
A velha expressão “O petróleo é nosso” que noutros tempos encarnou o próprio sentimento de resistência popular contra o estado ditatorial de exceção, parece se renovar agora, não mais como uma bandeira de luta política simplesmente como no passado. Porém como uma nova empreitada em favor de um Brasil soberano e independente e, que necessita se firmar de vez, perante o mundo expulsando o fantasma do imperialismo mundial político, econômico e financeiro.
Como há muito se desconfiava, o Brasil ao contrário do que nos diziam os americanos, tem sim um potencial petrolífero a ser explorado e com grandes possibilidades de sucesso. Desde a sua costa litorânea, a Amazônia e o interior do Nordeste o país do Lula apresenta por assim dizer, um filão de ouro, que logo irá superar a própria Venezuela(com a data vênia do bravo Hugo Chávez), sobretudo pela nossa dimensão geográfica. Uma realidade que a partir de então, irá incomodar e muito, os intentos políticos e expansionistas da nação ianque.
Fica portanto, cada vez mais claro que a intenção do projeto de privatização engendrado pelo chamado consenso de Washington durante o governo de FHC era, igualmente, uma atitude deliberada de enfraquecimento das nossas empresas estratégicas como a CSN, Vale do Rio Doce, o sistema ferroviário e, principalmente, a Petrobrás. Uma política intencional de comprometimento ainda maior da nossa própria estrutura econômica e produtiva - os pilares da nossa soberania. A autosuficiência do Brasil neste campo assusta deverasmente, os caciques do capitalismo mundial.
Um dos principais fomentadores de estados bélicos pelo mundo afora, tem sido o desejo insano das grandes potencias(leia-se EUA) pelo domínio do petróleo existente nas diversas nações do planeta. O petróleo é, por conseguinte, um presente do passado para o futuro das nossas gerações. Por isso precisamos defendê-lo com unhas e dentes. O povo caririense que o diga...
A perspectiva da exploração petrolífera na região do Cariri é por demais animadora em todos os sentidos que se possa imaginar. Com a tecnologia que temos por intermédio da Petrobrás poderemos, através de prospecções profundas no pré-sal da nossa geologia extrair a riqueza necessária para a redenção dos irmãos sertanejos e quem sabe, a verdadeira independência do Brasil do julgo internacional.
Uma feliz desconfiança que vem se arrastando desde os anos quarenta quando se ventilou a priori a possibilidade de se encontrar o “ouro negro” na região de Patativa. Desde a chapada do Araripe até o sertão paraibano. Como os americanos de Obama irão engolir mais essa. Já não bastava a incômoda liderança do Brasil na tecnologia dos biocombustíveis e na exploração de águas profundas?
O petróleo nunca foi tão nosso como deverá ser a partir de agora. Para tanto, é preciso o engajamento de toda a sociedade caririense, além dos demais segmentos sócio-político, civil, empresarial e acadêmico, numa corrente que obrigue a velha elite a não mais nos ludibriar com mais uma falácia histórica.
O solo do Cariri que já produziu tantas riquezas e talentos para o Ceará, o Brasil e o mundo nos oferece agora mais uma dádiva para que possamos enfrentar o futuro com mais altivez. Cabe a nós lutar por isso sem demora... Sem no entanto perder de vista a necessária visão de progresso sempre aliada a sustentabilidade ambiental.
O município de Aurora, por exemplo, precisa, também, entrar nesta linha de frente da prospecção mineradora e petrolífera. Quem sabe, a partir das célebres minas das Serras do Coxá, Diamante e Morro Dourado que no passado foram motivos de disputa, envolvendo o padre Cícero, Floro Bartolomeu, Conde Van de Brule e potentados regionais. Como se vê foi preciso numa época muito mais difícil, uma a visão aguçada de um homem que esteve além do seu tempo e dos que o cercavam - o padre Cícero. Ele, que quase sozinho mobilizou toda uma região, malgrado as incompreensões de toda sorte; produzindo e exportando, (pasmem) a própria matéria prima da borracha; extraída de uma planta nativa da caatinga sertaneja - a Maniçoba.
Com este recurso natural de primeira linha(que é o petróleo) o Cariri recuperará o tempo perdido, galgando assim uma nova posição de destaque no cenário político e econômico do Ceará, do Nordeste e do Brasil. Nem que para isso tenhamos que nos rendar a capacidade de luta e o empenho de políticos da capital com uma visão estratégica e combativa em favor do povo cearense em geral, como o fazem o senador Inácio Arruda e o deputado Chico Lopes.
Valeu camaradas! O Ceará e o Cariri confiantes lhes agradecem de punho cerrado, alegria no rosto e o coração à flor da pele. O sertão vai virar mar para que a profecia possa enfim, ser cumprida. Quem sabe um mar de bonança para os que sempre acreditaram na sua capacidade de resistir bravamente às agruras do clima e a insensibilidade dos homens.O petróleo do Cariri é Nosso!! Hoje muito mais do que ontem.
Por: José Cícero
Professor e poeta
Secretário de Cultura, Turismo e Desporto
Aurora-CE
Nossa opinião: enquanto um setor da sociedade prefere desconfiar das pesquisas que serão feitas pela Agência Nacional do Petróleo, no Cariri para sabermos se há ou não petróleo na região, prefiro ser otimista, e como o amigo José Cícero, que venham as pesquisas e encontrem petróleo. No lugar de desconfiar, jogar água na fervura, ou ficar na inoperância, alguns poderiam agir em defesa do Cariri.
Seja colaborador do Cariri Agora
quarta-feira, 18 de março de 2009
Região do Cariri: Agora sim o petróleo é nosso
terça-feira, 17 de março de 2009
Liberação de verbas para a cultura

Gestores municipais de cultura do Ceará estiveram reunidos em Fortaleza e ouviram do secretário estadual da Cultura, Auto Filho, a liberação de R$ 16 milhões para o Fundo Estadual de Cultura, em 2009. Dois milhões a mais que no ano passado. Metade desse valor deve ser destinado ao interior cearense. O montante será investido nos editais de apoio aos projetos oriundos da sociedade civil e em diversas áreas culturais como teatro, dança, cinema, música e artes plásticas.
Durante a reunião, foi elaborado um calendário regional turístico cultural para todo o Estado que envolverá eventos promovidos pelos Municípios, Estado e União. O calendário vai ser implantado parcialmente no segundo semestre deste ano e integralmente a partir de 2010. Tem por finalidade evitar choques e superposições de acontecimentos culturais, justificou o secretário Auto Filho.
Para ter acesso aos recursos, as prefeituras são obrigadas a criar a Fundação Municipal de Cultura, o Conselho ou mesmo a Secretaria de Cultura. Em todo o Ceará, dos 184 municípios apenas 90 possuem esses órgãos culturais.
As cidades de Crato, Juazeiro e Barbalha, no Cariri, já têm o sistema implantado. Para a secretária de Cultura do município cratense, Danielle Esmeraldo, a parceria com o Estado ajudará a fortalecer a cultura regional, notadamente. Mas segundo ela, o valor precisa ser bem distribuído em todas as regiões cearenses e não beneficiar somente a Região Metropolitana de Fortaleza.
De acordo com a secretária de Cultura de Juazeiro do Norte, Glória Maria, todo valor direcionado à cultura é importante. Entretanto, ela afirma que o valor ainda não é suficiente para cidades como Juazeiro do Norte, que é considerada uma referência quando se trata de manifestações culturais.
Já o secretário de Cultura de Barbalha, Dorivan Amaro, considera a iniciativa é importante porque favorece o crescimento das manifestações culturais em todo o estado. “As ações ficavam muito centralizada na região metropolitana e este incentivo vai possibilitar que a cultura do estado cresça de forma igual, tendo em vista que a região do Cariri é muito rica culturalmente”, afirmou o secretário.
