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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Somos todos portugueses? - Por Carlos Eduardo Esmeraldo

De tantas e tantas vezes escutar anedotas sobre a "pressuposta" pouca inteligência dos nossos descobridores, deu-me uma falsa impressão de verdade, a um ciúme ou quem sabe, uma revolta, provavelmente ambos iniciados nos tempos coloniais. Mas ao residir numa cidade, e aqui abro um parêntese e peço licença para usar uma palavra da moda, numa cidade com índice de "mobilidade" cada vez menor, onde construíram um viaduto para desafogar o trânsito e colocaram um semáforo por baixo; onde já encontrei uma rua cujo já mencionado sinal luminoso foi colocado cerca de dez metros após o cruzamento, impedindo os carros circularem pela rua transversal; onde uma de suas universidades oferece "curso de verão" em pleno mês de julho, quando oficialmente é inverno no hemisfério sul, é que cheguei à conclusão que não poderemos jamais zombar da inteligência dos fundadores do Vasco da Gama. Se precisasse de uma prova da sabedoria portuguesa, bastaria a fundação do meu "Vascão" para colocar por terra qualquer argumento contrário.

Entretanto, convém lembrar que os portugueses detêm a maior e melhor tecnologia em Engenharia Civil do mundo, sendo inigualáveis no domínio das Mecânicas dos Solos e das Rochas. É da responsabilidade dos engenheiros portugueses do Laboratório Nacional de Engenharia Civil de Lisboa o projeto e construção das grandes barragens norte americanas.

Será que falamos a mesma língua? De nada adianta os governantes dos países de língua portuguesa desejarem unificar o idioma. Nós brasileiros, jamais passaremos a chamar o concreto armado de betão e time de futebol de "equipa".

É bom lembrar que nós temos nossos vícios de linguagens que atropelam qualquer estrutura do idioma de Camões. Além, é claro, de desafiar a lógica. Um amigo, foi conhecer Portugal. Lá chegando alugou um carro e saiu pelo interior do país, pouco maior que o nosso Ceará. Com o mapa rodoviário à bordo, e admirado com a perfeição de suas estradas, esse amigo desejava conhecer um cidadezinha lá existente de nome Almeida, de onde vieram seus bisavós. Ao chegar a uma pequena vila, onde a estrada se bifurcava, resolveu perguntar a um velhinho que se aquecia ao sol da manhã:
- "Onde é que fica Almeida?" - Quis saber. E o velhinho, com muita simplicidade, respondeu:
- "Primeiramente deseje-me um bom-dia!"
- "Ah, desculpe-me, bom-dia!"
- "Muito bem, agora podes perguntar!" - Ordenou o português:
- "Onde é que fica Almeida?"
- "Ora que pergunta mais tola: Almeida fica em Almeida, pois!"

De outra feita, outro brasileiro, viajando pela Europa, alugou um carro em Lisboa para ir até Madri. Na saída da cidade, perguntou a um frentista de um posto de gasolina:
- "Esta estrada aqui vai para Madri?" - Quis saber, se expressando no nosso dialeto.
- "Pelo visto, quem estar a viajar para Madri és tu, pois essa estrada é nossa e se ela for para lá irá nos fazer muita falta, pois só temos ela!" - Zombou o bombeiro lusitano.

Afinal, os portugueses também sabem nos dar um merecido troco! No meu primeiro ano na Escola Politécnica da Bahia, apareceu por lá um colega português, o Braguinha, cuja família acabara de se mudar para o Brasil. De tanto a turma lhe encher as medidas, ele nos contou essa, com carregado sotaque:

Um português, recém chegado ao Brasil quis entrar num clube onde se realizava animado baile de carnaval. Na entrada, foi barrado pelo porteiro que alegava a festa ser exclusivamente para brasileiros. Insistiu uma segunda vez, uma terceira, até que viu um jumentinho a pastar junto ao meio fio da calçada. Arrastou-o até a portaria do clube, onde já se encontrava o presidente para impedir a entrada do português:
- Você já foi informado várias vezes que somente entra aqui os brasileiros! - E o português, empurrando o jumento para o interior do clube, gritou:
- Então vás tu, que és brasileiro!

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

domingo, 13 de novembro de 2011

O lado simples da vida - Por José de Arimatéa dos Santos

Hoje as informações vêm como uma avalanche. É tanta notícia e a todo momento que não dá tempo de digeri-las como se deve. Não dá tempo. Só é possível escolher algumas e fazer a análise superficial. É incrível como o dia passa rápido com tanto compromisso e tanto acontecimento.
Isso se reflete até nas relações pessoais. Esses dias um aluno me fez uma pergunta e queria por que queria uma resposta de bate pronto. E eu tentando esmiuçar o tema e ele a querer o principal. Hoje parece que a maioria não se interessa pela introdução, meio e conclusão. É uma ansiedade sem tamanho ou sangria desatada. Tudo rápido e na hora.
Com esse exemplo podemos ver e analisar o quanta anda a nossa pressa. Isso não é bom por que deixamos de viver o simples e o lado bom da vida.

Foto: José de Arimatéa dos Santos

É importante parar um pouco e escutar o canto dos pássaros livres e alegres a cantar em cima de uma árvore. Acredito até que nós seres humanos estamos a perder a sensibilidade para esses acontecimentos tão simples, mas tão preponderantes na vida de qualquer um de nós. Isso é perigoso e é necessário nunca perdermos o gesto tão nobre de não aceitar em hipótese nenhuma a violência e a corrupção que tira o pão da boca de muita gente ou deixa muito brasileiro sem atendimento devido nos hospitais públicos.
Mais importante do que tudo é viver bem com os nossos amigos e parentes e de uma forma que tudo seja alegria e momentos de engrandecimento, congraçamento e de amizade. Tendo sempre em mente a solidariedade e a luta por justiça para todos. Assim é que deve ser a vida.

sábado, 12 de novembro de 2011

Hoje: "A DONZELA E O CANGACEIRO" na 3ª Guerrilha...



A Cia. Cearense de Teatro Brincante traz novamente seu mais novo sucesso de público. Um grande espetáculo que resgata o mito da Caipora e faz uma contundente defesa da ecologia e do meio ambiente. Um manifesto em favor da natureza!


"A ambição desmedida do homem rico, a ganância cruel do norte-americano e a trama infernal vinda das trevas ameaçam o Sítio Fundão, importante reserva ecológica brasileira. 


As forças do mal, lideradas pelo Bode-Preto, entram em disputa ferrenha pelo domínio da área, mas são enfrentadas pela legião do bem, liderada pela Caipora, deusa protetora da natureza.


Somente o amor pode salvar o sítio da destruição total. Um enigma, proferido pela esfinge de Seu Jefrésso, contém todo o segredo do universo, capaz de restabelecer a paz e a harmonia. 


Donzela Flor, símbolo de pureza, precisa ser desencantada. O cangaceiro Edimundo Virgulino, valente e destemido, luta com bravura para salvar o sítio e conquistar o coração da donzela." 


ELENCO: Mateus – Cacá Araújo / Catirina – Kelvya Maia / Pafúncio Pedregôso – Franciolli Luciano / Cafuçú – Paulo Henrique Macêdo / Feiticeira Catrevage – Jonyzia Fernandes / Vicença – Rosa Waleska Nobre / Dona Colombina – Samara Neres / Donzela Flor – Charline Moura / Caipora – Orleyna Moura / Troncho Sam – Márcio Silvestre / Edimundo Virgulino – Emerson Rodrigues / Bode-Preto – Joênio Alves / Seu Jefrésso – Jardas Araújo. 


TÉCNICA: Texto e Direção – Cacá Araújo / Assistência de Direção – Orleyna Moura / Iluminação – Cacá Araújo e Emerson Rodrigues / Cenografia e Sonoplastia – Cacá Araújo / Cenotécnica e Adereços – Saymon Luna, Willyan Teles, França Soares, Mestre Galdino, Cristiano de Oliveira e Marlon Torres / Figurino e Maquiagem – Joênio Alves / Ritualística Corporal – Joênio Alves e Kelyenne Maia / Música e Direção Musical – Lifanco / Instrumentistas – Lifanco e os atores / Criação e execução de efeitos sonoros – Lifanco e os atores / Operação de Luz – Paulo Fernandes / Operação de Som – Babi Nobre / Confecção de Figurino – Ariane Morais / Cinegrafia – Antonio Wideny (Toyota) / Fotografia – Gessy Maia e Mônica Batista / Xilogravura do Cartaz – Carlos Henrique / Designer – Felipe Tavares / Contra-Regra – Mauro Silvestre / Guarda-Roupa – Luciana Ferreira / Produção Executiva – Kelvya Maia / Produção – Sociedade Cariri das Artes. 


