Brasil
O DIA DE ÍNDIO DE JOAQUIM BARBOSA
A descompostura quase provoca uma crise institucional no STF por causa do destempero de Joaquim Barbosa – justo ele, um ministro símbolo de coragem, cultura, inteligência e elegância
Alexandre Oltramari
POLÍTICA NO TRIBUNAL
A cena, transmitida pela tevê, começou quando Barbosa acusou Mendes de esconder informações dos colegas. Era falso. Barbosa desconhecia detalhes do processo porque estava de licença médica quando o caso foi julgado. A discussão já seria preocupante se terminasse aí. Mas ela continuou. Irritado com uma afirmação de Gilmar Mendes de que não tinha condições de dar lição a ninguém, Barbosa perdeu de vez a compostura. "Vossa Excelência está destruindo a Justiça deste país", acusou o ministro. "Vossa Excelência, quando se dirige a mim, não está falando com seus capangas de Mato Grosso, ministro Gilmar." Mato Grosso é o estado natal do presidente do STF. Capanga é como são chamados os pistoleiros que agem ali.
A maneira inadequada com que o ministro Barbosa expôs suas divergências com o presidente do STF quase mergulhou a corte numa crise institucional. Terminado o bate-boca, o ministro se retirou do STF sem falar com ninguém. Seus colegas, porém, realizaram uma reunião fechada em busca de solução para o conflito. Houve quem defendesse a abertura de processo contra Joaquim Barbosa e até se falou na possibilidade de seu impeachment. Afastada a sugestão mais radical, os ministros discutiram uma moção de censura pública contra Barbosa, mas também não houve consenso. A tese que prevaleceu, depois de três horas de discussão, foi a diplomática. Os ministros decidiram prestigiar Mendes, por meio de uma nota na qual lamentam o episódio e reafirmam sua confiança nele, sem mencionar uma palavra sobre o comportamento de Barbosa. Em almoço com dois colegas no dia seguinte, Barbosa admitiu que se excedeu, principalmente ao acusar o presidente do STF de possuir "capangas", mas descartou a possibilidade de se desculpar publicamente pelo episódio. O presidente do STF, por sua vez, também preferiu encerrar o caso. "Não há crise, não há arranhão. A imagem do Judiciário é a melhor possível", disse Mendes.
Ao contrário do que a altercação da semana passada sugere, Mendes e Barbosa têm muitos pontos de comunhão profissional e pessoal. Ambos estudaram na Universidade de Brasília, ingressaram no Ministério Público por concurso e complementaram seus estudos no exterior. A dupla também comunga o mesmo temperamento explosivo, embora esse traço de personalidade seja mais visível em Barbosa, que já se desentendeu com sete de seus colegas no STF e no Tribunal Superior Eleitoral. Mendes, ex-assessor de Fernando Henrique Cardoso e ex-ministro da Advocacia-Geral da União, foi indicado pelo presidente tucano em 2002. Barbosa, filho de pedreiro, que sempre estudou em escola pública, recebeu a toga de Lula em 2003. Foi escolhido por seus inegáveis méritos jurídicos, mas também pela disposição do presidente da República de nomear alguém com o perfil de Barbosa.
As rusgas entre Mendes e Barbosa, evidentemente, afloraram muito mais pelo que os separa do que pelo que os une. Ambos têm visões de mundo antagônicas. Considerado um elitista pelos adversários, Mendes costuma ser criticado pela maneira arrogante com que expõe suas ideias em público. Deve-se a ele, contudo, o recente desmonte do estado policial que começava a fincar estacas no coração da democracia brasileira. Já Joaquim Barbosa é considerado um procurador da República disfarçado de ministro. Ele acha que o clamor popular deve ser levado em conta pelos juízes, principalmente quando se trata de punir ricos e poderosos, e discorda das críticas que Mendes tem feito à Polícia Federal e ao Ministério Público. O ministro terá uma chance e tanto de colocar em prática suas convicções. Ele é o relator do processo criminal contra os 39 réus do mensalão, o esquema petista que desviava dinheiro público para corromper parlamentares no Congresso em troca de apoio ao governo. Barbosa já deu sinais inequívocos de que dará uma lição de isenção e coerência no caso do mensalão – este, sim, fornido de provas.
(Fonte:VEJA)
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sábado, 25 de abril de 2009
Do seriado "Coisas da República"
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Barbalha vai realizar Congresso de Folclore e Seminário sobre Religiosidade Popular
Será realizado, no período de 26 a 31 de maio do corrente ano, na cidade de Barbalha, o II Congresso Cearense do Folclore e o I Seminário sobre Cultura, Religiosidade e Festas Populares do Cariri. O evento tem como objetivo principal propiciar a estudiosos, professores, alunos e comunidade em geral um espaço de debates e discussões acadêmicas multidisciplinares acerca da cultura, da religiosidade e das festas populares, tendo como referência a Festa do Pau da Bandeira de Santo Antonio de Barbalha. A promoção e realização são da Prefeitura Municipal de Barbalha, através da Secretaria da Cultura e Turismo, da Comissão Cearense do Folclore e do Centro Pró-Memória de Barbalha Josafá Magalhães.
Tendo como temática o eixo “Festa Popular: cultura, tradição e fé”, o evento científico-cultural terá conferências, mesas redondas, grupos de trabalho, comunicações cientificas e apresentações culturais com grupos da cultura popular tradicional. Será realizado também o Curso de Atualização em Folclore, destinado, sobretudo, aos professores da área de ciências humanas da rede municipal de ensino, estando, porém aberto a professores das redes estadual e particular.
As inscrições para participar do evento e para apresentação de trabalho científico já se encontram abertas, podendo ser feitas através do e-mail:
Importante: AS INSCRIÇÕES SÃO GRATUITAS
Maiores informações:
E-mail: comissaocearensedefolclore@bol.com.br;
Quem se emociona com Susan Boyle?