Jornal do Cariri
Cariri pode receber investimentos de R$ 42 milhões

Após ampliar a Farmace Indústria Químico-farmacêutica Cearense Ltda, com sede em Barbalha, em um investimento de R$ 30 milhões, o empresário e deputado federal Manoel Salviano já tem pronto um novo projeto que poderá colocar o Cariri no mercado nacional de medicamentos: trata-se da implantação de uma fábrica de antibióticos com recursos da ordem de R$ 42 milhões. O dinheiro - oriundo de empréstimos do BNB, já está assegurado. Salviano já avança na elaboração do projeto arquitetônico, de formulação (composição química) e tecnologia com estudos da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz).
A Fiocruz é a responsável pela elaboração e definição da fórmula dos antibióticos a serem produzidos pelo novo empreendimento do Grupo empresarial de Manoel Salviano. "Estivemos na Fiocruz e acertamos novos detalhes na assessoria técnica e de consultoria para a fabricação dos medicamentos'', disse Salviano, após reunião com o Presidente e Vice-presidente da Fiocruz, respectivamente, Paulo Gadelha e Carlos Gadelha. A nova indústria farmacêutica, se instalada no Cariri, colocará a Região entre as grandes produtoras de medicamentos do Norte e Nordeste. Mesmo com todo o processo de financiamento assegurado, a nova indústria farmacêutica ainda não tem definido o município que irá sediá-la.
Jornal do Cariri
Artigo: "O Novo acordo orotográfico"

Por que é tão difícil compreender textos escritos em Portugal? Por que o Português de Portugal é diferente do nosso? Para que adotar um Novo Acordo Ortográfico?
Refletindo essas e outras perguntas, percebeu-se a importância em unificar o nosso idioma, o único que permitia duas ortografias oficiais e, por isso, prejudicava a redação de documentos e tratados internacionais e dificultava a divulgação e a promoção do idioma e a publicação de obras de interesse público. Era o que defendia o filósofo Antônio Houaiss, o principal responsável pelo processo de unificação aqui, no Brasil.
O Novo Acordo Ortográfico abrange Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal.
No Brasil, calcula-se a alteração em 0,5% do total de palavras, abordando, principalmente, o trema, algumas regras de acentuação e de hífen e o acréscimo das letras k, w e y. O trema é simplesmente abolido, embora a pronúncia continue a mesma. O acento agudo de ditongos abertos ei e oi das paroxítonas também desaparece, então, temos agora assembleia e ideia. As palavras homófonas não terão mais o acento diferenciador, como pára (verbo) e para (preposição), exceto pôr (verbo) e por (preposição), têm (verbo no plural) e tem (verbo no singular) e pôde (verbo no passado) e pode (verbo no presente). Desaparece também o acento circunflexo nas palavras terminadas em oo e ee : voo, enjoo, leem. O hífen também deixa de ser empregado em alguns casos, dentre os quais quando o prefixo termina em vogal, e o segundo elemento começa com as consoantes s e r. Nesse caso a consoante é dobrada.
Teremos então palavras como antissocial e contrarregra. Se a última letra do primeiro elemento for diferente da do segundo, o hífen também sai, ficando semiárido e infraestrutura. Mas, se a última letra do primeiro elemento for uma vogal igual à primeira do segundo, emprega-se o hífen e teremos micro-ondas e anti-inflamatório. Esses são somente alguns exemplos.
A repercussão do Novo Acordo Ortográfico faz surgirem várias criticas, principalmente quanto ao termo "unificado", pois se levantam questionamentos a respeito do abismo existente entre os dois principais países lusófonos, mas vale esclarecer que, com o Novo Acordo, a diferença será apenas fonológica, assim como já há entre regiões dentro do Brasil.
Outras críticas vêm de Portugal. Há até Manifesto-Petição on-line rejeitando a adoção do Acordo. Eles questionam as motivações e temem os resultados que, segundo os portugueses, beneficiarão o Brasil, porque o poderio das editoras brasileiras passarão a concorrer com as portuguesas no mercado africano.
Quanto à política, o questionamento é o benefício que a unificação trará para ela e para a diplomacia dos países lusófonos. A ONU (Organização das Nações Unidas) pode adotar a Língua Portuguesa como oficial, o que seria uma estratégia para o reconhecimento e a promoção dos países participantes da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), principalmente no momento da defesa da posição do Brasil como membro efetivo do Conselho de Segurança da ONU.
Não é preciso preocupação em aprender apressadamente as regras. O prazo para adaptação é de até 31 de dezembro de 2012 (em livros, vestibulares, provas e concursos públicos). Aconselham-se um estudo das novas regras nos manuais que já estão à venda nas bancas e livrarias e um cuidado especial nas escolas, ao repassar o Novo Acordo.
Nair Cristina Cartaxo Leite.
Lingüista (UNICEUMA - Centro Universitário do Maranhão), professora de pós-graduação e Especialista em Língua Portuguesa e Literatura (Faculdade Atenas Maranhense).
Texto publicado na edição de hoje do Jornal do Cariri.
imagem: http://img522.imageshack.us/img522/4028/acordoortograficogf3.jpg
Artigo: "Uma Cidade em Reflexão"

Sempre acompanhando o dia-a-dia do nosso Crato, escrevo para jornais da região vários assuntos. Já denunciei o descaso com nossas praças, a não conclusão do estádio Mirandão, a construção de um terminal rodoviário intermunicipal, uma nova estação rodoviária, áreas de lazer nos nossos bairros, com o incentivo ao esporte, à dança, ao teatro, à musica. Um matadouro público, cinemas na cidade, um projeto de arborização envolvendo as escolas do município, estimulando as crianças e jovens de hoje ao cultivo de árvores, conseqüentemente, uma melhor arborização da cidade.
Instalação de bibliotecas nos sítios, distritos e bairros, como um despertar para leitura diária dos nossos jovens, de nossas crianças. Oficinas com os nossos mestres da cultura popular em nossas praças, em nossos bairros, em nossos distritos, bem como com os nossos artesãos, nos referidos locais da cidade, sendo essa uma maneira da criança, do nosso jovem sair da ociosidade, do vício, trazendo um enorme benefício para a formação cidadã dos mesmos.
Fiz essas colocações após os festejos carnavalescos, pois durante esses dias que antecedem a quaresma, “dei” várias “voltas” no centro da cidade e notei a ausência de estímulo, a carência de “alegria” para o nosso povo, “alegria” essa que presenciei há 20, 30 anos passados, quando a nossa gente, o nosso povo, esbanjava euforia em festejar o carnaval nas ruas Dr. João Pessoa, Miguel Lima Verde, Praças Siqueira Campos e da Sé. Domingo e terça de carnaval, os nossos bairros e o nosso centro da cidade eram só euforia com os ensaios das nossas escolas de samba, com a avenida decorada e iluminada, crianças, jovens, senhores, senhoras, vovô e vovó eram alegres foliões e os turistas “enchiam” a nossa cidade em casas de amigos, familiares e hotéis.
Quem animava? A nossa bandinha municipal, à frente o maestro Azul. Crato Tênis Clube, à noite, era pequeno para tanta gente. E na quarta-feira de cinzas descendo do Tênis e indo “pular”, “brincar” e sentir o orgulho, a alegria, a auto-estima de ser cratense, de ser feliz, na praça Siqueira Campos. Essa alegria, essa auto-estima, essa euforia, a nossa elite política tirou do povo, arrebatou. Justiça faço a dois ex-prefeitos que mantiveram, apoiaram, incentivaram de coração o nosso carnaval: Ariovaldo Carvalho e José Aldegundes (Zé Adega). Não só o carnaval, mas o esporte, a música, o São João... Quem há de esquecer a construção do estádio Mirandão? O Chama (Festival de Música Regional), o nosso futebol de salão próprio com o próprio Zé Adega presente ao lado da seleção do Crato? A prevenção para se evitar colapso de água na cidade com a construção de caixas d’água em vários pontos da cidade, as ladeiras de acesso aos bairros Caixa D’água e Casas Populares. Sede própria da Prefeitura Municipal, asfalto em nossas principais ruas, doação de terreno para as escolas de samba da cidade, Colégio Polivalente, atendendo um bairro inteiro que hoje é uma cidade.
Procurei trazer para os saudosistas e para aqueles que não viveram aquelas administrações, essas importantes realizações desses dois administradores nos anos 70 e 80, fazendo justiça aos mesmos, associando os dois a grandes carnavais vividos por nossa cidade em referidas décadas.
