O prefeito de Juazeiro do Norte Dr. Santana coordena amanhã, 4, às 19 horas, mais uma edição do projeto “Prefeitura nos bairros”. A audiência pública com a comunidade acontecerá na escola Antonio Ferreira de Melo, localizada no bairro São José, na Avenida Padre Cícero, Km 6.
Durante a “Prefeitura nos bairros” os moradores do bairro São José poderão discutir diretamente com o prefeito Dr. Santana os principais problemas do bairro, e quais formas de resolver esses problemas. Os moradores poderão apresentar também sugestões para a melhoria dos serviços públicos em juazeiro. Para o prefeito Dr. Santana essa é uma forma direta do governo municipal se relacionar e manter contato direto com a população de Juazeiro.
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Prefeitura no seu bairro
Berro Cariri começa
Aconteceu na noite de hoje a abertura da sexta edição do Berro Cariri. O presidente da Comissão Gestora da Expocrato, Dr. Leitão Moura, coordena o evento, que acontece até o próximo domingo, com uma série de atrações.
O Berro Cariri teve sua primeira edição em 2006 e foi coordenado na época, pela Universidade Regional do Cariri (URCA). Agora, a Comissão Gestora da Expocrato assumiu o evento que continua crescendo.
A expectativa, apenas no setor de financiamentos é que se negocie R$ 1,2 milhão no parque durante o Berro Cariri. Com esses números iniciais a festa não poderia deixar de ser considerada forte com tendência de crescimento.
Dr. Leitão Moura está no parque, nesses dias do Berro Cariri, conferindo o andamento da festa pessoalmente.
* “AO CAIR DA TARDE... - Por Jorge Carvalho
O Colégio Municipal vejo ali bem próximo. Nessa casa educacional, lecionei dois anos (1986 a 1988). “Piso” a Rua da Cruz. Bem adiante, a Casa de Saúde Joaquim Beserra de Farias, referência em ortopedia e traumatologia na região. “Dobro” o quartel da 5ª Companhia de Polícia (antiga Escola José de Brito). Atravesso a Nelson Alencar (a sempre rua da saudade), rua da vala (Tristão Gonçalves), Senador Pompeu, Dr. João Pessoa.
Novembro/2009
Jorge Carvalho
A caminhada terá continuidade.
* Simulação
Micaelson Lacerda (Banda Sétimo Selo) no programa Cariri Encantado desta sexta
COMPOSITORES DO BRASIL - O Dia Nacional do Samba
Por Zé Nilton
Ontem, comemorou-se, em todo o Brasil, o Dia Nacional do Samba. Claro que não houve nenhum evento oficial, com palanque, discursos, fogos e samba, muito samba. Mas, nalgum lugar desse grande país, naqueles redutos em que a Música Popular Brasileira é vivenciada e respeitada, claro que a turma lembrou e sambou, e sambou pra valer.
Alguns canais de televisão comerciais e não comerciais até que prestaram homenagens a esse dia. Saiu na Globo, e parece que isto é muito. Nas rádios daqui, nada. Lá pelo sudeste o Dia do Samba é mais lembrado.
Na crônica da MPB há quem aceite e quem não aceite esta data como o marco comemorativo do mais predileto dos ritmos brasileiros. Uns apontam outros eventos importantes que deveriam marcar este dia, como a data de nascimento de Tia Ciata, uma destacada baiana do Rio, cuja casa se tornou um ponto de referência dos adeptos do partido alto e do samba rasgado. Diz-se até que fora ali que classificaram o ritmo como samba. Outros, por seu turno, querem crer que seria mais representativo para a comemoração o dia 16 de dezembro, quando em 1916, Donga (Ernesto dos Santos), registra, como de sua autoria, na Biblioteca Nacional, a música “Pelo Telefone”, lançada em 1917, marcando o primeiro samba gravado no Brasil. Por fim, ainda há na crônica musical do Brasil quem defenda a data de 12 de agosto, de 1928, quando Ismael Silva e os Bambas do Estácio fundaram a primeira escola de samba, a “Deixa Falar”, hoje, a Escola de Samba do Estácio. Mas o Dia do Samba, foi constituído pela Câmara de Vereadores de Salvador, em 1940, como parte das solenidades em torno da visita do compositor Ary Barroso, no dia 02 de dezembro, que nunca havia estado na Bahia. Era uma forma de retribuição ao autor pelo samba “ Na baixa do sapateiro”.
E continuam as divergências. Quanto ao Samba como termo e como ritmo, pelo menos há três versões. Dar-se notícia do termo e, claro, se há o nome é porque existe o ritmo, entre os Indios Tapuias do alto sertão nordestino – os Cariris. No livro “Arte e Gramática da Lingua Brasílica da Naçam Kiriri, de autoria do padre Luis Vincêncio Mamiani, editado em Lisboa, em 1699, falava-se o termo sâmbá como expressão significativa de uma certa dança. Já Luís da Câmara Cascudo assegura que samba vem de semba, umbigo, no idioma africano angolês.
Há uma versão um tanto curiosa, por que hilária, sobre a origem do Samba. Francisco Guimarães (1875-1947), o velho “Vagalume”, misto de capitão da Guarda Nacional, repórter do JB e cronista carnavalesco, escreveu no seu livro “Roda de Samba”, reeditado pela FUNARTE em 1978, que a origem do samba foi mesmo na Bahia, e vem de duas palavras africanas: SAM - que quer dizer PAGUE e BA - que quer dizer RECEBA. Conta uma estória comprida, que vou tentar resumir.
