Seja colaborador do Cariri Agora
quarta-feira, 11 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
6ª dia da Mostra de Bandas Armazém do Som
SESCCoordenação de Cultura
Rua da Matriz , 227, Centro, Juazeiro do Norte-CE.
Fone: 3512.3355
Fotos: Daniel Fidélis / Hudson Jorge (Exposição Guardanapos)
Pensamento para o Dia 10/05/2011

“É o amor puro que concede a libertação. Você deve esforçar-se para atingir esse amor holístico. Para alcançar a libertação, as pessoas empreendem todos os tipos de práticas espirituais, mas o amor é o anseio profundo de todos os esforços espirituais. Bhakti (devoção) é uma prática espiritual baseada no amor. A devoção não é apenas entoar cânticos (Bhajans) ou realizar rituais sagrados. A verdadeira devoção é um fluxo direto de amor gratuito e incondicional do seu coração para Deus. Na prática espiritual que as pessoas empreendem, há um certo egoísmo. Ofereça o seu amor a Deus sem o menor traço de egoísmo ou desejo. A aniquilação do desejo é, na verdade, libertação.”
Sathya Sai Baba
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Programa Cariri Encantado Sonoridades - 11/05/2011
A Cor do Som foi um dos mais importantes conjuntos musicais brasileiros de todos os tempos. Formado no Rio de janeiro, no ano de 1977, pelos irmãos Maurício Magalhães, o Mu, tecladista, e Dadi, contrabaixista, que já tinha integrado a lendária banda Os Novos Bahianos, - A Cor do Som contava com o virtuoso guitarrista Armadinho, filho de Osmar Macedo, fundador do pioneiro trio elétrico carnavalesco Dodô & Osmar; além de uma “cozinha” rítmica das mais competentes, formada pelo baterista Gustavo e o percussionista Ary.
Onde escutar
Rádio Educadora do Cariri AM 1020 e www.radioeducadoradocariri.com
4ª dia da Mostra de Bandas Armazém do Som
Nota de pesar e solidariedade do Departamento de História da URCA pelo falecimento do aluno Antonio Edson Percínio Filho
Crato (CE), 9 de maio de 2001.
Chefe do Colegiado Departamental de História – URCA
Ana Isabel Ribeiro Parente Cortez
Subchefe
domingo, 8 de maio de 2011
Reconhecimento de um filho – Por Carlos Eduardo Esmeraldo.
Neste “Dia das mães” me emocionei por demais ao ler esta mensagem de um filho à sua querida mãe: “Mamãe, devo muito do que sou a você, que com bondade, sensibilidade e senso de justiça, me ensinou a ser justo e ético com as pessoas e com o mundo. Obrigado e feliz dia das mães.”Como seria bom se todos os filhos tivessem esse nível de reconhecimento! Foi isso mesmo que senti com minha saudosa mamãe, mas não escrevi um texto tão bonito quanto esse e hoje já não mais a tenho para dizer algo semelhante!
Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Pedagogia do absurdo
Luiz Domingos de Luna*
A massa do conhecimento é a ferramenta básica para a construção da civilização, assim quanto maior for à absorção, maior a possibilidade de aptidão da sociedade ao aprimoramento no convívio interativo, e, por conseqüente o desenvolvimento de uma Cidade, Estado ou País.
O Conhecimento é uma grandeza imaterial que é absorvida no espaço social, ou em instituições específicas para tal fim. Pelos dados amostrais existem varias escolas, inclusive a escola que fornece o conteúdo epistemológico.
A fusão do saber corrobora as novas tecnologias como instrumento a construção do edifício deste patrimônio imaterial necessário a civilidade, a evolução e ao crescimento afirmativo de toda conjuntura imersa no espaço tempo.
O Modelo Mental ao aprisionar o novo, via novas ofertas disponíveis, na verdade está tão somente recebendo equações que foram questionadas, analisadas, provadas cientificamente e hoje projetadas de forma massificada e disseminadas com rapidez e precisão mo mundo on-line. Um avanço de valia maior, onde toda sociedade ganha e tudo fica muito próximo, assim o conhecimento não mais privilégio de alguns, vez estar disponível na internet a toda sociedade a um clik, tudo se abre, é uma chave mágica, linda, oportuna e necessária para a formação integral do ser humano em sociedade.