AGRADECIMENTOS: Sociedade de Cultura Artística do Crato / Secretaria de Cultura do Crato / Casa Harmônica / Circo-Escola Alegria / Coletivo Camaradas / Ed Alencar.


PATROCINADORES: Banco do Nordeste - Parceria BNDES / Prefeitura Municipal do Crato-CE.

Aceitação - Emerson Monteiro

... Uma reação igual e em sentido contrário, princípio da Lei de Ação e Reação. Depois que acontecer de pisar na bola, cabe aceitar as consequências. Conciliar as respostas naturais em relação aos atos de seguir em frente, atitude por demais justa consigo mesmo, ser falível no estado atual. Caso diferente, agiria como que treme diante das circunstâncias, o que nada representaria em termos de racionalidade; o errar só para não dar a mão à palmatória.

Baixar a cabeça depois que falhar nas escolhas das ações, ainda que pela ignorância de conhecer o jeito exato de cumprir o papel perante a vida, eis o modo espontâneo de se render às evidências. Levantar a cabeça pode reduzir os prejuízos e abrir um espaço de perdão dentro da gente, isto no sentido de evitar danos à saúde física e abrir mão das vaidades; deixar de lado a suposição antiga de se ser senhor absoluto da razão.

Quantas e tantas vezes o errar humano pisar no território da solidão... Contar apenas com os elementos de quem ousa sonhar demasiado com a perfeição e cai da cama... Se achar acima do bem e do mal, quando Deus impera acima dos seres menores, Sua criação apenas... Nós, os viventes...

Viver a vida sem se punir a todo instante... Quando o sucesso domina a cena, as pessoas vibram de euforia. No entanto, perante as cobranças dos erros, afundam na lama quais juízes impiedosos de si, cruéis parceiros da autovingança. E dói e mata e pune contra as ordens mínimas da compaixão.

Aceitar a condição de relativos nas malhas humanas; admitir a retratação, invés das normas rígidas do combate interno às inferioridades, doutores de leis impiedosas e totalitárias. Persistir vivos para preservar a espécie dos aprendizes, senhores da fé nos dias melhores. Render homenagem ao impossível, em noites e dias sempre adoráveis. Ninguém é o senhor do destino além do Poder superior aos poderes limitados deste mundo. Existe o conceito da religiosidade natural que demonstra ordens eternas que a tudo comanda.

Haverá meios de reagir às trevas, aos tombos, às turras, atabalhoadamente... Haverá, sim; nenhuma dúvida resta. Creio, entretanto, significar apenas desespero e frustração assumir o erro e querer eliminar à força as consequências, modos de desencontrados exércitos perdidos em retiradas infames, que as histórias contam. Que glória há nas perdidas as ilusões? Também as personagens individuais, que andam pelas ruas, equivalem aos exércitos de si próprios, por vezes batendo cabeça em jornadas dolorosas. O fazer nesses instantes pede alternativas de sabedoria. De deixar de lado os valores equivocados e marchar firmes para os verdes campos da satisfação interior, no amar e se amar quais motivos da experiência, esquecendo vícios e abandonos, mágoas e rancores. Sorrir aos instantes menos felizes, que somem e deixam o perfume da solidariedade, resposta indiscutível de viver bem.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ringo Starr chega ao Brasil com festa pop

Ex-Beatle fez show de 1h50 para 6,5 mil em Porto Alegre.
Músicos que acompanham Ringo têm estrela própria.

Alexandre de Santi
Especial para o G1, em Porto Alegre

Uma competente banda de canções de pop e rock animou cerca de 6,5 mil pagantes no ginásio do Gigantinho na noite desta quinta-feira (10), em Porto Alegre. Mas não se tratava de um conjunto cover qualquer. Nos vocais e na bateria, havia um ex-integrante dos Beatles: Ringo Starr.

O baterista da banda mais famosa de todos os tempos estreou no Brasil trazendo o mesmo repertório - sem nenhuma margem para surpresas - dos shows pela América Latina - antes de chegar a Porto Alegre, o músico inglês passou por Buenos Aires, Santiago e Cidade do México.

A apresentação de Ringo e de sua All Starr Band não ficou devendo em animação, precisão e diversão para o público gaúcho. Em 1h50min, o set list de 21 músicas alternou entre canções dos Beatles eternizadas na voz de Ringo e músicas dos integrantes da banda que acompanham o baterista.

Ringo Starr inicia turnê brasileira em Porto Alegre, no RS. Como tradicionalmente, ex-beatle abriu o show com 'It don’t come easy'.
(Foto: Tárlis Schneider / Acurácia Fotojornalismo / AE)

Se falta unidade para o repertório, os músicos compensam com muita simpatia e competência.

Depois de passar pela capital gaúcha, o ex-beatle ainda faz mais seis shows pelo Brasil: São Paulo (12 e 13), Rio de Janeiro (15), Belo Horizonte (16), Brasília (18) e Recife (20).

Ringo surgiu ao palco com cinco minutos de atraso sorridente e saltitante, em forma invejável para os seus 71 anos. Abriu o show cantando “It don´t come easy” dançando de pé, microfone na mão, revelando passos desajeitados que combinam com a personalidade adorável e um tanto boba que ajudou a diferenciar Ringo dos companheiros de Beatles.

A segunda música foi o clássico “Honey don´t” e foi seguida por “Choose love”, quando o cantor deu lugar ao baterista no meio da canção e levou o público ao delírio.

Ringo segue cantando e balançando a cabeça no comando das baquetas, sentando no alto da plataforma que eleva a bateria do palco, exatamente como no tempo de Liverpool.

Comparações com turnê de Paul McCartney - Como se trata de uma apresentação de um ex-integrante do mítico quarteto de Liverpool, o show de Ringo não escapa das comparações com a turnê de Paul McCartney. Há um ano, em 7 de novembro, o baixista tocou para 50 mil pessoas no estádio Beira-Rio, a poucos metros do Gigantinho, que estava apenas parcialmente lotado com o público de 6,5 mil pessoas. McCartney veio ao Brasil com dois grandes telões de alta definição e efeitos pirotécnicos.

Em Porto Alegre, o show do baterista não tinha telões ou qualquer efeito que costuma fazer parte das grandes turnês da atualidade. O palco era decorado apenas com um painel onde uma grande estrela e algumas flores se destacavam.

As diferenças também atingem o repertório. Depois de “Choose love”, Ringo voltou a apresentar uma música da época dos Beatles somente na sétima canção, com “I wanna be your man”. No intervalo, abriu espaço para seus companheiros de banda brilharem - exatamente como fazia nos Beatles.

Paul McCartney conta com um time de primeira linha, mas os músicos que acompanham Ringo têm estrela própria e já haviam construído uma carreira antes de integrar a All Starr Band. É o caso de Rick Derringer, guitarrista que fez parte da banda The McCoys e que cantou o hit “Hang os sloopy”, a quarta música da noite - conhecida no Brasil pela versão em português, “Pobre menina”, de Leno e Lilian.

O multi-instrumentista Edgar Winter, dono de uma bem sucedida carreira solo na década de 70, interpretou duas músicas suas: “Free ride” e o tema instrumental “Frankestein”, um funk com toques psicodélicos e experimentais, canções que atingiram grande sucesso comercial no início dos anos 70.

A All Star Band ainda tem Wally Pallmar, (guitarrista ex-integrante dos The Romantics), Gary Wright (tecladista ex-integrante do Spooky Tooth), Richard Page (baixista e ex-Mr. Mister), Mark Rivera (saxofone e percussão) e Gregg Bissonette (bateria).

A junção de talentos no palco permite que a banda transite entre baladas e rocks com total desenvoltura. Embora o público não conheça grande parte das 10 músicas dos colegas de Ringo, os gaúchos tiveram boa vontade com o desfile de canções e aceitaram a proposta do anfitrião de transformar o Gigantinho em uma festa de celebração à boa música, mesmo que o astro principal fique esquecido em alguns momentos.

A plateia de Porto Alegre se deixou contagiar principalmente pelo carisma de Wally Palmar, que cantou “Talking in your sleep” e “What I like about you”.