Diz que havia, na Bahia, uma família de escravos. No tempo da alforria, houve um desentendimento do pai com um dos filhos. Este foi para o Norte e o pai ficou, conseguiu a “liberdade” e até enricou. O filho volta com muito dinheiro e tenta pedir perdão ao pai. Este não o quer perdoar. Então, o “conselho de anciãos”, chamado de “conclave” se reune e tenta convencer o pai a aceitar o filho pródigo. Quando o filho se aproxima do pai, pedindo-lhe perdão e oferecendo-lhe uma grande quantidade de dinheiro, como pagamento pelo seu imperdoável ato, o pai, mesmo assim, não o quer receber. Daí, a turma do conclave, que está em volta dos dois, achando que o pai não estava correto, divide-se em dois grupos, e começa a bater no chão com os pés, e com as mão, as palavras:
- SAM ! ... ( pague)
- BA ! ... (receba)
As pessoas presentes começara a repetir:
SAM! BA!
O autor termina sua estória dizendo: “Em seguida, pela pacificação da família, que era muito conceituada, todos cantaram e dançaram repetindo sempre: SAM! BA!
E aí está a origem do Samba”.
No Prograqma COMPOSITORES DO BRASIL, vamos homenagear o Samba, com as seguintes músicas:
Pelo telefone), de Donga e Mauro de Almeida
Samba da Bênção, de Baden Power / Vinícus de Morais, com Vinícius de Moraes
Samba Aristocrático, José Dilermano / Moreira da Silva, com Moreira da Silva
Saudade do Samba, de Fernando Lobo/ Paulo Soledade, com Mário Reis
Samba da MinhaTerra, Dorival Caymmi, com João Gilberto
Argumento, de Paulinho da Viola, com Paulinho da Viola
Pra que Discutir com Madame?, Janete de Almeida, com Rosa Passos
A Voz do Morro – eu sou o samba – de Zé Keti, com Luiz Melodia
Tem Mais Samba, Chico Buarque, com Chico Buarque
E Lá Vou Eu, João Nogueira, com João Nogueira
Apoteose ao Samba, de Silas de Oliveira / Mano Décio da Viola, com Paulinho da Viola.
Quem ouvir, verá!
Programa: Compositores do Brasil
Rádio Educadora do Cariri
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Todas as quintas de 14 às 15 horas
Centro Cultural BNB Cariri – Programação Diária
Especiais - Cinema- ARTE RETIRANTE
Local: SESC Crato
Programa de rádio
14h Compositores do Brasil (apresentado por José Nilton Figueiredo).
Programa de Rádio semanal que divulga a obra de compositores brasileiros. O programa faz parte de uma parceria entre o Banco do Nordeste e a Rádio Educadora do Cariri, que inclui um programação diária diversificada de segunda a sexta-feira de 14 às 15 horas. Confira.
Rádio Educadora do Cariri AM 1020. 60min.
História/Patrimônio - TRADIÇÃO CULTURAL
19h30 Maneiro Pau do Mestre Raimundo. 60min.
O maneiro pau do mestre Raimundo é formado por homens e mulheres, mostrando à união de ambas as partes valorizando a história do sertão nordestino e revivendo a cultura do nordeste. O espetáculo entre uma peça e outra é narrado um pouco da historia do maneiro pau.
Música - ARTE RETIRANTE
20h Ermano Morais (Juazeiro do Norte - CE)
Reunindo música e poesia, Ermano Morais conta seus causos e descreve histórias de beija-flor, de ilusões doces, de corações desaguados, de garapa que só passarinho bebe. Esse plantador de mel que espalha pela lua o aroma das caboclas sertanejas e deixa no céu o olhar perpétuo dos zoim, mostra que tem bom tempero e com um repertório autoral de primeira linha convida a todos para desfrutar desse momento especial e conta ainda com belas parcerias do poeta Cleilson Ribeiro. 60min.
Local: Praça André Cartaxo, Mauriti-CE
FESTCINEDIGITAL
14h e 18h Exibição de Curtas
Local: CCBNB Cariri (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte)
ARTES VISUAIS
Exposições
Espaço Mestre Noza
Período: Permanente
O CCBNB homenageia Inocêncio da Costa, o Mestre Noza, com um espaço expositivo contendo 59 estatuetas de vários santos e um álbum com 15 gravuras, intitulado: "Via Sacra". Todas as obras expostas são do acervo particular do historiador Renato Casimiro.
Anjos Di Freitas (Juazeiro do Norte - CE)
Período: 03 de novembro a 05 de janeiro de 2009
"Sacralização do espaço" é a palavra de ordem em Juazeiro do Norte. Alheio ao querer dos seus moradores e visitantes, a dimensão do sagrado, do devocional, com seu pertencimento simbólico de saberes universais e ancestrais, que é compartilhado por todos, nas ruas, casas, no modo de vida e de ser. A exposição busca trazer esta dimensão a um outro espaço, espaço que faça parte do cotidiano viver das pessoas, onde elas possam se reconhecer e ver a si mesmas, como agentes da construção desta grande instalação, constantemente construída, que é Juazeiro do Norte.
