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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Notícias da URCA


RELEASE - DIA 08-01-10

Lançamento do XII Encontro Estadual de História do Ceará acontece hoje, na URCA

Será lançado hoje, no Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri, o XII Encontro Estadual de História do Ceará, que acontece de 21 a 25 de junho deste ano, em Crato. O lançamento acontece pela manhã, às 9 horas, e na noite desta sexta-feira, às 19 horas. Na oportunidade também será lançado o site da ANPUH-CE e o primeiro número da EMBORNAL (revista eletrônica da ANPUH-CE ). Também acontecerá a chamada de artigos para o segundo número. O evento contará com a presença dos professores Altemar da Costa Muniz e Reinaldo Forte Carvalho, respectivamente presidente e vice-presidente da Associação Nacional dos Professores de História – ANPUH/Ceará, além dos corpos docente e discente do Curso de História da URCA.

O encontro estadual contará com a abertura no auditório da Educadora, com conferência marcada para as 19h30 do dia 21 de junho, com o professor Durval Muniz, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que tratará da profissionalização na ótica da ANPUH. Durante o dia será feito o credenciamento dos participantes. A noite de abertura também constará de apresentação cultural.

Mesas redondas com debates sobre museus, arquivos, pesquisas, ensino regional e produção do material didático, publicação no Ceará e arqueologia regional estarão sendo enfocados, além da realização de visitas programadas aos museus da região. Professores de diversas universidades e representantes de instituições estarão participando dos debates e realizando palestras e conferências. Durante o evento, que vai até o dia 25 de junho, também serão realizados mini-cursos com temáticas variadas. Também acontece neste dia, das 16h30 às 18 horas, a Assembléia da ANPUH-CE, no Memorial Padre Cícero, em Juazeiro do Norte e, em seguida, a Conferência de encerramento, com temática sobre Culturas políticas: ensaios de história cultural, história política e ensino de história.

Reunião para alunos de cursos da Plataforma Freire

O Pró-Reitor Adjunto de Ensino e Graduação da Universidade Regional do Cariri (URCA), George Pimentel, comunica aos alunos do Curso de Pedagogia da Plataforma Paulo Freire, que será realizada reunião em Nova Olinda, na Escola Padre Luiz Figueiredo, no dia 15/01/2010, às 18 horas. E para os alunos do Curso de Filosofia, no Crato, a reunião de abertura será hoje, dia 08, às 19 horas, no Salão da Pedagogia, no Campus do Pimenta/URCA.

I Colóquio de Geografia Agrária do Cariri Cearense começa dia 27

Com o tema ‘Sociedade, Natureza e as relações de produção no Campo’, será realizado de 27 a 30 de janeiro de 2010, o I Colóquio de Geografia Agrária do Cariri. O evento é uma promoção do Grupo de Estudos e Pesquisas em Geografia Agrária – GEA, que desde 2001 reflete sobre o espaço agrário, com enfoque nos debates sobre território Espaço e movimentos sociais e as diversas temáticas referentes à questão agrária. O GEA é composto por pesquisadores e discentes do Departamento de Geociências da Universidade Regional do Cariri (URCAP) e desenvolve desde sua criação atividades de leituras sistematizadas, pesquisas e atividades de extensão. O grupo tem como linhas de pesquisa, sociedade, ensino, gênero e reforma agrária. O encontro visa promover um espaço de debates e reflexões sobre: A questão Agrária, resistência e exploração; Relações Campo-Cidade; Educação do Campo; teorias e métodos da Geografia Agrária; Cultura, Gênero; sexualidade e Impactos Ambientais no Campo.


Contato:
Assessoria de Comunicação
Universidade Regional do Cariri - URCA
(88) 3102-1212 ramal 2617
www.urca.br - Elizangela Santos (88) 9915.3450
Crato, 08 de janeiro de 2010.

* Ao cair da tarde... (2)

Após assistir a partida de futebol entre as seleções de Crato e Juazeiro por mais um intermunicipal (2 a 2) com gols de Joãozinho e Jaime para Juazeiro e Chico Curto, duas vezes, para o Crato, dobro (agora a direita) a quina que dá acesso à Rua Rui Barbosa e adentro ao Parque de Exposição onde assisto, no picadeiro, apresentações folclóricas no comando de Seu Elói. Vou até o quiosque de seu Enoque onde saboreio um delicioso cachorro quente com uma cajuvita paulista vitaminada. Passo na barraca de Dona Iraci e bebo duas cervejas Astra. São 2 da madrugada, o movimento no parque vai diminuindo, saio pelo portão principal, sento um pouco na pracinha em frente. Retorno a caminhada. Caminho ao lado de seu Zé Inácio e seu Assis Ribeiro que se dirigem as suas residências. “Subo” o morro: o meu estimado Alto da Penha. Chegando na “bodega” de Seu Montecio: encontro Coló, Célio Silva, meu tio Oduvaldo, Chico de Anunciada, Chico Baixote, Denha, Bô, Boba, Luiza de Neco, João Bebin. Celio todo de branco, camisa passada, cabeleira intacta. Ao seu lado, Pedro Vinte Um dá a introdução para “Um sonho que passou” e a voz mais bonita que o Cariri já “teve” “emoldura” e “acalanta” a noite cratense como saudando e acalantando toda a cidade do Alto que traz o nome de sua Padroeira: Nossa Senhora da Penha. 4 horas da manhã: o galo canta (pela primeira vez na madrugada), caminho pelas ruas da minha meninice, da minha infância “gostosa”, “doce”, “meiga”. Adentro a Avenida Duque de Caxias, avisto a Igrejinha de São Francisco, Chico Viana “dá” as primeiras badaladas para a missa das 7 horas, celebrada pelo padre José Honor. Tomo um saudável banho e acompanhado do meu querido pai e de minha irmã Virginia Lídia me desloco para a santa missa. A felicidade “batia” a minha porta.

* Simulação

Jorge Carvalho
Janeiro
2010

Jovens aprendem a fazer instrumentos musicais no Crato



Curso de Construção de Instrumentos será o terceiro curso do Projeto Fazendo Arte e estão previstos a realização de mais 11 cursos incluindo diversas linguagens artísticas.


O Projeto Nova Vida (Crato) irá realizar mais formação na área de artes, desta vez será a produção de instrumentos musicais e teoria musical O curso será ministrado pelo luthier, arte-educador e coordenador da banda Sol na Macambira Jean Alex (foto abaixo),e terá como monitores os músicos Carlos Cícero e Maricélio Santos. Além do artista/educador do Projeto Nova Vida, Victor Brito que apoiará todo processo de evolução do curso.



