IMAGENS RECEBIDAS PELA INTERNET
Bernardo Melgaço da Silva
"O que distingue o homem ordinário e o homem gênio é que, para ser feliz, o primeiro tem de se esquecer de si mesmo e de perder a consciência da sua individualidade, o segundo tem de se concentrar em si mesmo e de tomar posse do seu ser" (FEUCHTERSLEBEN,1914,p.186).
Já perdi as contas dos erros que cometi nessa vida. Foram tantos e tão variados que fica difícil classificá-los e quantificá-los. Mas, o que me conforta é eu saber que todos os que me rodeiam passaram e estão passando pelo processo de tentativa e erro - a base do método experimental da ciência moderna! Em outras palavras, somente aprendemos quando nos disciplinamos a olhar nossos erros e em seguida tentar acertar de novo. Isso se chama aperfeiçoamento do caráter da alma e também do pensamento reflexivo. Ninguém nasce pronto ou acabado. Todos estão num processo de construção onde precisa se desconstruir o que não é mais adequado e conveniente, e assim a partir daí se construir um novo modo de ser e estar no mundo. Consciente ou inconscientemente precisamos lavar ou higienizar a alma através de uma disciplina de limpeza interior. Os hindus chamam esse processo de SADHANA. Os seguidores do espiritismo denominam de EXAME DE CONSCIÊNCIA.
Por isso, temos que estar atentos e olhar para trás e aprender com que se passou de errado em nossas ações e condutas. A vida é uma escola e por isso precisamos aceitar os méritos das provas que somos submetidos todos os dias. Ninguém passa por esse mundo sem ser submetido a um desafio de superação de sua condição humana. Aos 16 anos de idade li – e nunca mais esqueci! - um pensamento de Francisco Otaviano que dizia assim:
“Quem nasceu em brancas nuvens
E em plácido repouso adormeceu
Quem não sentiu o frio da desgraça
Quem passou pela vida e nunca sofreu
Foi espectro de homem – não foi homem
Passou pela vida
E não viveu”
A vida é uma grande travessia evolutiva onde temos que usar nossas faculdades humanas intrínsecas: força de vontade, fé, sensibilidade, intuição, razão, instinto etc. E reconhecer que o passado já se foi e não pode mais ser mudado. Só nos resta aprender a olhar para melhorar o que virá pela frente no futuro. Daí a música cantada (por Simone) com o refrão: “ O que será o amanhã...”.
Ainda aos 16 anos de idade recebi de um amigo, que era seguidor do espiritismo, uma mensagem que dizia assim: “Se choras sem apoio e vive sem paz...Não reclames do mundo...Ame...Lute...Espere...e Vencerás”. Por isso, não devemos nos perturbar com as novas situações que aparecem como desafios para superação. Devemos enfrentá-los sabendo que depois de uma noite de tempestade vem o dia com um sol deslumbrante.
Pois, tudo passará para que possamos renovar o que não deu certo e ter uma nova oportunidade para colocar mais alegria, paz e amor no que virá pela frente ainda. A vida não tem fim. A morte é uma porta que se abre para a eternidade numa outra vida de desafios transcendentais.
Recomendo a todos assistir um filme belíssimo e muito emocionante: “Minha Vida na Outra Vida”. É uma história verídica e seus personagens ainda estão vivos.
Nesse mundo de tantas setas desorientadoras precisamos usar a nossa capacidade inata de discernimento para se descobrir o caminho da verdade do mundo que começa na consciência do ser. E esse discernimento é um esforço ou disciplina pessoal que pode durar anos ou mesmo uma vida inteira de contemplação, reflexão, meditação e busca implacável do fio condutor da verdade da existência humana. Faça-se luz-consciência e todos viverão como um sol irradiante de felicidade, paz incondicional e amor. Eu garanto isso, pois já tive essa experiência de limpeza da alma e constatei que ao se limpar a camada grossa e suja do ego encontramos o sol da verdade: Self-Deus-Amor!
Um Feliz Natal e Paz no Novo Ano que se aproxima!
----------------------------------
FEUCHTERSLEBEN, Barão de. Higiene da Alma, 8ª ed., Lisboa: Parceria Antonio Maria Pereira, 1914.
Seja colaborador do Cariri Agora
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
OLHAR PARA TRÁS E PARA FRENTE: OLHAR PARA O MUNDO E OLHAR PARA O SER
Pensamento para o Dia 23/12/2009

“Vocês todos são dotados de discernimento (Viveka), vocês têm uma consciência sussurrando Retidão (Dharma) em seus ouvidos; assim, vocês mesmos são capazes de selecionar e escolher. Lustre sua mente e a grandeza sublime do Senhor estará refletida em seu coração. Assim como você alimenta o corpo e cuida da sua conservação e manutenção, a consciência (Chitta) e o intelecto (Buddhi) também devem ser alimentados com alimentos bons e nutritivos. Se você não fizer isso, então eles terão fome e buscarão todos os tipos de alimento impróprio. Dêem-lhes alimentação adequada e eles funcionarão bem, iluminando o Atma e ajudando-os a perceber que o Atma está em tudo.”
Sathya Sai Baba
---------------------------
“O homem nunca obterá felicidade dando rédea solta a seus sentidos. Ele permite que a mente – um simples amontoado de pensamentos e desejos – guie suas ações, ao invés do intelecto, que pode discernir, investigar e analisar. Enquanto a mente segue cegamente todo capricho e fantasia, o intelecto ajuda o homem a identificar seu dever e responsabilidade. Duas coisas são essenciais para a vida feliz: Dhaanya e Dhyana – Dhaanya, ou grãos para o sustento do corpo, e Dhyana ou contemplação do Senhor e fusão em Sua glória.”
Sathya Sai Baba
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
SANTANA ROMPE COM PRESIDENTE DA CÂMARA POR CONFISCO DE SALÁRIOS
Serra afasta 'tentação' de campanha eleitoral antecipada
O governador paulista, José Serra (PSDB), criticou nesta terça-feira, em Diadema, na Grande São Paulo, as tentativas de antecipação da disputa eleitoral à Presidência. Serra não nomeou o alvo de suas críticas, mas elas aconteceram um dia depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorrer ao esporte para tratar mais uma vez do provável embate entre sua candidata, Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil, e Serra.
