
“Você deve praticar moderação na alimentação, no sono e no exercício. Bom alimento, em quantidades moderadas, em intervalos regulares: essa é a prescrição. Alimento sátvico promove o autocontrole e a inteligência, mais que os alimentos rajásicos e tamásicos. O sono também deve ser regulado e moderado; ele é tão importante quanto o trabalho e o alimento. O alimento deve ser limpo e puro, e obtido através de meios puros, e a força dele derivada deve ser dirigida para objetivos sagrados.”
Sathya Sai Baba
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“O Atma não é afetado por qualquer que seja o assunto ou objeto. Mesmo se os sentidos, a mente e a inteligência estiverem inativos, isso não afetará o Atma. Eles não têm nada a ver com o Atma, aquilo que você realmente é. Reconhecer o Atma como tal entidade, impassível e desapegada, é o segredo da Sabedoria (Jnana). O ser humano é fundamentalmente saudável e feliz. Sua natureza é a alegria. Então, quando ele está feliz e saudável, ninguém está surpreso ou preocupado. Mas angústia e tristeza são estranhas a sua constituição. Elas são o resultado de uma ilusão que tem dominado sua natureza. Assim, as pessoas ficam preocupadas e começam a descobrir como se tornaram tão iludidas.”
Sathya Sai Baba
Seja colaborador do Cariri Agora
sábado, 19 de dezembro de 2009
Pensamento para o Dia 19/12/2009
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Notícias de Copenhague - por José do Vale Pinheiro Feitosa
Outro grande nome foi o Arnold Suástinague e seu extermínio de futuro. A nossa gratidão de1 brasileiro é que pelo seu prestígio cinematográfico deu margem para que o grande líder José Serra pudesse mostrar ao que viera.
A nota triste é a Dona Dilma voltando aos anos setenta, aquela década que definitivamente enterrou Freud e sua psicanálise individual. Onde já se viu coisa mais antiga do que “ato falho”? Quando o espírito jovial do Jornal Nacional nos chamou a atenção, abri a janela para ver se o psicanalista da minha rua estacionara seu velho Mercedes e descia com seu cachimbo e cachecol em pleno verão carioca. O vinho não, custa caro todo dia.
E nossa Madre Marina de Onde é que está? Dá um tostão para o bilionário que assim ele fica humilhado e solta algum mihão. Pois é de milhão em milhão as ONGs ambientais se tornam multinacionais.
E os americanos pousando de dedo duro: o culpado são os emergentes. Eles que não cresçam. E vocês americanos? Qual é a contribuição? É deste criminoso do Irã que só pensa em Bomba Atômica. E o Chávez? Este eu não falo pelo petróleo que me vende. Deixo que revistas e jornais digam.
E Mrs. Clinton que errou na missão do pirulito? Veio uma estagiária e a reduziu a apenas um projeto do marido. Pronto, suporte a humilhação ou desista da sua importância. Na semana do clima saiu pela mídia dando trovoadas, ameaçando quem convidasse o governo do Irã para o jantar. Depois foi lá em Copenhague e atendeu ao governador José Serra e à Marina: eu dou, mas só se os emergentes derem.
Na sexta feira de azar a conferência promete outra conferência para decidir sobre a conferência. Também mandaram o Lula e o Minc para lá com as velhas práticas do PT.
Mas e o bilhão do Serra para o clima? O Aécio Neves desistiu da sua candidatura a presidência da república pelo PSDB.
O pior de tudo são as estrelas que fulguram nos céus das lideranças mundiais. O melhor exemplo é o Obama, ganha o prêmio da paz com a guerra justa; é a favor do combate ao aquecimento global mandando os outros esfriarem seus fogões econômicos e ainda vai ditar regras sobre s importância de sua nação.
Eu já telefonei para o meu amigo João de Barros que mora no sítio Batateira: João vamos roer caroço de piqui até os espinhos espetarem nossa língua. Língua só presta para conferência.
A PARANORMALIDADE E A OUTRA VIDA ALÉM DESSA VIDA: FATOS INCOMPREENSÍVEIS DA MINHA VIDA
Desde garoto fui instigado, por experiência própria, em saber mais sobre o que estava além dessa vida. Então, com meus doze ou treze anos de idade tive a minha primeira experiência que me abalou profundamente sobre se existia ou não seres vivendo em outros mundos invisíveis. Assim, aconteceu na minha presença onde minha madrasta foi repreendida por uma entidade espiritual, incorporada numa menina de 13 anos de idade, caso continuasse com as agressões físicas e morais sobre minha natureza humana. E o que afirmou a entidade sobre o que iria acontecer com ela caso continuasse com as agressões – o que de fato aconteceu um pouco tempo depois! Por volta de 15 anos de idade novamente um fato aconteceu que me deixou perplexo e envergonhado por ter que admitir algo que nenhum olho humano poderia ver. Uma entidade espiritual viu a minha alma chorando e me denunciou na frente de várias crianças num dia de São Cosme e São Damião. E aos 18 anos, mais ou menos, um fenômeno espiritual me deixou assustado e depois curioso em querer saber mais sobre um ser que se manifestou, quando eu estava tentando acordar por volta das 6 horas da manhã, na minha frente com as características de um fantasma (sem um rosto definido e todo branco – muito branco!).
E aos 27 anos, mais ou menos, “vi” e fui orientado espiritualmente por um ser que se incorporou na minha (segunda) madrasta na frente da minha família reunida na sala da nossa casa (caso raro e incomum de acontecer). Essa entidade afirmou algo que eu estava pensando há meses e que ninguém mais sabia: por que Deus era tão passivo diante das guerras, tragédias, desastres, injustiças e doenças no mundo humano? O ser espiritual, então, disse para mim: “Não coloque Deus como responsável de tudo isso que você vem apontando. Tudo o que acontece de mal na Terra é consequência das ações humanas. Deus não tem nada a ver com isso. Foram vocês que criaram esse mundo assim. Por favor, pare de pensar dessa forma”.
E aos 36 anos de idade depois de tantos sinais paranormais ou espirituais finalmente tive a experiência mística do Eu Cósmico se manifestando nas profundezas da minha consciência. E como conseqüência dessa vivência deslumbrante tive, a experiência rara do Amor Divino explodindo no centro do meu peito. E tudo aconteceu quando orei e implorei de joelhos para saber a Verdade Dele, e depois comecei a investigar a diferença entre ser e não-ser, razão e intuição, razão e fé, ser superior e ser inferior, energia negativa e energia positiva em mim mesmo de forma implacável. Vivenciei tanta coisa bonita que quase me desliguei do mundo social para querer viver isolado numa floresta ou caverna. Fiquei sem chão!
