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quarta-feira, 7 de julho de 2010

COMPOSITORES DO BRSIL


Régua, compasso,
matemática e loucura:
a Antropologia de

FAUSTO NILO

Por Zé Nilton

Um eminente antropólogo urbano – Carlos Nelson Ferreira dos Santos – de saudosa memória, um dia escreveu bela página sobre como teria migrado da arquitetura para a antropologia. Muito fácil, concluiu: arquitetos e antropólogos findam enaltecendo os elementos simbólicos em ambas as artes.

Fausto Nilo é arquiteto urbanista. Melhor ainda, é de Quixeramubim cá do meu Ceará. Estas duas qualidades por si só dizem do muito que ele é. Simples, inteligente, honesto com as suas artes. Desenha espaços com a mesma leveza com que desenha palavras.

Simplicidade. O arquiteto esteve em Crato, não faz muito tempo. Andou por suas ruas feito um da terra. Ninguém o estranhou. Tinha a nossa cara. Era daqui. Mas alguém o seguia de longe. Seu olhar direcionava-se para o poeta com seus passos cadenciados sob uma roupa branca. E o seguia catando a poesia que entornava no chão de minha cidade.

Tenho dificuldades em chamar Fausto Nilo de letrista. Melhor será dizê-lo poeta da música. Ninguém nunca chamou Vinícius de letrista, foi sempre o poeta ou o poetinha seguindo seus carinhos em diminutivo.

Muito de antropologia em sua poética de ritos, de mitos, de simbologias, ressignificando a dureza das histórias do cotidiano. Escutem novamente Meninas do Brasil, Paroara, Baião da Rua, Amor nas Estrelas... Ou leiam seus poemas sem a música e os musiquem novamente. Claro que pode. As letras da poesia soltam toadas.

Vamos falar um pouquinho do nosso conterrâneo Fausto Nilo no programa Compositores do Brasil desta quinta feira. Dentre seu vasto repertório escolhemos para nos deliciarmos:

ZANZIBAR, de Fausto Nilo e Armandinho, com A Cor do Som
RETRATO MARROM, de Fausto Nilo e Rodger Rogério com Ney Matogrosso
BLOCO DO PRAZER, de Fausto Nilo e Moraes Moreira com Gal Costa
MIL E UMA NOITES DE AMOR, de Fausto Nilo, Pepeu Gomes_e_Baby Consuelo com Pepeu Gomes
JARDIM DOS ANIMAIS, de Fausto Nilo e Fagner com Fagner
DOROTHY LAMOUR, de Fausto Nilo e Petrúcio Maia com Ednardo
TUDO COM VOCÊ, de Fausto Nilo e Lulu Santos com Lulu Santos
AMOR NAS ESTRELAS, de Fausto Nilo e Roberto de Carvalho com Nara Leão
PAROARA, de Fausto Nilo, Chico Buarque e Fagner com Fausto Nilo
O ELEFANTE, de Fausto Nilo e Robertinho do Recife com Robertinho do Recife
BAIAO DA RUA, de Fausto Nilo e Nonato Luiz com Fausto Nilo
PEQUENINO CÃO, de Fausto Nilo e Caio Silvio com Simone
MENINAS DO BRASIL, de Fausto Nilo e Moraes Moreira com Moraes Moreira


Quem ouvir verá!

COMPOSITORES DO BRASIL
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Rádio Educadora do Cariri – 1020
Quintas-feiras, de 14 às 13 horas
Retransmissão: www.cratinho.blogspot.com

É NECESSÁRIO QUE HAJA UMA REAÇÃO – Por Pedro Esmeraldo

Quando nós, simples eleitores, forçados pela lei eleitoral, somos obrigados a comparecer às urnas a fim de escolhermos nossos representantes quer sejam legislativos, quer sejam executivos, esperamos com galhardia e confiança que todos cumpram fielmente os seus compromissos assumidos com fidelidade durante a campanha eleitoral.

Ocorre, portanto que a maioria desses cidadãos esquece de satisfazer as suas obrigações e passa a não executar com fidelidade as promessas postas em práticas durante o período da manobra política.

Por essa razão, esquecem os políticos que o povo não procura mais satisfazer seus agrados e passa a cobrar valores representado por moedas ou papel com a finalidade de eleger um ou mais indivíduos de sua confiança.

Ultimamente, nós os cratenses, sofremos com a síndrome do pânico, pois por motivos alguns ficamos apavorados por causa do desmantelo desses políticos, já que quase todosnão íêerrHníeresses de trabalhar por esta cidade.

Nesse momento, estamos convencidos que há uma horda de aventureiros que se beneficia e nem sequer procura solucionar os problemas da cidade, por mais simples que sejam.

Não possuem coragem de enfrentar a luta. Preferem viver na maré mansa sem levantar ao menos uma palha em defesa do povo. A maioria deles é clientelista e tem a prática de oferecer privilégio a sua clientela com o intuito de beneficiar-se eleitoralmente e por isso esquece de satisfazer a maioria de seus eleitores.