"Estou especialmente dedicado ao trabalho de governador de São Paulo. Há muita tentativa de dispersar esse trabalho com questões eleitorais, mas essa tentação, para mim, não pega", disse o governador. E emendou: "Não vou falar de eleição ou futebol." Serra defende que o candidato do PSDB à sucessão presidencial seja escolhido em março.
O tucano foi a Diadema para marcar o início das obras de ampliação do corredor de ônibus São Mateus-Jabaquara, no trecho entre Diadema e o Morumbi, projeto gerenciado pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). O governador aproveitou para divulgar investimentos na região da ordem de 500 milhões de reais por meio da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
O anúncio não era esperado e deu chance a uma tirada irônica do próprio governador. "Isso (o investimento) não está no meu briefing", disse Serra. "Tucano não é bom de comunicação como o PT. Eles são craques."
A troca de metáforas futebolísticas entre os adversários começou nessa segunda-feira. Lula disse que duvidava que um time jogasse bem com "dois Tostões" em campo, uma aposta contra a possibilidade de os tucanos apresentarem em 2010 a chamada chapa "puro-sangue" à Presidência - a ser formada por Serra e o governador de Minas, Aécio Neves. Serra devolveu em seguida. Disse que craques como Ademir da Guia - que atuou no Palmeiras, time de Serra - poderiam ser duplicados em campo.
Fonte: veja.com (Com Agência Estado)
Interrupção – Por Luiz Domingos de Luna
O Tempo quebra o espaço
No grito que foi sufocado
Corpo sem vida parado
Vago no tracejado Compasso
Deixei a marca no aço
Não completei a missão
Estou noutra dimensão
Não sei o que é que faço
A matéria não cabe em mim
A luz não curva o universo
Penso que atravesso
Um Horizonte sem fim
Estás próximo de mim
Mas como manter contato
Não sou um ser de fato
Mas uma onda sem fim
Falta o ponto linha ou cruz
Ou uma voz para falar
Não posso sempre vagar
Numa atmosfera sem luz
Poesia de Luiz Domingos de Luna
A Esperança – Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
Com a chegada do Natal, todos nós nos enchemos de Esperança na certeza da chegada do menino Jesus, que nos tirará do nosso egoísmo, para que possamos olhar e nos sensibilizar com os males da nossa sociedade. Durante esse período temos oportunidade de refletir sobre os problemas que a nossa sociedade vive.Festejar o Natal é um momento especial para celebrar a vinda do menino Deus e também se lembrar das crianças do nosso país. Essas crianças são muitas vezes exploradas e marginalizadas pelas próprias famílias. Que maravilhoso seria se todas as famílias pudessem se espelhar em José e Maria, que foram modelos de dedicação, amor e zelo na educação do menino Jesus! Esse é o momento para pedirmos a Deus que as nossas crianças sejam acolhidas, respeitadas, amadas e jamais exploradas de nenhuma maneira. Cada um de nós tem uma parcela de responsabilidade, de fazer uma pequena atitude por menor que seja, para que as crianças brasileiras sejam mais amparadas e felizes. Afinal de contas as crianças de hoje, farão parte da sociedade de amanhã.
“O Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 19, 13-15 nos relata que: “Levaram crianças para que Jesus pusesse as mãos sobre elas e rezasse. Mas os discípulos as repreendiam. Jesus, porém, disse: Deixem as crianças, e não lhes proíbam vir a mim, porque o Reino do Céu pertence a elas. E depois de por as mãos sobre as crianças, Jesus partiu daí.” Naquele tempo, as crianças com menos de doze anos não tinham o prestígio social, por isso os discípulos, achavam que elas iam atrapalhar. Jesus censura a atitude dos discípulos e diz que o Reino de Deus pertence às crianças. A criança simboliza o pobre e o fraco que serão beneficiados com a justiça do Reino de Deus. Reino este, onde não existem marginalizados. Todos têm direito de participar da bondade e misericórdia divina, que superam tudo que o homem considera como justiça. Esse Reino não tem lugar para ciúmes. Quem quiser possuir mais méritos do que os outros deve entender que o Reino de Deus é dom gratuito.
A mensagem de Natal nos revela que Deus é simples, pois no meio dos pastores pobres, aquele menino inaugura, ao nascer, um reino para todas as Nações. Nessa criança todas as profecias encontraram pleno cumprimento. Chegou definitivamente a salvação prometida por Deus.
Que neste Natal ergamos nossos olhos para o alto e peçamos a Deus esperanças para aqueles que choram a dor da fome e da injustiça. Que possamos ter um Natal feliz com toda nossa família e amigos. Quando estivermos reunidos aproveitando as ceias, a troca de presentes, lembremos que se partilharmos o nosso alimento e a nossa vida com o próximo, o número de famintos no mundo vai diminuir. Por isso, vamos dar as mãos nos solidarizando na mesma fé em Deus, para juntos construirmos um mundo novo, cheio de esperança, num futuro melhor para toda a humanidade.
Feliz Natal para todos os colaboradores e leitores do blog!
Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
A CEIA E O VERDADEIRO PRESENTE DE NATAL

Eu vou montar um pequeno presépio e preparar uma bela ceia de natal
Colocarei sobre a mesa muitas castanhas, nozes, rabanadas, uvas e a minha fé fenomenal
E também colocarei valor de alimento espiritual
Um pouco de compaixão
Um pouco de inclusão
Um pouco de esperança
Um pouco de coração
Acenderei uma bela vela de chama ardente
Para iluminar as consciências
Para orientar com ciência
Para reacender a chama da transcendência
Para acabar de vez com a escuridão da violência
Encherei uma taça e nela “brindarei” com lágrimas
A paz que ainda não veio (e não virá tão cedo)
A (des)globalização que não creio
A oportunidade injusta para “todos”
Na quântica probabilidade dos sorteios
Entoarei com fervor
A oração dos desgraçados
A oração dos esfomeados
A oração dos desabrigados
A oração dos desvalidos
A oração dos penalizados
A oração dos necessitados
A oração dos desafortunados
A oração dos desesperados
A oração dos desempregados
A oração dos refugiados
E de joelho humildemente com imensa compaixão rogarei:
ABBA, ABBA, ABBA
Venha a nós urgentemente o Seu Reino Fenomenal
Traga de volta a Luz do Menino Transcendente
A Sua Presença Imanente
O Seu Poder Onipresente
A Sua Estrela Cadente de Natal
Revele de novo a esse Homem Moderno inconsciente
Fazendo todos perceberem que o Natal
Não é coisa material e nem fe$ta do idolatrado Real
Mas a Verdadeira Festa de Caridade, Amizade e Irmandade
Ela simboliza o nascimento do Menino Jesus
O Único Presente-Valor Real de Verdade
Pois, Não basta dar alguns presentes
E depois continuar longe dos pobres
E ausente da humilde gente carente
Faz-se necessário ser a própria Ética Permanente
Fonte e Luz de Amor Transcendente!
