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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

DELIRANDO DE FEBRE OU A FEBRE DOS COLETIVOS NO CARIRI - Por: Antonio Sávio


A manipulação da juventude e a lavagem cerebral ideológica


Qualquer pessoa comum que debruce um olhar mais atento sobre a realidade pode achar que está ficando louco, ou, como comumente lhe passam, não tem “nível suficientemente alto” para entendê-la. Essa ideia de ter que ter um ingresso dado por uma escola ou universidade brasileira para entender a realidade é fruto de um culto ao leviatã ( O Estado) denunciado por Hobbes, que hoje se personifica em nosso sistema educacional, e isso nunca me entrou na cabeça.

A suposição que no ambiente universitário você encontrará mentes aptas a lhe esclarecer alguma coisa e daí, você possa ter uma visão mais crítica (perdoe-me pelo uso dessa palavra, mas é a que o pessoal mais usa) da realidade é de uma falta de senso do ridículo incomum. A realidade mostra-se ao ser humano de acordo com sua vontade e esforço de captá-la, e isto, definitivamente não está nas mãos dos atuais professores universitários, salvo, como sempre, alguma exceção.

A tolice institucionalizada pelas universidades brasileiras tem feito um estrago mortal ao país. Muita gente inocente, de mente deveras brilhante, empreendeu suas forças por causas realmente ridículas, levados por gente mais experiente em aliciar e distorcer a realidade dos fatos. O fenômeno merece atenção, não pela qualidade das ideias produzidas, coisa que a história é sempre implacável, e os renegará ao lixo das eras, mas, o efeito que as ideias têm tomado na cultura e política do país é algo que merece atenção imediata. Os moldes da nossa atual cultura superior está no rebaixamento à ideia de “intelectual coletivo” do Antonio Gramsci que, vendo que a revolução pode ser feita pela corrupção contínua de uma cultura, corrompendo, distorcendo fatos, ocultando obras, tudo fica bem mais fácil. Deste modo, poucos estudantes universitários dos cursos de ciências humanas, apesar do acesso a internet, tem se perguntado sobre o conteúdo que lhes estão sendo entregues dia a dia em sala de aula.

Não se trata aqui de nenhuma “teoria da conspiração”, a estratégia embora de fato tenha sido empreendida pelas esquerdas brasileiras que trabalham dia e noite na empreitada, ainda tem como vantagem a inexistência de uma direita, uma soma enorme de analfabetos e miseráveis onde o primeiro discurso é o bastante para manipulá-los. Ora, assim é vitória certa. A prova que nos falta à ideia do que seja um estudo ou cultura de qualidade que dificilmente encontraremos um estudante que não tenha entrado em contato com as obras de Marx na universidade de modo direito ou indireto, mas, sequer ouviram falar em nomes como Edmund Burke, Samuel Coleridge, Thomas Carlyle, Henry Maine, ou pelo menos em brasileiros como Meira Penna, Mário Ferreira dos Santos, José Guilherme Merquior etc. É claro que, em tempos de supremo relativismo moral haverá quem diga: - Cada um segue o que quer! Mas a sentença aí só passa a ser verdadeira se puder existir apoditicamente a possibilidade de escolha, coisa que, é claro, que doutrinadores ideológicos não seriam inocentes de deixar.

O que vemos, portanto é uma série de acontecimentos que tem sim uma explicação histórica e filosófica. A propagação desse coletivismo é uma afronta à realidade. Não há nenhuma possibilidade de coletividade sem a existência individual. A própria constituição garante isso, porém, há quem ache que a nossa existência só pode ser vista de modo político-coletivo. Neste caso, você deixa de existir e passa a ter a ideia corrompida pelo grupo, pelo time de futebol, pelo partido, pelo coletivo. É claro que não é conveniente dizer que essa coletividade partidária ou não mataram por meio de suas ideologias mais de duzentos milhões de pessoas ao longo do século XX. As mesmas são frontalmente contra o que se desenvolveu filosoficamente na Grécia ou pelo pensamento medieval pelo fato de ambas professarem uma responsabilidade ao uno, ao indivíduo. Não há possibilidade de melhoria política da comunidade sem que antes a noção de responsabilidade sobre si seja tomada como prioridade.

A juventude como combustível.