Recordações de uma Paisagem não Vista Divino Sobral (Goiana-GO)
Curadoria: Daniela Labra
Período: 17 de outubro a 31 de dezembro de 2009
Recordações de uma paisagem não vista é um projeto inédito do artista goiano Divino Sobral, que dá seqüência à série de bordados em tecido que realiza desde 2000. Nestas obras, o artista cria narrativas bordadas em peças de vestuário e de uso doméstico envelhecidas manualmente, a partir de lembranças e impressões pessoais. Para este projeto em Juazeiro do Norte, Divino Sobral bordará estórias e lembranças de cearenses residentes em Goiânia, convidados a narrar memórias de tempos vividos em suas cidades de origem.
Além da Lata - Bené Pereira (Sousa-PB)
Período da Exposição: 28 de outubro a 31 de dezembro de 2009
Esculturas confeccionadas com materiais reciclados, como: lata, ferro, arame, tampinhas de metal, que demonstram, através de suas expressões, os vários sentimentos e atitudes humanas.
Fonte: CCBNB
Concurso Público é Investimento - Por Luiz Domingos de Luna
A tradição no Brasil sempre a carregar costumes que estão fora do processo de desenvolvimento, assim, este gigante pela própria natureza fica transfigurado num anão quando os agentes públicos, servidores em esferas: municipal, estadual, federal são escolhidos por critérios subjetivos, parentescos, amizade, e qualquer outro, que não tenha como foco o conhecimento. Esta prática tem feito a felicidade de uns em detrimento do bom funcionamento do Estado Democrático de Direito.A Constituição de 1988, sabiamente, focou esta luz que posta na prática de forma intensiva e abusiva vai aparelhando o estado para uma nova roupagem de ações concretas por profissioaniais que estão em serviço por mérito, sem a preocupação de estar agradando ao desagradando à alguém, afinal, o objetivo do funcionário é servir e servir bem ao estado e por conseguinte a sociedade como um todo.
É mister afirmar que a premissa parte do todo, da totalidade, do conjunto maior, do colegiado que forma a sociedade, assim, os interesses, ou indicações, ou subjetividade são dissolvidas no bem maior, o bem estar da sociedade como um todo. Quanto maior e mais transparentes forem as ações do estado maior será a força de coesão da sociedade. Nisto reside o principio da civilidade, tão necessária para a harmonia do conjunto heterogêneo, e de: ter a aptidão para o convívio com as diferenças e com os diferentes sem o uso do etnocentrismo, praga que ceifa todo o processo civilizatório, força que emperra e embrutece o processo de socialização, tão necessário, para o bom convívio dos seres humanos no espaço tempo.
Quando uma instituição, prima pela seriedade, compromisso social, sempre dentro de uma ética exemplar passa para a sociedade estes princípios ativos, todos os integrantes do contrato social são beneficiados, pois, o processo é possuidor de lisura, de lealdade, de coesão social, o corpo a exercer a nova função foi escolhido dentro de padrões característicos de atitudes que dão a credibilidade necessária para o exercício da atribuição; pois, todo o processo, deste o surgimento foi balizado no mérito por meios constitucionais, legais, com a devida probidade, universalidade e, principalmente, com meios de civilidade e transparência, ficando no consciente coletivo, o modelo a ser seguido, o norte a ser desenhado, o objetivo a ser alcançado, a meta a ser cumprida; assim, a chama da cidadania faz aflorar um novo mundo, uma nova luz.
A seriedade e a transparência vetores de esperança de toda uma gama de jovens desta e das futuras gerações.
Luiz Domingos de Luna é Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora – (CE)
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Pensamento para o Dia 02/12/2009

“Você deve se tornar como a flauta nas mãos do Senhor. Deixe o sopro do Senhor atravessá-lo, produzindo a música deliciosa que derrete o coração de todos. Renda-se a Ele, torne-se vazio, ou seja, sem ego, então Ele mesmo virá buscá-lo carinhosamente e acomodá-lo, a flauta, em Seus lábios e soprar Seu hálito doce através de você. Permita que Ele toque a canção que Ele preferir.”
Sathya Sai Baba
Mapeamento de poços profundos
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Agricultura (SEDETA) Eraldo Oliveira, esteve reunido na manhã de ontem na sede da SEDETA com os 37 agentes administrativos de abastecimento de água da área rural do município. No encontro, o secretário pediu a colaboração de todos para que possa ser feito um diagnóstico e mapeamento dos poços profundos, muitos deles cavados de forma irregular. A intenção também é identificar todos os poços, apontando quais são de responsabilidade do poder público e particular que servem a população. De acordo com Eraldo Oliveira, depois de realizado este mapeamento, os projetistas e os topógrafos farão os projetos para que a SEDETA possa partir a busca de recursos, após esta fase passará todo abastecimento da área rural para o Sistema Integrado de Saneamento Rural (SISAR).
Obras em Juazeiro do Norte
Atendendo ao pedido do prefeito Dr. Santana a Secretária de Infraestrutura de Juazeiro do Norte, Fátima Bandeira esteve em Fortaleza mantendo contatos junto à Caixa Econômica Federal (CEF), sobre o andamento do Projeto de Macrodrenagem no valor de R$ 30 milhões, que visa beneficiar os bairros Lagoa Seca, Timbaúbas e adjacências. Aproveitando a viagem e em concordância com o prefeito, a secretária esteve na Secretaria de Saúde do Estado, tratando de assuntos relacionados à construção de três postos de PSF’s (Programa de Saúde da Família), na zona urbana de Juazeiro do Norte.