Jorge Carvalho
Professor e radialista
segunda-feira, 16 de março de 2009
BOLÍVIA: A PROFECIA SE REALIZOU

“Matam apenas a mim. Voltarei e serei milhões.”
Assim disse antes de ser executado o líder aymara Túpac Katari, 228 anos antes que 2 milhões de bolivianos aprovassem sua nova Constituição e assistissem dias depois à promulgação, diante do povo “e não mais entre quatro paredes”, como discursou o presidente Evo Morales Ayma, um descendente de Túpac Katari.
Por Marcelo Salles
Primeiro levaram toda a prata que puderam, começando por Potosí. As famílias dos escolhidos para as minas os acompanhavam entoando canções fúnebres – dificilmente voltariam a vê-los. Com a insalubridade, a maioria morria em dez anos com os pulmões enegrecidos e duros feito pedra.
A escravização dos indígenas foi sustentada pelo método do terror. Francisco Pizarro, um dos líderes da colonização espanhola, passou à história como um dos maiores facínoras de que se tem notícia. Uma de suas diversões era apostar com os soldados quem furava mais índios com uma só espadada.
A opressão enfrentou a resistência dos povos originários. Os líderes aymaras Túpac Katari e Bartolina Sisa comandaram dois cercos a La Paz, em 1781, com 40 mil guerreiros, e estremeceram o domínio espanhol. Apesar da valentia, o levante foi derrotado.
Os povos se recolheram, mas jamais abandonaram sua cultura e até hoje preservam hábitos e costumes dos ancestrais. Ao contrário de outras regiões, na Bolívia a maioria da população é indígena. Há lugares onde os idiomas aymara, quéchua e guarani são mais falados que o castelhano.
Outras rebeliões populares vieram até a independência em 1825. Simon Bolívar liderou a vitória sobre o domínio espanhol e semeou o sonho da Pátria Grande.
Queriam privatizar até água da chuva
A exploração não cessou, porém, nesta terra de imensas riquezas. Simón Patiño, o Magnata do Estanho, chegou a terceiro homem mais rico do planeta na década de 1920. Assim como no Brasil, a Inglaterra passou a principal beneficiária dos recursos naturais bolivianos – depois dividiria o botim com os Estados Unidos. Os sucessivos saques fizeram da Bolívia o país mais pobre da América do Sul.
A Revolução de 1952 reacendeu a esperança. As minas de estanho foram nacionalizadas, os hidrocarbonetos. Iniciou-se um projeto de integração nacional, mas não durou muito. A era neoliberal que varreu a América Latina teve início na Bolívia em 1985, quando se pôs em prática todos os ajustes recomendados pelo FMI e Banco Mundial, arruinando a proteção social, privatizando empresas e abrindo terreno para a especulação financeira – a mesma que provocou a atual crise mundial.
Para continuar a ler essa matéria e outras confira a edição de março da revista Caros Amigos, já nas bancas, ou assine a versão digital da Caros Amigos.
Azulão derrota Uniclinic com dois gols de pênaltis e assume liderança

Diante de um grande público presente ao estádio Mirandão, o Crato derrotou o Uniclinic por 2 a 0 e assumiu a liderança isolada da segunda divisão cearense com 14 pontos. Além disso, derrubou o único invicto da competição. O jogo foi bem movimentado e agradou o torcedor. Logo aos 12 minutos, em três lances seguidos por pouco o Crato não abre placar. Num deles com Assisinho chutando de fora da área e obrigando Claudevan a fazer uma grande defesa.
Aos 20 minutos, Assisinho caiu na área e a torcida reclamou um pênalti não marcado pelo árbitro Edson Galvão. Cinco minutos depois, o Uniclinic respondeu com Diego que recebeu livre e bateu em cima da zaga. No minuto seguinte, o técnico Maçal se viu obrigado a retirar Assisinho por contusão fazendo entrar Maciel. Aos 46 minutos o estreante Timóteo invadiu a área e foi derrubado por Claudevan. O árbitro viu pênalti, mas Procópio, outro estreante, cobrou para a defesa do goleiro.
No segundo tempo, o Crato partiu novamente para cima e abriu o placar com Maciel. Aos cinco minutos, Procópio foi derrubado na área por Diney e o atacante cobrou com paradinha e tudo para abrir o placar. Aos 8 minutos, um pênalti ainda mais claro e o árbitro não exitou em marcar. Procópio foi aterrado na área quando se preparava para marcar e Claudevan o derrubou recebendo cartão amarelo quando deveria ter sido expulso. Maciel cobrou aos 12 e marcou com categoria.
O Crato passou a administrar o resultado segurando a "Águia da Precabura" nas suas poucas investidas antes de cansar. O Azulão ainda sofreu duas baixas. Aos 21 minutos, Paulo Sérgio recebeu amarelo e foi o terceiro que lhe deixará fora do próximo e último compromisso cratense contra o Limoeiro, a exemplo do zagueiro Lau, que fez uma excelente partida. Na Classificação: Crato 14 pontos, Uniclinic 12, Guarani e Maracanã 11 pontos.
Pela primeira divisão, no sábado, o Icasa foi derrotado pelo Itapipoca, no Perilão por 2 a 1 com gols de Jorge Luiz e Bombom. O volante Jonas descontou para o verdão. Ontem, Guarany de Sobral 1 a 0 no Fortaleza com um gol de Elielton e, no Castelão, Ferroviário 4 a 1 no Ceará com gols de Ernandes, Wesclery (2) e Guto. Michel descontou. Classificação: Guarany 13, Ferroviário 9, Maranguape 8, Icasa, Boa Viagem e Fortaleza 6, Quixadá, Ceará e Itapipoca 3 pontos.
FICHA TÉCNICA:
Crato 2x0 Unilinic
Competição: Campeonato Cearense (Segunda Divisão - Fase Classificatória do 1º Turno - 7ª Rodada)
Local: Estádio Mirandão (Crato)
Data: 15 de Março de 2009
Horário: 16 horas
Renda e Público - não divulgados
Gols: Maciel (Pênalti) aos 7 e 12 do segundo tempo
Crato: Carlos Luna; David, Lau, Everaldo e Paulo Sérgio; Carlos Antonio, Daniel, Procópio (Marcelo Silva) e Edmar; Timóteo (Wescley) e Assisinho (Maciel).
Técnico: João Francisco Maçal
Uniclinic: Claudevan; Nonato, Douglas (Flávio), Lúcio e Diney; Ademir, Luiz (Espada), Diego (Mairton) e Marcos; Jailson e Maurílio.