O curso faz parte do projeto Fazendo Arte que é desenvolvido pela instituição Nova Vida e visa oferecer a comunidade do Gesso e de outras localidades da cidade do Crato o maior número de linguagens artísticas, visando gerar uma maior aproximação com o universo da produção e circulação da arte, proporcionando assim, formação sócio-cultural, através de ações de qualificação artística e fruição estética, objetivando combater os índices de violência, consumo de drogas e prostituição infanto-juvenil, fatores presentes na comunidade, e criando condições de acesso a arte e a cultura, através de oficinas, debates, visitas aos espaços de circulação das artes como museus, galerias, teatro, cinema, centros culturais, ateliês e terreiros de brincantes, utilizando esses instrumentos para promover transformações favorecendo o desenvolvimento do aprendizado e da cidadania.

Para o presidente do Projeto Nova Vida essa é uma grande oportunidade para que a juventude associe seus conhecimentos a uma prática efetiva.

A coordenadora pedagógica do Fazendo Arte e integrante do Coletivo Camaradas, Fatinha Gomes destaca que o curso de Construção de Instrumentos e Teoria Musical trará para o público envolvido uma grande experiência no contexto musical, social e educativo, pois reunirá num só curso importantes noções de cidadania,humanidade, emancipação, numa perspectiva ideológica de transformação e aproximação do fazer artístico universal.
Um dos intuitos do curso é a formação de um grupo de musical baseada na estética da cultura popular.

O Projeto Fazendo Arte tem como realizadores as instituições alemãs Aktionskreis Pater Beda, Kinder Missionswerk e a Missionswerk Die Sternsinger e o Projeto Nova Vida e a parceria da Universidade Regional do Cariri - URCA, Secretárias Municipais da Educação e da Cultura,Coletivo Camaradas e SESC.

Serviço:
Curso de Construção de instrumentos e teoria musical
Inicio: 13/01/2009
Horário: Tarde
Local: Projeto Nova Vida
Informações: 88232474

Terreirada Cearense no Rio



Queridos Terreirantes!

Dia 10 de Janeiro a Terreirada Cearense está de volta! E segue todos os domingos!

Forró de Raiz com a formação completa (Ranier, Beto, Geraldo, Marcelo, Filipe, Francisco e Cláudio),
Além de discotecagem de música brasileira e muitos convidados especiais!

CTO – Centro de Teatro do Oprimido
Rua Mem de Sá, 31 – Lapa (Próximo aos Arcos)
A partir das 20h!

BAIXEM AS MÚSICAS NO www.geraldojunior.palcomp3.com.br

Vem aí o Carnaval da Saudade do Crato Tênis Clube


Uma das mais tradicionais festas carnavalescas do interior cearense, o Carnaval da Saudade do Crato Tênis Clube consolida-se nessa sua 5ª edição como o evento mais esperado do ano. É através do Carnaval da Saudade que buscamos o resgate das antigas marchinhas, frevos e sambas dos carnavais que marcaram época e o "clube do pimenta" fica lotado de pessoas alegres e com muita energia, indo a festa terminar em um cortejo até a Praça Siqueira Campos,por volta das 6 da manhã.
Esse ano o tema da festa é a ecologia, porque preservar a nossa querida Chapada do Araripe é obrigação de cada um de nós.
Em breve venda de mesas e ingressos avulsos.
Informações: (88) 8816.3062

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Antonio Queiroz no Cariri Encantado desta sexta, 8 de janeiro


O programa Cariri Encantado tem como marca maior a pluralidade da música caririense. E, dentro dessa rica diversidade, às vezes é comum surgir algo singular (no sentido de especial, raro, extraordinário). É o caso, por exemplo, do músico Antonio Queiroz, que transita livre, leve e fagueiro por vários gêneros, ritmos e concepções musicais. Baixista e flautista, Antonio Queiroz fez ou faz parte de vários projetos musicais, dentre eles os grupos Dr. Raiz, Night Life, Glory Fate, Zabumbeiros Cariris, Post Scriptum e Na Estrada, além de ser músico acompanhante de vários intérpretes, como Geraldo Júnior e Camila Lenker. Isso tudo significa um balaio de influências, do regional ao universal, que faz funcionar uma verdadeira e poderosa usina sonora, incluindo ingredientes aparentemente díspares como rock’n’roll (do pop ao heavy metal), blues, reggae, baião, xote, xaxado e a genérica MPB.

Nesta sexta, 8 de janeiro, no programa Cariri Encantado, o ouvinte poderá escutar uma mostra dessa rica miscelânea musical e conhecer um pouco da vida e carreira desse jovem , porém respeitado músico caririense: Antonio Queiroz.

Roteiro do Programa
Todas as músicas que tocarão no programa têm a participação de Antonio Queiroz:

1. Cantoria de Reis (Antonio Queiroz e Júnior Boca), com Dr. Raiz
2. Para Lennon e McCartney (Lô Borges), com Rinaldo e Banda Na Estrada
3. O Sal da Terra (Beto Guedes), com Rinaldo e Banda Na Estrada
4. Caldeirão da Santa Cruz do Deserto (Dudé Casado e Hélio Ferraz), com Dr. Raiz
5. Estrela de Prata (Dudé Casado), com Dr. Raiz
6. Chuva de Janeiro (Geraldo Júnior e Beto Lemos), com Geraldo Júnior
7. Paixão de Abril (Geraldo Júnior), com Geraldo Júnior
8. Homens e Ratos (Valzinho) com No Divã
9. Have You Ever Seen The Rain (John Fogerty), com Night Life

O programa Cariri Encantado vai ao ar todas as sextas-feiras, das 14 às 15 horas, na Rádio Educadora AM 1.020 e na Internet pelo site cratinho.blogspot.com. O programa integra a agenda cultural do Centro Cultural BNB Cariri e é uma produção da revista virtual Cariricult.

Ficha técnica
Apresentação: Luiz Carlos Salatiel e Carlos Rafael Dias.
Redação e seleção musical: Carlos Rafael Dias, José Flávio Vieira e Luiz Carlos Salatiel.
Apoio Logístico: Jackson “Bola” Bantim.
Participação Especial: Jorge Carvalho e Huberto Cabral.
Operador de Áudio: Iderval Silva e Antonio Vieira.

Cariri coeso!

