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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Procuradora pede anulação de concurso em Juazeiro do Norte

Do Jornal do Cariri

O Ministério Público do Trabalho, na pessoa da procuradora Andressa Alves concedeu a administração municipal de Juazeiro do Norte, o prazo de 15 dias para que o concurso público realizado no último mês de agosto seja anulado.

De acordo com o site da Procuradoria Regional do Trabalho a justificativa para a anulação foram indícios de ilegalidade que, segundo a procuradora Andressa decorreram do fato de o filho do secretário de administração, José Ivan Alves, que também era membro da comissão gestora do referido concurso, ter concorrido ao cargo de advogado do Município, para o qual foi aprovado.
No site oficial, a procuradoria diz ter recebido denúncia de que na sala que a mulher do presidente da câmara municipal fez as provas, os candidatos encontraram a prova disponível sobre as carteiras desde o momento em que ingressaram no local, quando a prática corriqueira é de abrir o lacre dos cadernos quando todos os alunos estiverem dentro da sala. A mulher do presidente da câmara José de Amélia Júnior não foi aprovada no concurso público.

De acordo com Nairton, assessor da Coordenadoria de Defesa dos Interesses Difusos e Coletivos (CODIN), não existe nenhuma posição sobre a anulação do concurso público da prefeitura de Juazeiro, mas apenas uma recomendação da promotora.

O secretário José Ivan foi procurado pelo JC para se pronunciar, mas disse que só se posicionaria perante a justiça.

Segundo o procurador geral do município, Bernardo de Oliveira Neto, a prefeitura está dentro do prazo estipulado pelo Ministério do Trabalho e avaliando as medidas a serem tomadas. Dr. Bernardo acrescentou que a prefeitura pretende se justificar perante a justiça de forma a garantir a validade do concurso. Não prejudicando com isso os candidatos aprovados.

As 766 vagas do concurso estão distribuídas em 47 cargos de níveis fundamental, médio e superior, para lotação em 12 secretarias, com salários que variam de R$ 465 a R$ 4,5 mil. Candidatos de várias cidades e de outros estados brasileiros participaram da seleção. A Universidade Regional do Cariri (URCA) foi à instituição responsável pela elaboração e aplicação das provas. A intenção do prefeito Manoel Santana era promover a convocação dos aprovados até o final deste ano.

Procurador de Juazeiro perde prazo e Marquise leva R$ 4,6 milhões

Do Jornal do Cariri

A Prefeitura de Juazeiro do Norte terá que pagar uma dívida estimada em R$ 4.600.000,00 (quatro milhões e seiscentos mil reais) à Construtora Marquise porque a Procuradoria do Município perdeu os prazos para contestar à ação judicial e os valores cobrados. A decisão é da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Ceará. A dívida começou a ser cobrada quando o então prefeito Carlos Cruz suspendeu o contrato de limpeza pública assinado na gestão do seu antecessor Mauro Sampaio.
A Marquise, na ação ajuizada na 3ª Vara da Comarca de Juazeiro do Norte, cobrava o pagamento dos serviços realizados nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2000, totalizando, em valores atualizados da época, R$ 1.237.294,01. A ação foi contestada ainda na gestão do prefeito Carlos Cruz e na administração do seu sucessor Raimundo Macedo.

A partir do dia primeiro de janeiro deste ano, quando o prefeito Manoel Santana (PT) assumiu o cargo, o novo procurador do Município, Bernardo de Oliveira, deveria ter acompanhado todos os processos movidos contra a Prefeitura. Essa providência básica não foi adotada e, no dia 29 de janeiro, saiu a publicação no Diário Oficial da Justiça sobre a decisão favorável a Marquise.

A Procuradoria não contestou a decisão que impõe o pagamento de valores estimados em R$ 4,6 milhões. O Município perdeu o prazo para essa contestação e, no dia 17 de março, se deu o trânsito em julgado porque a Procuradoria da Prefeitura perdeu, mais uma vez, prazo para recurso especial.

O desembargador Antonio Abelardo Benevides Moraes, relator do processo na 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, argumenta, em sua decisão, que "comprovada a prestação dos serviços de limpeza pública urbana e, restando incontroversa a inadimplência do Município, legítima é a cobrança do pagamento do valor correspondente”.

Afirma ainda que "a administração Pública não pode furtar-se ao dever do pagamento proveniente dos serviços prestados à Prefeitura Municipal, sob a alegação de que o negócio foi realizado na gestão anterior e ocorrência de irregularidade na contração". Acrescenta, ainda, que se não for assim, estar-se-ia, de modo reprovável, autorizando que o Poder Público se locuplete à custa do particular, o que é inadmissível no Estado Democrático de Direito.

Corpo de Bombeiros alerta perigo de desabamento na Casa do Estudante de Crato

Do Jornal do Cariri

O prédio da Casa do Estudante do Crato (CEC) apresenta rachaduras nas paredes e piso, madeiramento comprometido pela ação de cupins e portas e janelas quebradas. De acordo com o laudo do Corpo de Bombeiros do Crato, o perigo de desabamento é iminente. O documento foi assinado pelo subtenente Juscelino Inácio de Brito, que recomendou a visita de engenheiros para constatar a veracidade dos fatos e uma imediata tomada de providências.

Uma equipe da vigilância sanitária do Crato constatou infestação de morcegos, inclusive fezes e urina, instalação hidráulica e elétrica danificada e infiltração de água em vários pontos do imóvel.
O prédio tem 13 apartamentos, sendo sete no térreo e seis no pavimento superior. No local, residem 29 estudantes secundaristas e universitários, oriundos dos municípios cearenses de Iguatu, Cedro, Lavras da Mangabeira, Quixelô, Acopiara, Milagres, Missão Velha, Jardim, Altaneira e Brejo Santo. De Pernambuco, alunos que vieram de Moreilandia, Exu e Cedro. Os jovens estudam na Universidade Regional do Cariri (URCA), Universidade Federal do Ceará (UFC), Instituto Federal do Ceará (IFECE), Leão Sampaio e Faculdade de Medicina de Juazeiro (FMJ). Eles estão apavorados com o estado de conservação do imóvel e esta semana, os alunos levarão a denúncia ao Ministério Público para tentar solucionar o problema.

A estudante do 7º semestre do curso de letras, Jaqueline Cruz, veio do distrito de Jamacaru, em Missão Velha, procurar abrigo na Casa do Estudante. Há três anos mora no local e participa da luta para conseguir melhorias para o prédio. “As pessoas que se abrigam aqui, não podem pagar o aluguel de apartamentos. Então, queremos melhores condições para beneficiar também outros estudantes, que assim com nós, não têm condições de pagar aluguel e morar em outro lugar”, ressalta a estudante.

