Seja colaborador do Cariri Agora

CaririAgora! é o seu espaço para intervir livremente sobre a imensidão de nosso Cariri. Sem fronteiras, sem censuras e sem firulas. Este blog é dedicado a todas as idades e opiniões. Seus textos, matérias, sugestões de pauta e opiniões serão muito bem vindos. Fale conosco: agoracariri@gmail.com

terça-feira, 27 de outubro de 2009

UFC ABRE INSCRIÇÕES PARA RESIDÊNCIA MÉDICA

A Universidade Federal do Ceará (UFC), através da Comissão de Residência Médica (COREME)/UFC realiza por intermédio da Coordenadoria de Concurso da UFC (CCV), Processo de Seleção Pública para preenchimento de vagas para Residência Médica. A Faculdade de Medicina de Barbalha oferece vagas para as especialidades de Cirurgia Geral (três vagas), Clínica Médica (seis vagas), Obstetrícia e Ginecologia ( três vagas) e Pediatria (três vagas). As inscrições serão realizadas exclusivamente pela internet e estarão abertas até às 19 horas do dia 8 de novembro no site: http.//www.resmed.ufc.br.

Maiores informações: na Residência Médica Cariri pelo Telefone (88) 3312-5035.

Juazeiro ficará limpa durante Romaira dos Finados



A secretária do Meio Ambiente de Juazeiro do Norte, Onélia Leite, participou de uma reunião com os subprefeitos e representantes da Marquise, empresa responsável pela limpeza pública de Juazeiro do Norte, com o objetivo de discutir plano de trabalho a ser desenvolvido na Romaria de Finados.

Na ocasião a gerência da Marquise apresentou o plano operacional para os dias dos festejos. Onélia cobrou da empresa atenção especial para os pontos de maior movimentação.

Durante o período de Romaria as ações da SEMASP serão intensificadas, com o objetivo de manter os locais de visitação em condições dignas de um bom acolhimento aos milhares de peregrinos, afilhados do Padrinho.

Na Praça Padre Cícero será montado o QG da SEMASP, onde será realizado um trabalho educativo em parceria com a Fundação Escola Monsenhor Murilo de Sá Barreto. Equipes de agentes ambientais distribuirão mudas de citronela e material informativo e com apoio da Faculdade Leão Sampaio disponibilizará ao romeiro, aferição de pressão arterial.

A SEMASP mantém um trabalho permanente com equipes dividas nos bairros realizando serviço de varrição, capinação, poda e retirada de entulhos. Outra ação em destaque é o mutirão das praças, um esforço em conjunto com as subprefeituras para dar um novo aspecto às áreas de lazer do município.

Lembre-se, "cidade limpa é aquela que agente menos suja". Colabore com a limpeza pública enviando críticas e sugestões

Alô SEMASP: (88) 3511.3512

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

BlogTeste

Leia com bastante atenção estes interessantes e divertidos testes. Para respondê-los, você não precisará de papel, caneta, lápis etc. São testes que medem o seu potencial de inteligência.

1º TESTE:
Foi descoberto que o nosso cérebro tem um Bug. Aqui vai um pequeno
exercício de cálculo mental !!!! Este cálculo deve fazer-se mentalmente
(e rapidamente), sem utilizar calculadora nem papel e caneta!!! Seja
honesto. Faça os cálculos mentalmente.

Tens 1000, acrescenta-lhe 40. Acrescenta mais 1000. Acrescenta mais 30 e
novamente 1000. Acrescenta 20.. Acrescenta 1000 e ainda 10. Qual é total?


-----

2º TESTE:
Conte, quantas letras 'F' tem no texto abaixo sem usar o mouse:

FINISHED FILES ARE THE RE-
SULT OF YEARS OF SCIENTIF-
IC STUDY COMBINED WITH
THE EXPERIENCE OF YEARS


-----

3º TESTE:
Rapidamente, pense em uma ferramenta e uma cor!

Obs.: As respostas estão na página dos comentários.

Passa-tempo

O nosso cérebro é doido !!!

De aorcdo com uma peqsiusa
de uma uinrvesriddae ignlsea,
não ipomtra em qaul odrem as
Lteras de uma plravaa etãso,
a úncia csioa iprotmatne é que
a piremria e útmlia Lteras etejasm
no lgaur crteo. O rseto pdoe ser
uma bçguana ttaol, que vcoê
anida pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos
cdaa ltera isladoa, mas a plravaa
cmoo um tdoo.



Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito:

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4
M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R
CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O!
NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45
N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O
CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M
PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R
B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3!
P4R4BÉN5!

Exemplares de 4 livros raros à venda em Crato

Encontra-se à venda na Livraria Apoio (Rua Dr. Miguel Limaverde, 482, em Crato) quatro livros da Biblioteca Básica Cearense, reeditados pela Fundação Waldemar de Alcântara.
São eles:
–“O Cariri: seu descobrimento, povoamento, costumes”, de Irineu Pinheiro, que enfoca o descobrimento e o povoamento da região;
Algumas origens do Ceará”, de Antônio Bezerra, que trata de um trabalho documental sobre as origens do Ceará;
Scenas e typos”, de Rodolpho Theophilo;
Miscellanea histórica ou coleção de diversos escritos”, de João Brígido.
A Livraria Apoio dispõe de dez exemplares de cada dos livros acima alinhados, razão porque os interessados devem adquiri-los com a máxima brevidade.