Luiz Domingos de Luna*
No sul do estado do Ceará pontua uma região que ao contorno de um solo rico, próspero, serve de habitat para os caririenses, são inúmeros os ecossistemas, uma flora bastante adaptada ao clima, todo um potencial pujante que ao largo da história um legado que envaidece ao estado.
O Processo de aglutinação social, cultural, artístico, literário, musical, esportivo, histórico é sem dúvidas o elo chave para um contrato social que tem a mostrar para o painel existencial um quadro de rara beleza para todos que têm a felicidade de conhecer a linda cariri!
Nos meandros da história, registre-se a força determinada dos padres Lazaristas, que deixaram o conforto da capital alencarina para construir o tecido social desta rica região, ao primeiro ponto de coesão social, que surge pela força destes pioneiros, seqüenciado pela Diocese de Crato que muito fez e está fazendo para a consolidação da unificação social, em seqüência O Cratense Pe.Cícero Romão Batista dá uma elastificada no conceito de Cariri, sem esquecer de betumar ainda mais o processo de coesão social.
Atualmente a URCA – Universidade Regional do Cariri – vem sendo a continuadora deste processo tão doloroso, mas, que tantos frutos têm oferecidos a todos nós carirenses, outrossim, é relevante dizer que, já se sente a falta de outras instituições comprometidas com a região como um todo, a quebra deste alinhamento histórico é de fato um grande prejuízo para todos nós de forma globalizada.
Não se pode, nem se deve pensar no cariri, de forma mesquinha, direcionada, pois o cariri nasceu como um bloco, um colegiado, um conjunto de pontos, quebrar este ponto de equilíbrio, de tonificação social é algo sempre nocivo para a totalidade para o conjunto e para o bem estar de todos os que habitam este ponto mágico no sul do Ceará – O Cariri cearense.
(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora – (CE)




A Paz - Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

Passou a euforia da festa de Natal e entrada de Ano Novo com todos a brindar e comemorar a chegada de 2010, com muita alegria. Todas as pessoas, independentes de religião ou crença, se motivam a ter esperança e sonhar com um ano melhor do que o anterior. Não adianta ficarem lamentando os erros do ano que passou, estes servem para o crescimento pessoal. Sonhar e procurar fazer um projeto de vida para se conseguir melhores realizações em todos os sentidos, é o desejo de todos. Todos almejam um ano com mais paz. Paz que é fruto da justiça. E essa paz tão desejada devia ser estendida por toda a sociedade.

No plano pessoal entendemos por paz um estado de espírito, onde não existe o ódio, a desconfiança e sentimentos negativos. A paz no sentido social é quando se pratica uma convivência harmoniosa com as diferenças em uma comunidade. No sentido bíblico, paz não é somente ausência de guerras, mas é especialmente uma reconciliação do homem com Deus. Em Jesus Cristo encontramos essa paz. E Jesus disse: “Eu deixo para vocês a paz, eu lhes dou a minha paz” (João 14,27). No momento em que a morte de Jesus está para acontecer, ele fala de paz e alegria. Paz é a plena realização humana.

Ao celebrar a missa no dia 31 de dezembro, o Papa Bento XVI disse que: “A paz começa por um olhar respeitoso, que reconhece no rosto do outro uma pessoa, qualquer que seja a cor de sua pele, sua nacionalidade, sua língua, sua religião. Mas quem a não ser Deus, pode garantir, por assim dizer, a profundidade do rosto do homem?” Continuou o Papa: “Na realidade só se tivermos Deus no coração, estamos em condições de detectar no rosto do outro, um irmão de humanidade, não um meio, mas um fim, não um rival ou outro inimigo, mas outro eu, uma faceta do infinito mistério do ser humano”.

A paz é um dom de Deus e todos desejam alcançá-la. Fazer a vontade Dele nos leva a essa paz tão desejada e se estamos de bem com Deus ficaremos preparados para viver em paz. “Em Romanos 5,1, Paulo nos diz que: “Assim, justificados pela fé, estamos em paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, “busquemos sempre as coisas que trazem paz e edificação mútua”. (Romanos 14,19)

A humanidade precisa de paz. Portanto se o coração de cada ser humano se abrir e procurar a paz que vem de Deus ficará mais fácil termos esperança em um mundo mais humano.

Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

Farra dos shows beneficia prefeitos do Ceará - Postado por Océlio Teixeira

“Grandes beneficiados – incluive nas urnas – pelas festas bancadas com recursos federais de emendas parlamentares, prefeitos defendem as vantagens desse tipo de política como geradora de renda e de divulgação do município.“O São João de Maracanaú passou o de Campina Grande (PB) e o de Caruaru (PE)“, defendeu o prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (PR).

O Município – segundo maior em arrecadação e quarto em população do Ceará – foi o que mais recebeu recursos para festejos em 2009 oriundos do Ministério do Turismo: R$ 2,17 milhões.

Em 2009, 68 municípios cearenses realizaram festas com os R$ 21,9 milhões mandados pelo ministério. Esse dinheiro, em grande parte, é garantido por emendas ao Orçamento da União destinadas por deputados e senadores. Para 2010, serão R$ 44,4 milhões só para festas no Ceará, garantidos por 19 parlamentares.

Como O POVO mostrou ontem, a Controladoria Geral da União (CGU) está de olho na prestação de contas desses eventos e já encontrou irregularidades – ainda não divulgadas.

Em Maracanaú, Pessoa -que é pré-candidato ao Governo do Estado – garantiu que essas festas foram licitadas e que geraram, em média, 200 empregos por evento.

Já o prefeito de Tejuçuoca, Edilardo Eufrásio(PSDB), alegou que existem recursos suficientes para outras áreas e que os destinados à cultura não podem ser realocados. Ele também argumentou que “suas” festas foram todas realizadas sob licitação.

O tucano defendeu ainda que um evento como o Tejubode pode ser distribuidor de renda, gerando cerca de 500 empregos. Se os recursos são muito elevados para essa finalidade? Edilardo defende que não. “Nós temos é que agradecer a Deus por este recurso, sem ele o município não conseguiria realizar as festas“, ressaltou.

Em Canindé, os R$ 500 mil vindos por meio de emenda do deputado Marcelo Teixeira (PR) foram comemorados pelo prefeito Cláudio Pessoa (PSDB). “Nunca antes uma banda como o Chiclete com Banana veio a Canindé”.

Mas nem sempre as festas são realizadas com recursos de fora. Para o Réveillon de Fortaleza, por exemplo, a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), abriu crédito suplementar ao Orçamento do Município de R$ 448 mil, em 23 de dezembro de 2009. ( Giselle Dutra e Thiago Paiva, especial para O POVO)

Municípios que mais receberam recursos federais para festas em 2009:

Maracanaú: São João – R$ 1,8 milhão; Carnaval e Festival de Maracanaú – R$ 300 mil.

Iguatu: IV Iguatu Festeiro – R$ 600 mil; Iguatu Junino – R$ 300 mil; I Festival da Juventude – R$ 300 mil.

