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quarta-feira, 19 de maio de 2010

COMPOSITORES DO BRASIL



CARTOLA

“O lirismo na melhor tradição
da poesia popular”(José Ramos Tinhorão)

Por Zé Nilton

Muita gente torce o nariz para as predileções musicais do crítico José Ramos Tinhorão. Ele é, diz-se, nacionalista demais, regionalista demais, popular demais quando o assunto é música.

Cá pros meus botões, eu gostava de ver Tinhorão franzir a testa, ficar possesso, furibundo mesmo quando entrava na defesa da Música Popular Brasileira de raiz. E para ele música de raiz é aquela música que nasce do telurismo dos vários brasis. Ele amava Patativa do Assaré.

A meu ver Tinhorão refundou uma escola tipificada numa crítica ácida na defesa da música brasileira seguindo as pegadas de um Ary Barroso, continuada num Flávio Cavalcanti, num Zé Fernandes, numa Aracy de Almeida, para citar alguns que me chegam à memória neste momento.

Não nego uma certa queda por sua posição ideológica de víeis intransigente na defesa da nossa musicalidade diversa. Ou seria melhor dizer: de sua intransigência de víeis ideológico... Para mim dá no mesmo. Certo é que tenho muita confiança em pessoas que aliam teoria e prática como discurso e vivência.

Bem, Tinhorão, ao falar de Cartola, e de tantos outros compositores brasileiros, o faz de forma coerente com sua visão materialista da História, situando o sujeito na sua condição de pertença às diversas classes sociais hierarquizadas no capitalismo.

Sobre Agenor de Oliveira – Cartola – escreveu no encarte da História da Música Popular Brasileira: “Negro, pobre, desprovido de beleza física, educação escolar limitada ao primário e jamais integrado de forma duradoura à estrutura do trabalho (foi aprendiz de tipografia, pedreiro, pintor de paredes, guardador e lavador de carros, vigia de edifícios e contínuo de repartição pública), o compositor do morro de Mangueira parece ter tirado exatamente de todas essas desvantagens o vigor de sua criação”.

E que criação a desse compositor de voz temporã na Música Popular Brasileira!

Sobre Cartola há muita informação nos sites de música, letras e vídeos na grande rede. Vale a pena saber mais sobre esse homem que “cultivou o lirismo na melhor tradição da poesia popular”.

No programa musical desta quinta-feira, na Rádio Educadora do Cariri, de 14 as 15 horas, Compositores do Brasil comentará algumas obras do mestre Cartola, tais como:

DIVINA DAMA, de Cartola com Chico Buarque
O SOL NASCERÁ, de Cartola e Elton Medeiros, com Nara Leão
TIVE, SIM, de Cartola com Ciro Monteiro
TEMPOS IDOS, de Cartola e Carlos Cachaça com Cartola e Odete Amaral
NÃO QUERO MAIS AMAR A NIGUÉM, de Cartola, Carlos Cachaça e Zé da Zilda com Paulinho da Viola
ACONTECE, de Cartola com Gal Costa
QUEM ME VER SORRINDO, de Cartola e Carlos Cachaça com Carlos Cachaça
ALVORADA, de Cartola e Carlos Cachaça com Carlos Cachaça
O MUNDO É UM MOINHO, de Cartola com Cartola
AS ROSAS NÂO FALAM, de Cartola com Cartola
ENSABOA, de Cartola com Cartola e Creusa
AUTONOMIA, de Cartola com Elizeth Cardoso.

Quem ouvir verá!

PROGRAMA COMPOSITORES DO BRASIL
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Rádio Educadora do Cariri – 1020
Quintas-feiras, de 14 às 15 horas
Apoio: Centro Cultural Banco do Nordeste – Cariri
Retransmissão: www.cratinho.blogspot.com

A CRIAÇÃO CÓSMICA DA FORÇA FORTE AGINDO NO UNIVERSO MACRO - LINDO DEMAIS!


FOTO RECEBIDA PELA INTERNET

Pensamento para o Dia 19/05/2010


“Toda pessoa está propensa a cometer erros sem se dar conta disso. Por mais brilhante que seja o fogo, alguma fumaça está fadada a emanar dele. Do mesmo modo, em qualquer boa ação que se possa fazer, é provável que nela haja algum traço de mal. No entanto, esforços devem ser feitos para garantir que o mal seja minimizado, de modo que o bem seja maior e o mal seja menor no devido tempo. Você também deve pensar cuidadosamente sobre as conseqüências do que você faz, fala ou executa. Da mesma forma que você quer que os outros o honrem ou se comportem com você, da mesma forma, você primeiro deve assim se comportar com os outros, amá-los e honrá-los. Só então eles o honrarão. Em vez disso, se você não ama e respeita os outros e reclama que eles não o estão tratando corretamente, essa é certamente uma conclusão equivocada.”
Sathya Sai Baba

DEVEMOS BRIGAR PELA CIDADE

Pedro Esmeraldo
Não acreditamos mais em certos políticos. Pensam que são os maiorais, cheios de entusiasmo e não reagem diante das reações populares. O povo também tem culpa desse marasmo político porque os apoia em suas ações deletérias. Dificilmente encontramos eleitor de boa índole e que não procura equilibrar-se moralmente a bem da verdade. Comporta-se aleatoriamente e torna um comportamento vergonhoso no processo eleitoral, sem qualidade moral e não anda satisfatoriamente obedecendo fielmente o processo democrático.

Atualmente, a nossa cidade vive esquecida, afastada do desenvolvimento por causa do comodismo desses políticos, já que não se coadunam com o processo democrático satisfatório e não se comportam como homens sérios, honesto e só desejam macular o nosso processamento democrático. Desde há muito, o Crato sofre pela falta de bons valores que não procuram trabalhar em defesa da cidade. Ficam atoleimados, quietos, não reagem diante das circunstâncias sombrias que vêem constantemente provocar por pessoas indignas, de outras plagas que só desejam tornar o Crato uma cidade desequilibrada, com o conhecimento pífio, sem levarmos vantagens dos grandes melhoramentos que deveriam ser nossos.

Notamos que há muita indiferença desses homens, pois não se movimentam em defesa de nosso património público. Nada fazem, deixam tudo cair no esquecimento, o que consideramos um atraso sistemático em não querer lutar pelo bem do progresso desta cidade. É de se notar que esses homens permanecem dormindo, já que não procuram ocupar os cargos integralmente e não querem absolutamente afastar-se dessas obrigações em defesa de outras pessoas que tenham amor ao trabalho. Teimam em não querer impulsionar o barco desenvolvimentista, mas caminham lentamente empurrando a cidade para o atraso. Tudo leva a crer que o digno chefe do poder público considera esses maiorais como pessoas qualificadas e de boas prestadoras de serviço, acreditando que essa gente ajuda com grande parcela de trabalho, contribuindo com uma boa administração, com isto, lembramos de um programa humorístico de televisão que diz: "Ele acreditou!", pois assemelhamos esse senhor àquelas pessoas humorísticas e ao mesmo tempo vamos dizer, imitando a esse ator: "Ele acredita nesses homens!".