Centro Cultural BNB Cariri – Programação Diária
14 h Especiais - Cinema - ARTE RETIRANTE
Local: SESC Crato
14h Programa de rádio
BLUES (com Michel Macedo)
Programa de Rádio semanal que divulga a programação do CCBNB Cariri em meio a muita música e informações culturais diversas. O programa faz parte de uma parceria entre o Banco do Nordeste e a Rádio Educadora do Cariri, que inclui um programação diária diversificada de segunda a sexta-feira de 14 às 15 horas. Confira.
Rádio Educadora do Cariri AM 1020. 60min.
Sessão Curumim
14h T'Choupi.
T'Choupi, maravilhado com a pequena e nova cidade na qual vai morar, encontra a liberdade com os belos dias de verão, a praia, as férias e os amigos que começa a fazer. Mas, há um mistério que assusta as crianças: o roubo de suas bicicletas. T'choupi começa a investigar o caso junto com os novos amigos Pilou e Lalou, passando por momentos de emoções e perigos. Animação. Cor. Dublado. Livre. França, 2004. 70min.
16h As Aventuras de Azur e Asmar.
Os meninos Azur e Asmar foram criados juntos pela mesma mulher, Jenane. Eles cresceram como se fossem irmãos, até serem separados. Amar cresceu ouvindo as histórias da mãe sobre a lendária Fada dos Djins e, quando se torna adulto, decide partir à sua procura, contando com a ajuda do andarilho Crapoux. É quando Azur e Asmar se reencontram, agora não mais como irmãos, mas como rivais na busca da Fada. Animação. Cor. Dublado. Livre. 2006. 109min.
Local: Caririaçu (Centro Cultural Dr. Raimundo de Oliveira Borges. Av. Francisco Barros Sobrinho, 40)
Literatura/Biblioteca- Troca de Idéias
19h Lançamento do livro Padre Cícero, de Lira Neto. 60min.
Padre Cícero é o resultado de dez anos de pesquisa de Lira Neto, autor de livros como O Inimigo do Rei: Uma biografia de José de Alencar e Maysa: só numa multidão de amores, que deu origem à minissérie da tv Globo. Nesta
biografia, uma das mais aguardadas do ano, o autor se debruça sobre a vida do mais amado e controvertido líder religioso que o Brasil já teve: Cícero Romão Batista, o Padim Ciço dos romeiros e fiéis, baseado em documentos raros e inéditos, o autor reconta, com riqueza de detalhes, os noventa anos de vida do sacerdote, desde seu nascimento no sertão cearense até a consagração como líder popular. 60min.Local: CCBNB Cariri (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte).
Fonte: CCBNB
A corrupção do dia de hoje - por José do Vale Pinheiro Feitosa
As imagens da corrupção no Distrito Federal, ampla, geral e irrestrita a todos os poderes bem diz de tantos canos oxidados. Aliás, quando do “escândalo” do mensalão, tanta “sangria” que o PSDB e o DEM conseguiram do PT e do próprio presidente da República. Maior foi o exangue uma vez que o Partido dos Trabalhadores fazia política exatamente na fenda da corrupção. A corporação da Deputação e da Senatoria jamais se esquecera dos trezentos picaretas que o Lula denunciara.
Especialmente no olimpo do Senado em que os filhos bem criados da elite nacional se julgam acima do bem e do mal. Legislam e comissionam para si e ainda acham que atendem ao coletivo da multidão do território pátrio. Os “contrabandos” em artigos da legislação para atender a lobbies, as pressões sobre os órgãos de fomento para financiarem a empresa dos amigos, a grana dos fornecedores do Estado numa cadeia que apenas sustenta o mesmo modelo concentrador da renda nacional. E sem renda familiar não existe nem mercado interno e nem transparência democrática.
Por vezes há que se enfrentarem os graves problemas. Ninguém pode se acovardar apenas por que existe um gigante morando na ponta do enorme pé de feijão. E os juros nacionais pagos e a pagar? Não se encontra na mesma matriz da corrupção? Mas enfrentar o capital volátil internacional, predador e falso, olhar as contas evasivas das famílias de sucesso financeiro cá dentro, é uma missão de união de todos. Pois todos sofreremos juntos e igualmente juntos estaremos no outro lado confiando em nós mesmos e na defesa de todos os brasileiros. Ou seja, de sua economia nacional.
Então não vamos cair na patetice do médico que joga fora o bebê junto com a água da bacia. Ao contrário do que os “catões” da república cospem apenas das papilas gustativas para fora ou destas “vestais” que lembram o velho provérbio do “sepulcro caiado”. Ao contrário, repito, vamos fazer mais política. Vamos exercer mais democracia direta, relativizar um pouco a instituição da representação. E relativizar ainda pode não ser a superação desta representatividade, mas subordiná-la ao cotidiano de cada manhã ao invés destas visitas eventuais de quatro em quatro anos.
E os corruptores? Mamando nas tetas do Estado, ou tentando salvar seu “negócio” de “fornecedor eterno”, se tornam irmão siamês, necessário e inarredável da “instituição” da corrupção. Lembram das empresas de propaganda e marketing que serviam de fachada para os financiamentos do “mensalão”, o do PT e o mineiro do PSDB? Olhem para as empresas de informática que aí tem. Olhem para os fornecedores de material didático, para as empresas de comunicação, para os materiais de saúde e, claro, como é velha a república, para os empreiteiros.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Desfazendo intrigas
Não somos bisbilhoteiros, por isso gostamos de combater as bisbilhotices – inseridas na defesa da minha cidade natal – presentes nos pensamentos de alguns dos homens sérios de Crato. Felizmente, ou infelizmente, não somos políticos arraigados aos moldes antigos, ou seja, não somos afeitos ao coronelismo ultrapassado, que tanto prejudicou o crescimento de Crato.