Alguns deles usam viseiras, não têm o costume de olhar para frente, não enxergam um palmo diante do seu nariz. São molengas, não reagem ás intempéries da insalubridade e esperam que venha tudo naturalmente. São subjetivos, se possível entregam facilmente a nossa cidade aos abutres que vêem de fora. Não pensam em lutar pela terra comum, afastam-se ceieremente das encruzilhadas perigosas, cruzam os braços durante a luta e deixam tudo ao Deus dará. Recordamos a falta de apoio que eles não deram ao Crato quando da vinda do Campo Universitário da UFC, visto que tiveram medo de entrar na luta ern defesa do Crato que caia na bancarrota.

Alegaram que não tinham representações políticas no Congresso Nacional, pois avisamos a esses homens locais que a representação política é o próprio povo e junto com ele poderíamos reagir às disparidades, pois, contraria o nosso desenvolvimento.

Não lutam com amor a terra, não reagem com forças contra a desigualdade comunitárista.
Observamos que a cidade está perdendo força e não pode avançar em suas pretensões no campo tecnológico de só erguer literalmente com bom humor, visto que andamos sem força para caminhar no campo sólido da igualdade e da prosperidade.

Olhemos para frente e vejamos o descaso da Ponta da Serra que é um simples distrito que quer se emancipar e que por sua vez vem nos prejudicar, pois não suportamos mais os seus arrufos, que nos envergonham há anos, já que alguns desses políticos são favoráveis a essa luta e se juntam a eles (os pontasserranos) para se movimentarem de corpo e alma e se dedicarem contra o Craío. Isto é uma vergonha, um crime de lesa a pátria.

Cratenses, tomem cuidados, não se deixem levar por essa camada de entorpecentes que vivem querendo enganar o povo com o intuito de angariar votos. Vamos tomar cuidado e partimos para frente porque esses políticos de mau bofe são semelhantes a pregos que só servem para levar pancadas na cabeça.

Crato - CE, 03 de Junho de 2010.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A liberdade de pensamento sempre será bem vinda. José do Vale Pinheiro Feitosa

Tudo que é moral está sujeito a revisão. A própria ética deixou de ser absoluta e se relativizou pelas múltiplas visões do mundo. Tudo que é regulamentado está sujeito a revisão. Isso é novidade? Sempre foi assim, apenas que se aceleraram em razão da grande quantidade de novos “atores” políticos, sociais, culturais e econômicos no território que antes foi exclusivo.

Isso quer dizer que estamos perdendo valores fundamentais? Acho que em parte é isso, mas não chega a ser toda a verdade. Na verdade a humanidade se transforma há mais de quinhentos anos num ritmo muito mais acelerado do que antes. Neste processo valores se tornaram obsoletos e outros nasceram, além de que muitos mais foram reforçados.

Vejamos a questão do holocausto judaico. A condenação ao genocídio passou a ser um valor universal e muito se deveu à própria luta do povo judeu e de novas vozes a denunciar os regimes políticos e as guerras como momentos tirânicos. A condenação ao genocídio atingiu idéias políticas chaves do século XX, como o Nazifascismo e o Comunismo e até mesmo instituições milenares como a Igreja Católica.

Uma questão chave para a nossa compreensão do momento é a própria internet e o telefone celular. Passamos a ter maior interação entre nós, mais versões sobre o mundo, maior possibilidade de receber e perder informação por substituição dado o enorme fluxo no mundo. Vivemos o momento em que recebemos a informação por via horizontal, bidirecional, entre nós mesmos.

Outro fato é que passamos a ler e ver coisas que antes não vinha a público. A própria noção do público e do privado se modifica, pois o lapso entre os dois universos se estreitou. O próprio conflito ficou mais evidente e o estranhamento mais freqüente, mas certamente, mas tolerante. É que, de fato, não precisamos mais das velas dos navios para explicar a curvatura da terra, existem fotos. Não precisamos de uma única versão, existem várias.

Sobre a questão da responsabilidade. Não imagino que seja um problema de exposição, pois este é um momento de exposição em si. A questão se encontra mesmo é na perseguição pessoal, no ataque a um dos lados da natureza mesmo da comunicação nos dias de hoje (horizontal, bidirecional, entre duas pessoas). E é preciso entender que a própria liberdade de expor implica em aceitar o contrapor. E o contrapor não é negar o outro, nem diminuir sua natureza de troca de informação, mas lhe opor o que expôs.

De vez em quando vemos na internet certo comportamento moleque, carregado de pedradas e palavrões. Isso nunca foi novidade na nossa cultura e há muito soubemos trabalhar estas práticas. Não é incomum que um grande furor argumentativo surja na defesa das idéias. Mas tratar de virulência, também, não é novidade, isso nós sabemos.

Portanto continuo achando que a liberdade na internet é tudo. Até para dizer besteira. O que se pode no máximo é preservar as margens do rio, nunca represá-lo.