Técnico: Daniel Frasson
Árbitro: Edson Galvão
Auxiliares: Albert Mota e Marcos Silva
Cartões Amarelos: Ademir, Diney, Claudevan, Nonato e Flávio (Uniclinic). Paulo Sérgio, Daniel, Everaldo e Lau (Crato)
OUTROS RESULTADOS:
Maracanã 4x2 São Benedito
Aracati 1x1 Limoeiro
PRÓXIMA RODADA:
TERÇA-FEIRA:
20:00 - Guarani x Uniclinic
QUARTA-FEIRA:
20:00 - Limoeiro x Tiradentes
SÁBADO:
15:30 - Tririense x Maracanã
16:00 - Uniclinic x Aracati
POr Demontier Tenório
Site Miséria
Notícias da URCA
Parceria da URCA e Fundação contribui para
valorização de acervo dos museus do Crato
A Universidade Regional do Cariri (URCA), por meio do Curso de História, estará iniciando em parceria com a Fundação Cultural J.de Figueiredo Filho, em Crato, nesta segunda-feira, dia 16 de Março, o Processo de Inventário do Acervo do Museu Histórico, com coordenação de Alessandra Bandeira, e Museu de Arte Vicente Leite, com coordenação de Rosana Xenofonte. O trabalho contará com a participação de 26 estudantes do curso de História. O inventário é de suma importância, segundo a coordenação do Museu, já que nunca foi realizado nenhum trabalho nesse sentido. Com esse inventário a Fundação espera melhorar o atendimento ao público, por meio de informações melhor fundamentadas. Essa é uma forma de valorização das peças existentes no museu, dando sua devida importância no contexto histórico. Os Estagiários aprovados para atuarem no trabalho de levantamentos de dados são os seguintes:
01 Soraia Santos Barbosa, 02 Emmanuela Harakanara, 03 Cícero Edinaldo dos Santos, 04 Janainna Fernandes de Souza, 05 Luiz Ozélio de Queiroz Damasceno, 06 Adriana de Freitas, 07 Julliane Gama dos Santos, 08 Marilyn Ferreira Machado, 09 Sara Cavalcante Moreira, 10 Maria Jarciária de Figueiredo Martins, 11 Melina Hianina Duarte Homem, 12 Francisca Jussara Maroto, 13 Marilena Máximo de Freitas, 14 Rosana Pedralino Batista, 15 Jaqueline Oliveira Lima, 16 Vanderlânia Soares de Sá, 17 Cícero José Alleci Baratta Pinheiro, 18 Mª das Dores da Silva Medeiros, 19 Luiz Soares da Costa Neto, 20 Débora de Morais Esmeraldo, 21 Aurineide Bezerra Alves, 22 Edvânia Ferreira Galvão, 23 Tiago Honorato dos Santos, 24 João Eudes Alcântara, 25 Francisca Rizaneide de Araújo, 26 Fábio André Barros Silva Postado por Alessandra bandeira
Pacto de cooperação mútua deverá ser
firmado entre a URCA e Prefeitura do Crato
Com a finalidade de selar um pacto de cooperação mútua entre a Prefeitura Municipal do Crato e Universidade Regional do Cariri (URCA), foi realizada reunião na última semana, no gabinete da Reitoria da Universidade, entre o Professor Plácido Cidade Nuvens, a Vice-Reitora, Professora Otonite Cortez, e o Prefeito Samuel Araripe, em que foram debatidos projetos que poderão ser integrados e desenvolvidos em parceria com a administração, otimizando a prestação de serviço público com profissionais qualificados, além de atuação na área de estágios, através das empresas juniores dos cursos da Instituição de Ensino Superior. A meta é que a parceria tenha uma abrangência que incorpore os diversos serviços de qualificação que a Universidade Regional do Cariri possa oferecer. O prefeito Samuel Araripe acenou de forma positiva para a parceria, recomendando a materialização das principais áreas a serem trabalhadas ao seu chefe de Gabinete, o advogado Cícero França, e ao secretário de Administração, Cristiano Siebra, que participaram da reunião, além da Pró-Reitora de Desenvolvimento Universitário (PRODUN), Cileide Araújo.
Carteiras para estudantes da URCA
A Universidade Regional do Cariri (URCA), através da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, como forma de facilitar a vida dos alunos da instituição, adotou o sistema de carteiras de estudantes. Para a solicitar a carteira, que tem um design com as cores da instituição, basta efetuar um depósito no valor de R$ 5,00 em nome da Universidade Regional do Cariri - URCA, na Caixa Econômica Federal ou em casas lotéricas, na conta nº 006-9, agência 0684., apresentar a guia de depósito na Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis – PROAE, além de preencher e entregar o formulário de solicitação, disponível no site da URCA (www.urca.br) entregar 01 foto 3 x 4 atual. O procedimento visa facilitar a vida do aluno e cada vez mais tem sido viabilizadas formas funcionais de uso da carteira, que dará vantagem ao estudante, além de ter sua identidade estudantil, como acadêmico
Recadastramento de
aposentados e pensionistas
Aposentados e pensionistas estão sendo recadastrados. Desde o último dia 09 que o processo foi iniciado. Os que se enquadram nessas categorias devem comparecer a uma agência do Bradesco para o recadastramento. A finalidade é facilitar e melhorar em todo o Estado a gestão previdenciária.
URCA realiza pesquisa sobre os
preços da cesta básica no Cariri
O menor custo da cesta básica na região, de acordo com pesquisa realizada através do Curso de Economia da Universidade Regional do Cariri (URCA), foi registrado na cidade de Barbalha, R$ 144,19, e o maior na cidade de Crato, R$ 168,17. O custo da cesta em Juazeiro do Norte foi de R$ 164,30, enquanto na cidade de Fortaleza, o custo da cesta foi de R$ 183,16. Em fevereiro, o custo da cesta básica no Cariri foi de R$ 158,88. O trabalho faz parte da pesquisa mensal do Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas do Departamento de Economia – CEPEC, da URCA, realizada por estudantes do Curso de Economia
No Cariri, um trabalhador que ganha salário mínimo precisou trabalhar 75,17 horas para adquirir os 12 produtos da cesta básica, em fevereiro. A quantidade de horas trabalhadas variou de 66,22 horas em Barbalha a 79,56 horas em Crato. Em Juazeiro foram necessárias 77,33 horas de trabalho para adquirir os produtos da cesta.
A cesta básica representa 35,71% do salário mínimo necessário para que famílias de dois adultos e duas crianças satisfaçam suas necessidades essenciais mensais. Os outros itens são representados pelos gastos em educação, saúde, moradia, transporte, etc. Na região, no mês de fevereiro, o salário mínimo necessário foi estimado em R$ 1.334,79. O menor valor foi registrado na cidade de Barbalha, R$ 1.211,32. Já em Juazeiro foi de R$ 1.380,30, e o maior valor foi registrado na cidade de Crato, R$ 1.412,76. Neste mesmo mês, em nível nacional o salário mínimo necessário estimado pelo DIEESE foi de R$ 2.075,55, que corresponde a 4,46, o menor salário oficialmente pago no país. Para maior detalhamento dos preços pesquisados, acessar tabela no site da URCA, no endereço www.urca.br.
Palestra aborda avaliação
sobre atual crise econômica
Será realizada no próximo dia 18, no Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri (URCA), das 19 horas às 21 horas,m a palestra “Um Olhar Histórico Sobre a Atual Crise Econômica”, ministrada pelo professor mestre, Darlan Reis, do Departamento de História da URCA
sábado, 14 de março de 2009
Icasa perde para Itapipoca

Itapipoca conquistou seus primeiros pontos no returno do Campeonato Cearense. Neste sábado, jogando em casa e sempre melhor do que o adversário, o time fez 2 a 1 no Icasa. O gramado do estádio Perilão estava encharcado e com muita lama. Mesmo assim, Dema fez grande jogada pelo lado esquerdo e deixou Jorge Luis em ótima condição para marcar o primeiro gol do Itapipoca, aos 12 minutos, em bonita cabeçada.Superior, o time da casa ampliou com o atacante Bombom. Ele driblou o goleiro Ari e só não entrou com bola e tudo porque não quis.O mesmo Bombom foi expulso no início do segundo tempo. O Icasa diminui, gol de Jonas após cobrança de escanteio, mas, apesar de insistir, não conseguiu o empate.Agora, após cinco jogos, o Icasa soma apenas seis pontos e ficou mais distante da classificação para as semifinais do segundo turno.
Blog de esportes do Jornal O Povo
Coluna Cariri deste domingo

ATACADÃO
Mais uma vitória econômica para o Cariri. Na última sexta-feira, o grupo Carrefour inaugurou sua loja Atacadão, em Juazeiro do Norte. A loja, completamente climatizada, possui uma área construída de 16.635m 2 , sendo 6.300 m 2 de área de loja, oferecendo 532 vagas de estacionamento, levando conforto e economia aos seus clientes. A instalação da rede Atacadão, no município, gerou 300 empregos diretos e mais de 650 indiretos, representando um incremento significativo no comércio de toda a região.
CRESCIMENTO
O engenheiro e professor universitário Jeferson Marinho esteve recentemente na cidade de Leon, Espanha, onde cursa o mestrando em Engenharia Ambiental. Jeferson é também construtor e vem apostando bastante que o Cariri terá um crescimento substancial no setor da construção civil, este ano de 2009.
ESPORTE
O empresário Zacarias Silva vem conduzindo aos trancos e barrancos o Icasa. O time, que não começou bem no Campeonato Cearense deste ano, vem contando com forte apoio da torcida para voltar a dar as alegrias que todos os icasianos esperam.