Cria-se um imbróglio generalizado, quando se coloca a internet como um fim, e o ser humano como o meio, pois nesta postura pensamental o humano vai buscar o conhecimento na sua caixinha mágica, muitas vezes se contenta com os dados superficiais, pensando ter o conhecimento integral, ora há uma distancia de anos luz a totalidade, a pesquisa dos dados amostrais precisa ser intensa diversificada, ampla, infinitamente ampla, após análise do vasto material disponível uma amplitude de visão cognitiva apurada com a criticidade, com a problematização e destilação das amostras colhidas.
Sem esse processo, muitas vezes cansativo, oneroso ao tempo, ao desgaste mental, a penitência do filtrar bem positivamente, intensamente, ao olhar claro, fundo e largo, está se construído uma nova pedagogia: a Pedagogia do Absurdo!
(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora –Ceará.
O DOM DA VIDA - Homenagem a todas as Mães - Dihelson Mendonça
Se formos parar para refletir um pouco, veremos que nesta terra, nada nos pertence. Somos meros guardiães temporários de tesouros alheios. Estamos aqui por um breve período, e um objeto material que hoje nos pertence, já pertenceu a outros antes de nós, e pertencerá a tantos outros, depois que deixarmos essa existência. O que temos afinal nessa vida ?Temos uma leve "ilusão de posse".
Se observarmos bem, veremos que um espaço de 70 anos, que é a vida média de um indivíduo, nada representa no contexto cósmico da existência, nada adiciona em termos de tempo do universo, que tem cerca de 15 Bilhões de anos. Somos mais uma entre 6 bilhões de pessoas iguais a nós, cada uma lutando por um lugar ao sol, com as mesmas dificuldades, com sonhos, com anseios, e que faz parte de uma dentre 3.000 outras espécies que convivem nesse pequeno pontinho de poeira cósmica chamado de planeta Terra, que gira em torno de uma diminuta estrela que é apenas uma entre 100 bilhões de outras, de uma galáxia que é mais uma entre outras 100 bilhões de galáxias do universo, e que está fadado a um dia desaparecer.
NADA SOMOS!
Nem nossa roupa nos pertence. Nada trouxemos, nada levaremos. Nem nosso corpo físico nos pertence! Nada podemos fazer para encurtar ou prolongar os nossos dias aqui na terra. A única coisa que temos de fato, é este sopro de vida, que veio de um útero, aonde todos fomos gerados.
Essa é a única verdade. Todo o resto é ilusão.
Nem propriedades, nem dinheiro, nem posse alguma deve ser motivo de orgulho a alguém na condição humana. Somos como outro bicho qualquer, como uma barata, por exemplo, que tem uma cabeça e patas. Quebrem uma das pernas e esse animal sairá se arrastando pelo chão. Quebrem-lhe o pescoço e se comportará igual a uma galinha morrendo asfixiada. Não somos diferentes, decerto! Temos o mesmo sangue vermelho correndo nas veias igual a qualquer animal. O que nos difere dos outros seres, é a consciência do estar vivo momentaneamente. É poder traçar o curso por onde queremos ir, muito embora nem sempre tenhamos o PODER de realizá-lo. A única coisa que temos de fato, é esta vida que nos foi dada como dom gratúito.
De fato, nossas mães deveriam ser as pessoas mais amadas e reverenciadas no centro de nossas vidas, pois elas nos proveram desse singular e relevante bem mais precioso: O de estar com os nossos colegas do planeta, pois em muito breve, ao pó retornaremos para sermos novamente o que éramos antes de aqui existirmos.
Minha amada mãe, eu te agradeço por me dares a chance de passar uns poucos dias aqui nesta terra, e que essa estada possa ser útil de alguma forma à humanidade.
- Obrigado por me trazer do lodo, da pedra, do barro de que fui gerado.
- Obrigado pelo sopro de vida que fez meu coração bater pela primeira vez.
- Obrigado pelo primeiro movimento dos pulmões, que trouxe um outro e em seguida, mais um outro até hoje.
- Obrigado por me fazer enxergar a luz do mundo, em meio a tantas dores.