O Reencontro – por Carlos Eduardo Esmeraldo

Os casais Roberto e Lia, Abreu e Gilda se conheceram na famosa praia Porto das Galinhas. Eram vizinhos de chalés alugados com antecedência para os feriados da Semana Santa. Ao se cumprimentarem com um protocolar bom dia, ocorreu entre os dois uma grande empatia. Ambos tiveram a sensação de já se conhecerem há bastante tempo. Roberto, 68 anos, aposentado do Banco do Brasil e juntamente com Lia, eram alagoanos e residentes nos Aflitos. Abreu e Gilda residiam no bairro Apipucos, bem próximo do Convento dos Irmãos Maristas. Eram servidores públicos aposentados, com todos os filhos casados e espalhados por esse Brasil afora.

A amizade entre os dois casais brotou nesses breves dias em que traçaram uma rotina comum. Banho de sol e mar aos primeiros raios solares, almoçavam juntos e repartiam um animado carteado durante a tarde, estendendo-se até quase meia-noite. Ambos eram exímios jogadores de canastra.

No domingo à noitinha, os dois casais se despediram, retornaram para Recife
com promessas de trocarem visitas e planos de retornarem àquela praia nas férias do final de ano.

Algumas semanas depois, Gilda caminhava pela calçada da Praça Treze de Maio, para retirar algum dinheiro na agência da Caixa Econômica da Rua do Hospício. Qual não foi o seu espanto quando encontrou Roberto. Pararam e começaram a conversar animadamente defronte a um banco da praça, no qual estava sentado um senhor já bastante idoso que observava a conversa dos dois.

Gilda estranhou que as pessoas que passavam pela mesma calçada se viravam para ela e começavam a rir. E mais gente passava rindo da cara dela e parava a pouca distância formando um grupo que a observa, e ria dela sem parar. Ficou muito intrigada com aquela atitude das pessoas. Tão logo se despediu do amigo Roberto, indagou de alguns adolescentes que faziam parte desse grupo que dela ria: “Por que vocês estavam rindo tanto da minha conversa com aquele meu amigo?” “Xi, pessoal, a coroa tá pirada! Conversava com um amigo invisível?” Exclamou e em seguida indagou um deles. “É, a senhora estava falando sozinha. E aquele velhinho sentado no banco de frente foi o único que não riu de coisa tão estranha.” Disse-lhe outra adolescente. “Eu não estava falando sozinha. Aquele senhor que está sentado naquele banco ouviu toda nossa conversa. Vamos lá para provar isso.” Respondeu Gilda.

Retornou sozinha e indagou do velho: “O senhor viu se eu estava falando sozinha aqui na sua frente?” E o senhor respondeu: “Não senhora. A senhora estava conversando com um senhor de óculos, bigode, vestido numa camisa azul. Ao se despedir enviou lembranças para Lia, a mulher desse seu amigo”.

Intrigada com o fato, Gilda, tão logo retirou o dinheiro da Caixa, resolveu ir até a casa da amiga Lia para contar o que sucedera e saber se Roberto havia saído naquela tarde. Então entrou no primeiro táxi e rumou para os Aflitos.

Ao chegar no endereço que o casal amigo lhe fornecera, foi surpreendida com a saída de um caixão de defuntos. Chegou a tempo de ver a amiga Lia abraçada por uma mulher ainda jovem. Ao vê-la, Lia, em prantos, disse-lhe: “Eu pensei em lhe avisar da morte do Roberto, mas fiquei tão sem planos... Ainda bem que você veio.” E se abraçaram por algum tempo, dividindo aquela imensa dor.

Presença do sobrenatural? Reencontro com o amigo morto que veio avisar da sua partida definitiva? Essas indagações povoavam a cabeça de Gilda e as deixaram várias noites insones. Antes que enlouquecesse, procurou um médico amigo e este lhe recomendou uma consulta com frei Joaquim, um frade português, residente no Recife, que era parapsicólogo.

O parapsicólogo frei Joaquim explicou a Gilda que, ela, a amiga Lia e o velho que estava sentado no banco da praça possuíam uma percepção extra-sensorial e receberam uma comunicação telepática da amiga Lia, quando esta pensou em lhe comunicar a morte do marido. Nós, indivíduos ditos humanos, somente conhecemos dez por cento da nossa capacidade mental. Há nela poderes que para nós são ainda inexploráveis.

Nota: A história é real e os nomes dos casais são fictícios. O parapsicólogo Frei Joaquim esteve em Crato há mais de 20 anos e narrou esse fato no Auditório do Teatro Rachel de Queiroz.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