Que tristeza, meu Deus! Que comodismo este estado de vida mambembe em que todos riem de nós chamando de cidade dormitório sem avançar o sinal, sem criarmos coragem e permanecermos navegando na maré mansa? Que falta de respeito ao Crato esquecido, pensando que estamos bem, sem evoluirmos em que faz medo até comentarmos em praça pública, dizendo que o Crato não progride porque nós os cratenses, não queremos lutar e ficamos calados.sem termos coragem de brigar, de entramos em guerra, defendendo os interesses do Crato?

E agora, o que devemos fazer? Não somente esperamos pelas próximas eleições municipais que apareça um homem forte e que tenha coragem de dizer que o Crato é para os cratenses, deixem o Crato em paz, não venham mais buscar votos a fim de prejudicar a cidade.

Crato - Ce, 19 de maio de 2010

São os paises emergentes! Estúpido! - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Se afirmasse que a compreensão do Acordo Brasil-Turquia-Irã estaria confusa em razão das eleições, não erraria muito. As “torcidas” principais usam o fato para um lado ou outro. A grande mídia também se eximiu de comunicar em favor de uma torcida contra o governo.

Não erraria muito, mas erraria de algum modo. Este acordo diz de coisas bem diferentes do que simplesmente discutir sanções ou a via diplomática, embora ambas as medidas sejam essenciais na história. Compreendem-se duas questões históricas essenciais neste acordo.

A primeira é que desde a Guerra do Iraque/Afeganistão, inclusive a vulnerabilidade do território americano pela derrubada das torres gêmeas de N. York, ocorre uma profunda mudança no modelo do capitalismo internacional. Isso, tomando como foco de visão, os Estado Nacionais. Até então e desde o século XIX, vivia-se a fase imperial do sistema. Uma fase em que pólos de dinamismo do capitalismo eram hegemônicos em relação ao restante dos povos, mais atrasados e sobre intensa pressão por mudança em suas culturas, inclusive milenares.

Quando os doutores do Neoliberalismo compreenderam a globalização pelo sistema financeiro internacional e vaticinaram sua necessidade, não viam que ali se encontrava um dos sinais da quebra de hegemonias e de impérios. As grandes economias, remanescentes da hegemonia bipolar da guerra fria, estavam presas da ciranda desenfreada dos capitais globalizados.

A Rússia, de profundas reformas liberais, o Brasil, o México, Argentina e vários países do Sudeste Asiático, por serem mais frágeis, se afogaram em crises. Literalmente quebraram e sacrificaram seus povos. Depois foi o Império principal, agora a Europa. Então, surgem movimentações ousadas das diversas nações emergentes querendo um multilateralismo de fato.

O acordo Brasil – Turquia – Irã representa nova forma de compreender as nações numa globalização não tão hegemônica e unipolar. Agora, se tentam alternativas mais negociadas, em que diversas visões poderão entrar em cena, quando as assembléias e grandes reuniões para discutir divergências serão mais freqüentes e necessárias.

A segunda questão se encontra no próprio objeto do acordo. A Energia Nuclear ou toda e qualquer energia que venha do estudo das partículas. O futuro será por aí e a multilateralidade é incompatível com uma propriedade privada de meia dúzia de impérios. O mundo vai a busca de energia e massa para garantir esta civilização técnico-científica.

O acordo não se resumirá à questão da sanção ou não sanção. Os países com direito a veto no Conselho de Segurança da ONU, controlando a energia nuclear, se manifestam favoravelmente a um esboço norte americano de sanções. Brasil, Turquia e Irã agem numa esfera maior do que o problema do uso desta energia pelo Irã. Na prática atacam o ensaio dos privilegiados em criar um “banco central” para controlar toda a manipulação científica e técnica da energia nuclear.

Agora vem a contradição. Nesta interdependência global, com o capitalismo numa grande crise, como os “grandes” se imporão aos demais? Como a China se expandirá entre emergentes? A Rússia retornará ao seu protagonismo? França com a forca do Euro no seu pescoço?

Então, antes que as torcidas briguem, examinem que, além do “jogo” que vêm na política, vem a política como o sangue circulante mantendo o conjunto das células vivas.

Para a geração de Marcus Cunha - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Outro dia o Dr. Marcus Cunha foi premiado pela sua justa ação profissional. Mas este homem, político, cidadão, visceralmente ligado ao Cariri e ao Crato é o primo entre pares. De uma coragem cívica invejável, não se acomodou no brilhantismo da ciência e ousou mudar o que parecia imutável.

Nada é imutável. Apenas que aquilo que se move o faz simultaneamente em si e em relação aos medidores de cada um. Marcus Cunha foi punido quando ainda jovem por um discurso de orador de quarta série de ginásio, que mexeu nos brios dos censores mais realistas que a ditadura de então.

Naquele modo de pensar, de agir e influir, se tornou o líder do projeto de transformação política mais ousado que a cidade do Crato já teve. Foi candidato a prefeito, por um partido que não pertencia ao olimpo dos deuses de um tempo não muito atrás. Arrastou consigo os sonhos dos jovens, que mesmo hoje de cabelos brancos, sabem o que aquela candidatura significou.

Quem pulou do barco, quem se bandeou quando deveria ter ficado, até hoje tem um signo na sua história que o tornará eternamente flexível aos poderosos que amanhecem, mas não costumam anoitecer. Os jovens de então, com suas certezas e cansaços de hoje, podem ter refletir, que aquela mesma matéria de então, corre em suas veias. A vida que se levanta como inclusão social, contemplando a racionalidade da fragilidade do mundo.

Dr. Marcus Cunha não é uma fotografia na parede. Os que ousaram naquela vez carregam a angústia de não poderem se deitar para dormir, sem antes pensar nas transformações que precisam ocorrer para que muito do que é trama se torne efeito. Afinal, retornando ao fio da meada, muito do que é festa, recepção, que carrega as vestimentas de um passado que há muito se encontra em estado final, encontra-se por um triz na farsa da indolência de uma história pronta para ter outros narradores.

As fotografias podem se multiplicar. As festas, os abraços, as bravatas, as palavras de ordem. Podem lotar um salão de festas, abrir o riso farto para a imagem, isso é apenas o que é: um ato político. Que hoje acontece como necessidade em si do ato, mas sem que nada lhe dinamize em acontecimento e futuro.

A geração de Marcus Cunha, aquela que foi para as ruas do Crato com sua candidatura a prefeito, se encontra num tipo de bem aventurança essencial. Têm a necessidade de não se calar e nem deixar que a construção de outro poder público e político deixe de ocorrer.

terça-feira, 18 de maio de 2010

POR QUE OS SERES HUMANOS VACILAM? A FORÇA FORTE AMOR QUE CONHECI EM 1988


A resposta para essa pergunta requer certas premissas para fundamentar o argumento e a visão do homem e do mundo. Eu tenho a convicção do fundo da minha alma que a causa (minha premissa básica) estão nas forças da natureza. Então, segundo os cientistas modernos, existem pelo menos quatro forças básicas fundamentais (as outras (terremoto, tsunami, tornado, explosão solar etc.) se originam dessas quatro) até o momento presente que são: gravidade, eletromagnética, fraca (interior do núcleo atômico) e a forte (no interior do núcleo atômico). De todas elas a mais espetacular, segundo os físicos quânticos, é a força forte que faz a união ou junção no interior de cada núcleo atômico. Ela é muito superior à gravidade e a eletromagnética. E sem ela nem a gravidade e nem eletromagnética conseguiriam formar uma estrutura compacta dos objetos que conhecemos – o mundo ou realidade simplesmente se desintegraria!