- Obrigado pelas noites de vigília, em que ficavas ao meu lado velando meu sono, e cuidando das minhas muitas enfermidades.
- Obrigado por me dar amigos a quem pude chamar de irmãos.
- Obrigado por tantas e tantas coisas que não posso aqui escrever, e que representam tudo o que sou e o que sei. Mas acima de tudo, obrigado pela chance única de viver, de poder contemplar o universo e de gritar no mais alto dos tons: "Estou vivo! Eu Existo!" ainda que seja por um breve, porém feliz tempo.
Hoje o universo ficou mais belo. Porque eu sei que tu existes, e que nada do que fizeste por mim será em vão. E que bom que vivi tempo suficiente para compreender todas essas coisas que uma criança ou um adolescente jamais compreenderia. Acima de tudo, obrigado por me concederes o dom da VIDA.
Dihelson Mendonça
Na Foto: A minha mãe, Haydée, em sua segunda Formatura após os 60 anos de idade. Exemplo de vida, de trabalho e de dedicação. Acorda todos os dias às 06 da manhã para o trabalho, e só sai às 18:00, fazendo isso há pelo menos 55 anos no serviço público. Nunca deixou de acreditar na força do trabalho e nas grandes virtudes do ser humano. A você, dedico este pequeno artigo.
UNHA-DE-GATO
MÃE
Dona de toda a ternura,
armada de amor
enfrenta o sol,
a chuva,
a dor...
Traz em si
a dádiva da vida,
o coração da natureza,
a beleza do gesto de carinho...
Se o tempo é camarada,
desata-se em festa
e com magia no olhar
a todos contagia e envolve
Sabe sorrir
sem perder o prumo
Se o tempo é adverso,
ergue-se com a força
de uma deusa,
enfrenta-o
num desafio desigual,
amamenta os seus com a seiva da fé,
é a coragem em flor
ou espinho, se preciso for
Chora
sem perder o encanto,
espanta o pranto
e exala esperança...
Mãe não nasce nem morre...
...existe!
Cacá Araújo
Crato-Cariri-Ceará-Brasil
Mãe, parabéns!
Os Discípulos de Emaús – Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Em todas as missas celebradas neste domingo é proclamada uma das passagens mais bonita do Evangelho. Nele o Evangelista Lucas nos revela, que após a morte de Jesus, dois de seus discípulos, andavam de Jerusalém para o povoado de Emaús, distante 11 km desta cidade, quando Jesus se achegou perto e começou a caminhar ao lado deles, sem ser reconhecido. Perguntou o que eles iam conversando pelo caminho. Os discípulos com o rosto muito triste, indagaram: “Por acaso és o único forasteiro em Jerusalém que não soubeste o que aconteceu a Jesus de Nazaré, um profeta poderoso em palavras e ações? Já faz três dias que os nossos chefes sacerdotes o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram. Nós esperávamos que ele fosse o libertador de Israel.” Os discípulos lhe contaram ainda, que algumas mulheres do grupo haviam visto o túmulo vazio, e que dois anjos disseram a elas que o Mestre havia ressuscitado. Mas ninguém o tinha visto. Jesus, até então um desconhecido peregrino para eles, começou a lhes explicar o que dizia as Sagradas Escrituras a seu respeito. E quando eles chegaram ao povoado de Emaús, Jesus fez de conta que ia continuar a caminhada. Os discípulos disseram: “Fica conosco, já é tarde e a noite já vem.” Naturalmente, eles sabiam que era perigoso andar por aquelas estradas à noite. Jesus aceitou o convite, e durante a ceia, ao partir o pão, foi reconhecido pelos discípulos. Como por encanto, Jesus desapareceu. Os discípulos olharam um para o outro e perguntaram: “Não estava o nosso coração a arder quando ele nos falava pelo caminho?” E de repente, encheram-se de coragem e voltaram a Jerusalém para contar o que tinha acontecido aos onze apóstolos, que estavam reunidos. Receberam desses a afirmação de que o mestre havia realmente ressuscitado e encontrara-se com Pedro.Que lições poderemos tirar dessa mensagem? Em primeiro lugar, aquele que caminha com Jesus pelas estradas da vida não pode ter medo. Quem tem o Filho de Deus ao seu lado nada deve temer. Em seguida, sabemos que o Cristo ressuscitado poderá a qualquer momento ser encontrado na Bíblia Sagrada, na partilha fraterna do pão e no meio da comunidade reunida. O projeto de vida que Jesus nos deixou engloba todas essas características próprias de seus seguidores.