Tauá: VII Festberro – R$ 600 mil; XIV ExpoTauá – R$ 400 mil; Carnaval – R$ 150 mil.

Pedra Branca: – São João – R$ 700mil; Carnaval – R$ 350.mil.

Novo Oriente: II Festa do Caju – R$450 mil; Festejos Juninos – R$ 350 mil; Carnaval – R$200mil.

Tejuçuoca: VIII Tejubode – R$500 mil; 4º Festival de Quadrilhas – R$300 mil.

Fonte: Portal da Transparência – Controladoria Geral da União (CGU).

Obs: Os dados referentes ao final do ano ainda não estão disponíveis. A data que consta é a da última liberação do recurso pelo Ministério do Turismo. Esta é apenas uma lista de festas, não uma contabilidade de municípios irregulares, uma vez que estes não foram informados pela CGU.”

Fonte: Jornal O POVO, via blog do Eliomar de Lima

Nota do Postador: É a velha política do pão e circo(aliás, mais circo do que pão). É incrível como existe dinheiro para esses megashows com bandas de forró e grupos baianos que não tem nada a ver com as tradicionais festas juninas do Nordeste e, ao mesmo tempo, falta dinheiro pra investir nas atividades culturais e nos grupos de cada município. Ao invés de se ter uma política permanente de educação cultural, prefere-se investir nesse tipo de festa que em nada contribui para a formação cidadã das pessoas. É lamentável.

COMPOSITORES DO BRASIL


“Meu samba é a voz do povo
“Se alguém gostou eu posso cantar de novo.”
João do Vale.

Postado por Zé Nilton

Devo dizer que considero João do Vale uma das figuras mais importantes da Música Popular Brasileira. Se é certo que em 1964-65, quando se realizou pela primeira vez o Show Opinião, os grandes centros do país tomaram conhecimento de sua existência e que lhe reconheceram os méritos de compositor, não é menos certo que pouca gente se deu conta do que ele realmente significa como expressão de nossa cultura popular.
Isso se deve ao fato de que João do Vale não é um compositor de origem urbana e que só agora se começa a vencer o preconceito que tem cercado as manifestações populares sertanejas. É verdade que em determinados momentos, com Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, essa música conseguiu ganhar o auditório nacional, mas para, em seguida, perder o lugar conquistado. É que o Brasil é grande e diversificado. Basta dizer que, quando João do Vale se tornou um nome nacional, já atinha quase trezentas músicas gravadas, que o Nordeste inteiro conhecia e cantava, enquanto no Sul ninguém ainda ouvira falar nele.

Lembro-me da primeira vez que o vi cantar em público, em 1963, no Sindicato dos Bancários, no Rio, convidado por Thereza Aragão. Dentro de um terno branco engomado, pisando sem jeito com uns sapatões de verniz, entrou em cena. Parecia encabulado, mas, quando começou a cantar, empolgou o auditório. Era como se nascesse ali o novo João do Vale que, menos de dois anos depois, na arena do Teatro Opinião, faria o público ora rir ora chorar, com a força e a sinceridade de sua música e de sua palavra.
Autenticidade é uma palavra besta mas é na autenticidade que reside a força desse João maranhense, vindo de Pedreiras para dar voz nacional ao sertão. Mas não só nisso, e não apenas no seu talento, como também em sua cultura. Há gente que pensa que culto é apenas quem leu muitos livros. No entanto, se tivesse tido, como eu, a oportunidade de ouvir João cantar as músicas sertanejas que ele sabe, veria que ele é a expressão viva de uma cultura. De uma cultura que não está nos livros mas na memória e no coração dos artistas do povo.
Ferreira Gullar, em Nova História da Música Popular Brasileira, Ed. Abril, 1977]

João do Vale será a nossa atração de hoje no Programa: Compositores do Brasil.
Vamos falar um pouco de sua vida enquanto ouviremos:

Pisa na Fulô, de João do Vale, Silveira Jr. E Ernesto Pires, com Ivon Curi.
Sina de Caboclo, de João do Vale e Jocastro Bezerra de Aquino, com Nara Leão
Carcará, de João do Vale e José Cândido, com Chico Buarque
Peba na Pimenta, de João do Vale, João Batista e Adelino Rivera, com João do Vale
A voz do povo, de João do Vale, com Paulinho da Viola
Coroné Antonio Bento, de João do Vale e Luiz Wanderley, com Tim Maia
O canto da ema, de João do Vale, Ayres Vviana e Alventino Cavalcanti, com João do Vale e Jackson do Pandeiro
Na asa do Vento, de João do Vale e Luiz Vieira, com Caetano Veloso
Pipira, de João do Vale, com Nara Leão e João do Vale
Estrela miúda, de João do Vale, com Amelinha e João do Vale
Fogo no Paraná, de João do Vale, com João do Vale
Xote melaubico, de João do Vale, com Marinês

Quem ouvir, verá!

Programa Compositores do Brasil
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Todas as quintas-feiras, às 14 horas
Rádio Educadora do Cariri
Apoio. CCBN

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Dia de Reis será festejado com grupos de tradição popular em Crato



Reisado Infantil do Mestre Aldenir (Foto: Allan Bastos)

Os mestres da cultura popular se encontram nas ruas e praças das cidades do Cariri, sítios e distritos, para festejar o Dia de Reis. Uma tradição religiosa antiga. Em Crato, depois de duas décadas, está sendo resgatada a Folia de Reis, que acontece um dia antes da data em casas de bairros da cidade. A iniciativa é da Fundação do Folclore Mestre Elói. Hoje, cerca de 10 grupos de reisado estarão na praça da Sé, no município, a partir das 19h30, fazendo apresentações, além dos personagens das lapinhas. O evento tem o apoio da Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude do Crato.

Segundo o presidente da Fundação Mestre Elói, Catulo Teles, estarão na praça na noite de hoje, cerca de 15 brincantes. Um momento importante de resgate das tradições, iniciado pelo seu pai Elói Teles, que há quase cinco décadas trouxe as apresentações dos grupos também para as praças da cidade. Ele ressalta a importância da Folia de Reis, que há duas décadas não vinha sendo realizada e é reiniciada de forma tímida, em duas casas, no bairro Seminário e no Mirandão. As visitas nas residências e as celebrações se caracterizam como um momento mais religioso, com rezas e cânticos. Estarão reunidos na praça os grupos tradicionais como o do mestre Aldenir, mestre Dedé de Luna, a lapinha de Mãe Celina, com mais de cinquenta anos, mestre Galego, mestre Antônio Guerreiro, mestre Severino, mestre Mazé, mestre Penha, mestre Expedita e tantos outros.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Crato

Skank, Jota Quest, Lulu Santos, Nando Reis: confira todas as atrações do festival Férias no Ceará 2010



Nando Reis (ex-Titã) será a atração do Crato, Jota Quest do Juazeiro e Lulu Santos de Barbalha

Pelo terceiro ano, o Governo do Estado do Ceará promove o “Férias no Ceará“, evento que reúne grandes nomes do pop-rock nacional em shows gratuitos. A partir de 7 de janeiro até dia 7 de fevereiro, os cearenses e visitantes poderão conferir apresentações de bandas nacionais na capital e em diversos municípios cearenses.