Jaqueline fala ainda sobre a falta de segurança na casa: “já fomos assaltados umas três vezes. Certa vez, fomos passar as férias nas nossas cidades e quando voltamos tinham arrombado o quarto de um colega, levado a televisão e os pertences dele. A rua é esquisita e não temos nenhuma segurança, ficamos com medo se ouvirmos qualquer barulho”, concluiu a estudante.
O prefeito Samuel Araripe disse que a situação da Casa do Estudante do Crato é preocupante, mas qualquer recurso público destinado ao prédio poderá caracterizar improbidade administrativa por falta de legalidade nos repasses. Samuel solicitou que os engenheiros da secretaria municipal de Infraestrutura (SEINFRA) fossem ao local para uma avaliação. O engenheiro Jorge Ishimaru disse que a secretaria está desenvolvendo um projeto de restauração do prédio. Para o engenheiro, “as obras devem começar urgentemente devido as condições físicas do imóvel”.

Localizado na Rua Carolino Sucupira, no bairro Pimenta, o prédio foi construído em 1956, pela União dos Estudantes do Crato (UEC). O objetivo é abrigar estudantes do ensino médio e superior, reconhecidamente carente de recursos financeiros. A sede própria da União dos Estudantes do Crato (UEC) fica em anexo, mas sempre fechada.

Mototaxistas reclamam perseguição do Demutran do Crato

Do Jornal do Cariri

O trabalho dos agentes de trânsito de Crato vem sendo alvo de críticas constantes da população na cidade, a principal se refere à conduta dos próprios agentes no tráfego e a má fiscalização do trânsito.

De acordo com as reclamações populares, os agentes têm adotado uma fiscalização diferenciada para cada categoria de condutor. O protesto partiu dos motociclistas, que acreditam estar havendo perseguição por parte dos agentes com os condutores da categoria A, pois segundo os motociclistas as autuações para os condutores de carro é praticamente inexistente, enquanto a rigorosidade das fiscalizações sobre as motos é feita de forma intensa e abusiva.

“Os carros dos empresários do Crato podem ficar estacionados em local proibido, sem serem multados, enquanto nós, que precisamos do veículo para trabalhar, somos abordados a todo instante”, confessa o moto-taxista que não quis se identificar.

“Eles não param os automóveis, não param caminhões que transitam com passageiros no teto. O trabalho deles é feito somente sobre os motoqueiros” afirma o moto-taxista Cícero Ferreira.

A equipe de reportagem do JC foi às ruas da cidade e conferiu de perto as falhas da fiscalização. Foram encontrados no centro urbano, na área de atuação dos agentes, carros estacionados em locais proibidos e casos ainda mais surpreendentes, como a falta de respeito dos próprios agentes com as leis de trânsito: a moto de um agente estava parada sobre a faixa de pedestre, violação considerada grave no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e que acarreta 5 pontos na carteira de habilitação nacional e remoção do veículo. De acordo com o presidente do Demutran do Crato, Joatan Sousa, a medida de centralizar o trabalho de fiscalização com as motos é uma questão de segurança para a população. Quanto a remoção dos veículos, o presidente diz que a medida administrativa é de responsabilidade de outros órgãos de trânsito. Sobre as infrações cometidas pelos agentes no trânsito, Joatan diz estar aberto para receber as denúncias por escrito e que pretende apurá-las, a fim de tomar as providências necessárias.

Cariri se destaca como centro universitário

Universidade Regional do Cariri (Urca) é uma das universidades que oferecem ensino de qualidade para os jovens da região, ao lado da UVA e da UFC

Reportagem de Antonio Vicelmo (Diário do Nordeste)

A cada ano, Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha estão recebendo universitários de várias cidades do Nordeste

Crato. Com mais de 500 mil habitantes, as cidades do Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, integrantes da Região Metropolitana do Cariri, passam por uma fase de desenvolvimento que implica na mudança do comportamento empresarial e no envolvimento das escolas de Ensino Superior, com reflexos nos usos e costumes e, sobretudo, na democratização e expansão do conhecimento em todos os níveis. Com três universidades (Urca, UVA e UFC) e seis faculdades, que oferecem cerca de 50 cursos, entre os quais dois de Medicina, em Juazeiro do Norte e Barbalha, o Cariri é hoje o maior centro universitário do Interior. A Urca, com sede no Crato, oferece 16 cursos e possui 11 mil alunos matriculados. O principal polo irradiador do conhecimento é a Universidade Regional do Cariri (Urca) que, segundo o reitor, Plácido Cidades Nuvens, foi concebida como polo de interiorização do Ensino Superior dentro da concepção tridimensional da instituição universitária: ensino, pesquisa e extensão. "Já assentada na sua regionalidade, a Urca teve a intuição fundamental de inserir-se na região como agente ativo do desenvolvimento do Cariri, contribuindo, significativamente, para a transformação da realidade caririense, por meio das atividades de ensino, pesquisa de ensino e extensão em sintonia com as aspirações da população", afirma ele. Plácido destaca que a consolidação da Universidade Regional no Cariri, no sopé da Chapada do Araripe, em pleno Nordeste Central, se apoia em três premissas: nova percepção do conceito de regional, que favorece macro decisões e aponta para uma dinâmica de desenvolvimento socioeconômico e cultural, até então inexplorado.

"O processo de mudança foi intensificado com o advento da sociedade pós-industrial, calcada nos frutos da ciência e da tecnologia, onde se esboça uma forte tendência à abordagem dos aspectos qualitativos das atividades econômicas e convicção de que o Estado paternalista, que em nosso País antecedeu a formação da cidadania, tem os seus dias contados, cabendo à sociedade, em forma crescente, assumir, democraticamente, as grandes decisões que lhe dizem respeito", afirma ele. Com esta nova formação universitária, o Cariri, segundo o reitor, se prepara para receber os empreendimentos que estão sendo implantados na região. Ele cita como exemplo a Televisão Verdes Mares Cariri que está funcionando com o aproveitamento em quase sua totalidade da mão-de-obra regional. Nesta mesma linha, surgem outras empresas de grande porte que estão mudando o perfil econômico e social da região.