Afinal tudo é produção, tudo é feito para platéias de uma economia em crise. O sinal dos tempos. Panis et circensis. Por isso mesmo o escritor Marcelo Carneiro da Cunha, no blog Terra Magazine de Bob Fernandes, pretende ser Susan Boyle. E pretende por ser um escritor que tem o quê dizer, pretende dizer e escreve sem parar mesmo não tendo o sucesso de um Paulo Coelho. Então ele quer algo divino (ou midiático pois é o caso de Susan Boyle): “aquele instante de boa e pura mágica, em todos os anos que vieram antes, todo mundo viu apenas o jeito desengonçado e improvável de Susan e não a artista”. Marcelo acredita que Susan tem a “essência” do artista, aquela que fala ao coração dos homens e se comunica com Deus. Não disse, mas foi isso que ficou subentendido em sua solidão de artista que não arrasta multidões.
Circulou pela Internet a mais cabal prova que estamos criando a cultura, como nossos teóricos bem o dizem, a estética da crise. Já vimos isso em filmes de época, em pintura, literatura e até mesmo da arquitetura. Voltemos aos anos 30 e tudo se encontra bem catalogado. A estética da manipulação das pessoas em sofrimento, para que aplaquem sua raiva com a ruptura do progresso que lhes prometeram e não veio. Esta manipulação não é nova, sempre ocorreu, mas agora ela se encontra nitidamente dirigida para este sentido. Basta identificar as explicações que a imprensa inglesa oferta ao seu público.
Para muitos Susan é uma mensageira vinda para acordar a humanidade das frivolidades mundanas, quando a feiúra da personagem é a contraprova de uma Gisele Brünchen dos saborosos anos do consumo americano. Ou então seria Susan um anjo de esperança neste desespero mundial da crise capitalista. Susan seria uma “madre” trazendo esperança para as famílias em franca decadência no tecido social, a falta de emprego, a dignidade e a sanidade mental. Enfim, aquela que tinha tudo contra si, para os padrões vigentes na produção cultural capitalista, supera-se e esta superação é uma mensagem potente para que tudo mude para permanecer como se encontra. Isso quer dizer: a crítica não se encontra ao modo de produção, mas vangloriar os esfarrapados que na loteria do improvável conquistam o prêmio em pleno coliseu televiso.
Tudo encenado, as emoções dosadas, a música da mesma dimensão do investimento financeiro em superproduções, pois sem aquela música, sem aquela emoção já de todo “elaborada” por milhões de pessoas que puderam previamente pagar um ingresso nas grandes cidades do mundo para assistir ao musical, ou compraram os CDs e DVDs.
Afinal é Susan o anjo da indústria de entretimento globalizada a serviço dos anos de crise. Serviço tão perfeitamente adequado ao momento tecnológico de modo a apenas assim ocorrer em razão do You Tube.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Coluna Política - do jornalista Donizete Arruda
Santana com as mãos na cabeça
domingo, 19 de abril de 2009
Coluna CARIRI, por Tarso Araújo
CIDADÃO CRATENSEO
SÃO JOÃO
I Expo São João, acontecerá no Crato, no Parque de Exposição Pedro Felício Cavalcanti., O evento é uma promoção da Comissão Gestora da Expocrato, Câmara de Dirigentes Lojistas, Sindlojas e Associação Comercial, com apoio do Governo do Estado e da prefeitura do Crato. Para o presidente da CG da Expocrato, Dr. Leitão Moura, será um São João para a família caririense, com barracas vendendo comidas típicas, festival de quadrilhas juninas e shows com artistas regionais. Destaque para a participação de Joãozinho do Exu, Fábio Carneirinho, Zé de Benona e Epitácio Pessoa.
O QUE FAZ O PROGRESSO
Que atividade - nos dias atuais - alavanca o vertiginoso crescimento de Juazeiro do Norte? Errou quem cravou a opção “romarias”. Hoje, segundo o pesquisador Daniel Walker, o ensino universitário e as grandes empresas que se instalaram na Terra do Padre Cícero são as molas principais do seu desenvolvimento. São ofertados 40 cursos de graduação em Juazeiro do Norte. O “boom” imobiliário do bairro Lagoa Seca, com pousadas, pequenos edifícios residenciais, restaurantes, etc. tiveram incremento após a instalação da faculdade de medicina. Vale por dezenas de romarias, diz Daniel Walker. É verdade. As romarias são feitas por pessoas de baixo poder aquisitivo, que se hospedam em “ranchos para romeiros” e gastam pouco dinheiro.
NOVA POSTURA
Mesmo assim, Daniel Walker faz questão de acentuar a importância do turismo religioso para Juazeiro do Norte. Ele foi - há 40 anos - importante para deflagrar o crescimento da cidade. E mesmo hoje possibilita inserir a Terra do Padre Cícero no espaço midiático brasileiro o ano todo. Hoje, Juazeiro do Norte cresce por gravidade. Seu raio de influência econômica não se resume aos 31 municípios do Cariri. Abrange de Serra Talhada e Salgueiro (PE) a Picos (PI); de Cajazeiras e Sousa (PB) a Iguatu e a região dos Inhamuns, no Ceará.
POLUIÇÃO VISUAL
Recebido com muita expectativa, o projeto para despoluição visual das ruas de Crato parece que esfriou. Até agora só foram retiradas pouco mais de duas dezenas das placas publicitárias abusivas. E isso, por adesão espontânea de alguns comerciantes. A população cobra para Crato o que foi feito pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab: proibição, por lei, de colocação de placas gigantes em fachadas comerciais, além de nova legislação com rígidos critérios para os anúncios de lojas e produtos. Em São Paulo, Kassab deu um prazo para retirada das publicidades abusivas. Findo o prazo, a própria Prefeitura retirou as remanescentes. É o que tem de ser feito também em Crato, diz o povo.
PRECIOSIDADE
No final de sua administração à frente da Urca, o ex-reitor André Herzog, mandou publicar uma edição fac-similar de “Apontamentos para a história do Cariri”, escrito por João Brígido em 1858. Esse livro foi publicado inicialmente pelo “Diário de Pernambuco”, de Recife, em forma de folhetim, em 1861. A 2ª edição ocorreu em 1888 publicada pela Tipografia da Gazeta do Norte, de Fortaleza. Muito provavelmente esta é a primeira publicação sobre a História da Região do Cariri, constituindo-se, portanto, numa verdadeira preciosidade para os pesquisadores, profissionais e interessados na história do sul-cearense. Como ficou pendente (junto à editora Expressão Gráfica de Fortaleza) a prestação final da nova edição desse livro, o professor Jurandy Temóteo, num gesto louvável, adquiriu junto à editora cerca de cem exemplares, todos vendidos - em pouco tempo - através de venda nas bancas de jornal de Crato. Não se sabe se o restante da edição ainda existe ou já foi incinerada...