Nesse contexto, todo ser humano é constituído de átomos e, portanto, apresenta em sua natureza (interna e externa) os efeitos dessas forças agindo com o mesmo poder cósmico das estrelas, planetas e galáxias. A realidade micro do átomo não é diferente da realidade macro dos planetas, estrelas e galáxias. As quatro forças da natureza agem de forma complementar entre si buscando um equilíbrio cósmico. A unidade de tudo em todos é a resposta da natureza em seu processo de equilíbrio e re-equilíbrio.

Nesse sentido, quando criamos realidades partidas ou divididas (sem a devida ética greca-cristã e respeito pelos demais) em raças, religiões, ideologias, ciências, classes, crenças, estados, nações, cores etc. estamos em verdade agindo no sentido contrário (e por isso oscilamos ou vacilamos constantemente entre ser e não-ser) anti-holístico das forças fracas, eletromagnéticas, gravitacionais e fortes super poderosas nos mundos interno e externo. Os esforços das multidões desinformadas a respeito das leis que regem os universos micro e macro; homem e natureza; concreto e sutil; interior e exterior etc., acabam forçando o ser humano lutar contra si mesmo no intuito de querer vencer o que é invencível (a integração da força forte), e por isso sofrem e adoecem por causa da força chamada ignorância de si das leis cósmicas.
Assim sendo, podemos resumir dizendo que as leis criadoras do universo estão dentro e fora de nós. E só não vê quem não tem ou não sabe utilizar sua sensibilidade (não confundir com emocionalidade) com inteligência racional e supra-racional (intuitiva).

Em quase todos os dias procuro agradecer (mesmo lutando contra dois canceres) a Deus pelo presente que Ele me deu em 1988: a vivência (experiência interior se manifestando no meu corpo externo também) da força forte chamada AMOR CÓSMICO (no centro do meu peito) num êxtase deslumbrante – incapaz de ser imaginado por qualquer ser humano comum, sem foco em si mesmo!

Por isso mesmo: “Amai-vos uns aos outros”. E não é por acaso que na etimologia da palavra “JUSTIÇA” a expressão ou prefixo “JUS” em sânscrito significa união, junção. Os antigos já sabiam disso, por isso criaram conceitos e significados que nos remetiam ou indicavam a necessidade da vivência da força forte AMOR (p.ex.: Philo-sophia = Philo (gostar, amar) Sophia (conhecimento, sabedoria), Re-Ligare (conectar, juntar, unir) etc.).

Eu sou testemunha (porque vivenciei!) da força forte agindo em meu peito em 1988. Acredite se quiser: o AMOR é a força forte criadora do universo e do homem!

Bernardo Melgaço da Silva
Pesquisador do Núcleo de Estudos sobre Ciência, Espiritualidade e Filosofia – NECEF/URCA

Pensamento para o Dia 18/05/2010


“O benefício que podemos obter de qualquer coisa é proporcional à fé que nela colocamos. Da adoração às formas de Deus, às peregrinações a lugares santos, proferir hinos (mantras) ou recorrer aos médicos, obteremos benefícios apenas de acordo com a medida de nossa fé. Quando alguém profere um discurso, quanto mais fé tivermos no indivíduo como um estudioso e perito, mais clara e diretamente podemos trazer o assunto até nossos corações e compreendê-lo profundamente. Para o crescimento da fé e da promoção da clara compreensão, o requisito mais importante é a pureza do coração.”
Sathya Sai Baba

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“A avareza é como o comportamento de um cão. Ela deve ser transformada. A raiva é o primeiro inimigo de todo aspirante espiritual. E a mentira é ainda mais repugnante! Através da mentira, todos os poderes vitais são destruídos! O furto arruína a vida, ela torna a vida humana mais barata que um salgado. Alimento moderado, sono moderado, amor e firmeza – esses ajudarão na manutenção da saúde do corpo e da mente. Seja você quem for, independentemente da sua condição, se você não der espaço ao medo e ao desânimo, se você se lembrar do Senhor com fé inabalável e sem segundas intenções, todo o sofrimento e tristeza desaparecerão de você!”
Sathya Sai Baba

segunda-feira, 17 de maio de 2010

José Serra e o pós-keynesianismo

por Leandro Roque, domingo, 25 de abril de 2010


Existem três vertentes keynesianas, cada uma com muito pouco ou praticamente nada em comum com as outras duas: os keynesianos ortodoxos, os neo-keynesianos e os pós-keynesianos.Os keynesianos ortodoxos foram quase que totalmente dizimados pela estagflação da década de 1970 nos EUA. Como eles advogavam que o estado aumentasse os gastos para reduzir o desemprego e reduzisse os gastos para reduzir a inflação de preços, eles simplesmente não tinham solução para o que fazer quando ocorresse inflação e desemprego altos ao mesmo tempo. Esse era um fenômeno que eles julgavam impossível. Após a década de 70, a maioria sumiu de cena.Entretanto, ainda restaram alguns fósseis. Dentre estes, o mais proeminente é James Kenneth Galbraith, filho do lendário keynesiano ortodoxo John Kenneth Galbraith. Suas colunas, que anualmente atormentam o mundo no website The Nation, mostram que James herdou a ignorância econômica de seu pai — só que com mais vigor. Em sua última pérola, o ilustre diz explicitamente que déficits são maravilhosos, que gastos estatais são supimpas e que — está sentado? — é a dívida pública que faz uma economia crescer.Se você acha que eu estou inventando ou exagerando, pode clicar aqui e conferir por sua conta e risco. Se você não souber inglês, esteja certo de que você está — parodiando Thomas Woods sobre Paul Krugman — "vivendo uma vida muito mais tranquila que a minha". Já os neo-keynesianos são Keynes com sabor de Chicago. São vulgarmente chamados de neoclássicos. Seus representantes mais ilustres são Gregory Mankiw e Olivier Blanchard, ambos populares autores de livros-texto de macroeconomia adotados pelas principais universidades do mundo. Coloque um neo-keynesiano e um chicaguista numa mesa e eles trocarão muito mais carícias do que ofensas. São também inimigos figadais dos pós-keynesianos.Finalmente, os pós-keynesianos. Estes se autoproclamam os verdadeiros keynesianos. Consideram os keynesianos ortodoxos muito pueris e os neo-keynesianos muito ignorantes. Apenas eles, os pós-keynesianos, realmente leram e entenderam Keynes — ou é o que eles próprios dizem. O problema é que ler Keynes é uma coisa, entender é outra. O fato de A Teoria Geral ser absolutamente incompreensível explica bem esse fenômeno bizarro: o mesmo livro gerou três vertentes que não se entendem, não se bicam e se vituperam mutuamente.Economicamente, os pós-keynesianos estão, por assim dizer, à direita dos keynesianos ortodoxos e à esquerda dos neo-keynesianos, que eles chamam de neoliberais. Quanto a estes últimos, as principais diferenças estão na política monetária. Para um pós-keynesiano, a moeda é o segredo de tudo. É ela quem gera a riqueza de uma economia. Se o país não está crescendo, se a economia está aquela pasmaceira, basta imprimir dinheiro e reduzir os juros. O crescimento virá como que por gravidade. É fácil encontrar nas universidades (e eu falo isso de experiência própria, pois tive um professor pós-keynesiano) professores pós-keynesianos que dizem com absoluta convicção que o banco central não deve ter parcimônia na impressão de dinheiro. Quanto mais dinheiro, maiores serão os salários, maior será a demanda, maior será o crescimento econômico. Inflação? "Ah, isso é perfeitamente ajustável. Basta controlar os gastos do governo". Desemprego? "É só aumentar os gastos e duplicar a velocidade da impressora." Capital e produção? "Hein?! O que é isso?"Sim, para um pós-keynesiano, a manipulação monetária é tudo. É da moeda que vem a riqueza. São os juros baixos, tendentes a zero, que propiciam investimentos vultosos e profícuos. O fato de o capital advir da poupança é, para eles, uma ficção. O fato de a produção ter necessariamente de vir antes do consumo é bobagem. E, principalmente, o fato de papel pintado gerar demanda mas não necessariamente gerar oferta (pois oferta precisa de produção e produção precisa de capital e capital só advém da poupança) é algo desimportante — na verdade, isso sequer é considerado. Para um pós-keynesiano, basta você imprimir dinheiro, que as coisas surgem.