Porque para mim Natal é Deus presente
E Deus não é apenas uma palavra bonita e atraente
Deus não tem rosto permanente
Deus se oculta na face imanente de seus vários filhos transcendentes
Deus é alegria nos rostos dos simples, pacíficos e carentes
Deus é pura energia e Amor envolvente
Deus é a encarnação e renascimento do universal no individual
O Amar do ser total no parcial
A Verdade do sagrado no mundo profano
O casamento da divindade com o ser humano
Com direito a lua de mel no Reino do Céu
Deus, ó meu Deus!
Expressão tão repetida e muito pouco vivida
Nas várias bocas esquecidas
Dos filhos inconscientes do poder e glória
Da Fonte Eterna e Materna de todas as vidas
Deus é Real
Deus é Natal Todos os Dias
A Todos Desejo de coração: Seja Feliz Amando o Verdadeiro Natal!
Bernardo Melgaço da Silva
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
DE PROFECIAS E DE BUSCAS - Por Zé Nilton
novo ciclo - um dos semitons da grande ressonância - que teve início
em 3114 anos AC e que se completará
em 2012.



trombetas anunciarão a voz do grande guardião, que cantará: Deus vos salve o relógio que andando atrasado serviu de sinal ao verbo encarnado...
Daqui de onde estou, no "Rancho a Morada da Vida", a 910m acima do nível do mar, no interior da sagrada Chapada do Araripe, após contemplar o luar de dezembro, desejo a todos os amigos um Natal cheio de luz e que no Ano Novo venhamos a convergir para a manutenção do amor em nossos corações.Feliz Natal - Por Océlio Teixeira
Queremos aproveitar o momento para desejar a todos os colaboradores, leitores e leitoras deste Blog um Natal muito especial, com a mensagem da missão de Cristo, presente em Lucas, 4:18-19."O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Nova aos pobres: enviou-me para proclamar a libertação aos presos e, aos cegos, a recuperação da vista; para dar liberdade aos oprimidos e proclamar um ano de graça da parte do Senhor”.
Feliz Natal e um Ano Novo cheio da presença de Deus, qué o Caminho, a Verdade e a Vida.
São os votos de Océlio e Maria da Paz
O Clero de Bom Humor – Por Carlos Eduardo Esmeraldo
O Padre Gilson, ao celebrar missa na Lagoa Redonda, um bairro da periferia de Fortaleza, ouvia uma resposta diferente para a tradicional saudação: “O Senhor esteja convosco”. Apurou bem os ouvidos e notou que uma velhinha, que sentava no banco da frente, assim respondia a essa oração: “Ele está com medo de nós”.NOTA: Monsenhor José Alves Quinderé foi um sacerdote de extraordinárias virtudes, aliada a alegria de viver consolidada pela fé na ressurreição. Ex-professor de Latim do Liceu do Ceará, fundador do Colégio Cearense, deputado estadual em duas legislaturas e secretário do Arcebispo de Fortaleza, Dom Manoel da Silva Gomes.
Para saber mais sobre o Padre Quinderé, recomendo aos amigos a leitura do livro: “Padre Quinderé, o Apóstolo da Alegria.” de Fernanda Quinderé, Edições ao Livro Técnico, Fortaleza – 2004.
Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Copiando tudo e pirateando sempre
O direito a liberdade, a diversidade e ao conhecimento da produção cultural e cientifica da humanidade é furtado pela lógica do mercado capitalista. Um punhado de empresários que formam a grande industrial cultural monopolizam os gostos, os hábitos e impõem a ideologia dominante, como ferramenta para desarmar as camadas populares de uma concepção ampla e critica da realidade. O Artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos é negligenciado a todo vapor, ou será que gozamos do artigo que diz “Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras”.
Uma cultura feita em laboratório e produzida em escala maciça sinaliza para o que Karl Marx apontava “A produção cria o consumidor...A produção produz não só um objeto para o sujeito, mas também um sujeito para o objeto” é neste contexto que é determinado os bens de consumo da alma, como afirma Edgar Morin ao referir-se a industria cultural “A produção cultural é determinada pelo próprio mercado”.
A grande barreira é de ordem econômica. O segmento da indústria cultural, que inclui o mercado editorial, musical, audiovisual, os veículos de comunicação, dentre outros são beneficiado com impostos diferenciados, ou seja, impostos menores, comparadas a outros segmentos da economia. Entretanto, o grande público, não é beneficiado com essa diferenciação, ficando a mercê desta perversa façanha burguesa, tendo em vista que os diversos aparatos jurídicos e a visão mercantilista são avessos a acessibilidade e a democratização da produção cientifica e cultural como componentes para emancipação humana.
O acesso aos bens culturais, ainda continua sendo um grande privilégio para poucos. As camadas populares não tem acesso as salas de cinema, ao livro, ao CD, ao DVD, a internet, a pluralidade e diversidade das linguagens artísticas, as descobertas e aos benefícios da ciência e da tecnologia, pois o acesso é escasso e caro. Vale destacar que existem de fato diversas conexões que sustentam essa exclusão, dentre elas, a legislação do direito autoral, a de concessão para funcionamento das Rádios e TV, a lei que dispõe sobre patentes e o financiamento público para uso privado, a exemplo dos recursos destinados as universidades para pesquisa cientifica e que posteriormente beneficia os grupelhos de empresários ou os recursos públicos que são destinados a produção cinematográfica, que após os filmes prontos, a sua circulação ocorre nas arquibancadas dos Shoppings Centers da vida capitalista.
