Seja colaborador do Cariri Agora

CaririAgora! é o seu espaço para intervir livremente sobre a imensidão de nosso Cariri. Sem fronteiras, sem censuras e sem firulas. Este blog é dedicado a todas as idades e opiniões. Seus textos, matérias, sugestões de pauta e opiniões serão muito bem vindos. Fale conosco: agoracariri@gmail.com

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Um texto para chamar a atenção dos historiadores. - Luiz Felipe de Alencastro

Esta postagem me foi autorizada pela autor: Professor Luiz Felipe de Alencastro, grande amigo de Violeta e Miguel Arraes. Mora em Paris onde pesquisa e ensina. Ele tem um blog muito interessante chamado Sequências Parisienses (http://sequenciasparisienses.blogspot.com/). Apenas postei o texto dele após me autorizar com muito carinho: Sr. José, Pode publicar, sim, a postagem. fico muito honrado de estar num blog do Crato, terra dos meus queridos e saudosos Miguel e Violeta

O texto que segue abaixo é muito interessante pois revela que haviam estruturas intercontinentais, no bojo do mercantilismo, que organizavam forças militares que juntavam as duas faces (América e África) numa só força militar. Aliás quando se observar a própria formação da bandeiras paulistas, talvez se encontre nelas uma forma de organização deste tipo de força. É um texto para historiades se interessarem pelo tema.

O texto abaixo é extraído de um artigo meu intitulado História Geral das Guerras Sul-Atlânticas: o episódio de Palmares que será publicado em Flávio Gomes (org.), Mocambos de Palmares. História, historiografia e fontes. 7Letras editora/FAPERJ, R.J.,2009.

O tema do artigo é mostrar (de novo) que o Atlântico Sul configurava um só espaço colonial unindo o Brasil à África portuguesa, e principalmente à Angola. Noutra parte do artigo, mostro como Palmares também foi atacado por milicianos reinóis e “brasílicos” (colonos do Brasil que ainda não possuiam o sentimento nacional) que haviam combatido em Angola. E tinham, portanto, a prática das guerras africanas. Aqui me concentro num poema sobre milicianos pobres que reclamam por não ter recebido prebendas após a destruição de Palmares. Nas notas de pé página marquei as diferenças entre esta interpretação e as análises de Luiz Mott e de Clóvis Moura, que também estudaram o poema. Marco, antecipadamente, o aniversário da morte de Zumbi, no dia 20 de novembro.

***
« Um texto de um pé-rapado brasílico reinvidica sua parte de glória na defesa do ultramar. Trata-se de um poema sobre a petição dirigida ao Conselho Ultramarino por um soldado raso que combatera como “praça de pé” (sic) no ataque final a Palmares, em 1694. Pereira da Costa, sempre atento à documentação, publicou o poema em seus Anais Pernambucanos. Mas não indica de onde o extraiu, nem se havia papelada anexa. Composto no esquema de rima abbaaccddc, o poema é uma variante da „décima espinela‟, forma literária do barroco ibérico utilizada, entre outros, por Calderon de la Barca (“La vida es sueño”) e Gregório de Matos (“Define sua cidade”). Na sequência, a décima popularizou-se na América Latina, sendo ainda celebrizada nos dias de hoje pela guajira cubana, a literatura de cordel e os violeiros nordestinos. Neste caso -, como no gênero “dez a quadrão”-, a décima é dialogada, com um violeiro entoando um verso, o outro o verso seguinte, e os dois juntos cantando os dois últimos versos. Assim, a décima dá ao poema o tom de uma queixa picaresca que pode ter sido lida, recitada ou cantada em Pernambuco, dando grande alcance às sentenças dos versos. Zebedeu, nome de origem bíblica tornado folclórico em Pernambuco e noutras partes, “filho de Braz Vitorino” (para rimar com Conselho Ultramarino), não se refere aqui a uma pessoa precisa, mas a um grupo de soldados pobres, preteridos na distribuição de presas e prêmios depois da guerra de Palmares. O apelo ao Conselho Ultramarino -, “justiceiro” e “afamado”-, merece reflexão.

Os versos ilustram o conhecimento amplo, nesta parte do ultramar, de que este foro palatino -, mais que o governador da capitania, o governador-geral e o próprio rei -, apresentava-se como a instância legítima e adequada para a solução definitiva dos contenciosos coloniais. Em seguida, como apontei alhures, evidencia-se a repactuação entre o centro e a periferia mediante a distribuição de cargos e o reescalonamento do mérito dos combates ultramarinos.

Contemporâneo da obra de Gregório de Matos, o poema retrata a situação do praça de pré, recrutado “quase menino” e despachado mal equipado, descalço (talvez venha daí a autoironia da expressão “praça de pé”), para a friagem da Serra da Barriga. “De fome e frio morrendo, descalço de pés no chão”, para ali combater “noite e dia”, onde “se estrepou” (isto é, se feriu no “estrepe”, paus pontiagudos postos em torno de Palmares ou enfiados em buracos dissimulados, os “fojos”). Sem receber nenhuma recompensa em propriedade, em soldo ou em promoção, nem “terras, [nem] dinheiro, [nem] patente”. O verso sobre o “valentão” Félix José pode referir-se à generalidade dos camponeses açorianos vítimas de recrutamento forçado, cuja inexperiência de combate valia-lhes frequemente o apodo de “bisonhos”. Tanto Zebedeu, pobre “bolônio” (bocó), como seus aparceirados, foram em frente, dando batalha feroz aos palmaristas, “vis escravos” a quem “não trataram como gente”, quer dizer, a quem trataram como se fossem bichos. No final das contas, foram os soldados e cabos que se acovardaram que receberam recompensas.

Sem recomendações de seus superiores ou de potentados locais, estes “zebedeus” invocavam a proteção e o testemunho de santo Antônio, de quem traziam o santinho ou a medalha (“junto a mim noite e dia”), e que fora oficialmente declarado patrono e soldado pago das tropas que atacaram Palmares. E no final, o pedido para o que dá o direito de juntar bandoleiros e pilhar índios e quilombolas com a chancela da Coroa. A única saída para quem não tinha nome ou propriedade. O lugar de quem tudo pode no sertão: capitão

Eis o poema em verso quebrado do praça estrepado:
“Ao Conselho Ultramarino
Que tão justiceiro é,
Zebedeu praça de pé
Filho de Braz Vitorino,
Bem moço, quase menino,
Para Palmares marchou,
Pelo que lá se estrepou
Sendo um dos desgraçados,
Que voltaram aleijados
E por fim nada ganhou.

Ali de arcabuz na mão,
Dia e noite combatendo,
De fome e frio morrendo,
Descalço, de pés no chão,
Ao lado do valentão Félix José dos Açôres
Que apenas viu dos horrores,
O painel desenrolar-se
Foi tratando de moscar-se
Com grande sofreguidão.

Do que venho de narrar,
Apesar de ser bolônio,
Pode o padre Santo Antônio
Muito bem corroborar,
O que não é de esperar
Proceda d'outra maneira,
A sua fieira
Sua afeição, valentia,
Pois junto a mim noite e dia
Não desertou da trincheira

Ele viu, bem como eu,
Quando o combate soou
Quando a corneta tocou,
A gente que então correu;
A essa foi que se deu
Como garbosa e valente
Terras,dinheiro, patente
Com grande injustiça e agravos
P'ra aquêles que aos vis escravos
Não trataram como gente.

A vós Conselho afamado
Que a justiça só visais,
Para que não amparais
O pobre do aleijado?
Que no mundo abandonado
Sem ter quem lhe estenda a mão,
Tem por certo a perdição,
Da vida, pois quase morto,
Só poderá ter confôrto,
Se o fizerdes - capitão.”

Quer tenham sido mercenários dos fazendeiros na América, quer fossem milicianos agregados às tropas regulares em Angola, tais combatentes – capitães, cabos e “zebedeus” -, faziam valer seus talentos de bugreiros e de capitães do mato nos dois lados do mar.

Para além dos documentos, e na ausência de outros textos como o poema acima, é preciso considerar a troca de experiências facultada pelo convívio destas tropas tricontinentais, multiétnicas e de variada condição social, cujo traço comum era o Atlântico Sul, e não o Brasil ou Angola. Torna-se essencial mapear os itinerários para saber quem conversava com quem, num mundo em que muita gente sabedora das coisas não sabia escrever. Nos arranchamentos angolanos e brasileiros, nos tombadilhos dos navios que atravessavam o oceano, nos serões africanos e nas selvas americanas, essas tropas compunham um gênero de novo exército colonial de brancos, negros, índios e mestiços que, “de pés no chão”, pilhava rebeldes e nativos dos dois continentes.

Não há exemplo de tropas deste gênero e com este raio de ação, agindo nos outros teatros da moderna expansão européia.

I Festival de Flores de Holambra é sucesso de público no Cariri

Cerca de 30 mil pessoas passaram pelo corredor florido do I Festival de Flores de Holambra, no Cariri, nos quatro primeiros dias do evento

O I Festival de Flores de Holambra no Cariri é um sucesso de público. A região tem prestigiado esse momento. Os corredores floridos na Praça Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, são motivo de contemplação e uma oportunidade de negócios para os cultivadores de flores e plantas ornamentais. Cerca de 30 mil pessoas já passaram pelo local desde a quinta-feira, dia 26, quando foi aberto oficialmente o evento.

O I Festival de Flores de Holambra no Cariri estará acontecendo até o dia 6 de dezembro. Vários caminhões de flores e plantas ornamentais já chegaram e a alegria está estampada nos rostos das pessoas que visitam a feira. Esta tem sido oportunidade única para aqueles que pretendem renovar os seus espaços de jardinagem e dar nova roupagem aos ambientes.

São mais de 200 espécies flores e plantas ornamentais, vindas de Holambra, interior de São Paulo, maior produtora de flores da América Latina e responsável pela produção de 30 por cento das flores no Brasil. Até plantas carnívoras podem ser encontradas no Festival. As mudas estão plantadas em pequenos jarros, e com orientações de como podem ser cultivadas.

Praticamente todas elas são adaptáveis ao clima da nossa região. E o melhor de tudo é que são comercializadas com preços totalmente acessíveis, variando de R$ 1,20 a R$ 65,00. São orquídeas, bonsais, rosas, gérberas, cactos, violetas, bromélias em variedades, além das plantas ornamentais. Até o próximo domingo os corredores do I Festival de Holambra estarão abertos para receber o público, das 8 horas às 20 horas, todos os dias, sem intervalo. Os organizadores estimam que cerca de 70 mil pessoas passarão pelo local até o final de semana.

Informações pelo fone:
(88) 9915.3450

Enviada por Elizângela Santos

VI BERRO CARIRI: PROGRAMAÇÃO CULTURAL


Por Océlio Teixeira

A Primeira Edição do Berro Cariri foi realizada em 2004, quando o Prof. Francisco Cunha, então Chefe de Gabinete do Reitor André Herzog, gestou a idéia e, juntamente com a administração superior da URCA à época, organizou o I BERRO CARIRI. Agora, na sua sexta edição, o BERRO se mostra consolidado. Os motivos desse sucesso são vários, dentre os quais podem ser destacados o apoio do Governo do Estado, através da Secretária do Desenvolvimento Agrário e da Comissão Gestora da EXPOCRATO, a priorização dos negócios voltados para a agricultura familiar e pequenos produtores e a valorizaçãos dos valores artísticos regionais. Abaixo a programação cultural do VI BERRO CARIRI, que acontecerá no período de 3 a 6 de dezembro do corrente ano.