VELHO SOCIALISTA
Um dos mais lendários socialistas cratenses, José de Figueiredo Brito, teve sua vida resgatada em livro. A iniciativa partiu dos seus filhos Telma e Heitor, autores de “José de Figueiredo Brito - lutas e trajetória”. O velho socialista acreditava que a defesa dos humildes deveria ser feita através das ideias no contexto revolucionário da época. Por conta disso foi perseguido pelo movimento militar de 1964 que o aposentou compulsoriamente do emprego, com prejuízos financeiros. Visceralmente honesto, insubmisso, intelectual de valor, José de Figueiredo Brito terminou seus dias em Recife, aonde faleceu em 1989.
CURTAS
> Juazeiro do Norte e Crato já começam a sofrer as consequências do caos no trânsito em suas apertadas ruas. Em ambas as cidades, há anos a malha viária não recebe ampliação. Já o número de carros aumenta a cada mês. E o que tem feito os Demutrans? Multar os motoristas (...)
> A Secretaria das Cidades do Ceará recebeu sinal verde do Banco Mundial para contratar consultoria com a finalidade de implantação efetiva dos nove geotopes que compõe o Geopark Araripe (...)
> No próximo dia 22 serão iniciados os festejos a São José Operário, padroeiro do distrito da Ponta da Serra e do bairro Lameiro, ambos em Crato (...)
> O novo bispo de Iguatu, o carmelita dom frei João José Costa, tomou posse ontem e virá, em breve, visitar o Seminário São José de Crato. Ali estudam dez seminaristas da sua diocese (...)
ANOTE: 102 ANOS DE VIDA
Raimundo de Oliveira Borges, nosso intelectual maior, completará - no próximo dia 2 de julho - 102 anos de vida. Lúcido e produtivo, ele já escreveu mais de vinte livros e se dedica, no momento, a copilar - para posterior publicação - os dez melhores discursos que ouviu ao longo de sua existência. Admirável este velho advogado, intelectual de renome e uma das reservas morais do Cariri! Nascido, em 1907, na Vila de São Pedro do Crato - hoje Caririaçu - Raimundo de Oliveira Borges foi promotor e diretor das três faculdades isoladas (Filosofia, Ciências Econômicas e Direito) que deram origem à Universidade Regional do Cariri - Urca.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
A CRISE DELES É A NOSSA - por José do Vale Pinheiro Feitosa
Mudamos de parágrafo e com ele para a crise como origem. A crise em primeiro lugar é a crise da liderança que emergiu vitoriosa da guerra fria. Emergiu com uma política neoliberal que tinha, nesta liderança, a armada por ameaça, a pujança tecnológica por encanto, a ficção cinematográfica como ideologia e o mercado como um Deus. Claro que um Deus terreno, a própria liderança: com sua moeda de pretensão de banco central do mundo, seu consumismo capaz de fazer crescer galpões industriais pelo planeta, seu estilo de vida e pensamento capaz de dar lições até as tribos mais remotas do Sahel. Em segundo lugar é a crise dos liderados, agora sem referências, desconfiados do líder, abandonados pelo eixo organizador e desprovidos de iniciativas. Junte o primeiro lugar e o segundo com o modo de eleger presidentes da república nos EUA (lembre da primeira eleição de Bush) e entenda a razão do primeiro presidente negro, descendente de africanos, morador da Ásia e que se entusiasma a ponto de dizer é o cara, com lideranças terceiro-mundistas. Entenda o líder de vestes rotas assumindo o papel do amigo do esfarrapado.
A crise de liderança, também não é divina. Pensando-se onipresente, onisciente e onipotente, os EUA tinham que viver a humildade do dia-a-dia. Ele só seria o que é se desse aos americanos o que desejam: emprego, renda e consumo. E como criar esta mágica. Aí é que vem o artifício que enfeita o horror dos tempos presentes. Ele inventa o que não tem, desregulamenta, flexibiliza, se torna uma criatividade sobre o encanto de coitados, criam mágicas que paralisam os demais povos. A primeira das grandes questões que referiam o valor, o preço, o quanto algo efetivamente vale em comparação com outra coisa é CONTABILIDADE. Sem uma contabilidade confiável, não se tem referência de valor de um negócio, de uma empresa. As contas confiáveis são fundamentais. Vimos que tudo isso se tornou engodo nos EUA. A outra face é a previsibilidade na aposta do capitalismo, aí as Agências de Risco, os modelos estatísticos, o paroxismo da econometria, se tornaram inteira ficção, estavam a serviço do invento e da criatividade dos chamados derivativos e por aí o EUA enganaram todo mundo.
Num dado a crise tem um sentido. Aquele de substituir a herança do pós-segunda guerra e restabelecer a consciência moral e solidária dos povos.
terça-feira, 14 de abril de 2009
A DRAMATURGIA DE CACÁ ARAÚJO

Entrevista concedida por Cacá Araújo à jornalista Thereza Dantas, para o site Dramaturgia Contemporânea. É só conferir o site pelo :www.dramaturgiacontemporanea.com.br/agenda
1. Quais textos já foram montados?
- “A Comédia da Maldição”, em 2005 e 2007, com direção minha e atuação da Cia. Cearense de Teatro Brincante, no Teatro Rachel de Queiroz, Crato-CE. Tem reestréia marcada para maio de 2009, no Teatro SESC Patativa do Assaré, em Juazeiro do Norte-CE.
- “O Pecado de Clara Menina”, estreou em 2007 no Teatro Rachel de Queiroz, Crato-CE, e circula pela região do Cariri cearense, também com minha direção e atuação da Cia. Cearense de Teatro Brincante. Continua em cartaz em 2009, devendo seguir para Sousa-PB e Fortaleza-CE.