Evidentemente que, a preparação dessas coletividades só se faz em bases frágeis ou inocentes, que facilmente cedem ao canto da sereia dada as suas carências. De um modo geral essas características podem ser vistas historicamente sobre os jovens. A necessidade de autoafirmação e pertencimento vem a ser o principal ingresso de jovens nas mais diversas ideologias, juntamente com a promessa de “fazer um mundo melhor”. É a supremacia do “intelectual orgânico” ou “intelectual coletivo” do Gramsci, citado acima. Uma vez que qualquer pessoa pode ser considerada intelectual para poder abranger toda uma massa de jovens que queira sua autoafirmação.

No Cariri, a propagação desses coletivos ideológicos tem sido difundida seguindo a regra a receita, de modo consciente ou não. É claro que muitos dos participantes dessa coletividade são pessoas idôneas que, em sua inocência aderiram à causa seja “por um mundo melhor”, “contra o imperialismo”, por um “mundo verde”, “ecologicamente correto” etc. Os jovens são incentivados as mais diversas ações sem nenhuma base de leitura política ou filosófica. A “preparação” é feita com base em leituras superficiais dos panfletos ideológicos com a intenção de por em atividade, o mais rápido possível, o jovem carente por elogio que, a partir daí receberá seus aplausos no fim do dia de modo garantido.

Enquanto isso na sala de justiça... Os responsáveis pelos grupos estão sempre muito ocupados. Se tiver um membro novo tem lá alguém que ver se o mesmo leu direitinho o manifesto comunista, se tem outros mais adiantados temos que ver quando será a próxima reunião, além de ter que receber os panfletos a serem distribuídos na próxima performance, além de uma infinidade de outras pseudo-ocupações que passam a impressionar os mais jovens.

Uma pergunta curiosa que eu faria caso estivesse em algum destes grupos é: - Como seguimos uma pessoa que professa uma doutrina que supostamente está acima do entendimento da maioria da população alienada, se ele mesmo, muito ocupado como percebemos, não tem tempo de abrir um só livro? E, supondo que a existência de tudo, haja uma dialética, como não pode ele estudar literalmente nada que seja contrário ao seu pensamento? Com que autoridade alguém que questiona o sistema capitalista pode fazê-lo se nunca leu nenhum economista, se não sabe o que é uma comparação de estados estacionários, nem uma taxa de poupança, nem um impacto de moeda corrente? Saberiam os revolucionários do Cariri quem são Covarrubias, Luis Saravia de la Calle, Pedro João de Olivi, Santo António de Florença e, principalmente, São Bernardino de Sena? Ou saberiam que essa ideia de concorrência (em latim, concurrentium) que eles tanto abominam já tinha sido dada no século XVI? Indo em direção as artes alguém pode imaginar que as maiores obras da cultura Ocidental foram feitas por um grupo? Da Vince, Michelangelo e Sandro Botticelli seriam “Coletivo Renascentista”, ou no barroco teríamos Caravaggio, Rembrandt e Geoges de La Tour como o “Coletivo Ave Maria”? Sabemos muito bem que o contexto histórico que vivemos é totalmente diferente, mas, como diria o Paulinho da Viola: “Tá legal, eu aceito argumento, mas não me altere o samba tanto assim…”.

O que sabemos é que desde que o mundo é mundo, cada um pensa com sua própria cabeça, individualmente! Esta é a condição de existência do homem, que, de fato não lhe impede nenhuma caridade. Mas caridade e alienação política são diferentes. Uma parte da ordem exterior, de um comando ilegítimo a outra da própria consciência. É óbvio que o direito de expressão é algo garantido constitucionalmente. O que não garante nossa constituição é a qualidade do que será expresso, e nem a premissa que ele seja inquestionável.

Por: Antonio Sávio

Show com o Grupo Cantigar no SESC Juazeiro

Dia 23 de fevereiro de 2012
Horário: 20h
Local: Teatro SESC Patativa do Assaré
Rua da Matriz, 227, Centro
Juzeiro do Norte - CE
Tel.: (88) 3587 1065
Entrada Franca

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Curso sobre artes "para não artistas" é realizado para estudantes universitários do Cariri




Com o intuito de discutir novos fazeres e perspectivas da arte na contemporaneidade com pessoas que estão fora dos espaços artísticos, o Coletivo Camaradas realiza deste o início de fevereiro, o curso sobre artes “para não artistas”. O curso é direcionado para estudantes universitários que estão como monitores no Laboratório de Estudos, Vivencias e Experimentos em Arte Contemporânea – LEVE Arte Contemporânea realizado pelo grupo em parceria com outras instituições.



