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domingo, 21 de novembro de 2010
A GUERRILHA ESTÁ FERVENDO!!! BAL'ARTES PRA TODO LADO!!!
sábado, 20 de novembro de 2010
Em defesa da narrativa
Convidado da 12ª Mostra Sesc Cariri de Cultura, o escritor Ronaldo Correia de Brito fala da influência da cultura sertaneja em sua obra e sai em defesa da narrativa tradicional
Revista Cult » A dialética da libertação: contracultura e sociedade unidimensional
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Revista Cult » A dialética da libertação: contracultura e sociedade unidimensional
VIVA A GUERRILHA!!! AVANTE, GUERRILHEIROS!!!
A cólera no Haiti e nos Haitianos - José do Vale Pinheiro Feitosa
Pela calha do Amazonas ela desceu, logo atingiu São Luis do Maranhão e nos caminhões de compradores de roupa da malha costureira de Pernambuco se espalhou no Nordeste. Aí vimos a expressão clara de que uma epidemia não é um fenômeno de um micróbio, ela é um fenômeno histórico, cultural, econômico e profundamente social.
Naquela época estava na Comissão Nacional que cuidava do assunto e conversei com muitos governadores da região. Joaquim Francisco de Pernambuco havia proibido comer peixe e tomar banho de mar. Resultado, matou uma das fontes de renda do Estado: o turismo. Fomos lá e mostramos que aquilo não tinha fundamento científico, que para pegar cólera num mar diluído, era preciso beber tanta água salgada que adoecia do volume e não da cólera. Que o peixe era apenas questão de higiene. Joaquim tomou banho em Boa Viagem para a imprensa filmar e fotografar e comeu uma boa peixada pernambucana.
Na Paraíba Cunha Lima passava por algo igual. Fizemos um plano para recuperar não apenas a cólera, mas a cólera que atacava o turismo da Paraíba. E mais ainda, não adiantaria se vangloriar que meu Estado não tem cólera para atrair os turistas amedrontados, o problema era de todos. Enfim a cólera é um problema de todos.
Esta situação do Haiti é muito mais do que um Terremoto, a desgraça política de um povo e a miséria de suas vidas. A cólera no Haiti é um crime da humanidade nestes tempos de salve-se quem puder. Tanto tempo e as verbas não chegam. Tanta desgraça e não tem efetivamente uma grande mobilização para ajudar o país. Tanta gente desempregada e os governos não têm a capacidade de estimular a esperança. Deixaram tudo abaixo da mão pesada e morta e dizem que invisível do mercado.
Olhem que a maior desgraça da cólera no Brasil, ali onde se viu a face terrível, igual a esta do Haiti, ocorreu em Fortaleza. Aliás, esta capital entre os anos 90 e esta primeira dezena dos anos dois mil, já sofreu dois grandes dramas inigualáveis: uma Epidemia de Cólera e uma de Dengue. Ambas sob a égide de Tasso Jereissati e sua grei. A Epidemia de Cólera apenas cessou quando os susceptíveis à doença se esgotaram, ou seja, quando todos os expostos à falta de água adquiriram a doença. O canal do trabalhador talvez tenha salvo o futuro da cidade e o Ceará tem uma proteção.
Só para se ter uma idéia: a cólera não atingiu o sudeste e o sul e a diferença foi água limpa para beber. O mundo é incapaz de dar água boa aos haitianos. Os haitianos têm razão de atacar o mundo. Dirão que é terrorismo, e alguém, com razão dirá: um terrorismo limitado e o outro, do resto da humanidade, provoca um genocídio em larga escala. E este genocídio no Mar do Caribe, tem o dedo infectados do EUA e ainda tem gente com antolhos e um espelho retrovisor olhando para as desgraças do comunismo soviético.
Nonato Luiz lança CD hoje no Cariri
O violão mais doce, potente e vibrante de Nonato Luiz vai nos encher de emoção nesse final de semana em Crato. O Cariri recebe “Estudos, Peças e Arranjos”, o mais novo trabalho do internacional violonista cearense e cidadão cratense. Assim ele se apresenta hoje no Teatro Municipal Salviano Arraes Saraiva.
Indicado como um dos melhores violonistas brasileiros da atualidade, Nonato Luiz nasceu em São José, distrito de Lavras da Mangabeira e, à partir de Fortaleza ganhou o mundo.
A música de Nonato Luiz reflete o seu estilo multicultural: sobre sólidas bases musicais nordestinas, passeia pelos clássicos, eruditos e populares, emprestando-lhes brilho, suavidade e muita harmonia. O título do álbum navega pelo esmero em um trabalho cuidadoso e rico em sons e ritmos, em música de grandiosa qualidade.
