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terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Polícia Inglesa Prende Julian Assange do Wikileaks - José do Vale Pinheiro Feitosa
A prisão de Julian Assange é política não tem como esconder. Nos últimos quinze dias todo mundo brincava que Assange havia ocupado o lugar de mais procurado de Bin Laeden. Os EUA, a Inglaterra, os países que fazem o jogo de poder mundial estão incomodados com a exposição de suas entranhas infectadas. Temem o efeito esterilizante que o debate democrático e à luz do dia tenha sobre a lógica do domínio, especialmente do domínio de classe.
Ontem mesmo há havia uma reação de hackers pelo mundo todo em defesa de Assange. Agora começou a era do embate no canal vivo das comunicações: a rede mundial de computadores de fato começa a mostrar a sua grande face e parece que não é a do Big Brother. O Banco Suíço que reteve uns caraminguás de Assange teve seu site derrubado por hackers que foram além, deram uma nota de guerra contra a prática.
Como os hackers são “soldados voluntariosos” e existem soldados mercenários logo saberemos da contra-insurgência oficial. Virão os “quadros” dos governos para o campo e fazer o mesmo. Acontece que tudo está quente. A Conferência sobre o Clima em Cancun anda para um rotundo fracasso. Muitas denúncias de efeitos climáticos desastrosos estão correndo a conferência e isso alimentará o debate e a insurgência por todo lado.
Estamos andando rapidamente para um embate mundial de natureza apropriada a nossos tempos. Com as forças destrutivas da época.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
A inteligência alimentar - Emerson Monteiro
Nós humanos buscamos um jeito bom para equilibrar os elementos da natureza, para achar nisso as fórmulas ideais de viver em harmonia, no mínimo face ao mundo que nos rodeia. Arrumamos defesas que facilitem passar os dias longe dos conflitos que engolem as pessoas. Aqueles mais sabidos rompem obstáculos intransponíveis, exercitando a capacidade que possuem de cruzar as situações e abrir margens e alternativas. E os alimentos que ingerimos também se enquadram nessa ginástica, nestes tempos industriais que desafiam pela propaganda, marcas oferecidas em cada esquina, por meios ardilosos de pouco critério. A luta é fugir das regras químicas de comer o que aparece na nossa tela sem qualquer chance de pensar de outro modo.
O resultado desse totalitarismo alimentar em que se transformaram as ofertas do que sobrou para comer implica, agora, numa aventura radical de saúde fragilizada, corredor lotado nas entradas de um sistema único de saúde assoberbado e filas intermináveis à porta dos consultórios médicos.
Há países de seculares tradições que mantêm a rigidez dos hábitos de alimentação como quem cultiva verdadeiras religiões de sobrevivência. São povos educados nas linhas rígidas e familiares impostas pelos ancestrais e pela comunidade. Veem os costumes quais peças-chave de preservação da natureza a partir da criança e do jovem, impondo respeito às leis das origens milenares, na intenção de uma medicina preventiva. Acreditam serem doenças os sintomas do desequilíbrio imposto ao sistema orgânico através de hábitos errados, guardando, com isso, a conservação da ordem química do corpo à medida que evitam cair em transformações equivocadas e fora de fundamentos conhecidos, inteligentes.
Na fase ocidental dos modos industriais, no entanto, o lucro prevalece acima de tudo, a todo custo, comer casca e nó, levando de eito o que surgir pela frente. As florestas que o digam, após a febre destruidora das reservas a pretexto de exercitar práticas de mercado da madeira e produção de carne, depois seguida dos agronegócios, da soja que domina a colonização amazônica.
Comer e beber hoje se tornam, a cada ano, em atividades de risco jamais imaginado pelos pessimistas. A mesa virou campo de prova de sobrevivência; os pratos, bombas-relógios de que não conhecemos os termos de finais para na saúde. Nossos avôs, às refeições, adotavam a expressão “peixe é que morre pela boca”. No entanto a humanidade parece haver se transformado num rumoroso cardume de variados peixes expostos aos caprichos das bolsas de mercadorias, vagando tontos na maré dos acontecimentos imprevisíveis da civilização.