- “As presepadas de Zé Ozébe”, foi criada em 2007, inicialmente encenada por alunos do Curso de Teatro da Sociedade de Cultura Artística do Crato (Turma de Cacá Araújo, dez/2007, com direção de Daniel Rodrigues). Depois foi montada pela Cia. Impulso de Teatro, de Juazeiro do Norte-CE, com direção de Mauro César, desta feita estreando em 2008 no Teatro do Centro Cultural do Banco do Nordeste (Juazeiro do Norte-CE), circula no Cariri cearense e paraibano. Continua em cartaz em 2009. Deve ser encenada em Feira de Santana-BA, sob a direção de Marcelo Czar.
- “Monólogos das Flores Violadas”, encenada em 2008, com apresentações no Teatro do Centro Cultural do Banco do Nordeste (Juazeiro do Norte-CE) e Teatro do SESC (Crato-CE), dirigida mim e interpretada pela excelente atriz Carla Hemanuela.
- “Lágrimas no papel”, que estreou em 2008, direção minha, na Faculdade Leão Sampaio - Curso de Serviço Social (Juazeiro do Norte-CE), tem a brilhante interpretação da atriz Françoi Fernandes. Ainda em cartaz em 2009, recentemente foi apresentada no Teatro do SESC em Crato-CE e Juazeiro do Norte-CE.
- “A Donzela e o Cangaceiro”, em fase de montagem, com direção minha e elenco da Cia. Cearense de Teatro Brincante tem estréia prevista para o segundo semestre de 2009, no Teatro Rachel de Queiroz, Crato-CE.
2. A linguagem de suas peças é muito coloquial nordestina, porque você faz isso?
Tenho preferência pela escrita de textos no que chamo de “dialeto nordestino”, que é uma variação lingüística identitária e reveladora da alma popular da região, a um só tempo local e universal, pelo que traz do arsenal vocabular ibérico e, em menores proporções, de outras partes do mundo. Uso, ainda, o verso popular, que nos remete aos trovadores medievais e nos aproxima dos cantadores e repentistas, tão emblemáticos da nossa cultura. Também sempre elejo como motivos centrais causos, lendas e mitos ancestrais como forma de manter vibrantes nossas raízes culturais, de difundir nossas tradições através dessa contação de histórias espetacular que é o teatro. É uma contribuição modesta à gloriosa luta pela afirmação nacional, respeitando toda a diversidade sem se deixar engolir pelos detentores do poder econômico e midiático, seja de dentro ou de fora do país. É a celebração da harmonia universal das diferenças! Somente assim a alma não se destrói, e a contemporaneidade não perde a seiva ancestral que a torna legítima de um povo ou nação.
Mas também escrevo sobre temáticas políticas e sociais numa linguagem, digamos, urbana, como é o caso de meus dois monólogos e de outros projetos que tenho prontos, sempre, nestes casos, seguindo a linha “engajada” de denúncia, de luta social, de forte teor ideológico e de combate ao capitalismo e às injustiças por ele produzidas.
3. Você acredita que esse coloquialismo pode gerar um sentimento regionalista e não sair das fronteiras do Nordeste?
Independente disso, nós já somos vítimas de um preconceito imbecil e arrogante por parte da grande mídia e de certa intelectualidade elitista principalmente do Sul e Sudeste, que não admite arte que não seja moldada em seus parâmetros estéticos e lingüísticos ou nos de seus “superiores” estrangeiros. Vêem-nos com menores, inferiores, até mesmo quando “macaqueamos” seus modelos. Mas felizmente essa é uma tendência que está ficando ultrapassada, especialmente quando se tem em curso políticas públicas que valorizam a diversidade, como é o caso atualmente do desempenho do governo federal.
Creio que o fato de privilegiarmos nossa linguagem pode gerar desinteresse por parte dos grandes patrocinadores privados de origem não-nordestina e internacionais, embriagados pela mídia e enlouquecidos pela sede de lucros. Mas penso que circuitos alternativos subsidiados pelo poder público realizados por instituições sérias como o SESC, BNB, FUNARTE e outras, via editais ou mesmo através de festivais e outras iniciativas, poderão desmistificar esse falso entendimento de regionalismo e proclamar a universalidade de qualquer gesto artístico.
Outra vertente importante é no campo midiático. O Brasil não pode mais bancar o monopólio da informação e da veiculação de símbolos culturais nas mãos de um punhado de produtores e intelectuais de uma única região ou estado. Precisamos regionalizar a nossa produção televisiva e informativa para que a diversidade nacional seja respeitada. Quando falo regionalizar é no sentido de difundir a arte, a notícia, os costumes, a história, a vida do povo de cada região geográfica e cultural, sem impor as neuras comportamentais estrangeiras nem os modismos novelísticos da vez. A democratização efetiva dos meios de comunicação é um caminho indispensável. Na minha opinião deveria ser tudo estatizado, laicizado, “gratuitizado”, com efetivo e eficiente controle social. Nada de “Marinhos”, “Macedos” e outros arremedos de paladinos da comunicação.
Não podemos, também, descuidar dos processos educacionais formais. A escola tem que ser um centro múltiplo: receptor, produtor, irradiador e intercambiador da ciência e da arte. Digo isso porque vejo a Educação como centro da emancipação humana. Somente através dela pode salvar o homem da desgraça, da barbárie, da destruição. Mas precisamos mudar os paradigmas ideológicos dominantes.
4. Existe alguma regra na construção dos seus dramas?
Sou um dramaturgo autodidata. Li e leio muito sobre tudo, de história e teoria literária aos clássicos e atuais conhecidos e desconhecidos autores. Cordéis, romances, política, poemas...
Considero-me privilegiado por ser aluno de Aristóteles, Platão, Sócrates, Sófocles, Eurípides, Ésquilo, Plauto, Racine, Molière, Goldoni, Brecht, Meyerhold, Stanislavski, Marx, Engels, Stálin, João Amazonas, Ângelo Arrôyo, Plínio Marcos, Dario Fo, Nelson Rodrigues, Maria Clara Machado, Lourdes Ramalho, Ariano Suassuna, Dias Gomes, Guarnieri, Boal, Câmara Cascudo, Oswaldo Barroso, Rosemberg Caririy, Mário de Andrade, Patativa do Assaré, Correinha, Leandro Gomes de Barros, Galego Aboiador, Marreco, Gavião, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Pedro Bandeira de Caldas, Raimundo Aniceto, Mestre Aldenir, do transeunte, do bêbado, da meretriz, da criança, do vento... e de tantas e tantos incontáveis mestres e loucos!