Em "Estudos, Peças e Arranjos" o violão de Nonato Luiz nos acompanha através da magia, do encantamento e da alegria de estar com ele. Em uma viagem que, juntos, nos transportaremos para um distante que não importa aonde vai se chegar.
Se devesse ainda persistir qualquer dúvida sobre a magia desta noite, ouça "Estudos, Peças e Arranjos” , executado por esse artista que adotamos como filho.
SERVIÇO
Show de lançamento do CD "Estudos, Peças e Arranjos" do violonista Nonato Luiz
DATA: 20 de novembro de 2010
LOCAL: Teatro Municipal Salviano Arraes Saraiva (Antigo Cine Moderno no Calçadão)
HORA: 20h
ENTRADA FRANCA
CONTATOS: Kaika Luiz - 8816.3062/9931.2138
Urgência da reforma política - Emerson Monteiro
A constante abordagem dos assuntos pela mídia enfraquece o conteúdo de palavras utilizadas, motivando o desestímulo quanto a matérias que, por vezes, necessitam maiores considerações e aprofundamento. De tanto se falar em determinados itens, nas pautas jornalísticas, resulta na inércia da acomodação e do costume, isso automatizando o som e o significado desses conceitos, envernizando, empalidecendo suas potencialidades.
Uma ocorrência do tipo fica por conta do falar em demasia na tão sonhada e propalada reforma política brasileira, há muito presente nos discursos e nas notícias, sem, contudo, levantar a cabeça do papel e chegar às vias da realidade real. A cada ano de eleição, falam-se multidões na carência de que o Brasil evoluirá quase nada em termos institucionais caso permanece distante a tal reforma política eleitoral.
De tanto ouvir, os ouvidos acostumam e perdem o interesse nos conteúdos entre quem escuta e o que dizem as palavras, até chegar a indiferença e acomodação das intenções de quem fala conteúdos expostos e pouco absorvidos, dada a sua profundidade virar apenas repetição de superficialidades pouco esclarecidas.
Reforma política, portanto, quer significar, acima de tanta fumaça jogada sobre sua importância, o passo inicial e inevitável para a qualificação da política, no que diz respeito à prática da cidadania plena, ou seja, o ato de votar e ser votado. Será ação fundamental para o saneamento verdadeiro das formas arcaicas viciadas de fazer política nas terras nacionais.
Somente uma boa reforma política oferecerá condições eficientes para a boa administração pública no nosso País. Através dela, dar-se-á o disciplinamento das votações, com a localização territorial das lideranças no seu espaço de influência social, evitando o perverso paraquedismo de candidatos estranhos invadirem o campo e anular o potencial autêntico das populações. Ela adotara, dentre as propostas, o voto distrital ou voto distrital misto.
E outros elementos a comporão, quais sejam, no meio de outros: A eliminação dos privilégios dos caciques, na hora da escolha dos candidatos dentro dos partidos. Eleição também dos suplentes de Senador. Aumento da representatividade, com escolhas proporcionais a todas as regiões, no Congresso Nacional. Redução da força eleitoral dos presidentes de partidos. Exclusão do foro privilegiado de políticos no exercício do mandato. Ampliação dos efeitos da chamada ficha limpa. Cortar em definitivo as regalias e mordomias dos representantes, e retorná-los à vala comum de onde nunca deveriam ter saído. Adoção do financiamento público das campanhas, com peso igual nos custos a todos os candidatos independente das diferenças patrimoniais, com o extermínio, bem na fonte, da famigerada compra de voto, excrescência e prostituição da consciência de cidadãos desavisados e corrompidos.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Mas que almoço indigesto! – Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Na Semana Santa de 1965, a convite de Wedner, conheci Alagoinhas. Bem depressa fiquei encantado com a beleza da cidade, pois me lembrou o nosso querido Crato. Cidade quase do mesmo tamanho da nossa, igualmente limpa, bem arborizada, repleta de praças acolhedoras com jardins bem cuidados. Além do mais, o português Agostinho Ribeiro da Silva, meu quinto avô pelo lado Esmeraldo, se fixou em Alagoinhas, tão logo chegou ao Brasil ai pelo final do século XVII. Além de tudo isso, fui distinguido com fidalguia pela hospitalidade dos pais de Wedner.