Eu não sabia mais afirmar com convicção o que era a vida humana. Até hoje vivo uma polaridade existencial (Eu social e Eu Universal). Em minha consciência duas vidas e duas vozes preenchem a minha condição humana. Um lado meu, humano, sofre e se angustia por sentir que o livro da minha vida humana já está nas últimas páginas da leitura. E por outro lado, não-humano, diz: “Não turbe seu coração...tudo passará...confie em mim...Sou Deus em você mesmo”.
Assim, o rio da vida corre no seu rumo com as ondas sendo guiadas por duas margens: a dor e o Amor. É preciso ter muita fé e suportar o destino onde as águas do rio cósmico nos leva para um outro lugar ou dimensão. É preciso aprender que a vida não se resume apenas viver num lado da margem do rio, mas que precisa fluir e oscilar docemente ao sabor dos ventos físicos e metafísicos sutis.
Então, o que é a vida para mim? É aceitar que nada tem início e fim. Só existe o caminho do meio no fluir dos acontecimentos,transformações, sabores, dissabores e descobertas que fazemos a cada dia. O discernimento de QUEM SOMOS NÓS é o mais elevado grau de sabedoria. Pois, no final de tudo descobriremos que sempre fomos deuses em estágios diferentes de aprendizagem. E nesse percurso os erros e acertos contarão pontos e méritos na escalada da consciência cósmica de Deus.
A Verdade é o Amor indizível, mas que pode ser vivenciada por cada um num encontro (casamento)cósmico metafísico e interior (da alma desejosa em querer se descobrir e amar incondicionalmente).
Bernardo Melgaço da Silva
Mui Amigas... Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
Estamos quase chegando à semana da festa do Natal. O momento é propício para refletirmos sobre o amor, a amizade, a solidariedade e o perdão. Podemos então nos questionar se estamos sendo bons pais, filhos, amigos e cônjuges. Estamos sendo fiéis aos nossos amigos?Esse é também um momento de entrarmos em sintonia com Deus e pedirmos para sermos melhores. Deixar morrer o nosso coração de pedra e nascer um coração novo, de carne. E que esse coração novo seja capaz de receber todas as graças de Deus e se abrir para o perdão. A chegada do menino Jesus nos faz entrar na magia de um novo renascer. Renascer para uma nova vida de pratica do bem, de ser capaz de entender e perdoar pessoas que achamos não merecer nosso perdão. É difícil perdoar quem nos tratou mal. E se nós imitássemos o coração manso e humilde de Jesus? Talvez fosse possível.
Foi nesse clima de Natal que me lembrei das falsas amizades. Na Bíblia, em Eclesiástico 6,14-15, encontramos: “Um amigo fiel é um refúgio poderoso, e quem o encontra, achou um tesouro.” “Amigo Leal não tem preço e nada se iguala ao seu valor.” A amizade verdadeira é um sentimento muito gratificante para todo ser humano. Todos gostam de ter amigos. Tem também um ditado que diz “É melhor um amigo na praça do que dinheiro na caixa”. Tudo isso pela importância de se ter um amigo.
Muitos já foram traídos, mas mesmo assim não perderam a fé nos amigos, pois alguns são merecedores de toda nossa confiança. Também sabemos que o ser humano não é uma ilha, gosta de conviver com outras pessoas e usufruir de uma boa amizade.
A história que vou narrar ocorreu comigo, quando eu estava me preparando para o vestibular do curso de História da Faculdade de Filosofia do Crato. Devido a minha juventude, eu confiava cegamente nas pessoas e achava que todos que se aproximavam de mim e agiam como amigos seriam incapazes de me causar qualquer decepção.
Duas vezes por semana, eu freqüentava um curso de inglês. Foi nessas aulas, que conheci duas colegas que eu pensava serem minhas amigas. Através da convivência, a amizade foi se solidificando, pensava eu. Mas não foi isso que se passou com essas duas colegas. Elas, assim como eu, iam fazer vestibular, não para o curso de história, mas para outros cursos.
Saí de casa numa sexta feira à tarde, em direção ao centro da cidade, com o objetivo de comprar um livro. Já estava chegando à Rua João Pessoa, quando encontrei com essas duas amigas. Uma delas me convidou para passar uma semana numa fazenda de uma tia. Informou-me que iríamos nós três e que lá era um lugar bastante sossegado, ideal para estudar. Respondi que iria combinar com meus pais. Conversamos mais um pouco, depois nos separamos, e eu fui à livraria comprar o livro.
Ao Chegar à minha casa, falei com meus pais que me autorizaram a ir. Então eu telefonei para elas e ficou tudo combinado. A viagem foi marcada para a próxima segunda feira às três horas da tarde. Seria apenas duas horas de viagem.
No dia marcado arrumei a mala e fiquei esperando. Esperei tanto que o dia já estava anoitecendo, quando outra colega, uma verdadeira amiga me ligou e perguntou por que eu não tinha viajado. Acho que ela já sabia da traição. Expliquei que até àquela hora elas não tinham me dado notícia nenhuma. Então ela me disse que elas viajaram no horário marcado. Fiquei chocada com tal atitude. Foi uma grande falta de educação e deslealdade. Pelo menos elas deveriam ter dado qualquer desculpa, mas me deixarem esperando...
Essa minha amiga, que me telefonou e, que ainda hoje eu a considero como grande amiga me convidou para um sítio dos pais delas no Lameiro, onde fui muito bem acolhida. Estudamos com muita vontade e passamos no vestibular. Ainda hoje não entendo a atitude daquelas duas ex-amigas, pois tenho certeza que eu não merecia. Mas consegui perdoá-las, o que é mais importante.
Tudo que acontece na vida serve para o nosso amadurecimento. O desencanto com essas duas pessoas, não me desanimou, pois a atitude da amiga certa, me fez acreditar que ainda existem pessoas boas e amigas.
Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
A Permanência do "Filho Pródigo"
Por Pedro EsmeraldoÉ triste, muito triste, quando deparamos com pessoas inconformadas querendo se promover à força, mesmo sem ter nenhuma condições essenciais para alcançar esse intento.
A sociedade cratense está estarrecida com a atitude de alguns políticos, (talvez aventureiros), desejando emancipação de alguns distritos, que não têm a mínima condição de serem elevados à categoria de cidade. O que mais nos dói é que esses políticos que vivem sonhando à toa, querendo aparecer, causam mal ao povo que lhe deu abrigo.