O Paradoxo Existencial

Por Luiz Domingos de Luna – Professor em Aurora*

É incrível o poder de inquietação dos que não conseguem se adaptar a naturalização das mesmices de uma terra, lugarejo, logradouro (...) que à luz do tempo, nada a oferecer, a quem sonha com a tenacidade, com o enfrentamento de um mundo mais concorrido, quem sabe! Cruel, às vezes, com certeza, uma luta desigual, pois “o exilado” de seu torrão natal, nunca entende se tratar de um exílio, mas sim, de um ser que abandonou o seu berço existencial para a plenitude, conseguida com sangue suor e lágrimas, passando inclusive, por agruras tão doloridas, que, em não suportando o peso do acirramento competicional, uma parcela se dilui na argamassa humana dos anônimos, vencidos pelo tempo e pelo cansaço existencial, à dor de uma renitência pisoteada, humilhada e violada, transformando , o grande objetivo do desbravador social em um sonho caído, um sonho quebrado, um sonho perdido.Porém, nesta guerra na selvageria social, sempre há, os que, de tudo fizeram para continuar na linha de frente de um combate, onde a vitória e a derrota, são o saldo positivo ou negativo de todos que se propõem a dar brilho, luz e foco a sua própria história de vida.Trazer o troféu de herói, dos mais longínquos espaços geográficos, para expor ao torrão natal, como exemplo a ser seguido para as gerações atuais e vindouras, é sempre motivo de dor e sacrifício, pois, os laços etnográficos, a filtrar pela lente da emoção e das reminiscências, um dualidade de uma complexidade estrutural muito forte e coesa, pois,por parte do desbravador: um débito que não existe, mas,está presente nas lembranças que nunca deixam de ser lembradas.Ao torrão natal a cobrança ao desbravador, que na verdade, foi expulso, unicamente, por falta de oportunidades. Eis o grande paradoxo, na expulsão, um fracassado que sai, e, ao retorno com o troféu da vitoria, um devedor a consertar tudo que deu errado, exatamente, na sua ausência.
(*) É colaborador do Blog Cariri Agora

Pensamento para o Dia 05/07/2010


Pensamento para o Dia 05/07/2010
“A capacidade de superar as tendências (Gunas) da Natureza (Prakriti) não é inerente a qualquer um; isso se trata de uma Graça do Senhor. E essa Graça é conquistada pela repetição do Nome de Deus (Japa) e meditação (Dhyana). A verdade deve ser experimentada a fim de que não possa escapar da consciência, e a disciplina necessária para isso também é Japa e Dhyana. Isso deve ser primeiro e claramente entendido: é impossível para alguém controlar as tendências de Prakriti, o poder é possuído apenas por aqueles que têm Prakriti sob contrôle e cujos comandos, Prakriti obedece. Prakriti é a base de tudo no Universo. É a base da Criação e da Existência. Tudo isso é Prakriti: homens ou mulheres, feras ou pássaros, árvores ou plantas; na verdade, tudo o que pode ser visto é inseparável de Prakriti.”
Sathya Sai Baba

domingo, 4 de julho de 2010

Fama de pé-frio faz Mick Jagger virar amuleto para torcedores brasileiros

Visto nas eliminações dos Estados Unidos, Inglaterra, Brasil e Argentina, astro dos Rolling Stones vira alvo de montagens no Twitter

Por GLOBOESPORTE.COM

A Copa do Mundo acabou para a seleção brasileira e, com isso, os torcedores começam a voltar suas atenções para seus clubes. Enquanto uns se preocupam com a sequência do Brasileirão, outros vivem a tensão dos dias que antecedem jogos decisivos pela Taça Libertadores e pela Copa do Brasil. Mas se a África do Sul não rendeu mais uma estrela na camisa canarinho, ao menos uma lição pôde ser tirada da frustrante campanha do time de Dunga: não há reforço maior que ter o vocalista dos Rolling Stones, Mick Jagger, torcendo para o seu adversário.

O roqueiro inglês foi visto ao lado do ex-presidente Bill Clinton na partida em que Gana mandou a seleção norte-americana de volta para casa. Depois foi a vez de Jagger dar adeus ao English Team, na derrota por 4 a 1 para a Alemanha. Quando resolveu levar seu filho brasileiro Lucas para assistir a Kaká e cia. contra a Holanda, não deu outra: vitória laranja. Dá até para supor que, neste sábado, o astro, que se sentou próximo ao ator Leonardo DiCaprio estivesse torcendo para a Argentina, diante dos alemães.

Para tentar tirar proveito dessa aparente má sorte do líder dos Stones, torcedores brasileiros trataram de vestir o músico com a camisa de seus adversários, na esperança de que a torcida dar uma ajuda aos jogadores dentro de campo.

Câmara de Vereadores de Crato apronta mais uma!


Lição de cidadania: Paulo Leonardo repôs a antiga denominação da rua de Crato.
Que sua atitude sirva de exemplo!
(foto de Heládio Teles Duarte
)


Eis aí uma prova que atesta o triste costume de mudança dos nomes das ruas de Crato. Desde 1989 uma rua de Crato era denominada oficialmente de Francisco Osório Ribeiro da Silva. Ali existia uma única placa – assinalando a denominação – a qual, ao longo de vinte anos, foi se desgastando até que ficou ilegível. Foi o necessário para um vereador cratense – que passou pela rua e não viu nenhuma placa – apresentar projeto denominando a artéria urbana (já com nome oficial) em homenagem a outra pessoa. Projeto aprovado, (não existem aqui critérios como em outras cidades que levam a sério o assunto) apressou-se o nobre vereador em mandar confeccionar, ele mesmo, uma placa e colocou-a lá, com a "nova denominação".

Um irmão do primeiro homenageado, Francisco Osório – o ex-bancário Paulo Leonardo (ver foto acima) – viu a anomalia. Foi aos arquivos da Câmara Municipal e localizou a lei de 1989. Mandou confeccionar nova placa desta feita citando a lei e a data da promulgação do projeto que denominou a rua de Francisco Osório Ribeiro da Silva. Eis aí uma lição de cidadania!
Decisão acertadíssima.