Quando os companheiros assumem o microfone principal, Ringo vai para bateria e toca com facilidade, confortável na posição de coadjuvante - um papel que aceita muito bem desde a década de 60.

Mas, ainda assim, a grande estrela era Ringo e a plateia reagia com reverência a cada aceno com os dedos em forma de “V”, símbolo do movimento paz e amor.

O baterista brincou com o público a todo momento, mas evitou frases de efeito sobre o Brasil ou Porto Alegre. Preferiu se declarar ao público e fazer piadas com a própria idolatria. Em certo momento, perguntou duas vezes “Qual o meu nome?” e ouviu o público responder “Ringo!” em coro. E completou “Eu amo isso”.

Em “Yellow submarine”, balões amarelos tomaram conta do ginásio. O baterista ainda levantou o Gigantinho com as duas últimas músicas, “Act naturally” e o medley “With a little help from my friends / Give peace a chance”. Não houve bis, detalhe que pareceu não incomodar uma plateia que se sentia satisfeita por poder aplaudir ao vivo dois integrantes dos Beatles num período de um ano.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Cariri terá etapa do Seminário Artefatos da Cultura Negra no Ceará



As Inscrições serão realizadas no dia do evento.
O II Seminário Artefatos da Cultura Negra no Ceará – Etapa Cariri acontecerá no Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri – URCA, no dia 18 de novembro de 2011, nos períodos da manhã, tarde e noite. O evento pretende reunir educadores, estudantes, pesquisadores e ativistas dos movimentos sociais para aprofundar e debater sobre a necessidade do redimensionamento das práticas pedagógicas com vistas à inclusão nos currículos escolares de conteúdos que digam respeito à história e cultura negra cearense e oportunize um repensar sobre o papel da universidade na formação de agentes capazes de construir uma sociedade comprometida com a emancipação humana. Na ocasião, terão duas palestras com o tema “Religiosidade de Matriz Africana e Educação” e a exibição de um documentário produzido pelo Grupo de Valorização Negra do Cariri – GRUNEC e pela Cáritas Diocesana do Mapeamento das Comunidades Rurais Negras e/ou Quilombolas do Cariri cearense.

O evento é uma realização do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Regional do Cariri – URCA, Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC, Projeto No Terreiro dos Brincantes, SINDURCA, Nucleo de Estudos em Trabalho e Educação – NETED, Grupo de Valorização Negra no Cariri – GRUNEC.

Mais informações no blog: http://artefatosdaculturanegranoceara.blogspot.com/

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

PRÓ-REITOR DA URCA AMEAÇA GUERRILHA

Hoje, às 8h50min, recebi um telefonema em que uma moça de voz educada e terna se certificou de que era comigo mesmo que estava falando. Era da URCA, número 88 3102 1200. Passou a fala para o prof. Fábio Rodrigues, pró-reitor de extensão, que, com sua característica arrogância, prepotência e falta de educação, declarou que acionará a justiça contra a Guerrilha do Ato Dramático Caririense. Motivo alegado: uso indevido da logomarca da URCA/PROEX nas peças de divulgação. Pediu-me explicação. Eu lhe lembrei que, num dos encerramentos de disciplina de Teatro do Curso de Artes daquela universidade ocorrido recentemente no Teatro Rachel de Queiroz, conversamos sobre a possibilidade de parceria para registro videográfico da Guerrilha, no que ficamos praticamente acertados faltando apenas a oficialização do pedido. Pouco tempo depois soube eu que a câmera estava em conserto. Percebi a impossibilidade de concretizar a intenção inicial, mas, como temos uma convivência e colaboração permanente com o Curso de Artes da URCA, resolvi deixar a logomarca da universidade no material de divulgação. Este é o crime do qual estamos sendo acusados. 

Fábio Rodrigues expressou na sua voz um incontido ódio e violência inexplicáveis, atípicos de ocupantes de cargos públicos que prezam pela sensatez, respeito e equilíbrio. Se a logomarca da Universidade Regional do Cariri estampada num evento que reúne quase 30 companhias de teatro, dança e circo do Cariri cearense, desqualifica ou mancha a imagem da instituição, tivesse ELE gentilmente solicitado a retirada que nós teríamos atendido prestimosamente.

Sabemos do incômodo que causamos àqueles que desprezam a arte produzida no Cariri e agem preconceituosamente contra nossos artistas. Mas seguiremos adiante em nossa missão de conquistar e ocupar nosso legítimo espaço no coração do povo e na dinâmica da sociedade em que estamos inseridos. Não será um arroto de neurose anti-Cariri que nos intimidará. O que está por trás do comportamento do pró-reitor é uma oposição medíocre ao que não é espelho e o desapreço pelo que traduz e identifica a região em sua diversificada teia de manifestações artísticas e culturais. O que não sabemos é se a posição do pró-reitor foi apenas um surto exibicionista e abuso de autoridade ou se é um entendimento endossado pela Reitora da URCA Otonite Cortez. 

Avante, Guerrilheiros!!!

Cariri-CE, 09 de novembro de 2011.

Cacá Araújo 
Professor, Ator, Dramaturgo, Folclorista
Coordenador da Guerrilha do Ato Dramático Caririense    

UM TOMBO NO ESCURO - por Pedro Esmeraldo


Hoje pela manhã, ficamos perplexos quando observamos uma fila enorme de jovens tentando conseguir uma vaga através de concurso público para ser funcionário da Prefeitura local. Isso é uma aberração e um atentado ao poder aquisitivo do povo, pois acarretou enorme desperdício do bolso dos seus pais que há tanto vem sendo vilipendiado pelo excesso de cobrança de impostos das autoridades, quer Federal, Estadual ou Municipal, que nada vem contribuir com melhoramentos para reconquistar com obras favoráveis às atividades econômicas do nosso país.

Não é à toa que falamos em prol de defender a juventude a fim de sobressair-se com dignidade enfrentando lutas que a encaminhem para o bem-estar e para uma velhice digna que venha lhe propor reconhecimentos de todas as atividades do passado.

Não queremos desmerecer esses jovens por que todos desejam ter uma segurança no decorrer da vida, visto que apesar dos parcos salários municipais, esses dignos jovens, pertencentes a toda região do Cariri, desejam também um lugar ao sol. Agora, perguntamos a essas próprias autoridades: por que não pensam em trazer melhoramentos satisfatórios para dar ao jovem melhores empregos, quer industriais quer agrícolas, empregando tecnologia que satisfaça aos anseios dessa juventude e que venham adequar toda a população do município dentro de um padrão moderno de vida, com uma educação acentuada para os dias de hoje?

O que mais nos revolta é que alguns políticos de todo o país não se preocupam com o desenvolvimento coletivo, mas comente o próprio bem-estar e, portanto, esquecem que foram eleitos para trabalhar em prol do povo e não para satisfazer a uma minoria que nada traz de bom para o cidadão comum.

Sabemos que a culpa é do próprio povo porque coloca esses homens no estaleiro e na sua vontade de subir ao pícaro da montanha para lá permanecer por vários anos, cuspindo na cara dos contribuintes e rindo à toa das desgraças alheias.

Para isso, é preciso que o povo acorde e venha a cobrar com precisão, avisando que eles estão lá para trabalhar em prol do povo e não para permanecerem alheios ao sofrimento deste povo.

Voltando ao assunto dos jovens, avisamos e ao mesmo tempo pedimos que sejam coerentes e dignos, colocando pessoas de gabarito para elaborarem e corrigirem as provas sem interferência de terceiros, cujo pensamento é só proteger os seus apaniguados, mesmo que sejam cultos ou analfabetos.

Desta sorte, se ouvirem o nosso pedido, estaremos gratos, pois todos torcem por uma melhoria de caráter e seriedade no comportamento do homem.

Para terminar pedimos a esses políticos que não deixem a juventude sozinha, tombando no escuro, mas que acorde para que faça uma carreira digna de respeito.

Autor: Pedro Esmeraldo

Crato-CE, 07/11/2011

Apoio: Firenze Cosméticos

Foto: Dihelson Mendonça


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Ceará em panorama

O nativo brasileiro, um dos protagonistas da história que se conta aos fragmentos em Ceará: Economia, política e sociedade

O livro "Ceará: Economia, política e sociedade", organizado por pesquisadores do Departamento de História da UFC, permite uma nova visão acerca de aspectos do passado cearense

Uma compilação de trabalhos recentes, desenvolvidos por pesquisadores do Programa de Pós-graduação do Departamento de História da Universidade Federal do Ceará (UFC), revisa o que sabemos sobre o estado em diversos períodos, desfazendo mitos, aprofundando estudos e auxiliando a reforçar a larga trama da história cearense.