Esse professor pós-keynesiano que tive na universidade vivia tecendo loas ao Fed, ainda em 2006. "Aquilo, sim, é que é um banco central heterodoxo, pós-keynesiano mesmo! Lá não tem essa bobagem de contenção monetária que praticamos aqui". Isso, obviamente, foi antes da crise econômica. É bem provável que hoje ele não mais fale isso. No entanto, não podemos ignorar a exatidão e a honestidade de sua análise.Feitas essas considerações, vamos ao título dessa postagem. Algumas pessoas já me perguntaram: "Afinal, qual a ideologia de José Serra?" E eu respondo sem pestanejar: "Pós-keynesiano".Alguns mais bem informados, que se esforçam para ter boa vontade com o tucano e que fazem de tudo para tentar vê-lo como alguém mais amigável ao mercado do que sua insípida rival, ainda tentam contra-argumentar recorrendo aos seguintes fatos: ele foi o mais entusiasmado proponente da privatização da Vale e da telefonia, foi um dos relatores da Lei de Responsabilidade Fiscal, não é do tipo que, ao contrário de Lula, sai dando aumentos desregrados para o funcionalismo público (prefere investir em infraestrutura), não é de estourar o orçamento e incorrer em déficits, além de ser a favor das concessões de estradas e aeroportos para a iniciativa privada.E eu retruco: "pós-keynesiano". Poucos sabem, mas os pós-keynesianos, ao contrário do que o senso comum imagina, não dão muita pelota para esse debate "empresa estatal vs. empresa privada". É perfeitamente possível você encontrar pós-keynesianos a favor da privatização da Petrobras e da Eletrobras, por exemplo. Da mesma forma, eles não acham que o estado deva necessariamente mexer com minério, aço, aviões, petróleo, fertilizante e nanotecnologia. Essa fixação com empresa estatal é um fetiche puramente marxista, e não keynesiano.Da mesma forma, é bastante comum você ouvir pós-keynesiano defendendo orçamento equilibrado. É lógico que, durante recessões, essa defesa vai esmorecer; porém, ainda assim, seria correto dizer que, em tempos normais, os pós-keynesianos são sim a favor de um orçamento equilibrado — o que não quer dizer que eles sejam a favor do corte de gastos; no máximo, uma restriçãozinha aqui e ali.Agora, como é possível imaginar, esse pessoal é casca-grossa justamente na área monetária. Para eles, crédito fácil é condição sine qua non para o crescimento econômico robusto. Dinheiro farto e juros baixos — por meio da canetada — são o caminho da criação de riqueza e da prosperidade. E isso é muito mais perigoso do que criar estatal de fertilizante. Estatal gera desperdício e privilégios políticos; crédito fácil gera ciclos econômicos, destroi capital, aumenta a pobreza e atrasa o progresso.É mais fácil selar a paz entre judeus e árabes do que convencer um pós-keynesiano de que a estatização do crédito e a manipulação dos juros — ambas as medidas explicitamente defendidas por Keynes em A Teoria Geral — são nefastas para a economia. Caixa Econômica, Banco do Brasil e BNDES são entidades sacrossantas para um pós-keynesiano. Bancos públicos, com seu crédito facilitado, são os genuínos fomentadores do crescimento sustentável. Já o Banco Central, a instituição que é para o pós-keynesiano o que o GOSPLAN era para o politburo, pode tanto ser uma entidade extremamente benévola — se presidida por um pós-keynesiano que não tenha parcimônia com a impressora — ou totalmente malévola — se presidida por um Gustavo Franco ou até mesmo por um relaxado Henrique Meirelles, por exemplo.O histórico das declarações de Serra a respeito das políticas adotadas pelo Banco Central confirma sua posição. Era crítico ríspido do chicaguista Gustavo Franco (o que menos expandiu a base monetária do país), por quem nutria "desprezo intelectual". Foi admirador de Armínio Fraga, pós-keynesiano enrustido (o que mais expandiu a base monetária do país). E foi crítico, no início áspero, hoje comedido, de Henrique Meirelles, também chicaguista (cuja expansão da base é um meio termo entre Franco e Fraga).
Serra é pós-keynesiano. E sua rival é uma marxista mussoliniana (no sentido corporativista do termo). Estamos bem.

Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.
Fonte: Instituto Von Mises Brasil

Hoje nas manchetes - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Acordo Irã, Turquia e Brasil

O Presidente Lula foi, sozinho, ao Irã. Trabalhou o dia todo com os chefes políticos e do governo iraniano e, no anoitecer, saiu o acordo. O Premier da Turquia, que não tinha acompanhado o Presidente Brasileiro, embarcou para o Irã e no amanhecer desta segunda feira o acordo estava terminado.

Teve de tudo. A tradicional grosseria americana através dos seus grandes jornais como o Washington Post: "A insistência dos líderes brasileiro e turco em negociar com esses bandidos é parcialmente devido a suas ambições de demonstrar que são líderes de potências globais emergentes capazes de desafiar os Estados Unidos".

A grande imprensa brasileira vacilou muito, especialmente em dois sentidos: não valorizar as ações do governo Lula ou medo, pura e simples, de ser grande e se ombrear aos humores do império. Apenas têm o sentimento medular do que ameaça o jornal americano em seu editorial.

Não tem novidade alguma em Israel mostrar ceticismo, isso é o natural, especialmente para seus governos nacionalistas de direita, que precisam do conflito com as nações do Oriente Médio para sustentar um dos governos mais odientos da modernidade. O comportamento do Acordo no futuro não há de ser diferente de qualquer acordo em que exista uma tensão adrede construída: o controle da energia nuclear apenas por algumas nações.

A novidade mesmo é que o Governo Brasileiro percebeu a dimensão do seu próprio país. E custa para muita gente, com graduações e pós-graduações, compreender que a história é mudança e que a cautela além de uma boa prática pode ser, também, o escudo dos covardes e daqueles com a síndrome da subordinação.