Não queremos transformar esta cidade tão auspiciosa e trabalhadora numa comunidade pateta. Queremos vê-la dotada de homens públicos sérios, que façam um bom trabalho em prol da população. Considere-se as dificuldades financeiras da administração pública, pois o pouco imposto arrecadado se presta "com pouquíssima exceção para a aquisição de veículo de luxo dando cobertura ao prefeito" (esta frase foi tirada de um recorte do Diário do Nordeste em 10/12/09). No mesmo dia, tiramos outra frase desse mesmo jornal, onde consta que dos 184 municípios do Ceará, “162 estão à margem da lei, no que se refere ao preceito constitucional, já que nenhum funcionário pode receber menos de um salário mínimo e isso não vem acontecendo.
O dinheiro público vem se prestando aos “maiorais”. Esquisito não é?
No dia 12 deste mesmo mês, tiramos outro recorte do mesmo jornal que diz: a arrecadação (juntando IPTU, Fundo de Participação dos Municípios etc), não é suficiente para sustentar esses pobres lugarejos. Ora, o Ceará mal pode com 184 municípios, pois a grande maioria vive com o pires na mão e sem estrutura. Por que vai criar mais vinte municípios? Isso só vai acarretar prejuízos para o povo.
Concluímos nosso pensamento afirmando que : nós – os cratenses autênticos – não desejamos desmerecer esse povo lutador, abnegado e afeito ao trabalho. Pelo contrário, queremos bem a todos e almejamos que saiam da linha da pobreza. Mas desejamos que não coloque o carro à frente dos bois. Avancem com os pés no chão. Utilizando a segurança e tecnologia moderna.
Temos conhecimento que um professor desse distrito, possuidor de mente equilibrada e visão de futuro vive a dizer: “Prefiro um distrito organizado do que uma cidade pobre e desorganizada. Ao mesmo tempo solicito aos políticos: já basta de enviar migalhas. Queremos um trabalho eficiente e melhor qualidade de vida para a população. Pessoal devemos tomar cuidado a fim de permanecermos no centro gravitacional da produção e do progresso ordenado. Neste caso, temos de pensar um pouco diferente: alertamos ao povo para abrir os olhos, para não cairmos no ridículo. Ponta da Serra já é beneficiado pela administração cratense. Não precisa mais se expandir sem poder. Precisamos cobrar mais dos senhores administradores do Crato com o intuito de elevarmo-nos e promovermo-nos a um estágio de futuro bairro elegante do Crato”.
Foto: Dihelson Mendonça
Centro Cultural BNB Cariri – Programação Diária
- 14h PROGRAMA DE RÁDIO: Cariri Encantado, com Luiz Carlos Salatiel e Carlos Rafael Dias.
Programa de Rádio semanal que destaca a cultural emblemática da região do Cariri Cearense. No programa de hoje, além da produção musical e literária da região, a presença do gerente do CC BNB Cariri, Lenin Falcão, que falará sobre o seu trabalho à frente deste importante equipamento cultural para o Cariri.
Rádio Educadora do Cariri AM 1020. 60min.
- ESPECIAIS - CURSO - ARTE RETIRANTE
15h A Bossa Nova, A Bossa Nossa. 240min.
Local: Campos Sales
- CINEMA - CURSO DE APRECIAÇÃO DE ARTE
15h História e Estética do Videoclipe. 80min.
- ATO COMPACTO
18h O Auto do Divino Nascimento, com a Cia. de Teatro Livre Mente (Juazeiro do Norte -CE)
O Auto do Divino Nascimento de José Mapurunga retrata o nascimento do menino Deus em um universo moderno e humanístico. Com os personagens vivendo engraçadas situações políticas a trama se desenvolve de forma cômica sem perder a seriedade o encantamento sutil inerente a todas as representações natalinas. A divertida montagem da Cia. Livre Mente,com direção de Jean Nogueira e música de Francisco de Freitas, faz um passeio pelas tradicionais lapinhas do Cariri. Classificação indicativa: Livre. 60min.
Local: Praça Padre Cícero
Fonte: Centro Cultural BNB Cariri (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte)
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Solidão Futebol Clube - Por Emerson Monteiro
Na mesa do coração da gente, vêm servidos diversos quitutes de todo sabor, medida certa das idades que fervilham secas, inexperientes, nos poros suarentos da juventude que dispara rumo ao desconhecido...
Primeiro, nas portas iniciais da infância, doce inocência se apresenta aos demais, deixando entrever multidões famélicas, sequiosos projetos de rostos vivos, umedecidos de esperança, na forma de flores multicoloridas, pessoas, outros possíveis eus, em elaboração febril. Então, jardins festivos lhes perfumam as bocas de gostosas possibilidades. Frutos resinosos escorrem aurora nos lábios abertos aos quatro ventos, apresentando, pouco a pouco, travo de pomos amargos, motivo de náuseas temperadas de beijos amenos, ao desencontro do futuro incerto.
Depois, algumas aventuras vivenciadas no aberto das manhãs radiosas, ao calor das 9h, quando véus caem leves; suaves sinais de vibração intensa que sacodem blocos metálicos de fibras íntimas, demonstrando movimentos de cordas profundas, contrariando por dentro leis requentadas de sobrevivência provável a qualquer custo, nas paixões originais. Amores desfeitos viram fantasmas, surpresas ingratas, vagas monumentais que cobrem dias, praias de passos rasos na areia quente, sonhos atroz despertados, preocupações ainda por resistir, embates de traços lindos, exóticos espelhos ovalados.
Meio-dia, porém, quando as experiências azuis nutrem arquivos de tanta memória dos poucos resultados concretos acumulados; e o estágio determina melhores estudos. Quer-se compreender sistemas externos de trabalhar sentimentos no peito dos amores independentes, fora de convencionais esquemas familiares. A sociedade, contudo, reclama tipos de procedimento que, quase sempre, tirados raros respeitáveis parceiros ajustados, reflete o senso comum de irresponsáveis amantes. Histórias milenares inundam as páginas dos folhetins, exemplos avessos que bem poderiam e não se perfezem, na realidade aberta das inundações friorentas das cheias.
Às 3h da tarde, passada a modorra, quem aprendeu, aprendeu... Houve chances disso. Alguns ainda persistem nas ranhuras errantes; coçam peles enrugadas, indiscretas, e refazem lances imaginários, admitindo, no entanto, falhas graves nas estratégias postas em campo. Alimentam nutridas vitórias, cautelosos daqueles que os ouvem, pois ninguém conta vantagem de assunto desfeito no cotidiano amoroso de lugares próximos.
Nesse tempo, carga frustrada machucando o lombo dos animais sensíveis; pensativos momentos bons viram saudade, o que poucos guardam de coisas ruins .
Fim de tarde, época contrita das bocas abertas, na velha fornalha de eras acesas, sopradas de leques agitados, asas mudas em brisas finas, no pescoço brilhante que escorre suor encantado de damas, mostra transcendental e suas rendas de saias e bicos esmaecidos, entrevistos na dobra de lençóis revirados. Afã de conquistar tresmalhadas noites perdidas, casais transferem aos rios do tempo o ardor da pele desnuda, em plumas vermelhas, nos fragores poentes e doidas lições pesarosas.
