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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

"Monólogos das Flores Violadas", do dramaturgo brasileiro Cacá Araújo, estreia hoje em Portugal

Rita Machado, Paula Carvalho, Kate Camilo e Ana Paula Almeida, atrizes


Baseado numa série de reportagens sobre histórias de exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais do Ceará (Brasil), Monólogos das Flores Violadas, do ator, encenador e dramaturgo brasileiro Cacá Araújo, é um drama de fundo social.

Cacá Araújo, dramaturgo
 
Ele revela que os casos são narrados como se cada uma das moças fosse parte de uma única vida, provada e reprovada pelo trágico destino de viver à margem da dignidade. É denso e atormentado o percurso psicológico das personagens: ouvem e repetem as vozes, sentem e repelem as agressões e os odores da violência. É a vida que se arrasta ferindo e manchando a inocência... É morte que, mesmo vindo cedo, demorou demais...

Uma peça para combater a violência contra as mulheres

João Pinho, encenador

João Pinho, ator e encenador português que dirige o espetáculo, informa que, “segundo dados da Anistia Internacional, pelo menos, uma em cada três mulheres já foi vítima de violência. Assim, um grupo de atores do Intervalo Grupo de Teatro, de Oeiras-Portugal, com o apoio da APAV, decidiu levar à cena a peça Monólogos das Flores Violadas, que conta quatro histórias verdadeiras, passadas no interior do Brasil, mas que acontecem por todo o mundo. Em Portugal, a APAV conta cerca de seis mulheres, por semana, que são vítimas de crimes contra a vida. Esta peça alerta para uma dura realidade, através da dor de quatro mulheres violentadas, abusadas e quebradas por um destino, que em nada se assemelha a um conto de fadas. Decidi ter um papel ativo na luta contra este tipo de violência e esse é o principal intuito deste trabalho – despertar consciências para ajudar a travar este flagelo”, enfatiza.

Quatro atrizes dão voz, corpo e alma às estórias de outras tantas mulheres, que sofreram numa qualquer idade e, no dia-a-dia, os abusos monstruosos daqueles que estavam perto, ou até mesmo de estranhos. Mulheres que deixam o seu testemunho, para captar a atenção de uma sociedade global que teima em não ver, e vira as costas a valores morais e Direitos Humanos.

Com o apoio e presença da APAV, a estreia de Monólogos das Flores Violadas será hoje, 25 de novembro, Dia Internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres, no Auditório Municipal Lourdes Norberto, Oeiras-Portugal.

SERVIÇO:

“MONÓLOGOS DAS FLORES VIOLADAS”, original de Cacá Araújo (Crato/Ceará/Brasil), adaptado e encenado por João Pinho, com o Intervalo Grupo de Teatro

Interpretação: Ana Paula Almeida, Kate Camilo, Paula Carvalho e Rita Machado
Assistente de Encenação: João José de Castro
Cenografia: João Pinho
Músicas Originais: Luís Macêdo
Desenho e Execução de Luz: Miguel de Almeida
Projeto e Execução de Som: Fernando Dias
Projeção Audiovisual e Fotografias: Luís Herlânder Carvalho
Ilustração do Cartaz: João Macêdo

Datas das apresentações:
25 e 26 de novembro, e 01, 02, 08, 09, 10, 16 e 17 de dezembro de 2011
06, 07, 13 e 14 de janeiro de 2012

Local:
Auditório Municipal Lourdes Norberto, Linda-a-Velha, Oeiras-Portugal

(Fonte: Produção do Espetáculo)

20 anos sem Freddie Mercury

Há 20 anos, o mundo perdia Freddie Mercury, um dos principais cantores de rock do mundo. O líder da banda Queen morreu aos 45 anos em decorrência da aids.
 O cantor se infectou em 1987, mas os fãs só souberam da doença no dia 23 de novembro de 1991, um dia antes de o músico falecer. Freddie foi responsável pelos sucessos musicais, como “Bohemian Rhapsody” e “We are the Champions”.
 Nascido no antigo protetorado britânico de Zanzibar, hoje pertencente a Tanzânia, oeste da África, no dia 5 de setembro de 1946, Freddie foi desde a infância incentivado pelos pais a se dedicar à música.
Aos sete anos de idade, quando ainda atendia pelo nome Farrokh Bulsara, começou a ter aulas de piano. Aos 12, já havia formado sua primeira banda na St. Peter`s School, localizada em uma pequena cidade próxima a Mumbai, na Índia.
 Com o ensino médio concluído, ele mudou em 1964 para a Inglaterra, onde estudou artes no Ealing College of Art, em Londres. Foi lá que adquiriu as qualidades necessárias para criar o caprichado logotipo do Queen, banda que fundou ao lado do guitarrista Brian May e do baterista Roger Taylor - mais tarde, o baixista John Deacon se juntaria a eles.
 Além dos 14 álbuns de estúdio com o Queen, Freddie ainda lançou dois discos solo, ambos na década de 1980: “Mr. Bad Guy”, trabalho essencialmente pop, com fortes influências de música eletrônica, e “Barcelona”, no qual canta ao lado da soprano espanhola Monserrat Caballé.
 O último show de Freddie Mercury com o Queen aconteceu em agosto de 1986, em Knebworth, na Inglaterra - para 300 mil pessoas.
 Mercury Phoenix Trust - Após a morte de Freddie Mercury, os membros remanescentes do Queen e seu empresário Jim Beach tomaram a decisão de fundar uma organização em memória do músico, a Mercury Phoenix Trust.
 A entidade foi responsável pela doação de mais de 10 milhões de libras para instituições de caridade ao redor do mundo. Sua política principal é conscientizar as pessoas sobre o que é o HIV.
 Recentemente, o grupo lançou a campanha internacional Freddie For a Day (Freddie por um dia). No Brasil, artistas como Gilberto Gil, Ivete Sangalo, Lenine, entre outros, aderiram à iniciativa e pousaram para fotos usando o bigode de Mercury para chamar a atenção da população para a prevenção do HIV.
 A Sociedade Viva Cazuza foi escolhida pela Mercury Phoenix Trust para receber parte da verba arrecadada.

CRATENSES ANGUSTIADOS

Pedro Esmeraldo

Ultimamente, ficamos perturbados quando observamos a fraqueza das instituições cratenses, pois não procuram reagir a fim de protestar diante dos acontecimentos sombrios, já que não enfrentam barreiras que se parecem instransponíveis. Por certo, acham impossível lutar orgulhosamente em defesa da terra, mas é que ocorre o que todo cidadão fica orgulhoso de ser cratense, portanto todos ficam atônitos quando observam o enfraquecimento desta cidade que fica desvanecida diante do desprestígio e nós, os cratenses, não temos coragem de reagir e permanecemos angustiados com esse movimento deletério que ora sofre este município, deixando o povo pessimista em relação ao progresso firme e atuante.

Não queremos aqui desmerecer ninguém, mas é bom alertar, lembrando a todas as instituições que se movimentam no Crato, que é preciso praticar revoltas pacíficas reclamando das autoridades da capital que olhem mais para o Crato, visto que também merecemos autenticidade e, que nós também desejamos ser tratados com mais carinho e mais progresso igual àqueles que recebem mais igualdade social.