ATRAÇÕES CULTURAIS:

DIA 03/12/2009 – QUINTA - FEIRA
• 18:00 REIZADO INFANTIL
• 19:00 FESTIVAL DE VIOLEIROS
• 22:00 FERREIRINHA DO ACORDEON
• 23:00 OS NONATOS

DIA 04/12/2009 – SEXTA - FEIRA
• 18:00 IRMÃOS ANICETO
• 19:00 FESTIVAL DE CORDEL
• 21:00 MISTURA NOVA
• 22:00 FLÁVIO LEANDRO
• 23:50 FLÁVIO JOSÉ

DIA 05/12/2009 – SÁBADO
• 18:00 MANEIRO PAU
• 19:00 LENINHA
• 21:00 HERDEIROS DO REI
• 22: 00 LUIZ FIDELIS
• 23:00 FAGNER
• EPITÁCIO PESSOA

DIA 06/12/2009 - DOMINGO
• 17:00 RAPADURA CULTURAL: Tábua de Pirulito: Espetáculo Infantil / Os Três do Ceará
• 19:00 RAÍZES DO FORRÓ
• 20:00 STÊNIO LIMA
• 21:00 BELO XOTE
• 23:00 DORGIVAL DANTAS

REALIZAÇÃO :
GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ
SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO
SECRETARIA DE CULTURA DO ESTADO
SECRETARIA DE TURISMO DO ESTADO


Por Océlio Teixeira (Blog do Crato)

Gratidão - por Magali de Figueiredo Esmeraldo


Quando alguém nos presta um favor, a vontade que temos é retribuir àquela pessoa que nos ajudou. A gratidão é o sentimento mais bonito do ser humano. Quem ajuda o outro não deve esperar retribuição. O serviço deve ser gratuito, pois é mais agradável aos olhos de Deus. A alegria maior é a de quem pode doar-se. Todo ser humano se sente feliz em fazer o bem. Agora, saber agradecer depende do caráter, da maneira como recebeu os valores morais dentro da família.

Cultivar a gratidão deve ser uma constante na nossa vida. Agradecer a Deus todas as bênçãos e dons que recebemos Dele é nossa obrigação. Ao iniciarmos o dia, devemos ter sempre uma atitude de gratidão a Deus pelo dom da vida, pelas maravilhas que Ele faz por todos nós.

Nos salmos de agradecimento podemos refletir o que nos diz a Bíblia, Salmo 92,2 “É bom agradecer a Javé e tocar para o teu nome, ó Altíssimo; Salmo 103, 1-2 “Bendiga a Javé, ó minha alma e todo meu ser ao seu nome santo! Bendiga Javé, ó minha alma, e não esqueça nenhum dos seus benefícios.”
O Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 17, 11-19, narra que quando Jesus passava entre a Samaria e a Galiléia, indo em direção a Jerusalém, chegando perto de um povoado, vieram dez leprosos ao encontro de Jesus, pararam à distância e gritaram; “Jesus, mestre, tem compaixão de nós”. Jesus mandou-os apresentar-se aos sacerdotes. Ficaram curados e só um voltou glorificando a Deus em voz alta e, atirando-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra lhe agradeceu. E era um samaritano, povo considerado impuro pelos judeus. Então Jesus lhe perguntou: “Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? Não houve quem voltasse para dar Glória a Deus, a não ser este estrangeiro?” E disse-lhe: “levanta-te e vai! A tua fé te salvou”. O samaritano foi capaz de reconhecer o dom e agradecer a Deus, pois Dele nos vêm todos os dons.

Qual a lição que podemos tirar dessa narrativa? A fé do samaritano é um ponto importante desse trecho do Evangelho segundo Lucas. É uma fé madura e que nascida da esperança vai crescendo na obediência à Palavra de Jesus. E o mais bonito é que essa fé se manifesta na gratidão. Jesus dá a ele não só a cura, mas a salvação. Quando o samaritano reconhece que em Jesus, o amor de Deus leva os homens a viver na alegria da gratidão, sua vida chega à plenitude. Portanto, a vida que Deus dá em Jesus Cristo é gratuita. É graça.

Essa reflexão poderia nos ajudar a viver a gratidão. Vamos praticar a gratidão, em primeiro lugar a Deus e depois aos nossos irmãos pelos muitos benefícios recebidos.

Podemos agradecer a Deus pelo emprego, pela família, pelos amigos, pelo ar que respiramos, pelos dons que recebemos Dele. Esses dons que Deus nos dá, devem ser colocados a serviço do nosso irmão.

Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS

Nesta terça-feira, 1º de dezembro, transcorre o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS. Em Juazeiro do Norte, uma programação de reflexão sobre a data já está sendo cumprida através do Núcleo de DST’s/AIDS da Secretaria Municipal de Saúde. Nesta segunda-feira, dia 30, o setor de infectologia realizou no Hospital Santo Inácio, um encontro com alunos da Escola Odorina Castelo Branco, do Bairro Limoeiro, uma sensibilização sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s). Hoje, dia 1º, serão realizadas blitz no semáforo do Cariri Shopping e na Praça Padre Cícero no horário da manhã. Haverá sonorização e panfletagem com alunos da FMJ chamando a atenção para a questão.O Centro de Atendimento Epidemiológico funciona no Hospital Santo Inácio, de segunda a sexta-feira. Lá atendem as segundas, quartas e quintas-feiras os médicos Maurício Torres, Victor Sampaio e Nilene Silva. Este ano o tema da mobilização é “Viver com AIDS é possível. Com o preconceito não”.

ADIADO LANÇAMENTO DO NATAL DE LUZ

O Natal de Luz que seria lançado nesta terça-feira, 1º de dezembro, foi adiado para o próximo dia 8, no mesmo horário e local. Ou seja, às 18h00 na Praça Padre Cícero. De acordo com a presidente da CDL de Juazeiro Antônia Anier Salustiano (Ana da Farmácia), o adiamento se deu por conta de atraso do material vindo de Fortaleza, para montagem da Árvore de Natal, com 25 metros de altura, 500 mil lâmpadas que ficará na Praça Padre Cícero. “Mas a montagem da árvore começará hoje, dia 1º e no dia 8, se Deus quiser, estaremos lançado o Natal de Luz em Juazeiro”, disse Ana, acrescentando que nesta terça-feira, vai começar também a iluminação do quarteirão piloto, entre as ruas São Francisco e Conceição, com igual número de lâmpadas.

VENHA VER MEU TEATRO

Com o espetáculo BR 116 foi aberto o programa Venha Ver o Meu Teatro, organizado pela Secretaria de Cultura de Juazeiro do Norte. O evento se estende até o mês de março de 2010, no Teatro Marquise Branca, e servirá para o público acompanhar o que Juazeiro tem de melhor nas artes cênicas. Em cartaz até o dia 05 de dezembro, BR 116 é um espetáculo encenado pelo grupo Alysson Amâncio Companhia de Dança. A peça traz fatos, lendas, sonhos e tragédias que acontecem na maior rodovia do país, mas usa a estrada como uma espécie de metáfora com nossos medos, obstáculos e desejos. As encenações acontecem sempre nas quintas, sextas e sábados, às 20 horas, com entrada gratuita. Até março do próximo ano, oito espetáculos serão apresentados.

Sou feliz

Por Jorge Carvalho
“Quem ilumina corações alheios
Perfuma os próprios caminhos”
Pe. Roque Schneider

Sou feliz por ser o pai de Cecília Noêmi, como também por ser filho de Seu Chico e Dona Conceição e ser sobrinho de Dona Nilza: educadora, cristã e espiritualmente bondosa. Tenho ainda a virtude de ser sobrinho de Amarílio Carvalho: ator, escritor, tipógrafo exemplar. Sou feliz por ter nascido no Cariri, mas ser desprovido de bairrismo preconceituoso.
Vivendo na região mais agradável do Ceará. A cidade de Barbalha, por exemplo, com invejável manutenção de um “rico” e belo patrimônio histórico-arquitetônico. Missão Velha, a sempre “porta de entrada do Vale do Cariri”. Nova Olinda e sua Fundação Casa Grande – Memorial do Homem Kariri. Juazeiro: Meca do trabalho e oração. Padre Cícero possibilitou o exuberante crescimento comercial e a pujança firme de uma cidade, hoje metrópole do Cariri. Crato e o Cariri, o Cariri e o Crato umbilicamente unidos numa efervescência cultural exuberante, transbordando pelas bordas cultura popular e erudita em cachos, em “ruma”, num colorido cenário, possibilitando alegria e entusiasmo interior incomparáveis. Sou feliz por conhecer Mestre Aldenir, Mestres Raimundo e Antonio Aniceto, Mestra Zulene Galdino, Mestre Cirilo, Mestra Edite, Mestras Mazé e Penha Luna, Mestre Bigode, Mestra Marinês, e ainda o poeta Luciano Carneiro, a poetisa Lacerda, o poeta Olinar Honor, o cantor e compositor Luis Carlos Salatiel, o professor Carlos Rafael, o professor Cacá Araújo, o professor José Nilton Figueiredo, o médico José Flávio, a professora Fabiana e o escritor Emerson Monteiro.
Sou feliz em ver acontecer as terreiradas (Mostra SESC) em Crato e Juazeiro, onde a “felicidade” contagia a todos, a emoção extrapola limites físico e mental.
Sou feliz por há mais de trinta anos ser funcionário público estadual, lotado no meu querido colégio Estadual Wilson Gonçalves, por ter “nascido” no Alto da Penha, e lá vivido a infância e pré-adolescência. Sou feliz por torcer o Botafogo (uma questão política-ideológica). Botafogo, do saudoso e “valente” João Saldanha – o João sem medo – comunista e nacionalista, qualidades que assimilei e tenho orgulho de assumi-las como ideal de vida.
Sou feliz por ser leitor do Professor Leonardo Boff. Sou feliz em ter votado para presidente no maior brasileiro da história: LEONEL DE MOURA BRIZOLA, estadista com E maiúsculo. Sou feliz em ter homenageado “Chupetinha” e Anduiá no Rapadura Cultural. Por ter entrevistado Doutor Raimundo de Oliveira Borges e o Padre Antonio Vieira. Sou feliz em ser casado com Maria Socorro Lima: mulher alheia a qualquer vaidade física, dedicação doméstica e cristandade exemplares.
Por fim, sou feliz em ter São Cristovão como meu protetor e Santa Teresinha do menino Jesus como guia espiritual. Feliz em “tá” “ligado” em preservar o planeta – a mãe Terra – e a justiça social.

Jorge Carvalho
“Um ano novo socialista”
Novembro/2009

Comunidade do Parque Grangeiro homenageou Padre Manuel Feitosa


Por Armando Lopes Rafael (para o Blog do Crato)

Na noite de ontem, 29, a comunidade do bairro Parque Grangeiro prestou significativa homenagem ao Padre Manuel Alves Feitosa, pelo jubileu de ouro de sua ordenação sacerdotal.
Uma placa foi afixada no interior da capela de Nossa Senhora da Conceição para lembrar a efeméride e um grande bolo e refrigerantes foram servidos a cerca de duzentos fiéis que compareceram à missa e à solenidade de homenagem. Na ocasião, em nome da comunidade, proferi a saudação abaixo:


"Ilustríssimo e Reverendíssimo Padre Manuel Alves Feitosa,
Minhas senhoras e meus senhores:

João de Araújo Galvão e Francisca de Morais Feitosa nunca poderiam imaginar – naquele 25 de novembro de 1931 – data de nascimento de mais um filho do casal, em quem colocaram o nome de Manuel, que aquele rebento estava destinado a um profícuo e abençoado sacerdócio.