Fonte: Armando Lopes Rafael (via Cariricult)

Livro de Sidney Rocha, escritor juazeirense, será lançado no Cariri


Resenha do livro pelo poeta Lupeu Lacerda

Matriuska de Sidney Rocha
Ou ainda: lupeu não sabe escrever resenhas


Vamos ao que interessa: você bem que gosta de uma boneca, eu sei, é verdade. Na boa porra! Sem mentiras! Você bem que viaja na maionese quando vê uma inflável simpática. Pois muito bem, é de bonecas que estou falando sim. Das bonecas escrotinhas de Sidney Rocha, também chamadas de “matriuskas”. Sabe o que é uma matriuska? Sabe não? São aquelas bonecas russas que enfeitavam as estantes das menininhas comunistas que comiam criancinhas. As de Sydney Rocha também comem. De tudo um pouco. Marisa, a primeira, faz um boquete por dez conto. Mas você tem que entender que o sol é foda, e que cega e seca: quem vê e quem lê. Sidney tem o encantamento do estranhamento. De uma leitura que incomoda, porque real, porque parece que eu vi, porque parece que foi comigo, porque parece que a Marisa do conto ta vindo ali, de lá, de sei lá onde, com medo do sol. Que porra de literatura é essa, de Sidney Rocha, que me faz querer interferir no que leio? Fico assim: indignadoencantado. Mas no fundo eu sei, ele faz isso de propósito. A segunda boneca tem um nome que pode ser separado. Cam. Mila. Duas. Dois espíritos. Corpo nenhum. Coisa bonita de dentes brancos sem gozar. Soprando. Como um poema. Que é o que se flagra nessa porra que ele chama de conto. Conto um caralho. Deve ser um prosoema. Um contoema. Um milaema. Um dilema que Sidney coloca assim, na mesa, pra você, desavisado, pegar ligeiro e comer quente. Doeu? Leia de novo, espere esfriar. A matriuska que dá nome ao livro não tem nome. Por isso a nomeio: “semnome”, mas ela tem uma bolsa. Dessas bolsas, que mesmo pequenas, carregam a vida de uma mulher. E delimita o seu personagem. Todo escritor é escroto. Sidney não foge a regra, antes a corrobora. Ele é o lexotan que a matriuska jura que não toma. Depois ele vem assim, com outra boneca de fala arrevezada e nordestina. E severinamente diz que pariu a morte. É forte. E deus não tem nada a ver com isso. Pode até apostar. Mastruz sim. Com veneno. E sem água. Pra dar sede. E nada vem de graça, e logo surge um camburão pegando a zinha, matriuska também, que descobre os poderes de trepar apanhando. Dói. Dá nojo. Dá raiva dos filhos da puta. Mas é como te disse antes: o cara que escreve quer mesmo é isso – assuma ou não – que quem lê se incomode quando lê. Que levante a bunda da cadeira e saia pra fumar um cigarro. E ficar na dúvida se leu ou se viu na televisão. Se leu ou foi que contaram de manhã, no balcão de um barzinho suburbano. Foi? Estupraram? Comeram? Foi bom? Puta que pariu! E do Nestor, você soube? Como assim, qual Nestor? Nestor porra! O comedor. Que um dia, teve que escutar o que queria e o que não queria. Mas, de certa forma, se vingou da matriuska: ela nunca vai saber até que parte ele ouviu. Daí, pause, que ela entrou na meno pause. E eu, que não sabia picas de como era entrar em pause, agora sei. Que Sidney disse. É soprar pra dentro. É virar fumaça. Sem virar. Dá pra recitar. Em oito vozes dissonantes. Poema pop pause em dó nenhum. E Manassés tem mais é que escutar uma mentira ou duas. Quem é Manasses? Leia. Senão, fodeu. Que mais eu não conto. Depois da pause, passe no supermercado e compre um absorvente para a próxima leitura. Nada disso de comprar qualquer absorvente meu camarada, ou minha camarada. Compre um carefree para sua matriuska que gosta de números e referências. De quem ele ta falando finalmente? Da minha irmã? Da irmã dele? Da puta esquisitinha que mora no oitavo andar? Sidney é foda. É um dissecador. Um desses caras que nasceram com facas de açougueiro em lugar de dedos. Mas isso é bom porra. Traz sangue pra escrita. Sangue de mênstruo. Por isso de vida. Por isso de ler. Por isso de pegar o livro como se coisa fosse. Coisa que se mexe na mão. Como um desses pivetes recém nascidos. Que a gente quer largar no chão. Pra passar a aflição sabe? Sabe é nada. Se soubesse, saberia de esther, de nome bíblico, de dores indizíveis, e que sabe deus com que trepadas esotéricas, conseguiu parir monstros com nome e sobrenome. Saberia também, caso soubesse, dos mistérios que é morrer de causa gafanhão. Falando nisso de morte, uma das matriuskas de Sidney tem acesso direito a deus. E pede dias de saldo pra resolver pequenas coisinhas. Miudezas que cada um, se soubesse direito o que tava fazendo iria logo resolvendo. Até porque as vezes, deus ta de mau humor é pode romper o trato. Pode em vez de dar mais um dia, ou dois, ou dez, te tirar uns quinze. Por ócio talvez, por tédio quem sabe. Então, se é o caso, comece agora a ler o livro. A pagar a conta. A devolver a parada que você pediu emprestado. Quem sabe deus não ta contigo na mira? De bonecas barbie é difícil falar. Dá uma coisa na garganta. Um nó. É meio sade. Com delicadeza. É meio nelson rodrigues, pela cara de notícias populares. É todo Sidney. Assombrando os pensamentos de pais zelosos. De filhas gostosinhas. De bonequinhas cheias de pecado. De pais que queimarão para todo o sempre no inferno de sonhos que não precisam acordar. Odeio Sidney. Odeio principalmente porque não conheço jane. Porque não a vi dançando no poste do motel. Porque não pude me apresentar a ela: prazer querida, meu nome é tarzan. Agora, de uma coisa qualquer um que leia o livro de Sidney não vai poder escapar: da página 63. da página 63. 63. 63. ele saiu? Ele? Saiu? E no tempo da onça? Guadalupe fazia poeira e filhos que não ensinavam ela a ler a desgraça das placas. Gosto de guadalupe. Bateria em guadalupe. Comeria guadalupe. Mas, se sobrasse tempo, ensinaria ela a ler. Guadalupe, lendo, leria wwwoman. Fumaria um baseado feito de aspargos coloridos para entender a ficção. Pra poder entender a tristeza de diana. Fiquei pensando: seria palmer o sobrenome de diana? Seria a deusa? Uma vagaba drogada. Diana. Simplesmente. Até porque a história dela não é simples. Há que se prestar atenção aos pontos. As vírgulas. A geografia. A diana. Linda. Linda e filha da puta. Tão filha da puta quanto a matriuska cristiane. Que queria o mar de cada viagem. Que queria o mar de cada viajante. Que engolia cada viagem de cada viajante procurando o sal dos que viajam. Dos que vão. Dos que lêem pelos olhos de Sidney. Daí, pelos olhos de Sidney, vi uma poltrona feminina. Sangrando. Puta da vida. Daí, que pelos olhos de Sidney, me assustei olhando os móveis de minha casa. Os femininos. Cadeiras. Geladeira. Canetas. Será que? Será? Mas não. Os anjos não permitiriam. No fim do livro, começo de tudo, Sidney conta os passos pra matar alguém. E enche de letras uma página que é rua. E enche de letras um semáforo. E enche de vida uma são paulo que pode ser crato. Jerusalém. Juazeiro da bahia. Lá vem a mulher, com uma faca viva na bolsa. Valha-me deus. Escuto a buzina do carro. O beijo. Em preto e branco. De uma foto da guerra. O sangue do vampiro. Em preto e branco. Sydney rocha. Em preto e branco. Preto no branco. Dançando uma ciranda profana com suas matriuskas nuas. Cada uma contando sua história ao mesmo tempo. Como se possível fosse. Possível. É possível. Leia se for capaz.