É o que deveria ser feita com a Rua Imperatriz Leopoldina, artéria urbana que tem inicio ao lado direito da Avenida Padre Cícero – sentido Crato-Juazeiro – e dá acesso ao Parque Getúlio Vargas - Morro da Coruja, em toda a sua extensão, cuja denominação advém Lei nº. 1.774 de 10 de junho de 1998, aprovada pela Câmara de Vereadores e sancionada pelo então prefeito Raimundo Bezerra. Pois não é que, recentemente, essa rua recebeu o nome de Rua Orestes Costa? E o pior: sem que a lei anterior tenha sido revogada. . Interessante que o Sr. Orestes Costa é nome de 3 (TRÊS) ruas em Crato. Um recorde mundial!

Essas mudanças de nomes das nossas ruas sempre atenderam a interesses menores dos vereadores e foram feitas sem ouvir a população.

Recentemente, a Câmara de Vereadores de Independência – município localizado no Sertão dos Inhamuns do Ceará – aprovou um projeto de lei, dispondo sobre a identificação de ruas, praças, monumentos, obras e edificações públicas daquela cidade. Esse projeto de lei exige – para qualquer mudança na denominação de ruas e praças – um pedido antecipado, contendo lista com assinaturas de pelo menos cinco por cento do eleitorado.
Idêntica providência deveria ser adotada pelos vereadores de Crato.
Texto: Armando Lopes Rafael
Foto: Heládio Teles Duarte

sábado, 3 de julho de 2010

Geraldo Junior - Menestrel do Mundo. Corredor Cultural - Juiz de Fora MG

Nonato Luiz lança novo CD


Concerto de violão
Nonato Luiz lança novo CD

Isabel Costa - especial para O POVO 03/07/2010 02:00

Atualizada às: 02/07/2010 20:50
Neste sábado, 3, o violonista, compositor e arranjador Nonato Luiz irá lançar o CD Estudos, Peças e Arranjos no Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Uma oportunidade para entrar em contato com a musicalidade do violonista. Em entrevista, por telefone, Nonato Luiz disse que “o público vai encontrar um trabalho feito com carinho e dedicação,”. Depois da estreia, o músico deve realizar uma turnê pelas principais capitais brasileiras em concertos abertos.



As influências do compositor são variadas. Já fez homenagens a clássica banda de rock The Beatles e ao rei do baião Luiz Gonzaga. No novo CD, Nonato Luiz afirma ter construído um resumo de suas atividades. “É um concerto autoral e vou mostrar minhas composições e meus arranjos”, disse. E ainda completa: “É um trabalho que eu venho desenvolvendo ao longo da minha carreira”. Nonato Luiz já contabiliza quase 30 álbuns e seis livros no currículo.

Fora do Brasil a influência do violonista e compositor é ampla. São várias apresentações na Europa e nos Estados Unidos. Atualmente, ele se prepara para, no mês de agosto, fazer show e promover um workshop em Michigan (EUA) durante o Interlochen of Arts (Guitar Festival and Workshop). Também irá participar, em julho, de um dos maiores festivais de Jazz da Europa, o North Sea Jazz Festival, que acontecerá em Rotterdam (Holanda).

SERVIÇO

Lançamento do CD Estudos, Peças e Arranjos e concerto de violão solo, hoje (3), às 21 h, no Teatro do Centro Dragão do Mar (Rua Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema). Entrada livre.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Cordas de Aço - Cartola e uma Bengala - José do Vale Pinheiro Feitosa

O compositor Zé Nilton toda semana reboca a nossa alma com os sons mais belos da música popular brasileira. É um esforço certamente prazeroso para ele, mas tem uma dimensão de luta pessoal apenas comparável àqueles sertanejos que levam até cinco meses entre encoivarar, queimar, plantar, limpar e colher. É que ele planta sobre uma cultura consumista e fugaz, na qual as próprias pessoas perderam a noção de sua própria permanência.

Quando peguei esta bengala para me postar ereto ao lado desta Cartola, tudo me pareceu sem sentido. Não havia um motivo para publicá-la. Até que pensei no Zé Nilton e agora tranquilamente o faço.
















Quem sabe como o mundo se assenta em nós. Porque esta batida de samba canção fluindo pelo Alto do Seminário e serpenteando no vale pelas ruas da cidade até o Barro Vermelho. Bem no alto o céu estrelado acima da igreja de São Francisco, a cidade e sua mulher desejada. Aquela que trava um gosto amargo, nem precisou da penumbra das ruas mal iluminadas, simplesmente dobrou a esquina, deixando minha alma espichada no curtume.

