| Foto: Cacá Araújo (2009) |
| Foto: Lucas Carvalho |
Foto: Heládio Duarte
| Foto: Cacá Araújo (2009) |
| Foto: Lucas Carvalho |
Indagado qual a razão de o cachorro ser o melhor amigo do homem, com propriedade um sábio respondeu: - Porque ainda não conhece o dinheiro. Ah! Os bens materiais, quantas cogitações equivocadas podem ocasionar no bloco das vaidades humanas. Tal vê, também, os comportamentos animais, acho que nas fases de preparação de outras vivências da natureza. Sei não, pois há tantos mistérios a desvendar, da terra ao céu, que causa ânsias e vertigem.
O cachorro da minha casa, por exemplo, este apresenta manias bem típicas dos bichos da espécie, com o agravante das arrogâncias dos cachorros de raça, valentões, pretensiosos, dos que olham de cima as pessoas. Sempre que abro a porta para sair na varanda, ali está ele, o verdadeiro dono do pedaço. A segunda coisa que faz depois de balançar o toco do rabo, trazido assim mutilado, segundo explicaram, para manter o padrão da raça, a segunda coisa, mostrar a língua e lamber o focinho, tomando gosto, qual abríssemos a porta toda vez só para lhe levar alimento.
Acha-se o dono absoluto de toda a extensão territorial da casa e do muro que a cerca. Mija por todo canto, costume estudado pelos especialistas caninos que adotam para demarcar o espaço das suas pertenças. Nesse ponto, mora o título deste comentário, o motivo das ilusões dos cachorros, por pensarem possuir o mundo inteiro onde mijam descaradamente. Caso consiga escapar até a rua, sai mijando tudo que aparece à frente, semelhante ao que providencia cada vez que chego com o carro, renovando mijadas nos pneus, parachoques, lataria, reforçando o instinto que alimenta de proprietário exclusivo do transporte que adquirimos com relativa dificuldade. Ele nem de longe imagina o que de antipatia isso acarreta no dono, essa pretensão de garantir só para si um direito que corresponde à família inteira.
Os passarinhos que pastam pelas imediações em volta da casa, a seu modo, sofrem na pele essa inclinação possessiva do cão alienado em constante vigilância. Corre e late desesperado quando sanhaços, sabiás, anuns, garrinchas, griguilins, pardais, vinvins, lavandeiras, aventuram catar insetos e sementes no chão. Vez em quando aparece pássaro morto na varanda, prática parecida com a dos humanos, únicos animais que matam e abandonam a vítima. Os outros assassinam apenas no propósito da sobrevivência.
As ilusões do cachorro chegam ao domínio de causar mais constrangimento aos seus donos. Caso saia a telefonar na varanda, quem aparece, ele, atento na escuta de toda a conversar, quebrando qualquer sigilo, semelhante aos agentes secretos deste mundo. Até hoje, porém, não descobrir de como se beneficia da escuta privilegiada.
Sua agressividade patrimonial, no entanto, restringe as visitas que de raro recebemos, seleção prévia que ele mesmo estabelece. Resultado, alguém bate no portão e eu corro apressado a prender dito chefe provincial, o que deixa a impressão do tanto de analogia dos bichos com os humanos, tão cheios de ilusões de honras e posses, durante a curta jornada desta vida, surpreendidos, inevitáveis, nas folhas que, secas, voam dos calendários.

| Foto: Cacá Araújo |
Essas tardes cinzentas que emolduram o tempo chuvoso mexem com a gente. Mexem por dentro da gente feitas brocas revirando as entranhas onde transitam escondidos pensamentos de querer ver coisas diferentes acontecerem invés de algumas outras que sacudiram os derradeiros dias, na semana anterior. Entortar os acontecimentos, eis o tal desejo principal desses bichos vivos mexendo por dentro, a querer dominar a natureza, uma espécie de coisa animada impacientando as outras coisas vivas que moram nas entranhas da pessoa. Ondas de coisas vivas invisíveis, imateriais até, digamos assim, sem ter medo de errar, são o que, por que quiséssemos dominar os momentos fugitivos, a gente, parece perseguir, como quem corre atrás de sombras, e não consegue agarrar, que vai embora na correnteza barrenta; e o velho costume de procurar fantasmas apressados nas lamas escorregadias do passado; ou mesmo estirar o pescoço, pretendendo enxergar lá adiante, depois da linha do horizonte; longe; muito longe para obter o menor sucesso. Isto é, esquecer o momento especial do presente, único ser acontecimento que, na verdade, tem valor, nos interessaria com certeza, perante todas as demais frioleiras deste mundo de passados mortos e futuros ainda de vez, na semente.