Serviço:
Matriuska - Contos.
Autor: Sidney Rocha
Iluminuras

Fonte: Séquiço Sacro

O cantar do coração - Por Emerson Monteiro



A literatura dos interiores distantes traz em si um charme especial de quem sofre sozinho em meio às coisas que acontecem longe, no dia-a-dia do código interno da vida sob sete chaves, na alma calada, indagadora, febril, viajante nas encostas dos relevos imaginários, em sobrevoos de largas praias, no seio do coração, paixão crua de viver isolado e amar ainda assim sozinho.
E nisso o poeta vira doutor de ciência inatingível pelos dedos da fria realidade. Peregrino de estradas desertas, examina cada urze e cada pedra às margens. Mergulha nos prados da alma, abre portas de castelos infinitos, abraça o próprio peito e consigo as multidões, mártir da mesma ausência que confronta barreiras e o tempo, suas brisas abissais de madrugadas insondáveis.
Criar do nada, sentir o pulsar das veias e decodificar palavras guardadas em gavetas bolorentas, atirar às futuras gerações punhados de sementes douradas. O poeta e o território dos homens, missionário das grandes navegações do furor dos indivíduos tempestuosos, espécie de cobaia no seu estado mais puro de ausências.
Raimundo Elesbão de Oliveira nos conta tudo isso em versos dotados de afirmações interrogativas de momentos agitados do ser. Suas aventuras espirituais as deixou gravadas em forma de notícia-tradução aos pósteros que só hoje revelam passos que deu na memória de uma época que se foi, a outras gerações, em formato de livro.
Artistas sonham. Amam. Artistas nutrem ideias, utopias, realidades tangíveis. Não lhes cabe produzir bombas, metralhadoras, aviões de combate, tanques, fome, divisões.
Hoje, ao seu tempo, a literatura propicia trabalhar a ciência nos seus níveis tantos, rumo ao potencial da infinita criação, transformando-os em seres válidos, amigos, irmãos entre humanos, a fim de construir sociedade nova, sem ganância ou competição exacerbada, livre dos atuais derramamentos inúteis de sangue. Tudo perpassa o senso do estético e disponibiliza constante mudanças de inspiração. E sentar e transferir ao papel valores dignos, naturais, democráticos, das possibilidades em partilhar o amor com as outras criaturas, dando exemplo de clareza no que pese a luta insana cotidiana. A arte qual mágica de sonhos realizáveis pela força vital, a pleno dispor da fértil natureza, meios efetivos, abertos ao público em profusão de cores, distribuições, suportes.
Seus filhos e netos sentem a responsabilidade disso para com alguém inspirado, que foi o avô e pai consciente , a registrar contrito os refolhos grandiosos da paisagem íntima em palavras, gestos de interpretação, testemunhos inalienáveis do que presenciou no dedilhar das eras contínuas. Transferem com isso o compromisso de personalidade eminente para o seu meio, a cidade de Araripe, no Cariri cearense, com atitudes clássicas e visão avançada, chance única dos que viveram naquele contexto e não mais existem a não ser nas descrições esmeradas de Raimundo Elesbão, a deter a escritura de seu posto de observação, a corrosão da imperenidade dos séculos impacientes.
Falassem as pedras e restariam semelhante angústia de autores e suas palavras prenhes de poemas e extrema verdade.
Eis por tudo isso o que este livro (“A vida e o verso”, lançado no dia 24 de outubro de 2009, em Araripe CE) quer guardar, o melhor perfume notado de um senhor a um só tempo mestre, tabelião, conselheiro, filho, esposo, pai, avô, amigo, autor, em comunidade interiorana do sertão do Nordeste, escondida nos socavões da Serra do Araripe, cheia de tipos inesquecíveis, dignidade provinciana e inspiração à flor da pele, nos tantos mistérios de realidade multiforme. Estes versos lhes falarão disso com carinho e continuidade, esperança de que outros reavaliem o penhor do sonho de tempos ricos em paz e solidariedade brejeira.