O reitor da Urca avalia que, ao lidar com o conhecimento, a pesquisa e a formação de recursos humanos, em todos os níveis, os cursos superiores situam-se, com grande efeito multiplicador, no epicentro do processo de fortalecimento das economias regionais, que coexistem, interativamente, no polo oposto à formação de grandes blocos econômicos em escala mundial. Daí porque, acrescenta, a Universidade, que emerge desta visão, é uma entidade comprometida com a qualidade de suas ações, onde o universal e o regional são partes de um todo inseparável. "Ao longo de 20 anos, a Urca, com base no seu plano estratégico, criou raízes regionais, adensando a tessitura curricular na sua vocação regional, e expandindo-se espacialmente". Hoje, a Urca tem núcleo no eixo central, Crajubar, mas também em Iguatu, Campos Sales, Missão Velha, entre outras cidades.


Outro equipamento importante, segundo o reitor, é o Museu de Paleontologia de Santana do Cariri, que atua no âmbito da pesquisa em colaboração com cientistas pesquisadores de outros centros como Paulo Brito, da Universidade Estadual do Rio; especialistas em pálio ictiologia, Mary Elizabeth; pálio botânica, Rafael Martins Neto; pálio etimólogo e outros mais, que produzem ciências, valorizando, a riqueza fóssil da região. Na verticalização dos estudos, a Urca estruturou mestrado em Bioprospecção Molecular, no qual o conhecimento científico é aplicado à abordagem das essências nativas regionais. Ao fazer esta observação, ele afirma que está sendo projetado mestrado em Educação, com o objetivo de intensificar análises e pesquisas, que possam redundar numa nova articulação da estrutura curricular e na mais intensa força das funções educacionais do Cariri, como o avanço no compromisso regionalista, a estruturação do Geopark Araripe. Ele diz que se procura enlaçar as atividades de ensino e pesquisa como vetores do desenvolvimento sustentável, a partir de Geosítios.

ESTUDANTES

11 mil alunos estão matriculados, atualmente, na Universidade Regional do Cariri (Urca), em 16 cursos. Além desta unidade de ensino, existe a UVA e a UFC

Universidade Regional do Cariri
Cel. Antônio Luiz, 1161
Bairro Pimenta Crato
(88) 3102.1202
Cregional@diariodonordeste.com.br


ANTÔNIO VICELMO
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Secretária de Cultura Danielle Esmeraldo agradece a todos pelo II Festival Cariri da Canção


Ilmos.Srs. e Sras.

A Prefeitura Minicipal do Crato,Prefeito Samuel Araripe e a Secretaria da Cultura Esporte e Juventude , Secretária Danielle Esmeraldo, agradecem a todos que direta ou indiretamente apoiaram, incentivaram e acreditaram no Festival Cariri da Canção. Um evento anseiado por muitos e realizado com muito cuidado e zêlo por parte da administração. Todo o sucesso do Festival se justifica pela união de esforços e forças numa só direção: Fortalecer, divulgar e valorizar a música de qualidade e os músicos participantes, podendo serem reverenciados e aplaudidos pelo nosso tão fiel e espetacular público.

Da criança ao idoso, do mestre ao aprendiz, do produtor ao barraqueiro,todos numa grande expectativa, de vivenciar o que tem a música de melhor para nos proporcionar: A vibração da alma ao toque de uma belo acorde.

Sem a participação especial de cada um dos senhores, Secretários, equipe de produção (Secretaria da Cultura- vixe não dá pra mencionar, mas foram todos maravilhooososs / NUPROC- Honorato e Dora), apresentadores,imprensa (Vicelmo, Blog do Crato- Dihelson Mendonça, Culturanocariri, Sistema Vedes Mares de Comunicação, TV Verde Vale), Grendene, COELCE, Newland, Hidrotintas, Sr. Péricles sararipe, Sra. Jocelma Amorim, JODIBE,os grandes Parceiros SESC E CCBNB, prestadores de serviços( OK Produções, Hotel Vila Real, Pousada São Miguel,Central da Picanha, Artista da nossa Terra(Night Life, Rinaldo, Val Andrade, Nacacunda, Pombos Urbanos, Júnior Rivadávio, Cleivan Paiva, Dr. Raíz, Eduardo e Júnior, Janinha, Sukhyta, Stéfane Pontes,Sílvio e Marcos, Plataforma Vip, Over Drive); Os nossas atrações convidadas ( Davi Duarte, Chico César e Clã Brasil); Nossos gentis jurados (Carlos Rafael,Maestro Felipe, Nivaldo Ni,Geraldo Maia,Mestre Galdino, José Soares Neto, Davi Duarte, João do Crato.) Nossos jovens e profissionais concorrentes, nossa competentíssima Banda Base ( Maestro Bonifácio, João neto, Ibertson, Lifanco, Rodrigo Batera), amigos e amantes da música, profissionais da cultura , à nossa sensível amiga e insentivadora da arte na nossa cidade a Primeira Dama Mônica Araripe, o nosso muito, muito obrigado. Todo nós fizemos uma grande festa com o teor artístico e cultural de grande nível,com porte de um evento que logo poderá se adequar e estar inserido no calendário anual da nossa região.

Estamos felizes por mais uma conquista, que teve como maior objetivo trazer a música para perto de nossos corações e enchendo-os de alegria e bons fluídos. Gostaríamos de sempre podermos contar com o apoio, mesmo que seja de um simples gesto de incentivo, para que possamos continuar a fazer o melhor por nossa cultura. Um abraço de gratidão no coração de todos vocês!

Danielle Esmeraldo
Fonte: Blog do Crato

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Aquela viagem!... Por Carlos e Magali

* Carlos * Magali

Quando morávamos no Crato, anualmente nas férias de fim de ano, fazíamos uma viagem para que nossos três filhos perdessem um pouco da inibição que toda criança criada no interior parece ter. Esta que agora relembramos e que nos é inesquecível foi a mais extensa delas e para nós, uma das mais cheias de casos engraçados. Planejamos de uma só vez conhecer Teresina, São Luis e de lá iríamos à Araguaina, que na época, 1983, pertencia ao estado de Goiás. Depois de alguns dias em Araguaina, onde passaríamos o natal com minha irmã Amélia Maria e seu marido Leomar Bezerra, nós seguiríamos até Goiânia e Brasília, de lá retornando ao Crato pela Bahia. Saímos do Crato pela madrugada, nós dois, os três meninos e Maria Zélia, minha irmã. Em Teresina, chegamos às nove horas da manhã, demos uma volta pelo centro da cidade e seguimos viagem. Lá pelas cinco horas da tarde chegamos a São Luis e nos alojamos no Hotel Quatro Rodas, recém-inaugurado, um hotel luxuosímo, além de muito caro.