O Laboratório vem sendo desenvolvido desde o ano passado com alunos de escolas públicas do Crato e já resultou na produção de seis vídeos pedagógicos que poderão ser utilizados por professores de Artes nas suas aulas e na Exposição “De não artistas” que está sendo exibida na Galeria do SESC Juazeiro.



Já mês de março, os monitores estarão visitando as escolas de Ensino Médio da cidade do Crato para inicia os trabalhos de parcerias com as escolas. A intenção é beneficiar 20 alunos de cada escola que terão a oportunidade de terem contatos com artistas, galerias de artes, espetáculos, materiais de estudos e ações de intervenções urbanas, performances e produção de vídeos para auxiliar os professores de Artes.

Versos e cantorias - Emerson Monteiro

Este final de semana, de 10 a 12 de março de 2012, corresponde à realização, em Crato, do Seminário do Verso Popular em sua terceira edição, que, desta vez, corresponde aos 21 anos de existência da Academia dos Cordelistas do Crato, e consta do programa exposições, painéis, palestras, conferências, homenagens, oficinas de xilogravura e cordéis, minicursos, feiras, mesas redondas, apresentações de trabalhos científicos, sessões de vídeos, recitais, lançamentos de cordéis, posse de novos acadêmicos, apresentações de humor e música regional, numa festa da cultura popular nordestina digna dos melhores encômios.

A coerência cultural com que se criou, no tempo certo de duas décadas passadas, a Academia dos Cordelistas do Crato ora resulta no patrimônio universal dessa literatura, circunscrevendo o âmbito das manifestações artísticas do mundo inteiro qual mérito de registro necessário.

O Nordeste brasileiro preserva suas origens medievais como nenhum outro território deste mundo, enquanto a fundação dessa instituição do verso popular aqui reúne valores exponenciais em grupo de riqueza ímpar. Autores talentosos, de oficina própria e edições que já remontam a casa dos dois milhares, atualizadas fontes da leveza das rimas e do gênero, a fonte primeira da grande literatura em juventude perene.

De particular, noticio, pois, fortes sentimentos da satisfação experimentada nestes momentos do Seminário de Verso Popular do corrente ano. Houve blocos distintos na sede da Academia, no Largo da RFFSA e no SESC - Crato. Ocorreu, concomitante, a distribuição de obras editadas pelo Projeto Livro de Graça na Praça, idealização exitosa do mineiro José Mauro da Costa, pioneiro dessa função de expandir o livro ao povo nos quatro cantos do País, também um dos conferencistas do evento, no domingo à noite. E no sábado à cantoria dos jovens expoentes da atual cantoria, Ismael Pereira e Jonas Bezerra, testemunhas autênticas do menestrel sertanejo, provas inconteste da sapiência humana por meio dessa expressão natural do verso violado.

No decorrer das manifestações, as presenças de Josenir Lacerda, Tranquilino Ripuxado, João do Crato, Mana do Romualdo, Dalinha Catunda, Pedro Costa, Eugênio Dantas, João Nicodemos, Miguel Teles, Abidoral Jamacaru, Jorge Carvalho, Pedro Bandeira, Bastinha, Poeta Nascimento, Maércio Lopes, Ginevaldo, Pedro Ernesto, Luciano Carneiro, Arievaldo, Gildemar, Willian Brito, Anilda Figueiredo, Wiliana, Carlos Henrique, Sandra Alvino, Chico Pedrosa, Maria do Rosário, Higino, Moreira de Acopiara, Ulisses Germano, Seu Zezé, Alexandre Lucas,Vicente, Vandinho Pereira, Aldemá de Morais, Zé Joel, Raul Poeta, Nizete, Manuel Patrício, dentre outros da intelectualidade caririense, razões do sucesso das ações desenvolvidas. Para formar juízo claro da importância do acontecimento, veio dele participar o autor Gonçalo Ferreira da Silva, atual Presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel.