II Conferência Municipal de Cultura em Juazeiro do Norte

27 de outubro de 2009

TEMA: “Cultura,Diversidade,Cidadania e Desenvolvimento.
LOCAL: Teatro Municipal Marquise Branca, Av. Pe Cícero S/N Salesiano ao lado da Linha Férrea


HORÁRIO: 08:00h às 18:00h

PROGRAMAÇÃO

07:30H – Credenciamento e Inscrição – Coffe Break
08:00h – Solenidade de Abertura ( Formação da Mesa)
09:00h - Palestra
TEMA CENTRAL: Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento
Palestrante: Roberto Zoubel ( Ministério da Cultura)
10:00h – Debate

EIXOS E SUB-EIXOS

1 – PRODUÇÃO SIMBÓLICA E DIVERSIDADE CULTURA
Palestrante : Titus Benedickt Riedl (URCA)

Foco: produção de arte e de bens simbólicos, promoção de diálogos interculturais e formação no campo de cultura.
· Produção de Arte e Bens Simbólicos
· Convenção da Diversidade e Diálogos Interculturais
· Cultura, Educação e Criatividade
· Cultura, comunicação e Democracia

2 – CULTURA, CIDADE E CIDADANIA
Palestrante: Cristina Diogo
(ONG Juriti)

Foco: Cidade como espaço de produção, intervenção e trocas culturais, garantia de direitos e acesso e bem culturais.
· Cidade como Fenômeno Cultural
· Memória e Transformação Social
· Acesso, Acessibilidade e Direitos Culturais

3 – CULTURA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Palestrante: Prof. Hugo Rodrigues
Foco: a importância estratégica da cultura no processamento de desenvolvimento
· Centralidade e Transversalidade da Cultura
· Cultura, Território e Desenvolvimento Local
· Patrimônio Cultural, Meio Ambiente e Turismo

4 – CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA
Palestrante: Prof. da UFC

Foco: economia criativa como estratégia de desenvolvimento
· Financiamento da Cultura
· Sustentabilidade das Cadeias Produtivas da Cultura
· Geração de Trabalho de Renda

5 – GESTÃO E INSTITUCIONALIDADE DA CULTURA
Palestrante: Lenin Falcão (Gerente do CCBNB Cariri)

Foco: fortalecimento da ação do Estado e da participação social no campo da cultura
· Sistemas Nacional, Estaduais e Municipais de Cultura
· Plano Nacional, Estaduais, Municipais, Regionais e Setoriais de Cultura
· Sistema de Informações e Indicadores Culturais
13:00h – Almoço
14:00h– Trabalho de Grupos – Eixos Temáticos 1,2,3,4,5
15:00h – Plenária: Apresentação dos trabalhos de grupos (GTs)
15:30h – Intervalo
15:45h – Aprovação de Relatório de Grupos
16:45h – Eleição dos Delegados e Suplentes
17:45h - Encerramento
Fonte: Blog de Juazeiro

Lúcio Alcântara é o mais novo sócio do Instituto Cultural do Cariri

Foto: Dihelson Mendonça (Blog do Crato)

Lúcio Alcântara, ex-governador do Ceará, foi empossado, neste sábado, 24, na Cadeira nº. 29, Secção de Ciências, do Instituto Cultural do Cariri–ICC, que tem como Patrono José Waldemar Alcântara e Silva.

A solenidade constituiu-se ainda em um momento de homenagem e de reconhecimento pelos serviços prestados por Lúcio Alcântara ao Crato e ao Cariri, principalmente durante os seus mandatos de Senador da República e de Governador do Estado.

Na foto, Lúcio Alcântara recebe o diploma de sócio das mãos do presidente do ICC, Manoel Patrício de Aquino, e de Raimundo de Oliveira Borges, presidente do Conselho Superior do Instituto.

Música Falsa Memória vence Festival Cariri da Canção

Intéprete da Música vencedora do Festival
(Foto: Dihelson Mendonça - Blog do Crato)

A música Falsa Memória, de Márcio Holanda e Cláudio Mendes, de Fortaleza, foi a vencedora do Festival Cariri da Canção, encerrado na noite de sábado, 24, no Centro Cultural do Araripe, em Crato.

O Festival Cariri da Canção foi realizado no período de 21 a 24 do mês corrente, numa promoção da Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude do Crato, que tem à frente a dinâmica Danielle Esmeraldo. Trinta musicas foram selecionadas para as três noites de eliminatória. Na final, doze músicas classificadas "brigaram" pelos primeiros lugares. A música Falsa Memória foi a que mais contemplou os critérios exigidos pelo juri e recebeu a premiação máxima.

Grande público participou de todas as noites do evento, que além da mostra competitiva, trouxe apresentações de atrações regionais, como Dr. Raiz, Cleivan Paiva e Janinha, e do cantor Chico Cezar, grande nome da Música Popular Brasileira.

Pensamento para o Dia 26/10/2009


“Cada ato feito com a consciência do corpo é fadado a ser egoísta. O serviço altruísta nunca pode ser realizado enquanto estiver imerso na consciência do corpo. A consciência de Deus (Deva), em vez da consciência do corpo (Deha), originará o esplendor do Amor Divino (Prema) de dentro do coração. Com essa idéia como inspiração e guia, o homem pode conseguir muitas realizações boas. Devemos cultivar a atitude de que tudo é pela vontade de Deus, tudo é Seu jogo Divino (Leela).”
Sathya Sai Baba

domingo, 25 de outubro de 2009

REFORMA NO ROMEIRÃO




O prefeito Manoel Santana (PT) e o secretário de Esporte e Juventude de Juazeiro, Aurélio Matias, participaram na noite da última sexta-feira, 23, de uma reunião no Gabinete do prefeito com o arquiteto Roberto Bezerra. O objetivo foi discutir o projeto arquitetônico para reforma e ampliação do estádio Romeirão. Sem falar ainda em números, pois o arquiteto fará agora um levantamento de custos, foi apresentado um projeto inicial com mudanças estruturais que deixarão o estádio de acordo com o especificado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o Estatuto do Torcedor, permitindo a realização dos jogos da Série B do Campeonato Brasileiro, que será disputado pelo Icasa. O prefeito disse que pretende discutir a reforma e ampliação do estádio junto ao governador Cid Gomes e ao Ministério dos Esportes. Tão logo o projeto seja concluído será apresentado à imprensa, dirigentes de futebol, torcedores e autoridades juazeirenses.

imagem: blog da jornalista Ana Maria Duarte

Aurora, um presente da Igreja.

