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quinta-feira, 3 de março de 2011

Não somos saudosistas

Pedro Esmeraldo

Na semana anterior, escrevíamos sobre os acontecimentos do Crato, em épocas passadas. Por essa razão alguém nos criticou como sendo pessoas saudosistas e não comungávamos com a realidade das ocorrências modernas.

Observamos que há um engano, visto que apenas relatamos os costumes de épocas passadas e por isso relembramos a essas pessoas “modernistas” que o progresso segue uma sequência de tempo provenientes do passado, já que foi através do trabalho árduo que conseguimos chegar aonde chegamos, ou seja: um modernismo avançado com aplicações de forças mentais admiráveis que atingiu o ápice da glória e chegamos a usufruir essa maravilha nos tempos modernos.

Pensamos bem, antes vamos observar o avanço tecnológico da ciência com a vinda de grandes descobrimentos científicos, principalmente na área médica. Daí vimos também outras descobertas, como: a descoberta da lei da gravitação universal (por Isaac Newton) que é a “força pela qual o corpos se atraem reciprocamente na razão inversa dos quadrados das distâncias”. Também aplaudimos outras descobertas, como: a cura da tuberculose; assim como a erradicação da varíola; o aparecimento dos satélites artificiais que culminou com a ida do homem a lua e mais que contribuiu com o avanço tecnológico que impulsionou o homem para o adiantamento científico e social.

Agora indagamos: como estaria hoje “se não fosse as grandes descobertas do passado”, enfrentando esse “mundão” que, por falta de tecnologia e sem adaptabilidade do trabalho pragmático do mundo moderno? Vem, isto é coisa de todo mundo pensar, se devemos relembrar o passado, ou interrogar se devemos atingir uma tecnologia favorável do futuro sem estudar os mestres do passado.

Infelizmente, nos julgamos as festas mas podemos admirar as pessoas destemidas e que possuem o dom natural de praticar qualquer arte maravilhosa pelo capricho de seu trabalho apurado.

Quando ao Crato moderno, não temos condição de falar porque não somos técnicos paisagistas, mas recordamos as fraquezas dos cratenses que permitiram o surrupiar nas caladas da noite, sob as vistas dos nossos políticos que não esboçaram reação alguma, deixaram levar tudo de bom da cidade, permanecendo de braços cruzados com o intuito de deixar o Crato cair no esquecimento.

Não possuímos tesouros, mas somos contemplados pela beleza do pé-de-serra, que nos deixam vislumbrados ao observarmos o declive das montanhas que correm em direção ao Crato e nós, os cratenses, não sabemos explorar a natureza com investimentos, em construções, estradas pavimentadas, escolas de alto valor que impulsionem para adequar-se a nova aprendizagem escolar.

Ultimamente, temos vontade de gritar, com vozes bem altas, reclamando das autoridades da capital, solicitando que não desprezem o Crato, não mexam com o Crato, deixem o Crato em paz.

Agora, estamos na hora de descruzar os braços e exigirmos mais empenho comparecendo ao Crato para verem de perto o quanto estamos sofrendo por falta de apóio dessas autoridades e por fim perguntamos ao incautos cratenses: o que é dos pára-quedistas que não pisam aqui.

Crato, 03 de março de 2011

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