Por outro lado cria-se o dissenso popular e a alternativa contra o mercado e a favor da democratização da produção cultural e cientifica, notoriamente multiplicam-se as formas de possibilitar que o livro possa ser barateado, através da fotocópia, que a música e o cinema possa ser adquirido por valores acessíveis em qualquer calçada e a internet tornou-se a grande hospedeira de baixo custo que disponibiliza instantaneamente um vasto e infinito acervo bibliográfico, cinematográfico, musical, pictórico, fotográfico, etc. A quem defenda que isso seja uma ilegalidade e criem obstáculos e mecanismos de repressão para impedir esses avanços. Esses são certamente os que estão do lado oposto da emancipação humana e concretamente afinados com os interesses homem/mulher mercadoria.
Concomitantemente, a defesa desta suposta ilegalidade devemos travar uma batalhar pela modificação da legislação atual para que aponte e que reconheça a produção cientifica e cultural como patrimônio da humanidade e que para ela esteja a serviço. É preciso subverter a infame mentalidade privada/capital, impondo uma luta contra a ilegalidade social que é legitimada pela lei mercadológica.
Se a lógica é outra, a nossa também tem que ser outra. Por isso na conjuntura atual só podemos concluir que copia e pirataria é difusão cultural.
*Coordenador do Coletivo Camaradas, pedagogo e artista/educador.
Pensamento para o Dia 21/12/2009

“A vida sustentada pelo alimento é curta; a vida sustentada pelo Atma é eterna. Não reivindique uma vida longa, mas uma vida divina. Não se esforce para permanecer na Terra por mais anos, mas por mais virtudes no coração. Buda conhecia a Verdade e a propagava ao mundo. Tudo é tristeza. Tudo é vazio. Tudo é efêmero e poluído. Desse modo, o homem sábio deve cumprir os deveres que lhe são atribuídos com discernimento, diligência e desprendimento. Desempenhe o papel, mas mantenha sua identidade não afetada.”
Sathya Sai Baba
---------------
As palavras de Sai Baba encontram ressonância em minha alma. Por isso, gosto de divulgar as palavras desse santo homem indiano. Feliz daquele que sentir essa ressonância em seu coração, pois terá a experiência da centelha divina falando para sua própria alma. E para mim esse fenõmeno de percepção e sintonia é a Verdade de Deus se manifestando doce e sabiamente.
Certa vez, em 1988, me ajoelhei e implorei escondido (no banheiro para ninguém ver)para que a intuição (a voz da centelha divina) não mais falasse na minha consciência. E ao sair (com o máximo cuidado para que ninguém da casa visse o que estava acontecendo)do banheiro com os olhos cheios de lágrimas fui para o meu quarto no fundo da minha casa e me joguei na cama (segurando as lágrimas e a emoção), e por surpresa minha surgiu de repente a minha madrasta para me consolar dizendo: "Bernardo, você não pode pedir isso, pois você é........(o conteúdo dessa última frase é algo que guardo como segredo entre eu e Deus).
domingo, 20 de dezembro de 2009
Estelionatários se passam por Anjos da Enfermagem
O nome do Instituto Anjos da Enfermagem está sendo usado na prática de crime de estelionato. Pessoas estariam se passando por funcionários autorizados a fazer captação de doações que seriam para a entidade. Essas pessoas, inclusive, já teriam atuado da mesma forma em cidades vizinhas.Em nota oficial, a direção do Instituto Anjo da Enfermagem está comunicando à comunidade barbalhense e regiões circunvizinhas, que os interessados em realizar doações para a instituição, devem fazê-lo diretamente na sede localizada na Avenida Costa Cavalcanti, 392, no Centro de Barbalha ou às pessoas devidamente credenciadas, identificadas com fardamento e crachá. Informações adicionais: (88) 3523-3555.
O Instituto Anjos da Enfermagem desenvolve ações voltadas para a humanização da saúde através de arteterapia e em especial com crianças e pacientes portadores de câncer.
Fonte: Cetama (Via site do Jornal do Cariri)
Estádio de Juazeiro do Norte precisa de uma reforma urgente
Jogo do desespero no Romeirão: a Secretaria de Esportes de Juazeiro do Norte e os dois times da cidade, Icasa e Guarani, não sabem de onde tirar dinheiro para começar a reforma do estádio.
Hoje, a situação é assim: parte da estrutura está se deteriorando, a instalação elétrica é precária e os refletores têm doze lâmpadas queimadas. O Romeirão precisa de uma reforma urgente. Sem dinheiro, a prefeitura de Juazeiro do Norte e representantes de Icasa e Guarani passaram a bola para o Governo do Estado. Eles querem R$ 2 milhões para começar a reforma.
Se a partida ficar no zero a zero, tem gente que já pensa em privatizar o estádio municipal. Mas a prefeitura não admite. O projeto para a reforma total do Romeirão está orçado em R$ 26 milhões. A prefeitura quer dobrar a capacidade para 20 mil torcedores.
A reforma tem que acontecer até maio do ano que vem. Se não, o Icasa corre o sério risco de não jogar nenhuma partida da Série B em Juazeiro do Norte.Para o torcedor icasiano, o time corre outro risco: ficar sem torcida se tiver que jogar em outra cidade.
Fonte: Site da TV Verdes Mares Cariri
Uns imortais fetichistas - Por Emerson Monteiro
Fetichismo, essa mania corrosiva que se tem de juntar coisas das margens dos rios, sejam pequenas ou grandes. Culto de objetos materiais ou apego a eles. E fazemos isso vida a fora, vida a dentro. Aonde se vai, junta troço. Viaja-se e a bagagem vale pelas lembranças que se transporta, para si ou para os outros. Morre-se e ficam relíquias, botijas, testamentos recheados de bens materiais; os baús, as recordações dos amigos, nas rodas; as histórias infalíveis, resgates insistentes.
Fetiche: objeto animado ou inanimado, feito pelo homem, ao que se atribui culto. Enquanto o tempo consome a matéria, apegamo-nos aos garranchos das ribanceiras, no afã de perpetuar o imperpetuável que escoa das vertentes abertas nas elevadas cordilheiras. Nisso de contrapeso seremos hábeis em reunir motivos de fixação que nada fixam, desfeitos na paisagem móvel da existência, dias aquecidos de impermanências graves, lições infindas, perenes em tudo, por tudo, portanto.
Anéis e dedos que também não ficam. Caravanas que passam aos cães que ladram e passam no mesmíssimo formato da pauta dessa ópera insólita, estridente, agônica, permeada de silêncios agudos.