Primeiro predio de Aurora, (1831-2009)

Luiz Domingos de Luna*


Desfraldando com um facão rabo de Galo, com a batina Moída pelo tempo, nos araçás ainda úmidos na boca quente, os sabiás pulavam de galo em galho, a aurora boreal a registrar o momento, Na manhã de 1825, O cedro, as carnaúbas, os marmeleiros, na brisa da paisagem, a cruz deslocada aos pioneiros, dos irmãos lazaristas, aos missionários, a primeira cabana é erigida, na verdade uma capela, ou mais precisamente, um oratório de um padre, um penitente.

A Contemplar a seara da Messe aos olhares atentos de seus irmãos, seus amigos, familiares e parentes. A Chama de uma lágrima floresce na face daquela fisionomia sofrida e retorna a terra que feliz fica ao ver aquela forte figura cadavérica entregar os pontos, do pensar para o alto, e fazer a ligação entre o humano e o divino.

Sob as palhas do oratório, na prensa de uma cabana, com o cheiro forte da celulose, parava a ciclose e começava missa, batizados e casamentos. A Igreja entrando nas matas, virgens, nuas, e ecológicas ao som do maestro natural de Crato a rumar sertão adentro o ouvir ainda, do Rio Salgado, potável nas águas, a riqueza de uma região em andamento.

O Padre a ouvir a cantilena, de uma sobrinha não contente, haja preces, e mais preces ao casamento, da primeira devota do Menino Deus - Maria Leite dos Santos, no choro da estola aos pés do padre Antonio Leite de Oliveira, a súplica de uma irmã da fé, nascia, naquele momento, pois, em lágrimas rogava e pedia que se um esposo encontrasse, em um tempo ou a um só templo um oratório ergueria.

Do Aracati ao Crato, um tropeiro conduzia, uma condução de burros, todos paramentados na estrada que trazia, nos juazeiros do Cariri, uma nova estrada surgia, na fatiga da poeira da estrada, na orla de um rio parava, o príncipe dos sonhos de Maria.

Quando um burro se afogava, Francisco Xavier de Sousa, gritava, som que penetrou nos suave auvidos de Maria, acudira com precisão, mais no calor da emoção, enquanto o burro saia, o olhar penetrava, o véu ao chão caira, força de uma seta, talvez fosse uma reta, o coração dos dois jovens em calor se ebuliram.

Numa casa de taipa, uma tapera, uns fachos aos jogos e folguedos, o jovem gritava e aplaudia, eram gritos de derrota e de vitória que o jogo lhe trazia, na verdade uma grande paixão, que nasceu no rio e na mesa de Maria.

O Padre que conhecia a história e as preces de Maria, lembrou de seu juramento, já foi falando em casamento, que foi um contentamento para os dois que admirados lhe ouviam.

Assim nasce o oratório do Menino Deus, todo ornamentado, simples e bem cuidado pelo amor de Maria.

De Francisco Xavier da estrada o seu estado, um lindo sobrado, pensava, as posses de sua esposa a obra construía em 1831, A Fazenda logradouro seu oásis possuía. Da fazenda para a venda uma nova história nascia, pois no grito de Paulinho Nogueira, na soleira do sobrado o nome Aurora surgia. A Velha história se esconde, pois a cratense Aurora Leite Teixeira dá um basta à hipocrisia, revelando o seu romance com o coronel que na rua da vala nascia, um amor que não podia, assim veio para a venda, ergueu também uma capela, criando uma contenda, nasceu logo uma desavença entre sobrinha e tia.
O Padre sabiamente, delimitou bem ligeiro, a área de atuação, destas duas heroínas uma ficou o nome a outro o padroeiro.
O Tempo jogado no espaço a esperar um luzeiro, em novembro de 2009 José Cícero é o obreiro, na secretaria de cultura, num passo firme e certeiro, ao consultar o estado, que foi muito hospitaleiro, finalmente na linha do tempo pisado, o sobrado é tombado, ao povo da Terra do Menino Deus é repassado e ao povo de Aurora agraciado com o seu primeiro prédio feito em alvenaria.
(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora – CE.

SIDNEY ROCHA LANÇA LIVRO EM JUAZEIRO



No próximo sábado, dia 31 de outubro, a partir das 18h, na Solaris Vídeo (Manoel Barros), rua Padre Cícero, 1227, fone: 3512-4900, o escritor caririense Sidney Rocha estará lançando a sua festejada obra “Matriuska”, livro de contos que vem despertando interesse especial da crítica e do público pelo Brasil afora.
Será uma boa oportunidade para encontrar o (s) amigo (s) e conhecer de perto (quem ainda não o conheça), autor e obra,
o que pode ser visitado, também, em www.matriuska.com.br
Na ocasião, será exibido um curta metragem baseado nos contos.do livro.
O livro (“Matriuska”) será comercializado no Cariri pela Solaris Vídeo, à rua Padre Cícero, 1227, em Juazeiro do Norte, que apóia o evento juntamente com a FS Informática.