O MITO DA SOCIEDADE ORGÂNICA - José do Vale Pinheiro Feitosa
Estaríamos vivendo uma metáfora social, antropológica e econômica do orgânico: August Comte chegou a pensar num organismo social – coordenação complementar de seres diferentes que cooperam em virtude destas diferenças. Mesmo quando criticada a metáfora da sociedade como um organismo ela se deitava sobre a visão hegemônica da sociedade burguesa, imaginando-se o “fim da história”, aquele momento em que todos estavam organicamente ligados, sem contradições, pois até mesmo a teoria das defesas, orgânicas como a imunidade, poderia ser utilizada para extirpar a “células cancerosas”.
Vejam que agora mesmo na guerra do alemão no Rio de Janeiro, esta visão deitou e rolou, mesmo entre pessoas com boa crítica às contradições da história. Não muito tempo fui surpreendido com a condenação moral da luta de classes, como se esta fosse meramente uma opção ideológica fundada pelo pensamento marxista e não a erosão da vida real das pessoas.
Este tema é interessante por que a organização do mundo parece cada vez mais ter os riscos orgânicos inclusive a fragilidade do que filosoficamente já se identificava como a “força única”. Hoje mesmo o Wikileaks revela os centros nevrálgicos da defesa americana no mundo todo. Até o cabo de fibra ótica da costa brasileira que faz um nó na costa de Fortaleza é considerado “vital” para a sociedade americana. Estão elencados oleodutos na Rússia, minas de Manganês no Brasil, mineração de ferro, minas de cobalto no Congo e assim por diante, como “órgão” do grande organismo imperial americano.
Agora mesmo vejam a dimensão do que acontece neste momento comigo. Estou aqui escrevendo num computador, conectado na rede mundial, pesquisando automaticamente na rede e na minha biblioteca, para depois enviar para os sites do Cariri. Antes das 10 horas alguém já estará lendo aquilo e ainda estou neste período. Então, imaginem se um simples cabo se romper: nada do faço e farei poderia acontecer. Mesmo que a sociedade ainda tenha “colaterais” para desviar o fluxo de informações para chegar ao destino.
Enfim, estão nos passando uma visão de organicidade global e totalitária tão somente para que se torne aceita a desigualdade econômica e social entre as pessoas e que cada vez mais as cabeças se tornem meras células da aceitação da versão do mundo forjada pela cultura dominante. Hoje se estima que a perseguição dos EUA ao Wikileaks pode gerar uma nova “Internacional” anti-hegemônica, anti-globalização que traduza cada pessoa em seu diferencial na sociedade.
Mesmo a visão de Gaia, a terra como um organismo vivo pode sofrer críticas.
domingo, 5 de dezembro de 2010
SONHO CAÍDO
A mutação social é sempre oportuna em qualquer agrupamento humano, vez que a mesma, funciona como o um novo revigoramento de energias positivas do pulsar vivo existenciais ao contrato vigente a paisagem humana.
A corrente da vida sempre liga o elo do passado ao futuro, sendo o instante presente o marco que será absolvido as novas gerações, assim, o repasse de fluidos positivos acende a luz para dar lugar ao futuro, não vivido, mas que se pode dimensionar em abstrações, daí o motivo da racionalidade humana, a capacidade de projetar ações de um por vir, através das ações do agora.
A Racionalidade como um mastro direcionador dos passos dos seres humanos, tem conservado e assegurado a continuidade do homo sapiens no planeta terra com a soberania e supremacia as demais espécies existentes.
O Campo emocional ao vapor do vendaval do carrossel existencial é de uma textura um pouco mais complexa, vez que, além do crescimento populacional, novas tecnologias vão surgindo, novos valores vão sendo naturalizados, as exigências sociais, a cada mutação, uma nova objetiva de maior alcance a aptidão no convívio interativo da conjuntura como um todo.