Não costumo seguir regras na criação de minhas obras, apenas estabeleço um argumento inicial, que depois deriva para narrativas mais detalhadas, seguindo-se da elaboração do texto propriamente dito. Como sou ator e diretor, gosto de abusar de rubricas, pois escrevo para eu mesmo encenar, embora não proíba que outros diretores e companhias montem meus textos.
5. Você está escrevendo um livro sobre o gestual do teatro nordestino. Poderia nos contar um pouco sobre esse trabalho?
Não é exatamente um livro. Estou pesquisando e experimentando o que chamo de “cena brincante”, que é um mergulho na tradição dos folguedos populares (Reisado, Maneiro pau, Coco, Bandas cabaçais etc.), na inspiração dos mitos (Lobisomem, Caipora, Lula-sem-cabeça...), no aconchego dos causos e lendas, nos movimentos faunescos (gestualidade animal), no antropo-homem sertanejo... ligando isso tudo a nossa ancestralidade. Estamos à procura do “gesto dramático universal”, por isso a palavra falada, dita, não pode ser impeditiva de circulação de um espetáculo. Pretendo, entretanto, publicar essa experiência.
6. Quais são os personagens arquetípicos do teatro nordestino?
O Nordeste é mais legitimamente universal do que qualquer outra região do país. Aqui residem os elementos formadores do grande mosaico cultural que é o Brasil, caldeado por mais de quinhentos anos. Aqui nós temos ibéricos, mouros, africanos e ameríndios. Somos talvez o maior exemplo da possibilidade de unidade de contrários, de harmonia da diversidade, de beleza e de multiplicidade de cores.
Neste sentido, nossos personagens arquetípicos vêm de tempos medievos e de pelejas nem sempre alegres ou brincantes. É o Bobo-Grilo-Malasartes-Mateus-Povo que diverte os poderosos ao tempo em que deles se vinga e astuciosamente persegue a felicidade. É o valente, a donzela, o bicho-mito que apavora e fortalece uma moral religiosa, a fera que se transforma, o príncipe que liberta... Somos um povo “aventuroso” desde os nossos antepassados. Estamos sempre recontando a extraordinária epopéia da busca da felicidade, reeditando permanentemente a comédia e a tragédia de se viver digladiando contra a opressão (monstro) para salvar a princesa (liberdade). Isso é resquício da colonização católica. Temos nossos Zumbis e outros mitos e heróis que nos remetem ao índio, ao cangaço e às façanhas revolucionárias que nossa maravilhosa história teima em reacender.
7. O que se aproxima mais do teatro nordestino hoje, a comédia dell'arte ou a dramaturgia contemporânea?
Vejo a commedia dell’arte como a síntese genética do teatro nordestino, pois este, mais apegado à tradição das ruas e das feiras, soube melhor traduzir a essência da alma popular, não se deixando levar pela tendência neurótica do urbanóide narcotizado pelo vírus estadunidense ou pela vertente européia degenerada.
Quero até fazer um parênteses quanto à questão da contemporaneidade. É que as épocas estão se fundindo como que a caldear uma nova existência e o que tiver raiz profunda sobreviverá. Por isso não podemos nos perder do nosso tronco, sob pena de termos que penar mamando no peito de quem não nos pariu e até nos comportarmos como sendo outro, pensando sermos nós. Imagino e sou convicto de que o nosso “novo”, o nosso “contemporâneo” não deve se perder da “umbilicalidade” original.
8. Como você vê a produção do teatro nordestino hoje?
O verdadeiro teatro nordestino é a festa dionisíaca mais original, efervescente e respeitável que conheço, pois, via de regra, não tem apelo nem pêlo dos gatinhos e gatinhas da mídia novelística que garante bilheterias e dispensa talento. Vejo autores mais destacados como o Ariano Suassuna, Hermilo Borba Filho e Lourdes Ramalho, serem, por nós notabilizados, junto a Oswald Barroso, Marcos Barbosa, Emmanuel Nogueira, Cacá Araújo e Wanderley Tavares dentre outros, com algum espaço na produção e circulação, ainda que circunscrita praticamente ao Ceará e ao Nordeste.
9. Como você vê a produção do teatro brasileiro?
Acompanho o que a internet, jornais e revistas me oferecem. Depois o que consigo ver por aqui, não sendo muito, mas sempre de muita valia.
Entendo que o teatro brasileiro terá sua dimensão reconhecida em todos os sentidos quando o povo conseguir olhar para o espelho e vir a si mesmo, com suas ambições, perfeições e defecções, sonhos, alentos e desalentos, feiúras e belezas, aventuras e desventuras... motivos de orgulho e de auto-estima revigorados! Hoje o nosso teatro ainda é, no conjunto majoritário, a expressão de poucas companhias de famosos e ou privilegiados pelo grande patrocinador privado ou estatal, fruto de lobby midiático.
Entretanto, a produção não cessa e se diversifica na riqueza do temário, da história, da ousadia e do talento de homens e mulheres que se afirmam na condução da cena brasileira alternativa. Não se pode desconhecer a interpretação magistral de um Autran e de uma Montenegro ou Pêra, sem também elencar gente nossa como Ricardo Correia, Salviano Saraiva, Orleyna Moura e muitas e muitos...
Em, 5 de abril do ano 2009.
foto: www.blogger.com
sábado, 11 de abril de 2009
Os estragos da "Marolinha"
Uma das principais consequências é a redução dos valores que as prefeituras recebem da União por meio do Fundo de Participação dos Municípios. Esse fundo é formado por parte da arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados, que também estão caindo. Da mesma forma, cai a receita do ICMS, recolhido pelos estados, que transferem para as prefeituras parte do que arrecadam. A crise, como se vê, não está poupando nenhum nível de governo. No caso dos municípios, os números impressionam.
Com a queda da arrecadação do IPI e do IR nos primeiros dias do mês, o segundo repasse de março do FPM para as prefeituras foi de R$ 250 milhões de reais: 19,3% menos do que o valor inicialmente previsto, de R$ 310 milhões de reais.
