega exclusão de Walter da lista suja do TCM

O juiz da 4a Vara da Fazenda Pública de Fortaleza, Luiz Alves Leite, negou pedido do ex-prefeito do Crato, Walter Peixoto, para não ser incluído pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) na lista de ex-administradores públicos que tiveram contas desaprovadas. Walter assinou a ação como Antonio Valter Peixoto, embora tenha usado o seu próprio CPF, daí o juiz ter descoberto a verdadeira identidade do ex-prefeito, cujo nome é Francisco Walter Peixoto. Walter tenta se viabilizar candidato a prefeito e, na semana passada, disse ao pré-candidato do PSB, Sineval Roque, que não vai apoiá-lo. Coluna de Donizete Arruda e página 3.

Texto na coluna de Donizete Arruda, edição de hoje do JC:

Waltim perde na Justiça

O ex-prefeito do Crato, Walter Peixoto, o Waltim, deve ficar mesmo fora das eleições deste ano. Com contas desaprovadas, seu nome se tornou inelegível. Sabedor disso, Waltim recorreu à Justiça. Usando outro nome – Antonio Valter Peixoto - seu verdadeiro é Francisco Walter Peixoto, e Walter com W - Waltim deu entrada num recurso para viabilizar sua candidatura. A tática de ser chamado de Antonio e Vater com V, visava evitar pressões políticas, principalmente do deputado estadual Sineval Roque que quer ser o único candidato das oposições, já que conta com o respaldo do governador Cid Gomes. A estratégia esperta não deu certo. O juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública, Dr Luiz Alves Leite, decidiu negar o recurso de Waltim, de conceder ação ordinária anulatória com pedido de concessão de tutela antecipatória. Derrotado, Waltim vê o sonho de ser candidato a prefeito do Crato ir embora. E o juiz ainda deu um prazo de 10 dias para Waltim corrigir seu nome no processo.

Algumas perguntas:

WP é confiável, se muda o próprio nome, é capaz de mais o quê?

A sociedade do Crato vai mesmo permitir que WP saia dessa na impunidade?

Não era bom contratarmos um advogado e processá-lo (WP) por danos morais?

EM DEFESA DA LIBERDADE DE IMPRENSA E O DIREITO DE RESPOSTA


A Delegacia Regional do Sindicato dos Radialistas do Estado do Ceará, vem a público manifestar nossa preocupação quanto ao papel da imprensa e à livre manifestação da opinião. A orientação que passamos e o que temos discutido com os radialistas do Cariri, de forma específica, é que temos que pautar nossas ações no intuito de bem informar a sociedade, sempre noticiar a verdade.

Os radialistas têm um papel importante na sociedade. Estamos em nosso cotidiano em contato com as pessoas, com os mais avariados setores sociais, em busca de notícias, de fatos, de informações. Portanto, é inerente à nossa atividade, além de repassar a informação, emitir nossas opiniões. Sem essa liberdade da sociedade se expressar, emitir uma opinião, dar o seu parecer, fica tolhido o direito de bem informar.

Nesse sentido vimos através desta, registrar nossa preocupação, quanto ao fato de que nos últimos meses sentimo-nos diminuídos em nosso poder de informar, em face de um repórter, o Sr. Antonio de Tarso Araújo Bastos, estar respondendo na justiça a uma acusação de difamação impetrada pelo Exmo. Promotor de Justiça da Comarca do Crato, Dr. Antonio Marcos da Silva de Jesus.

Não podemos também concordar que um agente público não aceite críticas, e utilize da força do cargo para agir sob a égide da imposição do silêncio. Solicitamos o bom senso do Promotor Dr. Antonio Marcos da Silva de Jesus diante do fato, em retirar qualquer queixa e ficar ciente de que as críticas para quem tem cargo público, seja ele qual for, sempre existirão, como também deve existir maturidade para recebê-las.

Ao mesmo tempo, conclamamos a sociedade para que se manifeste em defesa da liberdade de imprensa, da liberdade de opinião, do direito de informar às pessoas e à essa mesma sociedade.

O Estado Democrático de Direito permite a crítica, permite o direito de resposta, que o Promotor, em questão, não quis usar, preferiu uma pendenga judicial, uma batalha nos tribunais, a força, do que o simples diálogo.