Foi uma semana inesquecível em que vivemos noitadas memoráveis. Depressa fiz amizade com dois jovens de Alagoinhas, ex-colegas de Wedner: Zenon e Homero, que posteriormente foram meus colegas na Escola Politécnica. Como a maioria dos baianos, eles tocavam violão e Homero tinha uma excelente voz. E todas as noites eu os acompanhava em serenatas pelas ruas da cidade até altas horas. Durante o dia, as moças pediam para que eles fizessem serenata na rua em que elas moravam.
No domingo pela manhã, dia do nosso retorno a Salvador, o senhor Lourival, pai do Wedner, me perguntou se eu já havia comido carne de sariguê. Perguntei a ele o que era sariguê, pois nunca ouvira tal nome. E ele me respondeu que era uma pequena caça que havia em abundância por lá e que iria ao mercado para comprá-la.
Achei o almoço delicioso. A carne preparada ao molho parecia com galinha cozida no caldo. Comi e ainda repeti.
Quando terminei o almoço, o pai do Wedner me perguntou por
que no Ceará a gente não comia sariguê. Respondi que não existia essa caça em nossa terra. Ele então me disse que tinha, e que sariguê era conhecido no Ceará por “cassaco” ou “gambá”. Passei o resto da tarde contendo a reviravolta do meu estômago.Mas sariguê não foi o único prato indigesto que degustei na minha vida. Quando trabalhava na Coelce, tinha como atribuição principal o atendimento aos políticos de todas as cores e ideologia um tanto quanto paupérrima. Então me especializei em engolir “sapos”. Por isso faço questão de passar longe de um cururu. E por segurança, não aceito comidas exóticas, pois pode ser que em algum lugar cachorro ou macaco tenham nomes que sugiram algo bem apetitoso.
Por Carlos Eduardo Esmeraldo
GUERRILHA DAS ARTES HOJE
PARA FAZER CRÍTICA NÃO TEM LIMITE
Antes pensava que lutava sozinho, mas noto que tenho seguidores em meu caminho.
Encontrei apoio moral do meu irmão Carlos Esmeraldo, engenheiro, professor que me deixou glorificado com as suas encorajadoras palavras que me vêem incentivar para continuar na luta e seguir com esperança o meu combate em defesa do Crato.
Ambicionava encontrar outra corrente de homens dignos e que queiram elevar o espírito diante da transfiguração de cidadão cratense. Por isso, desejo encontrar com amigos que venham auxiliar-me e levar o barco para fora das águas revoltas.
O que mais me impressiona é ver o Crato gigante e associado ao desenvolvimento que se faz, tornar-se estranho quando se vê a falta de decisão desses políticos que perambulam para lá e para cá, estendendo a mão mirrada aos políticos “inimigos da cidade”, dizendo “amém”, e entregando os pontos com muita facilidade.
Agora mesmo, fico com medo do retorno de um político pré-histórico que vive zanzando nas praças, falando mal de administrações passadas, como se a dele fosse uma figuração importante que fez medo do Crato cair na bancarrota e ficar perdido no seio da sociedade.
Em tempos passados, Crato sofreu da síndrome de homens despreparados para exercerem as funções políticas.
Procuro relembrar alguns homens do passado, já que foram notáveis em seu trabalho. Deixaram marcas indeléveis. Bem que queria vislumbrar o Crato de outrora.
Quero ver o Crato bem alumiado e enaltecido, forçando o cratense a lutar sem medo, gritando quando for preciso, com o desejo de transformá-la em modelo e que não venha cair no mesmo erro do passado, sem coragem de viajar, sem luta e sem arrojo.
Aqui todos são vítimas da perfídia, da discórdia e da calúnia, já que fica isolado dos benefícios governamentais que esperam transformar a cidade no mesmo modelo dos tempos passados, sem luta, apática e desencorajada.
E lembro-me das revoltas dos governadores pertencentes aos estados detentores do pré-sal que, por causa de uma simples perda de royalties alvoroçaram-se com gritos estridentes, reclamando seus direitos.
E agora, o perguntamos: por que esses políticos não lutam em defesa da terra? Por que se calam quando encontram os mais simples obstáculos? Por que em vez de trabalhar pelo filho da terra, preferem dar seu palpite pelo simples fator de permanecerem submissos aos açoites dos poderosos? Por que não reagimos a esses cruéis inimigos, virando as costas, mandando irem pescar em outro lugar?
Infelizmente, essas figuras do Crato estão esquecidas porque o homem pré-histórico acomodou o cratense moderno, amoldando-o à sua maneira, fez-se calar diante dos momentos sombrios e das dificuldades crescentes e que empurram o Crato para cair no abismo do esquecimento.
Crato, 19 de novembro de 2010.