Nessa época, nós tínhamos uma Belina, que era um carro muito bom para viajar com crianças, pois tinha um bagageiro grande, onde após elas cansarem de tanta traquinagem, dormiam por sobre as malas forradas com travesseiros. Durante a viagem, bastante cansativa, quando chegávamos às churrascarias da estrada para almoçar, os meninos com idade de nove, sete e cinco anos, de tanto estarem confinados, descarregavam suas energias correndo pelos restaurantes e, ao sentarem eles pegavam os talheres e batiam nos pratos, como se eles fossem uma bateria. Eu reclamava dizendo que era falta de educação, mas a euforia deles era enorme.

Ao chegarmos ao hotel, a meninada se alegrou ao ver que os apartamentos tinham varandas com portas de vidro com vistas para a piscina e o mar. Um deles ficou tão animado que quis passar para a varanda, sem perceber que a porta de vidro estava fechada. Bateu o nariz na porta, para zombaria dos outros dois irmãos e nossa preocupação, pois seu nariz sangrou muito.

Na hora do jantar fomos todos ao Restaurante do Hotel Quatro Rodas. O ambiente era muito requintado, pouca luz, as mesas todas arrumadas de maneira impecável, com toalhas brancas de linho, bem diferente dos restaurantes da beira da estrada. Embora cheios de turistas americanos, franceses e brasileiros, reinava um silêncio sagrado e não houve tempo de prevenir os meninos para que se comportassem bem. Escolhemos uma mesa e sentamos. Os guardanapos estavam arrumados de forma decorativa, em pé, duros, pareciam um jarro. Os meninos respeitando esse ambiente luxuoso ficaram caladinhos, sem dar uma palavra. Carlos sentou e querendo demonstrar ser traquejado, abriu o guardanapo e o colocou no colo. Maria Zélia, distraída não viu. Depois ela olhou para mim e bem baixinho perguntou: "Magali, ô Magali, o que foi que Carlos fez com o boneco dele?” Eu comecei a rir baixinho, como mandava o ambiente. Ainda agora, eu dei boas gargalhadas enquanto escrevo relembrando essa passagem.

Após dois dias, saímos de São Luis para dormir em Santa Inês. Pelo “Guia Quatro Rodas” verificamos que a melhor hospedagem da cidade era num certo Hotel Socic, localizado após várias indagações e informações dos moradores da cidade. Ao chegarmos ao Socic, notamos ser muito diferente da hospedagem de São Luis. Era um hotelzinho de quarta ou quinta categoria. Além do mais faltava energia, os hóspedes conversavam em voz alta, sentados na calçada do hotel e nós não podemos dormir até a uma hora da madrugada, quando a energia voltou. Para completar o desconforto, havia muitas muriçocas e um dos meninos reclamava do mau cheiro do travesseiro, que segundo ele estava fedendo a cabeça.

Na manhã seguinte, após o café, comecei a arrumar a bagagem, enquanto a Belina funcionava para aquecer o motor. O filho mais velho ficou dentro do carro, enquanto eu fui chamar o restante do pessoal para continuar a viagem. Aconteceu que esse menino saiu e deixou o carro trancado, funcionando com a chave na ignição. Quis quebrar o vidro da janela para abrir a porta, quando um senhor que estava na garagem do hotel disse-me: “tenha calma, eu tenho um Corcel e vamos ver se a minha chave dá no seu carro.” Testei e como que por milagre ela abriu a porta da nossa Belina, para meu alivio. Verifiquei também se a chave do outro carro daria partida no nosso, mas ela não deu. Depois testamos a chave da nossa Belina no Corcel e ela não só abriu a porta, como deu partida ao motor. Então eu pensei: “como é fácil roubar um carro!”

De Santa Inês até Araguaina, foi um dia de viagem. Ainda no estado do Maranhão eu e Maria Zélia desejávamos ir ao banheiro. Mas como todos eram muito sujos, Carlos resolveu parar o carro numa estradinha carroçável lateral, no meio de uma grande mata, para que a usássemos como banheiro. Quando escolhemos um matinho bem apropriado, ouvimos Carlos gritar histericamente: "Entrem no carro depressa, ai vem um monte de índios!" O sufoco foi grande e quando chegamos ao carro, avistamos os índios correndo em nossa direção e gritando. Era quase toda a tribo e não sabíamos o que eles queriam. Só sei que entramos tão rápido no carro, que eu machuquei uma das pernas no batente da porta. Carlos deu uma arrancada e fez uma curva fechada, com muita rapidez e nos distanciamos desses índios, que correram gritando atrás da gente até o asfalto. Depois quando passou o susto rimos muito. Carlos achou que os índios iriam nos assaltar e penso que iam mesmo, pois eram muitos.

Depois de alguns dias em Araguaina seguimos para Goiânia e Brasília. Nesta última nos hospedamos no Hotel Planalto cujas paredes eram todas de vidro, permitindo uma bela visão de Brasília de ambos os lados do hotel. Fomos alojados em um apartamento conjugado: um quarto de casal e outro anexo com duas camas de solteiro, uma delas colada na parede de vidro e, numa espécie de rol de entrada, uma bi-cama. Magali determinou o lugar da dormida de cada um dos meninos, e não colocou nenhum deles na cama da parede de vidro, com receio de que danados como eles eram, quebrassem o vidro da parede. Calou-se de repente, notando que a cama da parede de vidro ficara para Maria Zélia. Esta imediatamente perguntou: “E eu Magali, vou ficar nessa cama para cair lá embaixo?”
A viagem de regresso até o Crato é outra história!

Por Carlos Eduardo Esmeraldo e Magali de Figueiredo Esmeraldo

As “coincidências” dos Monsenhores – por Armando Lopes Rafael

Há quatro anos e meio o Cariri perdia dois grandes sacerdotes católicos. Monsenhor Antonio Feitosa (foto ao lado) faleceu em 29 de março de 2005. Doze dias depois – em 12 de abril – foi a vez de Monsenhor Francisco Holanda Montenegro entregar sua bondosa alma ao criador.

Por um desses desígnios da vida, os Monsenhores Feitosa e Montenegro sempre se encontraram próximos um do outro, devido a várias coincidências de ordem pessoal. A propósito, Mons. Antônio Feitosa, escrevendo na orelha do livro “Os quatro luzeiros da diocese”, de autoria do Mons. Montenegro, disse o seguinte:

“Separados, quanto à idade, por três dias apenas, prosseguimos, Monsenhor Montenegro e eu, pelos caminhos da vida, ora lado a lado, ora indo ele à frente. A nossa idade de cristão (dia do batizado) é exatamente a mesma data. Fomos matriculados, no mesmo dia, no Seminário Diocesano do Crato”.