Sonha-se no esquecimento das horas, companheiras constantes de pêndulos que se movem impávidos. Nuvens suaves de outono, inverno, primavera, verão. Sol que vem e vai e fica, e nós é que vamos.
O esforço de cristalizar as coisas se transforma em rochas fósseis, rochas cristais, marcas de espécies extintas no aço, no petróleo, nas enciclopédias, na lama dos guetos. Na história de bichos-alimária, cães de palha. Todos, todas esfoladas, esfolados vivos, felizes bonecos de papelão.
Energia infinda, essa, sim, que permanece no fluir universal, na busca de Deus das criaturas. O rugir dos ventos nas folhas que se balançam e caem. O som de eras milenares em muralhas que se desmoronam dos monumentos carcomidos e reconstruídos de suor e impulsos desconectados. As imaginações de lideranças retocando civilizações que se debatem na busca de permanecer nas páginas esvoaçantes dos reinos ilusórios. Tropas armadas em conquistas estéreis, incógnitas dramas de quem padece as derrotas. Guardadas as lanças e proporções no terço dos armamentos enferrujados nas praças cheias de gente vaidosa, nos festins descompassados... Castelos vazios, horas calmas, madrugadas espasmódicas desses faustos de angústia.
Nos bolsos, a imunidade, seixos frios se misturam nas contas do rosário de lágrimas que se fizera saudade solta, croaxando no peito, e malas pesadas nos braços mortais da infinita espera. Olhos fixos na miragem desses invernos desconhecidos. Firmeza na voz e pigarro na garganta seca. Fora, cantam os pardais, efetivos a formar outra vez seus velhos ninhos teimosos, nos beirais de construções; a paisagem fantasmagórica do extático, testemunha imbatível do definitivo encontro; repulsão e expectativas.
Nesse dia e desse jeito de cenário, os artesões do depois vêm elaborando fios e tecerão longas auroras, nos cabos de luzes multicolores, em volta das marcas erguidas no seio das catedrais de pedra. Notas harmônicas envolvem as palmas abertas de um tempo que deposita nas estrelas seus filhos diletos. Aqueles velhos fetiches guardados se somam em muitos nós, apegos desfeitos nas pessoas. Serão almas livres aladas que pairam no além, aonde Deus espera de braços abertos.
Antes, éramos todos fetichistas contumazes e mudamos o sentido daquilo que nos alimentava. Nos lábios, favos de mel. Lindos laços envolveram os seres e nisso vem o dia raiar nos páramos suaves dos vínculos eternos, bloco útil das emoções permanentes.
Paraense e cearense radicado na Alemanha vencem o Festival de Vídeo do Minuto com tema Padre Cícero
Rodrigo Aben-Athar, de Belém (PA), ganhou o Prêmio Aquisição BNB, no valor de R$ 2 mil, com o vídeo "O dia em que Padim voltou ao Crato"; e Dada Petrole, cearense natural da cidade do Crato e residente em Münster (Alemanha), conquistou o Prêmio Especial Romaria, no valor de R$ 1 mil, com o vídeo "Dia dos mortos".
Houve ainda duas menções honrosas: Larissa Nalini, de Ribeirão Preto (SP), com o vídeo "Padim"; e Rodrigo Garcia Macedo, do Rio de Janeiro, com o vídeo "Padim de Juazeiro". Os quatro premiados também receberam o Troféu Minuto.
Segundo o diretor e produtor executivo do Festival do Minuto, Gustavo Steinberg, foram inscritos 100 e selecionados 61 vídeos sobre o Padre Cícero pela curadoria do evento.
"Desses 61 vídeos, 34 (ou 55,7%) foram produzidos por realizadores da região Nordeste, traduzindo um recorde absoluto de participação da região no Festival do Minuto. Esses números demonstram uma escolha acertada do tema e do foco da ação durante a romaria em Juazeiro do Norte, no último dia 2 de novembro", analisa Steinberg.
Cearense do Século
O Padre Cícero é até hoje considerado o Cearense do Século. Durante uma missa celebrada por ele em 1889, em Juazeiro do Norte, ocorreu o primeiro de uma série de milagres que o tornaram lendário: uma hóstia ministrada pelo sacerdote a uma beata transformou-se em sangue na boca da religiosa. Tal fenômeno se repetiu diversas vezes durante cerca de dois anos. Rapidamente espalhou-se a notícia de que acontecera um milagre.
A partir daí, o mito do Padre Cícero passou a ter fortíssima influência social e religiosa em todo o Estado do Ceará, e Juazeiro do Norte tornou-se uma cidade-santuário e um dos maiores centros de romarias e religiosidade popular do Brasil. É lá que está sepultado o famoso Padim Ciço, maior benfeitor da cidade e santo popular.
Sobre o Festival do Minuto
O Festival do Minuto foi criado no Brasil, em 1991. É, hoje, o maior festival de vídeo da América Latina, tendo inspirado festivais semelhantes em mais de 40 países. Desde 2007, o Festival do Minuto brasileiro tornou-se permanente e online: passou a receber e exibir vídeos diretamente pela Internet, no http://www.festivaldominuto.com.br/ .
Oficina da Palavra - por Stela Siebra Brito
(Michel de Certeau)
A ação terá como prioridade atingir um público formado por pessoas que amam a poesia e/ou a contação de histórias. A oficina acontecerá, na cidade do Crato, nos dias 29 e 30 de dezembro/09 e nos dias 6, 7 e 8 de janeiro/10.
O encerramento da Oficina da Palavra será no sábado, dia 9, com um Recital de Poesias e Contação de Histórias, feitos pelos participantes.
Todas as dinâmicas serão realizadas em círculos, já que no círculo se trabalha o equilíbrio entre o indivíduo e o coletivo. Na roda, somos convidados a estarmos presentes, a participarmos de maneira plena dos processos de transformação social.
Cada encontro será iniciado com uma atividade de expressão corporal - para aquecimento e relaxamento das tensões musculares - e com uma dinâmica de aquecimento vocal - para relaxar e ativar, especialmente, os órgãos da fala.
Entendemos que estas duas atividades conduzem a um relaxamento não só do corpo, mas também da mente, favorecem o equilíbrio físico e emocional, possibilitando uma respiração mais livre e consciente, o que, inevitavelmente, conduz a uma maior concentração e encontro pessoal com sua essência.