Caso haja boa vontade para concentrar esforços no presente, acham-se todos os demais fatores que empurram a manada para o curral, nas jornadas individuais ou coletivas dos rebanhos. Ninguém permanece no passado, nem pisará o futuro por conta própria antes da hora. O minuto seguinte já ficou atrás quando virou presente. Essas intenções desesperadas dos ledores da sorte habitam só as casas de jogos, nas travessas da ilusão. Quem, não fossem os filmes, garantirá, um instante depois, o placar final do jogo, deixando de lado o polvo alemão da Copa do Mundo. Quem garantirá com a absoluta segurança isso de depois?
Apertar o cinto do agora, no entanto, qualquer cidadão pode, fora de cair da cama ou botar burros na água. Reger a valsa do instante torna-se, pois, a profissão universal do senso do realismo, nas empresas produtivas.
Diga-se bem isso tudo, quando perguntarem pelo pai da criança em face das tragédias da história. Alguém houvesse de sair na dianteira e as coisas mostrariam outra cara. Pisar maneiro, ordenhar as vacas na hora certa; fechar as portas e janelas antes do pior acontecer; saber escolher as opções ideais; bater na bola da vez; substituir peças e cuidar da revisão no prazo; essas ações inevitáveis aos bons resultados servem de aviso, nos casos posteriores.
Aprender, por isso, as lições, às vezes de preços elevados, porém ainda com os pés no caminho e no tempo do presente, oferece os braços aos estudantes atenciosos. Dias melhores virão, no suor da reconstrução. E a casa pertencerá sempre aos que souberem dela utilizar as oportunidades da milenar sabedoria.

QUANDO É QUE FINALMENTE ADMITIREMOS QUE TUDO ESTÁ INTERLIGADO: O SOCIAL, O NATURAL-ECOLÓGICO E O ESPIRITUAL?
Os recentes acontecimentos
em diversos Estados me fez reprisar esse texto que criei já faz algum tempo.
No início da década de 80 decidi sair da casa de meu pai para ir morar sozinho. Um ano após da minha saída, por questões econômicas, mudei de endereço no mesmo bairro do Flamengo. O Flamengo é um bairro nobre da zona sul do Rio de Janeiro. Os aluguéis lá eram e ainda são caros. Então, encontrei uma saída econômica que era morar num quarto alugado próximo à praia. E a moradora, uma gaucha de uns 40 anos de idade, me sub-alocou um pequeno quarto confortável para mim e meu irmão mais velho. Ieda era (ou é ainda (?)) uma mulher de convicções firmes e muito simpática. Sempre sorridente, Ieda cativava a todos com sua coragem , força de vontade e fé no processo de superação de uma doença raríssima no mundo. Era muito comum vê-la dopada para suportar as dores dos pequenos nódulos que surgiam por todo o seu corpo.