Um total de cinco atrações animarão as férias em 16 municípios, são eles: Jota Quest, Skank, Lulu Santos, Nando Reis e Biquini Cavadão. Os shows estão marcados para acontecer sempre a partir das 20h.

Programação de Janeiro de 2010
07 – quinta – Itapipoca – Jota Quest
08 – sexta – Quixeramobim – PRAÇA DIAS FERREIRA – Jota Quest
09 – sábado – Fortaleza – PARQUE DO COCÓ – Jota Quest
10 – domingo – Juazeiro do Norte – PARQUE DE EVENTOS PE. CICERO – Jota Quest
14 – quinta – Crateus – PRAÇA DA MATRIZ – Nando Reis
15 – sexta – Guaramiranga – PRAÇA DO TEATRO MUNICIPAL RAQUEL DE QUEIROZ – Nando Reis
16 – sábado – Fortaleza – PARQUE DO COCÓ – Nando Reis
17 – domingo – Crato – LARGO DA RFFSA – Nando Reis
21 – quinta – Iguatu – PRAÇA 7 DE SETEMBRO – Skank
22 – sexta – Sobral – BOULEVARD DO ARCO – Skank
23 – sabado – Fortaleza – PARQUE DO COCÓ – Skank
24 – domingo – Cascavel – PRAÇA – Skank
28 – quinta – Taua – PARQUE DA CIDADE – Lulu Santos
29 – sexta – Aracati – PRAÇA – Lulu Santos
30 – sabado – Fortaleza – PARQUE DO COCÓ – Lulu Santos
31 – domingo – Barbalha – PARQUE DA CIDADE – Lulu Santos

Postado por Janinha no Blog Cultura no Cariri

Jornal do Cariri homenageia uma das mulheres mais importantes da educação de Juazeiro do Norte

Por Nina Luiza Carvalho

Dona Assunção Gonçalves é um ser plural com vivências na arte, educação e cultura da cidade de Juazeiro do Norte. Educadora não só das letras e artes, foi para muito de seus alunos, um exemplo de mulher e determinação.
Maria Assunção Gonçalves, de 93 anos, foi batizada por Padre Cícero, em 1916. O pai, que era fumeiro, curtia os rolos de fumo dentro de casa, o que acabou intoxicando toda família. Seu tio e padrinho, José Xavier de Oliveira, muito amigo do Padre, aconselhou a família de dona Assunção a ir batizá-la com o Padre Cícero. Como ela mesma gosta de mencionar, sua família saiu dos troncos e raízes de ‘Joazeiro’ e pertence a 13° geração de Caramuru.

Quando ela nasceu, o Padre não podia mais celebrar, mas dava seus sermões em casa. Acabou sendo batizada com ele, mas sua unção foi com o vigário Esmeraldo, em 1917. Segundo ela, foi por causa do milagre do batismo que sobreviveu.

Moça de vida simples e órfã muito cedo, Assunção iria morar com uma das trabalhadoras que cuidava da casa, dona Zifinha. Mas sempre teve o apoio do seu tio José Xavier, tendo em sua prima Amália Xavier, um ícone de mulher. Declara que ela foi mais que prima, foi irmã e mãe. Precisou trabalhar desde muito cedo, surgindo dessa necessidade, o dom para as artes e a docência.

Lecionava canto, renda em bilros, retalhos, pintura, português e literatura. Foi através dessas interdisciplinares que cativou e cativa até os dias de hoje jovens e adultos pelo seu empenho à educação. É autodidata na arte de pintar. O quadro mais conhecido do Juazeiro antigo foi retratado pela mesma.

Com o diploma de Professora Rural nas mãos, ela já podia lecionar na Escola Normal Rural. Para ela, o tempo em que foi professora na Escola Normal foram seus melhores anos de vida. “Foi um tempo de muita atividade, que me entreguei inteiramente ao trabalho, que gostava porque tinha consciência do que estava fazendo. Me sentia a maior, dada a vibração de minhas alunas com os desenhos que fazia”.

Nunca foi casada e nem possui filhos naturais, mas para ela, todos os seus alunos e as pessoas em que cativas, tornam-se todos os seus filhos. Até os dias de hoje, dona Assunção nunca está só, sempre há amigos que lhe visitam todos os dias.

Afilhada de padre Cícero, lia para ele as orações e a bíblia. Para ela, foi um privilégio viver com ele. “Ele adorava crianças, era muito atencioso e simpático. Contava histórias, geralmente, sobre as coisas do evangelho, tentava sempre deixar coisas nas cabeças das pessoas que falavam de nosso Senhor”, afirma Dona Assunção. Sua morte já era esperada por ela, devido ao estado em que o mesmo se encontrava.

“Doutor Mozar já tinha desenganado. E todos os médicos que estavam na cabeceira dele diziam que ele tinha poucas horas de vida. Às 22 horas, meu pai mandou me chamar. Às 5 horas, acordei com o badalar dos sinos anunciando a morte dele. Saí pra lá, fiquei lá o dia todo”. Monsenhor Murilo também era um amigo muito especial. Afirma que ele sempre ia a casa dela e que conversavam sobre tudo.

É chamada pelos íntimos de ‘Nega’. Para a ex-professora Mundinha Paiva, Dona Assunção é uma amiga muito especial, querida pelos alunos e colegas de trabalho. “A Nega adorava ensinar, não tinha preguiça de passar o que sabia adiante, muito caprichosa e talentosa”, afirmou dona Mundinha.

Quando perguntada sobre o que mais gosta de fazer nos dias de hoje, afirma: “Gosto de receber meus amigos, de conversar, apesar da memória falha. De relembrar o passado, cuidar do meu gatinho e rezar”.