O livro "Ceará: Economia, Política e Sociedade (Séculos XVIII e XIX)", sétimo e último volume da Coleção História Social, representa um esforço de pesquisadores da instituição para democratizar o conhecimento, permitindo à população maior acesso aos estudos desenvolvidos na academia.

Segundo um dos organizadores, Mário Martins Viana Júnior, doutorando em História Cultural pela Universidade Federal de Santa Catarina, a proposta de uma compilação de estudos sobre o Ceará surgiu a partir de sua experiência em sala de aula.

"Fui docente da disciplina de História do Ceará na UFC e, nesse período, observei que havia uma renovação na escrita da história cearense que ainda não tinha sido contemplada com publicações. Procedi, então, à reunião de diferentes estudos sobre assuntos que tiveram como recorte temporal os séculos XVIII e XIX".

Para o historiador, a obra é "sem dúvida uma aula de História do Ceará", como salienta.

Conteúdo - Composta de oito artigos, a obra trata sobretudo de capítulos da capitania do Siará Grande: a economia está representada no estudo das operações comerciais de carne-seca; a política e os trâmites administrativos, em artigo sobre regulamentações de concessões de sesmarias; e os aspectos sociais, em pesquisas sobre a atividade científica e médica na capitania. Além das novas leituras sobre o Siará grande, os períodos colonial e imperial também estão presentes, observados a partir das eleições, das questões de gênero e até das epidemias que assolaram vilas como Maranguape, atualmente distante 27 quilômetros da capital Fortaleza, e como medidas higienistas foram operacionalizadas na localidade.

"Ao leitor, a obra oferece uma nova visão sobre a cultura do charque na história. Para além da circulação local, o estudo do prof. Almir mostra como o charque estava imerso em uma perspectiva nacional e internacional", explica Mário Martins. Seu trabalho, escrito em parceria com Cecília Alencar, ajuda a desfazer o mito da mulher subserviente, analisando a história de mulheres que se tornaram grandes proprietárias de terra no Ceará colonial.

Coleção - Produzida com o apoio da Instituição Frei Tito de Alencar, sob a coordenação do professor doutor Francisco Régis Lopes, a Coleção História Social, além de socializar os trabalhos desenvolvidos na universidade, representa o sucesso dos pesquisadores cearenses em incursões pelos métodos originários da francesa Escola dos Annales, que priorizava a observação, o registro e a reflexão do passado não apenas a partir de datas, fatos e indivíduos da elite, mas através dos sujeitos comuns, responsáveis também pela construção dos costumes e do imaginário de sua época.

A coleção possui sete volumes, todos constituídos de compilações de artigos. O livro de estreia, "Futuro do Pretérito", lançado no ano passado, aborda aspectos metalinguísticos da História enquanto disciplina e da História dos Museus. Os títulos subsequentes (2,3 e 4) têm por foco Fortaleza: cultura, cidade, política, trabalho e gênero. Nos livros 5 e 6, intitulados "Por linhas tortas", são propostos diálogos interdisciplinares sobre questões de gênero.

Fonte: Diário do Nordeste

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Água no Planeta Aquarius

Luiz Domingos de Luna*
Outro dia, como de costume, fui convidado para retornar ao meu planeta natal-Aquarius, depois dos procedimentos já devidamente expostos na série Aquarianos, fiz uma viagem cansativa, mas como estou acostumado fui logo ocupar a minha cadeirinha, ao tempo em que girava no telão em 3D, O Tema da Reunião: Água no Planeta Aquarius. O Conferencista, como de sempre cumprimentou a todos e foi logo discorrendo sobre o tema. A água no planeta Aquarius nunca foi problema, nem será vez, os aquarianos não precisar deste liquido do Planeta terra.
Um colega meu de Aquarius levantou o braço, uma maneira pedagógica para explicar aos humanos, a luz do refletor, foi logo dizendo: a reunião não procede, pois a água é um problema dos terráqueos jamais dos aquarianos- assim não existe razão para a convocação dos aquarianos.
- O Conferencista – Quando a isto você está coberto de razão, o problema é que temos muitos cometas que circulam o nosso planeta com muita água, Isto pode gerar aos humanos uma busca a nossa orbita de água e usar o nosso planeta como uma estação para aprisionar os cometas aquáticos a condução em processo para o Planeta Terra.
- Assim, deixaremos de ser um planeta soberano, para ser uma mera estação espacial dos terráqueos.
Polêmica geral na platéia. O Conferencista perdeu o controle da reunião - Pânico geral, uma forma didática de explicar para os humanos, vez em Aquarius não existir emoção.
O Sábio aquariano, vendo o tumulto, pediu a palavra e disse em alto e bom tom, não vejo problema com a água dos humanos?
Como assim, quis saber a platéia?
A gente monta um estoque de água em nosso planeta e depois envia para o Planeta Terra é uma ação de colaboração com os terráqueos – afinal temos tecnologia para extrair água pura e cristalina para abastecer o Planeta Terra.
Quem fará a negociação do repasse da água para o Planeta Terra quis saber o conferencista?
O Sábio – a nossa cobaia de sempre.
O Conferencista. -Reunião encerrada problema resolvido
O Sábio disse: Problema resolvido não! Problema aumentado!!
Como assim, quis saber o conferencista?
Um copo dágua no Planeta Terra custará um milhão – Rebateu o sábio
O Conferencista – mas isto é um problema dos terráqueos
Que problema – quis saber o sábio
O Problema do preço do copo d’água
O Sábio ah bom, eu pensei que o problema fosse à corrupção!!!
Certeza – Nenhuma
Dúvida – Todas
Mas é assim que a coisa funciona.
(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora - Ceará



Ícone do rock progressivo, o grupo inglês Pink Floyd acaba de ter sua discografia relançada. Na linha de outros grandes nomes da música pop, a banda reedita seus principais trabalhos em versões especiais, com novos projetos gráficos e material inédito. O álbum clássico "Dark Side of The Moon"(1973) é o primeiro desta tiragem luxuosa, que ainda terá "The Wall" (1979)

As experiências de sucesso comercial (e mobilização de massas) do rock entre os anos 1950 e 1960 ensinaram a indústria fonográfica que a música era, sempre, mais do que música. Os fãs de Elvis Presley eram, também, os consumidores de seus filmes; os fãs das bandas inglesas que tomaram o mundo nos anos 1960, sobretudo os Beatles, queriam não apenas discos e compactos, mas ainda revistas e toda sorte de trabalha que estampasse seus ídolos.

Contudo, esta mesma indústria parecia ter esquecido esta lição quando se viu confrontada por uma nova maneira de consumir música, quando muita gente abdica do suporte físico da música (os LPs, CDs, fitas) em troca de arquivos digitais, pelos quase nem sempre se paga. Quando perceberam que o processo era inversível, as grandes gravadoras se apressaram em disponibilizar seus catálogos em sites de venda de música digital. Com isso, atenderam a apenas um segmento de seu público consumidor.

Agora, a indústria parece ter despertado para a outra parcela de seus clientes. Aqueles que consumem música na perspectiva de um produto completo, rico material e visualmente. É para eles que a EMI lança sua nova reedição da obra do Pink Floyd.

Clássicos estendidos - O Pink Floyd foi um dos gigantes do rock inglês e um dos maiores vendedores de disco do rock. Segundo sua gravadora, o grupo já vendeu mais de 200 milhões de discos. Seu álbum "The Dark Side of the Moon", lançado em 1973, ficou 731 semanas ininterruptas (cerca de 15 anos) na lista dos mais vendidos da revista Billboard.

Então, como tornar viável um produto que já vendeu tanto? A EMI montou o projeto "Why Pink Floyd...?", nele tenta conquistar novos fãs, com o relançamento de toda a discografia da banda, remasterizada e com novos projetos gráficos; para os convertidos (ou para os neófitos que se empolgarem mais do que o normal), a gravadora criou versões especiais dos principais álbuns da banda - o já citado "The Dark Side of the Moon", "Wish You Were Here" (1975) e "The Wall" (1979).

Estes serão lançados em três versões. Uma simples, com o disco remasterizado e novo projeto gráfico; a versão Experience, com um disco extra (em "The Wall" serão dois) com registros ao vivo das turnês de divulgação dos respectivos álbuns; e a Immersion - um exagero que deve deixar os fãs hardcore da bandas tendo espasmos de felicidade. Cada uma delas vem com pelo menos cinco discos, com demos, versões alternativas, faixas ao vivo, livro com fotos, ...