Num belo dia ela me contou como ficou sabendo, com bastante antecedência, o caminho de sofrimento que teria que passar nessa vida terrena. Contou-me ela que seu avô havia planejado ir à praia (no Rio Grande do Sul onde ela morava quando pequena) com ela e um garotinho. E assim aconteceu. Saíram cedo com o objetivo de voltar um pouco mais tarde. Em dada hora, o avô percebendo que precisava fazer o lanche que levara forrou a areia com um pano e retirou da sacola uma melancia para repartir entre eles. Buscou na sacola uma faca e foi aí que percebeu que havia esquecido a mesma em casa. Por um instante ficou confuso com o fato de ter esquecido a faca. Tentou encontrar uma maneira de executar a ação. Foi aí que de repente surgiu do nada uma figura humana de um velhinho vestido todo de branco. Seus cabelos eram brancos e possuía uma grande barba branca também. O velhinho se aproximou disposto a ajudá-los. Ele fez um sinal da cruz sobre a melancia, e a melancia se repartiu milagrosamente em quatro pedaços. Após esse feito ele se apresentou como sendo Jesus Cristo. E em seguida orientou o avô dela para que não continuasse mais batendo na esposa. E quanto a ela, disse: “Você terá uma doença muito rara no mundo. Mas, não se preocupe porque é para seu próprio bem devido aos karmas adquiridos em outras vidas”. Após essa fala ele profetizou o que iria acontecer com o ser humano devido a sua ação destruidora da natureza. Ele afirmou: “Tudo o que o homem toma ou interfere na natureza provocará uma ação contrária fazendo com que surjam tempestades e todo tipo de catástrofes que envolvem a natureza. A natureza vai querer tudo de volta!”. E segundo minha amiga Ieda ele mencionou algumas cidades onde ocorreriam essas catástrofes (p.ex.: Santa Catarina, Rio de Janeiro etc).
E a partir dessa história contada por Ieda fiquei atento aos desastres naturais. E toda vez que acontece um desastre “natural” lembro-me de Ieda e do velhinho espiritual.
Quando é que finalmente admitiremos que tudo está interligado: o social, o natural e o espiritual? Hoje, se discute quanto tempo temos (se é que temos) ainda para consertar os erros do passado e do presente. O mundo vive apreensivo sobre o destino da humanidade caso ações concretas não sejam realizadas a tempo para mudar o rumo da intervenção desastrosa da vida humana na Terra. Tudo será afetado: água, solo, subsolo, ar, florestas, cidades etc.: “O Sertão virará mar, e o mar virará Sertão” diz a música sertaneja. A conta desses desastres será paga por todos, principalmente os mais pobres e carentes de recursos. No COP-15, em Copenhague, se discutiu um acordo de como repartir as responsabilidades, ônus e bônus. Mas, não houve consenso de quanto cada um deverá investir e doar de si para salvar o planeta. Enquanto isso, continuamos poluindo, desmatando e destruindo o que resta ainda de original e sagrado ao nosso redor.
Bernardo Melgaço da Silva

“Não há necessidade de procurar a Verdade em qualquer outro lugar. Procure-a dentro de você: você é o milagre dos milagres. Tudo o que não está dentro de você não pode ser encontrado em qualquer lugar fora de você. O que é visível exteriormente a você é apenas um reflexo aproximado do que realmente está dentro de você! A crença antiga era a de que Deus (Easwara) governou o Mundo, estando fora dele. Os investigadores indianos puseram isso à prova através do Sadhana (disciplina espiritual) e revelaram que Deus estava e está no mundo e é dele. Essa é a primeira contribuição dos indianos para o mundo espiritual, de que Deus não é exterior ao homem, mas é a sua essência interior. Eles declararam que é impossível removê-Lo do coração onde Ele mesmo se instalou. Ele é o mesmo Atma do nosso Atma, a alma da nossa alma. Ele é a Realidade interna de cada um de nós!”
Sathya Sai Baba
Vivíamos no Crato, em outubro de 1958, eleições disputadíssimas. Concorriam ao cargo de prefeito o senhor Pedro Felício Cavalcante pelo PSD e José Horácio Pequeno pela UDN. Os comícios eram concorridíssimos de cada lado. Os udenistas chamavam os pessedistas de “gogó”, e eu nunca soube o porquê, e estes replicavam que os udenistas eram os “carrapatos”, talvez numa referência a esse partido ter vencido várias e sucessivas eleições. O meu pai concorria ao cargo de vice-prefeito na chapa da UDN. Era a primeira vez que esse cargo, desnecessário ainda hoje, era disputado.