GENTE BOA
O professor Flávio Queiróz anunciando inscrições para seu mais novo curso de redação. Na Urca, professor Flávio é conhecido por ser amigo de todos, como se diz, gente boa, e um dos melhores nomes em termos de conhecimento da língua portuguesa.
CONCURSO
A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará – Adagri informa que já obteve autorização da Secretaria de Planejamento e Gestão – Seplag para realização do concurso público para contratação de 76 cargos de Fiscal Estadual Agropecuário e Agente Estadual Agropecuário, estando o lançamento do edital dentro do cronograma previsto. No momento, a Adagri está firmando contrato com a Cespe/UNB, que será a empresa responsável pela execução do concurso.
SUCESSO
O radialista Luís Paulo retornando com força máxima para o programa Tribuna do Povo, ao meio-dia, na rádio Araripe AM do Crato. A Pioneira está lentamente apresentando uma nova programação, com programas com muita informação. Luís Paulo apresenta o programa, levando a seus ouvintes um raio x das principais informações do Cariri.
PESQUISAS
A Agência Nacional de Petróleo (AN P) deve iniciar em 2010 estudos geológicos para saber se há ou não petróleo na Região do Cariri. O senador Inácio Arruda (PC do B) esteve com o presidente da ANP nesta última semana, e ouviu de Haroldo Lima que a agência tem interesse em fazer as pesquisas.
APICULTURA
Na última sexta-feira os apicultores caririenses estiveram reunidos na cidade do Crato. O objetivo do encontro foi o de debater a elaboração do plano de comercialização do mel produzido na região. O Cariri tem sido um dos mais importantes produtores de mel do Ceará. E a cadeia produtiva tem um forte crescimento na região. O seminário se deu no auditório do Sebrae Crato.
EXEMPLO
O engenheiro Procópio da Silveira esteve na última sexta-feira, no auditório da Associação Comercial do Crato, proferindo palestra sobre o tema “Estratégia de desenvolvimento sustentável: a eficiência da Sociedade de Água e Esgoto do Crato (Saaec) no abastecimento de água e coleta de esgoto em Crato”. Como presidente da Saaec, Procópio simplesmente inovou e deixou a empresa, antes falimentar, com um novo modelo de gestão.
VEREADORAS
Dias 26 e 27 de março, no Hotel Encosta da Serra, acontecerá I Congresso de Vereadoras do Cariri. O evento tem como objetivo discutir a questão de gênero e a efetivação de políticas públicas para as mulheres. A violência, orçamento público e elaboração de projetos serão outros temas, que com certeza, farão parte dos debate. No Cariri, foram eleitas, em outubro último, 88 mulheres vereadoras.
CURSO DE DIREITO
A Universidade Regional do Cariri (Urca), lançou, no Anfiteatro do Curso de Direito, as comemorações dos 35 anos De seu curso de Direito. A solenidade contou com a presença do Reitor da Urca, professor Plácido Cidade Nuvens, Pró-Reitores, coordenadores, alunos, o representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Emerson Monteiro, juízes, promotores, advogados e ex-professores do curso. O Professor Plácido Cidade Nuvens fez a abertura da mesa-redonda, como o tema “Revivendo a História do Curso de Direito”, composta pelo juiz aposentado e ex-professor, Alberto Callou, e o também juiz aposentado e docente, Manoel Soares Martins, que recebeu uma comenda de homenagem do Reitor pelos relevantes serviços prestados ao curso.
ESTRADAS DO MEDO
Apesar do forte investimento na criação de aeroportos, desde o surgimento do transporte de passageiros, o setor aéreo tem passado por maus momentos, a exemplo dos “apagões”. Os usuários têm, muitas vezes, de esperar horas à fio por um vôo, e até mesmo conformar-se aos não raros cancelamentos. A outra possibilidade é contar com o transporte rodoviário. Milhões de carros, motos e caminhões, fabricados exclusivamente por empresas estrangeiras, que cruzam as estradas e vias brasileiras. Neste setor temos um sistema de ônibus municipal, inter-municipal e inter-estadual onde não é rara a formação de cartéis. Para atender a uma parcela da população privada destes serviços, inventaram por aqui dois arranjos os: “moto-taxi” e as “lotações”. Perigosos, e até hoje não regulamentados, põem em risco diariamente a vida de seus usuários e dos outros motoristas. Mas por que não temos trem? Países desenvolvidos estão trançados por trilhos repletos de linhas e paradas de trem. Carros e ônibus? Para ir trabalhar ou viajar? Como dizemos por aqui: ”Só se for o jeito!”. Transporte barato, pontual, rápido e confortável lá, são os TRENS!
Desde a implantação das primeiras malhas ferroviárias no Brasil, era clara a estratégia de fortalecimento da indústria automobilística. Propositadamente, as bitolas dos trilhos eram diferentes, de estado para estado, evitando assim a integração da rede. O comprometimento dos “governantes” com seus financiadores de campanha, fez com que, ininterruptamente, recursos dos orçamentos públicos fossem investidos na construção de estradas e no asfaltamento das vias, ao tempo em que impediam as ações de crescimento e modernização das nossas mal amadas ferrovias. E não me venham dizer que temos trem... dois vagões? Uma via entre duas cidades? É muito, muito, pouco! A menos de 50(cinqüenta) anos era possível viajar, de trem, de Crato à Fortaleza e de lá a diversas cidades do interior do Ceará. Regredimos! Precisamos interessarmo-nos em conhecer, um pouco mais, sobre este meio de transporte tão popular há décadas em todos os países mais desenvolvidos, por suas qualidades incontestáveis. Precisamos de soluções urgentes, para as graves questões dos transportes aéreo e rodoviário, a exemplo da insegurança nas estradas e da regulamentação dos transportes alternativos. Entendermos as vantagens e desvantagens de cada sistema, pode vir à ser o caminho para cobrarmos melhoramentos que refletirão positivamente na nossa qualidade de vida e na das gerações que nos seguirão.
Dimas de Castro e Silva Neto
pela University of Birmingham e Professor do Curso de Engenharia Civil da UFC Cariri
Artigo: Ah, quem me dera ter o trem de volta!

Quem me dera ter o trem de volta! Quem sabe com o mesmo ufanismo que ele nos proporcionava no passado. Seria como que fizéssemos todos juntos, uma longa viagem no tempo pretérito sentados confortavelmente nas velhas poltronas do “sonho azul” ou até mesmo na dura rusticidade da sua 3ª classe. Viajar no trem do nosso passado era como passear na mais pura miscigenação das nossas raças, espalhadas pelos sertões adentro.
O trem era um grande encontro social. Uma mistura de conceitos e concepções das mais extravagantes e necessárias para a devida compreensão da vida, do mundo e de nós mesmos. O mais alto e mais puro sentimento de se estar no mundo, como bem dissera certa feita o poeta. O trem era para muitos, uma autêntica dádiva de Deus com o desiderato de amenizar as agruras dos homens.
Que me dera ter o trem de volta! Ouvir de novo as batidas do sino na estação nos dizendo que o mesmo não tardava a chegar ou que já estava prestes a partir. O eterno vai-e-vem da máquina de ferro, trazia e levava consigo sempre uma saudade dolente. Tristeza da partida, alegria do retorno carregado de notícias, riquezas, mercadorias e felicidades. A existência do trem oxigenava as nossas vidas com as suas repetitivas idas e vindas. Era ele, por assim dizer, um grande acontecimento social. Um agente da plebe humana sempre a desafiar as nossas monotonias. Um transgressor de toda a calmaria daquele nosso mundo interiorano. Dando amiúde, uma chacoalhada de entusiasmo nos nossos sentimentos capiau e provinciano.
Quem me dera ter o trem de volta! Como se nos fosse um mergulho profundo na memória. Um retorno aos mais belos e ditosos instantes da nossa meninice ingênua e descomprometida com a posteridade. Talvez uma nova chance para que pudéssemos aproveitar a contento, o melhor das coisas que deixamos para trás... Daquela mocidade alegre, embalada pelos ritmos alucinantes do êi, êi, êi da jovem guarda.