SINDICATO DOS RADIALISTAS DO CEARÁ DELEGACIA REGIONAL DE JUAZEIRO

ASSOCIAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA CRÔNICA DESPORTIVA DO ESTADO DO CEARÁ – APCDEC REGIONAL CARIRI

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Um bom sinal: ditador Fidel Castro critica Barack Obama

Pelos frutos se conhecem as árvores, afirmou Jesus Cristo. Um ditador comunista criticar um candidato à presidência dos EUA já é um bom sinal. Se é verdade que os semelhantes se atraem, também é verdade que os filhos das trevas odeiam os filhos da Luz. Abaixo nota divulgada no site: www.veja.com.br:
Depois do criticar o virtual candidato republicano à Presidência dos EUA, John McCain, o ditador aposentado de Cuba, Fidel Castro, decidiu atacar também os democratas. Nesta segunda-feira, o líder octogenário publicou artigo na imprensa estatal local em que disse que as proposta do pré-candidato à Casa Branca Barack Obama para reaproximação entre EUA e Cuba são "fórmulas de fome" para a ilha.
"O discurso do candidato Obama se pode traduzir numa fórmula de fome para a nação, as remessas como esmolas, e as visitas a Cuba em propaganda para o consumismo e o modo de vida insustentável que o apóia", escreveu Fidel. Na semana passada, Obama propôs liberar viagens de imigrantes cubanos para a ilha, atualmente restritas pela administração Bush. O candidato prometeu ainda facilitar o envio de dinheiro a Cuba.

INTELECTUAIS ESTIMULAM PRECONCEITO CONTRA NORDESTINOS

Quando o trajeto do êxodo fez zig zag, seus viajantes culparam o líder da marcha. O conceito resumido nesta frase justificaria todo o cabedal intelectual, construído aqui no sudeste, para culpar as elites nordestinas pela miséria nacional. É bem verdade que alguns tipos são bem merecidos focos da ira, mas não menos também o seriam alguns personagens da Avenida Paulista, de Copacabana, Ipanema ou Barra da Tijuca. Pois foi assim numa mesa de conversa nas proximidades do alto Leblon (aquela parte da floresta do Morro Dois Irmãos invadida por empreendimentos para ricos e que hoje se encontra com o avanço da Favela da Rocinha). Uma saliente intelectual, dedicada à análise da violência, após alguns sucos de lima da pérsia, gelo e uma boa quantidade da "mardita".

Quando tudo ia bem no centro das garfadas de uma excelente feijoada, um vulcão desceu corroendo as encostas e os morros inundados de nordestinos. A intelectual acusou-os da miséria do Rio de Janeiro, da violência sem igual, do cotidiano no qual apenas se vive no intervalo da morte. E , da verve da intelectual, brotaram tantos adjetivos depreciativos como se fora todo um roseiral em floração. Foram tantos que nem nos próximo 500 anos, os borbotões de qualificação ao contrário poderão "purificar" o genitivo para o ser nordestino.

Por último, dada a presença óbvia de nordestinos na sua mesa, ela retornou ao tema, com a voz pastosa, num gargarejo que tudo era a elite nordestina. Na ocasião entendi. Não é a elite nordestina que incomoda esses intelectuais dos centros decisórios do Brasil. As elites nordestinas há muito deixaram de ser protagonistas da história nacional. Tão somente grafam com a caneta maldosa da política paulista, carioca e mineira. Fora um certo deslumbramento da pequena classe média regional (nos seus apartamentos que lembram os jardins suspensos da babilônia), o nordestino incomoda porque migra. Migra e vem para a soleira da porta dos intelectuais "clean". Os intelectuais que não imaginam um povo, apenas apresentam normativos inalcançáveis sem renda mínima e sem democracia popular verdadeira.

Eis um novo tipo de pensamento gestado nas academias nacionais. Um intelectual que pousa de "especialista" nos noticiosos das televisões, assinam colunas nos grandes jornais e são "convidados" para os convescotes promovidos com a finalidade de apontar o dedo para o outro. Mas não tem como negar e todos se preparem. O que acontece na África do Sul com os assassinatos de migrantes, a céu aberto nos becos das ruínas humanas, não se diferencia da revolta recente do Tibet; como também as "políticas" anti-migração dos países mais dinâmicos da União Européia. Os intelectuais "normativos" apenas repetem este estranhamento, que é o mesmo de Israelenses contra Palestinos, Americanos contra Mexicanos e aprofundam a razão para uma perseguição que ocorre ali na esquina, e não nos supostos casarões da chamada "elite nordestina".