Na solenidade, alguns vereadores da oposição criticaram a escassez de representantes do governo Municipal, alegando que a administração não estaria dando a seriedade necessária aos eventos culturais, muito embora estivesse presente representando o prefeito Samuel Araripe, o seu vice Raimundo Bezerra Filho, que em discurso, rebateu todas as críticas sozinho, já que a bem da verdade, não haviam secretários de governo na reunião, justificado pelo vice-prefeito pelo fato de esta coincidir com outra reunião a acontecer no mesmo dia e horário promovida pelo Prefeito do Crato Samuel Araripe, a fim de tratar de assuntos relativos às últimas chuvas e à enchente do canal do Rio Grangeiro.
Alexandre Lucas - Quem é Leo Dantas?
Leo Dantas - Sou alguém muito sensível a tudo e a todos, forte, bravo, guerreiro e desbravador, idealista, pensador e viajante de um mundo moderno, penso sempre a frente do meu tempo e das pessoas que me cercam, adoro tecnologia e amo a natureza.
Sou empresário do ramo audiovisual, produtor, artista visual, documentarista e desenvolvo oficinas de cunho social para pessoas de 10 a 90 anos.
Sou acima de tudo um sonhador que acredita em seus sonhos, e assim tudo se realiza.
Alexandre Lucas - Quando teve inicio seu trabalho artístico?
Leo Dantas - Sou produtor desde meus 14 anos, sendo assim há exatos 16 anos, desenvolvi ao longo deste período formas artísticas de produção, tornando-me também artista visual e produtor audiovisual, então posso dizer que comecei há muito tempo, tendo em vista minha vasta produção artística.
Alexandre Lucas - Quais as influências do seu trabalho?
Sou meio diferente dos artistas em geral, sou muito quebrador de regras, creio que influências para mim são meio esquisitas, curto de tudo um pouco, busco na verdade minha influência na natureza, nas pessoas e não nos livros, sei que deveria ler mais, mas sei que o que leio me serve muito mais do que vários livros que todos lêem.
Curto muito Glauber Rocha e tenho artistas amigos nos quais busco inspiração, ontem mesmo vendo um documentário muito bacana percebi que algumas imagens se pareciam com as minhas, fiquei muito feliz quando vi que o diretor e roteirista era o cineasta e amigo não tão próximo Jefferson Albuquerque Junior, então posso dizer que devo ter influências dele, mesmo sem tantas pretensões, mais percebi aspectos de nossa produção muito parecidos.
Tratando-se da fotografia, falo da amiga do coração Nívia Uchôa, figura que cativo, além de amigos como Zé Diogo e Diamantino Jesus, ambos de Portugal, falo também do artista multimídia e grande amigo Luiz Duva, vai ai uma dica pra quem não conhece, vale a pena conferir o trabalho deste artista multimídia e grande amigo reconhecido em todo o mundo: www.liveimages.com.br.
Falo agora do trabalho do grande amigo Bulhões Jr. um dos maiores cinegrafistas do Brasil, que sempre me dá altas dicas e idéias e não poderia deixar de citar a influência no trabalho social que recebo do grande amigo Alexandre Lucas, que através de seus projetos sociais me excita a também produzir para o povo, pois arte deve ser feita pelo e para o povo.
Tenho influências também de artistas como Sebastião Ribeiro Salgado, pela insistência em fotografar o ser humano e seus aspectos, algo que também vejo muito na Nívia, adoro a natureza e as possibilidades visuais que elas nos revelam então creio ter influências do Araquém Alcântara, considerado o maior fotografo de natureza do Brasil, e pra finalizar não poderia deixar de citar minha influência tanto audiovisual como fotográfica e de vida mesmo em todos os grandes mestres de cultura que já trabalhei, acho que posso dizer todos, pois correria o risco de esquecer algum nome.
Alexandre Lucas - Fale da sua trajetória?