Tudo o mais reverberando em nós com a mesma emoção juvenil com que participávamos das velhas e saudosos tertúlias ao som das discotecas dos velhos vinis(LP’s, compact-disc) e, mais adiante das fitas K-7. Como se de novo estivéssemos todos reunidos no banco da pracinha para ouvir as cornetas da difusora Voz do Cariri com Luiz de França e Juarez de Melo em Missão Velha. Ou nos anos idos da Aurora quando se ouvia com raro prazer a Voz do Uirapuru de Moacir Pinto, a Voz do Araçá de Moacir Leite, bem como a mais recente Voz da Cidade com Luiz Domingos, Nenê Saraiva, Erisvaldo Gonçalves, Argemiro Teodósio e tanto outros que noutros tempos emprestaram sua voz, assim como sua inteligência para formatar a gênese da nossa incipiente comunicação provinciana e paroquial. Uma novidade das mais empolgantes para uma época em que toda e qualquer tecnologia sempre estivera inacessível ao nosso Cariri; que não fosse tão somente, a existência, quase como uma graça, do próprio trem apelidado que fora, com o epíteto dos mais sugestivos para expressar a verdadeira identidade da alma sertaneja – o de Maria Fumaça. Uma novidade com a qual se orgulhava toda uma geração que ontem, muito mais do que hoje, sonhava e ansiava com unhas e dentes, puder mudar o mundo. Uma juventude sonhadora diante de uma realidade diferente quase sempre festiva, menos agressiva e civilizada.
Quem me dera ter o trem de volta! Para que com ele, pudesse me redimir das minhas bobagens ante o meu passado. Reconciliar com todas as minhas primeiras namoradas e os meus velhos amigos de infância, de colégio e de futebol. Ouvir de novo o som apaixonante da discoteca dos parques de diversão: Maia, São Severino entre outros. Afinal foram tantos... Curtir as velhas canções que emocionavam o nosso íntimo, bem como a lambada do malabarista circenses - Aldo Sena, Pinduca, Vieira, Solano... Sintonizar o dial da Educadora, Iracema e Progresso para saber em primeira mão das novidaes e dos grandes sucessos do momento que durariam o ano inteiro.
A música também nos vinha pelo trem. Velhos ‘bolachões’ embrulhados em papel de presente ou à mostra, para que todos o vissem e constatassem quão belo e maravilhoso era o colorido e as letras garrafais da sua capa sempre com a inscrição “Disco é Cultura”. E era mesmo... Que nos diga as poucas e célebres gravadoras como: Continental, Tapecar, RCA Victor, Eldorado,Columbia, CBS, RGE, Emi-Odeon, Phonogram dentre outras. Época de ouro, onde a indústria fonográfica primava pela qualidade e não pelo emburrecimento premeditado da sociedade.
Quem me dera ter de novo o ruído gostoso, outrora quase inaudível da velha radiola de maleta( a pilha) e de madeira postas no canto da sala como um troféu, animando com doces melodias o romantismo de toda uma época sem maiores preocupações.
Esta saudade vai muito além daquilo que a linha férrea pôde hoje nos levar. Esta saudade é o verdadeiro trem do passado nos remetendo ao longe como uma carruagem de fogo, queimando agora a nossa falta de bom-senso e de bom-gosto. Uma fantástica máquina do tempo a la Júlio Verne a nos carregar para o fundo de todo tempo que mais desejamos alcançar.
Quem me dera ter o trem de volta! Para que, de novo menino, pegasse eu, bigu no trem do tempo como dantes. Ou permenecesse de novo em meio a multidão de curiosos parados na pedra da estação à esperar aquele acontecimento cotidiano. A pedra da estação foi naquele tempo o coração das nossas cidades. Local onde a sociedade se fazia de vez, igualitária e sociável sem que para tanto precisasse de nenhuma lei imperativa. O primeiro exemplo prático da chamada democracia do povo. O ponto mais atrativo e visitado da nossa urbe populacional. O vértice de todos os grandes e pequenos acontecimentos de uma época sem muitas novidades. A central do fuxico. O cordão umbilical que nos ligava tanto ao mundo, quanto as notícias e as poucas novidades que nos chegavam da capital.
Na pedra da estação aprendemos a acreditar na lonjura geodésica do mundo e das grandes invenções do além-fronteira. A estrada de ferro era a nossa bússola através da qual(ricos e pobres) podiam enfim se situar no mundo da política, da cultura e na história. A linha de ferro nos levava tanto ao mar quanto ao centro da terra como algo nos ligando diretamente ao sonho de uma vida possível e menos enfadonha. Fazendo-nos assim acreditar na felicidade, não apenas como mera utopia, mas como perspectiva de um futuro de grandes realizações. O mundo, a vida, o coronel, assim como o deputado, o padre, o presidente andavam todos no nosso trem do passado. O desenvolvimento andava de trem. Até mesmo o medo de uma geração inteira viajava nos vagões do nosso trem.
Por tudo isso, diríamos por fim, que o trem era a própria dimensão que as nossas mais alvissareiras concepções ingênuas e futuristas davam a ele.
A pedra da estação era o nosso sonho de consumo mais imediato. O ponto central e nevrálgico da nossa paz sempre infinita. O momento alto das nossas paqueras. Espaço livre para os desejos incontidos, beijos, abraços, acenos de adeus, sussurros de prazer, lágrima de despedida, sorrisos de encontro, redundância de “vai com Deus”, negócios financeiros, namoricos, casos de amor escondidos, roubalheira, crime e castigo.
A pedra da estação era um instante eterno de felicidade e festa. Pegar o trem, assim como deixá-lo ali na plataforma era uma conquista. Quase um momento de absoluta celebração.Era como se deixássemos o mais legítimo sentimento humanista povoar a nossa própria alma.
E uma vez dentro do trem, o mundo num passo de mágica, tomava um novo rumo... Ante os toques ritmados dos trilhos, o apito, o barulho das rodas sobre o ferro a deslizar para o oco do mundo. O balançar compassado do vagão, o freio, as coisas, os bichos correndo muito mais que nós. A lei da física fazendo de todos os passageiros da ilusão, meras cobaias para o devir. E nós, amando tudo aquilo do alto da nossa mais soberba ignorância ou quem sabe, doce ingenuidade.
O cobrador, o calor, o vento, o carro, as vilas e povoados às suas margens, rios, pontes e riachos, mata virgem, roceiros, espaços exíguo, cubículo cheio de gente como a própria pedra da estação que se deixou para trás. Tudo correndo, passando por nós tal qual o passado que ficou também a esperar por nós na pedra da estação.
Quem me dera ter o trem de volta! Para que na próxima estação pudesse de novo apreciar aquele formigueiro humano numa verdadeira exposição ao ar livre do que havia de melhor e mais tradicional na gastronomia cearense. Quisera degustar de novo, tanto com a boca quanto com os olhos aquele banquete da rica culinária sertaneja: O vendedor de água de pote bem dormida na quartinha com a aquele gostinho distante de barro. A macaxeira saborossíma de Missão Velha a que todos diziam ser do cemitério, talvez por só por isso fosse tão gostosa. Saborear de novo o pão-de-ló do Arrojado, o sequilho do Sabiá a se derreter na nossa boca.
A banana quase afrodisíaca de Baturité, o café aromático do Alencar, o rolete da melhor cana do Cariri, a tapioca de Lavras, a cocada e o alfinim da Ingazeiras, a batida do Crato e o tijolo de buriti. O pastel mais inigualável do Ceará só encontrado na estação de Aurora feito como mágica pelas mãos de Dona Vicência Maciel. Assim como o milho assado, a pamonha do lugar, o almoço nas bancas de madeira na parada de Quixaramobim. O peixe do Salgado seco e assado, o bolo de milho, o fiós, o chapéu de couro, o café torrado no caco, o amendoim, a castanha de caju, o gole da água da cacimba na caneca de flande, a tábua de pirulito de mel, o quebra-queixo no papel de embrulho, o chá de capim-santo, erva cidreira, a sopa de frango-capado, a galinha caipira, a rapadura, o Chouriço, o doce de gergelim. Tudo isso formava o universo dos sabores da terra contidos nas inesquecíveis viagens de trem pelo nosso Ceará de uma ponta a outra.