Isso é tão claro que hoje mesmo no jornal O Globo uma pesquisa demonstra, à exaustão, a "ignorância funcional" do nordestino. Isso pelos indicadores de analfabetismo, de escolaridade e proficiência após anos de estudo. Quem entende o valor humano como a sua simples presença, neste mesmo momento e no mesmo espaço, sabe o quanto tais textos desqualificam os nordestinos presentes. São textos tortos, malandros, com viés de verdade, que não tratam da questão central de toda análise social e econômica: a questão não é congelar o quadro é justamente modificá-lo. Qual o texto da revolução nordestina?

Não há. Apenas um pincel em tons de claro e escuro em que tudo é por que assim o é. reside o perigo de certas "denúncias" da miséria nacional. Recordo, quando fui médico de uma favela aqui no Rio, o quanto a literatura de massa e a intelectualizada tratava de denunciar a manipulação popular, a inapetência do povo para a luta de soerguimento. Denunciava-se com tanta freqüência a derrota popular, que se revelava o verdadeiro objetivo da denúncia: não adianta mesmo. Tudo ficará do mesmo modo. A prova era tanta que incursões ilegais da polícia militar eram feitas, invadiam-se lares sem mandato judicial, aprisionavam-se pais de família com enorme efeito humilhante diante dos filhos. E isso era uma política da elite carioca, elite que falava por meio do Jornal do Brasil, do Globo e da Televisão Globo.

Hoje mesmo no Globo, um burocrata do IBGE faz a famosa frase de efeito: o Brasil tem uma dívida histórica com o Nordeste, e parece ainda não saber com pagá-la. Que dívida meu camarada? Onde isso ficou contabilizado? Não se trata de pagar dívidas, até por que em nenhum lugar o Brasil é homogêneo; existem sudestes no nordeste, sul no centro-oeste e nordestes no norte. O problema continua o país inteiro, tratando de suas prioridades em todo o seu espaço nacional, especialmente o educacional. A única dívida que pode existir é essa da acumulação desenfreada da renda, do empobrecimento da renda popular e da falta de investimento em fortes políticas sociais. E, atenção "especialistas", investir no capitalismo se traduz em valor monetário, vamos deixar de "besteirol" como "gastança" do governo, impostos sufocantes e outras traquitanas, que por dentro do discurso tramam contra o investimento social.

O paradigma norte-americano, por Armando Lopes Rafael

Primeira bandeira republicana do Brasil
(que só durou 4 dias:de 15 a 18-11-1889)

Peço sua atenção (e paciência) amigo leitor. Para falar sobre um fato pouco enfocado da História do Brasil.
Quando o golpe militar de 15 de novembro de 1889 proclamou entre nós a república as novas autoridades mudaram o nome da nossa pátria. Deixamos de ser o Império do Brasil e recebemos o nome oficial de "Estados Unidos do Brazil". Isso mesmo: Brazil com z, seguindo a ortografia da época. Ignóbil imitação à grande nação norte-americana. Essa denominação vigorou até 1967, quando mudaram o nome outra vez. Dessa feita para "República Federativa do Brasil". A implantação da República entre nós – entre tantos males – trouxe-nos o paradigma norte-americano como modelo de vida. Nossas raízes e tradições, geradas a partir da mistura das culturas portuguesa, indígena e africana, viraram coisa de sub-raça. Como diriam os adamados cronistas sociais de hoje: uma coisa "out". Bom mesmo eram os Estados Unidos, com o seu "way of life”. O modelo artificial de Hollywood e o estilo do "self-made man" americano foram tomando conta dos ambientes brasileiros. A nossa sociedade deu as costas a um passado glorioso e aceitou, sem espírito crítico, o que nos foi sendo empurrado pelos vitoriosos republicanos que se inspiravam no big brother americano...
Mas era sobre um fato pouco comentado que eu ia falar! Chamou minha atenção um artigo do Prof. Paulo Napoleão Nogueira da Silva, da Universidade Estadual Paulista, que diz entre outras coisas:

"Nos cem anos durante os quais vigorou a proibição de sequer falar-se em monarquia, o País foi programaticamente induzido a esquecê-la. Diretrizes governamentais de todos os tipos, explícitas ou dissimuladas, foram adotadas nesse sentido. Substituíram Pedro I por José Bonifácio, na iconografia oficial da Independência, mas a figura do Patriarca não calou fundo, além do que ele próprio era um defensor da Monarquia. (...) "Desde os primeiros dias da República os autores de livros didáticos para os cursos primário e secundário, segundo critério de orientação e exigências do Ministério da Educação, passaram a só estampar o retrato de Pedro II com as longas barbas e o aspecto cansado dos seu últimos anos de vida, para associar à Monarquia a imagem de velhice, decrepitude e coisa antiga. “Esses mesmos livros tratavam, e ainda hoje tratam, de evidenciar as glórias da proclamação da República, o heroísmo de Deodoro e o idealismo dos seus companheiros, como se tivessem participado de uma feroz batalha em prol da liberdade.”