A ideia é atender exatamente aquele tipo de fã de música que ainda tem o fetiche pelo material gráfico e que se interessa por tudo que seu artista produz. É o mesmo que fuça sites e blogs, não em busca dos trabalhos da discografia oficial mas das rapas e restos que interessam - e faixas raras, gravações caseiras, demos, matéria gravado em estúdio mas não aproveitado, gravações piratas de shows ao vivo.

A EMI já botou nas lojas 14 álbuns de sua coleção remasterizado do Floyd e as versões especiais de "The Dark Side of The Moon". Esta semana, será a vez do disco "Wish you were here" e, em fevereiro do próximo ano, "The Wall".

Os formatos de luxo, aliás, são uma tendência em alta no mercado fonográfico. Banda como Rolling Stones e U2 resolveram abrir o baú em versões barrocas de seus principais trabalhos. Do catálogo da EMI, Megadeth e Jethro Tull também ganharam novas versões caprichadas.

O espelho - A edição Experience de "The Dark Side of the Moon" proporciona uma experiência circular com a música da banda. O disco extra traz uma versão ao vivo do álbum, gravada em um show de 1974. Contrapondo-a ao original, nota-se que o álbum foi pensado para ser uma espécie de opera, para soar ao vivo, grandiosamente. Ao mesmo tempo, no palco, a banda se esforça para reproduzir, à perfeição, o complexo trabalho criado em estúdio.

O disco é uma boa introdução à música do Pink Floyd. É uma daquelas obras que, dificilmente, permite que se fique em cima do muro. Uns ou já caíram ou vão cair de amores por ela. Outros, vão detestá-la. Para estes, a salvação é voltar no tempo e buscar os dois primeiros discos da banda, "The Piper at the Gates of Dawn" (1967) e "A Saucerful of Secrets" (1968). Neles, o grupo aparece liderado pelo fundador Syd Barrett (1946 - 2006), investindo num outro ramo da psicodelia - mais elétrica e menos viajante.

Criado ainda à época dos LPs, quando era preciso trocar o lado disco para ouvir o restante das músicas, "The Dark Side of The Moon" é um álbum que ganhou com a conversão para o CD. Como nos demais trabalhos do Pink Floyd gravados nos anos 1970, trata-se de um disco para se ouvir de uma tacada só. Desta maneira, a passagem de uma música a outra é algo que se dá sem uma ruptura drásticas. Ecos líricos e sonoros atravessam todo o disco. O álbum traz alguns dos principais clássicos da banda - que entraram, definitivamente, para o set list ao vivo do grupo. É o caso de "Time" e "Money", canções que, apesar das longas introduções floydianas, conseguem agradar mesmo aqueles mais resistentes ao som criado por Roger Waters, David Gilmour, Nick Mason e Richard Wright..

Edições de luxo

The Dark Side of the Moon (Experience)- EMI Musci, 20 faixas (CD duplo), R$ 54,90

The Dark Side of the Moon (Imersion) - EMI Music, 3 CDs, 2 DVDs e 1 Blu-Ray, R$ 500

Coleção "why Pink Floyd?" - 14 álbuns de estúdio da banda, lançados entre 1967e 1994, remasterizados. R$ 39,90 (cada)

Fonte: Diário do Nordeste (7/11/11)

domingo, 6 de novembro de 2011

"GUERRILHA DO AMOR... NAÇÃO CARIRI!"

A Comédia da Maldição (03/11 - Foto de Mônica Batista) 
Sangue Prata (04/11 - Foto de Mônica Batista) 
A Farsa do Panelada (05/11 - Foto de Mônica Batista)


Combatentes seguem conquistando o coração do grande público na mais ousada e legítima vitrine das artes cênicas produzidas no Cariri cearense.

A Guerrilha do Ato Dramático Caririense é um foco de resistência e afirmação cultural, tendo o teatro, a dança e o circo como linguagens centrais, e se realiza a partir da ação conjunta e gestão compartilhada entre grupos e companhias da região. Teve início no dia 3 último e seguirá até o dia 27 de novembro de 2011 com vasta programação.

O Cariri tem um grande potencial artístico que, de certo modo, vem sendo desprestigiado por instituições promotoras de grandes eventos, seja privilegiando caça-níqueis ou produções do Sul e Sudeste, numa atitude deplorável de negação da arte e do artista local. Não somos contrários ao intercâmbio, mas defendemos que este deve ser concebido em via de mão dupla. Afinal, não podemos ser confinados à condição de meros espectadores, quando temos uma rica e diversificada produção a ser mostrada, apreciada e valorizada.

A Guerrilha foi criada, portanto, como uma espécie de insurreição contra o abandono e a negação praticados no seio de grandes mostras realizadas na região. Contra a excludência! É um pólo gerador de vivência e integração, provocador de oportunidades para os novos e de visibilidade para os que pelejam há mais tempo.

Somos vinte e seis companhias de teatro, dança e circo, com linhas de pesquisa e comportamento estético muito peculiares, o que nos garante um quadro diversificado de espetáculos. A Guerrilha reúne artistas-guerrilheiros das seguintes companhias: Cia. Cearense de Teatro Brincante, Cia. Wancylu’s Gat Produções, A2 Cia. de Dança, Cia. Fazendo Arte de Teatro, Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, Comunidade Oitão, Grupo Ninho de Teatro, Cia. Teatral Curumins do Sertão, Cia. André de Andrade, Luciom Caeira e Cia., Grupo Tio G e sua trupe, Alysson Amâncio Cia. de Dança, Cia. Teatral Os Trapilhões, Circo-Escola Alegria, Cia. Yoko de Teatro, Cia. Desabafo de Teatro, Dakini Cia. de Dança e Teatro, Cia. Teatral Arriégua, Cia. Entremeios de Teatro, Grupo Centauro de Teatro, Grupo Máscaras da SCAC, Cia. kanoistravezdenovo, Grupo Cícera de Experimentos Cênicos, Cia. Elas de Teatro.

Coordenação Geral do evento é da Sociedade Cariri das Artes, que compartilha a gestão com a Sociedade de Cultura Artística do Crato e as diversas companhias integrantes do movimento.

Nesta terceira edição, temos o patrocínio do Banco do Nordeste - Parceria BNDES, que, através de edital, financiará o evento juntamente com a Prefeitura Municipal do Crato, que esteve conosco em todas as edições da Guerrilha.

VEJA A PROGRAMAÇÃO DA SEMANA:

TEATRO DE RUA
Praça da Sé e outros espaços

06.11.2011 (Domingo)
19h30min - O Reino Maluco de Branca de Neve, de Joylson John Kandahar (Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, de Juazeiro do Norte-CE, Direção de Joylson John Kandahar, Indicação: Infantil, 40min)
Local: Praça da Sé (Crato-CE)


07.11.2011 (Segunda):
09h - O Apelo do Mosquito, de Wanderley Tavares (Cia. Wancylu’s Gat Produções, de Crato-CE, Direção de Wanderley Tavares, Indicação: Livre, 15min)
Local: Educandário Paraíso da Criança (Bairro Vilalta, Crato-CE)

15h - Repi Bansdei Tchuiu: Feliz dia do ônibus para você, de Mauro César e grupo (Comunidade Oitão, de Juazeiro do Norte-CE, Direção de Mauro César, Indicação: Livre, 60min)
Local: Ônibus Juazeiro/Crato

19h30min - Charivari, de Lourdes Ramalho (Grupo Ninho de Teatro, de Crato-CE, Direção de Duílio Cunha, Indicação: Livre, 50min)

PALCO E ARENA
Teatro Rachel de Queiroz, Crato-CE

08.11..2011 (Terça, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Asa Branca, de Darley Rodrigues (Cia. Teatral Curumins do Sertão, de Farias Brito-CE, Direção de Maria Gonçalves “Lorinha”, Indicação: Livre, 60min, Palco)

09.11.2011 (Quarta, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Irmandade Secreta do Boi Sagrado, de André de Andrade (Cia. André de Andrade, de Juazeiro do Norte-CE, Direção de André de Andrade, Indicação: Livre, 50min, Palco)

10.11.2011 (Quinta, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Eu e tu contra o bicho mais feio do mundo, de Luciom Caeira (Luciom Caeira e Cia., de Juazeiro do Norte-CE, Direção de Luciom Caeira, Indicação: Infantil, 60min, Palco)