Os exercícios de voz facilitam o desempenho da leitura, com a boa articulação das palavras, sonorização, entonação e pontuação adequadas, além de permitirem uma maior soltura das pessoas, que passam a ler e a narrar de forma mais espontânea e confiante. Para complementar os exercícios de voz, brincaremos com parlendas e trava-língua. A música e a dança estarão presentes através de dinâmicas diárias de danças circulares e de atividades com poemas musicados.
Colocados em círculo, percebemos a nossa identificação com o outro. O círculo é essencialmente inclusivo. Ignorar um componente ou a manifestação de um componente da roda seria, num certo sentido, ir contra a tendência natural do círculo.
A produção escrita será estimulada através da brincadeira da remessa de cartões postais no final da oficina, o que será uma oportunidade para os participantes exercitarem a imaginação e a criatividade, registrando, por escrito, a memória desta experiência e de outras memórias guardadas com eles. Neste caso, o lembrar não será apenas reviver, mas, sobretudo, recriar.
Por Stela Siebra Brito
Valor do Investimento: R$ 50,00
Local : SCAC (Sociedade de Cultura Artística do Crato – Teatro Rachel de Queiroz)
Vagas limitadas: 25 , no máximo. (Até o momento , registramos mais de 10 participantes)
Cronograma : 29 e 30.12; 06 a 08.01.2010.
09.01.2010- Recital de encerramento (Teatro Rachel de Queiroz)
Horário: das 19 às 21 h.
Maiores informações: 088- 3523.2867.
Coordenação: Claude Bloc e Socorro Moreira.
Apoio logístico: Divani Cabral
O SIGNIFICADO MAIS ELEVADO DO NATAL: REVELAÇÃO DO AMOR DE DEUS-PAI

Quando decidimos, por livre e espontânea vontade, mudar primeiro a nossa visão, então, entenderemos com um leve sorriso nos lábios essa afirmativa magistral de Platão: "Tente mover o mundo - o primeiro passo será mover a si mesmo". E daí para frente poderemos saborear não só Platão, mas também os conteúdos de sabedoria de Sócrates, Jesus Cristo, Buda, Einstein, Kant, Pascal, Voltaire, Descartes, Alan Kardec, André Luiz, Zarastruta, Gandhi, Charles Chaplin e tantos outros personagens da história humana.
O ato de conhecer, a partir dessa transformação real, não terá um fim, um objetivo utilitário, ideológico e mecânico de acumulo de informações em nossa psique, mas se tornará uma "fruta deliciosa" da qual sempre gostaremos de comê-la sem ficarmos enfastiados. O ato de saber se qualificará. As nossas críticas deixarão de ser invejosas, passando a ser respeitosas, compreensivas e até mesmo admiradoras.
Puxa vida! Como me delicio com esta frase-pensamento de Kafka: "Da vida se tira vários livros, mas dos livros se tira pouco, bem pouco a vida". E esta de Buda: "O louco que se diz louco esse tem algo de prudente, mas o louco que se diz sábio esse é realmente louco". E como o mestre Einstein foi brilhante. Vejamos o que ele disse: "Raros são aqueles que vêem com os próprios olhos e, sentem com sua própria sensibilidade". Jesus Cristo, nem se fala, vejamos: "Vim para trazer luz aos cegos e cegar os que estão vendo".
Nessa nova etapa existencial, desenvolveremos um sentido incomum de compaixão por todos aqueles que ainda não viram em si mesmo, sua própria fonte de luz-sabedoria-Amor. Em outras palavras, o próprio Deus-Pai manifestado, presente num estado de contemplação e benção a todos os seus Filhos. E a consciência de Deus-Pai é o caminho iluminado que devemos seguir em nossa viagem interior.
A qualidade de vida essencial é precisamente um salto ontológico. Um gigantesco salto além do pensamento e da visão racional do homem moderno. Esse salto é a transcendência do homem em direção à consciência cósmica. Uma consciência de sabedoria em Amor. E quando penetramos na atmosfera desse universo-consciência, começamos a compreender o porquê do desespero, da angustia, da infelicidade, da dor, da desigualdade social e da miséria espiritual de milhões ou bilhões de seres que estão vivendo nesse planeta.
Mesmo com a sabedoria e visão que alcançamos ao entrar nessa "atmosfera", nossos esforços estarão sempre dependentes de um princípio básico e universal: a liberdade de Deus-Pai. A liberdade de ser, de cada um, é algo profundamente sagrado. Por isso, mais do que nunca precisamos saber o significado ontológico da palavra "renúncia". É preciso renúncia para a vida dos valores terrenos, uma vez que esse princípio sagrado de liberdade coloca o ser humano numa questão de decisão e escolha que somente o próprio homem, o próprio indivíduo poderá (auto)solucionar.
Mas, o que realmente pretendemos com a conquista da liberdade ontológica? Essa resposta é na verdade um longo caminho de desenvolvimento da sensibilidade, da inteligência e da vontade humana. E a meta, sem dúvida, é o Amor. Mas, qual deles?
O homem vem buscando incessantemente o Amor. Em várias épocas, encontramos referências das experiências humanas com "algo" que o homem vem denominando de "Amor". A reverência para com esse fenômeno, é visível. Seja na poesia, na música, no cinema, nas novelas, nos contos românticos etc. Podemos falar de algo que transcende qualquer semântica? Ficamos mudo quando queremos falar do Amor Cósmico de Deus-Pai. É uma aparente contradição.
Mas, o que é Amor? Podemos caracterizá-lo ou defini-lo segundo os nossos condicionamentos? Qualquer definição é uma incógnita. A única coisa que todos têm em comum, na descrição do Amor, é na personalização do fenômeno: "ele é agradável", "nos dá satisfação" e "nos faz sentir bem".
Amor -palavra que não define a grandeza do que seja o próprio, o significado de sua manifestação. Vivemos tendo como referência um encontro futuro com algo que denominamos de "Amor". Queremos experienciar em nós e no outro o Amor. Queremos Amar. E compartilhar o Amor. Quem não quer Amar? É difícil imaginar alguém que não queira Amar. E ser feliz no Amor. Mas, o que será mesmo esse tal Amor que buscamos? A que fim ele nos leva ou eleva? O que está por detrás da busca desse desconhecido Amor? Buscamos a experiência do Amor, porque instintivamente e intuitivamente sabemos que ele é necessário e imprescindível. A vida humana depende do Amor para se manter equilibrada e harmoniosa.