Instituto Cultural do Cariri dá posse a mais dois ilustres Cratenses

O ICC, Instituto Cultural do Cariri deu posse a mais dois ilustres cratenses, que agora fazem parte de uma selecta plêiade de intelectuais, artistas; Pessoas que com seu trabalho e sua dedicação já eternizaram a sua marca na história do Cariri. Na última sexta-feira, dia 10 de fevereiro, foram empossados a poetisa e escritora Claude Berthe Bloc Boris na cadeira No. 24, secção de artes e ofícios, que tem como patrona Vicência Garrido, e o escritor e folclorista José Wilton Soares e Silva, mais conhecido como Wilton Dedê na cadeira No. 07, secção de folclore, que tem como patrono José Carvalho, escritor prolífico e renomado que hoje empresta o nome a uma das principais ruas do Crato.

A cerimônia aconteceu na sede do Instituto Cultural do Cariri, sob a presidência de José Huberto Tavares de Oliveira ( Bebeto ) e conduzida pelo cerimonialista Huberto Cabral, que é também atualmente secretário geral do ICC.

Na ocasião, os novos membros discursaram sobre a vida e a obra dos seus patronos. Claude Bloc fez um extenso relato preparado com bastante esmêro sobre a vida e a obra de Vicência Garrido, enquanto Wilton Dedê, falou de improviso com bastante propriedade e conhecimento acerca do poeta e escritor José Carvalho. Ao final, foi servido um cocktail aos presentes.

COBERTURA FOTOGRÁFICA:

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiNnGboHjlEu6eg-sc-JGNxr58f0jdwm6amHF6JHm7-4MPoqcklrlQsS7Y7JMHWQXoIM7AbQ1VNXH6YxGkyG7-ihfUTFN1pjXDf_vbr94Odlzn-5Qh3KtAgzdt1QSLlIVykp-T6vgk2RZE/s1600/Img_5995.jpg

A cerimônia, que foi presidida por José Huberto Tavares de Oliveira ( Bebeto ) e conduzida pelo cerimonialista e memorialista Huberto Cabral, contou ainda com a presença de pessoas ilustres da cidade, dentre elas, o professor Jurandir Temóteo, escritor Roberto Jamacaru, Artista plástico Daniel Bloc Boris e o radialista Heron Aquino, que leu uma biografia de Claude Bloc, dentre outros.


Na foto acima: Claude Bloc Boris, que ocupa a cadeira No. 24 que tem como patrona Vicência Garrido.

Na foto acima, Wilton Dedê recebe o diploma de membro do Instituto Cultural do Cariri da sua esposa Rosângela ( Didi ).




Na foto acima, parte do público presente

Ao final, foi servido um cocktail aos presentes, nas dependências do ICC

Texto e Fotos: Dihelson Mendonça

sábado, 11 de fevereiro de 2012

SAIBA AGORA QUEM SÃO "OS CAMARADAS"



O COLETIVO CAMARADAS
AUTOR: Hamurábi Batista


Coletivo camaradas
É de luta, é de ação,
No intuito de promover
Grande mobilização
Pelas artes, a estética
Da cultura e educação.

As camadas populares
Engajam-se no processo
Pra barrar a exploração
Em nome do tal progresso
Da mentira imperialista
E todo seu retrocesso.


Além do questionamento
E o caráter engajado
É a arte libertando
O pensamento ofuscado
Do consumismo absurdo
Do gosto manipulado.

Desde o ano 2007
O Coletivo criado
Interveio, e atuou
Como foi idealizado
De lá pra cá construímos
Um movimento engajado.

Exposições,e debates,
Oficinas, instalações,
Performances poéticas
Palestras, e exibições
Com musicais, e debates,
Estéticas, intervenções.



Uma arte engajada
No contexto social
Inclusiva, atuante,
Brilhante, fenomenal,
Excelente, estimulante,
Política, e cultural.

Procura a comunidade
Pra fazer integração
E transformar pela arte
A atual situação
Excluída e sem acesso
Ao poder de criação.

Em defesa incessante
Do patrimônio cultural
E dos maiores tesouros
De valor imaterial,
Meio ambiente, ecologia,
E o conflito social.


Coletivo Camaradas,
Pela biodiversidade,
Ao resgate ambiental
Em plena modernidade
Da falta de consciência
Das pessoas da cidade.

Atuação objetiva
Na defesa ambiental
Esforços na intenção
Do diálogo vivencial
Em favor da natureza
O grande manancial.

O coletivo procura
Primeiro conscientizar
Com intervenção urbana
Desenvolver, informar,
Com a pessoa interagir
Para poder transformar.