Há mais: eles foram ordenados sacerdotes no mesmo dia, 13 de outubro de 1935, e a morte de ambos ocorreu com uma diferença de apenas 12 dias, como lembrei acima, quando eles iriam completar 70 anos de ordenação sacerdotal.

Tantas coincidências, relacionadas às efemérides pessoais dos ilustres monsenhores, não conseguiram, entretanto, fazê-los parecidos, no que diz respeito ao temperamento ou individualidade. Nisso eles eram bastante diferentes.

Monsenhores Montenegro e Feitosa, que Deus os tenha no Reino dos Justos!

Texto de Armando Lopes Rafael

O abandono das praças - por Pedro Esmeraldo

Em uma tarde, de temperatura elevada, uma senhora reclamava e pedia para falar minuciosamente a respeito do desgaste físico da Praça Francisco Sá, aqui em Crato. Respondi que não sabia narrar pormenores desse abandono, mas creio que é devido à falta de interesse dos prefeitos que não valorizaram as obras d'artes, pois consideraram-nas sem valor, deixando-as cair no esquecimento.

Atualmente, uma jovem estudante da URCA, falou que não tinha tomado conhecimento da fonte luminosa e só agora ficou sabendo que o Crato perdeu essa obra prima, causado pelas péssimas administrações que o Crato sofreu.

No ano de 1953, acompanhando um turista de Fortaleza que acabava de chegar de trem para assistir os festejos comemorativos do Centenário de Elevação do Crato à Cidade, entusiasmado disse: "Que praça bonita! Em Fortaleza não há uma praça desse quilate. Todos deveriam conservar como um cartão postal e nunca deixar abandonada para conseguir turistas que venham apreciar a beleza da praça".

Hoje em dia, para a tristeza dos cratenses, todos indignados reclamam a falta de conservação desse logradouro público, pois há anos, devido à sucessão de vários prefeitos fracos, já que não tinham nenhum interesse em trabalhar pelo Crato, a não ser promover-se a si mesmo e o povo que caia no esquecimento.

Lembro bem da majestosa fonte luminosa que era considerada o estopim turístico da região. Eles, os prefeitos de outrora, renegaram a praça deixando-a ao léu, visto que, até hoje nenhum prefeito teve coragem de recuperá-la, pois a praça continua no abandono. Isto é um desdouro para esta cidade.

Agora se pergunta: Que devemos fazer? Falava uma senhora muito indignada pelo desamparo da praça. Ninguém sabe o que é que esses homens desejam, pois alegam que não tem dinheiro para conservação dos logradouros públicos, já que há anos o Crato vem desestimulado pelas autoridades do estado.

Desde quando um cidadão incapacitado assumiu o comando da prefeitura para dirigir as rédeas do poder municipal, o Crato foi se definhando, sem avançar na esfera do desenvolvimento sócio-econômico do Cariri. Afirmava ainda que além do desgaste dessa praça, há também outras praças abandonadas, como: a Praça da Sé, a Praça Alexandre Arraes e as praças do Pimenta, que estão entregues ao esquecimento.

Infelizmente, pessoas corruptas destroem as praças, levando todos seus acervos e não há um pingo de vigilância para defender esses logradouros públicos.

Não se sabe o motivo desse abandono, mas com toda certeza, a culpa é do próprio eleitor, pois deixa de eleger um cidadão de bem para estimular com toda honra os incompetentes e os corruptos que dominam a cidade através de gestos indecentes, cometidos por essas pessoas que se dizem amigo do povo, mas só são amigos deles mesmos.

Texto de Pedro Esmeraldo

UFC ABRE INSCRIÇÕES PARA RESIDÊNCIA MÉDICA

A Universidade Federal do Ceará (UFC), através da Comissão de Residência Médica (COREME)/UFC realiza por intermédio da Coordenadoria de Concurso da UFC (CCV), Processo de Seleção Pública para preenchimento de vagas para Residência Médica. A Faculdade de Medicina de Barbalha oferece vagas para as especialidades de Cirurgia Geral (três vagas), Clínica Médica (seis vagas), Obstetrícia e Ginecologia ( três vagas) e Pediatria (três vagas). As inscrições serão realizadas exclusivamente pela internet e estarão abertas até às 19 horas do dia 8 de novembro no site: http.//www.resmed.ufc.br.

Maiores informações: na Residência Médica Cariri pelo Telefone (88) 3312-5035.

Juazeiro ficará limpa durante Romaira dos Finados



A secretária do Meio Ambiente de Juazeiro do Norte, Onélia Leite, participou de uma reunião com os subprefeitos e representantes da Marquise, empresa responsável pela limpeza pública de Juazeiro do Norte, com o objetivo de discutir plano de trabalho a ser desenvolvido na Romaria de Finados.

Na ocasião a gerência da Marquise apresentou o plano operacional para os dias dos festejos. Onélia cobrou da empresa atenção especial para os pontos de maior movimentação.

Durante o período de Romaria as ações da SEMASP serão intensificadas, com o objetivo de manter os locais de visitação em condições dignas de um bom acolhimento aos milhares de peregrinos, afilhados do Padrinho.

Na Praça Padre Cícero será montado o QG da SEMASP, onde será realizado um trabalho educativo em parceria com a Fundação Escola Monsenhor Murilo de Sá Barreto. Equipes de agentes ambientais distribuirão mudas de citronela e material informativo e com apoio da Faculdade Leão Sampaio disponibilizará ao romeiro, aferição de pressão arterial.

A SEMASP mantém um trabalho permanente com equipes dividas nos bairros realizando serviço de varrição, capinação, poda e retirada de entulhos. Outra ação em destaque é o mutirão das praças, um esforço em conjunto com as subprefeituras para dar um novo aspecto às áreas de lazer do município.

Lembre-se, "cidade limpa é aquela que agente menos suja". Colabore com a limpeza pública enviando críticas e sugestões

Alô SEMASP: (88) 3511.3512

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

BlogTeste

Leia com bastante atenção estes interessantes e divertidos testes. Para respondê-los, você não precisará de papel, caneta, lápis etc. São testes que medem o seu potencial de inteligência.

1º TESTE:
Foi descoberto que o nosso cérebro tem um Bug. Aqui vai um pequeno
exercício de cálculo mental !!!! Este cálculo deve fazer-se mentalmente
(e rapidamente), sem utilizar calculadora nem papel e caneta!!! Seja
honesto. Faça os cálculos mentalmente.