Tivesse seguido o mesmo rumo da maioria dos homens nascidos no município de Arneirós, no Sertão dos Inhamuns cearense, Manuel – quando fosse um menino taludo – teria enveredado pelas atividades agro-pastoris, enfrentando a caatinga arbórea e arbustiva, em meio ao xique-xique, macambira, coroa-de-frade e mandacaru.

Quis Deus que os caminhos do menino Manuel fossem outros.

Em 10 de outubro de 1940, com a idade de nove anos, já vamos encontrá-lo em Crato, distante muitas léguas da paisagem árida do seu torrão natal, com suas aroeiras, imburanas, angicos, umbuzeiros e catingueiras. No Cariri daquela época – emoldurado pela Chapada do Araripe e com a brisa adocicada pelo cheiro proveniente dos engenhos de rapadura, localizados em meio aos verdes canaviais – o menino Manuel recebeu a Primeira Comunhão no Seminário São José. Entre 1941 a 1946 ele cursou as séries primárias no Círculo Operário Católico de Crato, tendo como professor seu tio paterno, Manoel Leonardo Feitosa.

No alvorecer de 1947 – e até fins de 1953 – o jovem Manuel Alves Feitosa estudou no Seminário São José de Crato. De 1954 até 1959 foi aluno do Seminário da Prainha, em Fortaleza, onde cursou Filosofia e Teologia. A realização do seu acalentado sonho ocorreu no dia 8 de dezembro de 1959, na Catedral de Nossa Senhora da Penha, em Crato, quando, pelas mãos de Dom Vicente de Paulo Araújo Matos, tornou-se Sacerdote ad eternum.

No Evangelho de São Mateus, capítulo 13, versículos 31 e 32 está escrito:
“O Reino de Deus se parece com um grão de mostarda que um homem toma e semeia em seus campos. É a menor de todas as sementes, contudo, quando cresce, é mais alta que outras hortaliças. Torna-se uma árvore, vêm os pássaros do céu e se aninham em seus ramos.”
Creio que esta parábola – que nos foi contada por Nosso Senhor Jesus Cristo – se adapta com muita precisão a missão que há meio século vem sendo cumprida pelo nosso querido pároco, Padre Manuel Alves Feitosa. A pequena semente que ele plantou, depois de semeada, cresceu e lançou ramos tão grandes que muitos se aninharam à sua sombra.
Confiramos: o ano 1960 ele viveu como vice-reitor do Seminário São José. Entre 1961 a 1967 foi Vigário-Cooperador da Paróquia de Nossa Senhora da Penha, em Crato.
De 1967 a 1975 foi Vigário Ecônomo da Paróquia de Santo Antônio de Jardim. De 1975 a 1980 exerceu idêntica atividade na Paróquia de São Vicente Ferrer de Lavras da Mangabeira, quando ainda substituiu, esporadicamente, os vigários de Umari, Ipaumirim, Granjeiro, Quitaiús e Várzea Alegre.
De 1980 a 2000, por vinte anos, foi Pároco de Nossa Senhora das Dores de Assaré. E desde 2000 até hoje vem administrando a Paróquia de Nossa Senhora de Fátima de Crato.

Padre Manuel Feitosa:
Esta singela homenagem que ora lhe prestamos – por ocasião do seu jubileu de ouro sacerdotal – é um caloroso testemunho de admiração, de afeto e de congratulações por suas qualidades morais, por seu zelo pastoral e pela fecundidade do seu sacerdócio.

Representa o alto apreço do seu rebanho - residente nas comunidades do Parque Grangeiro, do Gregório, Vila Nova, Novo Horizonte, Coqueiro, André Pinheiro e Grangeiro - que ora presta esta homenagem ao seu pároco, padre Manuel Alves Feitosa com a fixação desta placa comemorativa ao seu jubileu de ouro sacerdotal.

Significa o contentamento e o reconhecimento por todos os seus serviços prestados ao longo de cinquenta anos como operário da construção do Reino de Deus.

Que Deus continue protegendo-o, inspirando-o e cumulando-o de Suas bênçãos por muitos e muitos anos mais"...

Texto de Armando Lopes Rafael

domingo, 29 de novembro de 2009

Flamengo é o líder do Campeonato Brasileito a uma rodada


Fla vence o Corinthians e fica a uma vitória do hexacampeonato
A frustração da semana passada foi transformada em euforia, e agora o Flamengo está a uma vitória de conquistar, após 17 anos, o Campeonato Brasileiro. O caminho para o hexa ficou mais curto depois da vitória por 2 a 0 sobre o Corinthians, neste domingo, em Campinas, e da derrota do então líder São Paulo para o Goiás, em Goiânia. Com 64 pontos, a equipe rubro-negra chegou pela primeira vez à ponta da tabela e garantiu a participação na Taça Libertadores de 2010.

O Flamengo, na verdade, nem precisou fazer muito para vencer, pois depois de marcar o primeiro gol com Zé Roberto, aos 26 minutos da etapa inicial, o time carioca apenas administrou o jogo e viu sua torcida fazer a festa com a derrota do São Paulo.

Nesse novo cenário do Brasileirão, o Maracanã tem tudo para ser o palco de uma grande festa rubro-negra no próximo domingo, quando o Fla recebe o Grêmio, pela última rodada da competição. Basta vencer para levar o título para a Gávea - os gaúchos já estão classificados para a Copa Sul-Americana e não têm mais chances de ir à Libertadores.
Fonte: G1

Pensamento para o Dia 29/11/2009


“Para que o homem nasceu neste mundo? Para simplesmente vagar por aí e viciar-se nos prazeres do mundo? Entenda que os prazeres mundanos não são permanentes. Tudo que acontecer a você no futuro estará de acordo com sua conduta atual. Tudo é reação, reflexo e ressonância. Os bons atos que você executa hoje produzirão bons resultados no tempo vindouro. Se realizar más ações hoje, você não pode esperar ser recompensado com bons resultados no futuro. Os resultados de suas más ações do passado irão sempre persegui-lo.”
Sathya Sai Baba

POR QUE PRECISAMOS AMAR UNS AOS OUTROS?


É uma pergunta que nos faz refletir sobre nossa inserção e existência nesse mundo e plano de experiências. Ao nos inserirmos nesse mundo nos matriculamos na Escola da Vida. Assim sendo, precisamos passar por diversos estágios de aprendizagem até chegarmos ao topo do conhecimento-sabedoria e deslumbrarmos a ordem, a beleza, a unidade, a interdependência e o valor da disciplina para o crescimento tanto exterior quanto interior. Existe, portanto, um sentido e um propósito maior que no início desconhecemos. A medida que avançamos nos estágios da consciência percebemos gradativamente que fomos dotados de atributos e capacidades inatas que precisam ser colocadas em prática. O mundo objetivo e subjetivo passa a ser nosso laboratório de experiências, nosso palco onde representamos os papéis de acordo com a cultura envolvente. E cada etapa de crescimento é um estágio para a etapa seguinte. O nosso mestre é a vida. Os nossos semelhantes são nossos parceiros onde podemos nos espelhar e refletir sobre o sentido da vida coletiva.

Nessa Escola não se tem como propósito descobrir o certo e o errado, mas revelar a essência, o caminho verdadeiro e profundo da trajetória que devemos seguir. E cada um escolhe a sua trajetória a seu modo, preferência, gosto, indução ou simpatia. A escolha pode estar em sintonia ou não com a ordem cósmica (cosmo). Quando escolhemos a sintonia adequada percebemos e descobrimos novas vibrações e estados de consciência que alcançamos devido ao nosso esforço, disciplina, mérito e poder pessoal.

Nesse sentido, não existe gratuidade ou privilégios, mas ações, impulsos, disciplina, sensibilidade, inteligência, perseverança, vontade, poder e fé em si mesmo. O tempo deixa de ser algo cronometrado e racional. Nesse contexto, o tempo é “medido” ou sentido pelo grau de concentração e foco que damos ou escolhemos iluminar na longa caminhada de experiências e descobertas pessoais.

A força das persuasões culturais e sociais é, paradoxalmente, o obstáculo mais presente na inércia do desenvolvimento humano: a luz do sol pode tanto iluminar nosso caminho quanto nos cegar. Por vivermos coletiva e interativamente sofremos das influências luminosas externas da cultura e dos modos de produção e organização social. De um modo geral, acabamos abandonando a nossa busca pessoal para seguirmos o discurso e a luz das idéias coletivas que nos guiam tal como um arco que lança a flecha e esta voa cegamente em busca de um alvo desconhecido por ela, mas teoricamente conhecido pelo arco. Nesse sentido, o ego é uma flecha induzida lançada por um poder persuasivo indutor – não somos livres de fato! Inverter essa lógica de induzido para indutor é a façanha maior, o mérito perseverante de quem se propôs a seguir seus próprios passos arriscando a própria vida-consciência.

A flecha e o arco são partes complementares da mesma natureza: o Eu Menor (Ego) e o Eu Maior (Self). Apesar disso, é muito comum se ver a natureza humana do ego guiada por um arco alheio. O alvo, o arco e a flecha fazem parte de um mesmo processo de desenvolvimento, criação e libertação do ser. A palavra PECADO vem etimologicamente da idéia de uma flecha que ao se chocar com o alvo se distancia do seu centro. Essa distância era conhecida na antiguidade como PECADO.

Nesse contexto, pecamos a cada instante desde que nascemos por ignorarmos as leis que governam a interação entre o arco, a flecha e o alvo. Durante a vida, nos foi dado a oportunidade de aprendermos mais sobre essas leis cósmicas (cosmo significa ordem e beleza). A vida humana se depara com o dilema da visão: Onde se encontra o alvo? Quem eu sou, o arco ou a flecha? Na incerteza da escuridão do ego apontamos nossas flechas para o outro semelhante. O alvo passa a ser o outro que vemos porque não vemos um segundo Outro em nós mesmos. E assim projetamos e associamos as nossas carências, fraquezas e deficiências ao outro manifestado em nosso campo de percepção objetiva. Cria-se, portanto, a visão Maya ou Ilusão, pois acreditamos piamente que tudo acontece porque o problema está no mundo e contexto que vemos fora de nós. O outro (mundo e ser) externo, então, se torna parte da equação psicológica que montamos para resolver nossos problemas e medos da vida e da morte.

A natureza humana do ego, por não conseguir ver e interagir diretamente com o seu próprio Self busca a luz da compreensão no contexto das experiências alheias. Em parte consegue ajuda, mas as leis da natureza forçam a natureza do ser a voltar sobre si mesmo – re-fletir (fletir ou dobrar sobre si mesmo) para complementar a busca e entendimento. Por isso mesmo, o grande pensador Kafka chegou a afirmar: “ Da vida se tira vários livros - dos livros se tira pouco – muito pouco! – a vida!

Nesse caminho menor, o mistério se torna mais ainda obscuro. O ego conduz sua vida sem se preocupar com o sentido que está dando a ela, até que chega um momento em que algo sobrenatural força-o a rever seus conceitos e valores. Então, surge a questão: E depois o que virá, perecerei ou continuarei existindo? Em que grau de consciência me encontro? Valeu a pena ignorar o meu mundo interior? E aí surge a crise, o risco e a oportunidade de rever os passos dados. É o momento de buscar significado para sua vida e existência. Nesse instante, tudo o que conseguiu aprender ou que ignorou terá impacto na força da psique. A psique forte saberá lidar com o novo desconhecido e continuará aprendendo com o seu Self. E a psique fraca se tornará mais confusa se distanciando do seu eixo ou centro principal – o seu próprio Self! Por isso mesmo, “o caminho é estreito e a porta pequena...muitos serão chamados, mas poucos os escolhidos”.