O problema nasce nos conceitos, via de regra, as grandezas emocionais na literatura, na filosofia são eternizados como se o tempo não existisse. Daí uma liga emocional eternizada no passado, hoje não ter consistência de: “nada é sólido o suficiente que não se dissolva no ar”, assim, urge a necessidade de o problema vigente não pode ser resolvida a força de conceitos ultrapassados, bem como os futuros à luz da limitação do presente.
A prudência racional deve ao seu tempo, o templo, a missão de não deixar que a força dos conceitos emocionais de outrora se dissolva em sonho caído do agora, logo, a força do poder dos conceitos deve ser revista, para não sobrecarregar o peso exagerado que se coloca nas costas das gerações vindouras.
(*) Procurar na web
Inscrições da Bienal da UNE só até 15 de dezembro
O Coletivo Camaradas é um dos parceiros Bienal da UNE. O Estado do Ceará deverá inscrever mais de 100 trabalhos para atender a meta estabelecida pelo Instituto CUCA. Diversos artistas e estudantes da região do Cariri já enviaram trabalhos. A coordenação da 7ª Bienal da UNE anunciou nesta terça-feira (30) a prorrogação do prazo para as inscrições de trabalhos nas mostras artísticas do festival. Inicialmente, a data final seria 30 de novembro. Porém, em razão da grande procura e com objetivo de ampliar a diversidade dos trabalhos que irão se apresentar na Bienal, a nova data definida é dia 15/12 (quarta-feira). Os nomes dos selecionados serão divulgados até o dia 20/12 (segunda-feira) no portal www.une.org.br. Haverá também comunicado por e-mail e telefone.
O EstudanteNet explica abaixo todas as formas que existem para participar da Bienal da UNE.
TRABALHOS SELECIONADOS PARA A 7ª BIENAL
A primeira forma de participar da Bienal da UNE é ter o seu trabalho selecionado para ser apresentado nas mostras artísticas. Caso isso ocorra, não é necessário fazer a inscrição individual (estará automaticamente abonado da taxa de R$ 100). O selecionado será ainda premiado com um pro labore e terá um alojamento específico (os alojamentos são em salas de aulas). A organização da Bienal não se responsabiliza pela alimentação e o translado até o Rio de Janeiro.
Para inscrever o seu trabalho na áreas de Artes Integradas, Música, Artes Cênicas, Artes Visuais, Audiovisual, Literatura, C&T, Mostra CUCA e Atividades Autogestionadas basta ler o regulamento da 7ª Bienal e fazer o cadastro nos links abaixo. É fácil e gratuito.
As propostas podem ser enviadas até o dia 15/12/2010. O resultado dos selecionados será divulgado até o dia 20/12/2010 no portal www.une.org.br.
Pelo Twitter @bienaldaune, os interessados poderão acompanhar outras informações. Em breve será lançado também o hotsite da Bienal. Dúvidas poderão ser esclarecidas pelo e-mail bienal@une.org.br.
É TEMPO DE LAPINHAS...
| Lapinha de Mãe Celina (Crato-CE-Brasil) - Foto de Antonio Vicelmo |
| Lapinha de Mãe Celina (Crato-CE-Brasil) - Foto de Antonio Vicelmo |
sábado, 4 de dezembro de 2010
PREZADO AMIGO DR. MIGUEL SOARES, BOA SORTE NO DESTINO DA PREFEITURA - POR PEDRO ESMERALDO*
*Artigo escrito por Frederico Barbaroxa da Ponta da Serra. (Pedro Esmeraldo) em 1970.