E sobre os arcos da ilusão acaricio meu violão e a voz solta:

Ah, essas cordas de aço
Este minúsculo braço

E dentro de mim, pelas cordas vocais como um verbo divino, ela ressurge com seu corpo de tecer futuro. As curvas da acústica vida que faz dela um calcanhar que Aquiles tão bem resguardava:
Do violão que os dedos meus acariciam

Ah, este bojo perfeito
Que trago junto ao meu peito

E nestas cordas de aço, travas e notas, encurtando meus momentos desafinados, agravando minha solidão de tempos já vividos e daqueles que teimam ecoar como toda caixa que repercute:

Só você violão
Compreende porque perdi toda alegria

E por me ausentar das multidões e contigo sussurrar as esperanças que ela levou pela esquina quando a dobrou:

E no entanto meu pinho
Pode crer, eu adivinho

Quando dobrou a esquina e sua presença nos deixou, levou com ela a nossa ausência e, agora, meu pinho, eis que:

Aquela mulher
Até hoje está nos esperando

De pronto em pé e agora que a esquina se desfará nos passos destas notas a subir novamente o Alto do Seminário:

Solte o teu som da madeira
Eu você e a companheira

Na madrugada iremos pra casa
Cantando...

Exploração 2 a 1 no Valor Humano - José do Vale Pinheiro Feitosa

Ronaldo Fenômeno casando-se, num castelo francês, com a modelo Cicarelli. Esta frase revela muito: a farsa, o comércio de celebridades, o vazio existencial para quem isso é importante.

Quando no salão de beleza, ali perto do mercado central de Paracuru, uma portinha com pintura descascada e um cubículo suado, a freguesa abre as páginas amarrotadas da Revista Caras, navega seu espírito nas ondulações de uma fantasia de progresso.

Aí a Seleção Brasileira, ou melhor, o time em campo, que não tem um único jogador fazendo gol para um torcedor brasileiro, em qualquer estádio do nosso território, se desclassifica. Ficamos com a sensação do comércio de celebridades. Derrotadas, mas celebridades.

Agora junte tudo e terá o espelho do verdadeiro problema. E já vou avisando, eu estou avisando: trate logo de andar com as próprias pernas e ter cabeça para andar na escuridão. Acontece que o problema está onde você pensa que vem a luz.

Veja este relatório sobre o Tráfico de Pessoas para a Europa para fins de Exploração Sexual, divulgado, a 29 de junho, pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC): existem cerca de 140 mil mulheres vítimas do tráfico para exploração sexual. São 70 mil novas vítimas do crime organizado.

Esta máquina de exploração da mulher realiza cerca de 50 milhões de programas sexuais por ano, a um valor médio de 50 euros cada. No total, isso representa um lucro anual que atinge 2,5 bilhões euros, ou seja, o equivalente a R$ 5,5 bilhões.

A maior parte vem de regiões vizinhas, como os Bálcãs (32%) e países da antiga União Soviética (19%). A América do Sul aparece em terceiro lugar (13%). Segundo o relatório, é cada vez maior o número de brasileiras traficadas. Em seguida, aparece a Europa Central com 7%, África, com 5% e Leste Asiático com 3%.

Os grandes eventos culturais, especialmente quando associados ao turismo e lazer, se tornaram, junto com o consumo de drogas, um dos mecanismos mais degenerados de exploração de um ser humano pelo outro. E certamente o progresso que as pessoas esperam não se traduze por tais práticas.

Por isso mesmo estas coisas precisam ser denunciadas, demonstradas e revistas no âmbito da civilização ou por mecanismo revolucionários que superem a exploração, qualquer que seja como prática hedionda. Não pode haver uma exploração que justifique a que se adjetive como nefasta.

A Europa há muito que não é o espelho de nada. A barbárie nazi-fascista já lhe tirara alcunha de “acima de qualquer suspeita”. Agora, menos ainda e, certamente, luzes terão que sair de nós mesmos aqui na adolescente e amarfanhada América Latina.

O crime do aborto - Emerson Monteiro

A propósito de notícia divulgada em 1.º de julho de 2010 na cidade de Santiago do Chile (site BOL), no Brasil, 72,7% dos cidadãos se opõem à legalização do abordo, de acordo com uma pesquisa realizada pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais. Nicarágua, México e Chile também se mostraram contrários à ideia. O estudo visou comparar as opiniões sobre o aborto nos quatro países.
No caso brasileiro, o abordo é despenalizado somente em casos de gravidez por violação e risco de vida para a mãe. No Chile e na Nicarágua, é proibido em todas as suas modalidades.
A pesquisa utilizou entrevistas realizadas entre abril e maio com 1,2 mil pessoas de cada país, maiores de 18 anos e das áreas rural e urbana, com margem de erro em torno de 2,8%.
O saber natural em sua ação criou as condições de gerar filhos e os seres humanos em sua ignorância os expelem, a sangue frio, natimortos, quais eliminassem animais desnecessários, seus próprios semelhantes.
Houvesse leis pela preservação da vida na contenção radical dos desmandos praticados em redor do mundo e, decerto, a história mostraria inegáveis oportunidades a esses tontos mortais esfomeados do prazer sexual imediato.
Jamais, senão agora, demonstrações de ausência de lucidez parecem crescer no horizonte esfumaçado da destruição, na flor da idade, a meio dos escombros da barbárie que toma conta dos séculos. Símbolos de paz viraram motivos de ausência de critério, nas promoções de minorias vencidas.
Mas falávamos da covardia do aborto... Que pouca honestidade para com os semelhantes essa atitude dos charlatães criminosos em lojas de fazer anjos... Nem de longe se deve imaginar que um povo civilizado possa por termo na vida por nascer, numa desistência infame de sustar a renovação da espécie. Tirar a vida, como querer isso? Não sabemos repor o viver de quem morre, por isso não se devem eliminar os seres humanos que aguardam a chance de brotar, crescer e conhecer a existência na matéria.
A morte dos inocentes apenas em gestação contradiz a consciência civilizada. E falar na esperança dessas vidas, desejos, aspirações. Dói e requer disposição de ânimo aos que lutam pela paz. Aquilo que seria a festa das famílias receberem novos filhos torna-se execução selvagem, destruição abusiva, vazias palavras soltas, derramadas ao relento.
E falar em amor exige coerência da civilização bandida, revirada nos laços das armadilhas, caminhos tortuosos, vilã de poucas luzes. Gritos de promessas, entretanto, rasgam o espaço das sombras. Por isso, a força da sobrevivência fala mais alto no direito à vida dos que precisam nascer a todo custo.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Pensamento para o Dia 30/06/2010