Quantas vezes restam a sós esses namorados fogosos, na descompressão de ritmos impacientes. Viram trastes inúteis que realçam nuvens brancas de horas escuras, almas penadas, vadios corações, em meio a suspiros soltos. Logo chegam convivas animados e outro banquete começa no berço das mesas em volta.
Amanhã é dia de programa Cariri Encantado
Amanhã, sexta-feira, é dia de programa Cariri Encantado. O entrevistado será o gerente do Centro Cultural BNB Cariri, Lenin Falcão, que falará do seu trabalho à frente deste importante equipamento cultural da região.
- Rola Coco (José Luiz Penna/Tiago Araripe), com Papa Poluição;
- Só no Crato (Célia Dias e Xico Sá), com Célia Dias;
- O tempo quer correr (Calazans Callou e Geovania Freitas), com Calazans Callou;
- Crato Querido, com a Família Linard;
- Canto Cariri (Alemberg Quindins), com João Carlos;
- Nega do Brejo (Samuel de Abreu e Joilson Kariri), com Cláudia Valle;
- No Apogeu do Sol (Abidoral Jamacaru e Xico Chaves), com Abidoral Jamacaru.
Na parte literária, serão veiculadas a poesia "Outras visões", de Antonio Sávio, e a crônica "Houve um Natal", de Emerson Monteiro.
Secretaria de Turismo e Romarias de Juazeiro do Norte aponta algumas realizações deste ano
A elaboração do Inventário da Oferta Turística de Juazeiro do Norte (Inventur) e o início na organização das romarias foram as principais atividades destacadas pelo Secretário de Turismo e Romarias, José Carlos dos Santos, no decorrer deste ano. Ele não esquece, porém de fazer menções ao projeto de sinalização turística do município e aos esforços junto ao pessoal do setor no sentido de aderirem ao Cadastur uma determinação legal do Ministério do Turismo.
O titular da Setur tem dividido as atenções com a Comissão Organizadora do Centenário de Juazeiro da qual é Coordenador Executivo e observa que, para isso, vem contando com total apoio do prefeito Manoel Santana. Uma das principais marcas da secretária, segundo previu, será a execução do complexo do centenário com obras estruturantes para as festividades pelos 100 anos de Juazeiro já estando com todos os projetos desses equipamentos em mãos.
Zé Carlos considerou o primeiro ano proveitoso no que se refere a execução de tarefas e o planejamento das romarias em busca de uma organização ampla. Este ano, elas completaram 12 décadas e a Setur até promoveu eventos para lembrar as ocorrências dos fatos miraculosos de Juazeiro. Também esteve empenhada nos eventos da Semana do Padre Cícero comemorando a passagem dos 165 anos de nascimento do sacerdote e, também, celebrando os 90 anos do seu falecimento.
O secretário não esqueceu de citar a recuperação da Via Sacra, a implantação de um posto de informações turísticas no Aeroporto Regional do Cariri e as comemorações pelos 40 anos da estátua de Padre Cícero como homenagens ao ex-prefeito Mauro Sampaio. Ele adiantou que o município pretende caminhar junto com a Ordem Salesiana na revitalização do Horto em todos os seus aspectos. Zé Carlos mencionou ainda as participações em eventos sobre turismo em várias partes do país evidenciando o nome do município no sentido de atrair visitantes ou recursos para projetos estruturantes.
O CENTENÁRIO DE ERNANI SILVA - Por: George Macário
Hoje é um dia especial. Há um século nascia um homem raro e único, Ernani Brígido e Silva. Meu querido avô Ernani Silva nasceu em Baturité-CE, em 1909. Ainda criança, seus pais Pergentino Silva e Maria Pia Brígido e Silva, além dos seus quatro irmãos (Daíro, Elmar, Elnir e Eldon), vieram para o Crato, cidade que ele adotou para ser uma de suas grandes paixões...
Ainda muito jovem, foi balconista das Casas Pernambucanas, empresa que lhe proporcionou fecundo aprendizado, criando bases sólidas para uma brilhante e próspera trajetória no comércio. A Casa Ernani Silva era referência na Região do Cariri quanto à venda de móveis, eletrodomésticos, material escolar, motonetas, entre tantos outros artigos. Seu Ernani foi o pioneiro no abastecimento e distribuição de gás butano e de vendas de passagens aéreas, com a sua antiga companhia REAL. É bom que se diga, que Seu Ernani Silva foi um homem idealista e passional quando a questão versava sobre o desenvolvimento da Região do Cariri, tendo o Crato como principal município. A prova é a idéia da tentativa de criação do Estado do Cariri, defendida por ele e por outros bravos e saudosos cratenses, verdadeiros políticos sem mandato, espécie em extinção, na atualidade.
Mas, entre os inúmeros capítulos que marcaram a vida e a morte do meu Avô Ernani, existe um que foi decisivo: A história de um grande amor. No final da década de 30, aos 28 anos de idade, já ensaiando os primeiros passos no próprio negócio, Ernani Silva se apaixona pela jovem Aline Arraes. Tudo seria menos complicado se a moça, com apenas 15 anos, não fosse, ainda, uma das filhas do então Prefeito Municipal do Crato Alexandre Arraes de Alencar, estirpe de uma das famílias cratenses consideradas das mais tradicionais. Apesar de todas as dificuldades, os jovens Ernani e Aline seguiam ligados pelo coração. O amor dos dois era maior que tudo. Esgotadas as possibilidades para a permissão do namoro, assim como, para a realização do casamento, por conta da idade dela e dele, pela distância social e por razões outras que não interessam aos apaixonados, eis que Vovô Ernani surge com uma idéia nada convencional para a época. Pasmem! Ele resolveu “roubar a Moça”, que era filha do Prefeito. Mais uma prova da coragem de um homem que jamais temeu enfrentar as adversidades da vida, seja no amor aos negócios ou nos “negócios do amor”.