Tens 1000, acrescenta-lhe 40. Acrescenta mais 1000. Acrescenta mais 30 e
novamente 1000. Acrescenta 20.. Acrescenta 1000 e ainda 10. Qual é total?


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2º TESTE:
Conte, quantas letras 'F' tem no texto abaixo sem usar o mouse:

FINISHED FILES ARE THE RE-
SULT OF YEARS OF SCIENTIF-
IC STUDY COMBINED WITH
THE EXPERIENCE OF YEARS


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3º TESTE:
Rapidamente, pense em uma ferramenta e uma cor!

Obs.: As respostas estão na página dos comentários.

Passa-tempo

O nosso cérebro é doido !!!

De aorcdo com uma peqsiusa
de uma uinrvesriddae ignlsea,
não ipomtra em qaul odrem as
Lteras de uma plravaa etãso,
a úncia csioa iprotmatne é que
a piremria e útmlia Lteras etejasm
no lgaur crteo. O rseto pdoe ser
uma bçguana ttaol, que vcoê
anida pdoe ler sem pobrlmea.
Itso é poqrue nós não lmeos
cdaa ltera isladoa, mas a plravaa
cmoo um tdoo.



Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito:

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4
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Exemplares de 4 livros raros à venda em Crato

Encontra-se à venda na Livraria Apoio (Rua Dr. Miguel Limaverde, 482, em Crato) quatro livros da Biblioteca Básica Cearense, reeditados pela Fundação Waldemar de Alcântara.
São eles:
–“O Cariri: seu descobrimento, povoamento, costumes”, de Irineu Pinheiro, que enfoca o descobrimento e o povoamento da região;
“Algumas origens do Ceará”, de Antônio Bezerra, que trata de um trabalho documental sobre as origens do Ceará;
“Scenas e typos”, de Rodolpho Theophilo;
“Miscellanea histórica ou coleção de diversos escritos”, de João Brígido.
A Livraria Apoio dispõe de dez exemplares de cada dos livros acima alinhados, razão porque os interessados devem adquiri-los com a máxima brevidade.

Fonte: Armando Lopes Rafael (via Cariricult)

Livro de Sidney Rocha, escritor juazeirense, será lançado no Cariri


Resenha do livro pelo poeta Lupeu Lacerda

Matriuska de Sidney Rocha
Ou ainda: lupeu não sabe escrever resenhas


Vamos ao que interessa: você bem que gosta de uma boneca, eu sei, é verdade. Na boa porra! Sem mentiras! Você bem que viaja na maionese quando vê uma inflável simpática. Pois muito bem, é de bonecas que estou falando sim. Das bonecas escrotinhas de Sidney Rocha, também chamadas de “matriuskas”. Sabe o que é uma matriuska? Sabe não? São aquelas bonecas russas que enfeitavam as estantes das menininhas comunistas que comiam criancinhas. As de Sydney Rocha também comem. De tudo um pouco. Marisa, a primeira, faz um boquete por dez conto. Mas você tem que entender que o sol é foda, e que cega e seca: quem vê e quem lê. Sidney tem o encantamento do estranhamento. De uma leitura que incomoda, porque real, porque parece que eu vi, porque parece que foi comigo, porque parece que a Marisa do conto ta vindo ali, de lá, de sei lá onde, com medo do sol. Que porra de literatura é essa, de Sidney Rocha, que me faz querer interferir no que leio? Fico assim: indignadoencantado. Mas no fundo eu sei, ele faz isso de propósito. A segunda boneca tem um nome que pode ser separado. Cam. Mila. Duas. Dois espíritos. Corpo nenhum. Coisa bonita de dentes brancos sem gozar. Soprando. Como um poema. Que é o que se flagra nessa porra que ele chama de conto. Conto um caralho. Deve ser um prosoema. Um contoema. Um milaema. Um dilema que Sidney coloca assim, na mesa, pra você, desavisado, pegar ligeiro e comer quente. Doeu? Leia de novo, espere esfriar. A matriuska que dá nome ao livro não tem nome. Por isso a nomeio: “semnome”, mas ela tem uma bolsa. Dessas bolsas, que mesmo pequenas, carregam a vida de uma mulher. E delimita o seu personagem. Todo escritor é escroto. Sidney não foge a regra, antes a corrobora. Ele é o lexotan que a matriuska jura que não toma. Depois ele vem assim, com outra boneca de fala arrevezada e nordestina. E severinamente diz que pariu a morte. É forte. E deus não tem nada a ver com isso. Pode até apostar. Mastruz sim. Com veneno. E sem água. Pra dar sede. E nada vem de graça, e logo surge um camburão pegando a zinha, matriuska também, que descobre os poderes de trepar apanhando. Dói. Dá nojo. Dá raiva dos filhos da puta. Mas é como te disse antes: o cara que escreve quer mesmo é isso – assuma ou não – que quem lê se incomode quando lê. Que levante a bunda da cadeira e saia pra fumar um cigarro. E ficar na dúvida se leu ou se viu na televisão. Se leu ou foi que contaram de manhã, no balcão de um barzinho suburbano. Foi? Estupraram? Comeram? Foi bom? Puta que pariu! E do Nestor, você soube? Como assim, qual Nestor? Nestor porra! O comedor. Que um dia, teve que escutar o que queria e o que não queria. Mas, de certa forma, se vingou da matriuska: ela nunca vai saber até que parte ele ouviu. Daí, pause, que ela entrou na meno pause. E eu, que não sabia picas de como era entrar em pause, agora sei. Que Sidney disse. É soprar pra dentro. É virar fumaça. Sem virar. Dá pra recitar. Em oito vozes dissonantes. Poema pop pause em dó nenhum. E Manassés tem mais é que escutar uma mentira ou duas. Quem é Manasses? Leia. Senão, fodeu. Que mais eu não conto. Depois da pause, passe no supermercado e compre um absorvente para a próxima leitura. Nada disso de comprar qualquer absorvente meu camarada, ou minha camarada. Compre um carefree para sua matriuska que gosta de números e referências. De quem ele ta falando finalmente? Da minha irmã? Da irmã dele? Da puta esquisitinha que mora no oitavo andar? Sidney é foda. É um dissecador. Um desses caras que nasceram com facas de açougueiro em lugar de dedos. Mas isso é bom porra. Traz sangue pra escrita. Sangue de mênstruo. Por isso de vida. Por isso de ler. Por isso de pegar o livro como se coisa fosse. Coisa que se mexe na mão. Como um desses pivetes recém nascidos. Que a gente quer largar no chão. Pra passar a aflição sabe? Sabe é nada. Se soubesse, saberia de esther, de nome bíblico, de dores indizíveis, e que sabe deus com que trepadas esotéricas, conseguiu parir monstros com nome e sobrenome. Saberia também, caso soubesse, dos mistérios que é morrer de causa gafanhão. Falando nisso de morte, uma das matriuskas de Sidney tem acesso direito a deus. E pede dias de saldo pra resolver pequenas coisinhas. Miudezas que cada um, se soubesse direito o que tava fazendo iria logo resolvendo. Até porque as vezes, deus ta de mau humor é pode romper o trato. Pode em vez de dar mais um dia, ou dois, ou dez, te tirar uns quinze. Por ócio talvez, por tédio quem sabe. Então, se é o caso, comece agora a ler o livro. A pagar a conta. A devolver a parada que você pediu emprestado. Quem sabe deus não ta contigo na mira? De bonecas barbie é difícil falar. Dá uma coisa na garganta. Um nó. É meio sade. Com delicadeza. É meio nelson rodrigues, pela cara de notícias populares. É todo Sidney. Assombrando os pensamentos de pais zelosos. De filhas gostosinhas. De bonequinhas cheias de pecado. De pais que queimarão para todo o sempre no inferno de sonhos que não precisam acordar. Odeio Sidney. Odeio principalmente porque não conheço jane. Porque não a vi dançando no poste do motel. Porque não pude me apresentar a ela: prazer querida, meu nome é tarzan. Agora, de uma coisa qualquer um que leia o livro de Sidney não vai poder escapar: da página 63. da página 63. 63. 63. ele saiu? Ele? Saiu? E no tempo da onça? Guadalupe fazia poeira e filhos que não ensinavam ela a ler a desgraça das placas. Gosto de guadalupe. Bateria em guadalupe. Comeria guadalupe. Mas, se sobrasse tempo, ensinaria ela a ler. Guadalupe, lendo, leria wwwoman. Fumaria um baseado feito de aspargos coloridos para entender a ficção. Pra poder entender a tristeza de diana. Fiquei pensando: seria palmer o sobrenome de diana? Seria a deusa? Uma vagaba drogada. Diana. Simplesmente. Até porque a história dela não é simples. Há que se prestar atenção aos pontos. As vírgulas. A geografia. A diana. Linda. Linda e filha da puta. Tão filha da puta quanto a matriuska cristiane. Que queria o mar de cada viagem. Que queria o mar de cada viajante. Que engolia cada viagem de cada viajante procurando o sal dos que viajam. Dos que vão. Dos que lêem pelos olhos de Sidney. Daí, pelos olhos de Sidney, vi uma poltrona feminina. Sangrando. Puta da vida. Daí, que pelos olhos de Sidney, me assustei olhando os móveis de minha casa. Os femininos. Cadeiras. Geladeira. Canetas. Será que? Será? Mas não. Os anjos não permitiriam. No fim do livro, começo de tudo, Sidney conta os passos pra matar alguém. E enche de letras uma página que é rua. E enche de letras um semáforo. E enche de vida uma são paulo que pode ser crato. Jerusalém. Juazeiro da bahia. Lá vem a mulher, com uma faca viva na bolsa. Valha-me deus. Escuto a buzina do carro. O beijo. Em preto e branco. De uma foto da guerra. O sangue do vampiro. Em preto e branco. Sydney rocha. Em preto e branco. Preto no branco. Dançando uma ciranda profana com suas matriuskas nuas. Cada uma contando sua história ao mesmo tempo. Como se possível fosse. Possível. É possível. Leia se for capaz.