Leo Dantas - Minha trajetória se confunde com meu crescimento, desde os cinco anos de idade fazia aulas de esculturas em argila com um antigo amigo da família chamado Barros, nunca fui muito bacana nesta área, comecei produzindo aos 14 anos micaretas na região, quem não se lembra do Cariri Folia, então aos 16 anos montei minha primeira empresa produtora junto com dois sócios, realizávamos eventos temáticos e voltados a música eletrônica, fizemos muitos eventos na região do Cariri, então transformei-me em Dj pela paixão a e-music, toquei muito, por todo o estado até os meus 23 anos, ainda toco em festas privadas, muito particularmente, cheguei a ser Dj residente em casas noturnas da capital como a antiga Aluá, Docas Bar e Café Teatro, de onde também fui promoter da casa, realizando cerca de 20 eventos temáticos, comecei então a trabalhar como produtor cultural para o SESC, onde trabalho como freelancer há 10 anos, juntei todas as experiências adquiridas para desenvolver meu trabalho visual e audiovisual, hoje sou produtor responsável por eventos como ( três edições) BNB Agosto da Arte, (nove edições) Mostra SESC Cariri de Cultura, e trabalho para Instituições como Governo do Estado do Ceará, além de várias prefeituras do Ceará na área publicitária e cultural, quem não lembra do comercial do Metrô do Cariri, que virou a “coqueluxe” do Cariri.
Atualmente desenvolvo trabalhos artísticos para os três Centros Culturais do BNB dentre outros projetos próprios da S.A Imagens, minha empresa produtora, juntamente com meu sócio Siqueira Jr.
Participei de duas exposições coletivas, realizei um trabalho que se tornou referência até para a Escola de Artes Visuais Violeta Arraes, o projeto percepções visuais que deu início a um grande ciclo da produção fotográfica da região, incentivando a todos que não se sentiam artistas visuais e muito menos fotógrafos a produzirem, quebrando vários preconceitos e mostrando que qualquer pessoa tem sim um artista dentro de si.
Desenvolvi o projeto Ateliê Ambiental do Caldas no distrito do Caldas em Barbalha, sempre em parceria com o Siqueira Jr., onde trabalhamos a fotografia como meio de preservação da natureza, realizamos quatro oficinas sendo uma delas pelo projeto Arte Retirante do CCBNB Cariri.
Alexandre Lucas - Como você ver a relação entre arte e política?
Leo Dantas - Arte e Política se misturam muito pois nenhuma delas pode existir separadamente, vejo hoje que tudo parte de boas vontades, pois se produzir arte é muito complicado e as vezes muito caro também, porem, percebemos de alguns anos pra cá uma ligação direta entre estas duas formas de expressão popular, pois é notório o crescimento da produção artística do Brasil depois de leis de incentivo, fomentando cada vez mais a produção e dando possibilidades reais de hoje se viver de arte no nosso país.
Alexandre Lucas - Você vem se dedicando as experimentações no audiovisual. Fale sobre esse trabalho?
Leo Dantas - Descobri há alguns anos o audiovisual de uma forma muito própria, pois adoro tecnologia, sendo assim em todas as minhas oficinas, produções e eventos eu gravava através de celular, câmeras fotográficas, e equipamentos mais simples de vídeo, então utilizando programas também simples criava poéticas audiovisuais incríveis, então percebi meu potencial para a área, comecei a produzir sem parar, tudo virava filme, fui conhecendo meu lado documentarista, pois ficava fissurado por mostrar as realidades do meu local, de locais visitados, histórias de pessoas e a natureza, hoje tenho cerca de seis documentários finalizados, e quatro por finalizar, sendo que nenhum de distribuição de massa, me enquadrando assim nas produções independentes do Brasil.
Através de amigos, mostras e dos coletivos é que meus filmes são exibidos, adoro esta forma de produção e isto me torna único e exclusivo, não discutindo assim a qualidade técnica da produção e sim a força da mesma.
Hoje produzimos documentários através da S.A Imagens para o Centro Cultural do Banco do Nordeste do Brasil e trabalhamos projetos próprios além de projetos de DVD´s musicais e vídeos de registro para teatro e outros registros.
Alexandre Lucas - O trabalho coletivo é uma das formas de democratizar a arte?
Leo Dantas - Com certeza, aprendi a dividir muito cedo, pois sempre fui agraciado com certas divisões, e isto me fez bem, então vejo o coletivismo muito agradável e primordial à produção artística, pois assim produzimos mais e mais, e ajudamos a desenvolver a criatividade de muito mais gente, ajudamos como um todo a conscientizar.
Alexandre Lucas - Qual l a importância de uma graduação em Artes Visuais?