Não deu outra. Seu Ernani "carregou" a filha do Prefeito, fugindo para Brejo das Freiras, no Estado da Paraíba, fretando o "calhambeque" de Pedro Maia. Durante o caminho, meu avô foi aconselhado pelo velho taxista a voltar e desistir da fuga, da suposta loucura. Entretanto, a decisão já estava tomada em caráter irrevogável. Foi assim que ele me contou! Foi assim que aconteceu! O tempo curou todas as dificuldades e diferenças. O casal Ernani Silva e Aline Arraes foi e, ainda continua sendo, um exemplo de vida conjugal, de lealdade, de cumplicidade, modelo de um amor puro, verdadeiro e eterno. Deste casamento perfeito nasceram seis filhos (Ilze, José Milton, Aliane, Alexandre, Noemi e Luiz Ernani). Quanto ao relacionamento com o sogro, Vovô Ernani tornou-se o melhor amigo do meu Bisavô Alexandre Arraes e de Dona Noemi, sua sogra e minha Bisavó. Tive o privilégio de conviver com meus avós. Contudo, foi com Seu Ernani e com Dona Aline que tive muito mais tempo próximo, pois sou uma parte minúscula desta magnífica história. Apesar do passar dos anos, ainda trago comigo a dor de ter presenciado o desfecho do seu capítulo final, com o falecimento de Dona Aline, em 1981, aos 61 anos de saudável vida. Após esta triste e súbita perda, Vovô Ernani não nutriu mais gosto pela vida. A tristeza dele doia em toda a família.
Nos últimos anos de sua vida, ou melhor, de sobrevida, Vovô Ernani e eu (foto) passamos a conviver muito mais. Morávamos na mesma casa. Quase que diariamente, ao cair da noite, entrando na madrugada, costumavamos conversar horas e horas, sobre todos os assuntos. Ouvi muito seus lamentos de dor pela ausência de Vovó Aline. Convivi com o grande poeta do amor ausente. Acreditei que o amor pode sim, transcender à vida. Aprendi muitas lições, muito mais pelo exemplo de suas ações, no passado e no presente...
Na verdade, além da saudade pessoal que tenho dele, de tudo que recebi dele, que ,diga-se de passagem, em muito boa hora, há uma que serviu de padrão para a minha formação, serve para a dos meus filhos e servirá para meus futuros netos. Da mesma forma, não há de existir melhor "receita" para qualquer pessoa que deseja ser um verdadeiro “SER HUMANO”, com dignidade, com retidão de caráter, com amor incondicional à família... A LIÇÃO DE VIVER SEM NUNCA TRAIR A SUA CONSCIÊNCIA.
Em 1987, aos 78 anos, Seu Ernani Silva nos deixou, vítima de "saudade de Aline-aguda".
ESTA É UMA SINGELA HOMENAGEM DE GRANDE SAUDADE DO SEU NETO GEORGE HUGO SILVA MACÁRIO DE BRITO.
Centro Cultural BNB Cariri – Programação Diária
- PROGRAMA DE RÁDIO
14h Compositores do Brasil, com Zé Nilton Figueiredo.
Programa de Rádio semanal que traz um especial com um compositor ou uma temática de música popular brasileira. O programa faz parte de uma parceria entre o Banco do Nordeste e a Rádio Educadora do Cariri, que inclui um programação diária diversificada de segunda a sexta-feira de 14 às 15 horas. 60min.
Rádio Educadora do Cariri AM 1020.
- ARTE RETIRANTE
15h A Bossa Nova, A Bossa Nossa, com Abidoral Jamacaru
Dias 16, qua, 17, qui, 18, sex, 15h
Propõe-se fazer uma reflexão sobre um dos movimentos musicais mais importantes da música brasileira: A Bossa Nova, no momento em que se comemora seu cinqüentenário ficou marcada definitivamente os rumos da música brasileira de qualidade e continua exercendo profunda influencia nas tendências mais modernas na MPB. Inscrições: a partir do dia 05 de dezembro na Associação Comunitária Guarani. Vagas: 50. Carga horária: 12horas/aula.
Local: Campos Sales - Associação Comunitária Guarani, Rua da Felicidade, 216, Guarani
- CURSO DE APRECIAÇÃO DE ARTE
15h História e Estética do Vídeoclipe, com Nílbio Thé (Fortaleza - CE)
Dias 16, qua, 17, qui, 18, sex e 19 sáb.
A Proposta desse curso é exatamente esmiuçar um pouco as possibilidades dessa linguagem que nasceu como "Jogada de Markting" de grandes gravadoras para divulgar seu elenco de músicos e alavancar as vendas de discos, mas que pode, hoje em dia, se prestar perfeitamente ao papel de expressão de idéias arrojadas e esteticamente ousadas deixando-a mais acessível ao público e mudando a maneira como é enxergado. 180min.
- IMAGEM EM MOVIMENTO: Cinema
18h30 Baile Perfumado
Baile perfumado promove uma mistura curiosa de gêneros ao incorporar ficção ao retrato documental. No filme de Paulo Caldas e Lírio Ferreira, revivemos a saga do libanês Benjamin Abrahão, mascate responsável pelas únicas imagens de Virgulino Ferreira, o Lampião, quando este vivia em plena campanha no sertão nordestino, enfocando o aburguesamento do cangaço e a modernização do Sertão. Direção: Lírio Ferreira e Paulo Caldas, PE, 1998. Classificação: 14 anos. 93min.
Local: SESC Crato - Rua André Cartaxo, 443, Centro. Fone: 88 3523 4444
Fonte: Centro Cultural BNB Cariri (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte)
SER HUMANO
Bernardo Melgaço da Silva
Pra que vives?
Pra que choras?
Lágrimas e lágrimas
Dor e violência
Crítica e impaciência
Pra que vives?
Pra que choras?
Teu peito dói, mas já não sente ou finges que não sente
Acostumastes a prender e conviver com a dor
Aprendestes muita coisa
Mas muita coisa não aprendestes
Aprendestes a andar, falar, correr, escrever, ensinar e aprender racional
Mas não aprendestes o que deve aprender de principal, de fundamental:
Quem sois?
És apenas células, órgãos, carnes, ossos, uma mente e uma emoção?
Aprendestes a racionalizar, reduzir e por isso reduz a si mesmo
Tu não és apenas isso
És muito mais
Não és apenas professor, aluno, aprendiz, místico, religioso, ufólogo ou ateu
És uma natureza física "conhecida" e uma natureza metafísica desconhecida como eu
Acorda meu irmão (ã)!
Já é hora de semear o grão
De molhar o chão e comer o pão
É hora de traduzir a ciência
É hora de abrir a consciência
E de mudar a velha percepção
De olhar o mundo da natureza com outros sentidos que jamais havias imaginado de suas existências
Chega de sofrimento e luta!
Estais cansado(a), eu sei disso!