11.11.2011 (Sexta, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
O fantástico mundo das mágicas, de Tio G (Grupo Tio G e sua trupe, de Juazeiro do Norte-CE, Direção de Tio G, Indicação: Infantil, 60min, Palco)

12.11.2011 (Sábado, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
A Donzela e o Cangaceiro, de Cacá Araújo (Cia. Cearense de Teatro Brincante, de Crato-CE, Direção de Cacá Araújo, Indicação: 12 anos, 90min, Palco)


Cacá Araújo
Ator e Dramaturgo
Idealizador e Coordenador Geral
Diretor da Cia. Cearense de Teatro Brincante

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

3ª GUERRILHA COMEÇA HOJE EM CRATO-CE


DE 03 A 27 DE NOVEMBRO DE 2011
TEATRO - DANÇA - MÚSICA 
RUA - PALCO - ARENA


PROGRAMAÇÃO COMPLETA


RUA
Praça da Sé e escolas (Crato-CE) 


03.11.2011 (Quinta): 
19h30min - A Comédia da Maldição, de Cacá Araújo (Cia. Cearense de Teatro Brincante, de Crato-CE, Direção de Cacá Araújo, Indicação: Livre, 70min)
Local: Praça da Sé (Crato-CE)


A Comédia da Maldição (Foto de Gessy Maia)

04.11.2011 (Sexta):
16h50min - O Apelo do Mosquito, de Wanderley Tavares (Cia. Wancylu’s Gat Produções, de Crato-CE, Direção de Wanderley Tavares, Indicação: Livre, 15min)
Local: Escola de Educação Infantil e Ensino Fundamental Liceu Diocesano de Artes e Ofícios (Bairro Seminário, Crato-CE) 


19h30min - Sangue Prata, de Tiago Sousa (A2 Cia. de Dança, de Crato-CE, Direção de Tiago Sousa, Indicação: Livre, 40min)
Local: Praça da Sé (Crato-CE) 


05.11.2011 (Sábado):
19h30min - A Farsa do Panelada, de José Mapurunga (Cia. Fazendo Arte de Teatro, de Juazeiro do Norte-CE, Direção de Kinko Pelegrine, Indicação: Livre, 50min)
Local: Praça da Sé (Crato-CE) 


06.11.2011 (Domingo)
19h30min - O Reino Maluco de Branca de Neve, de Joylson John Kandahar (Cia. Mandacaru de Artes e Eventos, de Juazeiro do Norte-CE, Direção de Joylson John Kandahar, Indicação: Infantil, 40min) 
Local: Praça da Sé (Crato-CE) 


07.11.2011 (Segunda):
09h - O Apelo do Mosquito, de Wanderley Tavares (Cia. Wancylu’s Gat Produções, de Crato-CE, Direção de Wanderley Tavares, Indicação: Livre, 15min)
Local: Educandário Paraíso da Criança (Bairro Vilalta, Crato-CE) 


15h - Repi Bansdei Tchuiu: Feliz dia do ônibus para você, de Mauro César e grupo (Comunidade Oitão, de Juazeiro do Norte-CE, Direção de Mauro César, Indicação: Livre, 60min)
Local: Ônibus Juazeiro/Crato 


19h30min - Charivari, de Lourdes Ramalho (Grupo Ninho de Teatro, de Crato-CE, Direção de Duílio Cunha, Indicação: Livre, 50min)
Local: Praça da Sé (Crato-CE)


PALCO E ARENA
Teatro Rachel de Queiroz, Crato-CE


08.11..2011 (Terça, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Asa Branca, de Darley Rodrigues (Cia. Teatral Curumins do Sertão, de Farias Brito-CE, Direção de Maria Gonçalves “Lorinha”, Indicação: Livre, 60min, Palco)


09.11.2011 (Quarta, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Irmandade Secreta do Boi Sagrado, de André de Andrade (Cia. André de Andrade, de Juazeiro do Norte-CE, Direção de André de Andrade, Indicação: Livre, 50min, Palco)


10.11.2011 (Quinta, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Eu e tu contra o bicho mais feio do mundo, de Luciom Caeira (Luciom Caeira e Cia., de Juazeiro do Norte-CE, Direção de Luciom Caeira, Indicação: Infantil, 60min, Palco)


11.11.2011 (Sexta, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
O fantástico mundo das mágicas, de Tio G (Grupo Tio G e sua trupe, de Juazeiro do Norte-CE, Direção de Tio G, Indicação: Infantil, 60min, Palco)


12.11.2011 (Sábado, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
A Donzela e o Cangaceiro, de Cacá Araújo (Cia. Cearense de Teatro Brincante, de Crato-CE, Direção de Cacá Araújo, Indicação: 12 anos, 90min, Palco)


13.11.2011 (Domingo, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Vórtices, de Álysson Amâncio (Alysson Amâncio Cia. de Dança, de Juazeiro do Norte-CE, Direção de Alysson Amâncio, Indicação: Livre, 50min, Arena)


14.11.2011 (Segunda, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Zefa, a missão, de Marcos Sachiell (Cia. Teatral Os Trapilhões, de Juazeiro do Norte-CE, Direção de Marcos Sachiell, Indicação: Livre, 50min, Palco)


15.11.2011 (Terça, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Circo do Sopé, de Josernany Oliveira e Felipe Tavares (Circo-Escola Alegria, de Crato-CE, Direção de Josernany Oliveira e Felipe Tavares, Indicação: Livre, 40min, Arena)


16.11.2011 (Quarta, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Mulier, de Yarley de Lima (Cia. Yoko de Teatro, de Crato-CE, Direção de Yarley de Lima, Indicação: 16 anos, 50min, Arena)


17.11.2011 (Quinta, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Leprosos (adaptação de poemas de Augusto dos Anjos), de Mano Damasceno (Cia. Desabafo de Teatro, de Juazeiro do Norte-CE, Direção de Mano Damasceno, Indicação: 12 anos, 50min, Palco) 


18.11.2011 (Sexta, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Os Fugitivos, criação do grupo (Cia. Teatral Anjos da Alegria, de Crato-CE, Direção de Flávio Rocha, Indicação: Infantil, 45min, Palco)


19.11.2011 (Sábado, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Clarícias – a palavra que treme (baseado na biografia de Clarice Lispector), de Dakini Alencar (Dakini Cia. de Dança e Teatro, de Juazeiro do Norte-CE, Direção de Dakini Alencar, Indicação: 14 anos, 40min, Arena) 

20.11.2011 (Domingo, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
As Encalhadas, de Willyan Teles (Cia. Teatral Arriégua, de Crato-CE, Direção de Wyllian Teles, Indicação: 14 anos, 80min, Palco)


21.11.2011 (Segunda, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
As Anjas, de Ueliton Roccon (Cia. Entremeios de Teatro, de Crato-CE, Direção de Mauro César, Indicação: 12 anos, 80min, Palco)


22.11.2011 (Terça, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Psicose, de Sarah Kane (Grupo Centauro de Teatro, de Crato-CE, Direção de Márcio Rodrigues, Indicação: 16 anos, 40min, Arena)


23.11.2011 (Quarta, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
O Rapto das Cebolinhas, de Maria Clara Machado (Grupo Máscaras da SCAC, de Crato-CE, Direção de Jardas Araújo, Indicação: Infantil, 60min, Palco)


24.11.2011 (Quinta, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Não culpa eles, culpa nós, de Franciolli Luciano (Cia. kanoistravezdenovo, de Jati-CE, Direção de Franciolli Luciano, Indicação: 14 anos, 60min, Palco) 


25.11.2011 (Sexta, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
Se creres, serás salvo, de Luka Severo (Grupo Cícera de Experimentos Teatrais, de Juazeiro do Norte-CE, Direção de Luka Severo, Indicação: 12 anos, 40min, Palco)


26.11.2011 (Sábado, 1ª sessão: 19h, 2ª sessão: 21h)
O Cravo e a Rosa, de Xico Abreu (Cia. Elas de Teatro, de Crato-CE, Direção de Kelyenne Maia e Carla Hemanuela, Indicação: Infantil, 50min, Palco)  


SEMINÁRIO E MÚSICA


27.11.2011 (Domingo)
14h - A Dramaturgia Brasileira Caririense e outorga do Troféu Juscelino Leal Lobo Júnior às companhias e homenageados 
Local: Teatro Rachel de Queiroz (Crato-CE)


20h - Show de Encerramento, Lifanco & Convidados (Indicação: Livre, 120min)
Local: Centro Cultural do Araripe / RFFSA (Crato-CE)


Crato-CE, novembro do ano 2011.