Por Joilson Kariri Rodrigues

Assim Xico Bizerra se apresenta:

"Desembuchei no mundo numa cidade cearense chamada Crato, nos calcanhares da Serra do Araripe, avizinhada, parede-e-meia, com o Pernambuco. Por aquelas bandas se nasce sentindo as baforadas do baião, se toma mingau com gosto de xote, a chupeta já vem melada com o açucar do xaxado. Além do mais, ao sair do bucho da mãe, já bate nas 'oiça' da gente um violeiro, um cantador ou cego de feira, do outro lado da calçada, cantarolando Goanzagão. Como não se apaixonar pelo rei Lua? Assim, fui balançando na rede ouvindo o acalanto Gonzagueante e sentindo no pau da venta o cheirinho bom da terra do sertão. Para completar, minha mãe tocava bandolin, quando nao tava namorando meu pai. Daí o gosto pela música, consequência de uma relação quase umbilical."


Lembra que desde os 14, 15 anos ja compunha umas "besteirinhas". Meio por timidez, meio por falta de tempo para dedicação integral, foi "embauzando" as composições, guardando-as só para si. Até que, com a proximidade da aposentadoria e percebendo o processo "pinelizante" dos colegas que se aposentavam, resolveu que, no período de "vagabundagem" que se avizinhava, valeria a pena fazer algo prazeroso, que lhe afagasse a alma. E a cultura nordestina foi quem ganhou mais com isso, pois Xico é daqueles "operários da cultura" que se dedica integralmente a sua função.
Hoje Xico Bizerra é um fenômeno no cenário musical brasileiro, tendo sido gravado e regravado por mais de 200 cantores de todo o país, entre eles os renomados Dominguinhos e Elba Ramalho. Só para se ter uma idéia a música "SE TU QUISER" possui mais de 90 gravaçoes.
Vale contar
O CD "Balaio de Amor", de Elba Ramalho, foi indicado ao Grammy Latino 2009. No Balaio de Amor de Elba tem duas canções do nosso Xico Bizerra: "Oferendar" e "Se Tu Quiser".
Ouça a música OFERENDAR com Elba Ramalho:

Mensagens para uma vida melhor - ZIBIA GASPARETTO


Autora de enorme sucesso, a médium Zibia Gasparetto estreia coluna semanal em O DIA
Rio - Uma das campeãs de venda de livros do Brasil e uma das maiores escritoras espíritas do mundo, Zibia Gasparetto agora vai conversar diretamente com os leitores de O DIA. A autora, que já tem 33 livros publicados, assinará uma coluna semanal no jornal, sempre aos domingos, para compartilhar suas ideias e ensinar muito do que aprendeu em 61 anos de mediunidade.

Em 61 anos de mediunidade, Zibia escreveu mais de 30 livros e dezenas de artigos
Sua estreia está marcada para a próxima semana, no emblemático dia 1º de novembro — Dia de Todos os Santos e véspera de Finados. “Aprendi muito nessa relação com os espíritos e posso dizer que sou uma pessoa feliz. Faço questão de divulgar isso, mostrar para as pessoas que há esperança”, diz Zibia, que em dezembro lança seu 34º livro, ditado pelo espírito Lucius.
Para a nova colunista de O DIA, a humanidade passa por um momento difícil, mas existe solução. “Os valores do mundo estão invertidos. As pessoas agem a partir de premissas falsas. Quero mostrar que temos responsabilidades, precisamos melhorar nós mesmos para, em seguida, ajudar o mundo a seguir em outra direção”, aponta Zibia.
QUERIDA PELOS ARTISTAS
Frequentadora habitual de rankings de livros mais vendidos no Brasil, Zibia Gasparetto acumula leitores ilustres, como o autor de novelas Walcyr Carrasco, as atrizes Giovanna Antonelli, Cleo Pires e Juliana Paes, e o ator Marcello Antony. “Conheço a Zibia e gosto muito de seus livros. É uma autora sensível, cujas tramas são surpreendentes”, elogia Walcyr Carrasco, autor de obras como ‘O Profeta’ e ‘Alma Gêmea’.

A lista de fãs não inclui exclusivamente seguidores da doutrina espírita, caso de Giovanna Antonelli. “Tenho fé, que é mais importante que qualquer religião. Respeito e acredito em todas”, revela. “Sou uma admiradora da Zibia. Meu primeiro contato com ela foi com o livro ‘O Matuto’ e fiquei apaixonada pela forma como escreve. Ela é uma pessoa especial”, lembra a atriz.
Juliana Paes, que fala abertamente sobre a crença espírita, já apontou ‘Laços Eternos’ como sua leitura preferida. Em entrevista ao programa ‘Altas Horas’, da Globo, Cleo Pires, também praticante da religião, declarou sua admiração por Zibia: “Assim que comecei a frequentar o centro espírita e a me identificar com as leis do espiritismo, ganhei ‘Ninguém É de Ninguém’, e adorei. Devorei o livro. Ele fala diretamente ao coração”, conta Cleo.
Zibia Gasparetto escreveu mais de 30 livros, a maioria deles ditada pelo espírito Lucius e três pelo jornalista Silveira Sampaio, já morto. Desde 1994, ela figura frequentemente entre os autores mais vendidos do País. Dois de seus livros foram adaptados para o teatro: ‘Laços Eternos’ e ‘O Amor Venceu’, seu romance de estreia, de 1960.
O DIA: Que mensagem o leitor de O DIA vai encontrar em sua coluna?
Zibia: Sempre uma mensagem positiva, de união. Quero ensinar como a vida funciona, quais são as leis cósmicas que regem o Universo e como elas afetam o ser humano. Falar sobre o comportamento construtivo.
Como é isso?
Vivemos um momento difícil. As pessoas estão muito afastadas umas das outras. Precisamos entender que somos responsáveis por tudo o que acontece conosco e com o mundo. Precisamos melhorar nós mesmos para, então, multiplicar essa postura. Esse é um tipo de comportamento construtivo.