Comi também desse pão
Derramei também minhas lágrimas nesse chão
Eu e você somos semelhantes: a diferença é física mas não metafísica
Fui ao limiar da loucura para aprender que tu és meu irmão(ã)
Derramei rios de lágrimas em conflito para perceber aquilo que não conseguia ver
Lutei contra mim mesmo a cada segundo durante horas, semanas, meses e anos
Para agora escrever estes versos de coração
A realidade é muito maior e mais ampla que nossa percepção possa alcançar
Vamos acorde! Eu posso lhe dar a mão
Posso lhe carregar nos meus ombros
E juntos caminharmos em solidão
Para que tu possas escutar o silêncio e aquilo que era impossível de perceber
Para ver o que era impossível de ver
Para que tu possas ir além dos seus limites físicos
Deixe que com humildade e compaixão lhe estender a minha boa mão
Escuta meu irmão: os teus próprios sentidos te enganam
Não te deixam enxergar a realidade da vida
Só percebes coisas e seres coisificados
O outro chora a teu lado
E vive te pedindo a mão
E tu apenas o recebes com um não
É humanamente compreensível que tu mostres tua indignação
Que lutas contra os inimigos da tua própria imaginação
Deixe as armas da crítica de lado
Abra teu coração
E comece aprender que existem verdades e princípios
Se acumulas negras verdades
Os princípios se esvaziam
Se enches de toda razão
Perdes a sutil intuição
Se enches de muito poder
Perdes a força de vontade
Se segues meu conselho
Verás com teus próprios sentidos ocultos que és também filho(a)-senhor (a) da verdade
E que o Amor é o refrão oculto criador desses versos
Amor, Amor, Amor...Rei Senhor Criador de todo Universo
Bernardo Melgaço da Silva - 1988
EM VERDADE EM VERDADE EU VOS DIGO...
Assim como consigo distinguir a voz de João e Joana, de Fernando e Fernanda, de Renato e Renata, de Mário e Maria, consigo também distinguir a voz do homem e a voz de Deus. Assim como o sol ilumina e aquece o meu corpo físico, assim também o sol da verdade de Deus ilumina a minha consciência e me enche de sabedoria.
Bem-Aventurado é aquele que podendo pecar não peca, podendo negociar a fé não negocia, podendo julgar o cisco no olho do outro não julga, podendo condenar a fraqueza alheia não condena, e ao invés disso se esforça continuamente em orar e vigiar a si mesmo. Pois, somente acendendo a luz é que se pode ver a mobília no quarto escuro. E é orando que se age na intenção de acender a luz; e é vigiando (meditando) que se distinguem os objetos iluminados.
Em verdade em verdade, eu vos digo que a paz de Deus é a chave do tesouro da felicidade e da justiça eterna. E esse tesouro enterrado em nosso solo da percepção precisa ser descoberto. A fé de Deus é a pá com a qual devemos lançar mão e trabalhar para retirar o tesouro enterrado. Bem-Aventurados os que podendo ter o tesouro do valor-dinheiro não buscam esse tesouro para si porque sabem que a sua riqueza é ilusória e transitória. E sabem também que o tesouro dos tesouros somente pode ser aberto com a chave da paz de Deus. Além disso, sabem mais ainda que com o tesouro Divino se obtém o valor que nenhum dinheiro paga. Esse valor que vos falo é a glória do Amor de Deus.
Bem-Aventurados são aqueles que ao ouvirem a mensagem de Jesus (e de todos os mestres espirituais de verdade) conseguem perceber imediatamente a gloriosa voz suave do Cristo. E que depois colocam em prática os seus ensinamentos do caminho do Reino de Deus: ORAI E VIGIAI (a si mesmo). Pois, assim como o tesouro foi criado para ser descoberto, da mesma forma a sua riqueza espiritual foi glorificada para ser compartilhada entre todos.
Bem-Aventurados são aqueles que orando e meditando não duvidam das mensagens profundas que brotam de suas próprias consciências. Pois, se o tesouro foi aberto é natural que o seu brilho se projete para fora do baú iluminando a tudo e a todos. E é inevitável o seu brilho e sua clareza de verdade. Somente aqueles que estão cegos pelo poder do dinheiro e pelo poder da fama não reconhecerão o brilho que reluz do tesouro aberto.
Em verdade em verdade, eu vos digo que a verdade é Deus-Pai em sua manifestação gloriosa e poderosa no Reino Humano. Bem-Aventurados os que forem batizados pelo Espírito Santo. De suas próprias bocas eles ouvirão o seu próprio Criador falar diretamente. De suas bocas o Verbo de Deus se fará carne. E nesse momento o homem se confundirá com Deus. Bem-Aventurados são aqueles que não conseguirem mais distinguir entre a modéstia do seu verbo humano e a grandeza do Verbo de Deus.
Bem-Aventurados são os Filhos de Deus que não querem nada ganhar para si, mas querem tudo ganhar de Deus em si mesmos. Esses reconheceram, em si mesmos, o Pai eterno e decidiram retornar para o seu convívio amigo, fraterno e amoroso.
Em verdade em verdade, eu vos digo que Cristo nunca morre, mas sempre nasce nas consciências daqueles que sacrificam (transmutam) os seus próprios egos.
Cristo vive. Cristo sempre volta. Aleluia, aleluia, ELE voltou em paz e amor no homem e na mulher de fé!
Não deixe para amanhã o que pode ser encontrado e (auto)conhecido, revelado, amado, querido, glorificado, sentido no aqui e agora em ti mesmo: Deus!
Bernardo Melgaço da Silva
Pensamento para o Dia 17/12/2009

“Um provérbio honrado pelo tempo diz: ‘A felicidade real e duradoura não pode ser conseguida através dos prazeres físicos’ (‘Na Sukhaath Labhyathe Sukham’). A felicidade duradoura pode surgir apenas pela disciplina da mente e fé no Senhor que não é diminuída pela boa ou má sorte. O homem deve usar o poder do discernimento dado a ele para combater as forças do mal dentro de si e fomentar os elementos Divinos em si através de seu próprio esforço, ouvindo a voz de sua consciência. O homem deve usar a liberdade de discernir entre o certo e o errado, o bem e o mal.”
Sathya Sai Baba
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“A educação deve cultivar a humildade e a disciplina, mas atualmente ela está produzindo uma colheita de orgulho e inveja. “Vidya” quer dizer “Vid” (Luz) e “Ya” (aquele que dá). Portanto, a educação deve verter luz e iluminar a escuridão na mente e no intelecto. Ela não representa o mero conhecimento livresco. Ela deve esclarecer o parentesco do homem com o homem e sua relação íntima com a natureza. Ela deve harmonizar as experiências anteriores de alguém com suas experiências atuais e guiá-lo a experiências benéficas no futuro. Ela deve validar o conhecimento obtido dos livros através das experiências e, no processo, fazer o homem crescer até que ele se torne Divino.”