A proclamação da república foi na verdade a primeira das inúmeras quarteladas que o Brasil viria a presenciar. Isso todos sabemos. Não sabíamos era do maquiavelismo oficial usado para enganar tantas gerações ao estudarem a história da nossa sofrida e querida pátria. Moral da história: compramos gato por lebre...
(*) Armando Lopes Rafael é historiador

O Ceará e o Sagrado Coração de Jesus - por Armando Lopes Rafael

Há 130 anos – em 1878, quando o território do nosso Estado formava uma única diocese – o 1º bispo do Ceará, Dom Luiz Antônio dos Santos, junto com as autoridades civis e o povo de Fortaleza, fez a consagração do Ceará ao Sagrado Coração de Jesus. Àquela época o Ceará enfrentava o segundo ano consecutivo de terrível seca que trouxe a destruição das lavouras e dos rebanhos, além de perdas humanas. Na página 5, do Álbum Histórico do Seminário Episcopal do Ceará, lemos o seguinte: “Tanta calamidade levou (Dom Luiz) a fazer, em nome da Diocese, o voto de edificar um templo ao Sagrado Coração de Jesus e de consagrar-Lhe o seu rebanho. Radiante de cumprir esse voto, Dom Luiz, a 15 de setembro de 1878, celebrou o ato de consagração do Ceará ao Coração de Jesus, entre imensa multidão de fiéis, que nesse dia concorreu e participou da Sagrada Comunhão".

Os Evangelhos e a tradição católica mostram as riquezas insondáveis do coração de Cristo, nas suas atitudes de perdão e de misericórdia, para com os povos e terras que lhe são consagrados. O Ceará é prova disso! Ao longo dos últimos 130 anos nosso Estado recebeu imensas graças desse Coração Amoroso. Aqui, as vocações religiosas foram (e continuam sendo) abundantes. O Ceará progrediu materialmente. O povo cearense não conheceu a guerra, nem a fome generalizada, nem grandes catástrofes da natureza, como aconteceu com outros povos. Mesmo o fenômeno da seca, velho conhecido do cearense, tem sido mais brando, de 1878 para cá. Não se repetiram calamidades iguais a de 1877, que passou à história tanto pelo rastro de destruição, com elevado número de perdas humanas e materiais, o que fez o imperador Dom Pedro II declarar: "Venda-se a última pedra da minha coroa, mas não morra nenhum nordestino de fome".
Lamentavelmente, nos últimos anos, a violência e a crise moral vêm assolando o nosso povo e, com mais intensidade, a bela capital cearense. Penso que já é hora dos bispos do Ceará (agora são nove as dioceses) junto com as autoridades e o povo renovarem a Consagração feita por iniciativa de Dom Luiz Antônio dos Santos em 15 desetembro de 1878. Seria não só uma reparação devida ao Coração Salvador do gênero humano, mas, também, um pedido de perdão pelas vezes que deixamos de cumprir os preceitos daquele que é "O Caminho, A Verdade e A Vida". Esse nosso afastamento do Coração de Jesus, tem sido a causa da violência e a decadência moral, que ora grassam na generosa terra cearense.
Bem que o nosso querido bispo diocesano, Dom Fernando Panico (ele mesmo um missionário do Sagrado Coração de Jesus), enviado pela Providência para pastorear o Sul do Ceará poderia tomar a iniciativa de renovar essa consagração, quando da instalação oficial da Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores, de Juazeiro do Norte, que ocorrerá (seria mera coincidência?) no próximo dia 15 de setembro, exatamente na data que completa 130 anos da consagração feita por Dom Luiz em 1878...



(Artigo publicado no "Jornal do Cariri")

domingo, 25 de maio de 2008

Mentiroso renitente

Quem é Amadeu de Freitas para falar em "acusações levianas"? Logo ele que nos últimos anos só tem sido leviano comigo! Um mentiroso renitente!Aqui uma pequena amostra das suas mentiras:

01 - mentiu quando ficou alardeando que eu e o companheiro Régis tínhamos "pelegado" quando largamos a DS.

02 - Mentiu quando, para ganhar o PED, afirmou que nosso grupo fechara acordo para apoiar a candidatura a prefeito em 2008 do Dep. Sineval Roque.