“Tudo neste mundo é efêmero, transitório; isso está aqui hoje, mas pode não estar amanhã. Então, se você deseja algo, busque o Senhor, que não tem declínio. Em vez disso, se você deseja descendência, riqueza e todos os confortos, você passará por enorme sofrimento quando for chamado a deixar tudo e partir. Nesse momento, você lamentará: ‘Ah, terei eu amado com tanta força para chorar tão alto?’ Nesta vida transitória, alegria e dor são também forçosamente transitórios. Não há nada aqui apto a ser adorado como eterno. Então, imergir nessa busca pelo evanescente e esquecer o Supremo e Eterno é realmente impróprio do homem.”
Sathya Sai Baba

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Geraldo Junior - Amor Treme-Terra (Revolução Cabaçal)

Geraldo Junior - Mais Tarde, Mais Forte.avi

O Nascimento da Consciência Ecológica

O Nascimento da Consciência Ecológica
Luiz Domingos de Luna*
deuteronomioarte@ig.com.br
O cheiro dos seres humanos é algo muito forte, via de regra, usamos os nossos sentidos como janelas para o mundo individual, de fato, a silhueta do homo sapiens corrobora para a o egocentrismo do nosso ser, nós somos meros captadores e consumidores de meio externo, porém, não há uma preocupação com a natureza, até parece, que esta despreocupação está timbrada no nosso DNA, em prosseguimento, as formas sociais vão desenhando o espaço pensamental de cada um, pois, vive-se numa eterna fábrica de seres humanos, ou desumanos, o circulo cultural permeado, tem um potencial modificador, capaz inclusive, de mascarar o direcionamento biológico na conspiração cotidiana de destruição do espaço, ao custo de reclames da mãe natureza, a chorar eternamente em berço esplêndido. Por enquanto e até quando?O Contrato Social é a base, ou motor primeiro, para a harmonia do homem no espaço tempo, vez que, um contrato obsoleto cria sempre a preocupação com o substrato dos seres humanos na fixação no planeta terra, masmorras para sociedade, ou presilhas inoportunas, que inviabilizam a harmonia na floresta humana e, na maioria das vezes, um deserto árido para o meio ambiente.O Nascimento pleno da consciência ecológica nasce, quando o ser humano for capaz de colocar a sua objetiva para o mundo exterior, observar a paisagem existencial geográfica, observar que o disforme ecológico, é uma coletânea dos disformes individuais e sociais, a elasticidade do tempo, esta geléia vai ganhando corpo, solidez e unicidade. É este monstro que assusta a sociedade e a coletividade humana como um todo - O Homem como o centro de destruição do planeta terra. Falta ao ser humano o pigmento radioativo do bem comum, em todas as suas dimensões, desde o menor tecido sociológico ao maior.
Desde o mais frágil ecossistema(...) Enquanto não existir uma conscientização de contrato social que dê a legitimidade, a legalidade as inúmeras espécies que formam a variante do conjunto da totalidade, do todo em partes, da biodiversidade existencial, das forças internas presente em cada um, para a disposição, da aptidão do estar sempre a serviço do bem comum e, do crescimento com sustentabilidade ecológica, por que no final das contas, somos a massa humana planetária em movimento, num carrossel giratório, na roldana deste tapete tortuoso – todo planeta sofre, se abala e chora.
(*) Professor- Aurora -Ceará
(*) Colaborador do Blog Cariri Agora

Blog é coisa séria – por Armando Lopes Rafael



Outro dia, conversando com uma respeitável senhora da sociedade cratense, ela comentava o fato de um blog local ter virado espaço desregrado, licencioso e indisciplinado para postagens explícitas libidinosas e libertinas de genitálias. E eu acrescentei: dá abrigo, também, para matérias contra crenças religiosas, o que é proibido pela Constituição.
O preâmbulo acima foi necessário para chamar a atenção para uma notícia divulgada ontem na Internet, segundo a qual o ministro Henrique Neves, do Tribunal Superior Eleitoral–TSE, decidiu multar em dez mil reais dirigentes do PSDB por causa de comentários de leitores veiculados no site do partido Gente que Mente (www.gentequemente.org.br). O relator concordou com a ação do Ministério Público Eleitoral segundo a qual os cinco comentários feitos numa matéria com críticas à Dilma Rousseff ferem a legislação eleitoral.
Daí porque é pura ingenuidade dizer que os blogs podem ser feitos sem censuras ou sem firulas. Ou que os colaboradores dos blogs podem postar o que quiserem, sem serem vigiados ou amordaçados.