Anáguas ao mar

Um filme de 1959 sobre a guerra no pacífico chamava-se, em Português: Anáguas a Bordo. Título que, por semelhança, lembra aquelas manchas de petróleo sobre a superfície de um dos mares mais queridos do mundo. O azul do mar das Caraíbas, ou do Golfo do México.

O argumento: as grandes multinacionais estão “c e andando” para a humanidade e a natureza. Como se pode ter uma abordagem do problema e não se ter solução para o erro desta abordagem. Olhe que estamos falando da “British Petroleum” uma das empresas com maior “experiência” em exploração de petróleo em águas profundas.

Procura-se o Titanic do James Cameron e o riso pálida de Sigourney Weaver dando lições de moral ao terceiro mundo. Sabe o que a BP disse quando o líder maior dos americanos explicitou que pagariam o prejuízo provocado ao meio ambiente e à sociedade americana: pagaremos o que acharmos justo.

domingo, 16 de maio de 2010

As sacolas de plástico dos supermercados e o projeto de Lei Ficha Limpa. Por José do Vale Pinheiro Feitosa

Eu, tu, ele, ninguém quer prejudicar a natureza. Pode ser que eles queiram, mas no singular ninguém quer. Do mesmo modo ninguém quer aproveitador sendo nosso representante no poder público.

Mesmo assim desconfio das boas intenções desta campanha contra a sacola de plástico nos supermercados. Tenho a impressão que não passa de um modo de reduzir custos dos comerciantes e de aumentar a venda de sacos plásticos para o lixo.

Como tudo que é calhorda, apenas se fala de um lado da questão. Ora se não é bom carregar as compras em saco de plástico, igualmente não o é ensacar o lixo. Assim como as compras em geral nas lojas, do mesmo modo os frascos de plástico, os plásticos nos automóveis, as cadeiras e mesas e assim por dia que o plástico se multiplica na nossa vida mais do que meus dedos tocando nestas teclas de quê mesmo?

E como desconfio deste “projeto popular da ficha limpa”. Parece sujeira dos poderosos com todo tido de perseguição às lideranças. Agora os juízes mandarão na política. Os malandros terão, todos, ficha limpa.

De “madrugada” vão lavar suas fichas e jogar a sujeira nos adversários. Podem anotar esta: todo sujeito que bate no peito de alto e bom som afirmando uma honestidade franciscana, normalmente tem o cinismo dos cardeais que condenaram o santo.

Política é a natureza de dialogar e lutar por uma unidade de ação no campo da divergência. Toda regra que exista para excluir quem quer que seja do campo já tem um nome histórico bem conhecido dos brasileiros.

Ficha limpa é cassação política. Ordenada por “doutos” que falam um “tecniquês” que ninguém entende e que aplicam a sentença com a firmeza do carrasco ou de ditador de plantão.

Muito além dos Abismos

André Ruschi Santa Cruz, Aracruz, Espírito Santo, Brasil, 10 de maio de 2010

ruschi1@terra.com.br Reproduções e traduções autorizadas. Comunique email com a cópia.


Só conhece a corrente do rio e o rio, aquele que por ele navegou, naufragou e a transpôs, podendo assim transitar e conhecer ambas as margens.

Só conhece as ondas do lago e sua força, aquele que viveu e presenciou o grão de areia do fundo mover-se com a força do movimento de gotas de água do lago, que se move silenciosamente através do movimento conjunto de bilhões de gotas de água, empurrando bilhões de grãos de areia.

Só conhece a sabedoria, aquele que sabe que não sabe, e por saber que não sabe, quando erra, aprende com humildade. O que aprendeu é guardado cuidadosamente como algo que não deve ser esquecido. Sua memória, sendo originada na humildade está livre da vaidade e é considerada como Sabedoria para sempre ser lembrada e jamais esquecida, para que seja usada sempre, para que aquele erro jamais seja repetido.
As ameaças à vida produzidas pela ignorância do homem não podem ser confundidas como obra da Divindade.

Quem conhece os abismos e os segredos que eles ocultam?
Quem tem poder sobre os abismos?

Não basta a luz ou o conhecimento simples dos homens para conhecer aquilo que ninguém nunca viu, ou o lugar que ninguém nunca foi.

Para esta sabedoria, seriam necessários meios que não existem e experiências que não foram feitas, com fins e objetivos que não temos como imaginar.

A água dos rios, lagos, fontes, oceanos, originam-se das portas do céu e das fendas dos abismos que vertem também fogo e cinzas.

Os homens que se intitulam Donos do Mundo, arvoram-se de sábios onipotentes com poder até sobre os mais profundos abismos. Como podem ter poder sobre aquilo que não sabem?

Não estariam equivocados?
Não seriam os abismos e seus próprios poderes oriundos das forças das chamas emanadas das sombras que controlariam estes que acham-se controladores dos Abismos?
Não seriam eles, os Donos do Mundo, meros escravos e servos destes poderes de Fogo e Trevas?

A Divindade dispôs a forma viva do homem na esfera da luz, onde o dia e a noite se alternam, e nada impede que a luz se manifeste.

Na sombra dos Abismos, a Divindade dispôs as forças que somente a própria Divindade, através da mecânica cósmica, rege e determina suas manifestações.

Então, os Donos do Mundo, em sua arrogância e poder equivocados, pois não é originado da verdadeira Sabedoria, profanam as portas dos Abismos, movidos pela ambição. Ao supor que o controlam, acham-se onipotentes e comportam-se enfurecidamente porque não compreendem o Poder dos Abismos.

Quando um abismo se rompe, sua forma se revela na marca e características das trevas que contornam as chamas, como um Demônio ávido por libertar-se dos grilhões dos Abismos.

Ao libertar-se, por onde passam, deixam um rastro de destruição, morte, catástrofe, tragédia, extinção, eliminação, dor, sofrimento, desastre, doença, contaminação, odores venenosos, desgraças, maldições e esquecimento da própria vida e da luz de onde ela se originou.

Quantos Abismos mais serão violados?
Quantos Demônios mais serão libertados?
Por que o homem ainda não aprendeu?
Não bastou a Bomba Atômica?
O Plutônio?
As Dioxinas?
Os venenos?
A 2ª Guerra Mundial?
Quantos demônio mais?
Por que medicamentos viraram drogas perversas?
Por que o valor do dinheiro é maior do que o próprio trabalho?
Por que o poder, das armas e da força é a maior do que da própria sabedoria?
Por que foram destruídas as sábias Civilizações Inca e Asteca?
As 7 pragas do Egito?
A destruição de Sodoma e Gomorra?
O Dilúvio?
O plástico e sua poluição fatal para a ordem da vida?
O aquecimento do planeta?
A extinção das florestas e a formação de desertos?

Rios, peixes e nações inteiras, outrora férteis com milhões de habitantes, agora desérticos, sujos e com multidões famintas, desesperadas e comportamento degenerado...Quem se lembra da pureza da vida?