Fragatas aos céus - José do Vale Pinheiro Feitosa
Só romper esta força onipresente, é um feito de sublimação desta nossa sólida vida. Horas passava, à sombra da minha casa, com o rosto voltado para o céu azul, olhando os urubus naquelas alturas. Transportando-me em imaginação para o que viam, os largos horizontes que ultrapassavam estas visões rotineiras do imediato mundo.
No Rio de Janeiro levei algum tempo para me despir do planar dos urubus. É que por aqui, especialmente nas zonas costeiras, planava outro tipo de ave. Mais leve e de maior altitude que aqueles urubus, que se apartavam do grupo e iam mais alto que o alto de todos. Levei tempo para me despir, mas desde o primeiro minuto lhe vi como uma ave de formato diferente: as asas eram anguladas e a cauda bifurcada.
Vendo aquele planador estranho tomava como referência os pterodáctilos das profundezas do tempo. Mas os seres voadores iam às alturas. Sobre os céus do Rio de Janeiro. Eram as Fragatas, Tesourões ou João Grande, que habitam as ilhas costeiras como o arquipélago das Cagarras. Que tem semelhança com nome substantivo “cagarraz” o mesmo que mergulhão e também de uma ave que habita a ilha da madeira, mas não se encontra nas Américas. O mais provável, até por que sua primeira notação foi num mapa francês (1730), com o nome de Ilha Cagade e depois um mapa português com o nome de Ilha Cagado. Na verdade o arquipélago é tingido de branco por tanto cálcio dos dejetos das aves comedoras de peixes.
As fragatas pertencem a uma das cinco famílias da ordem dos Pelecaniformes. A família fregatidae tem coloração geralmente preta, asas muito longas, estreitas e angulosas, além das caudas bifurcadas como uma tesoura. São aves de menos peso por unidade de superfície da asa. Os ossos são pneumáticos, leves e elásticos e elas nunca pousam na água pois encharcam rapidamente e nem nas praias. Descansam pousadas em ilhas, empoleiradas ou sobre rochas. E o mais espetacular dos sonhos, descansam planando.
A fragata que vive no Rio de Janeiro é a Fragata magnificens, e confirmo o sentimento do ornitólogo que assim a nomeou. Elas podem atingir 106cm de comprimento e suas asas têm uma envergadura que supera 2m. Na última quarta feira, num dia de chuvas, com tempo de suspender coisas leves nos ares, fui visitar um amigo no Leblon e da varanda do apartamento dele meus sentimentos voaram. Arrebatados do rés do chão das conversas políticas e técnicas.
Centenas de fragatas magnificens, em grupos como as praças do interior em noite de festas, em alturas distintas e separados no espaço generoso do céu. Elas giravam em eixos imaginários em cada grupo. Tomavam os céus do Rio de Janeiro entre o Leblon e o Morro Dois Irmãos. Aquilo efetivamente era um Avatar da natureza, por sobre o concreto armado e distante das pedras onde descansam. Mas não repetirei a ciência: as fragatas não descansavam. Elas festejavam a oportunidade do ar ascendente e nele tirava a seiva lúdica do viver. O lúdico esquecido nesta danação do trabalho cá embaixo entre os homo sapiens.
Pensamento para o Dia 15/11/2010

“A essência das virtudes, bons pensamentos e amor deve ser oferecida a Deus como um fruto cultivado pelo seu próprio Sadhana (exercício espiritual). O mundo será beneficiado por um indivíduo que tenha boa conduta. Se começa a pegar fogo em uma árvore na floresta, esse fogo não irá parar depois de queimar essa única árvore. O fogo irá se espalhar e queimar a floresta inteira. Do mesmo modo, se há um indivíduo que possui más qualidades, ele irá danificar toda a comunidade, além de se arruinar. Por outro lado, se houver uma árvore que esteja carregada de flores perfumadas, ela irá preencher toda a região com boa fragrância. Da mesma maneira, se houver um indivíduo com um nobre código de conduta, ele não somente irá melhorar a si mesmo, mas também irá melhorar toda a sociedade ao redor dele através de sua boa conduta.”
Sathya Sai Baba
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Edil de Fora - José do Vale Pinheiro Feitosa
“Pessoal, vocês têm de entender que o Crato é final de linha; só vai ao Crato quem tem negócios lá”. – Frase dita pelo Prefeito do Crato segundo relato de José Nilton Mariano Saraiva.