As nossas experiências nos dão a idéia e o indício do que seja Amor, mas o Amor em sua plenitude se distancia dessas experiências. E assim, ficamos a mercê de um nível de vibração do Amor, acreditando que estamos vivenciando o próprio. As experiências que realizamos em busca do Amor, nos faz criar uma contraparte desse fenômeno: o objeto do Amor ou desejo sensual. Esse objeto, criado e recriado em cada nova experiência assume o papel do próprio. Assim, se perdemos ou nos distanciamos desse objeto, acabamos sofrendo. Identificamos o Amor, a partir do seu objeto. Várias são as identificações dadas para o objeto do Amor. Essas identificações, são manifestações subjetivas tais como: sensualidade, sexualidade, carência afetiva, bondade, paixão, desejo, etc.
Em nome do Amor, ou melhor, do objeto do Amor, construímos uma realidade de relações humanas. Agimos segundo as orientações dessas relações criadas e convencionadas pela sociedade. O Amor passa ser definido segundo um modelo estático, ou melhor, segundo um protótipo, um modelo de relação objetiva ou subjetiva tal como: "Amar é fazer..." ou "Amar não é fazer...", e assim por diante.
Nesse sentido, a luz não pode ser descoberta, mas ao contrário é ela quem nos revela e nos des-cobre da escuridão da criação no processo de evolução no salto a partir de si mesma. A luz é Deus. E Deus é AMOR CÓSMICO UNIVERSAL. O homem é uma centelha dessa LUZ de Deus. E o homem somente consegue revelar essa Verdade no caminho do autoconhecimento da luz do Amor de Deus em si e para si mesmo. Bem-Aventurados são aqueles que conseguem por seu próprio esforço sair da escuridão da visão racional e alcançam a luz da estrela interior que anuncia o nascimento daquele que veio para nos mostrar o caminho verdadeiro do Amor de Deus.
Ecos de Copenhague - por José do Vale Pinheiro Feitosa sobre um texto do blog off do jornal la libération.
Mais ainda, como a ordem mundial se faz pelos Estados Nacionais, aquele com maior poder, que mais se apropria da produção mundial, no caso os EUA, sempre ditou os rumos e as regras da acumulação. Agora a coisa toda está em crise. Atores que não tinham peso começam a aparecer. Outros que não poderiam se manifestar, começam a questionar. E os ator principal, os EUA, não conseguem mais dar o rumo.
Este texto abaixo foi publicado no "le blog off" do Journal La Libération e foi traduzido pela Caia Fittipaldi. Para não aumentar muito a postagem, vou colocar nos comentários o texto original em Francês para aqueles que tenham facilidade com a língua poderem fazer sua checagem sobre a tradução para o Português:
"É verdade que, sendo eu argentina, o que aqui escrevo parecerá meio esquisito. Paciência. Acabamos de assistir, no quadro da total degringolada das negociações sobre o clima em Copenhague, ao fracasso final de uma superpotência (os EUA) e à vigorosa entrada em cena de uma nação (Brasil) que esperava impaciente para ocupar seu lugar.
Os discursos de Obama e Lula foram muito mais que discursos sobre as questões que se esperava que nossos chefes de Estado devessem resolver em Copenhague. Esses dois discursos, em minha opinião, marcarão para sempre a longa e tortuosa história do declínio do império norte-americano.
Recusar-se a negociar é o primeiro sinal de fraqueza dos “poderosos”. Hoje, Obama não deu qualquer sinal de qualquer flexibilidade possível, nos três temas que pôs sobre a mesa. E isso, depois de ter cuidadosamente evitado assumir que os EUA são os principais responsáveis históricos pela acumulação na atmosfera, de gases de efeito estufa.
Quanto a Lula... tudo é liderança, vontade, desejo, ambição. Evidentemente Lula não é perfeito – mas a questão não é essa. O que interessa é que Lula mostrou aos olhos do mundo que seu país está pronto para jogar o jogo dos grandes, na quadra principal.
Assistimos na 6ª-feira em Copenhague, já disse, ao fracasso de uma superpotência encarquilhada, curvada sobre ela mesma, afogada em instituições anacrônicas, sufocada por lobbies impressionantes, sitiada por mídias que condenam os cidadãos à ignorância e ao medo do próximo, e os fazem sufocar de medo do futuro.
É chegada a hora da potência descomplexada e abertamente ambiciosa e desejante do Presidente Lula. Lula não se assusta ante a tarefa de assumir o comando de um barco quase completamente naufragado."
AS GRANDES CRISES DO MUNDO ATUAL: UM CENÁRIO POSSÍVEL DE ACONTECER?
As crises sempre rondaram nosso modo de viver e ser. E quando menos esperamos somos assaltados novamente por elas. E para que não sejamos pegos de surpresa precisamos estar bem informados e criar estratégias para uma situação de emergência. Posso citar as principais crises do mundo moderno: a) crise da razão instrumental; b) crise moral e ética; c) crise energética; d) crise ecológica; e) crise econômica; f) crise ideológica; g) crise existencial. Em síntese vivemos uma mega-crise geral que nos afeta e nos impede de sermos livres e felizes de fato.
O grande desafio é entender essa mega-crise quando estamos a um passo de sentir sua força destruidora e transformadora, por exemplo, na crise econômica da maior economia do mundo (E.U.A). Podemos compará-la a um furacão que vai se formando lentamente no oceano. E assim, logo que cresce em força destrói tudo que encontra pela frente no continente. E com certeza os prognósticos apontam indícios de que ela poderá acontecer (ou não) de fato varrendo economias nacionais no mundo inteiro. Isto porque, o sistema econômico mundial está interligado e interdependente. E se a economia americana entrar de novo em recessão puxará de vez as economias nacionais em crescimento: Japão, China, índia, Brasil etc. O olho desse furacão em formação é sem dúvida a economia dos E.U.A. Os especialistas afirmam que a dívida do povo americano corresponde ao PIB americano, ou seja, 11 trilhões de dólares. E a dívida pública americana está nesse mesmo tamanho – 11 trilhões de dólares! E como o Brasil ainda tem sua moeda atrelada ao dólar – imagine o que vai acontecer quando o dólar despencar de vez? Uma pessoa bem informada agiria com prudência sabendo dessa situação, poupando agora para se manter seguro na hora em que o furacão econômico provocar a grande crise recessiva.