E ainda, como ousam os Donos do Mundo afirmarem-se como tais e com poder sobre os Abismos e os Demônios?
Se isto é verdade, então por que estes Demônios espalham-se sobre a Terra em seus quatro cantos?
Onde está o poder que afirmam possuírem? Por que não o usam para conter a multiplicação da danação terrena?
Não seria por que mentem e nada sabem?
Ou porque estão iludidos e delirantes como os piores dementes?
Ou por que deleitam-se na falsidade?
Quem são aqueles que deleitam-se na falsidade, na perversidade e no ato da má ação?
Quem erra mais?
O ignorante ou aquele que deleita-se com prazer na falsidade e no proveito que angaria premeditadamente com sua má ação?
Que poder e sabedoria podem originar-se destes atos?
Semelhante, certamente, à falsa sabedoria e atos dos Demônios, somente o Inferno, como a esfera das desgraças, podem ser criados por tais atos.
Então vejam para onde vão e qual o caminho sem caminho e o rastro funesto que deixam, para que isto não seja esquecido e não se repita nunca mais.
Pois como será o fim?
Quem o conhece?
Nem o mais sábio dos homens ousaria desafiar este limite.
Então, por que ainda persistimos nestes erros?
O que falta reconhecer pra assumirmos a humildade de não saber, e assim, só assim, iniciar o eterno aprendizado da Sabedoria, aonde não há fim previsto, a não ser o próprio limite da Divindade?
E qual é o limite da Divindade?
Não há.
Mas o inverso sim tem um limite e é imposto pela própria Divindade e da natureza do que é.
E aqueles que trilharem o caminho do Fim, da dissipação de suas essências e da energia de suas vidas e de milhões...
O que farão quando chegar o fim?
O que farão?
Mentirão?
Trairão?
A quem? E como?
Quais serão as conseqüências?

Se a sentença de um simples ladrão de bancos, que rouba apenas dinheiro sem vida, é ser meramente fuzilado na própria rua ou lugar de seu crime, quando encontrado, qual será a sentença dos Donos do Mundo, que furtam a vida e o seu porvir libertando os Demônios dos Abismos?
Evidências e provas não são suficientes?
O que seria suficiente?
Talvez se soubessem que não passam de imbecis, de ação torpe, pois são movidos pela fúria, brutalidade e mesquinharia.
Pois isto é o que lhes será cobrado.
E como pagarão?
De quem emprestarão?
E como saberão reconhecer os valores que necessitam para transpor o Fim e ir além?
E se não podem transpor este limite, para onde irão?
O que sabem disto?
O que aprenderam com os rios e lagos?
Se destruíram a fonte do saber através de suas perversas paixões pela falsidade, como puderam aprender?
Se destroem os meios que os libertariam das Trevas do Fim, estão condenando-se a si próprios a este Destino.
Fazem por que querem ou porque são movidos pelas sombras...?
Estes são os escravos das Trevas e as diferenças entre os servos da Luz.
Fim...

sábado, 15 de maio de 2010

Pensamento para o Dia 15/05/2010


“Assim como o creme está presente no leite, o fogo no combustível, assim também a realização do Divino é um resultado certo para aqueles que cumprem práticas espirituais. Mesmo se alcançar a Libertação não for obtida diretamente como uma conseqüência de tomar o nome do Senhor, os seguintes frutos são claramente evidentes: (i) a companhia do grande, (ii) a verdade, (iii) o contentamento, e (iv) o controle dos sentidos. Através de qualquer dessas portas, pode-se entrar; quer uma pessoa seja um chefe de família ou um recluso ou um membro de qualquer outra classe, pode-se seguramente chegar ao Senhor. Isso é certo!”
Sathya Sai Baba

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“Há muitas forças destrutivas do mundo. Mas, felizmente, junto com elas existem também forças construtivas. Como estudantes do Verdadeiro Conhecimento (Vidya), vocês não devem transformar-se em adoradores de bombas e máquinas. Devem transformar-se em pessoas ativas, adorando o Divino. Autoridade e poder são intoxicantes poderosos. Eles poluirão a pessoa até que ela esteja completamente destruída. Eles produzem infortúnio. Mas o conhecimento verdadeiro lhe conferirá plenitude e fortuna.”
Sathya Sai Baba

Padarias espirituais - Emerson Monteiro

Elmano Pinheiro Rodrigues, cearense de Farias Brito, supervisor editorial da Universidade Nacional de Brasília, desenvolve projeto cultural de semear a boa leitura pelo Brasil. Quando de férias no Cariri, em janeiro deste ano, ele aproveito a ocasião para dar início a mais 40 pontos de bibliotecas nas cidades do Sul do Ceará.
A proposta de Elmano é incentivar a preservação da memória das personalidades locais nas comunidades onde elas viveram e prestaram serviço, as quais, com o passar do tempo, ficariam esquecidas na memória social, adotando seus nomes para as novas bibliotecas fundadas por ele. Um dos exemplos que apresenta: Abelardo Arrais, líder no distrito de Quincuncá, em Farias Brito, o qual, para resgatar memória e obra do líder, realizou na localidade a instalação do que considerar uma “padaria espiritual”, referência ao movimento literário cearense do final do século XIX, em Fortaleza, capitaneado por vários intelectuais, dentre os quais o escritor Antônio Sales. Tinham preocupação idêntica de fomentar o gosto pela leitura no seio da grande população, através de constantes atividades de divulgação das obras literárias.
No seu ofício profissional, Elmano Rodrigues se movimenta com desenvoltura junto às editoras e autoridades, tanto na Capital Federal quanto no Sudeste do Brasil, reunindo por doação livros e conseguindo o transporte destes aos lugares mais distantes que sejam do território brasileiro.
Os livros são adquiridos junto a ministérios, editoras, universidades e secretarias, sobretudo no Distrito Federal.
Para iniciar uma padaria espiritual, ele oferece a primeira cota de 500 livros, aos quais depois virá reunir novas publicações, a depender do interesse de quem se dispuser a levar em frente o trabalho inicial.
Afinal, o livro define bem o que representa um bom amigo. Sempre do nosso lado, observa silencioso nossos passos e traz o apoio nas horas de solidão e dificuldade, além de nos alegras nas horas de lazer. Houve alguém que, com propriedade, afirmou que “uma casa sem livros é uma casa sem alma”.
O livro segue sendo a maior invenção de toda a humanidade, pois se acha na origem das demais iniciativas humanas, somando experiências e transmitindo as novas práticas, de geração a geração.
Quem ainda não despertou para a riqueza da leitura dos livros deve tomar a feliz iniciativa e começar o hábito da leitura o quanto antes, só então irá reconhecer o que tantos vêm dizendo a séculos.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Sem palavrões! – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Na última visita que eu e Magali fizemos ao Crato, sentimos falta da Movelaria Irmãos Rola na Rua Ratisbona, bem próximo da Estação do Trem. Depois soubemos que o seu proprietário havia falecido. Os móveis ali fabricados eram de excelente qualidade.

A propósito dessa ótima movelaria que o Crato perdeu, juntamente com seu honesto proprietário, lembrei-me de uma pequena história que ouvi sobre os móveis fabricados por essa tradicional oficina da nossa terra.

Robertinho ia cursar o terceiro científico, atual “ensino médio” e, teve de ir estudar em Recife para tentar o vestibular no curso de engenharia. Rapaz de inteligência privilegiada, possuidor de extraordinária presença de espírito, bem valia o esforço que seus pais empreenderiam para que ele seguisse adiante nos estudos. Robertinho se reuniu com mais dois colegas de turma e juntos alugaram um apartamento confortável na Boa Vista, local onde o cratense que visita a capital pernambucana pode encontrar na certa, com vários universitários do Crato que por lá estudam.