Foto: cratonoticias.wordpress.com
LA CAMARADA
![]() |
| Foto: WB |
es poluído demás, el mundo capitalista
Yo quiero una camarada que ame la lucha
y que en la lucha ame como los colibris
sin sair de la missión
sin que perca la ternura
mismo com el fuzil en las manos
Que el baton nunca manche la profundidad de su sensualidad
de mujer
de deusa
Que el baton de poeira e polvora
nunca negue la violência revolucionária de las balas
contra la burguesia
Sus lábios serán perseverantemente dulces
y dulces serán sus gestos en las noches de placer
Nuestras manos serán firmes
serán el propio fuego
y nuestro fuego, explosión
y la revolución tendrá más una brasa llamuscante
Caminaremos com plumas bermejas en el sombrero
tres mil balas en el cinturión
y un millón de amor en el corazón
Corazón guerrillero, corazón proletário
sedento de liberdad
Te espero caminando
te quiero, camarada
Dulce, serena, nua y armada...
Te quiero, musa revolta
Te amo, mujer proletária!
Cacá Araújo
LA FELICIDAD
| Maria Isaura Araújo |
en que las bestias feroces
serón devoradas por la ira de los bravos
y el amargor de la miseria
non mas manchará nuestras noches
El tiempo
en que ofertaremos balas al emperador
non tardará
Non tardará el tiempo
en que nuestros ojos serón felices
e nuestros bezos serón dulces
Llegará el tiempo
en que nuestros deseos serón plata
y seremos ardientes...
Nuestros hijos
poderón sorrir todo el sorriso
que tienen para sorrir
El tiempo llegará...
Cacá Araújo
Crato-Cariri-Ceará-Brasil
E o papel municipal no ensino da juventude? - José do Vale Pinheiro Feitosa
Simbólica por se tratar de um debate motivado por uma escola fechada quase no limite entre Crato e Juazeiro e leva o nome de uma mulher especial para a sua ancestralidade. Pensando nisso fui buscar os dados do IBGE sobre educação em três municípios chaves da nossa bela região do Cariri: Crato, Juazeiro e Barbalha.
O mais importante é que estas cidades se tornaram centros universitários no coração do nordeste e vale a pena imaginar sobre que estrato dos ensinos pré-escolar, fundamental e médio este ensino superior se sustenta. Aliás, os números nos deixa pessimistas, pois não é improvável que as referidas cidades apenas se tornem sede para atrair jovens de outras regiões.
O Crato, por sinal, sempre foi referência para toda uma região, essa é uma vocação histórica. Talvez isso ainda explique a importância do ensino privado na cidade, muito do qual sobre as estruturas da Igreja Católica. Mas vamos aos números das três cidades.
Falamos de cidades diferentes em população e proporção de população urbana: Juazeiro é a maior com os dados preliminares do censo de 2010 já contando uma população de 249.936 habitantes dos quais 96% vive na zona urbana; Crato já tem uma população 121.462 habitantes com 83% na zona urbana e Barbalha com uma população de 55.373 habitantes e uma população urbana de apenas 63,8%.
Nas três cidades ainda existem escolas estaduais no ensino fundamental, nenhum município tem escola de ensino médio e o ensino privado de nível médio é mais freqüente em Crato. Teria que fazer estudos de indicadores por faixa etária da população em idade escolar mas para poupar tempo, considerei que a estrutura etária das três cidades é assemelhada e portanto não teria problema em compará-las usando como denominador a população total para cada de tipo de matrícula. O que vi foi que nos indicadores de matriculas no pré-escolar e no ensino fundamental Barbalha (4,4% / 18,7%) leva vantagem sobre os outros dois municípios e estes se assemelham muito nos dois indicadores (Juazeiro: 3,2% / 17,3% ; Crato: 3,4% / 17,8%).
Tomando o número de matrículas feitas nas escolas municipais para os dois níveis de ensino (pré-escolar e fundamental) como forma de representar o esforço da gestão do município vimos que: mais uma vez Barbalha se destaca (75,9% e 76,8%), Juazeiro com uma ligeira vantagem sobre o Crato no ensino fundamental (68,1% contra 63,8%), porém muito inferior em termos do ensino pré-escolar (46,2% contra 60,8%).
