
segunda-feira, 1 de março de 2010
(http://metafisicaemodernidade.blogspot.com/)
José Luongo da Silveira
Desde o início, o homem apresenta-se como um animal de sinais e símbolos, de signos significantes que realizam a mediação entre o mundo “visível e funcional e o invisível e modelar”, entre o vivenciado e o imaginário. Os grandes símbolos são criados ou descobertos pelo homem e permanecem no horizonte da humanidade como estruturas ontológicas subjacentes, incapazes de serem desveladas inteiramente. Essas estruturas ontológicas geram sentimentos de segurança e de auto-identidade, situando-se no plano do inconsciente.
“A segurança ontológica é uma forma, mas uma forma muito importante, de sentimentos de segurança [...] A expressão se refere à crença que a maioria dos seres humanos têm na continuidade de sua auto-identidade e na constância dos ambientes de ação social e material circundantes [...] a segurança ontológica tem a ver com o ‘ser’ ou, nos termos da fenomenologia, ‘ser-no-mundo. mas trata-se de um fenômeno emocional ao invés de cognitivo, e está enraizado no inconsciente”.(GIDDENS, A. As Conseqüências da Modernidade. São Paulo: UNESP, 1991, p. 95).
Entre esses grandes símbolos se situa o fenômeno religioso, algo que se encontra no imaginário comum de todos os povos, tempos e lugares. O fenômeno religioso interage com o sentido da vida e do mundo e se apresenta à consciência como uma construção da imagem do ser, algo inserido num contexto relacional que se articula para a formação de uma dimensão axiológica dentro das relações de tempo e espaço. A intercomplementaridade do mundo interior e exterior dá sentido à vida das pessoas e constituem-se num corpo de verdades que determina o seu agir e o seu topos no mundo. O sujeito epistemológico responsável pela formação das estruturas cognitivas realiza a função de re/construção da realidade e marca o nível de interação mental entre o mundo funcional e o mundo modelar. Na verdade, os símbolos religiosos são semióticos, exprimem o mistério, o desconhecido, trata-se de “um corpo distante de conhecimento [...] uma visão dinâmica da significação enquanto processo”.
O fenômeno religioso constitui a primeira e original leitura do mundo, fez parte de todas as culturas cuja relevância resulta do fato inconteste de sua recorrente atualidade. E quando o homem moderno se satura da fragilidade das sínteses científicas, que não respondem o sentido da vida, volta a abrigar-se na fé. A fé renasce e avança no mundo contemporâneo, apesar das suas ambigüidades.
“Já que religião é a auto-transcendência da vida no reino do espírito, é na religião que o homem começa a busca da vida sem-ambigüidade e é na religião que ele recebe a resposta. mas, a resposta não se identifica com a religião, já que a própria religião é ambígua. A realização da busca da vida sem-ambigüidade transcende qualquer forma ou símbolo religioso no qual ela se expressa. A auto-transcendência da vida nunca atinge incondicionalmente aquilo rumo ao qual transcende, embora a vida possa receber sua auto-manifestação na forma ambígua de religião”.(TILLICH, Paul. Teologia Sistemática. São Paulo: Paulinas, 1967, p. 467).
A linguagem inconsciente do mistério, algo que está mais além (o anda não) se constitui numa ordem simbólica, num campo aberto a outros campos de sentido. Por isso, nunca se esgotam as possibilidades de interpretação dos símbolos religiosos, eles são arquétipos com cunho transpessoal e estão na raiz da nossa experiência existencial. segundo Jung:
"It is impossible to give an exact definition of the archetype, and the best we can hope to do is to suggest its general implications by "talking around" it. for the achetype represents a profound riddle surpassing our rational comprehension: (...) there is some part of its meaning that always remains unknown and defies formulation. consequently a certain element of the "as if" must enter any interpretation”.(JUNG, G. Complex/Archetype Symbol in the Psychology of C. G. London: Routledge & Kegan Paul, 1959, p. 31).
O cristianismo e as grandes religiões não se contentam em recorrer somente à experiência religiosa, há o kérygma de uma fé encarnada na história. Existe um momento inicial, focal, de construção da fé numa comunidade específica e que se sedimenta ao longo da história desse povo, a exemplo do povo hebreu. Com base nessa constatação, o fenômeno religioso deixa de ter uma dimensão geral, indeterminada, e afasta-se do resultado de uma iluminação individual, para expressar algo que nasce numa comunidade, na qual a revelação se fez sentir – a experiência da fé. esse marco, prenhe de historicidade, traz a fé à esfera de cognição, contudo, o seu princípio arquitetônico transcende as dimensões espácio-temporais.
Agostinho de Hipona traduz essa dualidade entre a historicidade e a transcendência da fé revelada, dizendo: “através da luz da razão natural e da revelação divina que se manifestam as exigências e os apelos da sabedoria eterna”. Por conseguinte, a revelação pressupõe a existência da razão, há um “ponto de conexão”, porque só o ser racional pode ser iluminado pela fé. Contudo, a razão chega somente aos umbrais da revelação, não há como a estrutura cognitiva possa ultrapassar os marcos históricos e penetrar na natureza da fé revelada. A fé não pode ser atingida pela lógica racional, porque pressupõe uma iluminação espiritual para aclarar o mysterium fascinans da revelação. Esse é o ponto de discórdia entre a fé e a razão, ou seja, a compreensão de que a fé precede à razão.
A modernidade pensa que superou o dualismo entre o espírito e a matéria, o sagrado e o profano, negando o sagrado, como um enxerto artificial que se insere na realidade da vida. A modernidade esqueceu que o sagrado não é dist do cotidiano, não é um não-mundo ou um antimundo.