Coluna CARIRI - por Tarso Araujo
Tradições populares do Cariri
(Fonte: O POVO, 11-04-2009)
A festa se torna uma grande brincadeira pela cidade. No Sábado de Aleluia, os caretas invadem Jardim, a 540 quilômetros de Fortaleza, e saem pelas ruas pedindo dinheiro para a malhação do Judas. As pessoas inovam nas fantasias, que são produzidas com muito cuidado. Vale tudo, menos mostrar o rosto. A tradição já existe faz tempo, mas desde 2006 passou a ser coordenada pela Associação Cultural dos Caretas. O grupo dos caretas de Jardim é o mais tradicional da Região do Cariri, por causa da criatividade com que fazem a animação na Semana Santa.
No Crato
Na cidade do Crato, distante 504 quilômetros da Capital, foi feito um plebiscito do qual participaram cerca de nove mil pessoas. Vários problemas sociais foram colocados em votação. Mas o tema da vez foi a pedofilia. Um boneco que representa o assunto vai percorrer as ruas do Crato, a partir das 16 horas do sábado, e depois será queimado pela população. terça-feira, 7 de abril de 2009
REPARTINDO O BOLO!
As construtoras, investidores e indústria do material de construção se beneficiam com a renuncia fiscal, mesmo que momentânea, tendo com isso uma margem maior que deve ser utilizada como desconto na venda dos imóveis e materiais. O reflexo esperado é a recuperação nas vendas de um mercado que, até então, assistia seu maior crescimento de todos os tempos. Com isso, espera-se evitar as demissões na cadeia produtiva, o que traria enormes prejuízos ao erário da União e a economia do Brasil.
Dimas de Castro e Silva Neto
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Uma operação de guerra

O Icasa, time juazeirense que vinha dando tantas alegrias e sendo motivo de orgulho aos amantes do futebol no Cariri, foi rebaixado para a segunda divisão do futebol cearense. Óbvio que, a partir de agora, as reclamações e acusações serão muitas, mas o momento mesmo serve para reflexões.
O Verdão do Cariri vinha se arrastando no Campeonato Cearense. Um time capenga, que jogava bem uma partida e a outra quebrava a bola. Um time irregular, que teve quatro treinadores durante a competição, que tinha um elenco limitado, não poderia dar em outra situação.
A hora agora, é também para se preparar. Vem aí a continuação da Copa do Brasil e a Série C do Campeonato Brasileiro. O Icasa se quiser figurar em alguma competição nacional em 2010, vai ter que se sair muito bem na terceirona brasileira. A diretoria tem que montar um time bem melhor, convocar torcedores, imprensa, chamar os empresários da cidade para aumentar os investimentos no clube, enfim, tem que ser uma operação de guerra.
No mais, não desanimar, não achar que o mundo caiu. É péssima essa situação, mas o Icasa é bem maior, tem uma grande torcida, com certeza, uma das maiores do estado, e vai voltar à elite. Agora, vamos torcer para Crato e Guarani de Juazeiro que continuem a boa campanha na segunda divisão cearense e representem o Cariri em 2010 no Campeonato Cearense da primeira divisão. Somos agora, Leão do Mercado e Azulão desde pequenininho.
Universidades mudam o interior do Ceará
(Excertos de matéria publicada no jornal "O Povo", edição desta 2ª feira, 06-04-2009)
As cidades do Interior vivem um processo de mudança, que é crescente. A chegada das faculdades e universidades tem transformado o cotidiano de quem vive nesses municípios. O POVO visitou essas cidades e dá início hoje a uma série de matérias sobre o processo de expansão do ensino superior, ao mesmo tempo em que abre a discussão acerca do tema
Daniela Nogueira
O ensino superior deixou de ser um privilégio da Capital. Faculdades e universidades têm chegado ao Interior e uma série de mudanças tem mexido com o cotidiano das cidades. Lojas de eletrodomésticos, supermercados e perfumarias, que antes só existiam na Capital, começaram a aparecer. A vida noturna ficou mais agitada, com a abertura de boates.
Para se ter uma ideia, dos 184 municípios do Ceará, 30 já têm sede de alguma instituição pública ou privada de ensino superior. E um ponto interessante: em muitas das cidades, há mais de uma dessas instituições. Os dados são do Ministério da Educação (MEC).
Sobral, na Zona Norte do Estado, já é considerada uma cidade universitária. Foi para lá onde se estendeu o primeiro braço da Universidade Federal do Ceará (UFC) no Interior. O curso de Medicina chegou em 2001 e, cinco anos depois, a cidade recebia um campus da UFC, com mais cinco cursos. A instituição somou-se à Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), que já existia na região, e a mais outras instituições particulares. “Até 2000, a Universidade Federal do Ceará era a Universidade Federal de Fortaleza”, diz o professor Vicente Pinto, do curso de Medicina em Sobral, satisfeito com a expansão.
A interiorização também chegou ao Cariri, para onde foi mais um campi da UFC. Barbalha foi a primeira cidade da região a receber um curso, também de Medicina, em 2001. Hoje, há mais quatro em Juazeiro do Norte e um, semestre que vem, vai para o Crato. E um aspecto é inegável: a abertura de mais cursos no Interior faz com que mais gente passe a morar nas cidades. Boa parte da mão-de-obra qualificada para trabalhar nas instituições tem de ser importada. Resultado - muita gente vai, gosta e fica. “A qualidade de vida no Interior é outra, bem melhor. Vim embora com a minha família e não quero mais voltar para Fortaleza”, conta a professora Ariluci Goes, do curso de Biblioteconomia do campus Cariri, da UFC.