Um vai e vem que muito contribuiu para o engrandecimento de toda a região caririense. Do Crato a Fortelaza e de lá até Sobral ... Uma viagem, cuja saudade nem o tempo conseguirá apagar dos nossos sentimentos mais latentes. O trem portanto, é parte importante do nosso passado mais agradável, assim como das nossas reminiscências mais bonitas a tal ponto que as levamos conosco para sempre onde que estejamos.
O trem é toda a nossa memória afetiva, cujo fantasma do esquecimento total não haverá de apagá-la, porque pelo menos em nós, ela será eterna.
Difícil é se entender com qual maldade os nossos políticos, sob o lobismo dos magnatas dos transportes rodoviários e do poder político, em detrimento da maioria do povo, se dera a este ridículo papel de pôr um fim ao trem(cargueiro e de passageiro): símbolo maior do nosso progresso e da nossa história.
Enquanto o mundo avança com o trem, no Brasil se faz o oposto.
Quem me dera Aurora ter o trem de volta!...
Por José CíceroProfessor, poeta e escritor
Secretário de Cultura, Turismo e Desporto
Aurora-CE.
www.blogdaaurorajc.blogspot.com
www.jcaurora.blogspot.com
Aurora-CE.
imagem: blog do Democrato
Juazeiro presta homenagem a José Bezerra de Menezes
O prefeito de Juazeiro do Norte, Manoel Santana, entregou a Medalha de Honra ao Mérito do município ao patriarca da família Bezerra, Sr. José Bezerra de Menezes “in memorian”, em solenidade ocorrida no Memorial Padre Cicero, na noite d eontem. Trata-se da maior comenda do município, instituída no ano de 1.967, com a finalidade de homenagear pessoas que se destacam ou se desatacaram em suas atividades, contribuindo para o engrandecimento da cidade.
Manoel Santana, em seu discurso, fez questão de enaltecer a figura do homenageado como empreendedor, considerando que em tempos de agruras por causa da estiagem, foi José Bezerra, uma das vozes que se levantaram para que o DNOCS, amenizasse as conseqüências de tão doloroso período. Santana citou ainda o Bicbanco, instituição financeira criada por José Bezerra, que chega agora aos 70 anos, como um dos instrumentos de progresso de Juazeiro do Norte, se confundindo com a própria história de vida do homenageado.
A comenda foi entregue nas mãos do ex-governador, Adauto Bezerra e os agradecimentos em nome da família foram feitos pelo seu irmão e ex-vice governador do estado do Ceará, Humberto Bezerra.
Na sua fala, Humberto Bezerra fez uma saudação especial a mesa e complementou: “Senhor prefeito Santana Neto, com a humildade que Deus nos deu, agradeço, em nome da família José Bezerra de Menezes está homenagem “in memorian” ao nosso pai, concedendo-lhe a medalha de Honra ao Mérito desta cidade que ele tanto amou, e a homenagem prestada ao Bicbanco, pela passagem dos seus 70 anos de fundação.
Faço-o também em nome de todos aqueles que, direta ou indiretamente tem contribuído para o êxito de suas tarefas. Ela reflete, sem duvida, o carinho de uma convivência salutar. O juazeirense nos ensinou a trabalhar, nos trabalhamos, o juazeirense nos ensinou a vencer, nós vencemos. Agradecemos a Deus por sua grande misericórdia e por tudo que fez, faz e fará por nossa família. Abraço comovido ao prefeito Santana pela iniciativa desta homenagem que cala fundo no coração de todos nós da família” finalizou.
Liderança em disputa no Mirandão

Vencer o Uniclinic e voltar à liderança do Campeonato Cearense de
Futebol 2ª Divisão. Esta é a palavra de ordem no Azulão do Cariri. No
entanto, mesmo jogando em casa, o elenco sabe das dificuldades do jogo,
pois vai enfrentar o único time invicto da competição. Foram quatro
vitórias em quatro jogos, portanto, 100% de aproveitamento. O Crato está
em segundo lugar com 63% de aproveitamento, 11 pontos ganhos.
Para o jogo de domingo, o time cratense espera contar com o apoio da
torcida. Um grande público está sendo aguardado no Mirandão. O ingresso
da arquibancada custa R$ 6,00 e na geral R$ 3,00.
Além da boa campanha na competição, outro atrativo será o sorteio de
brindes para o torcedor que levar um quilo de alimento não perecível.
Entre os brindes uma camisa oficial do time.
O goleiro Carlos Luna foi o porta-voz da confiança do time. Ele disse
que paradigmas tem de ser rompidos. "Estamos jogando em casa e que manda
aqui somos nós. Vamos jogar com tudo em cima deles", disse, adiantando
que o coração é mais importante num jogo como esse.
O treinador João Francisco Marçal disse que o jogo será muito difícil,
afinal de contas vai enfrentar o líder, 100%, ganhou todas. "Eles são
favoritos. É assim que eles estão se achando. É importante que eles
venham dessa forma", afirmou, conclamando a torcida para apoiar o
"Cratinho de Açúcar" que "vai devagarinho, comendo por fora, e nós vamos
aos poucos alcançar o nosso objetivo".
João Marçal não confirmou o time que entrará em campo domingo, porém,
deixou a entender que vai repetir a onzena que venceu o São Benedito. O
time atuou com Carlos Luna; Lau, Daniel e Everaldo; Davi, Edmar, André e
Carlos Antonio; Assisinho e Maciel.
Fatos da História do Brasil
Litografia representando a batalha naval de Riachuelo (11 de junho de 1865)Nas décadas 60 e 70 – vigência do regime militar – a maioria dos professores das universidades públicas eram marxistas ou simpatizantes. E aproveitavam qualquer curso ou qualquer disciplina para – num “gancho” (expressão da moda àquela época) ou até mesmo uma frase solta - pregar a luta de classes como a “mola-mestra” da História. Ou, ainda, que não havia inteligência fora dos horizontes da esquerda. A maioria dos alunos embarcava naquelas mentiras. Raro foram os que tiveram senso crítico para escapar dessa falácia. Foi preciso chegar a 1989 – e com ele a queda do Muro de Berlim – para o mundo saber a real face do socialismo real.
Ainda hoje professores do curso de História procuram impor em salas de aula “novas interpretações” para a Guerra do Paraguai, o mais longo e sangrento conflito ocorrido na América do Sul. Ainda insistem em divulgar o questionável livro “Genocídio Americano, a Guerra do Paraguai”, de Júlio José Chiavenatto. Nesse livro consta que o imperialismo inglês manipulou o Brasil, a Argentina e o Uruguai, integrantes da Tríplice Aliança contra o ditador paraguaio Francisco Solano Lopez. Maus brasileiros continuam – ainda nos dias de hoje – afirmando ter sido Dom Pedro II o causador desse “genocídio”, sendo o imperador brasileiro o culpado pela morte de Solano Lopez. Nada mais falso.
Em novembro de 1994 ocorreu no Rio de Janeiro, na Biblioteca Nacional, o colóquio
“Guerra do Paraguai–130 anos”, no qual o pesquisador inglês Leslie Bethell – da Universidade de Londres – provou que o quadro econômico do Paraguai, no século 19, nunca incomodou a então poderosa Inglaterra. Bethel demonstrou, também, que a decantada ajuda dos bancos ingleses à Tríplice aliança não passou de 15% dos gastos brasileiros com a guerra.
Já o falecido professor Alfredo Arraes Alencar, em interessante artigo, esclareceu:
“A causa remota da guerra (do Paraguai) foi e megalomania de Lopez. Foi o seu ambicioso intento de conquistar territórios, a fim de estender seu domínio até o estuário do (rio) Prata. Para isso preparou-se largamente, armando o exército, construindo navios e levantando inexpugnáveis fortificações.
Declarou Lopez ao escritor espanhol Bermejo: “Sou soldado e tenho de declarar guerra ao Brasil. Se deixei que meu pai firmasse a paz, foi porque eu queria a glória de mostrar às repúblicas vizinhas que basta o Paraguai para derrubar aquele colosso”.