03 - Repetiu essa mesma mentira para aprovar a tese da não candidatura próprio do PT.

04 - Mente quando diz que o Dep. José Guimarães não apoiaria a candidatura do PV.

05 - Mente quando afirma que o PV tem densidade eleitoral.

06 - Mente quando afirma que apenas o candidato do PV é capaz de implantar um governo popular em nosso município.

07 - Mente quando diz que a decisão de irem conversar com o Waltin foi tirada num encontro do PT.

08 - Mente quando diz que nunca trabalhou em causa própria.

09 - Mentiu quando disse que eu deixei a DS e fui apoiar a DR porque esperava receber apoio financeiro para a campanha deste ano, e agora está negando o que disse porque está com medo de ir para o Conselho de Ética do Partido e também para os Tribunais de Justiça, coisa que ele não escapará.

10 - Mente quando diz que NUNCA ALICIOU ELEITORES.

11 - Mente quando diz que cumpre as deliberações do PT.

12 - Mente quando nega que "passa o trator" por cima da minoria.

13 - Mente quando nega que coloca os interesses da sua corrente acima dos interesses do PT.

14 - Mente quando nega se sentir o "dono"! do PT do Crato.

15 - Mente quando diz que o nosso grupo político tenta dividir o PT.

16 - Mente quando diz que os "seminários" para fazer propaganda do seu candidato foi uma estratégia tirada em reuniões ou encontros do PT.

17 - Mente quando diz que tudo é discutido na Executiva do Partido.

18 - Fica omisso quando não vem a público dizer que parte da Comissão Executiva do PT realizou reunião "clandestina" para oficializar o apoio ao PV e que foi nesta clandestinidade que tiraram a infeliz proposta de irem conversar com o Waltin.

19 - É convenientemente omisso quando não diz que a nossa corrente não participou dessa estratégia.

20 - Mente quando nega que foi, no mínimo, descortês na forma como tratou, na residência do mesmo, o ex-prefeito Walter Peixoto...

Concordo que este assunto já está cansativo para os que navegam no blog. A saída seria um debate aberto entre as partes envolvidas. Eu até acharia interessante e toparia, desde que ele fosse proibido de mentir. Ele ficaria mudo.

Valdetário Brito.

Médico e membro do PT

e-mail valdetariobs@ig.com.br

Crato : asfaltamento de 110 ruas acontece em 90 dias



O prefeito do Crato Samuel Araripe(PSDB) acompanhado do deputado federal Arnon Bezerra(PTB), secretários, assessores lançou, na manhã da última quinta-feira, o mega projeto de asfaltamento das vias públicas da cidade. Ao todo, serão asfaltadas e recapeadas 110 ruas, incluindo todo o Centro da cidade, nas áreas de maior tráfego, contemplando a zona comercial, até os bairros mais afastados, onde há alguns anos havia reivindicação para realização do serviço.

Foram liberados recursos na ordem de R$ 7 milhões e 300 mil para o projeto, por meio de emenda orçamentária do deputado Arnon. Também está em fase de andamento o projeto de recuperação de mais de 700 quilômetros de estradas vicinais, dando uma abrangência em praticamente todo o município de recuperação da malha viária e calçamento de 90 ruas.


O asfaltamento foi iniciado na rua Almirante Alexandrino, seguindo pela ladeira de Joquinha ata a ASA. O trabalho foi acompanhado pelo prefeito por toda manhã e entrou pela noite. Conforme Samuel Araripe, a meta é cumprir todo o projeto em 90 dias, levando com isso desenvolvimento e uma revitalização das ruas. A verba orçamentária fazia parte de uma luta do prefeito para ser liberada desde o ano passado. Samuel Araripe comemora o momento que a cidade passa, já que ao assumir a administração teve que solucionar problemas relacionados a dívidas mais de R$ 4 milhões. A arrecadação do município, conforme ele, representava cerca de R$ 40 milhões e hoje se encontra com mais de R$ 80 milhões, ou seja, 100% por cento a mais no orçamento voltados para melhorias no município. essa, segundo ele, é uma grande vitória resultado de luta persistente.


O prefeito ainda ressalta o trabalho que vem sendo desenvolvido no Seminário, onde em anos anteriores a sua administração era constante a falta de água e há mais de um ano a crise no abastecimento foi praticamente sanada com a perfuração de poços. Dentro do projeto de asfaltamento, o Seminário foi um dos bairros mais contemplados da cidade, com 14 ruas a receberem asfaltamento. O acesso ao estádio "O Mirandão", uma antiga reivindicação daquela comunidade, agora será uma realidade. A pista terá asfaltamento, passando pelo estádio até chagar na Vila Lobo.