Em relação ao ensino médio o Crato se destaca em relação aos dois municípios, 5,7% contra 4,4% e 4,5% e é muito provável que aí o diferencial seja a tradicional escola privada na cidade que nem sempre matricula habitantes permanentes. Vale ressaltar que a gestão municipal não faz qualquer diferença em termos de matrícula neste indicador.
Centro Cultural BNB Cariri - Programação Semana (5 a 11/12)
Fonte: CCBNB Cariri
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
O Wikileaks é apenas uma novidade - José do Vale Pinheiro Feitosa
Uma questão que confunde muito o cidadão nesta micro-visão do dia-a-dia do noticiário em parte é devida ao que se identifica como a interdição do debate público feito pelas mídias tradicionais, estas se tornando a mediadora entre o público e o poder. Isso representaria uma seleção de interesses que se estreitariam entre o poder e as empresas de comunicação, excluindo parte da informação ou dando-lhe interpretações muito aquém ou além do interesse público.
A internet parece ter furado este paradigma, digamos assim, da interdição pública. Os cidadãos passam a ter acesso direto, a trocarem visões horizontalmente (ao contrário do padrão vertical entre poder/mídia e público), a emitirem suas próprias interpretações. E a tecnologia que seguiu os passos da internet cresce pelo que se observa nesse sentido: sistemas de busca, postagem de um amplo material de texto, imagens e som, a velocidade de transmissão de informações, além das tecnologias de processamento em nuvem as quais permitem se criar verdadeiros geradores de informações à disposição de instituições e pessoas.
A novidade é a possibilidade da manipulação aprendida na história, quando vozes com técnicas de psicologia de massa tentam encaminhar a opinião pública para determinados efeitos. É cedo para dizer, mas tudo leva a crer que esta manipulação era um efeito da verticalização tradicional dos meios de comunicação. Numa dinâmica horizontal outras vozes se levantarão, dissidências se sustentarão, numa espécie de reparos e contrabalanços parecido com aqueles mecanismos de “check balance” que existe nas democracias na separação dos poderes e destes com a sociedade.
O caso do Wikileaks é o exemplo mais recente a desnudar o que antes eram “segredos de Estado” que se mostram cada vez mais “segredos do poder” ou em visão mais limitada a “segredos de governos”. A verdade é que os governos precisam se explicar, democraticamente, informar suas medidas e seus acordos. Se o governo é da sociedade ao contrário da visão tradicional vertical, a sociedade manda no governo e este atende ao que a sociedade deseja. Mesmo considerando as contradições para construir a vontade da sociedade, esta continua sendo a mais soberana.
Agora fica mais difícil os Governos fazerem seus acordos e só abrir a informação anos depois quando a sociedade não pode mais. Se a mídia tradicional já pusera dificuldades ao autoritarismo, agora ainda mais a instituição da arrogância perderá sentido histórico. Enfim a arrogância imperial está ficando exposta ao sol do meio dia. Mesmo que o Wikileaks venha a ser manipulado ou impedido, outros mecanismos aparecerão sobre esta nova plataforma social (a internet não é uma mera plataforma tecnológica).
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Quem vem para a beira do mar - José do Vale Pinheiro Feitosa
ESCUTE A MÚSICA E LEIA O TEXTO. ANTES DESLIGUE NA ABA DIREITA A RÁDIO PARA NÃO MISTURAR OS SONS.
Não vá para a beira do mar.
Não vá.
Não vá para a beira do mar.
Não vá.