Questiona a exploração
Da religiosidade
De fundo comercial
Praticada na cidade
Religião por dinheiro
E não pela caridade.

A dura realidade
Que o Coletivo encarou
Chegou no meio da rua
Pra começar contestou
E contra o preconceito
A sua luta engajou.

Busca a conscientização
Contrária a homofobia,
A violência gratuita,
Estupidez, covardia;
Lutando pelo respeito,
Em convivência e harmonia.



Seja em meio acadêmico
Ou em reduto popular
Inspiração coletiva
Na arte de inventar
O exercício da cultura
E o poder de libertar.

A cidade é um espaço
Pra fazer reflexão
É a tendência no campo
da arte na região
intervenção, liberdade
do Coletivo em ação.

Enxergar no espaço urbano,
novas formas e a cultura
Linguagens, Intervenções
Os fazeres e a estrutura
E os discursos da arte
Com grande desenvoltura.


Coletivo Camaradas
com inspiração Marxista
A arte é compreendida
Na tendência progressista
Materialismo Dialético
Por uma arte socialista.

A arte como elemento
Em prol da revolução
Para mudar o sistema
De injustiça e exploração
Do império capitalista
De fome e escravidão.

Apresentar os caminhos
Pro fazer intelectual,
Pelo acesso de todos
À produção cultural,
Pra libertação da gente,
Pra justiça social.


Então venha conhecer
Assistir, participar
Redescobrir a cultura,
Conhecer, vivenciar
Encontrar no coletivo
A força para lutar.

FIM

SERVIÇO:
Informações de como participar
coletivocamaradas@gmail.com
(88)96616516










VAMOS AO TEATRO?

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Os Camaradas no Sesc Juazeiro

NÃO QUEREMOS ENTREGAR, QUEREMOS INTEGRAR


Pedro Esmeraldo

 Em um dos bares da cidade, numa manhã de sol, encontramos com uma equipe de homens cratenses dizendo palavras desconexas, querendo entregar o Crato a localidades mais fortes. Tomamos isso como um acinte, pois não somos homens para esmorecer, mas para lutar.
Eles eram cidadãos maduros cheios de brios mas que não sabiam separar o joio do trigo. Desfaziam do Crato dizendo que, a cidade quando estiver em aquecimento, tem que se afastar para não ser queimado ou então, agarrar-se com unhas e dentes aos poderosos e inimigos. Para eles, o Crato teria que se entregar, tornando-se submisso, baixando a cabeça dizendo amém.
Não meus amigos, não somos dessa estirpe de homens fracos. Devemos lutar, pois estamos aqui pra enfrentar as dificuldades com desafio por que somos homens de luta. Não somos pessoas desgarradas e não nos aproveitamos da pieguice exagerada por meio da perfídia e da calúnia da massa governamental, que facilmente cai nas conversas destoantes e que sempre partem para entregar o Crato à corrente inimiga, proveniente dos homens usurpadores do progresso alheio que se aproveitam do prestígio exacerbado a fim de melhorar os bens patrimoniais de outros municípios.
Cremos que todos esses bens devem ser respeitados e permaneçam no devido lugar.
Nós, os cratenses, crescemos à custa do nosso suor. Não prejudicamos ninguém, não procuramos intriga, por meio de palavras ardilosas que vem atordoando a nossa consciência.
Lembremos do campus universitário da UFC que vinha para o Crato e foi arrebatado na calada da noite, tirando o direito do cratense de possuir a sua universidade.
Somos favoráveis à união, digna e merecedora de aplausos, integrando-se os municípios entre si.
Por isso, continuamos pensativos, com ânsia de desenvolvermos, mesmo carregando pedras, e ao mesmo tempo procuramos enquadramos no caminho da solidariedade humana e sem medo de enfrentar a luta cotidiana.
Esses homens pessimistas deveriam pensar um pouco e dizer a verdade, sem intriga e com coragem, enfrentando a luta de colocar homens filhos desse torrão para assumirem a representação no Congresso Nacional, tentando incluir o Crato com prestígio restabelecido, empurrando-o para o desenvolvimento equilibrado com modernismo aperfeiçoado.
Agora apelamos para esses fracos amigos que sorrateiramente esquecem de caminhar com altivez em benefício da nossa terra, não vacilem, trabalhem, ajudem a empurrar o Crato que anda à deriva. Afinal, Crato necessita de seu trabalho e não precisamos colocar interesse alheio em nosso meio.