Novos projetos deverão ser anunciados para a cidade, conforme o prefeito, por meio de projetos com o deputado Arnon Bezerra. Samuel Araripe destaca setores que serão beneficiados diretamente com o investimento, a exemplo do turismo, economia, com o comércio, infra-estrutura de novas empresas que vêm se instalar na cidade e pede aos lojistas também uma revitalização da fachada de suas lojas dando um novo aspecto ao centro comercial.

Agricultores festejam colheita

Arroz, feijão, farinha, mandioca, milho, pães e peixes. Alimentos que serão levados por agricultores da região do Cariri para a 16ª Celebração da Colheita que, este ano, está marcada para hoje, na cidade de Altaneira. O tema deste ano é "O Agricultor Saiu para Lançar as Sementes" e espera-se a presença de 4.500 pessoas na concentração a partir das 7h30min, na entrada da cidade.


Após a acolhida, feita por sacerdotes, religiosos, religiosas, sindicalistas e integrantes da Comissão Pastoral da Terra (CPT-Crato), os participantes irão em caminhada levando os alimentos, faixas e cartazes até o ginásio poliesportivo da cidade. Ali, haverá a concelebração eucarística, às 9 horas, presidida pelo bispo diocesano do Crato, dom Fernando Pânico.

Durante o ofertório da missa, os trabalhadores rurais vão depositar os frutos da safra deste ano, no altar, como agradecimento a Deus pela boa colheita de grãos. Após a celebração, às 11h30min, haverá uma confraternização e o encerramento da Semana Eucarística. Os alimentos vão ser distribuídos entre as famílias carentes dos municípios de Altaneira, Santana do Cariri, Nova Olinda e Crato.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Nova Olinda, José Simão Sobrinho, a Celebração da Colheita se tornou uma grande romaria. "É uma oportunidade para agradecer a Deus pela boa safra colhida". Ele disse que vários municípios caririenses já se manifestam querendo também realizar a Celebração da Colheita, entre eles, Assaré, Tarrafas e Antonina do Norte.

A comissão organizadora escolheu um texto de autoria de frei Beto para se inspirar no tema. Segundo o autor, cerca de 23 milhões de pessoas no País passam fome embora o Brasil seja um dos que mais produzem alimentos no planeta. Frei Beto lembra que a alimentação de qualidade é um direito de todos e que é dever do Estado assegurar a semente ao agricultor.
(Colaborou Amaury Alencar)

SERVIÇO
Diocese do Crato - (88)3523 3809
Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Crato - (88)3521 1110

Jornal O Povo

MP quer que capitão vá para prisão comum

A Justiça irá avaliar requerimento do Ministério Público de Iguatu, que solicita a transferência do ex-capitão Daniel Gomes Bezerra para uma prisão comum. O ex-militar continua preso no quartel do Batalhão de Choque, no Centro de Fortaleza. Ele é acusado da morte dos irmãos e estudantes de medicina Marcelo e Leonardo Moreno Teixeira, após uma discussão, em março do ano passado, em uma churrascaria em Iguatu, a 377 quilômetros de Fortaleza.

Segundo o promotor Antônio Monteiro Maia Júnior, Daniel Gomes foi expulso da Polícia Militar, em fevereiro deste ano, e não mais teria direito à prisão especial em estabelecimento militar. O promotor ainda solicita à Justiça a dispensa de uma testemunha de defesa do ex-capitão, que no entendimento de Antônio Monteiro seria uma tentativa de protelar o andamento regular do processo criminal. "A testemunha não teria presenciado os fatos narrados na denúncia", ressaltou o promotor.

De acordo com os autos do processo judicial, Marcelo Teixeira saiu de uma churrascaria e se dirigiu a um terreno baldio para urinar, atrás de um Celta, de propriedade do então capitão Daniel Gomes. A mulher do capitão avisou ao marido. O então militar derrubou Marcelo com um murro no rosto. Após chutar várias vezes a cabeça de Marcelo, Daniel Gomes atirou contra o seu abdome. O irmão da vítima, Leonardo Teixeira, tentou defender Marcelo e também foi atingido com um tiro. O então capitão alegou que teria feito os disparos em legítima defesa e que a arma pertenceria aos irmãos. Mas o projétil retirado do corpo das vítimas era de uma pistola ponto 40, de uso exclusivo da Polícia.