Leo Dantas - Nem sei dizer mais se sou estudante de Artes Visuais pois assisti apenas 3 semanas de aulas por conta de meu tempo muitíssimo corrido, acho que esta minha resposta vai ser censurada, hehehehe, vejo a graduação como um ponto forte em artistas contemporâneos, porém, hoje para mim, Leo Dantas não seria a principal forma de me tornar mais e mais conhecido ou intelectual, entretanto, volto a afirmar, quem tem este tempo para os estudos deve seguir, pois creio que sou hoje muito agraciado por Deus, sendo meio autodidata, (será que vão me compreender?).
Alexandre Lucas - Você acredita que a Academia elitiza a arte?
Leo Dantas - Sim, é uma forma de dizer... EU SOU...EU POSSO...acho que a arte não deve ser assim, mesmo muitos achando que eu me acho, sempre fui muito povão, vejo isto na minha produção, que muitos da região desconhecem.
Vejo a Academia como forma de conhecimento, então em si tratando da arte, que também se confunde com a vida, podem existir outras formas de se adquirir, basta querer.
Alexandre Lucas - Como você ver a produção de artes visuais no Cariri?
Leo Dantas - Adoro esta efervescência, pois me considero fruto dela, adoro ver pessoas produzindo, conversando e fazendo arte, isto é saudável para uma sociedade se tornar mais crítica e de certa forma positivista.
Alexandre Lucas - Qual a contribuição social do seu trabalho?
Leo Dantas - Apresento em minhas obras uma forma de se produzir com facilidade, formas básicas de se comunicar através das artes, então acho que com tudo que já fiz e ainda temos a fazer, ajudo a pessoas que se sentem como eu, um não artista a criar coragem para dizerem o que querem através de suas obras, pois a palavra de ordem para mim é produzir cada vez mais, e me tornar alguém mais crítico e capaz, então vejo que as pessoas que participam ativamente ou não de meu trabalho pode adquirir algum conhecimento mesmo não literato.
Alexandre Lucas - Quais os seus próximos trabalhos?
Hoje trabalhamos para três exposições fotográficas as quais estamos negociando com instituições do Ceará, duas relacionadas a natureza e uma outra voltada a terceira idade, três vídeos-instalação, estamos também desenvolvendo um novo documentário, este sobre o Arajara Park, e produzindo um piloto para TV aberta, estou desenvolvendo dois roteiros que ai é meio novidade, para editais de fomento audiovisual, e em fevereiro, estaremos mais uma vez no Centro Cultural do Banco do Nordeste Cariri desenvolvendo a oficina IMAGEM.DOC, oficina de documentário, o qual foi aprovado pelo edital de programação do BNB.
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| Foto: Cacá Araújo |
Os seres humanos reclamam cuidados imensos quando chegam ao mundo e superam os demais seres no esforço inicial de formação e sobrevivência, até dispor dos meios necessários a seguir com as próprias pernas a jornada de habitar este mundo. Antes dos sete anos, os filhos do bicho gente exigem, dos pais e da sociedade, extremos arranjos, a ponto de depender, em caráter quase absoluto, dos outros para limpeza, alimentação, vacinas, alojamento, vestimenta, primeiros passos, fala, pensamentos, repouso, formação moral, intelectual, etc.
Esse grau de dependência da nossa raça representa o empenho da família em dirigir suas baterias na sobrevivência e no zelo dos filhos, salvaguarda e herança cultural da sociedade. Ninguém foge dos valores trazidos pela família e que lá adiante não venha a defrontar dificuldades e traumas de adaptação perante o desconhecido, nas dobras do caminho.
Por isso, os sábios dão importância inestimável à saúde dos laços familiares, para considerar a célula doméstica a mãe das comunidades e resposta aos desafios de todo tempo. Desorganizada a família, as outras instituições perdem o prumo e a paz perde a razão. Os abalos nesta fonte original implicam nos desmanches que a história registra, no caos das guerras medonhas verificadas em turnos diversos, custando preço astronômico de sofrimento, desespero e trabalho.