Nesse sentido, a lei do cosmo está relacionada à qualidade de nossas intenções, ações, reações, desejos, vontades e fé. A lei do acaso só rege o mundo pouco esclarecido do ego. A metamorfose da consciência é a solução da existência humana, mas o ego nada sabe a respeito disso. E segundo Freud (no livro Mal-estar da Civilização) essa metamorfose é uma metanóia da consciência, uma espécie de transmutação ou mudança radical do ser. E o ser é constituído de forças, impulsos, energias e estados da consciência que circulam e transformam elementos químicos, biológicos, vitais físicos e metafísicos. Em síntese, o ser é um processo sutil complexo, multidimensional, transcendental, cósmico e universal.

O que chamamos de Amor, no sentido amplo da palavra, é um estado elevadíssimo da consciência (e não se resume apenas no prazer carnal – libido!)onde esses atributos cósmicos e universais se manifestam de forma inconfundível e imprevisível. É um marco na experiência interior – vivência! – do ser humano. A partir desse marco o ser pode se orientar para a sua total iluminação e consagração divina. O ser deixa de ser homem-animal para ser homem-divino com características, saberes e poderes supra-racionais.

É por isso, que devemos com todas as nossas forças buscar AMARMOS UNS AOS OUTROS, isto porque esse caminho é o da transcendência, consagração e iluminação da consciência. É um retorno á Unidade Cósmica onde todos fazem parte de um mesmo fenômeno cósmico da Criação. Ao retornarmos a esse estado de consciência primeira elevamos nosso Estado da Alma Evolutiva. A expressão EVOLUÇÃO, ganha, portanto, um sentido e significado mais amplo e mais elevado (muito além do estado biológico). Ciência, Filosofia e Religião se tornam uma coisa só: a busca e descoberta do fenômeno do Amor.

E que Deus ilumine a todos nessa busca interior maior – é o meu sincero desejo cósmico!

sábado, 28 de novembro de 2009

Europa sofrerá cada vez mais com calor, secas e inundações


(http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/onu_clima_aquecimento)
Sex, 27 Nov, 12h56

PARIS, França (AFP) - A seca em algumas regiões e as inundações em outras, somadas ao tempo muito quente, serão recorrentes na Europa em consequência das mudanças climáticas e podem provocar graves catástrofes até 2050, segundo a Agência Europeia de Meio Ambiente (AEE).

Apesar de estar mais bem preparada que outras regiões para enfrentar os problemas, a Europa se equivoca se pensa que está protegida das mudanças climáticas, principalmente se for considerado que registra um aquecimento maior que a média mundial.

"O aquecimento na Europa no último século foi de 1,1 grau centígrado, com picos de até seis graus no Ártico, contra a média mundial de 0,8 grau", afirma Jacqueline McGlade, diretora da AEE.

Da Groenlândia à Grécia, a alta das temperaturas será especialmente considerável no sul da Europa, na Finlândia e no centro do continente.

A onda de calor de 2003, que provocou a morte de 70.000 pessoas, na maioria idosos, é uma mostra dos futuros verãos, insistem os cientistas. Um verão em cada dois pode registrar uma situação do tipo.

Até 2050 se perfila uma Europa dividida em duas, com um sul mediterrâneo desidratado, com área rumo à desertificação, e do outro lado um norte sob fortes chuvas mais intensas no inverno, geralmente submersa pelas inundações.

O verão de 2008 ilustrou o contraste: seca prolongada na Espanha e inundações catastróficas na Grã-Bretanha.

A água será uma preocupação para todos os países europeus, e vários - Chipre, Espanha, Itália, Bélgica, Bulgária e Grã-Bretanha - já sofrem graves problemas hídricos.

"O aquecimento global vai exacerbar a pressão nas regiões que já têm dificuldades", explica André Jol, autor de um relatório da AEE.

O continente europeu vive acima de seus recursos e terá que reduzir o consumo de água tanto na agricultura como nas residências.

Os Alpes, "torre de água da Europa", que fornecem 40% da água doce, esquentam quase duas vezes mais rápido que a média mundial (+1,48 grau centígrado em um séculos em um século). Dois graus mais condenariam ao fechamento um terço das estações de esqui.
"O caudal dos rios vai mudar totalmente. Na primavera será muito forte, com risco de inundações importantes na Alemanha e Holanda, mas no verão teremos menos água para todos, a região de Viena terá falta de água no futuro", comenta Jol.

No sul da Europa, onde a agricultura consome 60% da água, chegando a 80% em algumas localidades, a escassez pode provocar quedas expressivas do rendimento agrícola, como por exemplo das plantações de trigo nas zonas costeiras do Mediterrâneo.

O aumento do nível dos oceanos, que pode ser de 0,7 a 1 metro, é outra preocupação, já que no perímetro mediterrâneo metade da população vive nas costas.

Três regiões são as mais vulneráveis: Holanda e as costas do Mar do Norte, Londres e um arco que vai de Barcelona a Marselha, onde a erosão fragiliza ainda mais o litoral.

Pensamento para o Dia 28/11/2009


“As nuvens da ilusão (Maya) não podem escurecer a consciência interior das quatro categorias seguintes de pessoas nobres: (1) aqueles que se deleitam com a glória e o mistério de Deus, (2) aqueles que conhecem e proclamam conhecer que Deus é o mestre de Maya e o portador das forças que destroem a ilusão; (3) aqueles que estão engajados em boas obras executadas com fé e devoção, e (4) aqueles que se esforçam para manter a Verdade (Sathya) e a retidão (Dharma).”
Sathya Sai Baba

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

De Crato a Assaré no início do Século Vinte - por Magali de Figueiredo Esmeraldo.


Hoje com estradas asfaltadas, com muita facilidade, saindo de Crato, chegaremos a Assaré com aproximadamente hora e meia de viagem. Entretanto, não foi assim no relato do meu tio José Alves de Figueiredo Filho. No seu segundo livro, “Meu Mundo é uma Farmácia” ele narra à aventura de uma viagem dele e de sua família aos sertões de Assaré, que tinham fama de clima saudável e abundância de leite. O objetivo dessa viagem era visitar a farmácia do seu tio Paulo Viana, em Assaré. Ele explica que esse seu tio, que era irmão da sua mãe Emília, minha avó, em plena adolescência teve que procurar lugares mais pobres para estabelecer-se com a sua farmácia.

Nessa viagem, além do tio José e do seu tio Paulo, participaram também os seus pais José Alves de Figueiredo e Emília Viana de Figueiredo, meus avós e Elisa Viana, irmã de sua mãe. Viajava junto também seu irmão Mário, que como ele, era ainda muito criança, um pouco mais velho. Esse irmão dele viria a falecer mais tarde, aos dezoito anos, de diabetes. Naquela época ainda não havia a insulina.

Além das pessoas citadas acima, acompanhavam essa viagem alguns trabalhadores da família, como arrieiros. Era época de inverno e as muitas chuvas contribuíram para que houvesse muitos atoleiros. Freqüentemente graças à perícia dos arrieiros os burros eram arrancados dos atoleiros.

Em conseqüência das chuvas torrenciais, ficaram acampados dois dias nas Guaribas, distante seis quilômetros do Crato. Somente depois que cessaram as chuvas eles seguiam viagem. As terras muito alagadas e com muita chuvas caindo obrigavam a caravana a parar de vez em quando.

O tio José narra com muito sentimento, o desconforto que ele e seu irmão sofreram durante a viagem, pois eles viajavam sentados em dois caixões, um de cada lado do burro. Além do mais, iam juntos com os jumentos que levavam a bagagem e os mantimentos e, por isso se sentiam muito humilhados. Esses caixões foram construídos pelo seu pai e eram cobertos por um toldo de lona para protegê-los do sol e da chuva. No meu entender, o meu avô teve a boa intenção de proteger os filhos que, por serem pequenos, não podiam viajar em cavalos. Só quem viajava a cavalo eram seus pais, o tio e a tia. No entanto, o meu tio José não justificava essa iniciativa de seu pai de construir tal caixão. Reclamava muito das dificuldades: sacolejos, atoleiros, unhas de gatos, galhos e espinhos que entravam pelas caçambas e os feriam, além dos chuviscos e orvalho que os ensopavam. E ainda se envergonhavam da maneira como viajavam, pois despertava a curiosidade da meninada.

Ao contar a história dessa aventura, tio José descreve a maneira como as mulheres montavam a cavalo. Sentavam de lado e não escanchadas, como os homens. A mãe dele tinha medo e, para vencer as dificuldades rezava com muita fé todas as jaculatórias que aprendera na adoração, sempre que o cavalo dava solavancos. Já a tia Elisa tinha muita coragem, mesmo sentada de banda, cavalgava bem, corria galopava e marchava no cavalo.

Ao meio dia era hora do descanso. A caravana se arranchava em velhas casas sertanejas alpendradas. Os arrieiros tiravam as cargas e selas e os animais iam pastar livres do peso. Os mantimentos eram tirados dos animais. Quem se encarregava de temperar os alimentos eram as mulheres e, quem cozinhava eram os arrieiros.
As redes eram armadas nos alpendres. Depois do almoço, todos descansavam e somente às duas horas da tarde davam prosseguimento à viagem. Depois de enfrentar todas as adversidades no percurso, sol quente e chuvas, ao entardecer paravam novamente em outra casa alpendrada. Era costume na época, qualquer viajante ter direito de abrigar-se à sombra da casa amiga e acolhedora. Tanto ricos como pobres eram bem recebidos. Ao construir casas alpendradas, o objetivo do sertanejo, além de se abrigar dos raios solares nordestino, era também acolher o transeunte.

A memória prodigiosa de José de Figueiredo Filho, o fez lembrar-se de toda essa aventura, incluindo os balanços na rede, cantando as cantigas da cultura cearense, na noite em que pernoitaram em Nova Olinda.

Aprendeu tais modinhas com Maria Carimbé que trabalhava para sua família. Anos depois ele recordava esses momentos, ouvindo nos programas radiofônicos a “Hora da Saudade” que tocava todas as cantigas daquela época.

Finalmente chegaram a Assaré em uma manhã nublada. Para entrarem naquela localidade, tiveram que passar por uma estreita parede de um açude. Quando entraram nas primeiras ruas, a garotada os seguiu com a curiosidade ainda mais aguçada, por ver os meninos viajando como se fossem carga. Não foram vaiados porque procediam de um local mais adiantado do que aquele, segundo conta tio José. Todos os atropelos e canseiras foram compensados pelas maravilhosas férias em Assaré.

Adaptado Por Magali de Figueiredo Esmeraldo de “Meu Mundo é uma Farmácia” de J. de Figueiredo Filho – Coleção Alagadiço Novo – UFC, 1996 - páginas 35-38

Pensamento para o Dia 26/11/2009


“Esteja sempre impregnado de Amor. Não use palavras maldosas contra qualquer pessoa, pois as palavras ferem mais fatalmente que as flechas. Fale suave e docemente, e se compadeça com o sofrimento e a perda. Faça o que puder para colocar em prática o bálsamo da palavra suave e da ajuda oportuna. Não estrague a fé de qualquer pessoa na virtude e na Divindade. Encoraje os outros a terem essa fé, demonstrando, em sua própria vida, que a virtude é a própria recompensa e que Deus é todo-penetrante e todo-poderoso.”
Sathya Sai Baba

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A NATUREZA DA CONSCIÊNCIA E OS CAMPOS DE ENERGIA SUTIL DA REALIDADE HUMANA


Assim como existe a fronteira entre a ignorância e o conhecimento também existe a fronteira entre o conhecimento e o autoconhecimento. Pode o ignorante compreender o universo de um cientista e intelectual? Da mesma forma, pode um intelectual compreender o universo do santo e místico? Certamente não. As fronteiras que delimitam estes universos, separam realidades distintas, ainda que os ignorantes , cientistas e santos estejam aparentemente no mesmo "plano de existência". A fronteira que delimita o ignorante do cientista chamaremos de CONHECIMENTO, e a fronteira que delimita o cientista do santo chamaremos de SENSIBILIDADE.