Decorridos cerca de três meses de moradia em comum, a camaradagem dos três colegas cratenses aumentava cada vez mais de intensidade. E Robertinho era o mais brincalhão dos três, recitando a cada observação que fazia um sonoro palavrão. Mas isto até o dia em que dona Lurdinha, mãe de um colega do Robertinho foi visitar o filho, para saber como ele estava instalado, enfim, verificar se tudo ia bem, como ia de estudo, e mais uma porção de coisas que toda mãe se preocupa quando se trata do “bem estar” dos filhos.

A presença daquela senhora entre os três estudantes não inibiu Robertinho de pronunciar seus sonoros palavrões. Até que, dona Lurdinha, sentindo-se incomodada em ouvir tantos nomes feios, muito dos quais ela nem imaginava que existissem falou sério com ele: “Robertinho, você vai me fazer um grande favor! Vai me respeitar e enquanto eu estiver aqui não quero ouvir nenhum nome feio saindo da sua boca imunda!”

Claro que Robertinho se melindrou. Sempre que a dona Lurdinha estava em casa, ele se recolhia ao seu quarto, deixando para fazer suas refeições em outros horários ou quando não, se privando de algumas delas. E isto dona Lurdinha percebeu claramente.

Certo dia, ao atravessar o corredor do apartamento, dona Lurdinha viu a porta do quarto de Robertinho aberta e, ele estudando, apoiado numa bonita escrivaninha. Tentando quebrar o gelo, ela puxou conversa: “Que móveis lindos os seus, Robertinho! Onde você os comprou?” “No Crato!” Respondeu Robertinho. E dona Lurdinha quis saber mais: “No Crato? Em que lugar?” E encerrando a conversa, Robertinho acrescentou: “Naquela Movelaria cujo nome é um grande palavrão! E a senhora me proibiu de falar palavrão!”

Por Carlos Eduardo Esmeraldo
A história é verídica e os nomes dos personagens fictícios para preservar suas identidades.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

RESPOSTA A UM INCRÉDULO

Pedro Esmeraldo
Durante a leitura, por volta do texto sombrio, às vezes de coração partido, tomo conhecimento de conversas desagradáveis que por falta de compreensão e, ao mesmo tempo, passo a responder as palavras indecifráveis de alguém que, por certo, anda com a consciência perturbada que vive atirando pedras em minha pessoa. Com certeza, pensa que eu passo a me igualar as demais pessoas de comportamento duvidoso.

Não meu amigo, o que mais prezo é manter firme a minha consciência e pedir a Deus que me conduza com tranquilidade e saiba conduzir o trabalho com acerto e dignidade, lutando pelo bem comum, traduzindo com fidelidade o pensamento de um povo. Quero afirmar que o que mais prezo é manter a consciência livre de não procurar sujar as minhas mãos, evitando desde já cair na armadilha, procurando seguir os exemplos do meu pai que era um homem reto, honesto e visava dignar-se pelo bem comum através da economia e do bem estar do povo.

Em todas as minhas atividades. utilizo o bom procedimento sem usar o exagero do vil metal, pois tenho como meta manter a paz através do trabalho honesto e auspicioso dentro de um comportamento útil e severo, tentando conseguir o trabalho utilitário a fim de engrandecer a minha terra.

Desejo-lhe afirmar, assim penso eu, pedindo a Deus que me conduza para o caminho da honestidade e nunca ingressar na política indigna que por certo vemos atualmente no Brasil. Assim dizem: "que em terra de sapo de cócoras com ele" e eu não sei andar de cócoras e nem desejo aprender.

Afirmo-lhes ainda que constantemente oro pedindo ao Altíssimo ajuda moral e que seja um cidadão vibrante e altaneiro, desejando perseverança com o intuito de marchar serenamente em procura do desenvolvimento da minha cidade.

A essa pessoa maldosa que vem denegrir a minha imagem afirmo com palavras corretas e com sinceridade procurarei igualar-me as pessoas dignas e com bom comportamento social.

Não senhor, antes de falar de mim peço que venha primeiramente conhecer-me e verificar que não sou aquela pessoa maldosa, e que não rezo na mesma cartilha de certos políticos corruptos e não farei acordo escuso que poderá manchar a minha dignidade.

Antes quero pedir: não fale mal de mim, particularmente aos cidadãos que não me conhecem profundamente. O que desejo é enaltecer todas as pessoas que para mim são honradas, desde que provem o contrário. O que mais me anseia é combater o comodismo e lutar pelo desenvolvimento.

Agora senhor, pense bem não procure acusar sem provas, porque não aceito críticas desairosas que não sabem de onde partiu.

Crato, 12 de Maio de 2010

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Morre em Fortaleza o jornalista Cláudio Pereira

O Jornalista Cláudio Pereira faleceu na manhã desta quarta-feira, por volta das 5h30min, no Hospital Monte Klinikun. Ele estava internado há semanas, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com várias complicações de saúde e necessitava de transfusões de sangue.

O fato de ser paraplégico devido a um acidente de carro sofrido nos meados dos anos 70, não tirou sua vontade de viver. O jornalista tinha uma intensa vida social e cultural.

Cláudio Pereira já foi presidente da extinta Fundação Cultural de Fortaleza, na gestão do ex-prefeito Antônio Cambraia, assim como também dirigiu a Associação Cearense de Imprensa (ACI). (Fonte: Ceará Agora)

COMPOSITORES DO BRASIL


“Felicidade afogada morreu
A esperança foi fundo e voltou
Foi ao fundo e voltou
Foi ao fundo e ficou”
(Lamento, samba de 1958)

ASSIS VALENTE

Por Zé Nilton

Baiano do campo da Pólvora, Salvador, Assis Valente é considerado um clássico na Música Popular Brasileira. Inspiradíssimo, fez canções que encantaram os grandes cantores e cantoras do rádio na década de 1940. Uma delas, Carmem Miranda, que também foi sua paixão secreta, dizem, gravou muitas músicas suas.

Seu começo nas lides musicais data da década de 1930, mais precisamente em 1932, quando conhece o exímio sambista (e mais tarde pintor primitivo) Heitor dos Prazeres. Impressionado com a facilidade de Assis fazer versos, Heitor encoraja-o a compor sambas.

De saída Assis Valente mostra sua verve satírica e, como naqueles tempos era “elegante” falar francês ou usar termos franceses (essa influência observava-se também nas artes, particularmente na literatura), Assis parte para a crítica a esse maneirismo e compõe um clássico da MPB chamado “Tem francesa no morro”, gravado por Araci Cortes.

Assis Valente deixou sua marca na panteão da Música Popular Brasileira pela expressividade de suas composições ora de alegria ora de tristeza. Isto reflete uma inseparável angústia que o fez tirar a vida depois de três tentativas.

Tinha a obstinação dos suicidas que foi potencializada pelo esquecimento popular de que muitos dos grandes compositores padeceram.

Num texto escrito para a coleção da Música Popular Brasileira é narrado assim o fim de sua vida:

“Sozinho, separado da mulher desde 1942, amargurado pelo esquecimento popular, Assis mergulha cada vez mais num poço de angústia.