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Meu comentário:
1 -O jornal "O Povo" não fez nenhuma menção - pelo menos na matéria divulgada hoje - à Universidade Regional do Cariri-URCA, cuja reitoria funciona em Crato e é a maior instituição universitária do Cariri, um dos orgulhos do povo caririense. Como amanhã, terça-feira, será publicada uma segunda parte da matéria, pode ser que a omissão seja corrigida. A URCA oferta - não sei se estou atualizado - 16 cursos de graduação, além de vários cursos de Pós-Graduação e 1 de Mestrado;
2 - Faltou o jornal informar que a cidade de Juazeiro do Norte é a que oferta o maior número de cursos de graduação no interior do Estado ( são 40 cursos universitários), como se depreende do demonstrativo abaixo:
–FACULDADE LEÃO SAMPAIO
–CEFET
–URCA
–FMJ
–FACULDADE JUAZEIRO DO NORTE
–UVA
–CENTEC
–PARAISO
1.Administração
–UFC
1.Engenharia Civil
domingo, 5 de abril de 2009
Coluna CARIRI - por Tarso Araújo
(Publicada no jornal O POVO, 05-04-2009)
NINGUÉM SEGURA
EXEMPLO A SER SEGUIDO
FÉ DO POVO
CURTAS
ANOTE: “CAUSA MORTIS”
NO MESMO LUGAR
MEIO AMBIENTE
O deputado estadual Vasques Landim desembarcou na tarde da última quinta-feira, no Aeroporto Regional o Cariri, em companhia de prefeitos da região que estiveram em Fortaleza. Os gestores participaram de audiência pública na Assembleia Legislativa sobre a crise mundial e estão preocupados com o corte nos repasses do FPM que atinge em cheio os cofres municipais. Vasques se fez acompanhar dos prefeitos de Nova Olinda, Afonso Domingos Sampaio, e de Altaneira, Antonio Dorival de Oliveira, ambos do PSDB. sábado, 4 de abril de 2009
Irmã Dulce é declarada venerável
Um passo histórico
(Artigo publicado no jornal O POVO deste sábado, 04-04-2009)
sexta-feira, 3 de abril de 2009
A capela do Lameiro - Armando Lopes Rafael
São José Operário, padroeiro do LameiroNeste 2009 está completando 53 anos do início da construção da pitoresca capela de São José Operário do Lameiro. Devo ao prof. José Nilton de Figueiredo, lameirense ufanista, nascido e residente naquela localidade, ex-vice-reitor da Universidade Regional do Cariri, as informações abaixo transcritas sobre a mencionada capelinha. O prof. José Nilton as copilou a partir de dados de livro inédito deixado pela professora Dandinha Vilar.
A Capela de São José Operário do Lameiro foi iniciada em 1956 pelos padres Miguel e Geraldo, da Ordem Salvatoriana, vindos de Garanhuns, Pernambuco. A construção foi feita sob orientação de Dom Francisco de Assis Pires, segundo bispo do Crato. Naquele ano, a Igreja Católica devocionava universalmente a invocação a São José Operário, cuja festa é celebrada em 1º de maio, Dia do Trabalho. Daí a escolha de São José como orago da nova capelinha do então distrito, hoje bairro do Lameiro, àquela época desprovido de um templo católico.
O terreno para a edificação da capela foi doado pelo Sr. José de Alcântara Vilar, respeitável cratense e proprietário de vasta área rural no sopé da Serra do Araripe. Exerceu esse cidadão, por várias legislaturas, o cargo de vereador à Câmara Municipal do Crato. Chegou à presidência da Casa, proporcionando-lhe ocupar interinamente o cargo de Prefeito Municipal.
Monsenhor Rubens Gondim Lóssio, àquela época vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Penha, a cujo território pertencia o Lameiro, foi o primeiro sacerdote a dar assistência espiritual a nova capela. Seguiram-lhe, nesse mister, os seguintes sacerdotes: padre Lurildo Linhares, padre Antonio Onofre de Alencar, padre Manoel Alves Feitosa, monsenhor José Edmilson de Macedo, monsenhor Antônio Feitosa, monsenhor João Bosco Cartaxo Esmeraldo, padre Francisco Ivan de Souza, padre Robério Felipe da Silva, frei Joaquim Dalmir Pinheiro de Almeida, padre Expedito Félix, padre Sebastião Pedro do Nascimento, padre José Vicente Pinto de Alencar e Silva e padre Francisco Roserlândio de Sousa. Atualmente dirige novamente a capela o padre Manoel Alves Feitosa. Em 1967 a Paróquia de N.Sra. da Penha sofreu grande desmembramento e o território do Lameiro passou a pertencer a recém criada Paróquia de N. Sra.de Fátima, do bairro Pimenta.
Muitos ajudaram e muitos ainda ajudam na manutenção da capela do Lameiro. Dos falecidos não se pode deixar de mencionar: Antonio Araújo Quesado, Carlina Pinheiro, Dandinha Vilar, Geraldo Costa, Jacinta Araújo de Menezes, José Pinheiro Gonçalves, Luiz Idelson Belém, Maria Dalvenisa Correia, Neusa Tavares da Silva, Vicença Ribeiro Caçula (D. Rosa). Dos vivos devem ser mencionados: monsenhor Ágio Augusto Moreira, Antônio Luiz Pereira, Irmã Santa, Joana D´Arc Ribeiro Brígido, Maria Leônia Ribeiro Barbosa, madre Rosália, Rosa Margarida da Silva (tia Rosa) e Sylvanna Vilar, todos benfeitores da capela. Somente no dia 1º de maio de 2003, decorridos 47 anos da fundação da capelinha, a escritura do terreno onde ela está erigida, devidamente lavrada em cartório, foi entregue oficialmente ao pároco Pe. Manoel Alves Feitosa, pelo então proprietário do terreno, o ex-deputado Dr. Ossian de Alencar Araripe e sua esposa dona Maria do Céu Vilar de Alencar Araripe.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Dom Nuno Álvares: Santo, guerreiro e monge – por José Narciso Barbosa Soares

Cavaleiro, Condestável do Reino, grande esmoler e religioso carmelita, Frei Nuno de Santa Maria, beatificado em janeiro de 1918, será canonizado no próximo dia 26 de abril em Roma, pelo Papa Bento XVI
Sobre este homem pousou, desde cedo, a mão da Providência. A sua vida foi uma sucessão contínua de prodígios e de lutas; e as suas ações, quer como condestável dos exércitos, quer como grande esmoler, foram aureoladas pela glória e humildade.
matrimonial, é considerado o fundador da Sereníssima Casa de Bragança, (Escudo da Casa de Bragança ao lado) cujos reis reinaram em Portugal de 1640 a 1910; e no Brasil independente, de 1822 a 1889.Consciente de que esta vida não é senão uma preparação para a outra, que é a das bem-aventuranças eternas, Nuno Álvares vai recolher-se no convento do Carmo, em 1423. A procura da transcendência e do Absoluto, que é o nosso Deus Uno e Trino, encherá a sua alma sedenta até o último suspiro. Aqui já não importam os títulos, mas a atitude. Professará como irmão carmelita e se tornará o paladino da autêntica caridade cristã, distribuindo esmolas e ajudando os mais necessitados. Sim, para ele, servir a Cristo era auxiliar os mais pobres: Servir-vos, Senhor, é reinar, diz a Escritura. Certamente, com o seu exemplo, fez mais pelos pobres que os “profetas” da Teologia da Libertação.