Quem vem pra beira do mar, ai
Nunca mais quer voltar, ai
Quem vem pra beira do mar, ai
Nunca mais quer voltar
Andei por andar, andei
E todo caminho deu no mar
Andei pelo mar, andei
Nas águas de Dona Janaína
A onda do mar leva
A onda do mar traz
Quem vem pra beira da praia, meu bem
Não volta nunca mais
Missão Toca de Assis em Crato – por Ticiana Rafael
Contato
Sítio Fraterno Porciúncula
Estrada Santa Fé, Sítio Boa Vista, 110,
Km 1,5 Caixa Postal 69 ,
CEP. 63100-970 – Crato-CE
Tel: (88)3521-2097
crato@irmaos.tocadeassis.org.br
Por Ticiana Rafael
Publicada no Blog Oficial da Toca de Assis (http://tocadeassisoficial.blogspot.com/)
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
PÉROLAS DE BASTIDORES

O Médico e escritor José do Vale Feitosa assim se expressou sobre o músico e cientista Paulo Vanzolini:
Zé Nilton: é uma pérola rara neste oceano de tão pouca variedade biológica. É um índio de pé de serra, um mestiço das américas, professor por vocação e um músico de verdade. Faz a nossa alma vibrar como um canto de vida. Estes textos e seus programas são algo que só lá na frente a cidade compreenderá. Os jovens sentirão a gratidão de andar nos encantos de um passado que eles jamais iriam visitar nesta volúpia do minuto por terminar. Este texto do Vanzolini é um pouco do Zé. O Vanzolini foi de uma geração de pesquisadores de campo, que se preocupava com as endemias rurais, ia em busca da cadeia das doenças para criar bases científicas para controlá-las. Uma geração profundamente influenciada por Pasteur, pela Medicina Tropical Inglesa e pela Fundação Rockfeller. Tinha nomes como Lutz, Carlos Chagas, Samuel Pessoa, Deane entre tantos heróis de histórias fabulosas por estes sertões a desbravar o Brasil dos anos 20 a 50. Vanzolini teve muito de seu conhecimento musical nestas andanças, como bem lembra o Zé Nilton com o Cuitelinho que é bonita demais meu Deus do Céu (e sou ateu).
AS 250 CRIANÇAS DE PEDRO ESMERALDO - José do Vale Pinheiro Feitosa
O casal optara por educar os filhos numa escola dinamarquesa, ao invés da alemã, dado a relação professor aluno. Na Dinamarca cada sala de aula tinha seis a oito alunos, enquanto na Alemanha isso era mais que o dobro. Eles viam nesta concentração por sala uma vantagem relativa em termos de aprendizagem.
No Brasil esta questão foi objeto de aprovação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, definindo que o número máximo de alunos em turmas do ensino médio e dos quatro últimos anos do ensino fundamental não pode ultrapassar 35 alunos por turma. Já este número para os primeiros cinco anos do ensino fundamental seria limitado a 25 alunos.
Por qual razão abordo o assunto? É que houve uma abordagem salutar não desta questão especificamente, mas sobre o quantitativo de alunos necessários para a existência de uma escola. Salutar por que o assunto foi provocado pelo Pedro Esmeraldo em face do fechamento da escola Maria Amélia. E como tal foi respondido pelo Prefeito Samuel Araripe pelo menos no Blog do Cariri Agora por uma postagem do Dihelson Mendonça.
A primeira questão é que, democraticamente, o Prefeito do Crato ofereceu à sociedade uma visão de sua gestão de qual seja a viabilidade da existência de uma escola em termos do tamanho de alunos. Segundo o prefeito o próprio FUNDEB criou esta espécie de paradigma, qual seja uma escola não pode ter menos de 500 alunos sobre pena dr “ficar inviabilizada por conta da estrutura. Então, quanto mais alunos, melhor. Essa lei do FUNDEB é uma lei perfeita, então quanto mais alunos, mais recursos aquela escola recebe, e conseqüentemente, melhor estrutura.”
Isso é importante pela oportunidade dos munícipes levantar uma série de questões para a administração municipal. A primeira e mais básica é que não cabe ao cidadão a responsabilidade para encher uma escola com alunos como solicitou, politicamente, o prefeito a Pedro Esmeraldo. Este assunto é da gestão pública, mas cabe, como foi o caso, explicar por que a fechou e não a reabrirá.
A segunda questão é que permite levantar contradições, com base na realidade da ocupação territorial da população no município do Crato e confrontá-la contra o paradigma oriundo da forma de distribuição dos recursos do FUNDEB. Isso é particularmente verdade para comunidades pequenas, em que não se tenham quinhentas crianças ou mesmo as 250 pedidas para Pedrinho “gerar”. Qual será a política da prefeitura nestes casos: condução escolar, concentração territorial de alunos etc.?