Logo que li o texto do Mariano, fui fazer uma caminhada matinal. Enquanto andava uma palavra martelava minha cabeça: Juiz de Fora. Segundo a Wikipédia: “O Juiz de Fora Parte (ou simplesmente Juiz de Fora) era um magistrado nomeado pelo Rei de Portugal para atuar em concelhos onde era necessária a intervenção de um juiz isento e imparcial, que normalmente seria de fora da localidade. Em muitíssimas ocasiões, os juízes de fora assumiam também papel político, sendo indicados para presidir câmaras municipais como uma forma de controle do poder central na vida municipal.”
Segundo o Houaiss Edil é um regionalismo nordestino, mesmo que seja um diacronismo obsoleto, é o mesmo que prefeito. E então temos o Edil de Fora. Pode-se chamar de Prefeito de Fora, com a mesma conotação do Juiz. No nosso querido Ceará esta instituição corrompida existe à sorrelfa.
Eleitos pelo povo para exercer o poder político dos municípios, não só das cidades, mas dos seus miseráveis e revoltados distritos, muitos prefeitos não moram por lá. Vivem em Fortaleza ou noutra cidade mais favorável à sua vida particular e familiar. Só dão atenção aos problemas dos seus municípios em alguns dias da semana, muitos chegam no final da terça e somem na quinta antes do sol se pôr.
A rigor é um prefeito terceirizado. Que apenas administra como se o município fosse apenas um negócio. E não é: é um problema coletivo, cheio de contradições e desejos de melhoria. Se fosse para administrar o fluxo de caixa, bastava apenas um contador juramentado. Se fosse para tornar em negócio a saúde, a educação, a segurança patrimonial, as obras essenciais, bastariam técnicos. Cada um cuidando das tecnologias necessárias e de seus custos.
Ora, bolas, o problema é político meu filho. Cada um tem o direito à vida que quer mas não faça o modelo dela um símbolo para as pessoas que amam e vivem nos seus municípios. Elas não estão ali apenas para receber serviços, elas acordam, respiram, se alimentam e dormem num mundo completo: com ruas, carros, escolares, alegrias, festas, esperanças e desejo de construir.
O Edil de Fora é uma aberração e o extremo da “corrupção” do papel político da autoridade mais importante das pessoas: o Prefeito. As pessoas, não respiram no Brasil e no Estado: elas vivem mesmo é nos municípios. As estrelas que brilham ali podem brilhar noutros lugares, mas os olhos que as vêm são daquele território.
Ergue-se uma Esperança de Luz - José do Vale Pinheiro Feitosa
Pelos gritos dos que estão em partes distantes da imensa estrutura dando notícias da articulação de partes tão separadas. Já se percebem espirais metálicas sobre a superfície em etapas que se afila para os céus. Os olhos não têm dúvida: ali se edifica aquelas luzes que atrairão milhões de pessoas por força do natal.
A orla da Lagoa Rodrigo de Freitas se tornará num grande berçário de gentes. E gentes e seus automóveis estacionados de qualquer modo, da fieira incontrolável de engarrafamentos sem que os apitos dos guardas de trânsito nada possam. Os guardadores ganharão o seu terceiro mês de pobreza, igualmente as barracas, as pipoqueiras, tanto coco que o coqueiral do nordeste se esvaziará.
A árvore de natal da Lagoa, estamos observando, é uma paulatina construção. Uma montada de partes e eventos distintos a cada passo. Um esforço tão descomunal que logo se imagina quão importante ali se monta um grande símbolo. Um símbolo salvador. Um símbolo, quem sabe, de esperança. Um quê de alegria que contaminará as tristezas da dura realidade.
Uma festa materializada neste esforço descomunal de tantos homens pendurados. De tanta gente no interior de vigas, nas entranhas como uma trama digestiva que parece tornar aqueles seres frágeis num trânsito fisiológico. Um paradoxo entre eles e os mineiro aprisionados das minas assassinas do mundo. Os homens digeridos por alguma coisa que não se sabe bem qual a razão.
Mas é inegável que sobre esta infra-consciência do hoje observado se ergue uma grande festa. Um grande espírito do tempo, dos cursos cotidianos numa grande apoteose de liberdade e opções. Ali se erguerá a alegria com substrato, um riso provocado por algo efetivo.
E toda esta imensa construção, materializada na estrutura da árvore de Natal da Lagoa, se esparramará como um leite de rosas no coração das pessoas no dia solene de sua inauguração. Adoçará a virtude do dia e esquecerá o fel dos idos e dos acontecidos. Como uma excelência a substituir tantas coisas detestáveis no cotidiano.
Um símbolo de amor. De agradecimento. Um símbolo completando as falhas de tantos poentes. Um sinal de luz e amplitude a céu aberto muito além das paredes apertadas dos domicílios hodiernos. Como se tudo que se martela o tempo todo se esquecesse por causa deste símbolo de luzes.