Fonte: site do Jornal do Cariri

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

EM CARTAZ: "A COMÉDIA DA MALDIÇÃO"



JANEIRO DE 2010

DIAS 06 (qua) e 07 (qui), às 19h30min
DIA 09 (sab), às 17h e 20h (duas sessões)
LOCAL: Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB) - Juazeiro do Norte-CE

DIAS 12 (ter), 13 (qua) e 14 (qui), às 19h
LOCAL: Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB) - Sousa-PB

DIA 28 (qui), às 19h
LOCAL: Teatro Violeta Arraes - Casa Grande - Nova Olinda-CE

ENTRADA GRÁTIS - INDICAÇÃO: 12 ANOS


SINOPSE:


Num pequeno povoado do interior nordestino, a linda jovem Ana Expedita, louca de paixão pelo Vigário Felizberto, vale-se de uma infalível simpatia para conquistar o coração do amado: serve-lhe café coado no fundo da calcinha. Com ele amancebada, é condenada à terrível maldição de virar Mula-sem-cabeça.

Sabendo da desgraça da filha, a rica viúva Fantina encarrega os homens da cidade da tarefa de descobrir como desfazer o encantamento e ganhar muita riqueza. É aí que Tandô, antigo namorado da viúva, se transforma em herói! Mas a menina não podia ver batina e...


ELENCO:


Cacá Araújo: Tandô
Carla Hemanuela: Zulmira e Mãe Luzia
Charline Moura: Irmã Francilina e Ladra
Jardas Araújo: Cantador
Jéssica Lorenna Gonçalves: Cibita
Joênio Alves: Dono da Bodega
Jonyzia Fernandes: Ana Expedita
Joseany Oliveira: Beata Carmélia e Leide Zefa
Josernany Oliveira: Brincante da Mula
Márcio Wilson Silvestre: Vigário Felizberto
Orleyna Moura: Viúva Fantina
Paulo Henrique Macêdo: Fotógrafo Jorjão
Tio Bibi: Padre Sebastião

MÚSICOS:

Lifanco (Violão e Viola)
Walesvick Pinho (Percussão)
Vinicius Pinho (Percussão)


TÉCNICA:


Texto e Direção Geral: Cacá Araújo
Assistência de Direção: Orleyna Moura
Cenografia: Artesão França
Sonoplastia: Cacá Araújo
Iluminação: Danilo Brito
Maquiagem: Carla Hemanuela e Joênio Alves
Figurino: Orleyna Moura e Carla Hemanuela
Guarda-Roupa: Luciana Ferreira
Operação de Som: Lillian Carvalho
Operação de Luz: Danilo Brito
Pesquisa e Arranjos Musicais: Lifanco
Produção Executiva: Mônica Batista
Produção Geral: Sociedade Cariri das Artes

ESTE ESPETÁCULO É PARTE DO PROJETO CENA BRINCANTE, DESENVOLVIDO PELA SOCIEDADE CARIRI DAS ARTES /CIA. CEARENSE DE TEATRO BRINCANTE – PONTO DE CULTURA DO BRASIL, COM PATROCÍNIO DO MINC/GOVERNO FEDERAL, SECULT/GOVERNO DO CEARÁ E SECULT/PREFEITURA DO CRATO


A fatoração existencial de Matriuska

São poucos os títulos de livros que se permitem ao mesmo tempo a secura e o êxito. “Matriuska” é um deles. Esse é o título do livro de contos do caririense Sidney Rocha, cuidadosamente editado pela Iluminuras. Eis um sítio arqueológico encravado bem no meio do deserto cotidiano das altas tecnologias de mercado. De dentro dos dezoito pequenos contos brotam mulheres únicas, mas uma como contigüidade da outra, e todas carnavalizadas diante do inusitado que é o des-significado da vida.

A linguagem de Sidney Rocha é absurdamente adulta, adúltera, adulterada. A descontinuidade; a fragmentação; a vertigem; o desvão; o abismo; a circularidade dos labirintos; a plenitude do asfalto; a exoneração categórica do compartilhamento dos armários de rodoviária; a solidão esquizóide de uma camisinha desencolhida pela descompressão de um saco de lixo; a inutilidade premente e sem culpa da última vulgata desapropriada pelo sagrado em rota de fuga; e muito mais, além do fetiche, é claro, fazem parte do universo literário que brota aos punhados nos contos de “Matriuska”.

A sintaxe particular de Sidney Rocha na realidade não é única, ela é um desdobramento arquitetônico em fluxo que atravessa também a sintaxe de uma gama de outros desconstrutores, tais como, entre tantos, Robbe-Grillet, Claude Simon e Philippe Sollers. Mas, o que de fato isso importa? Nada. Mesmo porque a abordagem temática é outra e as intenções de descarnar o enredo até o osso passam necessariamente por outras vias. Restam aí, pois, a esfinge das pequenas narrativas como texturas refinadas da grande história e a dessacralização da eloqüência temática como fonte única da grande literatura.

O tema recorrente de “Matriuska” é a inserção da mulher no seu cotidiano, sem afetações heróicas ou humanistas. São sonhos, desilusões, desejos e fetiches, expostos sem truques teatrais ou arcabouços monumentais. Apenas o ser e o estar, sem maquinações de laboratórios ou defesas brilhantes de teses que não servem absolutamente para nada. A ambientação é urbana. Demasiadamente urbana. O livro tem cheiro de ferro, aço, vidro, plástico e asfalto. A cor predominante é o cinza chumbo do concreto. As arestas, as janelas, o riso tímido e os ruídos, ficam por conta do imenso tráfico de humanidade que existe em cada metrópole, mesmo que a província esteja registrada na carteira de identidade.

O sotaque de Sidney Rocha é extremamente simpático e envolvente. Suas pequenas histórias são rápidas, mas são duradouras. São novas trilhas abertas nesse emaranhado literário contemporâneo. São contos pequenos na quantidade de linhas, mas são enormes em seu feitio artístico. Nem os maneirismos de vitrine, as soluções programadas dos Best-sellers, os mistérios cinematográficos e nem as patéticas claquetes da chamada cultura alternativa você encontrará aqui. Também não espere a natureza ser salva, a corrupção ser extinta, o capitalismo ser desmascarado, o povo ser celebrado através do resgate das raízes culturais. Muito menos a confissão mirabolante dos sete anões no caso de estupro da panaca branca de neve.

Sugiro que a sua leitura comece exatamente pelo conto que dá título ao livro, exatamente na página 23. Quando a personagem começa retirar da bolsa todas as suas importâncias, o leitor é apresentado a um escatológico desfile de objetos e fetiches. Eis o valor de uma lembrança. Eis o ser inserido em sua significativa insignificância. É só um lampejo. É só um fôlego. A partir daí, então, você terá um universo inteiro aos seus pés, pois literalmente o seu mundo será colocado de cabeça para baixo. Esse é um livro próprio para quem tem o hábito da leitura. Mais definitivamente: é um livro impróprio para quem não largou o hábito e vive de antigas sagrações

Notícias do Crato para o Dia 05 de Janeiro de 2010

Programa Bolsa Família em Crato retorna suas atividades normais próximo dia 11

O Governo Municipal do Crato em parceria com a Secretaria de Ação Social e Coordenação do Programa Bolsa Família, encerrou suas atividades de 2009, no ultimo dia 24 de dezembro. As atividades normais irão retornar na próxima segunda-feira, dia 11, salientando que o recadastramento do Programa só começará a ser realizado no próximo mês de fevereiro.