A causa próxima foi o apresamento do “Marquês de Olinda”, episódio ao qual se seguiu a invasão de Mato Grosso pelos paraguaios. Ao Brasil só lhe restava, evidentemente, o repelir a afronta pelas armas.
Autor de numerosas atrocidades, o ditador Lopez esmerou-se em crueldade no Morticínio de San Fernando, em agosto de 1868, quando, já em fuga e vendo traidores por toda a parte, julgou-se alvo de uma conspiração e mandou fuzilar, impiedosamente, dois irmãos (Benigno e Venâncio), um cunhado (Badoya), o bispo de Assunção (Palácios) e quatro ministros (Berges, Bruguez, Allen e Barrios), além de numerosas outras pessoas.
Duas irmãs do ditador e sua própria mãe foram encontradas (pelos brasileiros) prisioneiras, debilitadas por maus tratos, a espera de serem entregues a tribunais militares, conforme testemunho do Visconde de Taunay. O embaixador americano em Assunção, Wasburn, indignado, retirou-se do Paraguai, declarando Lopez “inimigo da humanidade”. O verdadeiro genocida. (Cfe. “História do Brasil” do Pe. Galanti, edição de 1905, tomo IV, página 600).
sexta-feira, 13 de março de 2009
Comissão da festa do Centenário de Juazeiro Norte quer receber sugestões – por Demontier Tenório
A Comissão Organizadora do Centenário de Juazeiro do Norte já conta com um blog e um e-mail destinados a receber sugestões para a festa. É o que informa o Secretário de Turismo e Romaria, José Carlos dos Santos (foto) que é coordenador executivo da comissão. O blog é: http://www.centenariodejuazeiro.blogspot.com/
Recentemente, o prefeito Manuel Santana publicou Decreto nomeando a comissão Organizadora do Centenário de Juazeiro a qual tem a seguinte formação: Geraldo Menezes Barbosa (Presidente), José Carlos dos Santos (Coordenador Executivo) e Renato Sousa Dantas (Secretário Geral). Os demais membros são: Daniel Walker Almeida Marques, Antônio Renato Soares Casimiro, Raimundo Rodrigues Araújo, José Reginaldo Duarte, Paulo de Tarso Gondim Machado, Glória Maria Tavares Macedo, Maria do Carmo Ferreira da Costa, Padre Paulo Lemos Pereira e as Irmãs Annete Dumoulin e Ana Teresa Stela Guimarães.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Juazeiro do Norte recebe loja do maior atacadista do Brasil
A região do Cariri ganhou a uma nova oportunidade de comprar barato.O maior grupo atacadista do Brasil, inaugurou na manhã de hoje, sua primeira loja, em Juazeiro do Norte e a primeira no estado do Ceará. O Atacadão, mania de vender barato, está presente em treze estados brasileiros e também no Distrito Federal, perfazendo, já com Juazeiro do Norte, no estado do Ceará, 51 operações.
A nova loja abre suas portas com uma estrutura moderna, climatizada, disponibilizando uma oferta variada de produtos, com um mix de mais de dez mil itens. O empreendimento possui uma área construída de 16.635m 2 , sendo 6.300 m 2 de área de loja, oferecendo 532 vagas de estacionamento, levando conforto e economia aos seus clientes. A instalação da rede Atacadão, no município, gerou 300 empregos diretos e mais de 650 indiretos, representando um incremento significativo no comércio de toda a região.
Para atender aos diversos segmentos do comércio, a presença do Atacadão, visa garantir o abastecimento aos comerciantes em geral de toda a região, como, mercearias, bares, restaurantes, redes de fast-food, mercadinhos, padarias, churrascarias, hotéis, hospitais e, inclusive, grandes consumidores, dentre outros. O preço justo, qualidade, atendimento e a variedade de itens, se soma à diversidade de produtos e ao grande estoque que permite ainda mais facilidade e economia de tempo. A grande variedade de produtos inclui alimentos em geral, conservas e enlatados, frios e laticínios, carnes e peixes, hortifrutigranjeiros, bebidas e refrigerantes, doces e biscoitos, cereais, higiene pessoal, limpeza, têxtil, utilidades domésticas, produtos automotivos e, também, pet shop.
Dentre suas facilidades, o Atacadão conta com a praticidade de seu amplo horário de funcionamento: de segunda a sábado, das 7h às 21h, domingos e feriados, das 7h às 14h.
Responsabilidade Social com o Meio Ambiente
Para estimular o reaproveitamento de material reciclável e contribuir para a preservação do Meio Ambiente, o Atacadão incentiva os consumidores que levem suas sacolas reutilizáveis ou outro tipo de embalagem para transportarem suas compras. Aqueles que não quiserem, podem comprar na loja a preços simbólicos, sacolas feitas com material oxi-biodegradável. A receita líquida, com a venda das sacolas, é revertida a ONG Doutores da Alegria, que há 17 anos levam alegria a crianças hospitalizadas. Esta parceria tem gerado doações significativas para a ONG continuar o seu trabalho.
MOSCAS-DAS-FRUTAS
As moscas-das-frutas são a principal praga de plantas frutíferas em todo o mundo, pois além do dano direto causado na polpa dos frutos também é responsável por barreiras quarentenárias impostas por países importadores de frutos frescos.
No Brasil a MOSCAMED , fábrica de inseto estéril localizada na Bahia, é a responsável pelo projeto. O Ceará tem um projeto piloto no município de Maurití, em parceria com o Banco do Nordeste. Por iniciativa da Adece – Agência de Desenvolvimento do Ceará e Adagri – Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará, o presidente da Biofábrica Aldo Malavasi, está desde o dia 09 no Ceará, apresentando o projeto aos produtores principalmente de fruticultores de áreas irrigadas. No dia 11 estará em Limoeiro do Norte e no dia 12, quinta-feira, haverá reunião na sede da SDA – Secretaria do Desenvolvimento Agrário, reunindo os participantes da Câmara Setorial de Fruticultura e técnicos engajados nessa atividade. A reunião terá inicio às 8 horas e deverá prolongar-se até às 18.
Semana Padre Cícero

O Secretário de Turismo e Romaria de Juazeiro do Norte, José Carlos dos Santos, anunciou a programação oficial elaborada para festejar os 165 anos de nascimento do Padre Cícero Romão Batista. O aniversário do sacerdote é no dia 24 de março, mas as comemorações já começam no dia 18 e se estendem durante uma semana. A expectativa da Prefeitura é ver um grande número de fiéis e admiradores do religioso participando desses eventos. A programação será aberta com a quinta edição da ExpoCícero às 19 horas do dia 18 de março, no Memorial Padre Cícero. Haverá apresentações da Banda de Música, do Coral Fênix e de uma Banda de Pífaros. No mesmo dia, também será abertura a Feira de Artesanato. Na quinta-feira, dia 19, o destaque ficará por conta de uma palestra a ser proferida pelo padre José Venturelli, no Memorial, sob o tema: "A Biblioteca do Padre Cícero". Em seguida, apresentação cultural do artista Ciço Gnomo, na Praça do Socorro.
PATATIVA DO ASSARÉ SERÁ HOMENAGEADO NA ASSEMBLÉIA
A Assembléia Legislativa realizará nesta quinta-feira (12), às 15 horas, sessão solene em homenagem ao centenário de nascimento do poeta Patativa do Assaré, que transcorreu no último dia 5 de março. No hall da Casa, serão exibidas em um grande painel fotos e trechos de poesias de Patativa, além da distribuição de uma cartilha sobre a vida do poeta. Para o deputado estadual, Vasques Landim, Patativa soube como ninguém relatar em versos, a realidade vivida no sertão nordestino. Ele disse mais que, no conteúdo da sua poesia, Patativa trazia o apelo popular, a voz daqueles que mais sofriam, dos desempregados do campo e da cidade. Apesar de ter sido um homem de pouco estudo, que sobreviveu da agricultura, o poeta recebeu o título Doutor Honoris Causa, concedido pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Estadual do Ceará (Uece) e pela Universidade Regional do Cariri (Urca). O deputado lembrou que a obra de Patativa foi estudada até pe los teóricos da Universidade de Sorbonne, na França.

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