Enfim Pedro Esmeraldo e Samuel Araripe abriram um debate salutar e cabe à sociedade desdobrá-lo com toda capacidade de argumentação e espírito público que se espera da construção de um futuro melhor para a cidade e seus cidadãos.
COMPOSITORES DO BRASIL
“Um homem de moral”...(Volta por cima)PAULO VANZOLINI
Por Zé Nilton
Interessante o compositor Paulo Vanzolini. Aliou dois domínios como suportes de seu estar no mundo que para muitos são irreconciliáveis: a estúrdia (boêmia) com os estudos.
Ao longo de seus oitenta e seis anos manteve-se sempre fiel a essas duas formas de conhecimento: a música e a ciência. Grande compositor, renovador do samba paulista, o também médico e respeitado cientista com doutoramento em Zoologia, pela Universidade Harvard, Paulo Emílio Vanzolini. Faz bonito na música como o faz nas suas pesquisas e explanações sobre os insetos. Aliás, também é um dedicado pesquisador musical. Mostrou para o Brasil a riqueza da música do centro-oeste quando recolheu pérolas do folclore da região, como aregravadísssima “Cuitelinho” , entre outras.
Esteve na URCA tempos atrás. Vi-o, de cachimbo aceso, no centro de uma roda de novos professores-pesquisadores, baforando e fazendo gestos vibrantes na direção de seu colega de profissão, o nosso eminente prof. Waltércio Almeida.
Paulista de nascença, mas foi no Rio de Janeiro que aprendeu a fazer samba entre os intervalos de seus estudos universitários, nos anos de 1940.
Diferentemente de muitos, haja visto Noel Rosa, Chico Buarque, Tom Jobim, esse filho da classe média mostrou como é possível conciliar a poesia com a academia. Talvez o triunfo de Vanzolini deva-se a sua capacidade e sensibilidade na tradução das duas artes que se completam por estarem no mesmo plano da natureza. Tom Jobim sobrava nessa possibilidade mas preferiu só a poesia.
Vale a pena saber mais sobre Paulo Vanzolini como músico e cientista, a rede é pródiga.
Sobre sua obra musical falaremos um pouco do muito que produziu, nesta quinta-feira, entre 14 e 15 horas, na Rádio Educadora do Cariri, no programa Compositores do Brasil, que há quase dois anos semanalmente destaca um compositor e sua obra, na perspectiva de atualizar a memória histórica da Música Popular Brasileira.
Na sequencia:
CUITELINHO, colhida por Paulo Vanzolini com Nara Leão
CAPOEIRA DO ARNALDO, de Paulo Vanzolini com Ary Lobo
O RATO ROEU A ROUPA DO REI DE ROMA, de Paulo Vanzolini com Paulo Vanzolini
CHORAVA NO MEIO DA RUA, de Paulo Vanzolini com Cristina Buarque
NA BOCA DA NOITE, de Paulo Vanzolini e Toquinho com Toquinho
SAMBA ERUDITO, de Paulo Vanzolini com Paulo Vanzolini
BANDEIRA DE GUERRA, de Paulo Vanzolini com Paulinho da Viola
AMOR DE TRAPO, de Paulo Vanzolini com Os Demônios da Garoa
MARIA QUE NINGUÉM QUERIA, de Paulo Vanzolini com Nelson Gonçalves
PRAÇA CLÓVIS, de Paulo Vanzolini com Chico Buarque
VOLTA POR CIMA, de Paulo Vanzolini com Maurici Moura
RONDA, de Paulo Vanzolini com Márcia
Programa: Compositores do Brasil
Rádio Educadora do Cariri (www.radioeducaroradocariri.com)
Todas as quintas de 14 as 15 horas
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Operador high tech: Iderval Dias
Direção Geral: Dr. Geraldo Correia Braga