Tradicional cortejo de Dia de Reis acontece em Crato

O município do Crato finaliza a programação para festejar Dia de Reis, no 6 de janeiro, com o tradicional cortejo dos grupos de tradição popular. O trabalho será coordenado pela Fundação Mestre Elói, através do seu presidente Catulo Teles. O desfile dos grupos de coco, reisados, banda cabaçal e a queima da lapinha, acontecem no final da tarde, na praça da Sé, saindo do Centro Cultural do Araripe, onde todos os anos os grupos inicialmente se reúnem. A festa é uma das mais tradicionais da região e conta com o apoio e infraestrutura da Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude do Crato.

Secretaria de Cultura do Crato apóia o Cine Sesi Cultural

Com o propósito de fortalecer as práticas ligadas as produções do audiovisual e da arte cinematográfica no Cariri, o Cine Sesi Cultural iniciou ontem, segunda, dia 04 a oficina de Animação para Cinema (“STOP MOTION”) no auditório do Centro Cultural do Araripe. A oficina que terá duração de 20h/a – terminando na próxima sexta-feira, dia 8 - é gratuita e conta com o patrocínio do SESI, a parceria da Secretaria da Cultura, Esporte e Juventude do Crato e com o apoio do Ponto de Cultura Carrapato Cultural.

A oficina está sendo ministrada pela equipe do instrutor de cinema Diego Mascaro, e objetiva repassar o método de produção “stop motion”, que é a técnica de animação na qual o animador trabalha fotografando personagens e objetos. Confeccionados em miniaturas, geralmente em massa de modelar, papel machê ou “bisqüí”, os modelos são movimentados e fotografados quadro a quadro. Estes quadros são posteriormente montados em uma película cinematográfica, criando a impressão de movimento. A idéia é fazer uma reflexão sobre a produção cinematográfica do Brasil, enquanto , de forma lúdica, criar, se produzir vários curtas de animação. Os resultados dessa atividade serão mostradas nos dias 19, 20 e 21 de março, em tela grande, no Centro Cultural do Araripe no Largo da RRFSA.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Governo Municipal do Crato
Fone/Fax - (88) 3521.9960
Mais informações:


http://www.crato.ce.gov.br
http://www.prefeituramunicipaldocrato.blogspot.com

Órfãos de Padre


Nos dias de hoje, a Igreja Católica atravessa uma “entressafra” de bons Padres. A percepção é mais latente no momento da missa onde a celebração sai de sua “rotina”, o sermão. Nesta hora é que se percebe a qualidade do celebrante. No caso do Crato, e por que não do Cariri, desde a transferência de Padre Raimundo Elias para Europa, milhares de fieis ficaram órfãos de Padre.

Particularmente, como freqüentador assíduo de suas missas, achei na época do anúncio de sua ida para o Doutorado na Espanha, muito difícil encontrar um Padre que o substituísse a altura, mas guardava dentro de mim a esperança de encontrar alguém que passasse o “básico”. Básico significa para mim: alguém com formação e estudo suficientes para ter o compromisso de previamente organizar um sermão, baseado nas leituras da missa e que através destas deixasse aos presentes, dentro de um limite de tolerável de tempo, uma palavra de reflexão de uso prático. Resumindo: deixasse mensagens que eficientemente acrescentassem algo de motivante e real na vida de cada um.

Este desabafo é de alguém que buscou insistentemente um pastor. Fui a muitas paróquias, às vezes, em horários diferentes só pra saber se havia outro celebrante. Nada! Encontrei discursos vazios, mal organizados ou desorganizados mesmo! Frases superficiais e pouco, ou pouquíssimo, acrescentadoras. Faltava até credibilidade no que era dito pelo tom de descompromisso com o qual por algumas vezes se “jogavam” os trechos bíblicos. Comecei a achar que o problema era comigo! Não estava sendo tolerante o suficiente ou estava buscando uma cópia que simplesmente não iria aparecer do dito Padre. Comecei então a perguntar aos amigos e conhecidos onde eles assistiam a missas e se haviam encontrado um bom Padre. A resposta era sempre: “estamos indo a missa, mas os Padres...”

Neste mundo contemporâneo de tantas necessidades a maior delas deve ser a do alimento da alma. Principalmente num país em desenvolvimento como o nosso, a missa ou a celebração religiosa que seja, acaba por ser a única oportunidade de reflexão orientada de grande parte da população. Sem dúvida, a responsabilidade é enorme e os prejuízos podem ser igualmente profundos. Espero que com esse depoimento, alguns Padres procurem buscar o desenvolvimento de suas habilidades de oratória e renovar seus estudos bíblicos, filosóficos e psicológicos tão importantes na orientação de seu rebanho. Espero ainda que jovens vocacionados ao sacerdócio compreendam que seu público está mais atento ao que é oferecido, e que é preciso muito mais preparo e conhecimentos para alcançar os corações do povo de Deus.

Dimas de Castro e Silva Neto
Engenheiro Civil, Mestre em Gerenciamento da Construção
pela University of Birmingham e Professor do Curso de Engenharia Civil da UFC Cariri

Geopark Araripe impulsiona atividades para Conferencia Global na Malásia

Por Carolina Barros

Em 2006 o território que compreende mais de 5 mil km da Bacia Sedimentar do Araripe foi reconhecido como único Geopark do hemisfério Sul. A chancela concedida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), reconheceu a importância dos registros geológicos, paleontológicos, antropológicos, ambientais, paisagísticos e culturais que integram o patrimônio da região.

A aprovação da UNESCO, após os cinco anos, deve passar agora por uma nova análise. O processo que avalia o desenvolvimento dos trabalhos realizados para a consolidação do projeto Geopark Araripe já começou.Para manter o selo,a unidade deverá corresponder a mais de 50 critérios de desempenho obrigatório. Os itens serão somados em uma pontuação que levará em conta a qualidade das ações de desenvolvimento nas áreas de educação, gestão, meio ambiente e infra-estrutura.