Jornal O Povo

Homem é atropelado e arrastado em Juazeiro

Um crime brutal e praticado com requintes de perversidade deixou estarrecida a população de Juazeiro do Norte, na Região do Cariri, a 563 quilômetros de Fortaleza. O caso ocorreu na tarde da última quinta-feira, por volta das 16 horas no bairro Aeroporto. A vítima foi José Pereira da Silva Filho, o "Dedinho", 30 anos, que, segundo a Polícia, registrava antecedentes criminais. José foi atropelado em sua moto (placa HYR-6509) pelo Del Rey de placas HFS-8182, inscrição de Pernambuco. Segundo a polícia, o caro era dirigido por Evilásio Rufino da Silva, 19 anos, conhecido por "Bilouca". Depois do acidente, que, segundo a Polícia, teria sido propositadamente, José foi amarrado pelos pés e, em seguida, arrastado pelo carro até a corda quebrar, cerca de um quilômetro.

Até o final da tarde de ontem, a Polícia de Juazeiro do Norte ainda não tinha pista do paradeiro de Evilásio Rufino. Ele fugiu depois de abandonar o Del Rey. O delegado Marcos Antonio dos Santos, da Regional de Polícia de Juazeiro do Norte, disse ao O POVO que o caso ocorreu depois de confronto entre Evilásio Rufino e José Pereira. Na ocasião, José Pereira teria disparado vários tiros contra o Del Rey deixando-o com muitas avarias na lataria. Ao revidar, Evilázio Rufino atropelou José, arrastando-o, em seguida, com uma corda amarrada em um dos pés, por várias ruas.

O delegado contou ainda que Evilásio já estava sendo investigado na Regional de Polícia de Juazeiro do Norte, sob acusação de haver praticado dois homicídios naquela cidade. Afirmou ainda que a vítima respondia por um homicídio e era acusado da prática de furtos também naquela cidade. O Del Rey do acusado e a moto da vítima foram apreendidos. O corpo de José Pereira foi sepultado, ontem à tarde, no Cemitério de Juazeiro do Norte. Na Regional de Polícia da cidade, já foi baixada portaria para a instauração do inquérito sobre o caso.

Outro caso
Há 11 anos, o eletricista Francisco José da Silva Brilhante foi assassinado de maneira idêntica em Caucaia (Região Metropolitana de Fortaleza), ao ser arrastado com um pé preso ao cinto de segurança, cerca de quatro quilômetros, por um táxi dirigido pelo motorista Francisco Ernesto de Castro. Na ocasião, o condutor do carro estava acompanhado da namorada Maria da Conceição Gomes. O casal foi preso e autuado em flagrante. Na época, o fato, que ocorreu no Conjunto Nova Metrópole, foi destaque na imprensa local e obteve grande repercussão.

E-MAIS

O taxista Francisco Ernesto de Castro, 42 anos, que no dia 25 de janeiro de 1997 arrastou, no Conjunto Mova Metrópole (Caucaia), por cerca de quatro quilômetros, o eletricista Francisco José da Silva Brilhante, morreu dois anos depois em uma das celas do Instituto Psiquiátrico Governador Stenio Gomes, em Itaitinga.

O
crime aconteceu por volta das 2h30min e revoltou a população do Conjunto. No depoimento, Francisco Ernesto tentou alegar que não percebeu que alguém estivesse enganchado atrás do carro. Ele contou que parou o táxi no acostamento da BR-222, na altura do posto de gasolina Canindé, para que Maria da Conceição pudesse ir ao banheiro. Antes que ela saísse chegou um homem e anunciou o assalto. "Na hora que dei partida, ele deve ter enganchado os pés na porta ou no cinto de segurança do carro", disse, salientando que saiu em velocidade e não percebeu que o táxi estava arrastando alguém.

As testemunhas que prestaram depoimento no flagrante, entre elas o guarda noturno Francisco Liduíno de Souza Alves e os operários Raimundo Pereira do Nascimento e Manoel Victor da Silva, desmentiram o taxista. Disseram que se encontravam na avenida Contorno Norte, quando viram um carro, de faróis apagados, saindo da rua 119 arrastando, pelos pés, uma pessoa. Liduíno contou que ainda gritou várias vezes chamando a atenção do motorista. "Mas ele não deu atenção e não sei como o carro não atropelou o Victor e o Raimundo", declarou o guarda noturno. "Perversidade demais", resumiu.