Muitas vezes, procuramos equilibrar-nos tentando enfrentar os desafios existentes nas artimanhas, que só vêm prejudicar o crescimento harmonioso de nossa terra. Já chega de tomar partidos em ocasiões obscuras, as quais não contribuem para o bom desempenho administrativo. Por isso, queremos afirmar – uma vez que presenciamos tomadas de posições nocivas à cidade – onde há “mandingas” que causam espécie, prejudicando o crescimento urbano de Crato, considerando que a maioria da população torce por um trabalho sério e honesto por parte das nossas autoridades.
A vida é bela e breve – Por Carlos Eduardo Esmeraldo
A vida da gente parece um breve piscar de um relâmpago. Dura apenas algumas frações de segundos. Quando menos esperamos, estamos percorrendo o ramo descendente da parábola. Se pararmos para assim pensar, o eterno que existe em cada um de nós começa a desvanecer e nos precipita à conclusão simplória de que somos seres simplesmente descartáveis. Mas não é bem assim, acreditem. A eternidade existe. À medida que vamos envelhecendo, a nossa percepção de tempo muda, e este nos parece passar mais aceleradamente. Penso que, na eternidade, o tempo se faz correr mais velozmente que os raios que descem dos relâmpagos em noites de tempestade.– A sua senha é para aquele guichê à esquerda!
Olhei para o local indicado e estava escrito: Atendimento a gestantes, deficientes físicos e idosos. Mirei a minha barriga e conclui que, após o rigoroso regime alimentar, ao qual tenho me submetido ultimamente, não poderia de modo algum ser confundido com gestante. Pisei firme com as duas pernas e estava inteirinho. Então, perguntei à moça:
– Você me deu a senha da fila dos idosos?
– Foi – respondeu ela com muita naturalidade.
– Muito obrigado! – disse agradecido, antevendo as virtuais delícias e regalias da terceira idade.
A propósito desse assunto, lembrei-me de que a Coelce tinha um funcionário conhecido por seu Chiado. Era meio pernóstico e falava chiando, querendo imitar os cariocas, pois gostava de dizer que morara no Rio de Janeiro por mais de vinte anos. Dizia que era natural do Crato e parente da famosa musicista Branca; da professora Ida, homenageada com uma placa contendo o seu nome numa pequena travessa da nossa cidade, e também de Ana, nome de rua em Fortaleza, todas elas, suas primas. Apesar de aparentar mais de sessenta e cinco anos de idade, atribuía a si próprio a fama de grande conquistador. Cabelos tingidos de preto e impecavelmente penteados, assentados à custa de muita brilhantina, andar elegante, cigarro permanentemente entre os dedos, tal qual um astro de Hollywood. Era dessa forma que ele se apresentava. Esta história me foi contada por ele mesmo. Precisando ir descontar um cheque numa agência bancária do centro da cidade, entrou numa interminável fila, quando notou duas jovens acenando para ele. Entusiasmou-se todo, pois julgou que elas estavam a fim de paquerá-lo. Aproximou-se delas e assim as abordou:
– Boa tarde! Nós já nos conhecemos, tenho certeza. Vocês acenaram pra mim e aqui estou inteiramente à disposição dessas tão belas jovens.
– Não, senhor. A gente queria apenas avisar ao senhor que a fila dos velhos é aquela outra – responderam as duas mocinhas, para tristeza do nosso Dom Juan.
A vida é bela, mas é breve. A gente nunca pensa que um dia morrerá. Para nós, a morte somente acontece aos outros. Sem pensar no futuro, mas somente para me livrar de um vendedor insistente, comprei, há uns oito anos, um jazigo num novo cemitério em Fortaleza, em construção. Depois do pagamento do título, comecei a receber pequenas cobranças da taxa anual de manutenção, que poderia ser paga em doze módicas prestações mensais. Mas Magali pagava tudo de uma vez, pois dizia não se sentir bem olhando para aquele papel todos os meses. E eu, então, acrescentei:
– Não sei pra que eu comprei esse túmulo. Acho que se eu morrer aqui em Fortaleza, vão levar o meu corpo para o Crato.
– E eu? – disse ela. – Que nem de morrer gosto!
A vida é bela, é curta, e ninguém quer morrer, por maior que seja a fé. Ah, se a nossa fé fosse ao menos do tamanho de um grãozinho de mostarda! Pensando nisso, lembrei-me de uma pequena história que me contaram.
Um cardeal voava com destino a Roma, num desses superjatos, ao encontro do Papa. Com todo direito que a sua autoridade lhe permitia, sentou-se na fila da frente da primeira classe. Em dado momento do vôo, que até então havia sido tranqüilo, ouviu-se um estranho barulho, um grande sacolejo no jato. A comissária foi até à cabine, para saber o que tinha ocorrido. Então o comandante lhe disse:
– Avise aos passageiros que iremos cair no mar, pois pifaram de uma vez as quatro turbinas e não estamos conseguindo fazê-las funcionar novamente. Mas dê a notícia com muito jeito, para não causar pânico – ordenou-lhe, com aparente tranqüilidade, o comandante.