Cacá Araújo
Coordenador Geral

QUEREMOS UMA POLÍTICA IGUALITÁRIA - Por Pedro Esmeraldo

Não gostamos do comportamento de alguns políticos por aceitarem com passividade esse aspecto ditatorial das autoridades da capital em querer desprezar o Crato, alegando desunião partidária dos governantes cratenses. Haja vista que no regime democrático tem por obrigação possuir membros opositores, já que podemos reclamar os erros existentes dos chefes administrativos.

Não é à toa que vimos aqui protestar de viva voz o desprezo desta cidade do Crato, pois vem sendo discriminada e maltratada por esses homens que se dizem democratas, mas a democracia ao que parece só tem o nome.

Não podemos aceitar de bom grado essa atitude do chefe do poder executivo estadual, visto que tem por obrigação comportar-se com o pensamento de igualdade e solidariedade a todos os municípios do Cariri. O que notamos só há um município beneficiado nessa região e os outros que caiam na lata do lixo.

Jesus Cristo pregava a religião da fé e da igualdade. Aqui porém, o governador só tem beneficiado um só município, mas avisamos a esses senhores da capital que nós não podemos engolir a bomba calados. Por isso pedimos a esses senhores que tenham mais atenção, que não pratiquem injustiça. Olhe que o Crato está entregue ao esquecimento da sorte e o pior que os nossos políticos se quedam na resignação, já que têm medo de falar e ficam sempre esperando que a sorte lhe favoreça.

Vejam as obras que vem para o Crato: não nos dão com boa vontade, são lentas e compassivas. Vejam bem a construção do Centro de Convenção, há anos iniciada e nunca foi inaugurada até agora. Também lembramos da Escola Profissionalizante e do ginásio coberto e da recuperação do canal do Rio Granjeiro que andam lentos vendo a hora cair tudo no esquecimento e obscurantismo administrativo.

Lembrem do desprezo do Crato diante da retirada do retorno deste município, pois só o Crato é tratado com desigualdade.

Certo político cratense veio no pensamento inusitado, dizendo que os políticos cratenses deveriam reunir-se e formarem-se em um bloco de um só candidato em torno do governador do Estado, pois sendo assim, tudo se tornaria mais fácil para obtermos verbas especiais a fim de terminar as nossas obras que andam à deriva.

Respondemos a esse fraco político que não aceitamos essa idéia, visto que o regime democrático tem que ter a obrigação e oposição não significa intrigas, mas sim é permanecermos vigilantes à desigualdade e a falta de apoio possuindo com o tratamento homogêneo a todos os municípios da zona metropolitana do Cariri, porque tudo é Brasil e pertencemos a mesma raça e a mesma religião.

Já chega de tanta discriminação porque Crato já foi pioneira e reagiu com bravura, nos tempos passados, as injustiças que ocorriam constantemente.

Hoje não somos mais aqueles que levantavam a bandeira do regionalismo e conduziam para enfrentar o caminho com lealdade e coragem.

Agora alertamos esses políticos atuais: sejam valentes, enfrentem barreiras e não deixem o Crato sucumbir-se, caindo no gosto desses mafiosos inimigos do Crato.

Crato-CE, 29/10/2011.

Autor: Pedro Esmeraldo

Geraldo Júnior – Um caboclo de asas

Articulado, inquieto, poeta, músico, brincante, ator, produtor e missionário do Estado Espiritual do Cariri Geraldo Júnior espalha pelo Brasil e mundo a musicalidade que ele denomina de Música Cariri, Música regional plugada no universo. Um dos fundadores da banda Dr. Raiz.

Alexandre Lucas - Quem é Geraldo Júnior?

Geraldo Junior - Sou um Cariri, filho de Geraldo Freire e Zilmar Batista! Sou um privilegiado por ter nascido nessa região tão rica e bela e sou muito feliz pelos amigos que tenho! Hoje vivo em transito, acho isso normal, é uma necessidade da minha labuta, queria pode estar entre aqui e lá mais vezes, mas o teletransporte ainda não foi popularizado, por enquanto tenho que me contentar com visitas semestrais! A internet ajuda muito a manter esse contato e de certa forma nunca sair do cariri, pois ele está dentro de mim! Me expresso artisticamente através dessa lente! Tento estar conectado com o mundo real e virtual além-sertão, além-mar, além-céus!

Alexandre Lucas - Você dar poesia?

Geraldo Junior - Não tenho a ousadia de me considerar poeta! Humildemente descrevo alguns sentimentos e sensações que vivi e vou vivendo por aí, o que se torna música ainda é um tatinho mais elaborado rsrsrs, mas a musicalidade de minhas palavras é empírica. Gosto de ler e viver tudo que absorvo! Mantenho dois blogs! o Caboclo de Asas, com temas diversos e o Poesia Cariri, com temas diretamente ligados ao que escrevo em relação a região. Este segundo precisa ser atualizado. Farei isso esses dias...

Alexandre Lucas - Quando teve inicio seu trabalho artístico?

Geraldo Junior - Ainda criança! Meus pais me deram boas pisas e referencias de caráter! Boa música! Estórias de meus pais, tios e outros familiares, as viagens pra Caririaçu no sitio de nossa família! Os reisados nas ruas, as bandas de pifano! As romarias… Ai uma vez invetei de entrar na fanfarra do Colégio Municipal de Juazeiro! Aí pronto! Toquei, piston, cornetão, lira, tarol, surdo, bumbo… Depois comprei uma guitarra! E foi aquela revolução na minha vida! rsrsrs
Com os amigos da escola colocamos uma banda de rock, e logo em seguida tivemos o grupo Dr. Raiz, nesse meio tempo estive envolvido e fiz várias oficinas de teatro e musica de cena! Hoje prestes a completar 32 anos, acho, considero que tenho 15 anos de carreira! E ainda continuo correndo muito! rsrsrs

Alexandre Lucas - Quais as influências do seu trabalho?

Geraldo Junior - Olha, dentre tantos nomes que eu poderia citar da música brasileira e universal, que são óbvios, e claramente perceptíveis, prefiro falar de artistas e grupo do meu lugar, e que me dão identidade! Todos os mestres e grupos de cultura popular da região! Esse conhecimento junto com toda a cultura popular do cariri! São a essência do meu trabalho! As influencias… É tudo que se possa imaginar, até o que "não presta" e o que "não gosto"! rsrsrs mas sempre sem perder la ternura! Jamais!

Alexandre Lucas - Fale da sua trajetória?

Geraldo Junior - Como falei antes! Comecei, desde quando passei a ter uma idéia e percepção do mundo onde estava inserido! Sempre escrevi, logo cedo comecei a cantar e tocar brincando, até que ficou mais sério! Muita coisa devo aos meus companheiros de trabalho como a banda Dr. Raiz, e todos que por nela passaram! As viagens que fizemos juntos, a minha não tão breve passagem pelo meio acadêmico no curso de letras da URCA (ainda pretendo voltar), minha ex-companheira, Dane, me ensinou muita coisa sobre produção! Sobre arte, sobre a vida. Muito do que sou hoje devo especialmente a ela, a qual tenho muito carinho! Os trabalhos que fiz com os grupos de cultura popular da região, sempre como vivência ou troca, amizade mesmo… nunca quis estar com um gravador ou um caderninho anotando… Acho isso importante, mas, preferi estar apenas do lado mesmo. Tenho muito carinho por todos e sou feliz porque sei que isso é reciproco! Nomes como Zabumbeiros, Abdoral, Salatiel, Luiz Fidelis, Luciano Brayner! Entre tantos outros me são referencia! Considero o Dr. Raiz meu 1º disco! Com muito orgulho. Depois fiz o calendário com uma rotatividade maravilhosa de músicos gravando e tocando! Darlan, Cicero Tertuliano, Antonio Queiroz, Flauberto Gomes, Maria e Francisco Gomide, Ranier Oliveira, Genival do Cedro, Lifanco e Rebeca e Joana Queiroz! E claro, o excepcional Beto Lemos, meu grande parceiro, arranjando e tocando varias coisas! Ibbertson Nobre também foi muito importante nesse processo! Aprendemos muito com ele! Salve!
Atualmente estou finalizando o meu novo disco que tem como nome provisorio "Warakidzã - Senhor do Sonho"o disco se aprofunda ainda mais nas raizes ancestrais do povo cariri com suas historias, personagens e lendas! O novo album além dos sons mais tradicionais, também traz uma sonoridade um tanto psicodélica, onde timbres de guitarra e efeitos eletrônicos serão percebidos mais de cara! Pretendo lançar até novembro. A formação da banda, ja é uma galera de vários lugares que conheci aqui no Rio, grandes parceiros! Se não fosse essa galera não teria como estar com esse novo trabalho: Beto Lemos e Ranier Oliveira - Cariri, Filipe e Marcelo Müller - Rio Grande do Sul, Gabriel Pontes - Rio de janeiro, Eduardo Karranka e Cláudio Lima - Bahia e ainda mesmo não gravando, pessoas que tem me acompanhado nos shows: Joana Araujo - Maranhão, Ricardo Miranda - Cariri, Abu - Bahia e por aí vai!