Crato-CE, 08 de fevereiro de 2011.

Autor: Pedro Esmeraldo

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Para quem quer conhecer "Os Camaradas"

Onda de frio na Europa - Emerson Monteiro

O clima da Terra mudou a olhos vistos. Fenômenos já surpreendem populações inteiras nos mais diversos lugares, no entanto, com explicações plausíveis para tamanhas transformações nos acontecimentos, verdadeiras ameaças à sobrevivência e bem estar das espécies. Em 2010, por exemplo, houve mais terremotos na face do Planeta do que em todos os anos anteriores, causando apreensão e prejuízos, abrindo espaço às preocupações humanas com relação ao que sujeita ocorrer nas próximas décadas.

Em dias recentes deste princípio de ano (2012), a Europa atravessa grave crise climática diante das excessivas temperaturas verificadas, ocasionando, pelo menos, duas centenas de mortes em países de baixas temperaturas. Além das vidas em perigo, devido o abastecimento de gás natural e outras energias sofrerem drástica redução entre os mercados, gerando ainda mais deficiência nos instrumentos de reversão do quadro verificado.

Fortes indícios dos males de uma selvageria predatória longe de controle apontam, pois, à irregularidade racional de uso dos meios existentes para viver. Regiões reconhecidas pelo regime de chuvas regulares e fartas agora defrontam estiagens e secas de causa dó, fora mesmo das previsões, motivo de perdas sucessivas nas safras.

As razões das consequências, no entanto, crescem nas principais causas, dentre essas o desperdício dos recursos naturais a pontos jamais imaginados, pela ganância agressiva e perversa, em detrimento da Humanidade como um todo. Fome agressiva do domínio gratuito de bens preciosos a tudo justifica, febre doentia de esbanjamento e supérfluos que parece ilimitada, sobretudo das nações ricas, fora dos escrúpulos necessários à sustentação, imposição da própria miséria ética desse tempo do salve-se quem puder.

E nisso claudica o sistema da produção mundial, aberto à livre competição dos acúmulos desmedidos. O interesse dos grupos de poder predomina sob a justiça coletiva, peso comprometedor que e a quase ninguém sensibiliza para respostas proporcionais ao problema.

Milênios de desmatamento, guerras, testes nucleares, exploração incontrolada e poluição em massa só de longe cobram o preço impagável de tudo o que o amadorismo apocalíptico ora transforma em alertas extremos da Natureza mãe, em gritos de atenção surdos e valiosos.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Comunistas traçam estratégias no Cariri para eleições municipais




O Partido Comunista do Brasil – PCdoB realiza em todo o estado do Ceará os Fóruns de Integração Regionail com o objetivo de fortalecer a formação teórica dos militantes e criar estratégias para o crescimento da organização partidária nos movimentos sociais e a preparação para as eleições municipais.

No Cariri, o Fórum foi realizado na manhã do dia 04, no auditório do Centro Educacional de Referência Almirante Enani Aboim Silva em Juazeiro do Norte e contou com os comitês municipais das cidades de Abaiara, Araripe, Assaré, Aurora, Barbalha, Barro, Campos Sales, Crato, Farias Brito, Grangeiro, Juazeiro do Norte, Milagres e Potengi. O evento contou com a presença de lideranças ligadas aos movimentos de juventude, culturais, educação, mulheres e sindicais. Além de parlamentares, dos prefeitos Samuel Alencar (Potengi) e Vandevelder Freitas (Farias Brito), da presidente da Câmara de Potengi, Leonir Cavalcante e pré-candidatos.

Os Comunistas pretendem lançar um projeto ousado para as eleições municipais no Ceará. A intenção é dobrar a bancada de vereadores de 62 para 120 parlamentares e de 05 prefeitos para pelos menos 10 prefeituras. No Cariri o partido, vem tendo um crescimento significativo com prefeitos nas cidades de Farias Brito e Potengi e com vereadores nas cidades de Juazeiro do Norte, Farias Brito, Altaneira, Jardim, Potengi e Araripe. Além de lideranças do movimento cultural assumindo secretarias municipais da Cultura, como é o caso de Assaré e Potengi.

O Fórum demonstrou o sentimento dos comunistas em avançar na participação nos movimentos sociais, no campo parlamentar e institucional.