Como a senhora comentou, o momento é difícil. Como estimular essas mudanças?
Realmente todos se sentem impotentes diante da vida. É comum se perguntar ‘o que fazer?’, ‘como fazer?’ A resposta está dentro de cada um de nós. O caminho de regeneração passa pelo controle emocional. A partir dessa mensagem, aprendemos a sair do desânimo e a ter uma reação melhor a tudo de ruim que nos cerca.

Mas a senhora acha que essa missão é fácil?
O povo brasileiro é muito espiritualizado. Tenho certeza de que a mensagem que passarei nas colunas será compreendida tão facilmente quanto a mensagem que passo nos livros. É importante mostrar que Deus é amor e não um carrasco. Ele quer o bem de todos. A ideia básica das leis cósmicas é ensinar, não punir. O Homem tem, dentro de si, a essência divina. Por isso é tão importante fazer o bem e cuidar do próximo.

E a questão do carma?
Na minha visão, o carma é relativo. Se, durante o trajeto, a pessoa evoluir através da inteligência, ela pode evitar o mal no futuro. Por isso é tão importante adotar o comportamento construtivo. Ser uma pessoa melhor agora certamente contribui para que, lá na frente, as coisas ruins não aconteçam.

Desde sua primeira experiência espírita, já se passaram 61 anos. Que balanço a senhora faz da sua vida?
Assumi a missão de divulgar a mensagem de união desde o início. Estudei a filosofia espírita, abri minha casa para praticar o Evangelho. Publiquei 33 livros e grande quantidade de artigos. Aprendi muito nessa relação com os espíritos e sou feliz. Principalmente porque eu sou a primeira a praticar tudo aquilo em que acredito. Esse caminho é realmente especial.

Pensamento para o Dia 25/10/2009


“Onde houver um vazio em qualquer coração, o amor flui para ele e alegra-se por poder preenchê-lo. Ele nunca se contém e é oferecido em abundância, sem logro ou mentira. Ele não usa o manto da falsidade, da bajulação ou do temor. As gavinhas do amor aspiram a agarrar-se somente a Deus. Elas percebem que Deus reside, em Seu esplendor, em cada coração. Encontrar esse assento de Deus é a verdadeira devoção.”
Sathya Sai Baba

Entrevista com José Alencar - UMA LIÇÃO DE VIDA PARA TODOS NÓS.‏

Para reflexão!!!!

"A humildade não está na pobreza, não está na indigência, na penúria, na necessidade, na nudez e nem na fome".
Chico Xavier.

Entrevista do Vice presidente José Alencar (Texto da Internet).

Na semana passada, o vice-presidente da República, José Alencar, de 77 anos, deu início a mais uma batalha contra o câncer. É o 11º tratamento ao qual se
submete:
>
> *Desde quando o senhor sabe que, do ponto de vista médico, sua doença é
> incurável?
> Os médicos chegaram a essa conclusão há uns dois anos e logo me contaram. E
> não poderia ser diferente, pois sempre pedi para estar plenamente informado.
> A informação me tranquiliza. Ela me dá armas para lutar. Sinto a obrigação
> de ser absolutamente transparente quando me refiro à doença em público ?
> ninguém tem nada a ver com o câncer do José Alencar, mas com o câncer do
> vice-presidente, sim. Um homem público com cargo eletivo não se pertence.
>
> *O senhor costuma usar o futebol como metáfora para explicar a sua luta
> contra a doença. Certa vez, disse que estava ganhando de 1 a 0. De outra,
> que estava empatado. E, agora, qual é o placar?
> Olha, depois de todas as cirurgias pelas quais passei nos últimos anos,
> agora me sinto debilitado para viver o momento mais prazeroso de uma
> partida: vibrar quando faço um gol. Não tenho mais forças para subir no
> alambrado e festejar.
>
> *Como a doença alterou a sua rotina?
> Mineiro costuma avaliar uma determinada situação dizendo que "o trem está
> bom ou ruim". O trem está ficando feio para o meu lado. Minha vida começou a
> mudar nos últimos meses. Ando cansado.
> O tratamento que eu fiz nos Estados
> Unidos me deu essa canseira. Ando um pouco e já me canso. Outro fato que
> mudou drasticamente minha rotina foi a colostomia* (desvio do intestino para
> uma saída aberta na lateral da barriga, onde são colocadas bolsas
> plásticas), herança da última cirurgia, em julho. Faço o máximo de esforço
> para trabalhar normalmente. O trabalho me dá a sensação de cumprir com meu
> dever. Mas, às vezes, preciso de ajuda. Tenho a minha mulher, Mariza, e a
> Jaciara* (enfermeira da Presidência da República)* para me auxiliarem com a
> colostomia. Quando, por algum motivo, elas não podem me acompanhar, recorro
> a outros dois enfermeiros, o Márcio e o Dirceu. Sou atendido por eles no
> próprio gabinete. Se estou em uma reunião, por exemplo, digo que vou ao
> banheiro, chamo um deles e o que tem de ser feito é feito e pronto. Sem
> drama nenhum.
>
> *O senhor não passa por momentos de angústia?
> Você deveria me perguntar se eu sei o que é angústia. Eu lhe responderia o
> seguinte: desconheço esse sentimento. Nunca tive isso. Desde pequeno sou
> assim, e não é a doença que vai mudar isso..
>
> *O agravamento da doença lhe trouxe algum tipo de reflexão?
> A doença me ensinou a ser mais humilde. Especialmente, depois da colostomia.
> A todo momento, peço a Deus para me conceder a graça da humildade. E Ele tem
> sido generoso comigo. Eu precisava disso em minha vida.
> Sempre fui um atrevido. Se não o fosse, não teria construído o que construí
> e não teria entrado na política.
>
> *É penoso para o senhor praticar a humildade?
> Não, porque a humildade se desenvolve naturalmente no sofrimento. Sou
> obrigado a me adaptar a uma realidade em que dependo de outras pessoas para
> executar tarefas básicas. Pouco adianta eu ficar nervoso com determinadas
> limitações. Uma das lições da humildade foi perceber que existem pessoas
> muito mais elevadas do que eu, como os profissionais de saúde que cuidam de
> mim. Isso vale tanto para os médicos Paulo Hoff, Roberto Kalil, Raul Cutait
> e Miguel Srougi quanto para os enfermeiros e auxiliares de enfermagem
> anônimos que me assistem. Cheguei à conclusão de que o que eu faço
> profissionalmente tem menos importância do que o que eles fazem. Isso porque
> meu trabalho quase não tem efeito direto sobre o próximo. Pensando bem, o
> sofrimento é enriquecedor.
>
> *Essa sua consideração não seria uma forma de se preparar para a morte?
> Provavelmente, sim. Quando eu era menino, tinha uma professora que repetia a
> seguinte oração: "Livrai-nos da morte repentina". O que significa isso?
> Significa que a morte consciente é melhor do que a repentina. Ela nos dá a
> oportunidade de refletir.
>
> *O senhor tem medo da morte?
> Estou preparado para a morte como nunca estive nos últimos tempos.
> A morte para mim hoje seria um prêmio. Tornei-me uma pessoa muito melhor.
> Isso não significa que tenha desistido de lutar pela vida. A luta é um
> princípio cristão, inclusive. Vivo dia após dia de forma plena. Até porque
> nem o melhor médico do mundo é capaz de prever o dia da morte de seu
> paciente..
> Isso cabe a Deus, exclusivamente.
>
>
> *Se recebesse a notícia de que foi curado, o que faria primeiro?
> Abraçaria minha esposa , Mariza e diria: "Muito obrigado por ter cuidado tão
> bem de mim".