Afinal, a edificação da árvore é o maior neon do comércio. Esta festa de esperança que todos cultuam em cada prateleira. Nos papéis especiais de embrulho. Sob árvores das salas humildes. Da cidra gelada a lembrar champagne. Na rabanada que engorda mais estas vidas adiposas.
As dívidas, como um cordão de rosário, a amarrá-los na trama que não permite rupturas na corrente. E no ano seguinte, repetirão os mesmo passos.
GUERRILHA CARIRIENSE SEGUE ATÉ O DIA 27 DE NOVEMBRO
| Cena de "Braseiro", Cia. Yoko de Teatro, direção de Yarley de Lima, que estreou na guerrilha no dia 12.11.2010 |
20h30min - Arena: CABORÉ (Livre, 50min), Cia. Desabafo de Teatro, de Juazeiro do Norte-CE
20h30min - Arena: AVENTAL TODO SUJO DE OVO (12 anos, 70min), Grupo Ninho de Teatro, de Juazeiro do Norte-CE
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
COMPOSITORES DO BRASIL

O SAMBA CANÇÃO
Parte II
Por Zé Nilton
- Siga a partitura, Zezinho, isto não está ai ! Este foi o meu primeiro carão recebido de um Pe. Ágio furibundo porque ousei inverter uma tonalidade que o meu ouvido pedia no samba canção “Ave Maria no Morro”. Talvez seja por isso que ainda hoje torço o nariz para inversões às vezes descabidas nas estruturas rítmicas e de tonalidades que se fazem em certas músicas. Só fico vidrado nas repetições joãogilbertianas porque ele repete inovando em acorde, em timbre de voz, na batida e vai por aí.
Pode vê, ou melhor, ouvir os 9 minutos e seis segundos de “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso, interpretado ao vivo no 19 th Montreux Jazz Festival, no dia 18 de julho de 1985. João se superou em tudo, viveu todas as suas excentricidades neste show.
Bom, mas o assunto aqui é o Samba Canção, e nesta segunda parte vamos seguir um roteiro idealizado pelo mestre Tárik de Sousa.
Nesta quinta feira, às 14 horas na Rádio Educadora do Cariri, no programa Compositores do Brasil, conversaremos, nesta última parte, sobre o ritmo e seus defensores, suas mudanças e permanência, enquanto ouviremos:
A NOITE DO MEU BEM, de Dolores Duran com Dalva de Oliveira
A VOLTA DO BOÊMIO, de Adelino Moreira com Nelson Gonçalves
BOM DIA TRISTEZA, de Adoniran Barbosa e 12. VINGANÇA, de Lupicínio Rodrigues com Linda Batista Vinicius de Moraes com Aracy de Almeida
MATRIZ OU FILIAL, de Luiz Cardim com Angela Maria e Cauby Peixoto
ME DEIXE EM PAZ, de Monsueto Menezes com Milton Nascimento e Alaíde Costa
OUÇA, de Maysa Matarazo com Maysa
AVE MARIA NO MORRO, de Herivelton Martins com Dalva de Oliveira e o Trio de Ouro
SE ALGUÉM TELEFONAR, de Alcyr Pires Vermelho e Jair Amorim com Lana Bittencourt
CHUVAS DE VERÃO, de Fernado Lobo com Caetano Veloso
RONDA, de Paulo Vanzoline com Maria Bethania
CONCEIÇÃO, de Dunga e Jair Amorim com Cauby Peixoto
VINGANÇA, de Lupicínio Rodrigues com Linda Batista
Quem ouvir verá.
Compositores do Brasil
Rádio Educadora do Cariri(www.radioeducadoradocariri.com)
Acesse: www.blogdocrato.com
Quintas-feiras. De 14 às 15 h.
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Direção Geral: Dr. Geraldo Correia Braga
Nonato Luiz - Emerson Monteiro
Neste próximo dia 20 de novembro, sábado, às 20h, no Teatro Salviano Arraes, em Crato, dar-se-ão show e lançamento do cd Estudos, Peças e Arranjos, do artista cearense Nonato Luiz. Consagrado no mundo inteiro, Nonato Luiz retorna ao Cariri para reencontrar seu público em noitada musical de alto nível, como avaliaram noutros lugares os melhores críticos.