A outra grande crise em curso é sem dúvida a energética. Vejamos porque. A força produtiva do mundo depende do consumo de energia básica ou primária (petróleo, gás, carvão, energia nuclear, hidrelétrica etc.) para a produção de energia secundária (energia elétrica e outras formas de energia). A matriz energética mundial é bem diversificada. Alguns países como o Brasil utilizam-se de energia “limpa” como a hidrelétrica. Outros ao contrário consomem energias não limpas (p.ex.: queima de petróleo (e seus derivados) e carvão mineral e vegetal) que por sua vez põe em risco a qualidade de vida do planeta. Grandes potências, como os E.U.A, optaram estrategicamente, em séculos passados, por energias não limpas, e agora além de sofrer pressões internacionais precisam mudar sua matriz energética, uma vez que o impacto (social e ambiental) e o custo dessas energias aumentam a cada ano. E eles sabem que não podem mudar sua matriz energética de uma hora para outra (por isso mesmo que os E.U.A não assinaram o tratado de KIOTO). A crise energética puxa uma outra crise: a crise ecológica.
Na busca crescente de novas fontes de energia (não renováveis) o impacto é inevitável. Para se produzir precisa-se explorar e retirar recursos e explorar fontes de energia da natureza – não existe mágica ou milagre! Estudos vêm mostrando que a produção de alimentos sofrerá grandes alterações devido à mudança climática já em curso. O aumento de temperatura do planeta de 2 ou mais graus Celsius afetará diversas culturas no campo, fazendo com que se invista em novas pesquisas genéticas ou provocando a migração dessas culturas para países de clima frio (p.ex.: o café de São Paulo poderá ir para a Argentina).
A crise ecológica afetará populações imensas - os chamados refugiados do clima. Ou seja, uma imensa massa humana terá que deixar sua terra natal em busca de um clima que permita uma sobrevivência mínima. Essa massa de gente faminta, sem terra e sem perspectiva de sobrevivência inchará os grandes centros urbanos, fazendo com que se mude o planejamento dessas cidades e conseqüentemente o controle social e as políticas públicas. A violência tenderá a aumentar e com isso novas formas ou mecanismos de coação, por parte do Estado através de suas leis, deverão tornar a vida social altamente regulada.
Nesse contexto, a crise política surge porque as classes excluídas reivindicarão e lutarão por terra, trabalho e capital. E com a crise econômica em andamento, não se permitirá uma distribuição equitativa da riqueza nacional, o caos moral se instalará de vez. A vida social perderá seu eixo de equilíbrio, e milhões de pessoas no mundo inteiro sucumbirão (p. ex.: na África) devido à carência de informação, conhecimento, matéria-prima, trabalho, água e terras habitáveis. É importante frisar que a população mundial aumentou 6 vezes de 1840 para cá (de 1 bilhão para 6 bilhões). E o processo de desertificação aumenta ano a ano. Isso implica dizer e inferir, que se a população mundial aumenta e os recursos do planeta (a matéria-prima diminui também devido à alta produção e o alto consumo dos países industrializados) o cenário que se apresenta é de escassez para os pobres e acumulação para os ricos numa guerra ideológica e cultural - entre nações desiguais! A luta pela sobrevivência vem se dando no campo científico e tecnológico.
A divisão de tarefas no mundo globalizado vem acontecendo em três partes: os criadores, os produtores e os consumidores. Os criadores exigem atualização de conhecimento em função da demanda de novos produtos, novas tecnologias e novos serviços. A riqueza dos criadores vem sendo realizada a custa da exploração da natureza, submissão e dependência dos outros dois (os produtores e os consumidores). Essa situação conduz a massa humana global a se voltar para sua realização material mínima (para não sucumbir ou ficar excluída e morrer) forçando a todos negarem sua realização espiritual e existencial.
No grande encontro das nações – COP-15 – em Copenhague ficou evidente que os grandes não querem se comprometer em contribuir para resolver de fato a mega crise ecológica que poderá inviabilizar a vida saudável no planeta. Milhões de indivíduos perderão suas terras e terão suas vidas ameaçadas diante dos impactos do aquecimento global. O cenário está sendo montado, mas mesmo assim as decisões são lentas no sentido de frear ou minimizar os efeitos das mudanças climáticas já em curso. No meio de tudo isso se encontra o cidadão comum, trabalhador, trabalhadora, empregado ou patrão tocando suas vidas sem poder interferir ou mudar a lógica da destruição planetária: eles são peças da própria engrenagem alienada de produção e consumo desequilibrado.
O fascínio da ciência humana em controlar e dominar a natureza vem provocando o seu próprio descontrole e desgoverno no processo de criação, produção e consumo. As ideologias (de esquerda ou de direita) nada poderão fazer para criar um novo paradigma revolucionário e transformador para a união e bem de todos sem distinção. E como conseqüência desse caos social, ecológico, ético e tecnológico teremos dois mundos distintos: os excluídos e os incluídos. Os excluídos serão aqueles dominados e explorados pela cultura do mais forte e do melhor. Os incluídos, por sua vez, serão aqueles que conseguiram impor suas ideologias e culturas do darwinismo social: vence o mais qualificado e mais insensível a dor alheia. A solidariedade, nesse contexto, será um princípio muito disseminado, mas pouco praticado. A busca mais elevada de sua natureza interior será substituída pela busca menos elevada exterior na disputa por um pedaço de chão, de pão, de recurso e de capital. Daí surgirá uma mega crise interior como conseqüência de um processo de conquista fora de sua própria natureza e consciência de si-existencial. Atualmente nos tornamos seres dependentes do trabalho pragmático e instrumental em busca de uma “felicidade” apenas formal, ilusória e material.
O poder da lógica racional alienante e predominante na estratégia de produção e consumo acelerado, impedirá a evolução da sensibilidade humana. E assim, a lógica do coração será esquecida e o Amor se esfriará mais ainda, gelando cada coração humano. E a vida perderá sentido de ser e existir – se as crises continuarem crescendo como estão atualmente!
Prof.(URCA) Bernardo Melgaço da Silva – bernardomelgaco@hotmail.com