A realidade não é somente aquilo que percebemos. Aquilo que não percebemos não deixa, apenas por esta razão, de existir. Assim, o cientista não percebe diretamente o elétron, apenas indiretamente, por seus efeitos, o que não o impede de afirmar-lhe a existência. O que percebemos está inserido dentro de uma faixa ou cone de percepção. A medida que aumentamos a sensibilidade do cone de percepção novas sinalizações de fenômenos são captadas do mundo "irreal".

"No dizer de Héyoan, cada um de nós tem um cone de percepção através do qual percebemos a realidade. Podemos usar a metáfora da freqüência para explicar esse conceito, significando o que cada um de nós é capaz de perceber dentro de certa faixa de freqüência.
Como humanos, tendemos a definir a realidade pelo que podemos perceber. Essa percepção inclui não somente todas as percepções humanas normais mas também suas extensões através dos instrumentos que construímos, como o microscópio e o telescópio. Aceitamos como real tudo o que está dentro do nosso cone de percepção, e como irreal tudo o que está fora dele. Se não podemos perceber alguma coisa, a razão é que ela não existe.
Toda vez que construímos um novo instrumento, aumentamos o cone de percepção e mais coisas são percebidas, de modo que elas se tornam reais" (BRENNAN,1990,p.242).

Mas será que podemos compreender algo sem que, para tanto, tenhamos que empregar esforço mental ou emocional? Acredito que não, pelo menos para o nível "normal" de consciência humana.

Podemos afinal efetivamente estudar o ser humano, ou mais precisamente, a consciência humana? A resposta positiva para essa pergunta tem por obstáculo fundamental o fato de se tratar de um estudo em que o "objeto" é ao mesmo tempo sujeito. Como pode um observador caracterizar um "objeto" se elementos como orgulho, pretensão, ansiedade, tensão, carência afetiva, auto-afirmação, insegurança, falta de confiança no outro ou em si mesmo,etc.- afetam a observação e interferem no "objeto" estudado? A "ciência oficial" estuda, no homem, o produto das descobertas mas não o "metaproduto" das descobertas. Um produto por exemplo seria a equação de Einstein -E = mc2-, enquanto que o metaproduto seria o trabalho de "sutilização da sensibilidade" que Einstein executou em si mesmo para chegar a esta descoberta. O conhecimento da natureza do produto e do "metaproduto" não é idêntico, mas complementar. Em se tratando do ser humano o produto é a sua percepção OBJETIVA e o "metaproduto" sua consciência de si NãO-OBJETIVA. Segundo JUNG (1991):

"Na elaboração de teorias e conceitos científicos há muita coisa de sorte pessoal. Há também uma equação pessoal psicológica e não apenas psicofísica. Enxergamos cores, mas não o comprimento das ondas. Esta realidade bem conhecida deve ser levada em conta na psicologia, mais do que em qualquer outro campo. O efeito dessa equação pessoal já começa na observação. Vemos aquilo que melhor podemos ver a partir de nós mesmos. Assim, vemos, em primeiro lugar, o cisco no olho do irmão. Sem dúvida o cisco está lá, mas a trave está no nosso olho - e perturbará de certa forma o ato de ver. Desconfio do princípio da "pura observação" na assim chamada psicologia objetiva, a não ser que nos limitemos á lente do cronoscópio, taquistoscópio e outros aparelhos "psicológicos". Assim nos garantimos também contra uma demasia exploração dos fatos psicológicos da experiência. Esta equação pessoal psicológica aparece mais ainda guando se trata de expor ou comunicar o que se observou, sem falar da concepção e abstração do material experimental. Em parte alguma, como no campo da psicologia, é exigência absolutamente básica que o observador e pesquisador sejam adequados a seu objeto, no sentido de serem capazes de ver uma e outra coisa. Exigir que só se olhe objetivamente nem entra em cogitação, pois isto é demais. O fato de a observação e a interpretação subjetivas concordarem com os fatos objetivos prova a verdade da concepção apenas na medida em que esta última não pretenda ser válida em geral, mas tão-somente para aquela área do objeto que está sendo considerada. Nesse sentido, é exatamente a trave no nosso próprio olho que nos possibilita ver o cisco no olho do irmão. E nesse caso a trave no nosso olho não prova que o irmão não tenha um cisco no seu olho, como ficou dito. Mas a perturbação de nossa visão leva facilmente a uma teoria geral de que todos os ciscos são traves. Reconhecer e levar em consideração o condicionamento subjetivo dos conhecimentos em geral e dos conhecimentos psicológicos em particular é a condição essencial e correta de uma psique diferente da do sujeito que observa. Esta condição só será satisfeita quando o observador estiver suficientemente informado sobre a extensão e a natureza de sua própria personalidade. E só poderá estar suficientemente informado quando se tiver libertado da influência niveladora das opiniões coletivas e, assim, tiver chegado a uma concepção clara de sua própria individualidade" (p.25-27).

A consciência do homem está relacionada aos princípios intrínsecos de desenvolvimento da percepção física e metafísica. O movimento e a evolução desses princípios acarretam uma mudança de percepção, fazendo com que a percepção se volte sobre si mesma. Esse "giro" de percepção pode engendrar um novo estado de sensibilidade ou um novo ângulo de visão em nosso estado psicológico.

BRENNAN (1990):
"A proporção que nos permitimos desenvolver novas sensibilidades, principiamos a ver o mundo inteiro de maneira muito diferente. Começamos a prestar mais atenção a aspectos da experiência que antes nos pareciam periféricos. Surprendemo-nos a usar uma nova linguagem para comunicar as novas experiências. Expressões como "vibracões más" ou "a energia ali era grande" estão se tornando comuns. Principiamos a notar e dar mais crédito a experiências como a de encontrar alguém e a de gostar ou desgostar desse alguém, num instante, sem nada saber a seu respeito. Gostamos de suas "vibrações"" (p.39).

Continuando a análise de BRENNAN temos:
"Todas essas experiências têm realidade nos campos de energia. O nosso velho mundo de sólidos objetos concretos está rodeado e impregnado de um mundo fluido de energia radiante, em constante movimento, em constante mutação, como o oceano"(p.39).

E BRENNAN (1990) complementa:
"Conquanto a experiência de cada pessoa seja única, existem experiências comuns gerais que as pessoas têm quando passam pelo processo de ampliação das percepções, ou de abertura do canal, como é freqüentemente chamado. Tais verificações servirão para encorajá-lo ao longo do caminho. Não, você não está ficando louco. Outros também estão ouvindo ruídos provenientes de "lugar nenhum" e vendo luzes que não estão ali. Tudo isso faz parte do início de certas mudanças maravilhosas que ocorrem na sua vida de modo inusitado, porém muito natural.
Há provas abundantes de que muitos seres humanos hoje em dia expandem seus cinco sentidos habituais em níveis supersensoriais. A maioria das pessoas possui em certo grau a Alta Percepção Sensorial sem percebê-lo necessariamente, e pode desenvolvê-la muito mais com diligente dedicação e estudo. É possível que já esteja ocorrendo uma transformação da consciência e que outras pessoas procurem desenvolver um sentido novo em que as informações são recebidas numa frequência diferente e possivelmente mais elevada" (p.28-29).

DENIS (1909) assim comenta:
"Todas as manifestações da natureza e da vida se resumem em vibrações, mais ou menos rápidas e extensas, conforme as causas que as produzem. Tudo vibra no universo: som, luz, calor, eletricidade, magnetismo, raios cósmicos, raios catódicos, ondas hertzianas, etc., não passam de modos diversos de ondulação da força e da substância universal, de sucessivos graus que constituem, em seu conjunto, a escala ascensional das manifestações da energia.
As gradações são muito afastadas umas das outras. O som percorre 340 metros por segundo; a luz, no mesmo tempo, faz o percurso de 300.000 quilômetros; a eletricidade se propaga com uma rapidez que se nos afigura incalculável. Os nossos sentidos físicos, porém, não nos permitem perceber todos os modos de vibração. Sua impotência para nos dar uma impressão completa das forças da natureza é um fato suficientemente conhecido para que tenhamos necessidade de insistir sobre esse ponto.
Só no domínio da ótica, sabemos que as ondas luminosas não nos impressionam a retina senão nos limites das sete cores do prisma, do vermelho ao violeta. Alem ou aquém dessas cores, as radiações solares escapam a nossa vista; chamam-se por isso raios obscuros" (p.46-47).


DENIS (1909) continua:
"Nessa prodigiosa ascensão, os nossos sentidos representam paradas muitíssimo espaçadas, estações disposta a consideráveis distâncias umas das outras, em uma estrada sem fim. Entre essas diversas paradas, por exemplo entre os sons agudos e os fenômenos do calor e da luz, destes, em seguida, até às zonas vibratórias afetadas pelos raios catódicos, há para nós como que abismos. Para seres, porém, dotados de sentidos mais sutis ou mais numerosos que os nossos, esses abismos, desertos e obscuros na aparência, não estariam preenchidos? Entre as vibrações percebidas pelo ouvido e as que nos impressionam a vista não há mais que o nada no domínio das forças e da vida universal?
Seria bem pouco sensato acreditá-lo, porque tudo na natureza se sucede, encadeia e se desdobra, de elo em elo, por gradativas transições. Em parte alguma há salto brusco, hiato, vácuo. O que resulta destas considerações é simplesmente a insuficiência do nosso organismo, demasiado pobre para perceber todas as modalidades da energia.
O que dizemos das forças em ação do universo, aplica-se igualmente ao conjunto dos seres e das coisas, sob suas diversas formas, em seus diferentes graus de condensação ou de rarefação.
O nosso conhecimento do universo se restringe ou dilata conforme o número e a delicadeza de nossos sentidos. O nosso organismo atual não nos permite abranger mais que um limitadíssimo círculo do império das coisas. A maior parte das formas da vida nos escapa. Venha, porém, um novo sentido acrescentar-se aos atuais, e imediatamente se há de o invisível revelar, será preenchido o vácuo, animado o que é hoje insensibilidade e inércia.
Poderíamos mesmo possuir sentidos diferentes, por sua estrutura anatômica, modificariam totalmente a natureza de nossas sensações atuais, de modo a nos fazer ouvir as cores e saborear os sons. Bastaria para isso que no lugar e posição da retina um feixe de nervos pudesse ligar o fundo do olho ao ouvido.
Nesse caso ouviríamos o que vemos. Em lugar de contemplar o céu estrelado, perceberíamos a harmonia das esferas, e nem por isso seriam menos exatos os nossos conhecimentos astronômicos. Se os nossos sentidos, em lugar de separados uns dos outros, estivessem reunidos, não possuiríamos mais que um único sentido generalizado, que perceberia ao mesmo tempo os diversos gêneros de fenômenos" (p.47-49).