Francisco Ernesto havia sido condenado pelo Tribunal do Juri da Comarca de Caucaia. A companheira dele, Maria Conceição, foi também condenada e recolhida ao Presídio Feminino Auri Moura Costa.

Jornal O Povo

Juazeiro: saúde intensifica busca ativa aos casos de hanseníase

A Secretaria de Saúde do Juazeiro aproveita o Dia Estadual de  Combate à Hanseníase para deflagrar nova
campanha contra a doença a partir de um amplo trabalho de busca ativa no município. O secretário Micaelce
Santana lembra que existe um tratamento eficiente e gratuito com garantia da cura. Ele aproveita para pedir
às pessoas com manchas na pele ou dormências que procurem o Centro de Dermatologia Sanitária, a fim de se
submeter ao exame. Outra campanha que está sendo intensificada pela saúde é a de combate ao mosquito da
dengue, a partir de um esforço educativo. O novo panfleto que está sendo distribuído com a população traz a
advertência: “Dengue mata! Não seja a próxima vítima”. As equipes de mobilização estão nas ruas procurando
conscientizar os juazeirenses sobre os riscos da doença. O trabalho é permanente e desenvolvido em escolas,
creches, igrejas e outros pontos de concentração.

Teatro na rua contra a Aids

Lançada em Crato, na terça-feira, 20, a pela de teatro "Nas Garras do Capa Bode", da Companhia de Teatro Boca de Cena, dentro de um projeto de divulgação e prevenção das DST/HIV/Aids. O projeto foi lançado no Centro Cultural do Araripe.


Com a perspectiva de levar o trabalho para várias comunidades, escolas e teatros, houve a parceria da Secretarias de Saúde do Crato, do Estado e da Cultura do Município.

Durante o lançamento, profissionais da Secretaria de Saúde de Crato, realizaram trabalho de orientação sobre a importância do uso da Camisinha, métodos contraceptivos, distribuição de panfletos educativos e preservativos.

O pau da bandeira de Barbalha e a bandeira da preservação

É lamentável que mesmo diante de tantos sinais de que a natureza está ferida de morte, ainda tenhamos que "queimar neurônios", sobretudo pela mídia para se provar que o Corte do Pau da bandeira é uma intervenção nociva ao meio ambiente. Aqueles que insistem com o tênue argumento da 'quebra da tradição' urge contrariá-los dizendo simplesmente que nenhuma tradição pode ser maior e mais importante do que a preservação da biodiversidade e os recursos naturais. Por uma razão elementar: nela é que resite o substrato de tudo que é vida, bem como de tudo o que existe. Não é à toa que São Francisco é considerado o pai da natureza.

O povo, compreendera se dissermos a verdade acerca dos perigos que pesam sobre os ecossistemas, que uma vez "quebrados, destruídos, degradados" constituirão sérias ameaças a todas espécies de viventes a nível planetário. A natureza está apenas cobrando-nos os seus honorários ecológicos. Afinal, é toda uma história de agressão marcada por uma relação desastrosa entre o homem e a mãe-natureza.

A velha intervenção precisa passar para o patamar da interação holística o mais harmonioso possível. Do contrário toda esperança de futuro da humanidade estará comprometida... Não há mais tempo para delongas inúteis. Já atingimos o ponto limite. Uma etapa que não tem mais volta. Ou mudamos desde já a nossa forma de relacionarmos com o meio ambiente ou conheceremos a catástrofe como um abismo a se abrir em nossos pés. Quem sabe, teremos o mesmo fim que tiveram os dinossauros.

A propósito, quem são os pretensos racionais? Nós ou os nossos irmãos os Animais?! Eles, nossos irmãos de caminhada, estão fazendo a sua parte. E nós ainda agora continuamos a devastar a Terra de um ponto a outro como se tudo não passasse de uma eterna brincadeira. Basta concluir que diante de tanto consumismo e devastação, o planeta está perdendo sua antiga capacidade de renovação, reposição dos seus recursos naturais... Vamos mudar sem demora a velha maneira de nos relacionarmos com o a natureza.

Ora bolas por que cargas d'águas um único pau(árvore) não pode servir para todos os momentos festivos? Pela parte que cabe a Santo Antonio certamente não haverá problema algum, posto que ele também está preocupado(mais que nós, seus devotos)com os rumos da vida socioambental da biosfera.

Viva Santo Antonio e padre Cícero! E uma Natureza ecologicamente equilibrada no Cariri e no mundo inteiro...

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Prof. José Cícero

Pesquisador, ufólogo, escritor e poeta.

Editor da Revista Aurora

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jccariry@gmail.com