Por fim, o menino que sempre viveu em Assis junta os cacos de sua vida: passa pela SBACEM (órgão arrecadador de direitos autorais), telefona ao editor Vitale, dá instruções para seu laboratório e vai para a praia do Russel. Perto de um parque infantil, ingere uma garrafa de guaraná com formicida. Eram 6 horas da tarde do dia 10 de março de 1958”.

A homenagem do programa COMPOSITORES DO BRASIL desta quinta-feira a Assis Valente. Vamos comentar algumas de suas composições, como:

ESTE SAMBA FOI FEITO PRA VOCÊ, de Assis Valente com Mário Reis o conjunto Diabos Do Céu.
UVA DE CAMINHÃO, de Assis Valente com Carmem Miranda.
FEZ BOBAGEM, de Assis Valente com Aracy de Almeida.
ALEGRIA, de Assis Valente e Durval Maia, com Tadeu Franco.
TEM FRANCESA NO MORRO, de Assis Valente com Aracy Cortes
CAI, CAI, BALÃO, de Assis Valente, com Francisco Alves e Aurora Miranda.
BOAS FESTAS (Papai Noel), de Assis Valente com Hebe Camargo e Os 4 amigos.
CAMISA LISTADA, de Assis Valente com Carmem Miranda.
BRASIL PANDEIRO, de Assis Valente com o conjunto Anjos do Inferno.
BONECA DE PANO, e Assis Valente com Os Demônios da Garoa.
E O MUNDO NÃO SE ACABOU, de Assis Valente com Carmem Miranda
MARIA BOA, de Assis Valente com Maria Alcina.

Quem ouvir verá !

COMPOSITORES DO BRASIL
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Rádio Educadora do Cariri – 1020
Quintas-feiras, de 14 às 13 horas
Apoio: Centro Cultural Banco do Nordeste – Cariri
Retransmissão: www.cratinho.blogspot.com

Escolhendo candidatos - por Marcos Coimbra

Hoje fiz uma postagem em que identificava os elementos estratégicos da Campanha da Oposição ao Governo Lula. Chamava a atenção para o fato de que ela se basearia exclusivamente no perfil do candidato pois este seria o único preparado para promover avanços nas políticas públicas. Contava a experiência política do candidato Serrra. No final da tarde vi este artigo do Marcos Coimbra, um dos sócios da Vox Populi, em que abordava, com base em pesquisa esta questão. Não estou postando o artigo todo, apenas um trecho em que apresenta os resultados. A matéria inteira se encontra no Correio Brasiliense.

"Uma pesquisa recente da Vox Populi permite ver isso com clareza. Usando uma lista com oito atributos desejáveis para um candidato a presidente (baseada em pesquisas em profundidade anteriores), pediu-se aos entrevistados que escolhessem os três mais importantes. De todos, os dois mais mal colocados foram “ter experiência administrativa” e “ter experiência política”.

Em primeiro lugar, ficou a honestidade, algo que não surpreende ninguém, haja vista nossa experiência nos últimos anos. Em segundo, “conhecer e entender os problemas do povo”, acompanhado, em terceiro, por seu irmão gêmeo “ter condições de resolver os problemas do povo”. Em quarto lugar, estava “ter ideias novas para o Brasil” e, daí em diante, os restantes foram igualmente desimportantes. Segurando a lanterna, “ter experiência política”.

O sucesso popular de Lula, em comparação à percepção de fracasso de Fernando Henrique está, muito provavelmente, na raiz do que se vê hoje em dia. Se aquele que não tinha curso superior e “nunca tinha sido nada” deu tão mais certo que um dos mais ilustres intelectuais de sua geração, o problema é o critério.

Ser “mais preparado” saiu de moda. Será que a campanha Serra consegue reabilitá-lo?"

A oposição avançou suas posições - por José do Vale Pinheiro Feitosa

A oposição resolveu prolongar o governo Lula. Como é oposição tem de mostrar-se mais contundente no continuísmo. Como fará isso?

Convencendo a sociedade que o Governo Lula é o acerto do Governo FHC. O Lula só é sucesso porque FHC aplainou o terreno, tirou os obstáculos e deixou o país prontinho para ir adiante com qualquer governo. Aliás, o Lula está repetindo este mantra ao dizer que não interessa quem ganhe, nada poderá mudar a reta ao destino virtuoso do país cujo curso já foi traçado.

A oposição usará as seguintes teses da terra aplainada: a Lei de Responsabilidade Fiscal é deles e ainda teve a oposição do PT; Alain Touraine, filósofo francês, disse que os “períodos de FHC e Lula são parte do mesmo projeto; as privatizações trouxeram benefícios para o país; os programas sociais foram uma continuidade de FHC e serão melhorados pela oposição.

O interessante é que a oposição considera injúria ao candidato Serra coisas ditas pelos petistas do tipo “Serra vai privatizar a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica”. Ou mentem para não perder votos, ou se colocam exatamente no mesmo espectro do que é o Governo Lula.

Explorar as contradições do adversário é comum em política, mas usar em campanhas da oposição a continuidade do governo adversário não é comum. Tentarão, em estilo estruturalista, “desconstruir” o conceito de “continuidade” com outro que é o “avanço”. Aqui as digitais de esquerda do PSDB, enevoando o DEM, pois “avanço” é tido como “salto qualitativo”.

Pretendem usar a referência empresarial do mérito entre os dois candidatos: quem estaria mais preparado para o “avanço” entre os dois? Mas isso seria pelo PSDB, existe o dedo do DEM, quando avanço será: “não haverá hipótese alguma para transgressão à Lei de Responsabilidade Fiscal, festival de boquinhas aos companheiros e nem a entrega dos fundos de pensão aos ex-sindicalistas amigos.”

O conteúdo é frágil como a “moralidade” de esquina, dobrou-a é outra. Não toca nas questões principais do “avanço”. Para a situação o Mendonça de Barros, ícone do PSDB, não pode ser excluído com suas “consultorias de mercado” da categoria de amigos ou de boquinhas.

A chave do “avanço” levar Serra mais à esquerda do DEM e de FHC. Isso é interessante, na tese da “continuidade”, desconstruída em “avanço”, pois torna o “avanço” dependente do Serra. Na oposição dizem: Serra não se ajusta ao figurino de vilão que o PT aplicou a FHC; Serra, assim como Dilma, não se origina da classe rica, é classe média; Serra não pode ser rotulado como direitista, reacionário, candidato dos ricos que irá privatizar o patrimônio público do país.

Quem ouviu a entrevista de Serra na CBN é isso o que ocorreu. Parece que vão tirar o candidato da oposição do conforto do “centro” e jogá-lo mais para a “esquerda”, com o objetivo de confundir a situação e o eleitor. Isso vai desencadear contradições nos tradicionais aliados do candidato, especialmente os grupos políticos mais à direita e a grande mídia que o apóia. Mas terá o papel de levar a candidata da situação a um movimento pendular, ou mais para a direita ou para um discurso mais à esquerda do que o Serra.

Enfim a campanha parece que será mesmo toda ela de esquerda, e não adianta a direita roer as unhas de raiva, dizendo que esquerda e direita não existe.