E continuando com a análise de JUNG (1984):
"Se alguém pensa que uma crença sadia na existência dos arquétipos pode ser inculcada a partir de fora, é tão ingênuo quanto aqueles que querem proscrever a guerra ou a bomba atômica por meios legais. Essas medidas nos lembram aquele bispo que excomungou os besouros de sua diocese porque se haviam multiplicado incovenientemente. A mudança da consciência deve começar dentro de cada um e é um problema que data de séculos e depende, em primeiro lugar, de saber até onde alcança a capacidade de evolução da psique. Tudo o que sabemos hoje é que há indivíduos capazes de se desenvolver. Contudo, o seu número total escapa ao nosso conhecimento, da mesma forma como não sabemos qual seja a força sugestiva de uma consciência ampliada, isto é, não sabemos a influência que ela pode exercer sobre um círculo mais vasto. Efeitos desta espécie jamais dependem da racionalidade de uma idéia, mas bem mais da questão (que só podemos responder ex effectu - depois dos fatos): Uma época está madura ou não para mudança?" (p.159).

BRENNAN, Barbara Ann. Mãos de Luz: Um Guia Para a Cura Através do Campo de Energia Humana, 1ª ed., São Paulo: Ed. Pensamento, 1990.

DENIS, Léon. No Invisível: Espiritismo e Mediunidade, Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1909.

JUNG, C. G. - Tipos Psicológicos, Rio de Janeiro: Vozes,1991.

JUNG, C. G. A Natureza da Psique, Rio de Janeiro: Vozes, 1984.

MELGAÇO DA SILVA, Bernardo. Trabalho e Transformação: A Organização do Trabalho e o Nível de Consciência nas Sociedades Modernas, Dissertação de Mestrado, COPPE/UFRJ, 1982.

Dono de blog é condenado a pagar R$ 16 mil por comentário de internauta

Post abordava briga em colégio do CE; internauta insultou diretora. Blogueiro perdeu prazo para recurso e juiz ordenou penhora de bens.

Mariana Oliveira e Marília Juste
Do G1, em São Paulo

Por conta do comentário de um internauta em seu blog, o estudante de jornalismo Emílio Moreno da Silva Neto, de 33 anos, morador de Fortaleza (CE), foi condenado pela Justiça cearense no mês de julho a pagar uma indenização de R$ 16 mil.

Emílio perdeu o prazo para recorrer e, no último fim de semana, recebeu uma notificação de penhora de bens para o pagamento do valor.

O caso começou em março do ano passado, quando o universitário repercutiu em seu blog uma briga entre dois estudantes do Colégio Santa Cecília, na capital cearense. No comentário, um internauta insultou a diretora, uma freira chamada Eulália Maria Wanderley de Lima, e criticou sua atuação na intermediação da briga dos estudantes.

No segundo semestre do ano passado, a diretora da escola abriu uma ação por danos morais contra o blogueiro. Nas quatro primeiras audiências, segundo informações do Tribunal de Justiça do Ceará, o estudante compareceu e a diretora, não. Ela alegou viagens e outros compromissos profissionais.

Na quinta audiência, foi o estudante quem faltou, mas, ao contrário da diretora, não deu justificativas. Por conta disso, o juiz aceitou a ação e o condenou ao pagamento de 40 salários mínimos, o equivalente a R$ 16,6 mil na época. Emílio perdeu o prazo para recorrer e a ação transitou "em julgado" -- ou seja, não há mais possibilidade de recursos.

No último sábado, dia 21 de novembro, Emílio foi notificado sobre o mandado da Justiça de penhora de bens para pagar a quantia e tem possibilidade de tentar reverter a penhora.

O estudante afirma que não tem bens para serem penhorados e alega que tentou resolver o caso "amigavelmente". "O que eu realmente lamento é que não tenha havido um diálogo mais tranquilo, sem que houvesse a necessidade de uma ação na Justiça. Ofereci direito de resposta, apaguei de imediato o comentário. Enfim, acho que tudo isso é fruto de um grande equívoco. Lamento realmente."

Exclusão do comentário
O advogado Helder Nascimento, que defende a diretora da escola, porém, diz que antes de protocolar a ação pediu para que o comentário fosse retirado. "Pedimos para retirar e ele não retirou dizendo que era cerceamento da liberdade de expressão. Solicitamos que informasse quem era o titular do e-mail e ele se recusou. Não podemos deixar um cliente ser violentado."

Na versão do blogueiro, cerca de dois meses após o post e o comentário um escritório de advocacia da capital cearense entrou em contato com ele.

"Eles queriam, por telefone, que eu identificasse o autor do comentário. (...) No início achei que fosse algo muito estranho. Uma pessoa me liga e pede a identificação de um comentarista do blog. Eu não passei. Consultei o sindicato dos jornalistas do Ceará, a assessoria jurídica deles e no início de setembro chegou o mandato de citação do 11º Juizado Especial Cível."
O estudante afirma que, embora não tenha passado a identificação de imediato, retirou o comentário do ar após o primeiro contato. "A minha intenção desde o princípio foi produzir conteúdo relevante e acima de tudo, local. Nunca tive a intenção de promover ataque nenhum a ninguém."

Segundo Emílio, o e-mail dado pelo internauta era falso.

O advogado da freira, Helder Nascimento, diz que a Justiça avaliou o caso como "violação do direito de imagem". "Ele (Emílio) é o responsável pelo blog e foram veiculadas matérias ofensivas à pessoa que é uma religiosa, uma freira. E isso foi interpretado como excesso na liberdade de expressão."

Mediação
Para o advogado, o blogueiro deveria ter bloqueado as ofensas. "O blog tem mediador que faz a filtragem. Se isso existe tem uma finalidade, não está ali à toa. Ele permitiu que fosse veiculada uma ofensa a outra pessoa. (...) Embora ele não se sinta responsável, tem uma responsabilidade que extrapola o querer dele."

O advogado avalia ainda que a internet "não é um campo ilimitado". "Há muita discussão sobre o uso da internet. Mas há limite técnico em todas as relações, inclusive na internet."

Emílio diz se sentir injustiçado pela sentença. "Me sinto tão vítima quanto a Irmã Eulália. Na minha inexperiência jurídica, fui usado por alguém que certamente e deliberadamente queria atacar a diretora da escola e usou meu blog e a minha boa fé pra isso. Acho importante ponderar isso. Me sinto usado por um anônimo e punido por algo que eu nunca queria que tivesse acontecido."

De acordo com o estudante, o blog existe desde 2006 e analisa a mídia local e o cotidiano de Fortaleza.

Para o blogueiro, casos como o dele poderiam ser evitados com uma legislação clara sobre a internet.

"Quero mobilizar e sensibilizar as pessoas que militam nas redes sociais da importância de discutirmos e pressionarmos nossas autoridades para uma legislação clara e que possa amparar quem produz conteúdo na rede. Toda vez que conto essa história para alguém as pessoas ficam impressionadas. Há muita desinformação sobre tudo isso."
Fonte: G1

Não estamos sendo contemplados...

Por Pedro Esmeraldo

Ah! meus amigos, queremos desabafar as mágoas que temos dos poderosos e dos mexeriqueiros tão abundantes na região. Estamos convictos que esses cidadãos são levados pela máfia da “mão ligeira” e só nos tem trazido discórdia. Tudo causado pelo desejo de tornarem-se no “foco de progresso absoluto da região”, sugando o sangue dos outros municípios vizinhos, graças à proteção recebida das autoridades da capital.

Cremos que, com toda certeza, alguns de nós, pertencentes aos outros municípios que atualmente estão desprotegidos da massa governamental, sairemos um dia dessa dificuldade e seremos contemplados com novos investimentos, mesmo porque temos garra e buscaremos soerguer – acima da discórdia e dessa lama podre que ora nos atinge e contamina o ambiente – deixando-nos descontentamento e desarmonia. Ambas provocadas pela má fé e egoísmo de levar o progresso só para si.

Muita gente não compreenderá a causa da nossa revolta. Embora tenhamos dito que, posteriormente, seremos julgados pela benevolência de Deus. Visto que, segundo nosso pensamento, precisamos compreender que querem tirar tudo do Crato à força de um crescimento democrático e um equilíbrio regional. Temos convicção que futuramente lutaremos com muita fé e sempre auxiliados pelo Onipotente, com os olhos voltados para dias melhores.

No momento, estamos sendo castigados por essa massa discordante que ultimamente só pensa em relocalizar, noutro município, os melhoramentos previstos para nossa cidade. O Crato é sempre deixado de lado. Não vejo interesse de nossas lideranças na conclusão de obras como o Centro de Convenção e o monumento á Nossa Senhora de Fátima, no Barro Branco. O ritmo de trabalho, dessas obras, é lento. Às vezes são paralisados e, quando reiniciados, são tocados a passo de tartaruga, o que vem mostrar a má vontade dos órgãos administrativos do Estado. E ainda quer obrigar o povo a engolir tudo isso calado.

Enquanto isso as obras previstas para outras cidades andam bem rápidas, causando espécie à população cratense, que também quer ver sua cidade com o merecido destaque no contexto do Estado do Ceará.

Lançamos uma pergunta: também nós não pagamos impostos e tributos? Por que estamos esquecidos em relação a outros municípios cearenses? Notamos que somos empurrados para escanteio. Com sinceridade responderemos aos inimigos do Crato, aqueles que só vêm buscar o nosso voto no período eleitoral, diremos a esses homens públicos, incluindo os da zona norte do Ceará, que nós, os cratenses, não suportaremos mais essa desigualdade e nem iremos contribuir com nossos votos para a essas pessoas descomprometidas com o progresso do Crato.

Concluo dizendo a esses senhores: não pretendemos participar de facção partidária, praticadas sob o método do clientelismo: Procuraremos o que há de melhor, fazendo um trabalho intenso e com fé. E sairemos dessa balbúrdia na certeza que dias melhores virão para Crato num futuro próximo. E mais: não abraçaremos os lisonjeadores porque não nos interessa bajular ninguém, mas avisamos a esses verdadeiros inimigos que seremos diligentes e louvaremos a todas as pessoas interessadas no progresso do nosso Crato.

Centro Cultural BNB Cariri: Programação Diária



Dia 26/11, quinta-feira

Especiais - Oficina - ARTE RETIRANTE
Local (Caririaçu)
14h Arte Mural. 240min.

Programa de Rádio – Rádio Educadora AM 1020
14 h Compositores do Brasil. 60min.

Música - CURSO DE APRECIAÇÃO DE ARTE
14h O Protesto na Música Popular Brasileira. 180min.

Literatura/Biblioteca - BIBLIOTECA VIRTUAL
18h Recursos Avançados de Utilização da Internet. 180min.

Artes Visuais - SEMINÁRIO AVANÇADO DE ARTE
18h Identidades Culturais na Pós-Modernidade. 180min.

Música - PALCO INSTRUMENTAL
19h30 Pipoquinha. 60min.

Rua São Pedro, 337 - Centro - Juazeiro do Norte
Fone (88) 3512.2855 - Fax (88) 3511.4582

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Os cegos e a geopolítica da América Latina.