Ao sair da cabine, o primeiro passageiro avistado pela comissária foi o cardeal. Então trêmula, porém esforçando-se para aparentar calma, tentou disfarçar:
– Monsenhor, que é que o senhor diria se este avião caísse daqui a cinco minutos, e nós todos morrêssemos?
– Oh! Seria a glória suprema! O momento mais aguardado da minha vida! Iria estar face a face com Jesus. – respondeu-lhe o cardeal.
– Pois, monsenhor, daqui a cinco minutos o senhor estará face a face com Jesus, porque este avião vai cair. Todas as turbinas falharam e não resta nenhuma possibilidade de serem recuperadas a tempo.
– Pelo amor de Deus, não diga uma desgraça dessa não, moça!
A vida é bela, porém breve.
Extraído de “Histórias que vi, ouvi e contei” de Carlos Eduardo Esmeraldo, Premius Editora, 2005, p.17
Cultura afro-brasileira
A Escola de Ensino Fundamental Iva Emídio Gondim, localizada no bairro João Cabral, em Juazeiro do Norte, promoveu feira de artes com o tema Cultura Afro-brasileira. O evento é uma das ações do Projeto Político Pedagógico da escola e objetiva desenvolver atividades voltadas à valorização da cultura afro– brasileira, bem como promover a inclusão social. Cerca de 1.400 alunos se envolveram na confecção dos trabalhos que teve seu lançamento na sexta-feira (27). A exposição esteve aberta ao público durante todo o dia do sábado para os alunos, convidados e comunidade. A amostra dos alunos do 1º ao 9º ano retratou um produto obtido de um processo e formação de sujeitos criativos e sensíveis que vincula a educação à arte numa proposta da expressão de identidade.
Notícias do Cariri
Usina de Barbalha poderá voltar a funcionar

A possível revitalização da Usina Manoel Costa Filho S/A está criando boas expectativas tanto para os barbalhenses como para todo o Cariri. A sua reabertura gerará para a região empregos, aumento na produção de cana de açúcar e lucros para toda a região. Mas há um impasse para que a sua revitalização seja concluída, a quitação das dívidas da usina, que vão de contas tributárias a débitos trabalhistas.
A Usina foi criada no ano de 1976 e tinha seus negócios voltados para o setor sucroalcooleiro. Nos seus melhores tempos de moagem, no fim da década de 80, chegou a produzir 610 mil sacas de açúcar por mês e uma média de 35 mil litros de álcool por dia. Possuía 384 funcionários industriais e 1.100 no campo. Contribuiu com 4% do PIB do Estado na década de 80, produzindo 350 toneladas de açúcar. O tipo demerário nos anos de 1984 e 85 foi exportado para países da América do Norte, fora o tipo cristal que era distribuído para todo o Nordeste. Já o álcool era fornecido para a Petrobrás.
No fim dos anos 90 começaram as primeiras dificuldades financeiras para a Usina. Escassez de matéria prima, crise do álcool, falta de investimentos do Governo Federal e Estadual e preço da saca de cana muito inferior ao que realmente deveria ser cobrado. Essas são as versões dadas pelo atual gerente da Usina, Jaildo Borgonha, para as possíveis causas do início da crise que parou a moagem no ano de 2005.
Daí por diante a Usina parou de funcionar a parte industrial, funcionando apenas a parte burocrática. Hoje, o que resta são processos trabalhistas, máquinas paradas, dívidas com o Estado, Governo Federal, com fornecedores e de energia. Atualmente todo o patrimônio da Usina Manoel Costa Filho se encontra penhorado.
Visão dos trabalhadores
Para os trabalhadores José da Cruz e João de Almeida, que trabalharam na Usina, a realidade é bem diferente. Contam que com a chegada dos irmãos Carlos Henrique Albuquerque Maranhão e Fernando Albuquerque Maranhão as coisas começaram a mudar. “Acredito que na verdade o que houve foi uma má administração da coisa, daí tudo virou uma bola de neve. Começou a atrasar os salários, faltar energia, e os fornecedores não queriam mais abastecer a Usina com as canas. Há anos esperamos nossos direitos e nada acontece. Esperamos que com a revitalização possamos receber os atrasados”. Conforme os mesmos, acordos já foram feitos, mas mínimos em relação ao que se tem a quitar. Os nomes dos trabalhadores são fictícios para preservar a identidade dos mesmos.
Visão dos Proprietários
Fernando Albuquerque Maranhão Filho, sobrinho de um dos proprietários, confirma que muitas dívidas se acumulam, mas todas serão quitadas, principalmente a dos trabalhadores. “No início do mês de novembro deste ano foi realizada uma avaliação organizada pelo Governador Cid Gomes e o Secretário do Desenvolvimento Agrário Camilo Santana na Usina. Essa visita avaliativa é para analisar a possível recuperação da mesma. Acredito eu, que vai dá certo. E a nossa primeira atitude é pagar todos os nossos funcionários e quem sabe contratá-los novamente”.
A dívida
A dívida trabalhista chega a 12 milhões de reais e é corrigido ao dobro a cada quatro anos. Há casos que perduram desde o ano de 1987. Já houve a tentativa de quatro leilões para a venda da Usina, mas apenas um aconteceu de fato. O que ocorreu é que não houve comprador. Os outros leilões foram embargados pelo Tribunal alegando o baixo valor dado à Usina, que vale de 9 a R$ 10 milhões de reais.