Temos que mostrar coragem e reagirmos aos insultos provenientes de um povo invejoso que nos faz tirar o gosto de lutar com amor com o intuito de promover a igualdade social.

Levam tudo daqui, tudo isto é causado pela discórdia favorecida por um punhado de homens da capital do estado, visto que nós os cratenses, não temos mais direito a nada porque nos negam tudo, até mesmo pão e água e aqui, encontra outro punhado de homens desinteressados em lutar pelo desenvolvimento moderno desta cidade. Agora é de estranhar porque esses homens não lutam, não marcham para a briga, gritando com brados bem altos, perguntando: que é da indústria que não chega até nós e só é beneficiada a cidade do outro lado? Que é das entidades como Rotary, Lyons, UEC (que já foi o pivô de movimentos estudantis do século passado)? Que é da AFAC (Associação dos Filhos e Amigos do Crato), parece que só tem o nome de defensora do Crato.

Haja vista que vimos um monte de homens de braços cruzados, sem lutar por que acham que isso só pertence às Autoridades Municipais?

Vejam bem, aqui há movimento sombrio constituído por pessoas isoladas que não leva a nada. Porquê essas instituições ficam com quietude permanente, só lutam com manobras inúteis, sem força para solucionar os problemas urgentes e vivem culpando somente o Poder Público Municipal. Mas é preciso ter coragem, exercer forças suficientes para ajudar o prefeito, a fim de angariar qualquer coisa que nos tire desse marasmo provocado pelos astuciosos da mão ligeira com o único objetivo de deturpar e arruinar o município do Crato.

Por isso dissemos: às vezes pensamos que o Crato sofre devido à fraqueza de seus filhos que nada sabem fazer a não ser reclamar, com injúria das autoridades cratenses.

Crato-CE, 23 de novembro de 2011.

 Autor: Pedro Esmeraldo

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Pensamento para o Dia 24/11/2011


“A paz é um estado de espírito que está bem dentro de seu próprio eu. Ela emana do coração da pessoa. Há reação, ressonância e reflexo para tudo no mundo. Somente quando há ódio em si que você verá ódio nos outros. Às vezes, mesmo que ninguém lhe faça mal, você tenta machucar os outros. Faça o que fizer aos outros, você definitivamente experimentará o resultado dessa ação e o que quer que ouça ou experimente é tudo devido à reação, reflexo e ressonância de suas próprias ações e sentimentos; os outros não são responsáveis por isso. Você esquece essa verdade simples e lamenta: "fulano de tal está me acusando ou causando dor em mim ou me machucando", e assim por diante. Muitas vezes você tende a lutar e ferir os outros. A partir de hoje, sempre os ajude, nunca faça mal a ninguém. Siga sua consciência; ela o ajudará a manifestar qualidades nobres.”
Sathya Sai Baba

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

GRATA RECORDAÇÃO

Pedro Esmeraldo

No início dos anos 30, meu pai iniciou o plantio da cana de açúcar no Sítio São José. Considerando-me uma pessoa privilegiada, pois tive a sorte de conviver no meio da bagaceira, já que meu pai possuía dois engenhos, um em Crato e outro no município de Barro-CE.

Deixou-me como legado um patrimônio auspicioso que foi a educação. Esse engenho teve início em 1930. A princípio, de forma rudimentar, movido a tração a bois. No meio da década de 30, mudou para o engenho a vapor que perdurou até a vinda da energia elétrica de Paulo Afonso no ano de 1970, quando desapareceu o predomínio da rapadura que foi substituído pelos alimentos sofisticados dos tempos modernos.

Quando passo pelas ruínas do antigo engenho, no sítio pau seco, neste município, tenho grandes recordações daqueles tempos áureos de minha infância. Há mais ou menos 50 anos era um lugar aprazível, aconchegante e que favorecia uma relação harmoniosa de paz de espírito.

Convivi naquele local no meio de pessoas humildes, com comportamentos inusitados, constituído de várias naturezas, com semblante rústico, precisando de muita sutileza no equilíbrio emocional, decorrente da fadiga pela luta árdua e das canseiras diárias.

Meu pai, um cidadão sério, agricultor arrojado, praticava as atividades agrícolas por vocação. Sabia projetar com equilíbrio o trabalho agrícola. Conduzia com perfeição as manhas dos trabalhadores, mas manejava com altivez e bom senso crítico. Livrava-se dos perigos, utilizando palavras hábeis. Fugia com muita tranqüilidade das pessoas ardilosas que o obrigavam a se comportar com o máximo grau de bondade que o respeitavam e o obedeciam com sinceridade as suas ordens.

Como já relatei acima, meu pai, homem destemido e hábil, tinha o cuidado de colocar trabalhadores certos nos lugares certos.

Autodidata por natureza, dirigia com perfeição e conhecimento todos os trabalhos inerentes ao campo agrícola, saindo-se muito bem nessa atividade espinhosa, levando com brilhantismo e com direção arejada a luta do campo; sempre acompanhado de trabalhadores experientes, a fim de adquirir melhoria de produtividade, já que desejava aumentar o seu patrimônio dentro da tecnologia aperfeiçoada.

Seus trabalhadores tinham uma conduta séria e de comportamento exemplar, por isso granjeou muitas amizades, projetando bom desempenho, mostrando que com trabalho sério e honestidade o homem chega a ter sucesso em seu serviço.

Esses trabalhadores rudes que mais guardo na recordação da minha memória, são vistos pelo seu comportamento zombeteiro que foram indubitavelmente os cambiteiros: eram irrelevantes com procedimentos duvidosos, senhores absolutos, anarquistas, visto que desrespeitavam a pessoa humana. Tornavam-se figuras intolerantes em seus trabalhos com a posição de homens irregulares no campo de transporte de cana do brejo para o engenho. Nem tudo era desprezo para essa classe de trabalhadores rudes já que desempenhavam com muita satisfação à sua tarefa.

Trabalhavam sem cessar, como prestadores de serviço, pois tinham por obrigação conduzir com 5 (cinco) animais atrelados com arreios rústicos, como: cangalha, peça de madeira artesanal que seria colocada no lombo do animal, revestido de forro e pano de algodão e coroa de frade, embutido com produto cactáceo existente nas caatingas do nordeste, cilha (fita de couro que prendia a cangalha na barriga do animal), focinheira (espécie de cabresto) para facilitar o manejo dos animais, rabichola, que prendia a cauda do animal à cangalha, cambitos, peça de madeira que facilitava o transporte da cana.

Devido à rusticidade do trabalho, os cambiteiros se tornavam intolerantes pelos habitantes aos arredores dos engenhos. Ninguém gostava de sua conduta. Possuidores de comportamento repreensível, tornavam-se os intolerantes comprovados pela anarquia que, por natureza, ninguém o suportava de bom grado, eram os zombeteiros, intrigantes, quando iam pela estrada se desesperavam e não queriam saber quem viesse a sua frente; se a pessoa não se submetesse ao seu comportamento cairia no ridículo. Certa vez, observava uma cena que me deixou intrigado e que sempre preservei em minha memória esse comportamento desses anarquistas que vou relatar neste trabalho: um dia, chegava ao engenho um senhor de tez branca, querendo conhecer o movimento do engenho, mas de jeito afeminado, foi logo observado pelos cambiteiros o seu andar duvidoso: ai então um deles gritou: olha pessoal, como ele é delicado! Aí a vaia comeu de esmola e aos gritos o pobre homem saiu desesperado sem nunca mais pisar em bagaceira. Apenas desejei lembrar e repassar para os amigos como era o regime dos cambiteiros que ainda hoje sinto saudades dos velhos tempos de outrora que não voltam mais e jamais poderão ser substituídos por este modernismo desequilibrado e algumas vezes intolerante.

10 de Março de 2009.

Faleceu Dr. Carlos Barreto de Carvalho

Faleceu hoje, em Crato, 22 de novembro de 2011, aos 80 anos de idade, o rotariano e conceituado médico Dr. Carlos Barreto de Carvalho. O corpo será velado em sua residência na Avenida Pedro Felício Cavalcanti – Bairro Grangeiro – Crato – Ceará.

Dr. CARLOS BARRETO DE CARVALHO foi o 40º Presidente do Rotary Club do Crato no período de 1988 a 1989. Admitido no quadro social do clube no ano de 1958. O número do seu Registro em Rotary International é 1124747. Anos depois pediu afastamento do clube, ingressando novamente ao quadro social do clube no dia 22 de Novembro de 1985, tendo como proposto (padrinho) o Dr. Paulo Cartaxo Esmeraldo. Descendente de tradicional família da cidade de Jardim Estado do Ceará, onde nasceu no dia 26 de Março de 1931. Filho de José Carvalho e Maria Barreto Carvalho. Era casado com a pernambucana Dra. Gláucia Melo Barreto, também, descendente de importante família de Pernambuco, o casal tem os seguintes filhos: Carlos Barreto de Carvalho Filho, Maria Melo Barreto, Ana Isabel Melo Barreto, casada com o Dr. Antonio Rogério Portela Machado Dias, também ex-presidente do clube, Gláucia Maria Melo Barreto Carvalho (Glaucinha).

Dr. Carlos Barreto veio muito moço estudar no Crato foi um dos mais brilhantes alunos do antigo Ginásio do Crato, hoje Colégio Diocesano, aquela época dirigido por Monsenhor Montenegro.

Colou Grau em Medicina na primeira turma da Faculdade de Ciências Médicas do Recife. Era competente Médico dermatologista com grande experiência clínica, ocupou importantes cargos na saúde pública desde o antigo DENERU depois SUCAM hoje, Fundação Nacional de Saúde; Previdência Social e mais recentemente foi Secretário de Saúde do Município do Crato na Administração Moacir Soares de Siqueira (1998 a 2000). Tinha consultório médico na famosa Rua da Vala, hoje, Rua Tristão Gonçalves, nº 574. Pela sua competência ainda era muito procurado por pessoas da Região e de outros Estados. Residia em bela mansão que construiu na Avenida Pedro Felício, Bairro do Grangeiro, zona Sul da cidade do Crato.

Era um médico de privilegiada memória e cultura. Gostava de ler, era assíduo "freqüentador" dos jornais e revistas, reservava boa parte do seu tempo de aposentado na leitura de bons livros. Tinha excelente palestra. Conheceu as principais figuras políticas e economica do Crato. Era grande conhecedor da filosofia do Rotary, leitor assíduo do Boletim do clube da Carta Mensal do Governador do Distrito e da Revista Brasil Rotário. Era um grande auxiliar e orientado do clube. Ultimamente dividia o seu tempo entre o consultório e sua fazenda no Município de Jardim. Entretanto, ultimamente com a saúde debilitada já o privava até de frequentar o seu clube Rotary.

Fonte: Rotary Club do Crato

domingo, 20 de novembro de 2011



Pela primeira vez no triângulo CRAJUBAR, a BANDA ONE, cover do U2 da cidade de Fortaleza, vem nos brindar com mais um grande evento produzido pela SERTÃO POP PRODUÇÕES. Será uma noite memorável, recheada de muito som, luz, pessoas bacanas e alto astral. Um show que promete acontecer e marcar no calendário de eventos do Cariri. O TERRAÇUS Bar e Petiscaria vai ser o cenário dessa festa. O local já está consagrado como de ótima estrutura para esse estilo de evento.

O primeiro lote de ingressos antecipados estarão a venda a partir de amanhã (19/11), nos seguintes locais:

CRATO:
LOJA LARAS - Esquina da Praça da Sé, em frente ao MUSEU HISTÓRICO.
PRODUTORA SERTÃO POP - Rua Araripe - 163 (beco do Padre Lauro, segundo quarteirão)
TERRAÇUS Bar e Petiscaria

JUAZEIRO
PORÃO DO ROCK - ao lado da Prefeitura Municipal.
AVALON LOCADORA - Rua Padre Cícero, 740 - centro

OS INGRESSOS ANTECIPADOS CUSTAM R$ 15,00

INFORMAÇÕES:
3521.5398 - 9666.9666 - 8824.2131

OBS: O TERRAÇUS Bar e Petiscaria fica localizado no triângulo do Grangeiro, distante 1km do Clube Recreativo Grangeiro.

Pensamento para o Dia 19/11/2011


“Vemos atualmente no mundo desordem, violência e conflito. Para curar esses males é preciso descartar o egoísmo, a ganância e outras características ruins, e elevar-se acima da natureza animal. É por meio da caridade (altruísmo) que você alcança a pureza. Com pureza de coração você pode alcançar a Unidade que levará, então, à Divindade. A morada da vida humana deve ser construída sobre a caridade, a pureza, a unidade e a Divindade. As mulheres desempenham um papel crucial em cultivar esses quatro pilares. Verdade, sacrifício e paz são qualidades predominantes nas mulheres. Uma boa esposa é de importância apenas para o marido, enquanto uma boa mãe é um patrimônio nacional. Apenas mães dedicadas podem oferecer à nação filhos que se esforçarão para o grande futuro do país. Boas e tolerantes mães, que cuidam da pureza e do crescimento espiritual dos seus filhos e do bem-estar da comunidade, são a necessidade atual. ”
Sathya Sai Baba

A flor atirada - Emerson Monteiro

A história de um místico árabe conta que enquanto se via apedrejado em sacrifício das práticas religiosas que professava, contrárias que foram à tradição dos poderosos, ele observou cair aos seus pés bela flor atirada junto com as pedras da turba ensandecida. Até ali resistira com altivez aos gestos rudes da multidão formada de criaturas ignorantes no trato com a mensagem salvadora que oferecera.

Nessa hora, contudo, sentiu fraquejarem as forças, e viu-se rendido dominado de pranto convulso. Daqueles despreparados, que exercitavam instintos vingativos, outra atitude jamais esperaria além de jogarem pedras para ferir corpos e eliminarem existências físicas. De quem jogara a flor, porém, que, então, demonstrava conhecer algo mais a propósito dos ensinos e das práticas fiéis, aguardava maior sinceridade, no mínimo saindo na defesa dos ideais superiores. Negara, fraquejara, isto sim.

Às vezes sentimentos de nostalgia sujeitam atingir pessoas que sentem a força da autenticidade, ainda que distingam o tanto que lhes resta de chegarem às relíquias sagradas, assunto principal dos religiosos.

Existem situações em que discípulos deixam de lado a prática do Amor para aceitar fugas de lazer, esportes, vícios e acomodação. Nisso, esquecem a coerência e os pressupostos que adotam em nome do caminho de Deus, demonstração de abandono e pouca sinceridade interior que deixam patentear.

Aquele que jogou a flor no instante no martírio do árabe lapidado, mesmo que pretendesse cumprir gesto de solidariedade e reconhecimento na hora extrema do testemunho, permaneceu vinculado às sombras da covardia, sabedor de conceitos, no entanto sem praticá-los de verdade.

Não poucos agem de qual jeito, motivo, inclusive, da parábola do festim de bodas contada por Jesus, dos muitos chamados e poucos os escolhidos. Chamados às hostes do Bem todos somos. Raros, talvez raríssimos, exercitam a feliz oportunidade, razão das dores de saber o quanto adiante ainda sofrerão presos àas malhas pegajosas de transes imediatos.

Invés de jogar flores nas homenagens tardias, caberá cultivá-las no íntimo do coração e exalar o justo perfume através dos campos do dever.

sábado, 19 de novembro de 2011

UM MOVIMENTO ANTI-SEPARATISTA

Pedro Esmeraldo

Todo cratense, quer seja filho nativo ou adotivo tem como obrigação moral de defender o seu torrão natal.

Estamos tristes e perplexos devido a pouca atenção de alguns políticos locais não terem a idéia de defender Crato e ao mesmo tempo abandona este município e deixa entregue aos usurpadores realizando movimentos separatistas e alguns desses políticos abafam essa história de movimento negativo contra o bem-estar da cidade. E isso é uma aberração, é uma ofensa moral ao município, já que vem sofrendo por muito tempo as agruras de uma época totalmente espinhosa para nós, sempre dilacerante, visto que tem como objetivo alinhavar as causas políticas para depois dilacerarem este torrão, partindo para o movimento separatista sem que tenha nenhum respaldo para este município.

Observem-se a obediência total de seus moradores, pois cremos que esses homens políticos submissos não possuem conhecimento da causa da destruição desordenada desse município do Crato e mal trabalham em prol de movimentos que nos satisfaçam.

Todos têm por obrigação defender a terrinha com dignidade e amor.

Notem que aparece um bando de aventureiros querendo dilapidar esta cidade com garras e conversas desarmoniosas, dizendo que é bom para os dois lados. Por isso todos devem trabalhar juntos, pois para conseguir a independência do município é preciso ter condições favoráveis e eficiência na produção. Para fazer crescer é preciso que haja união entre todos, trabalhando com afinco, amealhando riquezas com criação de empregos e rendas.

Olhem, devemos trabalhar juntos pregando a união, favorecendo o seu município com riquezas e tratamento igualitário para todos.

Somos um povo pacato, ordeiro e firme. O progresso virá, se assim vencermos uma corrente de trabalho unido com confiança e amor à terra, sairemos contemplados e alcançaremos o apogeu navegando em barcos modernos, nas águas profundas das dificuldades inerentes ao tempo da passividade deste município.

Notamos porém que dois distritos de Fortaleza nunca se distanciaram dessa cidade pois nunca falaram em separação e hoje estão unidos ao bel prazer da grande Fortaleza.

Aqui, portanto, um distrito que se diz merecedor, ainda anda engatinhando, malhando em ferro frio, querendo ser grande sem poder. Agora relembramos o provérbio popular: “quem quer ser grande sem poder fica pobre sem querer”. Esse dito distrito anda às turras, pregando benevolência agitando as massas divergentes, mas o que ocorre é que esses distritos nanicos deveriam baixar a cabeça, agradecer a Deus estarem ligados ao município eficiente e ajustado.

Já chega de tantas intempéries, de tanta perseguição e de tanto mal ao Crato.

Ultimamente, vimos um chefe do Poder Executivo do Estado e um Secretário tirarem tudo do Crato, vagarosamente, pensando eles que o povo não observa esses exatos e dilacerantes que desejam tornar o Crato em uma cidade dormitório levando tudo para outro município de menor importância história que o Crato. E ele então nos nega tudo, quando por milagre faz alguma coisa de uma maneira morosa que leva anos.

Crato-CE, 19/11/2011.

Autor: Pedro Esmeraldo

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

GUERRILHA PERMANENTE


Imaginem se todas as instituições que fomentam as artes cênicas no Cariri se irmanassem no financiamento, difusão, formação, intercâmbio e circulação do que é produzido na região...

Vemos que vários bons espetáculos de outros estados e de diversos países são mostrados na região, mas é revoltante perceber que as mesmas instituições que promovem essa oportunidade, negam-se a desenvolver ações que valorizem e mostrem nossos espetáculos em outros estados e países. 

Circo do Sopé, de Josernany Oliveira e Felipe Tavares (Foto: Gessy Maia)

INTERCÂMBIO 
RESPONSÁVEL E DEMOCRÁTICO

Somos defensores de um intercâmbio que propicie a verdadeira integração e vivência entre as mais diversificadas e distintas experimentações e realizações cênicas, respeitando as opções estéticas e abolindo o preconceito, o mercenarismo, a subserviência. 

DIGNIDADE 
NOS CACHÊS E NO FINANCIAMENTO

Nossas companhias de teatro, dança, circo, música e folguedos são constituídas de respeitáveis e valorosos artistas, pesquisadores e mestres. E nossas criações são merecedoras da atenção e tratamento distinto por parte de agentes financiadores e órgãos promotores, sejam públicos ou privados.

Por isso, combatemos a humilhação dos cachês irrisórios e financiamentos insuficientes praticados com as produções locais e reivindicamos a revisão das políticas desenvolvidas no Cariri por todas as instituições atuantes no setor.

Mulier, de Yarley de Lima (Foto: Gessy Maia)

CONTROLE SOCIAL DOS INVESTIMENTOS

Propomos que BNB, CEF, BB, SESC, URCA, SEBRAE, SECULT do Estado e dos Municípios possibilitem a participação dos setores organizados na concepção e deliberação dos investimentos em arte e cultura. 

Dessa forma, teríamos justiça na definição de cachês, criação de intercâmbio verdadeiro e compromisso com o desenvolvimento e fortalecimento das artes e valorização dos artistas caririenses. 

Procedimento extensivo a outras regiões do estado e do país, seria garantido o respeito à diversidade e banidos grupos de mercenários que se instalaram no interior e na periferia de OG's e OS's.

Leprosos, de Mano Damasceno (Foto: Gessy Maia)

O CARIRI É UNIVERSAL

Não entendemos o Cariri como um pedaço isolado do resto do Brasil e do Mundo. Perderia o sentido a sua existência, assim. Compreendemos nossa região como resultante de uma grande e profunda fusão de culturas, caldeadas em séculos de peleja envolvendo principalmente o ameríndio, o ibérico e o africano. Somos universais!

Lutamos, portanto, para que nosso povo não seja movido a ignorar a si mesmo. Valorizar o Cariri não é negar outras regiões ou países, mas inseri-lo na dinâmica que tempera a existência e o espírito da humanidade.


PROGRAMAÇÃO RESTANTE



18.11.2011 (Sexta, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Patati Patatá cover (Cia. Teatral Anjos da Alegria, de Crato-CE, Direção de Flávio Rocha, Indicação: Infantil, 45min, Palco)
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)


19.11.2011 (Sábado, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Clarícias – a palavra que treme (baseado na biografia de Clarice Lispector), de Dakini Alencar (Dakini Cia. de Dança e Teatro, de Juazeiro do Norte-CE, Direção de Dakini Alencar, Indicação: 14 anos, 40min, Arena) 
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)


20.11.2011 (Domingo, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
As Encalhadas, de Willyan Teles (Cia. Teatral Arriégua, de Crato-CE, Direção de Wyllian Teles, Indicação: 14 anos, 80min, Palco)
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)


21.11.2011 (Segunda, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
As Anjas, de Ueliton Roccon (Cia. Entremeios de Teatro, de Crato-CE, Direção de Mauro César, Indicação: 12 anos, 80min, Palco)
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)


22.11.2011 (Terça, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Psicose, de Sarah Kane (Grupo Centauro de Teatro, de Crato-CE, Direção de Márcio Rodrigues, Indicação: 16 anos, 40min, Arena)
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)


23.11.2011 (Quarta, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
O Rapto das Cebolinhas, de Maria Clara Machado (Grupo Máscaras da SCAC, de Crato-CE, Direção de Jardas Araújo, Indicação: Infantil, 60min, Palco)
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)


24.11.2011 (Quinta, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Não culpa eles, culpa nós, de Franciolli Luciano (Cia. kanoistravezdenovo, de Jati-CE, Direção de Franciolli Luciano, Indicação: 14 anos, 60min, Palco) 
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)


25.11.2011 (Sexta, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Se creres, serás salvo, de Luka Severo (Grupo Cícera de Experimentos Teatrais, de Juazeiro do Norte-CE, Direção de Luka Severo, Indicação: 12 anos, 40min, Palco)
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE) 


26.11.2011 (Sábado, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
O Cravo e a Rosa, de Xico Abreu (Cia. Elas de Teatro, de Crato-CE, Direção de Kelyenne Maia e Carla Hemanuela, Indicação: Infantil, 50min, Palco)  
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)


SEMINÁRIO E MÚSICA


27.11.2011 (Domingo)


14h - A Dramaturgia Brasileira Caririense e outorga do Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior às companhias e homenageados 
Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)


20h - Show de Encerramento: Lifanco & Convidados (Indicação: Livre, 120min)
Praça da Sé (Crato-CE)


Cacá Araújo 
Idealizador e Coordenador da Guerrilha do Ato Dramático Caririense
Crato-Cariri-Ceará-Brasil, novembro do ano 2011.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Quilômetros de engarrafamento - Emerson Monteiro


Início do feriadão da República e noticiários indicavam até 245 km de engarrafamentos na saída de São Paulo ao litoral, com televisões mostrando filas imensas de veículos de faróis acesos às margens do Rio Tietê. Lembrei quando vivi em Salvador, ainda na década de 70 do século anterior, e do tempo que gastava, nos finais de semana, à espera de embarcar no ferry-boat a caminho da Ilha de Itaparica, onde curtíamos horas de lazer à beira mar.

Todos, neste mundo, buscamos a salvação da alma, conceito religioso que admite existência além do tempo deste chão... Chegaremos, um dia, à santidade, na chance da perfeição absoluta de superar o limite das experiências materiais.

E ao observar o sofrimento comum a todo vivente, calculamos a perspectiva das oportunidades para crescer interiormente em face dos testes agora recebidos.
Essa prova mesma dos engarrafamentos das grandes cidades, hoje em dia, quer representar das experiências severas a que o espírito se submete, porquanto horas e horas dentro de automóveis feitos gaiolas de luxo, aguardado deslocamento milimétrico, e depois retornar sob iguais condições, não deixa de comprimir a paciência da alma ao extremo, lição importante de constrangimento e realidade, no apuro das naturezas dos indivíduos.

Habitantes de metrópoles, eles sofrem miséria no sentido de sobreviver às oportunidades restritas, nessa escola aberta dos aglomerados e moradias reduzidas; nas arbitrariedades artificiais do sistema rígido das calçadas de ferro e cimento; em fábricas desumanas, mecânicas, automáticas; no atrito entre as pessoas; nos transportes abarrotados; na solidão das multidões indiferentes; nos descansos esfumaçados e tristes das janelas escuras; universo melancólico de jornadas industriais que parecem nunca revelar finais possíveis.

Santos em potencial são todos, contudo há os que adiantam o carro mediante respostas sábias à gravidade dos bloqueios e traumas das histórias grupais, sem um jeito melhor quase hora nenhuma. E lembrar, ainda, o quanto padecem das ingratidões de semelhantes que explodem desencantados, no decorrer do processo coletivo de evoluir, nas manadas reunidas e saraus barulhentos das noites aflitas.

Tudo isso lembra, pois, o tanto necessário aos dias felizes, no itinerário do drama que guarda em si as sempiternas esperanças dos dias quando, suaves, as ruas do destino ofereçam instantes de deslocamentos harmoniosos e justos.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Estudantes têm aulas de artes nas ruas do Crato




Uma proposta bem diferente e divertida vem sendo desenvolvida na cidade do Crato com intuito de fazer com os alunos estudem, vivenciem e criem trabalhos a partir da arte contemporânea. O trabalho é desenvolvido com alunos do ensino médio do Colégio Estadual Wilson Gonçalves e do EEFM Teodorico Teles de Quental e é chamado de Laboratório de Estudos, Vivencias e Experimentos em Arte Contemporânea – LEVE Arte Contemporânea.



Com câmeras fotográficas, celulares e idéias, os estudantes vêm ocupando as ruas da cidade do Crato com intervenções e performances artísticas. Os alunos já produziram dois vídeos que estão disponibilizados na internet. Um dos trabalhos foi realizado no Calçadão da cidade, no qual foi feita uma performance em que o cabelo e a barba de um integrantes foram raspada e teve o seu corpo preenchido com palavras e jornais. Já no segundo trabalho, quatro estudantes foram embrulhados com jornais na rua Dr. João Pessoa. Os estudantes pretendem realizar uma performance e a intervenção ainda essa, o que resultará em mais dois vídeos.




De acordo com o idealizador do Laboratório, o artista/educador Alexandre Lucas, a proposta é baseada numa compreensão pedagógica do estudo relacionada a vivencia e pratica, a partir de elementos do cotidiano dos alunos. Ele destaca que o mais significativo são as produções dos vídeos que servirão como instrumento para pensar as praticas pedagógicas sobre o ensino de Artes.
Para aluna do Ensino do Médio da Escola Teodorico Teles de Quental, Clarissa Mota da Silva, o Laboratório dá a oportunidade de perceber visões diferentes. “Foi uma superação mim. Eu não me via capaz de também fazer arte”, diz a aluna.




Tainá Araújo, estudante do Colégio Estadual Wilson Gonçalves, destaca que adora fazer coisas diferentes e cita que através da arte contemporânea está conseguindo fazer isso. Ela frisa que antes das atividades serem realizadas na ruas são feitos estudos e planejamentos.




Maria Reijane Ferreira da Silva, também do Colégio Wilson Gonçalves cita que o Laboratório ajuda na desinibição e em é possível maneiras de se expressar, através da arte.
Os trabalhos que são realizados nas ruas são abertos a participação do público e artistas.
O Laboratório conta com a parceria do Coletivo Camaradas e do 18ª Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação -CREDE.




Serviço:
Caso queira participar das atividades de intervenções e performances realizadas pelo Coletivo Camaradas e o LEVE Arte Contemporânea entrar em contato: (88)92604870/88260008.

ARTE E INSUBMISSÃO

Foto: Gessy Maia



3ª GUERRILHA DO ATO DRAMÁTICO CARIRIENSE SEGUE CONQUISTANDO O CORAÇÃO DO POVO!

Desde o dia 3 último, a maior e mais legítima exposição das artes cênicas produzidas e experimentadas no Cariri cearense vem se consolidando como alternativa de inclusão cultural, integração artística e compartilhamento estético. 

Vinte e seis espetáculos genuinamente caririenses se insurgem contra a escuridão do abandono e se unem na mais audaciosa empreitada de defesa da arte e dos artistas deste e neste pedaço do Brasil: a Guerrilha do Ato Dramático Caririense. Teatro, dança e circo nas ruas, nas praças, no palco e na arena! Um verdadeiro mostruário do talento e da alma criativa do Povo-Cariri. 

Nós somos sertão, céu e mar! Atores, atrizes, dramaturgos, músicos, técnicos e produtores... Somos artífices da peleja no fortalecimento da identidade nacional a partir da cor local.

AGENDA DO DIA 14.11.2011, SEGUNDA-FEIRA: 

ZEFA, A MISSÃO - Texto e Direção de Marcos Sachiell (Cia. Teatral Os Trapilhões, de Juazeiro do Norte-CE) / Indicação: Livre, 50min, Palco)
1ª sessão: 19h / 2ª sessão: 21h
Teatro Rachel de Queiroz, Crato-CE
R$ 5,00 (meia e antecipada)
R$ 10,00 (inteira)


PATROCÍNIO: 
BNB - PARCERIA BNDES / PREFEITURA MUNICIPAL DO CRATO

Somos todos portugueses? - Por Carlos Eduardo Esmeraldo

De tantas e tantas vezes escutar anedotas sobre a "pressuposta" pouca inteligência dos nossos descobridores, deu-me uma falsa impressão de verdade, a um ciúme ou quem sabe, uma revolta, provavelmente ambos iniciados nos tempos coloniais. Mas ao residir numa cidade, e aqui abro um parêntese e peço licença para usar uma palavra da moda, numa cidade com índice de "mobilidade" cada vez menor, onde construíram um viaduto para desafogar o trânsito e colocaram um semáforo por baixo; onde já encontrei uma rua cujo já mencionado sinal luminoso foi colocado cerca de dez metros após o cruzamento, impedindo os carros circularem pela rua transversal; onde uma de suas universidades oferece "curso de verão" em pleno mês de julho, quando oficialmente é inverno no hemisfério sul, é que cheguei à conclusão que não poderemos jamais zombar da inteligência dos fundadores do Vasco da Gama. Se precisasse de uma prova da sabedoria portuguesa, bastaria a fundação do meu "Vascão" para colocar por terra qualquer argumento contrário.

Entretanto, convém lembrar que os portugueses detêm a maior e melhor tecnologia em Engenharia Civil do mundo, sendo inigualáveis no domínio das Mecânicas dos Solos e das Rochas. É da responsabilidade dos engenheiros portugueses do Laboratório Nacional de Engenharia Civil de Lisboa o projeto e construção das grandes barragens norte americanas.

Será que falamos a mesma língua? De nada adianta os governantes dos países de língua portuguesa desejarem unificar o idioma. Nós brasileiros, jamais passaremos a chamar o concreto armado de betão e time de futebol de "equipa".

É bom lembrar que nós temos nossos vícios de linguagens que atropelam qualquer estrutura do idioma de Camões. Além, é claro, de desafiar a lógica. Um amigo, foi conhecer Portugal. Lá chegando alugou um carro e saiu pelo interior do país, pouco maior que o nosso Ceará. Com o mapa rodoviário à bordo, e admirado com a perfeição de suas estradas, esse amigo desejava conhecer um cidadezinha lá existente de nome Almeida, de onde vieram seus bisavós. Ao chegar a uma pequena vila, onde a estrada se bifurcava, resolveu perguntar a um velhinho que se aquecia ao sol da manhã:
- "Onde é que fica Almeida?" - Quis saber. E o velhinho, com muita simplicidade, respondeu:
- "Primeiramente deseje-me um bom-dia!"
- "Ah, desculpe-me, bom-dia!"
- "Muito bem, agora podes perguntar!" - Ordenou o português:
- "Onde é que fica Almeida?"
- "Ora que pergunta mais tola: Almeida fica em Almeida, pois!"

De outra feita, outro brasileiro, viajando pela Europa, alugou um carro em Lisboa para ir até Madri. Na saída da cidade, perguntou a um frentista de um posto de gasolina:
- "Esta estrada aqui vai para Madri?" - Quis saber, se expressando no nosso dialeto.
- "Pelo visto, quem estar a viajar para Madri és tu, pois essa estrada é nossa e se ela for para lá irá nos fazer muita falta, pois só temos ela!" - Zombou o bombeiro lusitano.

Afinal, os portugueses também sabem nos dar um merecido troco! No meu primeiro ano na Escola Politécnica da Bahia, apareceu por lá um colega português, o Braguinha, cuja família acabara de se mudar para o Brasil. De tanto a turma lhe encher as medidas, ele nos contou essa, com carregado sotaque:

Um português, recém chegado ao Brasil quis entrar num clube onde se realizava animado baile de carnaval. Na entrada, foi barrado pelo porteiro que alegava a festa ser exclusivamente para brasileiros. Insistiu uma segunda vez, uma terceira, até que viu um jumentinho a pastar junto ao meio fio da calçada. Arrastou-o até a portaria do clube, onde já se encontrava o presidente para impedir a entrada do português:
- Você já foi informado várias vezes que somente entra aqui os brasileiros! - E o português, empurrando o jumento para o interior do clube, gritou:
- Então vás tu, que és brasileiro!

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

domingo, 13 de novembro de 2011

O lado simples da vida - Por José de Arimatéa dos Santos

Hoje as informações vêm como uma avalanche. É tanta notícia e a todo momento que não dá tempo de digeri-las como se deve. Não dá tempo. Só é possível escolher algumas e fazer a análise superficial. É incrível como o dia passa rápido com tanto compromisso e tanto acontecimento.
Isso se reflete até nas relações pessoais. Esses dias um aluno me fez uma pergunta e queria por que queria uma resposta de bate pronto. E eu tentando esmiuçar o tema e ele a querer o principal. Hoje parece que a maioria não se interessa pela introdução, meio e conclusão. É uma ansiedade sem tamanho ou sangria desatada. Tudo rápido e na hora.
Com esse exemplo podemos ver e analisar o quanta anda a nossa pressa. Isso não é bom por que deixamos de viver o simples e o lado bom da vida.

Foto: José de Arimatéa dos Santos

É importante parar um pouco e escutar o canto dos pássaros livres e alegres a cantar em cima de uma árvore. Acredito até que nós seres humanos estamos a perder a sensibilidade para esses acontecimentos tão simples, mas tão preponderantes na vida de qualquer um de nós. Isso é perigoso e é necessário nunca perdermos o gesto tão nobre de não aceitar em hipótese nenhuma a violência e a corrupção que tira o pão da boca de muita gente ou deixa muito brasileiro sem atendimento devido nos hospitais públicos.
Mais importante do que tudo é viver bem com os nossos amigos e parentes e de uma forma que tudo seja alegria e momentos de engrandecimento, congraçamento e de amizade. Tendo sempre em mente a solidariedade e a luta por justiça para todos. Assim é que deve ser a vida.

sábado, 12 de novembro de 2011

Hoje: "A DONZELA E O CANGACEIRO" na 3ª Guerrilha...



A Cia. Cearense de Teatro Brincante traz novamente seu mais novo sucesso de público. Um grande espetáculo que resgata o mito da Caipora e faz uma contundente defesa da ecologia e do meio ambiente. Um manifesto em favor da natureza!


"A ambição desmedida do homem rico, a ganância cruel do norte-americano e a trama infernal vinda das trevas ameaçam o Sítio Fundão, importante reserva ecológica brasileira. 


As forças do mal, lideradas pelo Bode-Preto, entram em disputa ferrenha pelo domínio da área, mas são enfrentadas pela legião do bem, liderada pela Caipora, deusa protetora da natureza.


Somente o amor pode salvar o sítio da destruição total. Um enigma, proferido pela esfinge de Seu Jefrésso, contém todo o segredo do universo, capaz de restabelecer a paz e a harmonia. 


Donzela Flor, símbolo de pureza, precisa ser desencantada. O cangaceiro Edimundo Virgulino, valente e destemido, luta com bravura para salvar o sítio e conquistar o coração da donzela." 


ELENCO: Mateus – Cacá Araújo / Catirina – Kelvya Maia / Pafúncio Pedregôso – Franciolli Luciano / Cafuçú – Paulo Henrique Macêdo / Feiticeira Catrevage – Jonyzia Fernandes / Vicença – Rosa Waleska Nobre / Dona Colombina – Samara Neres / Donzela Flor – Charline Moura / Caipora – Orleyna Moura / Troncho Sam – Márcio Silvestre / Edimundo Virgulino – Emerson Rodrigues / Bode-Preto – Joênio Alves / Seu Jefrésso – Jardas Araújo. 


TÉCNICA: Texto e Direção – Cacá Araújo / Assistência de Direção – Orleyna Moura / Iluminação – Cacá Araújo e Emerson Rodrigues / Cenografia e Sonoplastia – Cacá Araújo / Cenotécnica e Adereços – Saymon Luna, Willyan Teles, França Soares, Mestre Galdino, Cristiano de Oliveira e Marlon Torres / Figurino e Maquiagem – Joênio Alves / Ritualística Corporal – Joênio Alves e Kelyenne Maia / Música e Direção Musical – Lifanco / Instrumentistas – Lifanco e os atores / Criação e execução de efeitos sonoros – Lifanco e os atores / Operação de Luz – Paulo Fernandes / Operação de Som – Babi Nobre / Confecção de Figurino – Ariane Morais / Cinegrafia – Antonio Wideny (Toyota) / Fotografia – Gessy Maia e Mônica Batista / Xilogravura do Cartaz – Carlos Henrique / Designer – Felipe Tavares / Contra-Regra – Mauro Silvestre / Guarda-Roupa – Luciana Ferreira / Produção Executiva – Kelvya Maia / Produção – Sociedade Cariri das Artes. 


AGRADECIMENTOS: Sociedade de Cultura Artística do Crato / Secretaria de Cultura do Crato / Casa Harmônica / Circo-Escola Alegria / Coletivo Camaradas / Ed Alencar.


PATROCINADORES: Banco do Nordeste - Parceria BNDES / Prefeitura Municipal do Crato-CE.

Aceitação - Emerson Monteiro

... Uma reação igual e em sentido contrário, princípio da Lei de Ação e Reação. Depois que acontecer de pisar na bola, cabe aceitar as consequências. Conciliar as respostas naturais em relação aos atos de seguir em frente, atitude por demais justa consigo mesmo, ser falível no estado atual. Caso diferente, agiria como que treme diante das circunstâncias, o que nada representaria em termos de racionalidade; o errar só para não dar a mão à palmatória.

Baixar a cabeça depois que falhar nas escolhas das ações, ainda que pela ignorância de conhecer o jeito exato de cumprir o papel perante a vida, eis o modo espontâneo de se render às evidências. Levantar a cabeça pode reduzir os prejuízos e abrir um espaço de perdão dentro da gente, isto no sentido de evitar danos à saúde física e abrir mão das vaidades; deixar de lado a suposição antiga de se ser senhor absoluto da razão.

Quantas e tantas vezes o errar humano pisar no território da solidão... Contar apenas com os elementos de quem ousa sonhar demasiado com a perfeição e cai da cama... Se achar acima do bem e do mal, quando Deus impera acima dos seres menores, Sua criação apenas... Nós, os viventes...

Viver a vida sem se punir a todo instante... Quando o sucesso domina a cena, as pessoas vibram de euforia. No entanto, perante as cobranças dos erros, afundam na lama quais juízes impiedosos de si, cruéis parceiros da autovingança. E dói e mata e pune contra as ordens mínimas da compaixão.

Aceitar a condição de relativos nas malhas humanas; admitir a retratação, invés das normas rígidas do combate interno às inferioridades, doutores de leis impiedosas e totalitárias. Persistir vivos para preservar a espécie dos aprendizes, senhores da fé nos dias melhores. Render homenagem ao impossível, em noites e dias sempre adoráveis. Ninguém é o senhor do destino além do Poder superior aos poderes limitados deste mundo. Existe o conceito da religiosidade natural que demonstra ordens eternas que a tudo comanda.

Haverá meios de reagir às trevas, aos tombos, às turras, atabalhoadamente... Haverá, sim; nenhuma dúvida resta. Creio, entretanto, significar apenas desespero e frustração assumir o erro e querer eliminar à força as consequências, modos de desencontrados exércitos perdidos em retiradas infames, que as histórias contam. Que glória há nas perdidas as ilusões? Também as personagens individuais, que andam pelas ruas, equivalem aos exércitos de si próprios, por vezes batendo cabeça em jornadas dolorosas. O fazer nesses instantes pede alternativas de sabedoria. De deixar de lado os valores equivocados e marchar firmes para os verdes campos da satisfação interior, no amar e se amar quais motivos da experiência, esquecendo vícios e abandonos, mágoas e rancores. Sorrir aos instantes menos felizes, que somem e deixam o perfume da solidariedade, resposta indiscutível de viver bem.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ringo Starr chega ao Brasil com festa pop

Ex-Beatle fez show de 1h50 para 6,5 mil em Porto Alegre.
Músicos que acompanham Ringo têm estrela própria.

Alexandre de Santi
Especial para o G1, em Porto Alegre

Uma competente banda de canções de pop e rock animou cerca de 6,5 mil pagantes no ginásio do Gigantinho na noite desta quinta-feira (10), em Porto Alegre. Mas não se tratava de um conjunto cover qualquer. Nos vocais e na bateria, havia um ex-integrante dos Beatles: Ringo Starr.

O baterista da banda mais famosa de todos os tempos estreou no Brasil trazendo o mesmo repertório - sem nenhuma margem para surpresas - dos shows pela América Latina - antes de chegar a Porto Alegre, o músico inglês passou por Buenos Aires, Santiago e Cidade do México.

A apresentação de Ringo e de sua All Starr Band não ficou devendo em animação, precisão e diversão para o público gaúcho. Em 1h50min, o set list de 21 músicas alternou entre canções dos Beatles eternizadas na voz de Ringo e músicas dos integrantes da banda que acompanham o baterista.

Ringo Starr inicia turnê brasileira em Porto Alegre, no RS. Como tradicionalmente, ex-beatle abriu o show com 'It don’t come easy'.
(Foto: Tárlis Schneider / Acurácia Fotojornalismo / AE)

Se falta unidade para o repertório, os músicos compensam com muita simpatia e competência.

Depois de passar pela capital gaúcha, o ex-beatle ainda faz mais seis shows pelo Brasil: São Paulo (12 e 13), Rio de Janeiro (15), Belo Horizonte (16), Brasília (18) e Recife (20).

Ringo surgiu ao palco com cinco minutos de atraso sorridente e saltitante, em forma invejável para os seus 71 anos. Abriu o show cantando “It don´t come easy” dançando de pé, microfone na mão, revelando passos desajeitados que combinam com a personalidade adorável e um tanto boba que ajudou a diferenciar Ringo dos companheiros de Beatles.

A segunda música foi o clássico “Honey don´t” e foi seguida por “Choose love”, quando o cantor deu lugar ao baterista no meio da canção e levou o público ao delírio.

Ringo segue cantando e balançando a cabeça no comando das baquetas, sentando no alto da plataforma que eleva a bateria do palco, exatamente como no tempo de Liverpool.

Comparações com turnê de Paul McCartney - Como se trata de uma apresentação de um ex-integrante do mítico quarteto de Liverpool, o show de Ringo não escapa das comparações com a turnê de Paul McCartney. Há um ano, em 7 de novembro, o baixista tocou para 50 mil pessoas no estádio Beira-Rio, a poucos metros do Gigantinho, que estava apenas parcialmente lotado com o público de 6,5 mil pessoas. McCartney veio ao Brasil com dois grandes telões de alta definição e efeitos pirotécnicos.

Em Porto Alegre, o show do baterista não tinha telões ou qualquer efeito que costuma fazer parte das grandes turnês da atualidade. O palco era decorado apenas com um painel onde uma grande estrela e algumas flores se destacavam.

As diferenças também atingem o repertório. Depois de “Choose love”, Ringo voltou a apresentar uma música da época dos Beatles somente na sétima canção, com “I wanna be your man”. No intervalo, abriu espaço para seus companheiros de banda brilharem - exatamente como fazia nos Beatles.

Paul McCartney conta com um time de primeira linha, mas os músicos que acompanham Ringo têm estrela própria e já haviam construído uma carreira antes de integrar a All Starr Band. É o caso de Rick Derringer, guitarrista que fez parte da banda The McCoys e que cantou o hit “Hang os sloopy”, a quarta música da noite - conhecida no Brasil pela versão em português, “Pobre menina”, de Leno e Lilian.

O multi-instrumentista Edgar Winter, dono de uma bem sucedida carreira solo na década de 70, interpretou duas músicas suas: “Free ride” e o tema instrumental “Frankestein”, um funk com toques psicodélicos e experimentais, canções que atingiram grande sucesso comercial no início dos anos 70.

A All Star Band ainda tem Wally Pallmar, (guitarrista ex-integrante dos The Romantics), Gary Wright (tecladista ex-integrante do Spooky Tooth), Richard Page (baixista e ex-Mr. Mister), Mark Rivera (saxofone e percussão) e Gregg Bissonette (bateria).

A junção de talentos no palco permite que a banda transite entre baladas e rocks com total desenvoltura. Embora o público não conheça grande parte das 10 músicas dos colegas de Ringo, os gaúchos tiveram boa vontade com o desfile de canções e aceitaram a proposta do anfitrião de transformar o Gigantinho em uma festa de celebração à boa música, mesmo que o astro principal fique esquecido em alguns momentos.

A plateia de Porto Alegre se deixou contagiar principalmente pelo carisma de Wally Palmar, que cantou “Talking in your sleep” e “What I like about you”.

Quando os companheiros assumem o microfone principal, Ringo vai para bateria e toca com facilidade, confortável na posição de coadjuvante - um papel que aceita muito bem desde a década de 60.

Mas, ainda assim, a grande estrela era Ringo e a plateia reagia com reverência a cada aceno com os dedos em forma de “V”, símbolo do movimento paz e amor.

O baterista brincou com o público a todo momento, mas evitou frases de efeito sobre o Brasil ou Porto Alegre. Preferiu se declarar ao público e fazer piadas com a própria idolatria. Em certo momento, perguntou duas vezes “Qual o meu nome?” e ouviu o público responder “Ringo!” em coro. E completou “Eu amo isso”.

Em “Yellow submarine”, balões amarelos tomaram conta do ginásio. O baterista ainda levantou o Gigantinho com as duas últimas músicas, “Act naturally” e o medley “With a little help from my friends / Give peace a chance”. Não houve bis, detalhe que pareceu não incomodar uma plateia que se sentia satisfeita por poder aplaudir ao vivo dois integrantes dos Beatles num período de um ano.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Cariri terá etapa do Seminário Artefatos da Cultura Negra no Ceará



As Inscrições serão realizadas no dia do evento.
O II Seminário Artefatos da Cultura Negra no Ceará – Etapa Cariri acontecerá no Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri – URCA, no dia 18 de novembro de 2011, nos períodos da manhã, tarde e noite. O evento pretende reunir educadores, estudantes, pesquisadores e ativistas dos movimentos sociais para aprofundar e debater sobre a necessidade do redimensionamento das práticas pedagógicas com vistas à inclusão nos currículos escolares de conteúdos que digam respeito à história e cultura negra cearense e oportunize um repensar sobre o papel da universidade na formação de agentes capazes de construir uma sociedade comprometida com a emancipação humana. Na ocasião, terão duas palestras com o tema “Religiosidade de Matriz Africana e Educação” e a exibição de um documentário produzido pelo Grupo de Valorização Negra do Cariri – GRUNEC e pela Cáritas Diocesana do Mapeamento das Comunidades Rurais Negras e/ou Quilombolas do Cariri cearense.

O evento é uma realização do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Regional do Cariri – URCA, Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC, Projeto No Terreiro dos Brincantes, SINDURCA, Nucleo de Estudos em Trabalho e Educação – NETED, Grupo de Valorização Negra no Cariri – GRUNEC.

Mais informações no blog: http://artefatosdaculturanegranoceara.blogspot.com/