Falar sobre o estado crítico em que se encontra a cultura do Brasil, do Nordeste e mais especificamente do Cariri tem se tornado necessário já que a visão sobre isso não é nem de longe vislumbrada pelos nossos jornalistas da mídia maior (seja televisiva ou escrita). A respeito desta última, perdemos no Brasil nos últimos anos a qualidade da erudição dos nossos escrevinhadores de notícias, que ia de um Nelson Rodrigues a um José Guilherme Merquior.
Se alguma cabeça pensante quiser perceber o fosso que separa a geração desses escritores/jornalistas basta consultar seus livros, onde alguns deles são compostos das matérias que os mesmos escreviam, para a qualidade da escrita que hoje vemos em nossos jornais, assim como o grau de completo desconhecimento sobre o que passa na cultura ocidental, pondo assim gigantescas viseiras em nossos “(de) formadores de opinião”. Não podemos dizer que “ignorar” seja o verbo perfeito para classificá-los, pois assim seríamos displicentes com outros como “disfarçar”, “enganar” ou “cegar”. Todos eles encaixam-se perfeitamente para noventa e nove por cento da mídia nacional aonde alguns chegaram a denominá-la de PIG (Partido da Imprensa Golpista).
Torna-se curioso tais observações, pois a mídia que é acusada de ser golpista é aquela que aparentemente sucumbe às tentações “do capital”, que supostamente vai de encontro às mudanças que atualmente ocorrem no Brasil, e/ou, no continente sul americano. A visão de uma impressa ineficiente de fato existe, porém, enxergar a grandiosidade do processo exigiria aos militantes de esquerda honestidade e percepção (quem achar um militante de esquerda com tais características não me mostre, pois será um oximoro). Numa perspectiva mais estadual podemos dizer que não sabemos de nada da geopolítica mundial e muito menos do importante processo de crescimento das esquerdas (seja por golpe de estado, ou por um aparente processo democrático de eleição) no continente latino americano iniciado desde os anos 60. Através da estratégia política traçada pelo italiano Antonio Gramsci, ideólogo que a maioria do povo brasileiro desconhece, e que a elite Cult que o conhece nega tal fenômeno, o povo brasileiro foi e é diariamente catequizado por uma doutrina socialista em que consiste primeiro ocupar a cena cultural, para que somente depois, caso a ala revolucionária esteja devidamente preparada possa acontecer à tomada do poder.
Ao ler as linhas acima o leitor pode imaginar que isso só pode ser fruto de uma mente muito fértil, ou do presente texto ter sido elaborado por algum partido de “direita” (como se houvesse algum partido de direita hoje no Brasil). Para não confundi-lo, demonstro com algumas poucas provas (e que se o leitor desconfiar poderá estudar alguns livros e verificar em outros sites) a extensão do processo. Como disse, o intuito de tomar o poder lentamente, ocupando primeiramente todos os espaços possíveis como jornais, (que ajuda a difundir para a grande massa a idéia esquerdista que a política socialista seria uma coisa benéfica, que o capital estrangeiro é culpado pela atual situação social do país, e que a imagem do capitalismo é de um conjunto de países que exploram outros países pobres) escolas, onde boa parte das disciplinas de história e geografia não só distorcem fatos como falsificam provas e difundem através de um extenso mercado editorial (que vai das primeiras séries até a universidade). Para conferir essa doutrinação observe no número de denúncias que o site http://www.escolasempartido.org/ tem conseguido organizar através de um trabalho notável totalmente desconhecido pela maioria dos pais. Aí estão denúncias de fraudes de conteúdos históricos nas mais diversas séries em escolas particulares públicas. Para que o leitor não fique assustado, é bom saber que o mercado editorial que produz a “elite” da intelligentsia é contaminado pelas mesmas fraudes de conteúdo histórico, cortes de obras importantes que rebateram os absurdos do socialismo desde co começo do século XX e que são omitidas criminosamente nas faculdades, dando aos alunos uma visão totalmente falha do processo, os induzindo de forma criminosa a adoção de ideologias que eles mesmos desconhecem. A editora Boi Tempo ( http://www.boitempo.com/ ) é uma das tantas que ignora totalmente gênios da economia que rebateram cabalmente o socialismo em todas as suas possibilidades como os economistas da escola austríaca, que vergonhosamente são publicadas no Brasil de modo improvisado por algumas poucas edições, ou agora pelo trabalho notável do jovem Rafael Hotz, estudante que traduz as obras do inglês para o português e as publica em seu blog http://enxurrada.blogspot.com/ .No blog (e não em nossas faculdades) encontramos obras traduzidas de Von Mises, Hayek, Rothbard, Charles Jhonson, entre outros, só para citar alguns dos maiores economistas do mundo que a mentalidade brasileira ignora quase que por completo.
Se o leitor até agora não leu nenhuma obra acima e nem nunca ouviu falar na figura do senhor Antonio Gramsci, infelizmente ignora do quanto foi catequizado, não só você através dos jornais, mas seu filho em sua escola, ou nas compras de sua esposa. Afinal, saber que produtos falsos vindos da China (comunista) como bolas Adidas, brinquedos de pelúcia, carvão, cimento, produtos elétricos entre tantos outros, são fabricados através da exploração de trabalhadores em regime de escravidão não é fácil de ser percebido. Como adivinhar o que se passa no outro lado do mundo? Certamente não é através da globo, da recordo ou tampouco no diário do nordeste ou no jornal o povo. O leitor que quiser tais informações terá que fazer um notável esforço que consiste em pesquisa e montagem de um extenso quebra cabeça que é gramscianamente escondido. Para dar uma colher de chá fica abaixo uma pequena lista de sites que poderá conferir as barbaridades do PT, sua relação com as FARC, MIR, os crimes do comunismo, fuzilamentos, corrupção e toda sorte de crimes que jamais você saberia se esperasse pela competência de quem comumente você pode ler: http://www.heitordepaola.com/index.asp, http://www.averdadesufocada.com/, http://alkimistasdobrasil.blogspot.com/ , http://www.cubaarchive.org/home/index.php , http://cubaarchive.org/home/index.php, http://www.armandoribas.com.ar/ , http://www.austriaco.blogspot.com/, http://movimentoordemvigilia.blogspot.com/ , http://www.nivaldocordeiro.net/, http://www.ordemlivre.org/files/hayek-ocaminhodaservidao.pdf .
Estar no Cariri e ignorar toda essa articulação socialista que atualmente se passa na América Latina é quase que uma regra. Prolongar-se através do tema exigiria espaço que não daria para relatar nem mesmo através de um livro. No mais espero ter contribuído para um debate que está em águas profundas sufocadas não pela mão invisível de Adam Smith, mas pela mão discreta do senhor Antonio Gramsci.

Luiz Carlos Salatiel encerra Semana de Iniciação Cientifica da URCA



A XII Semana de Iniciação Cientifica da Universidade Regional doCariri – URCA que esse ano tem como tema “Ciência & Sociedade:Caminhos para o Futuro que iniciou na última segunda-feira, dia 23 eserá encerrada com o show muisical “Os Girassóis” do multiartista Luiz Carlos Salatiel, nesta sexta-feira, dia 27, a partir das 20h00, no Salão de Atos do Campus Pimenta.


Depois de seu “Contemporâneo”, o compositor e intérprete Luiz Carlos Salatiel nos traz neste novo espetáculo as canções que poderão constardo seu próximo Cd e que também receberá o nome de “Girassóis”, umareferência positiva à flor que sempre está voltada para a luz.


No repertório constam músicas autorais e em parceria com Zé FlávioVieira, Geraldo Urano, Abidoral Jamacaru, Pachelly Jamacaru, Zé NiltonFigueiredo, Cleivan Paiva, Tiago Araripe, dentre outros.


Neste show, a voz expressiva desse grande intérprete da canção caririense receberá o acompanhamento do melhor “time” de músicos daregião, ou seja: Ibbertson Nobre: teclados; Lifanco: violão e guitarra; João Neto:contra-baixo; Bonifácio Salvador: sax; Saul: bateria; CíceroTertuliano: percussão.

Biografia do Padre Cícero lidera ranking dos livros mais vendidos em SP


Por Renato Casimiro

Em apenas uma semana de vendas, a nova biografia do Padre Cícero é a primeira colocada no ranking dos livros mais vendidos na cidade de São Paulo, conforme boletim informativo da Livraria Cultura. Os lançamentos em Juazeiro do Norte e em Fortaleza estão confirmados para os dias 02 e 08.12. Em Juazeiro será no Centro Cultural BNB e em Fortaleza será no Centro de Cultura Dragão do Mar.

"Padre Cícero" é o resultado da pesquisa de Lira Neto . Nesta biografia, o autor se debruça sobre a vida do líder - Cícero Romão Batista, o Padim Ciço dos romeiros e fiéis. Baseado em documentos, o autor reconta os noventa anos de vida do sacerdote, desde seu nascimento no sertão cearense até a consagração como líder popular. A obra pretende desfazer equívocos históricos e ajudar a enxergar o homem por trás do mito. O livro é dividido em duas partes, que apresentam diferentes momentos da vida de Cícero. Em 'A Cruz', o foco está na religião - a ordenação como padre, os supostos milagres, os primeiros conflitos com o bispado cearense, que chegaram ao Vaticano e culminaram em seu afastamento da Igreja. Em 'A Espada', aborda a política, carreira que Cícero abraçou depois de proibido de ordenar. Depois de lutar pela emancipação de Juazeiro, cidade da qual foi prefeito por quase vinte anos, Cícero elegeu-se vice-presidente do estado do Ceará. Chegou a apadrinhar um exército de jagunços, numa revolução armada que levou à derrubada do governo local; aproximou-se de Lampião, de quem buscava apoio para combater a Coluna Prestes; arquitetou um pacto entre os coronéis sertanejos, que ajudou a apaziguar a região e fez de Juazeiro o centro das aristocracias rurais do Ceará. Já perto do fim da vida foi eleito deputado federal, e ainda fez oposição a Getúlio Vargas.

Saiu na Imprensa:

Folha de São Paulo (6/11/2009)

Cícero absolvido

Jornalista lança biografia de Padre Cícero, enquanto Vaticano estuda a reabilitação do religioso

SYLVIA COLOMBO

"Nosso Senhor não iria deixar a Europa para fazer milagres no Brasil." A frase teria sido dita por um religioso francês durante o período em que o padre Cícero Romão Batista (1844-1934) tentava provar que estranhos acontecimentos na paróquia que comandava, em Juazeiro do Norte, eram legítimas manifestações de Deus e não delírio de um bando de sertanejos fanáticos.


Pois agora, mais de setenta anos depois de morto, o líder religioso cearense tem a chance de ser aceito. O Vaticano, por obra do papa Bento 16, tem discutido a reabilitação do padre, que morreu proscrito. Seria o primeiro passo para uma provável canonização no futuro.


Por conta desse processo, a Igreja facilitou o acesso a documentos até então restritos a um jornalista também do Ceará, Lira Neto, 45. Ele já vinha estudando o tema há muitos anos, mas, até então, sem poder consultar essa documentação de primeira mão.


"Padre Cícero - Poder, Fé e Guerra no Sertão", não é o que pode sugerir a circunstância, ou seja, um relato parcial sobre o personagem. Trata-se de um aprofundado e isento estudo biográfico apresentado por meio de uma narrativa envolvente. Em entrevista à Folha, Lira Neto disse: "Os que confiaram documentos a mim sabem que eu não sou religioso e que não faria algo laudatório, mas, sim, um retrato equilibrado".


Livro nega imagem de líder místico


Lira Neto diz que Padre Cícero era hábil ao fazer alianças, o que permitiu manter liderança mesmo proscrito pela Igreja.


Para jornalista, ao absolver o padre agora, Vaticano tenta conter o avanço de evangélicos no Brasil e atrair fiéis que vão a Juazeiro.


Tudo começou em 1889, quando Cícero, então um jovem sacerdote de Juazeiro do Norte, ao oferecer a comunhão à beata Maria de Araújo, viu a hóstia simplesmente... sangrar.

O evento se repetiria inúmeras vezes, com diferentes audiências. Médicos foram chamados, mas não conseguiram explicar o fenômeno, considerado, a partir de então, um milagre pela população local.

Os homens da Igreja, porém, não acreditaram no que se passava. Julgaram Cícero um mistificador, um explorador da ingenuidade popular.

Os relatos do livro referentes a passagens supostamente milagrosas são muito vívidos. Apesar de não ser religioso, Lira Neto não nega de modo taxativo esses eventos. "Algo aconteceu ali", diz.