Serviço:
Matriuska - Contos.
Autor: Sidney Rocha
Iluminuras

Fonte: Séquiço Sacro

O cantar do coração - Por Emerson Monteiro



A literatura dos interiores distantes traz em si um charme especial de quem sofre sozinho em meio às coisas que acontecem longe, no dia-a-dia do código interno da vida sob sete chaves, na alma calada, indagadora, febril, viajante nas encostas dos relevos imaginários, em sobrevoos de largas praias, no seio do coração, paixão crua de viver isolado e amar ainda assim sozinho.
E nisso o poeta vira doutor de ciência inatingível pelos dedos da fria realidade. Peregrino de estradas desertas, examina cada urze e cada pedra às margens. Mergulha nos prados da alma, abre portas de castelos infinitos, abraça o próprio peito e consigo as multidões, mártir da mesma ausência que confronta barreiras e o tempo, suas brisas abissais de madrugadas insondáveis.
Criar do nada, sentir o pulsar das veias e decodificar palavras guardadas em gavetas bolorentas, atirar às futuras gerações punhados de sementes douradas. O poeta e o território dos homens, missionário das grandes navegações do furor dos indivíduos tempestuosos, espécie de cobaia no seu estado mais puro de ausências.
Raimundo Elesbão de Oliveira nos conta tudo isso em versos dotados de afirmações interrogativas de momentos agitados do ser. Suas aventuras espirituais as deixou gravadas em forma de notícia-tradução aos pósteros que só hoje revelam passos que deu na memória de uma época que se foi, a outras gerações, em formato de livro.
Artistas sonham. Amam. Artistas nutrem ideias, utopias, realidades tangíveis. Não lhes cabe produzir bombas, metralhadoras, aviões de combate, tanques, fome, divisões.
Hoje, ao seu tempo, a literatura propicia trabalhar a ciência nos seus níveis tantos, rumo ao potencial da infinita criação, transformando-os em seres válidos, amigos, irmãos entre humanos, a fim de construir sociedade nova, sem ganância ou competição exacerbada, livre dos atuais derramamentos inúteis de sangue. Tudo perpassa o senso do estético e disponibiliza constante mudanças de inspiração. E sentar e transferir ao papel valores dignos, naturais, democráticos, das possibilidades em partilhar o amor com as outras criaturas, dando exemplo de clareza no que pese a luta insana cotidiana. A arte qual mágica de sonhos realizáveis pela força vital, a pleno dispor da fértil natureza, meios efetivos, abertos ao público em profusão de cores, distribuições, suportes.
Seus filhos e netos sentem a responsabilidade disso para com alguém inspirado, que foi o avô e pai consciente , a registrar contrito os refolhos grandiosos da paisagem íntima em palavras, gestos de interpretação, testemunhos inalienáveis do que presenciou no dedilhar das eras contínuas. Transferem com isso o compromisso de personalidade eminente para o seu meio, a cidade de Araripe, no Cariri cearense, com atitudes clássicas e visão avançada, chance única dos que viveram naquele contexto e não mais existem a não ser nas descrições esmeradas de Raimundo Elesbão, a deter a escritura de seu posto de observação, a corrosão da imperenidade dos séculos impacientes.
Falassem as pedras e restariam semelhante angústia de autores e suas palavras prenhes de poemas e extrema verdade.
Eis por tudo isso o que este livro (“A vida e o verso”, lançado no dia 24 de outubro de 2009, em Araripe CE) quer guardar, o melhor perfume notado de um senhor a um só tempo mestre, tabelião, conselheiro, filho, esposo, pai, avô, amigo, autor, em comunidade interiorana do sertão do Nordeste, escondida nos socavões da Serra do Araripe, cheia de tipos inesquecíveis, dignidade provinciana e inspiração à flor da pele, nos tantos mistérios de realidade multiforme. Estes versos lhes falarão disso com carinho e continuidade, esperança de que outros reavaliem o penhor do sonho de tempos ricos em paz e solidariedade brejeira.