Um dos onze filhos de Pedro Luiz, agricultor, violeiro e repentista, Raimundo Nonato de Oliveira nasceu em 1953, no vilarejo de Aroeiras, município de Lavras da Mangabeira, sul do Ceará. Ainda na infância, ganharia um cavaquinho e descobriria a música através do rádio e das apresentações dos tocadores do sertão, músicos que marcariam sua vida, sanfoneiros que animavam as festas do lugar onde vivia. Aos 11 anos mudou-se com a fimília para Fortaleza. Dois anos depois, começaria estudos de violino junto ao Conservatório Alberto Nepomuceno, da Universidade Federal do Ceará, quando se desenvolveu na técnica, sendo, então, convidado pelo maestro Orlando Leite para a Orquestra Sinfônica Henrique Jorge, na qual permaneceria por dois anos. Observou, nesta fase, sua indentificação instrumental com o violão. Aprofundou conhecimentos musicais por meio dos autores clássicos, dentre eles, com destaque, Mozart e Beethoven, distinguindo sua intuição voltada também para as origens populares da nossa música, escutando Valdir Azevedo, Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Luiz Gonzaga e outros intérpretes.
- Numa fase mais madura, interessei-me pelo trabalho de Baden Powell, no campo do violão popular, e Andrés Segóvia, na área erudita.
Também foi importante meu convívio com o violonista clássico Darcy Villaverde, amigo e parceiro carioca, com quem percorri grande parte do Brasil, em inesquecível turnê – afirma Nonato Luiz.
No ano de 1977, iniciou o Curso de Licenciatura em Música, também na Universidade Federal cearense, que interrompeu dois anos depois, ao se transferir para o Rio de Janeiro e iniciar carreira profissional como violonista. Das aulas, no entanto, obteve muitas informações sobre teoria musical, harmonia, arranjos e sobre outros instrumentos. Como autodidata, estudou intensamente a obra dos compositores brasileiros.
- Assim os adaptei para o violão e executei, como o faço até hoje, as maravilhosas composições desses mestres. Ao mesmo tempo, recebi deles a influência que dá alicerce às minhas composições – assegura o artista.
Nonato Luiz é ocupante da cadeira n.º 18 da Academia Lavrense de Letras, possui mais de 500 composições musicais e de 30 discos gravados e viaja noutros países a propagar o tesouro musical brasileiro, a demonstrar a qualidade do talento por todos respeitado.
Este trabalho que lançará no Cariri neste dia 20 de novembro, Estudos, Peças e Arranjos, contém seis estudos, dois arranjos, além de outras peças autorais de variados estilos, frevo, choro, valsas, sendo quase todas inéditas e algumas composições recentes.
As evidências da verdade - José do Vale Pinheiro Feitosa
Um clássico da técnica tem sido: uma imagem vale mais do que mil palavras. O normal é utilizarem a “foto” como a expressão da verdade, como um fato contra os qual não se pode argumentar. A outra função embutida é o poder de síntese da imagem, mas aí é o que parece restará de uma imagem nestes tempos digitais.
A foto como expressão final da verdade já não diz nada pelo menos à “primeira vista”. Pode causar uma grande impressão, mas não ser tomada como a palavra final da expressão “uma imagem vale mai....” A possibilidade de se manipular a imagem com perfeição ao olhar humano é imensa. A imagem já não pode mais ser questionada a olho nu embora este grandíssimo poder de conhecimento que é o olhar ainda mantenha muito de sua potência. Mas acontece que a manipulação pode apresentar uma imagem perfeita do Papa em ato pedófilo conforme se incendiou a imaginação popular com os párocos católicos. Só a análise eletrônica conseguiria identificar a manipulação.
Eis que a fotografia como documentação se relativizará. Talvez vá mais para a luz das artes, expressando as relações do artista com o mundo. Suas sínteses e mensagens. Suas impressões na alma do outro. Quem sabe tomará o verniz das coisas sujeitas à interpretação. Presas ao fugaz dos sentimentos e ao diferencial dos milhões de gostos em estereoscopia do olhar.
Quanto a quem ganhar a discussão? Quem disse que se discute para ganhar? Quem desconhece as falhas próprias que preenchemos com o conhecimento dos outros.
TODOS DEVEM TER FORÇA PARA AGIR
Pedro Esmeraldo
Muitos não me compreendem. Pensam que quero falar como pessoa maldosa e revoltada, querendo esmorecer o meu semelhante. Nada disso acontece comigo. Tudo que faço é em benefício da cidade e ao mesmo tempo desejo acordar o cratense, alertando-o para não cair no sono e não se descuidar dos sérios problemas que se sucedem frequentemente nesta cidade.
Finalmente, os políticos dormem juntamente com o povo e não procuram solucionar os problemas.