Este mês uma comissão formada por representantes dos Geoparks internacionais, Ministério da Cultura e Ministério da Integração Nacional, junto a gestores da Secretaria de Cidades do Estado, URCA e do Geopark Araripe participaram do I Encontro Brasileiro de Geoparks. Na ocasião foram apresentadas as próximas etapas do projeto que passará a integrar a rede nacional, esta cuidará da criação de novas iniciativas para serem apresentadas durante a próxima Conferência Global em 2010 na Malásia.

A visita da comissão estabeleceu pontos importantes para o reconhecimento do Geopark Araripe,como apresentação da estrutura local aos representantes internacionais e estados colaboradores do Brasil. Artur Sá, coordenador científico do Geopark Arouca em Portugal se disse impressionado com o patrimônio fossilífero de Santana do Cariri.O encontro também facilitou o intercâmbio de conhecimento com novas experiências que vem acontecendo nos geoparks internacionais.

Atualmente está sendo executada uma ação para aproximar o projeto das comunidades da zona rural e do entorno dos geosítios, a idéia é integrar a população com as unidades. De acordo com Idalécio de Freitas, gerente do Geopark Araripe, a missão dos moradores destas áreas será “zelar pelo patrimônio e se constituir como ator social no processo de reconhecimento do Geopark.
Paralelo a esta iniciativa estão sendo realizados seminários em cada uma das seis cidades incluídas na área do Geopark Araripe, o objetivo é consultar a comunidade para elaborar o Plano de Ação.

O apoio científico está sendo repassado através de pesquisas de universidades como a URCA, UFC e UFRJ. Na última semana uma equipe de professores, estudantes e paleontólogos esteve visitando os geotopes para o reconhecimento das áreas. Outra parceira significativa será a do Ministério da Integração Nacional que prevê investimento de mais de 12 milhões no projeto.

Fonte: site do Jornal do Cariri

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Quase noite no Umari - Por Emerson Monteiro

Água e óleo não se misturam

Por Pedro Esmeraldo
Se de nosso lado, partimos para luta com alegria e ufanismo é porque desejamos alcançar o crescimento com equilíbrio e melhoria de produtividade com aptidões técnicas, e tudo isto sendo aplicado em todas as atividades políticas.

Quando falamos que somos contra certos atos inócuos e decrescentes "que inibem o desenvolvimento" olhamos com bons olhos as maldades que ocorrem na cidade, pois somos perseguidos por pessoas indecorosas que "constantemente" vêem nos enganando "com tapinha nas costas" imitando gato e procurando esconder as unhas, visto que o maior desejo é empurrar o Crato para o atraso, fixando-se na corrente emergente da estrada sinuosa impulsionando para o atraso. Nós, os cratenses, não reagimos aos insultos e permanecemos numa via pactuai, procurando convencer que os cratenses também pertencem a mesma origem e podemos contribuir com a mesma qualidade de trabalho a fim de alcançarmos o nosso objetivo.

Avisamos portanto, que não pertencemos a uma aldeia de índios para que venham nos atirar pedra constantemente, ameaçando esse povo que vive perseguido pelas artimanhas das cidades vizinhas. Somos fortes, não temos medo de enfrentar o barco e vimos contribuir com merecimento avantajado, não desejando cair no âmago do desespero. Mostramos que temos coragem de lutar com impetuosidade.

Prevenimos que cumprimos com a obrigação de defender a nossa terra, desincumbindo-se com esforço, com o intuito de proteger a cidade dessa política desvairada que afasta os seus verdadeiros líderes das atividades públicas. Deixam-nos esquecidos, devido a falta de apoio das autoridades de Fortaleza e permanecemos sem apetite e não temos coragem de investir atualmente no Crato. Notem bem, reclamamos o desinteresse pelas construções do Centro de Convenções e da estátua de Nossa Senhora de Fátima, que estão em marcha lenta, a passo de tartaruga, sem procurar apressar para enaltecer os ânimos do povo cratense.

Desejamos portanto, que o cratense seja mais esperto e não venha aceitar essa desigualdade acometida pelas autoridades de Fortaleza e que parece que estão esmorecida em investir no Crato e o seu desejo é ver o Crato amofinado, sem luta, deixando o povo esmorecido e sem esboçar nenhuma reação.

Pensando bem, se as autoridades se interessassem pelo Crato, ganharíamos limites favoráveis e estaríamos tão adiante que jamais poderíamos ser alcançados. Se os prefeitos passados, tivessem atividades políticas, não estaríamos sofrendo essa consequência desagradável, e os cratenses cruzariam uma linha de equilíbrio de progresso percentual.

Mas nada disso aconteceu! Esses prefeitos, excetuando-se Dr. Raimundo e o capitão Ariovaldo, de uma incompetência fora de série e não souberam administrar esta cidade com impetuosidade. Alguns deles foram pusilânimes, não olharam bem para o futuro. Houve tanta fraqueza desses homens que um deles teve hábito de colocar faixa com propaganda dizendo que seria o maioral: Um dia apareceu um senhor desejando investir no Crato com uma escola de ensino superior, solicitando do prefeito, um terreno para execução dessa obra universitária. Pasmem senhores, esse senhor negou o terreno para esse melhoramento, alegando que o diretor da faculdade não teria capacidade técnica de construir escola de nível superior no Crato e o Crato perdeu essa grande aquisição escolar e o povo cratense ficou andando em marcha a ré, mergulhado no caminho do atraso.

Agora mesmo, somos contrários a criação de outros municípios, já que não têm condições de jeito nenhum de se elevar à categoria de cidade. Olhem que esses pequenos municípios (sem estrutura) não marcham bem pelo caminho fértil do desenvolvimento. Acarretam a desordem administrativa, já que não têm condições de seguir as leis federais com pagamento salarial obrigatório e permanecerá com o pires na mão, pedindo ajuda ao poder central, que provocará o aumento de dívida interna, acarretando a alta de juros e a corrupção administrativa.

Para isto, publicamos aqui um recorte do Jornal Diário do Nordeste, do dia 10/12/09 na coluna de Neno Cavalcante, dizendo: Dos 184 municípios no Ceará, 162 estão na margem da lei, no que se refere ao preceito constitucional que nenhum trabalhador pode ganhar menos de um salário mínimo. O dinheiro só presta para as maiores esquisitices; principalmente para usufruto do prefeito. Não sobra nada para remunerar os funcionários com o mínimo de decência e de dignidade.

Notamos ainda, referente a área geográfica deste distrito, não tem condições de ser elevado a cidade. Também não devem invadir área de outros distritos, pois consideramos jogo sujo. Acontece também que nem toda a população é favorável e nem quer deixar de ser cratense e a maior parte diz: prefiro ser cratense do que ser serrano, outrossim, avisamos que o óleo não se mistura com água, devemos tomar cuidado para não esfarelar o nosso pensamento digno de bom cratense.