Os blogs – os chamados diários da Internet – surgiram há cerca de cinco anos, numa evolução do que era usado apenas pela garotada para buscar relacionamentos ou expor sua intimidade. Em algumas nações ainda submetidas a ditaduras, os blogs transformaram-se numa trincheira da liberdade de expressão. Daí o medo que os ditadores têm dos blogs. Isso vem acontecendo em Cuba, na China e na Venezuela, dentre outros países onde a força das armas silencia a manifestação do pensamento.
Hoje os blogs viraram coisa séria. Os chamados “blogueiros” conquistaram espaço na mídia. Suas atividades são acompanhadas pela sociedade. Daí a exigência de responsabilidade e seriedade tanto para quem posta, como para quem faz comentários no blogs.
Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

terça-feira, 29 de junho de 2010

Pensamento para o Dia 29/06/2010


“Mesmo a casa mais confortável, equipada com todos os luxos que o homem pode desejar, mesmo pilhas de tesouros são impotentes para dotar alguém de paz (Shanti). Essa pode ser conseguida apenas pela rendição a Deus, que é o núcleo mais íntimo de uma pessoa, a própria fonte de toda a vida e do viver. Considere isso: aqueles com sorte suficiente para possuírem riqueza, ouro, propriedades e conforto estão tendo paz? NÃO! Homens altamente cultos ou de extraordinária beleza ou de força física sobre-humana ao menos todos esses estão em paz consigo mesmo e com o mundo? NÃO! Qual é a razão da miséria mesmo para eles? A razão é que eles se esqueceram da Base Divina da Criação, bem como ignoraram o Princípio Fundamental Absoluto. Todas as vidas vividas sem Fé e devoção pelo Único Supremo Senhor são horríveis; vidas gastas sem saborear o Néctar do Princípio Divino são todas oportunidades perdidas.”
Sathya Sai Baba

segunda-feira, 28 de junho de 2010

IDÉIAS CABEÇUDAS

Pedro Esmeraldo

Ainda continuamos na luta e com certeza não vamos esmorecer, pois temos como objetividade defender os direitos do cidadão que preza pelo bom patrimônio do serviço público. Não somos hostis e nem incompreensíveis, só queremos permanecer em um estado de direito correto e agradável a todos. Por isso, estamos aqui na luta contra a emancipação de distrito inadequado e com pensamento obscuro a querer elevar-se a um grau de superioridade. Nesse caso está incluído o distrito de Ponta da Serra.

Prezado amigo historiador Antônio Correia, homem simples, possuidor de educação finíssima, de estilo puro, não desrespeitador de idéias alheias, queremos combater o seu pensamento dúbio de querer elevar à categoria de cidade o distrito inconseqüente que até agora não atingiu ao ápice de padrão superior.

Deixem de lado esse pensamento de fanfarrice (“ação dita ou maneira de fanfarrão”) de querer, juntamente com o religioso, separar esse distrito da cidade do Crato. Afastem de si essas idéias caturras que só nos causam nojo.

Lembramo-nos que uns distritos de Fortaleza, que são realmente equilibrados financeiramente e socialmente não pensam em se desmembrar da capital. Permanecem juntos, gozando de todos os direitos de que gozam todos os bairros da cidade e não pensam em separar-se da cidade.

Dizem que, quem quer ser grande, que nasça viçoso; por quanto permanecemos com o nosso dever de continuar unidos, lutando com o crescimento demográfico em equilíbrio de moralidade constante a fim de atrair forças que poderiam dar um poder magnífico de coesão que satisfaça ao bom desempenho na construção das máquinas administrativas.

É claro que todos almejam subir, mas convém dizer que devemos permanecer cautelosos, pois caso contrário, poderemos cair num fosso abismal, onde permaneceremos em caminho do desengano, do desrespeito com pernas quebradas, caindo no desengano de causas onde permanecerão de pires na mão, solicitando ajuda ao Estado.

Não podemos auferir lutas compensatórias por que não temos uma mente arejada para criarmos idéias sadias e que poderão elevar ao homem o pensamento positivo. Viverão chorando, choro minguado eternamente como a cantiga da perua, pior a pior e serão humilhados junto aos políticos quando estiverem nas ocasiões amargas.

Escutem-nos senhores, olhem para o futuro, pensem no dia de amanhã, pois ninguém saberá o que vai acontecer, mostrem que são dinâmicos, capacitados, batendo com a mão no peito dizendo: somos os maiores defensores a um bairro da cidade do Crato.

Crato, 24/06/2010