Em 1431, com 71 anos incompletos, entrega a sua alma ao Redentor. Na igreja do Carmo, sobre a campa rasa, lia-se em latim: “Aqui repousa aquele Nuno, Condestável, fundador da Casa de Bragança, chefe militar exímio, depois monge bem-aventurado, o qual, sendo vivo, desejou tanto o Reino do Céu que mereceu, depois da morte, viver eternamente na companhia dos santos; pois, de seguida a numerosas recompensas, desprezou as pompas e, fazendo-se humilde, de príncipe que era, fundou, ornou e dotou este templo”.
Depois de muitos percalços históricos, sobretudo devido ao terremoto de 1755, que devastou Lisboa e a igreja do Carmo, os seus restos mortais repousam, desde 1951, na igreja do Santo Condestável na capital portuguesa. Nuno Álvares Pereira, santo Condestável, Frei Nuno de Santa Maria –– três nomes, três facetas de um só homem.
E-mail do autor: catolicismo@catolicismo.com.br

terça-feira, 31 de março de 2009
Brasil registra explosão de candidatos ao sacerdócio nesta década
Rio de Janeiro (Segunda, 30-03-2009, Gaudium Press)
O seminário São José, de Niterói (RJ), registra atualmente 92 seminaristas, o maior número de sua história centenária. A direção do seminário foi forçada a ampliar as instalações para poder abrigar a contínua demanda.
Em todo o Brasil, seminários abarrotados já têm fila de espera de novos candidatos ao sacerdócio por conta da falta de espaço físico para acolher todos os aspirantes à vida religiosa.
"Desde 2000 tem havido uma retomada das vocações. O novo milênio trouxe uma nova religiosidade. As pessoas têm-se voltado mais para Deus", explicou o padre Reginaldo Lima, da Comissão Episcopal para Ministérios Ordenados e Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
segunda-feira, 30 de março de 2009
CARTA ABERTA À COMUNIDADE ACADÊMICA DA URCA
Caros amigos, professores, alunos e funcionários da Universidade Regional do Cariri (URCA),
Arrebatado pelo sentimento de surpresa em face à campanha difamatória lançada sobre a minha pessoa e conduta profissional pela professora Salete Maria, sinto-me na obrigação de trazer, a bem da verdade, a realidade dos fatos ocorridos, para que, a partir de então, a verdade seja restabelecida:
1- Mantive contato telefônico com a professora Salete Maria neste último sábado, com o único intuito de saber a razão pela qual a mesma, encabeçava uma campanha aberta contra mim, e porque estava procurando amigos em comum, para saber “aonde eu pretendia chegar lançando livros”, e se o meu objetivo era ser candidato a Reitor da URCA;
2- A conversa foi amistosa, e naquela oportunidade afirmei que não tinha como pretensão lançar-me candidato a reitor ou algo semelhante, em virtude de ainda ter muitos desafios a serem desenvolvidos no departamento de direito e em pesquisas acadêmicas às quais tenho dedicado importante parcela do meu tempo;
3- Não poderia ser tamanha a surpresa quando me deparei com um ‘panfleto’ que de forma sórdida e vil me atacava, moral e profissionalmente junto à comunidade acadêmica num momento em que julgava, após esclarecedora conversa com a professora Salete, ter deixado muito claro a minha posição, e a ela ter solicitado que deixasse-me continuar com o meu trabalho;
4- Jamais a destratei ou a desqualifiquei com adjetivos impublicáveis, haja vista, que tais palavras por ela relatadas em seu texto denunciador nunca fizeram parte da minha formação humanística. Muito menos lançar palavras tão horrendas contra uma mulher, cidadã e mãe de família.
5- É com pesar que atesto não ser a primeira vítima dos despautérios e confusão de sentimentos da tão conceituada professora, que ao bel prazer dos seus interesses particulares, políticos e acadêmicos, usa-me como trampolim para alcançar o seu real objetivo, que é ser reitora da URCA.
6- O debate deve travar-se no campo das idéias, na discussão de propostas e na busca incessante por um ensino superior de qualidade, que venha fortalecer a instituição e a academia. Assim, teremos uma Universidade forte e atuante, produzindo pesquisa e formando egressos qualificados.
7- Profissionalmente, tenho pautado minhas pesquisas acadêmicas na defesa da pessoa humana, e dos interesses regionais. Embora atingido, moral e profissionalmente, permanecerei intransigente na defesa da verdade, e o tempo, que é senhor de todas as razões, trará à baila, num futuro próximo, a verdade dos fatos. No mais, lamentar a postura “menor”, inverossímil e capciosa que depõe contra a minha algoz;
8- Ademais, a bem da verdade, e ao contrário do que consta na ‘carta aberta’ da professora Salete Maria, não tenho qualquer vínculo com a administração do professor Plácido Cidade Nuvens, muito embora tenha, em anos anteriores, participado da sua administração. É do conhecimento público, inclusive, publicado em blogs jornalísticos da região, que saí da administração do professor Plácido por discordar da sua política administrativa. Causa estranheza que a professora Salete queira me vincular à administração do Professor Plácido, num momento em que ela, apoiada em meia dúzias de sequazes, inicia sua campanha à reitoria da URCA. Os meios e métodos utilizados por Salete para alcançar tais intentos, quem postar-se no caminho conhecerá.
RENO FEITOSA GONDIM
Professor da URCA
Depto. de Direito