Vivemos numa sociedade voltada para os bens materiais e por isto se tornou profundamente individualista. Como seguidores de Cristo temos como dever trabalhar no sentido de transformar essa sociedade, tornando-a mais justa e solidária. Não será tarefa fácil, mas caminhando ao lado de Jesus, tudo será possível.
“Fica conosco Senhor! É tarde a noite já vem, fica conosco Senhor! Somos teus seguidores também.” (Refrão da música “Os discípulos de Emaús” do Pe. João Carlos. SDB)
Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Jesus presente na partilha – Por Pe. Nilo Luza ssp
O povo brasileiro tem convicção de que Deus caminha com ele, em tudo o acompanha. Essa presença, porém, nem sempre é “dinâmica”, isto é, capaz de provocar a transformação dos momentos difíceis da vida. A fé em Cristo, companheiro no cotidiano da existência, pode iluminar nossa vida e mudá-la de rumo, a exemplo dos discípulos que, após perceberem a presença do Ressuscitado, retornaram à Jerusalém e anunciaram a boa notícia aos irmãos.
Assim como acompanhou os discípulos de Emaús, Jesus nos acompanha em nossa trajetória, e com sua palavra, nos ilumina e vai mudando nossa maneira de encarar as coisas e os acontecimentos.
O caminho de Emaús é o caminho da nossa fé. Ela nos dá a certeza de que Cristo, embora não de forma física, continua presente e nunca nos abandona. Essa certeza será sempre maior à medida que nos deixamos iluminar com sua presença e nos alimentamos pela eucaristia, sinal por excelência de partilha e solidariedade.
E é justamente na hora da partilha do pão os discípulos o reconhecem (os olhos deles “se abriram e eles reconheceram Jesus”), pois esse foi o gesto repetido por ele ao longo de sua vida. A sociedade de hoje reconhece Cristo à medida que os cristãos forem capazes de partir o pão. Isso significa compromisso com a justiça, com a solidariedade, com a defesa daqueles aos quais é roubado o pão cotidiano. Sem partilha e solidariedade, estamos caminhando no rumo que nos afasta de Jesus.
Por Pe. Nilo Luza, ssp
“Transcrito do jornal “O Domingo” Edição de 08.05.2011”.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Mostra de Bandas Armazém do Som & II Seminário Música e Comportamento 2011
Um monstro devastador - Emerson Monteiro
Outra vez falar das drogas, da fera que tomou para refém a sociedade, inoculando seu veneno sobre a doce flor da melhor juventude dos nossos tempos. Recentes notícias falam de um filme documentário na fase de conclusão denominado “Quebrando o tabu”, do cineasta brasileiro Fernando Grostein Andrade, que trata do assunto de modo a repensar aquilo o que Estado pode oferecer como alternativas para o fracasso na guerra às drogas.
Numa sequência de entrevistas com personalidades importantes; políticos, intelectuais e cientistas; Bill Clinton, Jimmy Carter, Dráuzio Varella, Gael Garcia Bernal, Paulo Coelho, etc.; esse trabalho quer indicar maneiras novas de abordar o grave problema, considerado muito mais uma questão de saúde pública do que, apenas, fator e origem da criminalidade. A dependência das drogas ocasiona males inimagináveis à família e à sociedade, deixando cicatrizes profundas na história, desde as remotas eras.
O maior perigo das substâncias estupefacientes é que prendem pelo prazer físico imediato, motivando a ânsia da repetição e estabelecendo a sujeição química dos seus usuários.
No filme, no meio de outros depoimentos, o ex-presidente norte-americano Bill Clinton declara haver conhecido as drogas através da dependência de um seu irmão que se tornara dependente de cocaína, levando-o saber, na própria pele, os males da trágica matéria.