Definida programação para comemorar os 40 anos da estátua de Padre Cícero

Em reunião com a participação do prefeito Manoel Santana, foi fechada a programação com a qual vão ser comemorados os 40 anos de inauguração do monumento em homenagem ao Padre Cícero Romão Batista na Colina do Horto. Segundo o Secretário de Turismo e Romarias, José Carlos dos Santos, a festa será aberta às 9 horas da próxima sexta-feira, dia 30 de outubro, com uma solenidade na agência dos Correios de Juazeiro do Norte.

Naquele prédio da Rua da Conceição nasceu a beata Maria de Araújo, protagonista dos fatos extraordinários de Juazeiro quando a hóstia se transformou em sangue na sua boca por repetidas vezes. Autoridades locais e dirigentes dos Correios no Ceará farão aposição de uma placa na agência numa homenagem à religiosa. A iniciativa integra um projeto da Setur que vai identificar um total de 22 prédios ainda existentes e que ostentam relações históricas com o município.

No dia 1º de novembro, data dos 40 anos da estátua de Padre Cícero, haverá uma solenidade a partir das 8 horas, na Colina do Horto, e ao lado do monumento. Junto com a fixação de uma comemorativa às quatro décadas, a Prefeitura de Juazeiro prestará uma homenagem ao médico Mauro Sampaio que foi o construtor da estátua quando prefeito da cidade. No mesmo instante será lançado o projeto de tombamento e revitalização do Horto, bem como da “Árvore do Centenário” com a coleta de sementes de Juá.

O dia 1º de novembro é, também, consagrado ao romeiro e estes serão igualmente homenageados com show em praça pública que marca ainda o encerramento da programação pelos 40 anos do monumento de Padre Cícero. Na Praça dos Romeiros, em frente à Basílica de Nossa Senhora das Dores, a partir das 20h30min, se revezarão no palco os “Cantores de Padre Cícero”, Luiz Fidélis, Jota Farias e Fábio Carneirinho. Antes das apresentações, haverá um show pirotécnico.

Fonte: Demontier Tenório - Blog do Juazeiro (via Blog do Crato)

E por falar em nome de rua...

Paulo Leonardo fez o que todos os cratenses devem fazer:acabar com a farra da mudança dos nomes de nossas ruas. (foto; Heládio Teles Duarte)



Eis aí uma prova que atesta o triste costume de mudança dos nomes das ruas de Crato.
Desde 1989 uma rua de Crato era denominada oficialmente de “Francisco Osório Ribeiro da Silva”. Ali existia uma única placa – assinalando a denominação – a qual, ao longo de vinte anos, foi se desgastando até que foi retirada.
Pois bem, um vereador cratense passou pela rua e não viu nenhuma placa. Não deu outra. De imediato, apresentou projeto denominando a artéria (já denominada) em homenagem a outra pessoa. Projeto aprovado apressou-se em colocar a placa com a nova denominação.
Um irmão de Francisco Osório – o ex-bancário Paulo Leonardo ( ver foto acima) – viu a alteração. Foi aos arquivos da Câmara Municipal e localizou a lei de 1989. Mandou confeccionar nova placa desta feita citando a lei e a data da promulgação do projeto que denominou a rua de Francisco Osório Ribeiro da Silva.
Decisão acertadíssima. É o que deveria ser feito com a Rua Imperatriz Leopoldina que teve seu nome mudado para Rua Orestes Costa. Interessante que o Sr. Orestes Costa já tem 3 ruas em Crato em sua homenagem. Um recorde mundial!
Essas mudanças de nomes das nossas ruas sempre atenderam a interesses menores dos vereadores e foram feitas sem ouvir a população.
Recentemente, a Câmara de Vereadores de Independência – município localizado no Sertão dos Inhamuns do Ceará – aprovou um projeto de lei, dispondo sobre a identificação de ruas, praças, monumentos, obras e edificações públicas daquela cidade. Esse projeto de lei exige – para qualquer mudança na denominação de ruas e praças – um pedido antecipado, contendo lista com assinaturas de pelo menos cinco por cento do eleitorado.
Idêntica providência deveria ser adotada pelos vereadores de Crato.
Texto: Armando Lopes Rafael
Foto: Heládio Teles Duarte