Início de tudo - Por José de Arimatéa dos Santos

Janeiro já passou e as merecidas férias também já se foram. Agora já é fevereiro e para muitos é o verdadeiro início do ano. Só para reforçar o carnaval está a bater as nossas portas e dessa vez é fevereiro, como é tradição. Regiões brasileiras carnavalescas como Rio de Janeiro, Pernambuco, São Paulo e Bahia a data do carnaval é somente o ápice da festa neste segundo mês do ano.
Fevereiro significa também a continuação de nossas preocupações com o pagamento de impostos para o governo. IPVA, IPTU, Seguro disso e daquilo, fora os impostos embutidos em qualquer compra nossa. E o salário só vai sendo corroído pelo monstro, nem digo leão, da máquina arrecadadora de todo governo. É uma fome siberiana do estado. Incrível como o gestor público só pensa em tomar o dinheiro nosso através de taxas e impostos. Até obrigações diárias do governo tem que ser taxadas. E somos nós que pagamos a conta. Nem vou falar em corrupção, pois se não estrago o dia, noite ou manhã de qualquer um de nós.
Fevereiro início do ano, mas só depois do carnaval. Até passar o carnaval a mídia fala que  Dilma fará a reforma ministerial e tal partido da base aliada não se conforma com o número de aliados contemplados com alguma pasta. E essa mesma ladainha se escuta nos governos estaduais e municipais. Tem também as negociações quanto as coligações partidárias referentes as eleições de prefeito e vereador. Até as convenções os caciques políticos se tratam educadamente, pois podem estar juntos no mesmo palanque. E não se vê o cuidado com as ideologias mais não. Comunista se alia a liberal. Trabalhador se coliga com empresário. O que vale é ganhar a eleição.
Isto é fevereiro. Mês de festa do povo nas ruas onde o folião se esbalda e procura esquecer ao menos por três dias as frustrações e decepções na política e seus corruptos de plantão e os conchavos que são contra nós invariavelmente. E a vida segue na nossa luta diária por mais paz e conquistas coletivas e pessoais que desembocam na alegria, mesmo que momentânea, de carnaval. É fevereiro.... Vamos, seja como for, fazer a folia!
Mas que a alegria de carnaval seja o início de atitudes conscientes com a vida. Se vai beber nem chegue perto da direção do carro. Nada de briga, pois esse período é certamente um dos mais alegres do ano. Vamos começar esse início de ano com muita responsabilidade e amor a vida. A folia une a todos e a rua é passarela da verdadeira alegria de viver onde as ricas manifestações da cultura nacional desembocam no momento em que a nota máxima contemplem o amor e a solidariedade com o irmão. Isso é carnaval. Início de tudo.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Exposição dE nÃo ArTiStAs



Partindo da premissa que não precisa ser artista para entender ou fazer arte,  a exposição “dE nÃo ArTiStAs” propõe um diálogo interativo e contemporâneo que coloca o grande público como co-autor e estabelece uma relação de identidade e pertencimento com o trabalho artístico.
 
Essa exposição é resultado da experiência desenvolvida no Laboratório de Estudos, Vivências e Experimentos em Arte Contemporânea – O Leve Arte Contemporânea; desenvolvido com alunos de escolas públicas do Crato, e compreende a perspectiva estética e artística do Coletivo Camaradas que coloca a arte como elemento de humanização e reflexão social, a partir de proposições coletivas e interativas.   

A exposição funciona como um Laboratório para experimentos e processos criativos em que a galeria foi transformada num atelier, possibilitando que os visitantes possam criar, modificar, resignificar objetos e ações.

Os trabalhos exposto foram feito pelo Coletivo Camaradas que atua no Cariri a 5 anos. O Coletivo é composto por 20 jovens e tem a frente o artista visual e poeta Alexandre Lucas.
 
Na “dE nÃo ArTiStAs” o público pode se sentir fazedor, pode alterar a ordem dos objetos e até mesmo criar o seu próprio trabalho; assistir exibição de vídeos com registros de performances e intervenções urbanas; e apreciar trabalhos individuais, instalações e objetos. 
 
A exposição foi aberta dia 26 de Janeiro na galeria de Artes do SESC Juazeiro do Norte com horário de visitação de 13h às 21h  de segunda a sexta até dia 23 de março de 2012.