20h30min - NAS GARRAS DO CAPA-BODE (Livre, 35min)
22h00min - LIFANCO: SHOW VALORES CULTURAIS
Coordenador Geral
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Foto: Heládio Duarte
Trata-se de A língua das mariposas, produção espanhola de 1999, do diretor José Luis Cuerda, um drama bem elaborado que retrata a vida pacata do interior da Espanha às vésperas da Guerra Civil, idos de 1936. O roteiro reúne o desenrolar de três contos de Manuel Rivas, exímio escritor que revive histórias populares através de reconstituições da tradição oral recente da Península Ibérica. Em 2007, Rivas esteve no Cariri, juntamente com outro escritor, o contista moçambicano Mia Couto, ambos a proferir palestra conjunta no Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri, em Crato.
O filme retrata a história de um garoto de sete anos que inicia seus estudos com um mestre-escola, Don Gregório, de ideias libertárias, vinculado ao Partido Comunista numa fase política contraditória que desaguaria nos traumas profundos e nas grandes tragédias das movimentações revolucionárias posteriores.
A Espanha serviria de campos de testa para as armas sofisticadas alemãs, logo em seguida utilizadas por Hitler na Segunda Grande Guerra. O confronto de pensamentos políticos diversos, socialismo, anarquismo, comunismo, fascismo e nazismo, terminaria ocasionando chagas profundas a centenas de milhares de espanhóis mortos, desaparecidos e refugiados, vincando de dor a paz daquela gente.
O despertar da criança para a vida tem, pois, como pano de fundo essa fase social, do ponto de vista da pequena comunidade e seus personagens, numa película elaborada com fotografia de rara qualidade e ritmo envolvente.
Numa graduação de interesses, o aluno desperta para a realidade sob os olhos atentos e cuidados do mestre, identificando-o com as novidades da natureza que revela nos primores da ciência e encontram na infância território fértil e alegre. No entanto, diante da serenidade aparente daquele universo em fermentação, crepitam temores da insegurança futura e os acontecimentos destruidores da paz, causando mágoas ainda hoje a persistir na alma da pátria.
O belo capítulo de um passado próximo que o tempo destruiu vem no filme e termina quando se iniciam outras situações com o furor que manifestaria rosto nostálgico de ódio e revolta dos seres humanos e seus caminhos desencontrados, afeitos aos valores apenas materiais.
Cenas finais assinalariam fortes emoções no espectador, reflexo e desfecho da amizade que se formara entre aluno e mestre, clímax digno das melhores quadras cinematográficas, quanto vista na sinceridade e no respeito pelas justas crenças.

“De uma América a outra, eu consigo passar num segundo.”, diz um dos versos de Vinicius de Moraes na extraordinária canção “Aquarela”, cuja música tem uma interpretação primorosa do cantor Toquinho. Hoje vivemos essa realidade, com o mundo em nossas casas, falando e vendo entes queridos em algum lugar distante. As comunicações se propagam na mesma velocidade de nossos pensamentos. Longe vão os tempos em que um telegrama demorava de três a quatro dias, algumas vezes até mais tempo. Quando uma simples carta era recebida com atraso de mais de uma semana.Depois da Revolução Industrial, dois séculos atrás, que as sociedades se veem expostas aos caprichos do comércio, principal distribuidor dos bens produzidos nas fábricas. Da necessidade em vender a produção criaram-se motivos feitos pela propaganda, o que virou ciência e arte, denominada mercadologia, ou “marketing”.
A impulsão nas vendas ultrapassa regras corretas do anseio natural das pessoas, provoca faixas mentais abstratas e gera seres dependentes dos supérfluos, ou virtuais, como hoje são denominadas necessidades artificiais criadas pela propaganda.
Alguém disse certa vez do quanto são exóticas as criaturas humanas, pois gastam o que não têm para adquirir coisas de que não necessitam, visando impressionar a quem não gostam. Isso indica bem o momento da oferta e da procura, onde bilhões se atropelam no afã de alimentar ilusões estabelecidas pelas mensagens subliminares contínuas dos meios de comunicação de massa, sugando energias vitais à sobrevivência.
O gesto de comprar exercita o poder para deslocar os objetos da loja para casa, na forma de mercadorias que alimentam o sonho da dominação, atitude criada por máquinas e vendida pelas indústrias.
No entanto, também põe sob risco a vontade das pessoas, a saúde, a moral, a integridade física, tempo e liberdade. Quando, por exemplo, o consumo desperta vício de bebidas, cigarros, chocolates, há flagrante troca desonesta da saúde na doença.
Ao oferecer revistas, filmes e jornais que fazem a apologia dos objetos do desejo, algo de irreal passa a girar na personalidade dos adolescentes, o que ocasiona consequências imprevisíveis, às vezes trágicas, de resultados ainda inavaliáveis.
Porém aquilo que merece relevância na aquisição exige critérios que transformam sorte em azar, vez que milhões perdem o que disso apenas uma minoria se beneficia, no final do processo, os empresários.
Contudo, diante da onda avassaladora que só visa lucros nos balcões da atualidade, surge um movimento defensivo, provando a importância de uma seleção prévia do que se consume por instinto comercial.
O envenenamento do corpo através do açúcar, produtos químicos, aditivos, componentes químicos inorgânicos hostis ao corpo, no uso, materiais tóxicos e de fontes duvidosas acham-se sob suspeita. A humanidade precisa do senso crítico nas aquisições dispensáveis e de pouca responsabilidade para consigo mesma, cliente principal do poder mercantilista. Por isso, a consciência do que fazer cabe em todo lugar.