No texto, porém, deixa transparecer certa ironia com relação a episódios que parecem delirantes. "Uso um pouco de humor. Por outro lado, alimento um profundo respeito pela devoção alheia."

Para reconstruir tais eventos e o diálogo entre autoridades da Igreja no Brasil e destes com Roma e o tribunal do Santo Ofício, Lira Neto contou com o acervo da Cúria do Crato, onde estão mais de 900 cartas.

Também conseguiu uma fonte de informações valiosa no Vaticano, que não revela. O livro mostra como, suspenso das atividades sacerdotais, Cícero voltou-se para a política. Lira Neto acha que, assim, demonstrou capacidade de reinvenção. "Cícero foi engolfado pelo instante histórico que o gerou. Mas soube se posicionar e sobreviveu a outros beatos, varridos pela história."


O biógrafo diz querer desconstruir a imagem de místico caricato do líder. Considera-o um homem inteligente e sagaz ao fazer alianças. E muito, mas muito conservador. Era obcecado por reconstituir famílias desagregadas. Posicionava-se contra o samba e a cachaça. O tom de seus discursos, muitas vezes, era apocalíptico.


O autor chama a atenção para os dois universos diferentes que o formaram. "Tinha um pé no universo sertanejo, mas carregava a rigidez do seminário em que estudou. Não era culto, mas lia livros de autores ocultistas. Tinha dificuldade na articulação das ideias e concebia o mundo com simplicidade. Mas era hábil nas relações e, com isso, manteve-se."

Lira Neto trabalhou mais de dez anos no jornal "O Povo" como repórter e, depois, como ombudsman da publicação. Também é autor das biografias "Maysa" e "Castello".

Conta que sempre sonhou em escrever a história do Padre Cícero, mas que achava o personagem "grande demais". A perspectiva de mexer com documentos inéditos o estimulou a ir em frente com o projeto.

O jornalista não tem dúvida de que Cícero será absolvido. Considera que o interesse da Igreja Católica no processo é o de deter o avanço da Igreja Evangélica no Brasil ao atrair para si um ícone popular que costuma levar mais de 2,5 milhões de peregrinos todos os anos a Juazeiro do Norte.

Enquanto isso, a biografia alça voo. Já foi feito um acordo com o produtor Rodrigo Teixeira para uma versão cinematográfica. O filme, planejado para 2011, será dirigido por Sergio Machado ("Cidade Baixa").

PADRE CÍCERO - PODER, FÉ E GUERRA NO SERTÃO Autor: Lira Neto Lançamento: Companhia das Letras Preço: R$ 49 (576 págs.)

Sobre o autor:

LIRA NETO

O jornalista Lira Neto nasceu em Fortaleza em 1963. Nos anos 1970 e 1980 publicou poesia alternativa e pertenceu à chamada 'geração mimeógrafo'. Mora em São Paulo, onde se tornou colaborador do site No Mínimo e de jornais e revistas como Contigo!, Sexy, VIP, Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo. É autor de 'Castello - a marcha para a ditadura' (2004) e 'O inimigo do rei - uma biografia de José de Alencar' (2006), entre outros livros.


Enviado por Renato Casimiro


Centro Cultural BNB Cariri: Programação Diária

Dia 25/11 - quarta-feira

Especiais - ARTE RETIRANTE
Local (Caririaçu)
14h Oficina: Arte Mural. 240min.
16h Sessão Curumim: Spirit, O Corcel Indomável. 84min.

Música - CURSO DE APRECIAÇÃO DE ARTE
14h O Protesto na Música Popular Brasileira. 180min.

Literatura/Biblioteca - BIBLIOTECA VIRTUAL
18h Recursos Avançados de Utilização da Internet. 180min.

Artes Visuais - SEMINÁRIO AVANÇADO DE ARTE
18h Identidades Culturais na Pós-Modernidade. 180min.

Especiais - Cinema - ARTE RETIRANTE
Local: Mauriti
19h O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto e A Ordem dos Penitentes. 73Min.

Especiais
19h Festcine Digital do Semi-Árido

Rua São Pedro, 337 - Centro - Juazeiro do Norte
Fone (88) 3512.2855 - Fax (88) 3511.4582

Pensamento para o Dia 25/11/2009


“O que significa a não-violência (Ahimsa)? Ela não é simplesmente abster-se de causar dano aos outros; implica também em abster-se de causar dano a si mesmo. Em relação à fala, a pessoa deve examinar se suas palavras causam dor aos outros. Ela deve ver se sua visão não está corrompida com más intenções ou maus pensamentos, e também não deve escutar conversa nociva de nenhuma pessoa. Todas essas coisas causam dano. Portanto, ela deveria cuidar para não dar espaço à má visão, a escutar o mal, à má fala, aos maus pensamentos e às más ações. E como se determina o que é ruim? Consultando sua consciência. Sempre que você age contra os ditames de sua consciência, maus resultados se seguirão.”
Sathya Sai Baba

terça-feira, 24 de novembro de 2009

IRMÃOS ILUMINADOS - HUMANOS NÃO TÊM CONSCIÊNCIA CÓSMICA-

Luiz Domingos de Luna*

Ao contemplar o emaranhado Cósmico do Universo, todo ser humano se sente impotente diante de tanta existência, satélites, planetas, quasares, galáxias, buracos negros e uma infinitude que o pensamento dos seres humanos, mesmo para os mais brilhantes gênios da humanidade, fica sempre a pergunta para que tudo isto? Que engenharia é esta? Como foi feito? Por que foi feito, como? Existe até os mais audaciosos que perguntam realmente estamos sós? É assustador saber que os seres humanos com todo o conhecimento adquirido ainda não tenham respostas para: De onde viemos? Para onde vamos? Porque estamos aqui? Qual a Missão humana? Diante de tanta beleza inteligível da existência, penso que outros seres universais já ultrapassaram a inteligência humana há muito {de longe}. Pois a morte é algo muito obsoleto, a dependência dos seres humanos com o meio ambiente é muito grande, estes animais racionais precisam de água, ar, gravidade, alimento, só sabem viver em grupos, parece que estão sempre assustados. Esta dependência exagerada do meio ambiente é com certeza um atraso intelectual muito grande. É muita repetição. A dor, o sofrimento e a morte são provas cabais de que a humanidade não está pronta para ter o controle do universo. Porém, entendo que outros irmãos nestas alturas, já têm a chave do controle universal, de há muito, a posse do bóson de higgs, que jamais poderá ser encontrado em fissão de partículas, ou de aceleração em velocidade variada, ou não, visto, a força gravitacional forte da terra ser impedimento pleno. Até quando teremos que clamar pela caridade intelectual dos nossos irmãos iluminados, que com certeza estão rindo destes seres racionais, em tese, mas que não conhecem a razão da existência do universo em expansão. Seres humanos - os grandes construtores de desertos.

Aos Seres Humanos - Onda de Luz!
Quebrando correntes
No tempo a passar
Mistérios a desvendar
A todo o momento

Se tudo fosse diferente
Teria o ser humano
O pensar, um plano.
Da existência presente

Que show arriscado
De um palco sem fim
O infinito vem a mim
Ou já foi programado

Tanta existência
Quem vai usufruir
O tempo destruir
Ou há consistência

A Vida acompanha
As etapas da curva
Existe uma luva
De potência tamanha

Controlar o processo
De toda imensidão
É plenitude da razão
Ou pensamento, ao inverso.

É do ser humano obrigação
Conhecer todo o infinito
Ou existe um conflito
Buscando interrogação?

Já não é chegado
A hora de saber
Do universo o porquê ?
Na existência – postado.
(*) Colaborador do blog cariri agora

A Cigana – por Carlos Eduardo Esmeraldo

O mês de novembro do já distante ano de 1963 transcorria lentamente. Nas rádios, ouvíamos insistentemente o sucesso do momento, a extraordinária canção de Tom Jobim, “Garota de Ipanema”, uma música que ainda hoje é sinônimo de Brasil pelo mundo afora, assim como “Aquarela do Brasil” é confundida com o nosso hino. No Crato, o rebuliço das mocinhas era a chegada de uma cigana que, instalara sua tenda num terreno baldio, ao lado da estação do trem, bem defronte da Drasa, a revendedora dos fusquinhas. A tal cigana era festejada porque segundo muitos acreditavam, adivinhava tudo e previa muitas coisas para o futuro, principalmente o príncipe encantado tão ansiosamente aguardado pelas sonhadoras. Eu ouvia dizer que até alguns rapazes foram vistos consultando a tal cigana. E a fila dobrava o quarteirão.

Para mim, aquele mês de novembro ficou gravado na memória como um marco significativo de muitas perdas. É que no inicio do mês, eu sofri uma grave contusão no joelho, durante uma disputadíssima partida de futebol de salão, um esporte muito em moda no Crato daquela época. Fiquei o mês inteiro preso à cama, com um extraordinário inchaço no joelho esquerdo, que deixou minha perna dobrada em ângulo de noventa graus. Não podia andar e sequer levantar-me da cama.

Uma das conseqüências dessa lesão teria sido a remota possibilidade da seleção brasileira tricampeã mundial de futebol em 1970 haver sido definitivamente desfalcada de um esforçado ponta-esquerda cratense. Uma grande perda minha e sorte do Rivelino. Além do mais, um tímido sonhador foi retirado da vida social da cidade por mais de um mês, isto é; da Praça Siqueira Campos.

Para fugir da monotonia daqueles dias, eu lia tudo que me chegava às mãos, desde Machado de Assis até as fotonovelas da revista “Capricho”. No Colégio Diocesano, por ordem do Monsenhor Montenegro, as minhas notas do mês de novembro foram repetidas, pois àquela altura já me encontrava aprovado por média. No final do mês, já estava completamente recuperado.

Em janeiro do ano seguinte, eu pisava firme com as duas pernas, sem nenhum vestígio da lesão que me prendera à cama durante um longo mês.

Certo dia, eu estava vindo do São José para o Crato, e ao descer de um ônibus defronte da estação do trem, avistei ao lado, a tal tendinha da cigana. Já não havia mais a extensa fila de antes. Não tive dúvidas. Entrei movido mais pela curiosidade, pois nunca dei muita bola para essas coisas de cartomante ou adivinhas. Não sou daqueles que acreditam em bruxarias. Para mim isto não existe. Acho mais importante deixar que as coisas aconteçam e confiar na proteção divina.

Entretanto, parece que algumas pessoas possuem algum tipo de percepção extra-sensorial, capaz de comunicar-se com os outros por algum processo telepático. A tal cigana poderia ser uma dessas. Mas acho que ela deu mesmo foi um tremendo chute. Assim que eu entrei, ela bateu com toda força na bola e acertou em cheio: “Você esteve doente, problema na perna, não foi?” Depois previu que eu faria um grande concurso nos próximos três anos, e que morreria rico e no exterior. Ao indagar em qual país, ela respondeu: “na minha terra, a Espanha!”.

Repito que eu nunca dei importância a essas tais previsões. Do meu passado, aquela charlatona acertou alguma coisa cobrando escanteios. Quanto ao futuro, tirando o previsível concurso vestibular, acredito que a cigana acertou na riqueza. Mas não necessariamente riqueza de bens materiais, como ela insinuava. A esta altura, estou mais preocupado em “ajuntar tesouros que nem a traça corrói ou os ladrões roubam”. Se eu hoje sou rico, é de felicidade, o que já uma grande fortuna.

Não foi possível ainda testar a outra previsão da artilharia daquela cigana com uma viagem à Espanha. Tenho certeza que algum dia eu e Magali iremos conhecer a Europa, inclusive a Espanha. E esperamos voltar vivos.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo