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domingo, 24 de julho de 2011

Camaradas ocupam Aracati no Festival Nacional de Teatro de Rua

Apresentação de Willyan Teles


Performance "A Encaixotada" com Janaina Felix



Interação com o público a partir do cartaz "Vende-se"


Performance "A encaixotada" realizada por Janaina Felix

Performance "A louca" realizada por Noberlia Duarte Siebra


Oficina/Performance "A Obra" realizada por Alexandre Lucas


oficina/performace " A Obra" realizada por Alexandre Lucas


Lambe-lambe "Vende-se"




Lambe-lambe "Taba Boca"



Lambe-lambe "Pelo direito de Brincar"


Norbelia Duarte Recita "A Rosa"





Lambe-Lambe "Maria da Luta" produzido a partir de fotografia

Montagem dos Lambe-lambe na Calçada da Igreja Matriz de Aracati


Marlon Torres recitando



Durante o período de 20 a 23 de julho, a cidade de Aracati foi tomada pelos artistas dos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Paraíba, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro por ocasião do VII Festival Nacional de Teatro de Rua do Movimento de Agitação e Resistência da Cultura Popular – FESTMAR realizado pelo Ponto de Cultura Instituto Aracupira Teatro e Cidadania/Frente Jovem. O Festival foi constituído por apresentações, oficinas, performances e intervenções urbanas.

De acordo com Teobaldo Silva o evento só foi possível por ter sido selecionado no Prêmio Funarte Arte Cênica na Rua 2010 e pelo aporte financeiro do Governo do Estado do Ceará e do Banco do Nordeste. Ele destaca que nesta sétima edição houve uma participação mais ampla dos artistas brasileiros e uma possibilidade de intercâmbios entre os grupos para realização de trabalhos em outras cidades.


O Coletivo Camaradas foi um dos grupo que participou do evento levando muita irreverência e engajamento político nos seus trabalhos. Os Camaradas realizaram uma oficina, cinco intervenções urbanas, duas performances e três apresentações. De acordo, Alexandre Lucas, essa foi uma das maiores produções realizadas pelo grupo. O Coletivo já realizou trabalhos em diversas cidades do Ceará, além dos estados do Rio de Janeiro, Salvador e do Distrito Federal.

Norbélia Duarte Siebra, estudante curso de Teatro da URCA, enfatiza que participou dos trabalhos e pode perceber a importância da arte como instrumento de consciência política.

Para Willyan Teles da Companhia Arriégua , a participação do Coletivo no evento deu para abranger assuntos diversificados e frisa que pra ele foi uma experiência nova na arte realizada na rua.

Janaina Felix, que realizou a performance “a encaixotada” na qual uma mulher é presa dentro de um caixote e auto se liberta diz que foi um trabalho que pode inovador a sua experiência estética e artística dentro do Coletivo.


Doze integrantes do Coletivo participaram do FESTMAR a partir do apoio da Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude do Crato que garantiu o transporte para os Camaradas.


Camaradas presentes no FESTMAR:


Diego Tavares da Silva
Marlon Torres de Souza
Antonio Hamilton de Souza Holanda Junior
Cícera da Penha Mendes Ribeiro
Elizângela Brito de Sousa
Janaina Felix Julio
Alexandre Lucas Silva
Cícera de Araujo santos de Almeida
José Ailton Oliveira de Almeida
Saymon Vinicius Sales Luna
Willyan Teles Rodrigues
Norbelia Duarte Siebra

Números do Festmar:

21 Grupos
03 oficinas
40 espetáculos
02 Performances
05 intervenções urbanas
240 artistas
07 estados brasileiros

Coordenação do evento

Teobaldo Silva
Tinoco Luna
José Marcelo D2
Marcos Lima
Glenda Rayane
Chico Isidório
Plínio Teixeira

Nota de Falecimento

Comunicamos o falecimento do médico cratense José Ricardo de Figueiredo ocorrido em Fortaleza, onde ele residia, na noite da última sexta-feira, dia 22 de julho de 2011. José Ricardo era o primeiro dos oito filhos do casal Aníbal Viana de Figueiredo e Maria Eneida de Figueiredo.

Nosso Pé-de-Serra - Por Heládio Teles Duarte

Foto: Heládio Teles Duarte

sábado, 23 de julho de 2011

ARMAZÉM DO SOM - Programação Especial de Férias 2º Dia

 2ª Noite, a hora do Reggae Caririense!
E hoje, às 20h teremos ALMAH.
DSC02640.JPGLIBERDADE & RAIZ – Fica pra próxima... um show maior!
Infelizmente, a primeira banda programada para a noite de sexta do Armazém do Som não pôde se apresentar por conta do atraso de seus integrantes. Bem que alguns deles chegaram às 18h30, mas contando o tempo que ainda seria gasto com a passagem de som, foi impossível o público prestigiar o trabalho destes garotos que estão iniciando. MAS... ENTRETANTO... A última banda foi maravilhosa e cedeu vinte minutinhos preciosos pra que eles dessem uma palhinha que valeu! Estavam instigados e apresentaram composições próprias. Ficou o gostinho de queromais!


DSC02631.JPGMARY ROOTS – Muita paz e amor
Às 19h10 o público começa a entrar e o show já se inicia com muita gente instigada a ficar em pé nas laterais do Teatro. Tem criancinha no canto do palco ensaiando os primeiros passos aos cuidados dos pais e na fala do vocalista o aviso de que é música do Cariri para o Cariri “e se Deus abençoar, pra todo o país. Quem sabe, né?”. Se depender da empatia com a galera, com certeza isso irá acontecer. Canções como Livro da Vida e Árvore do Reggae eram cantadas por um verdadeiro coral. É como diz a letra, “o reggae não pode acabar não”. Depois de cantar com a alma e o coração I Shot Sherif de Bob Marley, pediu perdão pelos erros, mas arrematou dizendo a maior verdade: “Foi massa, né não?”. Ao final da apresentação a dedicatória: “Vocês é que movimentam o reggae do Cariri! Fiquem com Deus”. Isso resume bem o que foi o show da Mary Roots.


DSC02636.JPGLEGALIZE IT – Reggae de raiz brava!
Anderson Almeida com a sua camisa estampando Bob Marley encabeçou a última atração da noite que trouxe clássicos do reggae - Peter Tosh e Marley - e bastante agito pra um público que os recebeu com gritos e pulos bem altos. A percussão bastante inventiva e os “sumplers” do DJ e tecladista João Afonso mandaram ver! Aliás, essa foi a grande diferença que deu um brilho todo especial às músicas. Cada interpretação ganhava vida própria e foi nesse crescente que chegaram ao hit Legalize It, que dá nome à banda e que foi o auge da harmonia e da entrega.  Um show que uniu alto estilo, criatividade e energia.


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Programa Cultura SESC Cariri
(88) 3587 1065 (SESC Juazeiro)

sexta-feira, 22 de julho de 2011

ARMAZÉM DO SOM - Programação Especial de Férias 1º Dia

ROCKER – 1ª banda a se apresentar no Armazém do Som
O vocalista da Rocker tem muita energia e senso de humor do rock ao reggae. Em ritmo de rock cantou Borbulhas de Amor, para em seguida soltar o cabelo e parodiar Californication do RHCP transformado em EuNãoMeQueixon. Na sessão paródias ainda rolou Beatles e já que o escracho parece ser o perfil da banda, ainda teve Mamonas Assassinas, que obviamente não precisou de paródia. Enfim, uma apresentação divertida e espontânea. Na hora de cantar Bicha Boa, uma composição original do grupo, ele já estava de vestido e peruca de mulher, e misturando sem tréguas, emendou com O Rappa. Verdadeira montanha-russa do pop music nacional e internacional.

DE REPENTE BLUES – De repente muito estilo!
Um show que foi crescendo mais e mais e contagiando o público do Teatro SESC Patativa do Assaré. Crossroads, a primeira música tocada, ficou em clima de “estamos ainda passando o som”, mas tratando-se de uma música de alguém num cruzamento e afundando –“ And I'm standing at the crossroads, believe I'm sinking down” – ficou foi uma interpretação bem original. As primeiras quatro músicas foram pra esquentar. A partir da quinta, Sweet Home Chicago, público e artistas estavam numa só sintonia. Foi muita desenvoltura e simpatia do vocalista, Sascha, que na terceira canção de Gary Moore, soube colocar o baião do Gonzagão dizendo “Eu vou mostrar pra você como se dança um baião...”, tudo a ver com esse tipo de mulher de que trata a música do gutarrista irlandês - She's that kind of woman. Até Sweet Home Alabama foram 17 músicas bem interpretadas e que deram charme e estilo à primeira noite do Armazém do Som. Parabéns ao Manel do baixo, ao Remi ou Remy da batera e ao Lamar que mandou muito bem na guitarra.


VANITY – Peso! Peso! Peso!
Com composições próprias, realmente é como disse o vocalista, “a cena underground do cariri está bem representada”. Eles viajam amanhã, dia 22, para o ForCaos , onde se apresentarão no palco Dragão em Fortaleza. Foram sete músicas, mas as três primeiras foram unidas em um único bloco denso e forte. E haja pescoço e garganta, cabelo não fez falta. O vocalista e os demais integrantes do grupo com muita tranqüilidade e sem nenhuma vaidade – a vaidade ficou apenas no nome da banda – espalharam sangue na estrada (Blood on the Road e Scatter Blood ) e terminaram com escombros (The Ruins).

Bandas de Hoje:
18h     Liberdade e Raiz
19h30 Mary Roots
21h     Legalize it

Entrada 2Kg de alimentos não perecível

Local: Teatro SESC Patativa do Assaré
Rua da Matriz, 227
Centro - Juazeiro do Norte
Tel.: (88) 3587 1065

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Padre Cícero - Por José de Arimatéa dos Santos



Foto: José de Arimatéa dos Santos
Desde criança via a força do mito do Padre Cícero, principalmente nos dias 20 de cada mês em que seus devotos usam roupa preta. Em casa presenciava o quanto meus avós escutavam pelo rádio com carinho a missa em sua homenagem. Não só eles e mais uma grande parcela da população de Barbalha. Sempre gostei de andar pelas ruas a observar as pessoas e as coisas ao redor. E a audiência ainda hoje é incrível. Rádios com seus sons ligados nas alturas logo cedo da manhã na missa em homenagem a essa grande figura brasileira.
Cícero Romão Batista nasceu na cidade do Crato e o desenvolvimento da cidade de Juazeiro do Norte deve-se ao trabalho incansável de Padre Cícero que com seu carisma foi um verdadeiro catalisador e milhares de brasileiros, em especial nordestinos, se deslocaram e se deslocam para a cidade caririense de Juazeiro para trabalhar e viver segundo seus ensinamentos. E durante o ano com as romarias a cidade se agiganta mais ainda e as ruas, praças e igrejas se enchem de peregrinos em busca de paz e conforto espiritual.
A seu tempo Padre Cícero exerceu seu apostolado de maneira extraordinária e quero ressaltar principalmente o valor do trabalho e os seus ensinamentos ecológicos. Sem sombra de dúvidas considero Padre Cícero um vanguardista quanto ao tema ecologia. Já na sua época ensinava como o agricultor deveria cuidar da terra, água e plantações. Noções de cuidado com o meio ambiente era uma de suas preocupações. É tanto que é conhecida sua cartilha com ensinamentos de como sobreviver no semi árido nordestino. Todas as homenagens ao Padre Cícero e a Juazeiro do Norte, cidade centenária, são infinitas e bem vindas.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Pensamento para o Dia 20/07/2011


“A palavra Karma (ação) é curta e concisa. Mas, a ideia e os ideais que ela transmite são de grande importância para a humanidade. Eles são de dois tipos: material e espiritual, Loukik (conectado a este mundo) e Vaidik (extraídos dos Vedas ou determinações das escrituras). O Karma que apenas sustenta a vida é material. O Vaidik eleva o ser humano ao Divino e baseia-se nas escrituras. Karma não é simplesmente físico; ele é também mental e verbal. Karma reúne toda atividade do homem -- mundana, de acordo com as escrituras e espiritual. Todas as três vertentes estão, na verdade, entrelaçadas. As ações mundanas implicam em mérito ou demérito. As ações escriturais estão saturadas com a experiência de gerações de bons buscadores. O espiritualmente focado irá dedicar-se à purificação do coração, de modo que o Deus interior possa ser ali refletido.”
Sathya Sai Baba

Sem ou Contradições?! - Centenário de Juazeiro do Norte de quem?!

A programação das comemorações do Centenário de Juazeiro do Norte, com poucas exceções, é um desrespeito ao Pe. Cícero, enquanto homem, líder (político no melhor sentido da palavra) e santo! Estão fazendo uma micareta com um momento tão importante! Contradiz tudo o que ele acreditou! E olha que eu não sou radical!


Repudio tudo isso! Que pensamento retrógrado e limitado! Esses "gestores políticos" deveriam conhecer a história de pessoas como Cícero Romão Batista e aprenderem um pouco com ele. Talvez entendessem o porquê do Juazeiro do Norte existir e o motivo de nossa região ser tão rica em tantos aspectos! É triste a forma como ignoram os nossos maiores potenciais e conseguem usurpar, denegrir e transformar festas e eventos tradicionais em eventos politiqueiros: Festa de Barbalha, Exposição do Crato, Romarias de Juazeiro... Onde está a gestão cultural?


Onde estão os artistas de nossa terra? O povo que o Pe. Cícero acolheu e tanto valorizou?! Não falo de nomes como o meu, mas dos Zabumbeiros, nomes de artistas vizinhos do Crato, Barbalha e demais cidades do Ceará e também do sertão além fronteiras políticas! Os meninos da Casa Grande?! O Carroça de Mamulengos, os mestres da Cultura Popular Tradicional em um lugar realmente de respeito à grandeza e importância de sua de sua arte, principalmente para o povo de nossa região?! São Chico Cesar, dê uma luz pra esse povo!

Amigo - Por José de Arimatéa dos Santos

Amigo é uma pessoa muito especial e é aquele ou aquela que nos momentos mais precisos está junto de nós. Quando é necessário o apoio ou a crítica lá está ele exercendo a verdadeira amizade. Podemos ter um milhão de amigos ou apenas um só amigo. Se realmente for amigo não importa a quantidade. Vale a qualidade. O amigo pode morar longe e mesmo assim suas palavras ajudam e muito na vida de seus semelhantes. É muito importante cultivar as amizades e procurar ter uma relação harmoniosa de forma que possa aceitar as palavras duras, quando necessário, da mesma maneira quanto aos elogios.
Se todos da humanidade procurassem cultivar a amizade de uma forma respeitosa a todos os seres humanos e com os demais entes da natureza certamente a paz e a solidariedade seriam fatos hegemônicos. Importante a amizade para que o mundo possa ser diferente e dessa forma que as diferenças sejam respeitadas. Podemos até não concordar com muita coisa, mas somos obrigados a respeitar. Isso é a democracia. O respeito tem um pouco ou muito com a amizade. Quem tem amigo vive melhor e tem a certeza de viver mais alegre e mais feliz. Simplesmente a vida é feita de amigos. Essa é a lei da convivência humana nesse mundo. Não posso esquecer dos nossos grandes amigos animais de estimação que sempre estão a nos dar força e muita alegria. Vamos viver a amizade. O amigo nos completa e a esperança por mais amigos verdadeiros se renovam hoje que é o dia do amigo.

Programa Cariri Encantado Sonoridades – 20/07/2011

O Padre Cícero e o Juazeiro


 
Estamos em plena Semana do Centenário de Juazeiro do Norte, cujo marco será a próxima sexta-feira, dia 22. Mas, hoje, também se celebra uma importante data relacionada ao Juazeiro: os 77 anos da morte do seu patriarca, o Padre Cícero Romão Batista, considerado pelos milhares de romeiros que visitam a chamada "Meca do Sertão" uma figura mítica, um santo popular.

Reverenciado, amado e idolatrado, o Padre Cícero é tema de uma gama de canções, sob vários ritmos, gêneros e tendências musicais, que vai do baião, cantado pelo devoto Luiz Gonzaga, ao soul music, na voz do irreverente Tim Maia. Também, sambas, forrós, ladainhas, incelenças, dentre outros formatos musicais, foram compostos para homenagear o “Santo do Sertão”.

Nesta auspiciosa semana, o programa Cariri Encantado, neste dia em que se celebra a data de falecimento do “Levita do Sertão”, presta uma homenagem ao Padre Cícero e ao local da qual ele foi o principal emancipador, através de uma diversidade de músicas compostas e interpretadas por nomes conhecidos da música brasileira, como também por anônimos devotos desta personagem histórica e admiradores da progressiva cidade do Juazeiro do Norte.

Onde ouvir
Rádio Educadora do Cariri AM 1020 e www.radioeducadoradocariri.com.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

As Travestidas



Engenharia Erótica: fábrica de travestis é parte de uma pesquisa empírica e científica, para além do estereótipo e dos preconceitos, do modo de vida das travestis do nosso estado na preocupação de quebrar conceitos impostos pela sociedade tentando desmistificar sua relação com a marginalização e prostituição e lançando um olhar sobre a diferença entre história de vida e condição de vida.

 
Cabaré da Dama: Criação e interpretação solo de Silvero Pereira, a partir do texto Dama da Noite, de Caio Fernando Abreu (1948 – 1996), Uma flor de dama mostra uma noite na vida de um travesti, que experimenta com argúcia e ironia o que é próprio da condição humana: amor, preconceito, morte. Um jovem ator do Ceará no espetáculo que o consagrou no circuito de festivais Brasil afora. Prêmio de Melhor Ator no Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga.


 
 VERÔNICA DECIDE MORRER: A partir da personagem Verónica Valentino da peça Engenharia Erótica surge a banda fortalezense cheia de glamour, performance, luxúria e anti-amor e com um set list que inclui composições de Roberto Carlos, Amy Winehouse, B. B. King, Rita Lee, Arnaldo Antunes e do filme The Rock Horror Picture Show.

QUANDO A BANDA PASSAR

Luiz Domingos de Luna*


A História humana é permeada pelo acúmulo de conhecimentos do passado, a ação do presente, não muito raro, a visionários que a força elástica do futuro por razões que estão na intimidade do ser dão o pontapé inicial ao vindouro.

No distante ano de 1981, quando a cidade de Aurora ainda patinava no formato de sua infraestrutura, todo o arsenal para a civilidade urbana, ainda um sonho a bailar na mente dos otimistas, lá vem àquela forte figura, contrariando a tonalidade do presente, a colocar a pedra última do triangulo da civilidade aurorense – A Banda de Música do Senhor Menino Deus, como uma escola a levar o facho da luz a uma juventude de múltiplas carências, ainda no processo de construção da base piramidal.

Quem viveu o momento sabe que o sonho do humanizador social, ativista cultural, e sacerdote na expressão maior – Padre Francisco França – tinha um quê de Utopia, vez as colunas mestras de desenvolvimento social ser também uma utopia, na verdade, tudo era utopia mesmo, assim a do padre, era mais uma no oceano de inúmeras.

No dia 29 de abril de 1982 fui convidado para receber os instrumentos musicais na casa Paroquial, vez a solicitação do padre ter sido atendida prontamente pelo Ministério de Educação e Cultura. O Momento foi registrado por um grande paradoxo, ora, a cada instrumento que conferia um grito de emoção, lágrimas de felicidade que tocava suavemente o chão, como se existisse também uma alegoria na força gravitacional terrena.
Tudo para mim era motivo de felicidade plena, o cheiro dos instrumentos, os caixotes, a embalagem perfeita, na verdade tudo perfeito.

Quando dei conta de minha emoção plenamente exagerada, olhei ao lado e vi o idealizador da obra taciturno, triste, com uma dor na alma, uma expressão quase que fúnebre, ficou logo claro o descompasso espiritual entre mim e o arquiteto do projeto. Uma situação emblemática, uma dialética soava no ar, parecia ser um sonho realizado para mim e uma decepção para o padre.
Diante desta situação vexatória e paradoxal, confesso que para mim um pouco constrangedora, enxuguei as lagrimas de felicidades e entrei na atmosfera da dor espiritual que acometia meu mestre.

O Meu fluxo pensamental em pane, pois como conciliar a minha emoção contagiante com a tristeza espiritual marcante do momento. Pensei, devo estar agindo errado nesta situação, -esta minha alegria deve ser falsa, ou eu estou enganando a mim mesmo, Como pode? Pois eu sabia plenamente que a tristeza do padre era verdadeira, nunca passou a idéia da tristeza do mestre ser falsa, vez a sua integridade moral está acima da minha a anos luz!
Assim criei coragem e perguntei
Padre França por que tanta tristeza?
-Porque estou pensando
Como assim?
Será se daqui a 30 anos terão jovens para tocar estes instrumentos ou a ferrugem vai tomar conta deles.
Padre, a ferrugem tomar conta dos Jovens?
Não – Eu pensei dos instrumentos musicais.

Tombei na coluna do silêncio e não falei mais nada.

(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora –Ceará.


domingo, 17 de julho de 2011

Terreiro do Palco Sonoro URCA-BNB

Featuring Clélio Reis (entre Regis e Rafael). A foto é de Samuk.

DEFENDAMOS A EXPOSIÇÃO DO CRATO!


Alguns pontos não esclarecidos ou propositalmente escondidos do grande público nos fazem duvidar da seriedade da insistência do governo estadual em mudar de local o Parque de Exposições do Crato, a saber: 
1. Quem são os tais criadores que querem a mudança?; 
2. Por que o novo local seria um terreno no alagado Palmeiral, por onde passa o Rio Grangeiro e a única via de acesso (a Av. Perimetral) é de tráfego perigosíssimo?; 
3. Alguém consegue justificar por que o terreno a ser comprado é de propriedade de um dos "criadores" que defendem a saída do parque, sendo ainda membro do Grupo Gestor do ExpoCrato?; 
4. Por que o governador Cid Gomes, junto com o promotor Leitão, não analisam a proposta do prefeito do Crato Samuel Araripe que, com espírito colaborativo e democrático, apresenta soluções para os problemas de acessibilidade, modernização e gestão adequada do Parque de Exposições do Crato sem que este seja transferido para outro local?; 
5. Quem disse ao repórter dessa matéria que o prefeito defende que o recurso (25 milhões, SEGUNDO CID GOMES) deveria ser destinado à criação de três novas avenidas? O que o prefeito propõe é que o dinheiro que seria gasto na "compra" de um novo terreno (cerca de 7 milhões) sirva às despesas de construção das citadas avenidas e o restante na modernização do Parque; 
6. É muito estranho e duvidoso o descuido da gestão da feira em permitir uma espécie de favelização do espaço, espremendo as vias destinadas ao público com barracotes de todo tipo de comércio, muitos alheios ao objeto central do evento; 
7. Num espaço que deveria ser explorado por negócios ligados ao setor agropecuário e derivados, não se pode ter exposição de panelas, colchões, perfumes, serviços de cabeleireiro, móveis domésticos e outros artigos que, embora de utilidade e importantes à população, seria mais adequado que fossem expostos em outro tipo de feira ou em outro lugar; 
8. Outro aspecto de grande significação, o setor cultural e artístico, é relegado ao plano do mercenarismo consumista e doado à iniciativa privada que despreza a identidade nordestina, a ligação cultural da feira com as manifestações artísticas tradicionais, nega espaço aos artistas locais e promove um besteirol depreciativo da alma regional e brasileira com programação de péssima qualidade, visando apenas o lucro fácil...

sábado, 16 de julho de 2011

SERIA A VEZ DO POBRE? - Por Pedro Esmeraldo

Lendo a entrevista do ilustre cidadão desta cidade, às vezes pensamos que desta exposição está muito pequeno para ser encaminhado novos melhoramentos técnicos e científicos. O atual parque de exposição está aquém da realidade do século XXI. O que ocorre é que as nossas autoridades não querem enfrentar o problema com segurança técnica. Atualmente as nossas autoridades desprezam o caso com magnificência de cidadão correto e progressista. A nossa Exposição Agropecuária tem sofrido as calamidades públicas devido à falta de coesão e a falta de união dos políticos cratenses que ora não pensam na construção do parque futuro, que dê acomodação a todas as pessoas constituídas e o bom remanejamento dos animais. Consideramos isto um desrespeito ao povo cratense que tanto luta para que se torne o Crato um campeão da pecuária do Nordeste. Do Crato notamos que para se efetuar grandes melhoramento na aquisição pecuária é necessário que haja muita paz e harmonia entre a população citadina e a camada política. O Crato não se expande mais porque há desavença com o desejo do povo. Não desejam o melhoramento do parque porque não querem fazer vista grossa.
Com certeza, seria melhor deslocar esse referido parque para uma posição equidistante da cidade. Haja vista esse parque já se tornar pequeno e inadequado para ser divulgado com mais projeção. Os trabalho técnicos agrícolas não são bem trabalhados e vivem sempre procurando arranjo e nada resolvem. O temperamento desse povo é permanecer na maré mansa, esperando que venha tudo ao Deus dará. Isto é impossível porque Deus quer que o homem enfrente o desafio, e é sinal que todos devem trabalhar com as dificuldades.
Apesar deste parque ser melhorado com pequenos arranjos, não satisfaz a realidade dos fatos.
Dizem os senhores responsáveis pelo parque que esse evento não sairá da cidade mas irá para um lugar mais distante, assim sendo seria viável se esse parque fosse condicionado ao comparecimento do povo, visto que é esse dito povo que traz a animação e o bom comportamento de toda a população urbana, e se tornaria mais animado e mais acomodado diante dos apertos que permanecem durante os dias expositivos.
Mas quem mais comparece aos festejos pergunta, e seria um desaforo tirar os eventos do povo para satisfazer aos políticos da capital.
E agora perguntamos: este povo pobre do Crato não tem direito de comparecer aos eventos que tanto gosta, que tanto anima? Por que essas autoridades não fazem um planejamento com segurança e vejam que a pobreza local tem também o direito de usufruir os festejos pecuários que ocorrem anualmente.
Porquê, meu Deus? Desprezam tanto o pobre e ainda dizem que são amigos do pobre? Será que o que eles tentam fazer será realmente bom para o pobre? Os senhores não acham que os pobres não tenham condições de comparecer aos eventos agropastoris? Cadê as indústrias que prometem e não constroem para tirar o pobre da pobreza? Cadê as escolas de ensino profissionalizante? Por que desprezam o Crato? Isto é um desaforo para o município do Crato. Por que não dão acesso ao serviço ao cratense?
Somos ao lado do pobre e queremos que ele também participe dos festejos. E agora perguntamos: será que o pobre não merece ter vez? Porque não se reforma o parque dentro da modernidade?

Crato-CE, 16/07/2011

A Expocrato pelas lentes e legendas de Heládio Teles Duarte (1)

A cultura resiste ao Armagedon

A Expocrato pelas lentes e legendas de Heládio Teles Duarte (2)

Ninguém muda a alegria do nosso povo

A Expocrato pelas lentes e legendas de Heládio Teles Duarte (3)

Para os pessimistas, acarajé light

Palco Sonoro URCA-BNB: Hoje é o Gran Finale

Salatiel e Rafael (Foto: Samuk)
Tudo que é sólido se desmancha no ar. Mas tudo que é etéreo (e estéreo) dura para sempre. Este é o meu sentimento com respeito ao Palco Sonoro. Depois de quatro noites de muitos sons. Muitas e agradáveis surpresas. Comentei com Salatiel como tava por fora da cena musical dessas bandas (no duplo sentido) do Cariri. Daí essa surpresa toda.

Já falei da primeira noite. Pra mim, uma noite de Fênix. Pois renasci digerindo meu fígado (com uma pequena ajuda de umas doses a mais). Revivi também minha verve roqueira, ouvindo, pela primeira vez, as bandas que pousaram e planaram no Palco.

Na segunda noite, a de quarta-feira, até cometi o delito de subir ao Palco e profanar a perfeita apresentação de Calazans Callou & Trimurti.

Na quinta-feira, cheguei bem cedo e vi os Zabumbeiros Cariris (minha banda de coração ou a outra banda do meu coração) & Luciano Brayner & Ulisses Germano  fazerem uma roda de som no terreiro do Palco (que Luciano Brayner chama de Samba de Feira). Vi o início da apresentação do Syncrasis (e adorei) com seu som jazz-fusion-progressivo a la Spyro Gyra. E cometi outro delito (em nome da boa música, claro): escapulir para Barbalha para me esbaldar ao som de Jorge Benjor (pra sempre e eterno Jorge Ben) e da Banda do Zé Pretinho (show duca).

Ontem, pela primeira vez vi toda a programação do Palco. Noite massa de sexta de lua cheia e Expô lotada. Amei as Godiva’s com a deusa Ana Paula nos vocais tal uma Afrodite (afinal, lembrem da tríade do roquienrrol) e a guitarrista que me lembrou demais Patti Smith. Saltitei feito Mick Jagger ao som dos blues e dos souls dançantes do De Repente Blues, com Sasha, um negão alemão, mandando ver nos vocais e no inglês. Pura raiz.

E no final da noite o Palco se transformou numa grande e alegre tertúlia (é o novo!) dos anos sessenta, a cargo do nosso Keith Richards (satisfaction!) - Batista Fhaser, e com direito a uma canja de Salatiel, revivendo seu tempo de crooner de conjunto de baile (é o novo de novo!): The Hunters!

E hoje é o gran finale. Que Pena! Mas tudo que é sólido, um dia, se desmancha no ar.

Por isso, todo mundo lá.

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Programação

17:00 – Os Monastérios
18:00 - Black Boy Dance/ Filhos De Maria
19:00 - Rinaldo
19:40 - MPB Trio
20:00 - Soul Musical
20:40 - Álvaro Holanda
21:00 - Herdeiros do Rei

Pensamento para o Dia 15/07/2011


“Guru Purnima é o dia em que você decidir se tornar mestre de seus sentidos e intelecto, de suas emoções e paixões, de seus pensamentos e sentimentos através de disciplina espiritual (Sadhana). Mesmo durante a meditação (Dhyana), o ego vai perturbá-lo. Portanto, ofereça-se totalmente a Deus. Essa total dedicação não pode emergir de erudição. Um estudioso pode estar poluído por ego; ele deleita-se em colocar prós e contras uns contra os outros; ele levanta dúvidas e perturba a fé, misturando o secular com o espiritual, a fim de obter lucros mundanos. Mas, você deve oferecer orações a Deus para alcançar o progresso espiritual. Portanto, envolva-se em Sadhana (prática espiritual) sem demora. Cultive virtudes; livre-se de maus hábitos, pensamentos, palavras e ações. Cresça no amor e acolha a todos com amor. Esse é o caminho para o contentamento (Ananda).”
Sathya Sai Baba