Sathya Sai Baba
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
A Vendedora de Laranjas – Por Carlos Eduardo Esmeraldo
As lembranças vez por outra entram em ebulição na minha cabeça. Agora relembro que nos primeiros meses de 1961, Mãe Zarena, a minha bisavó torta, bastante idosa, adoeceu. Ela era a segunda mulher do meu bisavô e irmã de Santana, sua primeira mulher, minha bisavó pelo lado paterno, que faleceu no inicio de 1900. A vigília em torno do leito da enferma era constante. Os seus descendentes diretos e indiretos se revezavam nas orações pela recuperação da sua saúde. Como era de se esperar, ela faleceu. Foi numa manhã de uma segunda feira. Aguardávamos seus dois filhos, que residiam no Rio de Janeiro.Enquanto o velório ocorria na sala de jantar no interior da casa, eu e o primo José Esmeraldo Gonçalves sentávamos no peitoril da janela da fachada e apreciávamos o movimento das pessoas que passavam pela Rua Dom Quintino. De repente chegou uma vendedora de laranjas, postou-se na soleira da porta e com voz aguda e cortante, gritou a todo pulmão: “Quer comprar laranjas? Olhe a laranja de primeira!” Como ninguém lá de dentro da casa respondia e nem nós, a vendedora insistia: “Quer comprar laranja?...” Repetiu essa cantilena várias vezes, até que uma das minhas primas, bastante autoritária, veio até a porta recriminar a vendedora: “Fale baixo! Respeite o sentimento das pessoas dessa casa. Aqui morreu a dona da casa. Não está vendo que é um velório?” Ao ouvir a reprimenda, a vendedora gritou mais forte ainda: “Morreu, morreu, quer comprar laranjas? Estou vendendo minhas laranjas. Quer comprar laranjas?” E saiu Rua Dom Quintino acima, resmungando e descompondo minha prima. Até hoje a frase dessa vendedora de laranja virou para mim um refrão que eu sempre repito, quando alguma coisa não dá certo ou não têm mais jeito: “Morreu, morreu quer comprar laranjas?”
Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Aos diletos amigos e defensores do Crato – por Pedro Esmeraldo
Não somos contra o desenvolvimento de outras plagas, que também merecem e têm o direito de seguir a trilha do progresso, mesmo com dificuldade, em estradas sinuosas, o que as fazem mudar constantemente de direção.
Afirmamos com segurança que almejamos o crescimento do distrito de Ponta da Serra, a qual admiramos, pois seu povo é lutador e; não se conforma com a permanência da estabilidade economico-social. Por isso luta para crescer com dignidade, inobstante as dificuldades econômicas do país. Por isso defendememos que Ponta da Serra, distante pouco mais de 10 Km do centro de Crato seja um futuro bairro elegante da Princesa do Cariri , visto que será melhor e não acarretará prejuízo aos cofres do estado caso seja transformado numa cidade satélite de Crato. Mais vale um pássaro na mão do que dois voando...
Somos fiéis escudeiros da Região do Cariri, mas asseguramos, que pretendemos manter uma união pacífica, com compreensão mútua, em todas as margens da estrada progressista, isto é, todos deveremos seguir num caminho em defesa da permanência do bem estar e melhor qualidade de vida de seus municípios..
Repetimos as palavras da crônica anterior: só há dois distritos capacitados para serem elevados à categoria de cidade no Ceará : Mundaú, em Trairi e Pecém, no município de São Gonçalo do Amarante, ambos na orla marítima.
Se teimarmos em querer elevar outros distritos à categoria de cidade, permaneceremos sempre com o pires na mão, pedindo misericórdia aos governantes, num gesto de pessoas atoleimados diante das autoridades governamentais.
Agradecemos a todos, de coração, pelas palavras elogiosas postadas no Blog do Crato: ao doutores Heládio Teles Duarte, aos irmãos Armando e Carlos Rafael, ao Sr. Antonio Correia – um homem digno, educado e respeitado na Ponta de Serra – , ao Sr. José Nilton Mariano Saraiva – uma inteligência fora de série e de fértil pensamento; ao Dr. Carlos Eduardo Esmeraldo – um homem de pensamento digno – e por fim ao jornalista de inteligência brilhante, Dihelson Mendonça.
Agradeço com sinceridade e, ao mesmo tempo, retribuo todas as mensagens enviadas com dignidade e apreço. Esperamos sempre continuar com coragem e valentia em defesa de nossa terra.
Muito obrigado meus amigos, de todo coração.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
História que não quer calar
Qual o agente motivador para o Estado Brasileiro em todos os seus segmentos ter feito uma verdadeira cruzada contra a Ordem Santa Cruz – Penitentes – Santa Igreja de Roma – pelo que Consta, o primeiro patriarca - Ceará - Padre José Maria Ibiapina primou pela caridade e pelo bem comum de um contrato social voltado para o bem estar da coletividade como um todo. Em sua gestão teve a Ordem Santa Cruz, aos irmãos, uma perseguição ferrenha, a nossa cidade modelo foi destroçada pelo estado, ficando a irmão Antonio conselheiro a alcunha de maluco, fanático, agitador e outras que consomem a mente do imaginário popular. A verdadeira história foi apagada e a banalização das idéias foi consumida, inclusive pelos estudiosos e historiadores, Por quê?
Já na administração do sucessor Padre Cícero Romão Batista se fez um caldo histórico sobre a igreja secular, o estado e, volta e meia, o caldeirão verdadeiro Monte Sinai do cariri (Crato Ceará) é também dizimado com a mesma tenacidade de canudos. O Estado até o final de meados do século XX tinha uma sede de sangue tão violenta, que, não fosse à rigidez de nossa regra bulada estaríamos, a exemplo dos pioneiros-Nordeste- sob uma cruz perdida no matagal do esquecimento histórico.
A Gestão de Frei Damião de Bozzano foi à luz do pulsar vivo existencial mais serena, em partes, pois, ai do irmão que na realização do culto não tivesse uma autorização judicial expedida pelo delegado de plantão. Ao rito a humilhação de ter um policial no encalço para, segundo a tradição dar proteção ao colegiado em miseré – É o que diziam, cabendo a nós a peregrinação vigiada por um estado opressor e coativo – porém para a sociedade e para o corpo policial um agente de defesa da causa e do bom cumprimento do nosso culto- O Encalço do policial - Quanta Hipocrisia.
Os livros da Ordem Santa Cruz foram tirados de circulação sob a alegativa de que a “a seita é secreta e, portanto nociva a sociedade” e o mais estarrecedor é que a sociedade comprava esta idéia e naturalizava em segundos. Assim fica a ordem, sozinha, abandonada, punida, julgada e condenada pelo sadismo social de um estado que conseguiu repassar para a mediana social que nós somos uma seita de malucos.