Para o Juiz Hermano Queiroz Júnior, com o interesse do Governo em sua revitalização é possível que o leilão seja realizado em breve. “Já há pedidos de compradores. Acredito que logo no primeiro semestre de 2010 as coisas se resolvam”. De acordo com o mesmo, não importa quem seja o comprador, automaticamente a Justiça abrirá uma conta em nome dos ex - funcionários para o pagamento.
Por Nina Luíza Carvalho para o Jornal do Cariri
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VI Berro Cariri Promove Ação Social - Por Océlio Teixeira
Criado em 2004, o BERRO CARIRI chega a sua sexta edição. No último sábado, dia 28 de novembro, conversei com o Dr. Francisco Leitão(Presidente da Comissão Gestora da EXPOCRATO) e o Prof. Francisco Cunha(Criador do Berro Cariri e Coordenador do VI BERRO CARIRI) sobre essa experiência que a cada ano vem mostrando sua força e se consolidando como um dos principais eventos da região do Cariri. O VI BERRO CARIRI será realizado no perído de 3 a 6 de dezembro, no Parque de Exposição Pedro Felício Cavalcanti, na Cidade de Crato. A seguir, uma síntese da conversa com o Dr. Leitão e o Prof. Cunha.Océlio: Prof. Cunha, o Berro foi criado, em 2004, por sua iniciativa pessoal e apoio total da administração da URCA à época. Neste ano de 2009 será realizada a sexta edição deste evento que tem se consolidado como um dos principais do Cariri. Como será o VI BERRO CARIRI?
Prof. Cunha – O Padre Cícero disse a Floro Bartolomeu: o Cariri tem que berrar. E esse berro tem ecuado durante seis anos e nesta sexta versão nós temos a consolidação do sonho de trazer para o Parque de Exposição os arranjos produtivos locais que são menos favorecidos. Aqueles arranjos que são ligados ao pequeno produtor, ao agricultor familiar. A exemplo da criação de ovinos, caprinos, do artesanato, da mandiocultura. A parte da apicultura, que é extremamente importante. O engenho da cana de açúcar e a parte cultural que também é muito importante. Teremos o VI Festival de Violeiros Cego Aderaldo, o VI Festival de Cordéis Patativa do Assaré e o VI Festival Folclórico Mestre Elói Teles. Com isso nós ficamos muito felizes, especialmente com essa nova coordenação e a nova visão dada pelo Dr. Leitão, trazendo artistas de renome nacional, mas que tem uma identidade muito grande com a nossa cultura popular. Neste ano teremos nomes como Os Nonatos, Flávio Leandro, Flávio José, Fagner, Dorgival Dantas e de diversos artistas da região do Cariri.
Océlio – Prof. Cunha, você falou das duas vertentes do VI BERRO, a cultural e de negócios. A respeito desta última, quais são as expectativas para este ano?
Prof. Cunha – A expectativa é que nós tenhamos cerca de 1000 ovinos e caprinos e não necessariamente da comercialização. Mas do ponto de vista da liberação de recursos se tem a expectativa da liberação de mais de um milhão de reais pelo Banco do Nordeste durante o evento. Esta é uma expectativa fantástica. E o que nós esperamos com isso? Nós esperamos que o evento seja um sucesso de público e de negócios. Agora, neste ano, nós temos duas novidades. Uma, é que todo o lixo que for produzido no evento será reciclado pela Associação dos Catadores de Lixo do Crato. A segunda novidade, que é uma idéia do Dr. Leitão, e que foi acatada por todo o Núcleo Gestor, é de dar uma função social ao Berro. Esta ação social consiste no seguinte: durante o dia a entrada no Parque de Exposição será gratuita. Já à noite, para os shows, as pessoas irão contribuir com dois quilos de alimentos não perecíveis, que serão recebidos diretamente por entidades beneficentes da cidade de Crato. E assim, nesse período natalino, o Berro, além de cumprir com uma função ambiental, a reciclagem do lixo, vai cumprir também uma função social que é de tornar o natal das pessoas mais pobres e menos favorecidas de Crato mais alegre e sem fome.
Océlio – Prof. Cunha você falou em 1000 cabeças de ovinos e caprinos. De onde virão esses animais?
Prof. Cunha – Hoje, o Governo do Estado tem feito um esforço muito grande, talvez o maior dentre os estados do nordeste, especialmente através do trabalho capitaneado pelo Secretário Camilo Santana, no sentido de que nós possamos sair do risco desconhecido da aftosa para o risco zero para aftosa. Então, a limitação que nós ainda temos é a barreira sanitária da aftosa, mas o que nós esperamos é ter a participação, especialmente, dos estados que são os maiores criadores de raças nativas, no caso os estados da Paraíba e do Ceará.
Océlio – Vou conversar, agora, com o Presidente da Comissão Gestora da Expocrato, que, atualmente, é responsável pela organização do BERRO CARIRI. Dr. Leitão qual a importância do Berro para a região do Cariri e para a economia local?