Alexandre Lucas - Você participou da Sociedade dos Cordelistas Malditos?

Geraldo Junior - Participei sim! Foi um momento de muito aprendizado! Infelizmente como cordelista de fato, sou um fiasco! rsrsrs mas minhas letras inevitavelmente passam pelas métricas dos folhetos e cantorias! Algumas delas são escritas mesmo na métrica dessa escola!
Salve meus amigos da SCM desde os seus primórdios ainda no circulo de leitura do SESC Juazeiro! Abraços em todos!

Alexandre Lucas - Como você caracteriza seu trabalho?

Geraldo Junior - Música Cariri. Música regional plugada no universo!

Alexandre Lucas - Como você ver a relação entre arte e política?

Geraldo Junior - Olhe, a política pode ser uma arte, como qualquer outra coisa que um ser desenvolva. A arte também pode ser política ou não. A minha naturalmente, geralmente é, às vezes não. Não me prendo a isso. O que crio, só desconfio ou descubro o que é quando já é por si só, em todos os aspectos.
Contudo, vejo com fundamental importância, ser politizado. Infelizmente hoje o termo esta bastante desgastado, né?!… E pra não confundir prefiro chamar de politicagem, o que acontece de negativo em relação a este assunto. Que pra não fugir do tema, por hora, prefiro falar com brevidade.

Alexandre Lucas - O seu trabalho vem se expandindo pelo Brasil?

Geraldo Junior - Bastante! E agora felizmente, também pelo exterior! Já toquei em várias regiões do país e mesmo onde ainda não fui fisicamente, meu trabalho já foi até lá por conta dos meio virtuais! A internet é uma ferramenta fundamental e maravilhosa pra difusão da música, se comunicar com os amigos, os fãs, (hoje é quase a mesma relação) gosto de manter contato com todos e tenho muito carinho por isso. Toma tempo, claro, mas sou bastante recompensado pelo tempo que dôo a isso! Esse ano fui a Coimbra num evento maravilhoso da universidade em parceria com o SESC. Lá fizemos vários contatos e já existem propostas pra voltar em breve!

Alexandre Lucas - Recentemente você esteve em Portugal. Fale desta experiência.

Geraldo Junior - O evento foi a "Mostra SESC Luso-brasileira de Culturas"! E contou com artistas brasileiros, especialmente do ceará, e também de grupos portugueses! Foi um importante intercambio, lá estive com meus colegas do Dr. Raiz, mais outros queridos como Franklin Lacerda, Ermano Morais, Os Anicetos! Imagina essa cambada no velho mundo?! Rapaz, junto com o pessoal de lá do além-mar! Foi um carnaval! Momento muito belo de força e poesia!

Alexandre Lucas – O que representa a música na sua vida?

Geraldo Junior - Música é minha vida. É o que sei fazer, sem arte minha vida não tem sentido.


Alexandre Lucas - Qual a contribuição social do seu trabalho?

Geraldo Junior - Olha, eu não canto qualquer coisa por cantar, sempre busco ter poesia em meu trabalho e fazer as pessoas se sensibilizarem. Direta ou indiretamente minha música questiona a realidade. É minha forma de contribuir com a sociedade. Cada apresentação pra mim é um ritual. Não é simplesmente uma situação de subir ao palco, é mais de cantar e dançar louvando a vida. Estar em conexão com todos. Como um folguedo, dar as mãos e brincar, se conectar com o encantado. Se deixar de estar ligado no presente, na realidade...

Alexandre Lucas – Quais os seus próximos trabalhos?

Geraldo Junior - Hahaha tenho que me organizar, tenho embrionado um trabalho cênico solo, e ainda pretendo gravar um DVD, Um Disco de poesias, um outro só com musicas da cultura popular tradicional pra todas as idades, mas principalmente, pensando no público infantil, e outro disco só cantando compositores da região com nomes que já citei acima!

Fora isso to sempre compondo! Eu sonho muito! Viajo sempre! hihihi

Não sei se terei tempo pra tudo isso! Mas vamos em frente!

Por fim, posso dizer que estou vivendo um momento feliz, e sou orgulhoso em poder levar o nome e a cultura da minha terra, do meu povo, pra o mundo conhecer!


Site:
http://www.geraldojunior.com.br/

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

As luzes na visão - Emerson Monteiro


Quando o Sol nasce traz de dentro de si todas as cores para gregos e troianos contemplar numa admirável percepção. Independente do gosto das criaturas, clareia sem discriminação; brilha sobre maus e bons, luz intensa sobre as mais diversas e surpreendentes histórias. Mostra o filme das existências, isto livre de impor, a quem quer que seja, sua vontade poderosa, possibilitando a experiência viva do valor do olhar de todos.

Com isso, a chance de utilizar essa capacidade ofertada pelas tantas oportunidades indica o quanto resta aprender diante das películas exibidas no cinema esplendoroso da natureza humana. São as lições dos sonhos múltiplos, a generosidade que desenvolve o transcorrer dos filmes exibidos sem parar, sessão interminável. Hoje, uma superprodução a cores no jeito de Cecil B. DeMille e seus épicos imorredores tirados das páginas bíblicas. Amanhã, episódios em preto e branco dos contos de Edgar Allan Poe, recheados de surpresas e mistério. Na sala imensa os motivos mil para olhos abismados ganhar contornos variados, nos detalhes e no todo.

Caminhar, pois, ao sabor dos muitos instrumentos, a fim de melhorar qualidade, na mesa dos apetites vindos ao nosso gosto na função dos elementos. Buscar carinhosamente aprimorar esse saber pessoal diante dos meios, os valores individuais, eis o que praticar, invés de exigir dos outros. Descobrir no próprio ser as escolhas e realizar os instantes com sabedoria e bom gosto.

Conquanto o filme insista continuar todo tempo na tela do presente individual, cabe utilizar o enredo em proveito do aprimoramento, através das boas práticas adotadas. Ver o bem que queremos ao mundo inteiro, dentro de nós, através das lentes do enxergar, até que possa permitir crescimento amplo do amor, estilo inigualável onde nada muda se nós não mudarmos, qual ensinam os professores.

Além de tudo, há que continuar a projeção nas consciências, independente de questões particulares. As luzes das manhãs sempre chegam fortes à razão e ao sentimento e selecionar o que assistir só depende desse gesto das predileções do espectador, na visão mágica que se movimenta aqui em nossa frente.

"A DONZELA E O CANGACEIRO" CONTINUA EM CARTAZ PELA FORÇA DO PÚBLICO


TEATRO LOTADO... 
MAIS UMA APRESENTAÇÃO MARCADA PARA QUARTA!!!

Um público de cerca de 300 pessoas disputou as 180 vagas para ver o espetáculo "A DONZELA E O CANGACEIRO" neste dia 1º, depois de superlotar a apresentação do dia anterior.

Muitas pessoas ficaram de fora e, com ingresso na mão, concordaram em voltar ao Teatro Rachel de Queiroz nesta quarta-feira, dia 2 de novembro, às 20h, com o fim de assistir à peça.

A Cia. Cearense de Teatro Brincante, através de Cacá Araújo, seu diretor, agradece o reconhecimento e o carinho recebido calorosamente na cidade e na região, palco e razão da sua existência.

SERVIÇO:
Ingressos - R$ 5 (meia e antec.) / R$ 10 (inteira)
Indicação - 12 anos

PATROCÍNIO:
Governo do Estado do Ceará
Secretaria da Cultura do Ceará
Lei Estadual de Incentivo à Cultura
Prefeitura Municipal do Crato
Secretaria de Cultura do Crato