Ainda bem que no século XXI – Considerado por nós como o século das luzes – já não somos perseguidos pelo estado, pela sociedade, nem por ninguém, nossos trabalhos são muito bem vindos pela internet como um todo, sendo inclusive esta, uma ferramenta poderosa para a difusão de nossa máxima “todos para o bem estar da Coletividade humana como um todo, desde o aparecimento do homem na era cenozóica, período do pleistoceno aos dias atuais”.
Praza Deus encontremos escritores sérios para dar luz aos meatos de nossa história apagada por um estado, que conseguiu exterminar parte do todo, mas não conseguiu calar a voz dos que sonham por liberdade, igualdade e fraternidade.
(*) Integrante da Ordem Santa Cruz – Penitentes do Cariri Cearense –
José Alves de Figueiredo- Por Magali de Figueiredo Esmeraldo.
Estou fazendo esta pequena homenagem a esse grande homem, como cratense que ama o Crato e, como neta que muito se orgulha daquele que com a graça de Deus, deu vida ao meu pai.
José Alves de Figueiredo, ainda muita criança, ficou órfão de mãe. Seu filho, José Alves de Figueiredo Filho narra com muita emoção no seu livro “Meu Mundo é uma Farmácia” a dor do pai, por ter perdido a mãe com menos de quatro anos de idade, contando todo o sofrimento que ele enfrentou na vida, por lhe faltar o carinho da mãe. Posteriormente ficou órfão de pai. Ainda criança, foi acolhido pelo tio José Antônio de Figueiredo, que o encaminhou para trabalhar na Farmácia Central de sua propriedade. Desde os dez anos de idade, ajudava na Farmácia. A família e os fregueses o chamavam de Zuza. Por isso ficou conhecido em toda a região do Cariri como Zuza da Botica.
O senhor José Antônio de Figueiredo mantinha a Farmácia Central com o objetivo de deixá-la para o filho José Alboíno de Figueiredo, estudante de medicina na Bahia. O pai achava vantajoso para o filho, além de médico com possibilidade de grande clientela, possuir uma farmácia. Aconteceu que o futuro médico apaixonou-se por uma moça cratense, prometendo casar-se com ela tão logo concluísse o curso. Mas o pai do futuro médico não gostou da moça. E tão logo o filho se formou, tratou de lhe enviar um telegrama mandando-o seguir da Bahia para o Rio Grande do Sul e que lá procurasse o tio Antônio Bernardo de Figueiredo, coronel do exército, pessoa muito bem relacionada no Sul. Em pouco tempo ele esqueceu a moça cratense e casou-se com uma prima, filha do coronel Bernardo Figueiredo.
Com a morte de Dário Guerra, boticário da Farmácia Central, o seu tio José Antônio entregou a responsabilidade da Farmácia ao sobrinho Zuza, ainda um adolescente, que nem licença tinha, apesar de ter muita prática.
Um fato interessante, coisa difícil de acontecer, é que o Coronel Secundo Chaves, proprietário da outra farmácia rival, ajudou o jovem Zuza a tirar a licença, orientando-o na preparação dos papéis e o encaminhando a Fortaleza com recomendações a amigos. Atitude bonita de um concorrente, que poderia até ficar contente, se a única farmácia rival fechasse por estar nas mãos de um adolescente sem licença.
Zuza da Botica sempre trabalhou com afinco e muita dedicação desde que ingressou na profissão. Seu dia de trabalho começava às seis horas da manhã e encerrava às nove horas da noite. Além do mais, assumiu a responsabilidade de cuidar da família de seu pai, que tinha casado novamente depois da viuvez e de uma sua irmã que enviuvou cedo. Só anos mais tarde é que conseguiu comprar a Farmácia Central do tio e se tornar o único proprietário. Entretanto, apesar da vida dura e do exaustivo trabalho, nos poucos momentos de folga, Zuza se agarrava aos livros na ânsia de aprender, o que não conseguiu na escola. José Alves de Figueiredo, além de manusear formulários terapêuticos, lia todas as novidades literárias que chegavam à tranqüila cidade do Crato vindas de Recife, Porto e Lisboa. Desde jovem adquiriu o gosto pelas letras. Dedicando-se a imprensa, escreveu em todos os periódicos cratenses. Foi fundador do jornal “Sul do Ceará” e redator do “Correio do Cariri em 1904. Junto com Antônio Nogueira fundou e dirigiu o “Crato Jornal”. No ano de 1924, “O Araripe foi restaurado por ele. Colaborou na “Gazeta do Cariri “e em outros jornais da região e de Fortaleza.
Gostava de se divertir decifrando charadas e logogrifos. Ganhou prêmios decifrando e compondo charadas com o pseudônimo de Gastão de Lorena.
Destacou-se como poeta e escritor indo buscar inspiração na natureza e nos costumes simples da gente da terra.
Casou-se em 25 de janeiro de 1902 com Emília Viana de Figueiredo. Desse casamento nasceram os seguintes filhos: José Alves de Figueiredo Filho, Mário Viana de Figueiredo que morreu aos dezessete anos, Letícia Viana Figueiredo, Lili Viana de Figueiredo e Aníbal Viana de Figueiredo. O casal teve mais três filhas que morreram ainda crianças. Foi um pai amoroso e enérgico que fez de tudo para instruir os filhos e encaminhá-los em diversas carreiras. Contudo, confiou a educação doméstica deles a sua esposa Emília.
Teve também destaque na política onde foi vereador por mais de uma legislatura e também prefeito Municipal (1925-1926). Zuza foi um homem que soube superar as barreiras e sofrimentos da vida, com dignidade, honestidade, trabalho e muito estudo. Ainda hoje serve de exemplo para netos e bisnetos.
O povo cratense lhe fez merecidas homenagens dando seu nome a uma Escola e à avenida por onde passa o Rio Granjeiro, hoje a bonita Avenida José Alves de Figueiredo. Olhem os versos que ele compôs para mostrar o seu amor ao Rio Granjeiro e ao Crato:
A Voz do Granjeiro
Este rio que passa aqui gemendo
E vem da serra envolto em mil cipós,
Anda plangente desde que me entendo,
Desde que se entenderam meus avós.
É um rio de amor que vem trazendo
O cristal que regala a todos nós.
Seu gemido é segredo que eu desvendo,
Pois nele fala o Crato em terna voz.
Cantem outros o encanto de outros rios,
Como fez o Tejo o vale luso,
Que eu cantarei em doces murmúrios,
Do Granjeiro esta voz que sempre acuso
Como um lamento, um canto de amavios,
Um lamento de deusas que eu traduzo!
Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
Fonte de pesquisa: “Meu Mundo é Uma Farmácia” J. Figueiredo Filho
“Versos Diversos” José Alves de Figueiredo