Dr. Leitão - A importância do Berro é determinante e tem sua potencialidade voltada, principalmente, para o pequeno agricultor, para o pequeno criador. O Berro tem como objetivos o resgate e a preservação dos animais nativos, que são mais rústicos e que têm o menor custo na sua criação e produção para o pequeno produtor. Esses foram objetivos detalhados e determinados pelo Prof. Cunha, que é na verdade o pai deste evento, o Berro Cariri, na sua passagem pela administração superior da URCA, quando teve esta feliz e importante idéia. Através do Berro movimentamos a agricultura familiar. Nós estamos movimentando o engenho, a casa de farinha com a mandioca, dentre outros. Com isso, movimentamos a economia de um modo geral, criando vários empregos e rendas temporários, sobretudo para aqueles que mais necessitam. E uma ação nova de grande importância é que, como o Berro será realizado no mês de dezembro, o mês natalino, nós achamos por bem beneficiar as oito instituições mais necessitadas e carentes aqui da cidade de Crato e decidimos que o acesso aos shows à noite será mediante a doação, por pessoa, de dois quilos de alimentos não perecíveis. Estes alimentos serão entregues diretamente a essas entidades. Além desse aspecto social, outra ação que consideramos extremamente importante, que já foi citada pelo Prof. Cunha, é a parceria com a Associação dos Catadores de Lixo aqui da cidade de Crato. Esta é uma maneira que encontramos para gerar mais emprego e renda para essas pessoas. Portanto, o Berro, neste ano, ganha essa dimensão eminentemente social, que era uma vontade nossa de há muito tempo e que hoje estamos concretizando. Com isso queremos contribuir com a melhoria de vida das pessoas mais carentes e necessidade de Crato.
Océlio – Dr. Leitão, quais as parcerias que foram estabelecidas, neste ano, para a realizacão do VI Berro Cariri?
Dr. Leitão – As parcerias são aquelas costumeiras. Nós temos a parceria do Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria do Desenvolvimento Agrário, que tem à frente o Camilo Santana e que nos tem dado um grande apoio. Temos a parceria da Secretaria do Turismo, visto que vamos receber pessoas de vários estados e é importante a divulgação do Crato e de seus diversos pontos turísticos. Temos a parceria do SEBRAE, da Prefeitura Municipal do Crato, do Instituto Agropólos, a ACCOA, a CDL-Crato, a Associação Comercial e Industrial daqui de Crato, Ematerce, Bradesco, Banco do Nordeste, da URCA, enfim um grande conjunto de parceiros que são fundamentais para a realização deste grande evento. Com o apoio de todos esses parceiros temos, portanto, a oportunidade de fazer esse trabalho, possibilitando a geração de mais emprego, mais riqueza e mais renda para a cidade de Crato. Queremos destacar mais uma vez as ações de cunho social que serão desenvolvidas nesta sexta edição do Berro com a Associação dos Catadores de Lixo e as entidades beneficentes que tem um trabalho sério voltado para as comunidades carentes. Então nós queremos arrecadar alimentos para que essas entidades possam possibilitar às pessoas que são por elas atendidas um natal mais alegre e com uma alimentação de boa qualidade. Esse é o ojetivo fundamental de todo o trabalho que estamos fazendo aqui, juntamente com o Prof. Cunha, á frente do VI Berro.
Océlio – Essas entidades já foram escolhidas?
Dr. Leitão – Nós ainda estamos selecionando essas instituições e, claro, que vamos escolher aquelas que estão fazendo um trabalho sério, respeitado, e que mais necessitam do apoio e ajuda do povo do Crato, do povo do Cariri e, por que não dizermos, de todo o nosso estado, que é um povo tão bondoso, receptivo e que acima de tudo tem um coração muito grande e que sempre está disposto a colaborar com seu próximo.
Océlio – Prof. Cunha como criador do Berro Cariri, como você se sente hoje, coordenando esta sexta edição, de uma maneira tranqüila, com o apoio do Governo do Estado, da Prefeitura de Crato e de tantos outros parceiros? Qual o seu sentimento de ver este filho crescer, se desenvolver e se consolidar?
Prof. Cunha – A nossa felicidade, em primeiro lugar, é saber que o Berro não morreu na quarta edição, graças ao apoio do amigo, do irmão, da liderança, do grande criador que é o Dr. Leitão. Num momento difícil, quando muitos acreditavam que o Berro iria se extinguir, o Dr. Leitão chamou para si a responsabilidade de realizar o V Berro, que foi um grande sucesso. E nesta sexta versão, com a presidência do Dr. Leitão, o Berro tem dado um salto quantitativo e qualitativo, promovendo inclusão social. E, acima de tudo, ficamos muito felizes com o total apoio que está sendo dado pelo Governo do Estado, especialmente através da Secretaria do Desenvolvimento Agrário, do Camilo Santana, e de todos os parceiros. Nós costumamos dizer que o Berro tem se fortalecido pela parceria e, inegavelmente, ele tem crescido a cada ano, pelo compromisso do Governo do Estado do Ceará e pelo excelente trabalho do Dr. Leitão.
Océlio – Dr. Leitão, para encerrar nossa conversa, uma mensagem para a população do Crato e do Cariri.
Dr. Leitão – Nós convidamos a todas e a todos os cratenses e caririenses a participarem do VI Berro para se divertirem de forma alegre e respeitosa e, principalmente, colaborarem com a doação de alimentos às instituições beneficentes que estão sendo selecionadas. Na verdade, serão essas instituições que participarão diretamente da coleta e da recepção desses alimentos. Ninguém da Comissão Gestora nem do Governo irá participar do recebimento das doações. Quem desempenhará esse papel, repito, serão as próprias entidades carentes e necessitadas aqui da cidade de Crato. Então, é importante a participação, a colaboração e o envolvimento de todos os cratenses, a fim de possibilitar um natal mais feliz e alegre para essas instituições e para as comunidades com as quais elas trabalham.