O projeto Uma Biblioteca em Cada Comunidade foi iniciado no dia 15 de outubro, às 19h00, no Pólo de Atendimento do Bairro João Cabral, pelo Prefeito de Juazeiro do Norte Manoel Santana e Secretário de Cultura Fábio Carneirinho. Na oportunidade foi inaugurada a primeira Biblioteca Comunitária denominada de Padaria Espiritual Enock Rodrigues, com um acervo de mais de três mil livros.
“Esta será um protótipo para 19 bibliotecas que serão criadas pela Administração até o Centenário de Juazeiro. A Secretaria de Cultura pretende, até o final do ano, criar mais seis, nas seguintes localidades: bairros Vila Nova, Frei Damião, Parque Antônio Vieira, Sítio Gavião, ONG Juriti e Socorro”, enfatiza Franco Barbosa, Assessor Técnico da Secretaria de Cultura, autor do projeto.
Os livros foram doados pela Fundação Enock Rodrigues, através de Elmano Pinheiro Rodrigues. A seleção do acervo para cada comunidade está sendo realizada pela Empresa Junior da Universidade Federal do Ceará, com os alunos do curso de Biblioteconomia. Uma parte das 12 toneladas de livros doados pela Fundação será destinada ainda aos sítios Malhada e Assentamento 10 de Abril, em Crato, como também, às comunidades de Barbalha, Antonina do Norte, Mauriti e Caririaçu.
Neste sentido, Fábio Carneirinho solicita a todos doação de livros para as próximas bibliotecas, não importa a quantidade, pode ser um livro e pode ser uma caixa, ou mais. Dê um presente a Juazeiro neste Centenário.
Franco Barbosa
Assessor Técnico
Secretaria da Cultura
Juazeiro do Norte - Ce
(88) 3511 1999 - 8804 0715.

“É uma questão de grande bem-aventurança ser amado por muitos. Conquistar os corações de tantas pessoas é um sinal de Divindade. Eu amo todos e todos Me amam. Não faça mal a ninguém através de suas palavras duras e não entrem em qualquer caminho do mal. Reconheça a verdade de que Deus permeia tudo, do microcosmo ao macrocosmo. Com sinceridade de propósito e fé (Shraddha e Vishwasa) e auto-confiança, você pode conseguir qualquer coisa no mundo. Ame Deus do fundo do seu coração. Siga os comandos de Swami e você alcançará tudo e será vitorioso em todos os seus empreendimentos!”
Sathya Sai Baba
Celulares, computadores, automóveis, televisores, casas, aviões, armas mortíferas, novelas e outros sonhos de consumo desta era de aço, plástico e substâncias poluentes, formam a dinâmica das horas cheias do frenesi impaciente de que quase ninguém consegue escapar, da ansiedade por novos equipamentos de uso contínuo a preços módicos, do despertar ao adormecer, viagem elétrica diária de uma antena a outra, quais voos de aranhas tontas, desencontradas. Serão máquinas incandescentes, unção dos metais com os nervos das orelhas, narinas, dos lábios, numa velocidade estonteante rumo do mesmo nada original das aventuras de antigamente.
Essa proximidade do homem com os objetos guardaria, por isso, ligação estreita do sujeito e suas vinculações junto ao mundo arredondado. Resumem os grandes filósofos tudo ser só energia em movimento, ainda que aspectos concretos imponham respeito e dúvidas, na relação com o alimento abstrato do pensamento de materialistas que querem ver ou pegar cada coisa.
A juventude, porém, questiona as cogitações simples dos filósofos. Os moços querem viver a todo custo experiências da civilização que herdaram, nos filmes, livros e máquinas reduzidas made in China. O Brasil chegou agora à marca de possuir celulares equivalentes ao tanto dos seus habitantes, em números absolutos.
Jamais a humanidade inteira atingiu tamanha capacidade física de se comunicar. No entanto o quadro preocupa o sossego e o falado progresso. Margem enorme de meios ainda representa pouco para aquietar o furor dos dramas individuais, pois as pessoas transferem às outras práticas e limitações senis do que haveremos de vencer depois, imposto do caminho da felicidade.
Nunca se fotografou tanto, se filmou tanto, gravou tanta música, quanto nesta época, e os frutos parecem não corresponder ao nível da tecnologia obtida pela raça humana.
O desejo peca na própria satisfação do enigma exigente dos consumidores, que, por mais busquem atender aos corações apaixonados, esbarram nas impossibilidades e angústias de um mundo vazio, atitudes desencontradas, guerras e traumas.
Contanto que forneçam esperanças novas, as tais maquininhas desta hora disseram muito pouco daquilo que se aguardava das matemáticas e pesquisas do homem civilizado. Há, sim, reservas maiores no desconhecido para serem aprimoradas que mostrarão o rosto de dominar os vícios e entrar na outra face da história, quando as marcas do egoísmo sumirão das telas, sombras apagadas pelas luzes da perfeição verdadeira.
Está se aproximando o Natal, a festa cristã que comemora o nascimento de Jesus, o nosso Salvador. Falta mais ou menos um mês, mas o comércio já decorou suas lojas com motivos natalinos, muitas cores, tudo para atrair a clientela para o consumo. É uma pena que o verdadeiro sentido do Natal passa distante da comemoração atual. Com o passar dos anos tudo foi se modificando. Ninguém se preocupa mais com a “Missa do Galo” ou com o que é mais importante, o amor a Deus e ao próximo que é a mensagem maior que trouxe o nosso aniversariante.