Flagelo avassalador, as drogas chegam inclusive às penitenciárias de segurança máxima, conforme analisa um dos entrevistados. Indiscriminadamente, vitimam todas as classes sociais, todas as idades, todos os países, raças e credos. Ninguém se dirá livre da infelicidade das drogas, que aparecem na gênese dos piores delitos e maldades humanas.
No filme, também o escritor Paulo Coelho observa os riscos a que incorrem pessoas quando assumem o ônus de conhecer as drogas, a partir de quando nada mais poderão decidir com liberdade. Uma viagem sinistra, as drogas impõem condições irreversíveis, da doença à morte, no confronto de situações extremas e destruidoras.
A fatalidade das perversas substâncias rasga os olhos desta civilização, limitando as providências dos governos, que ainda ignoram as proporções reais do terrível inimigo em termos de consequências atuais e futuras. Deste modo, sombras de medo percorrem ruas e palácios, numa escalada jamais vista admitida em tempo algum.
A ciência e os órgãos de segurança, só por si, enfrentam a crise na esperança dos meios ideais de, pelo menos, reduzir o prejuízo comum, enquanto a responsabilidade do problema pesa nas costas de gregos e troianos, pais, irmãos, filhos, amigos e desconhecidos, numa luta surda para conter os números da triste servidão.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
II Festa das Mães
Local: Crato Tênis Clube
Data: 6 de maio de 2011- 22 horas
Ingresso casal: R$ 30,00
Realização: Rotary Club de Crato e Casa da Amizade
Mostra de Bandas Armazém do Som & II Seminário Música e Comportamento 2011
Um amor para sempre - Emerson Monteiro
Existem infinitas abordagens para o fenômeno da morte entre os seres humanos. O assunto envolve as concepções filosóficas, religiosas, sentimentais, de quem o considere. Impacto extremo, a hora do desaparecimento da vida no corpo ocasiona dores atrozes, abalos devastadores, a exigir firmeza e renúncia dos que passam por isso, que são todos, sem nenhuma exceção. Sendo, pois, a morte o ponto final do processo vida e limite da pesquisa científica, nela se interrompem as avaliações do método e seus estudos matemáticos. Quando cessa a vida na carne, também cessa o objeto da cultura como instrumento de respostas para as ações da natureza. Nessa hora, entrem em campo os valores da metafísica, ramo da filosofia que cuida dos fenômenos depois da morte. Será o momento da religião, tendo a transcendência por sua principal abordagem do Universo.
Os credos religiosos trazem considerações a propósito do que resta quando as pessoas deixam de existir no mundo visível. Há hipóteses desde as religiões mais remotas, o hinduismo, o taoísmo, o zoroastrismo, até as escolas da atualidade. As respostas indicam aspectos tratados como matéria de fé. A formação adquirida pelos devotos significará, nesta hora, o valioso instrumento de superar a crise das perdas dos entes queridos. A aceitação inquestionável da existência de um Ser Superior, por exemplo, definirá, sobremodo, o quanto de sabedoria comanda tudo na Vida. Esse é o dado principal: Aceitar a existência de Deus, pai e criador do quanto existir.
A seguir, sustentar a permanência da vida após a morte, ali quando, um dia, se reencontrarão os que se amam, porquanto consciências individuais não morrem com o desaparecimento do corpo material.
E compreender que a força suprema do Amor organiza as existências, energia poderosa e permanente, justa e acessível, fruto maior das compreensões elevadas e motivo do que as criaturas realizam durante o tempo, neste pedaço de galáxia girando no grande Cosmo, no sentido de um dia seres perfeitas.
Nisso, os laços eternos jamais se desprenderão, pouco importando as justificativas apenas intelectuais para minorar as dores pungentes da distância física. No entanto, a linguagem que os corações desenvolvem entre si oferece consistência nas respostas às marcas da saudade que machuca. Essa linguagem estabelece o contato dos seres que, de verdade, se amam. Nesse contanto amoroso, por isso, acham-se as soluções para a dor da separação, porta aberta da Eternidade. No isolamento das horas amarguradas, transes só conhecido pelos que vivenciam, a voz de Deus e do seu amor tocará o íntimo profundo de pais que perdem seus filhos, ocasião própria de ouvir com bem clareza os que saem de cena, mas continuam vivendo tão perto de nós.