Na crônica anterior, intitulada “uma cidade esquecida”, recebi uma saraivada de protestos em meio de tempestade de palavras ”de baixo relevo” com vocabulário que passo a incriminar como sendo pessoa de pouca altura e que não sabe utilizar as palavras mais dóceis e amigáveis.
Recrimino com o som articulado e de gestos amáveis o rebuliço provocado por pessoa do sexo feminino ou masculino e que tem o nome de Janaína. Veio me insultar com esse vocabulário baixo e indigno, acometido por mulher de péssimo comportamento moral. Considero-a pessoa de caráter fora do normal no meio da sociedade.
Aconselho a essa senhora ou senhorita que da próxima vez venha com melhores modos e pratique melhor o uso da palavra. Aviso para ela, “a Janaína”, que não gosto de maltratar ninguém.
Quando defendo a minha terra, é porque fico com ansiedade e espero que o povo reaja às ocorrências funestas que ora acontecem nesta praça. O meu maior desejo é livrar o Crato desse esfacelamento provocado por essa massa que invade a cidade constantemente.
De há muito tempo, desde quando o Dr. Figueiredo Filho era vivo, me empurrava para o lado do jornalismo, dizendo que queria ver a juventude defender a cidade. Daí então, comecei a escrever com um português frágil e sem ânimo, mas fui à frente com muita garra.
Certo tempo depois, por causa de uma desavença política, deixei de lado a escrita. Com o ocorrer do tempo, observando o esfacelamento do Crato, resolvi voltar a lidar com a escrita.
Infelizmente, não sou compreendido e não possuo valor algum em minha terra, já que permaneço no ativismo e desligado da vida cotidiana.
Isto para mim é um gesto amargo investido por pessoas maldosas, inimigas do Crato.
Peço a Janaína ou Janaino, que seja mulher ou homem guerreiro, não venha ofender a ninguém, saiba respeitar o seu semelhante e na próxima vez diga o nome completo.
Lembrando as incongruências do passado, praticados por pessoas pertencentes à época trogloditiana, o Crato estaria tão à frente que ninguém seria capaz de alcançar. Olhem bem senhores; o Crato perdeu a Faculdade Leão Sampaio, o Campus Universitário da UFC e por último a Faculdade de Odontologia, tudo culpa da força negativa da nação troglodita.
E o pior é que esse homem pré-histórico foi empurrado pelo próprio povo e que hoje paga as inconseqüências provocativas provindas do atraso de políticos inconvenientes pertencentes à era passada.
Agora, com muita dificuldade, os políticos têm que readquirir um pouquinho do novo patrimônio, quer econômico, quer moral, empuxado pela força de vontade de todos os cratenses “se houver”, o Crato crescerá com força de vontade, a fim de poder elevar-se com o desejo de igualar-se a outros municípios gigantes, seguindo a trilha do caminho real, digno de cidade civilizada, atestando o populismo do desenvolvimento.
Para conseguir isso, é necessário que busque mais indústrias, façam impulsionar com modernidade o comércio, procurem ter uma educação digna e avançada e por fim cuidar bem da saúde de todo pessoal que é morador da cidade.
Crato, 12 .11.2010
A GUERRILHA É SUCESSO DE PÚBLICO !!!

GUERRILHA DIVULGA PROGRAMAÇÃO DESTA QUARTA, DIA 17
NO TEATRO RACHEL DE QUEIROZ, EM CRATO-CE
19h00min - Palco: HISTÓRIAS DO TEMPO DA MAMÃE (Comédia / Livre, 60min), Grupo de Teatro Curumins do Sertão, de Farias Brito-CE
20h30min - Arena: RETRATO (Livre, 50min), Cia. Yoko de Teatro, de Crato-CE
2ª GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE
ESPAÇO DE INCLUSÃO CULTURAL
A Guerrilha do Ato Dramático Caririense é um poema-ação de amor à arte e aos artistas da região. 26 companhias de teatro, dança e circo bravamente unidas no propósito de ocupar seu legítimo espaço na cena brasileira a partir de sua própria terra, conquistando o merecido reconhecimento, o necessário respeito e a devida valorização de suas obras.
Em 2011, a Guerrilha tomará o ano inteiro, com focos de debate, ações formativas, circulação de espetáculos por várias cidades... até novembro chegar novamente!!!
Cacá Araújo
Coordenador Geral
Realização:
Sociedade Cariri das Artes
Sociedade de Cultura Artística do Crato
Cia. Cearense de Teatro Brincante
Companhias de Teatro, Dança e Circo do Cariri
Patrocínio:
Prefeitura Municipal do Crato
Secretaria de Cultura do Crato
Centro Cultural Banco do Nordeste