II Conferência Municipal de Cultura em Juazeiro do Norte

27 de outubro de 2009

TEMA: “Cultura,Diversidade,Cidadania e Desenvolvimento.
LOCAL: Teatro Municipal Marquise Branca, Av. Pe Cícero S/N Salesiano ao lado da Linha Férrea


HORÁRIO: 08:00h às 18:00h

PROGRAMAÇÃO

07:30H – Credenciamento e Inscrição – Coffe Break
08:00h – Solenidade de Abertura ( Formação da Mesa)
09:00h - Palestra
TEMA CENTRAL: Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento
Palestrante: Roberto Zoubel ( Ministério da Cultura)
10:00h – Debate

EIXOS E SUB-EIXOS

1 – PRODUÇÃO SIMBÓLICA E DIVERSIDADE CULTURA
Palestrante : Titus Benedickt Riedl (URCA)

Foco: produção de arte e de bens simbólicos, promoção de diálogos interculturais e formação no campo de cultura.
· Produção de Arte e Bens Simbólicos
· Convenção da Diversidade e Diálogos Interculturais
· Cultura, Educação e Criatividade
· Cultura, comunicação e Democracia

2 – CULTURA, CIDADE E CIDADANIA
Palestrante: Cristina Diogo
(ONG Juriti)

Foco: Cidade como espaço de produção, intervenção e trocas culturais, garantia de direitos e acesso e bem culturais.
· Cidade como Fenômeno Cultural
· Memória e Transformação Social
· Acesso, Acessibilidade e Direitos Culturais

3 – CULTURA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Palestrante: Prof. Hugo Rodrigues
Foco: a importância estratégica da cultura no processamento de desenvolvimento
· Centralidade e Transversalidade da Cultura
· Cultura, Território e Desenvolvimento Local
· Patrimônio Cultural, Meio Ambiente e Turismo

4 – CULTURA E ECONOMIA CRIATIVA
Palestrante: Prof. da UFC

Foco: economia criativa como estratégia de desenvolvimento
· Financiamento da Cultura
· Sustentabilidade das Cadeias Produtivas da Cultura
· Geração de Trabalho de Renda

5 – GESTÃO E INSTITUCIONALIDADE DA CULTURA
Palestrante: Lenin Falcão (Gerente do CCBNB Cariri)

Foco: fortalecimento da ação do Estado e da participação social no campo da cultura
· Sistemas Nacional, Estaduais e Municipais de Cultura
· Plano Nacional, Estaduais, Municipais, Regionais e Setoriais de Cultura
· Sistema de Informações e Indicadores Culturais
13:00h – Almoço
14:00h– Trabalho de Grupos – Eixos Temáticos 1,2,3,4,5
15:00h – Plenária: Apresentação dos trabalhos de grupos (GTs)
15:30h – Intervalo
15:45h – Aprovação de Relatório de Grupos
16:45h – Eleição dos Delegados e Suplentes
17:45h - Encerramento
Fonte: Blog de Juazeiro

Lúcio Alcântara é o mais novo sócio do Instituto Cultural do Cariri

Foto: Dihelson Mendonça (Blog do Crato)

Lúcio Alcântara, ex-governador do Ceará, foi empossado, neste sábado, 24, na Cadeira nº. 29, Secção de Ciências, do Instituto Cultural do Cariri–ICC, que tem como Patrono José Waldemar Alcântara e Silva.

A solenidade constituiu-se ainda em um momento de homenagem e de reconhecimento pelos serviços prestados por Lúcio Alcântara ao Crato e ao Cariri, principalmente durante os seus mandatos de Senador da República e de Governador do Estado.

Na foto, Lúcio Alcântara recebe o diploma de sócio das mãos do presidente do ICC, Manoel Patrício de Aquino, e de Raimundo de Oliveira Borges, presidente do Conselho Superior do Instituto.

Música Falsa Memória vence Festival Cariri da Canção

Intéprete da Música vencedora do Festival
(Foto: Dihelson Mendonça - Blog do Crato)

A música Falsa Memória, de Márcio Holanda e Cláudio Mendes, de Fortaleza, foi a vencedora do Festival Cariri da Canção, encerrado na noite de sábado, 24, no Centro Cultural do Araripe, em Crato.

O Festival Cariri da Canção foi realizado no período de 21 a 24 do mês corrente, numa promoção da Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude do Crato, que tem à frente a dinâmica Danielle Esmeraldo. Trinta musicas foram selecionadas para as três noites de eliminatória. Na final, doze músicas classificadas "brigaram" pelos primeiros lugares. A música Falsa Memória foi a que mais contemplou os critérios exigidos pelo juri e recebeu a premiação máxima.

Grande público participou de todas as noites do evento, que além da mostra competitiva, trouxe apresentações de atrações regionais, como Dr. Raiz, Cleivan Paiva e Janinha, e do cantor Chico Cezar, grande nome da Música Popular Brasileira.

Pensamento para o Dia 26/10/2009


“Cada ato feito com a consciência do corpo é fadado a ser egoísta. O serviço altruísta nunca pode ser realizado enquanto estiver imerso na consciência do corpo. A consciência de Deus (Deva), em vez da consciência do corpo (Deha), originará o esplendor do Amor Divino (Prema) de dentro do coração. Com essa idéia como inspiração e guia, o homem pode conseguir muitas realizações boas. Devemos cultivar a atitude de que tudo é pela vontade de Deus, tudo é Seu jogo Divino (Leela).”
Sathya Sai Baba