A bandeirada desses primeiros passos humanos, dada pelos pais já na infância, reserva sobremodo a esperança possível dos adultos e das suas circunstâncias posteriores, vindas desde a escola filial, nos sentimentos, lembranças e emoções que lhe marcam o modelo de personalidade depois vivenciado no decorrer das gerações.
Conhecimento de padrões fundamentais vindos no começo apresenta frutos na humanidade, o que demonstra as ameaças constantes de que é vítima a família, nesse jogo de dor e prazer da sua experiência. O mal e o bem, que organizam os porões e a bagagem, nessa viagem de seres humanos, na sombra e na luz das situações, trabalham os tais valores de formação das pessoas em movimento, nos grupos sociais.
Tiradas, pois, essas e algumas conclusões mais, a razão do abalo nos países vem do descaso para com os atores do drama ainda na gravação dos letreiros iniciais das consciências, no berço de vilões e mocinhos junto dos responsáveis pela sua formação. Nisso, entra em cena a família para constituir cidadãos com a mesma face dos tempos sonhados e vividos que irão acontecer logo ali adiante, num futuro imediato.
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| Foto de Cacá Araújo |
O prefeito do Crato, Samuel Araripe, instituiu o "aluguel social" para atender às famílias desabrigadas pelas chuvas, que não têm para onde ir. O valor do auxílio social é R$ 120,00 e vai durar o tempo que for necessário à recuperação de suas casas. O prefeito baixou o decreto de nº 2801001/2011, colocando o município em situação de emergência. Com a enxurrada, cinco casas desabaram totalmente e outras sete tiveram partes danificadas. As famílias já estão sendo assistidas pela administração e algumas casas já foram alocadas para os desabrigados. A vítima da enchente deve procurar a secretaria de Ação Social do município, para requisitar o benefício. Um técnico vai ao local para fazer a avaliação e elaborar o laudo. O cadastro já pode ser feito. O aluguel será pago as famílias que estão em abrigos e àquelas que precisam ser removidas de áreas de risco.
Uma notificação preliminar de desastre foi apresentada por meio dos levantamentos realizados pela Defesa Civil, diante dos estragos causados com a tempestade que se abateu sobre o Crato, na madrugada da última sexta-feira. O prefeito do Crato, Samuel Araripe, estima prejuízos para a cidade de mais de R$ 50 milhões na cidade. O documento foi apresentado ainda no último final de semana, com número relacionado às vítimas diretas da enchente. O relatório preliminar dá conta de 3.200 pessoas afetadas pelas chuvas. Nove famílias que ficaram sem abrigo, com suas casas totalmente destruídas, foram encaminhadas para prédios públicos e casas alugadas pela administração municipal. Segundo o Sistema Preliminar de Desastre, feito pela equipe da Defesa Civil no município, ficaram desalojadas 111 pessoas.
Uma equipe extra de colaboradores foi contratada pela administração para realizar a limpeza na cidade. Segundo o prefeito Samuel Araripe, mais de 200 homens e máquinas auxiliam na retirada da terra e lama que invadiu a cidade. Várias ruas estão interditadas e o trânsito difícil. A cidade tem contado com a solidariedade de empresários, com a doação de equipamentos para ajudar na limpeza. Uma campanha para receber donativos para as vítimas foi desencadeada pela administração local.
O trabalho de orientação das famílias nas áreas de risco, retirada e acompanhamento das pessoas está sendo feito por 10 equipes multidisciplinares. 200 cestas básicas estão no Corpo de Bombeiros e começarão a ser distribuídas para os moradores. Cerca de R$ 200 mil serão repassados de forma imediata pelo Governo do Estado para os municípios de Crato e Juazeiro do Norte, que estão com várias áreas afetadas. Serão destinados ao Crato R$ 100 mil, para construção de casas para os desabrigados. O prefeito do Crato, para minimizar a situação, instituiu o aluguel social, no valor de R$ 120,00 para as famílias carentes.
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| Foto: Josermano Ferreira Oliveira |
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| Foto: Cacá Araújo |
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| Foto: Cacá Araújo |
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| Foto: Cacá Araújo |
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| Foto: Cacá Araújo |
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| Foto: Cacá Araújo |
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| Foto: Cacá Araújo |
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| Foto: Cacá Araújo |