“O drama da nossa modernidade é que ela se desenvolveu lutando contra a metade dela mesma, fazendo a caça ao sujeito em nome da ciência, rejeitando toda a bagagem do cristianismo que vive ainda em descartes [...], (destruindo) a herança do dualismo cristão e as teorias do direito natural que haviam provocado o nascimento das declarações dos direitos do homem e do cidadão nos dois lados do atlântico”.(TOURAINE, Alain. Crítica da Modernidade. Petrópolis: Vozes, 1994, p. 219).
Quando santo agostinho, o maior pensador ocidental da alta idade média, diz que a fé precede a razão, está querendo dizer que há um ponto de conexão, aonde a razão não chega sozinha. Que o homem necessita da sensibilidade, da emoção e do mistério, tanto quanto da razão. É impossível alcançar uma definição exata dessa fé que ilumina a razão, o melhor que pode fazer é sugerir uma abordagem em torno do tema, porque seu sentido permanece intangível.
Quando aborda o lume espiritual, Santo Agostino refere-se a algo muito próximo da intuição originária de Husserl, dizendo que “a fé é a lâmpada da razão”, propiciando assim a discussão entre os dois elementos. a diferença entre a intuição e a fé torna-se sutil, ao levar-se em conta que ambas globalizam o real de modo direto e imediato. Contudo, a intuição pode ser empírica (experiência sensorial) e racional, enquanto que a fé escapa à lógica da compreensão discursiva e intuitiva. A intuição situa-se nas imediações da fé, pelas características aproximativas entre a apreensão total da experiência intuitiva e o compromisso último, imediato, direto e total da fé.
A fé pertence ao campo da teologia e, nesse contexto, é definida como dom gratuito e sobrenatural, testemonium spiritus sancti internum, embora não seja autoprojeção do eu e não possa ser alcançada pelo raciocínio discursivo, intuitivo ou estados emocionais. Esses processos podem estar presentes, mas silenciam quando a fé mergulha em seu estado próprio de abandono e auto-entrega.
A fé, sobretudo a fé cristã, apresenta-se de modo paradoxal. ela teima em chegar à vitória final depois do fim da vida terrena. É “o sucesso prometido além de todos os fracassos”. A fase escatológica da fé, a sua esperança sobrenatural, ou a dialética entre a morte e o mundo vindouro, torna-se incompreensível à razão.
O sentido e a dimensão ontológica da experiência religiosa consiste especificamente na possibilidade de uma compatibilização, ou uma aliança entre a facticidade e a transcendência. Contudo, essa síntese satisfatória, a conciliação entre o sagrado e o profano, torna-se difícil. corre-se duplo risco, de um lado, o
“[...] estreito transcendentalismo sobrenaturalista e alienante, totalmente desconexo com o aqui e agora; por outro lado, o imanentismo secularista, essa pura facticidade foi responsável pelo caráter dramático da desesperança desse final de milênio”.(SILVEIRA, José Luongo da. Noções Preliminares de Filosofia do Direito. Porto Alegre: Fabris Editor, 1998, p. 233).
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CRUBELLIER, M. Sens de L’Histoire et Religion. Paris: Esclée de Brouwer, 1957, p. 187.
DEELY, John. Semiótica Básica. São Paulo: Ática, 1990, p. 40.
MAGALHÃES, Rui. Textos Hermenêuticos. Porto: Res-Editora, s/d, p. 7
JUNG, G. Complex/Archetype/Symbol in the Psychology of C. G. London: Routledge & Kegan Paul, 1959, p. 31.
GIDDENS, A. As Conseqüências da Modernidade. São Paulo: UNESP, 1991, p. 95.
GUSTAF, Aulén. A Fé Cristã. São Paulo: Aste, 1965, p. 97.
LEPARGNEUR, Hubert. Espenrança e Escatologia. São Paulo: Paulinas, 1974, p. 60.
MONDIN, Battista. Antropologia Filosófica: História, Problemas e Perspectiva. São Paulo: Paulinas, 1979, p. 8-13.
SANTO AGOSTINHO. in Enarratio in Psalmum, LXII 16: CCL 39).
__. De Civitate Dei, Livros XV, XVI, XII e XVIII, Paris: Opera Omnia, 1838.
__. Confissões. Livro XI. Coleção Patrística 10. São Paulo: Paulus, 1997).
SILVEIRA, José Luongo da. Noções Preliminares de Filosofia do Direito. Porto Alegre: Fabris Editor, 1998, p. 20.
TILLICH, Paul. Teologia Sistemática. São Paulo: Paulinas, 1967, p. 467.
TOURAINE, Alain. Crítica da Modernidade. Petrópolis: Vozes, 1994, p. 219.
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* Vide o idealismo fenomenológico-transcendental de Husserl (HUSSERL, El Idealismo Fenomenológico. Buenos Aires: Rev . do Ocidente, 1931, p. 8 a 77).
* Subjetivismo axiológico de Ortega y Gasset, Meinong, Chistian von Ehrenfels, etc. (Vide NADER, Paulo. Filosofia do Direito. 2 ed. Rio de Janeiro: Forense, 1992, p. 49).
* JUNG, G. Complex/Archetype/Symbol in the Psychology of C. G. London: Routledge & Kegan Paul, 1959, p. 31. (“É impossível alcançar uma definição exata de arquétipo; e o melhor que podemos fazer é sugerir as suas implicações gerais, estabelecendo uma abordagem ‘em torno do tema’, porque o arquétipo representa um enigma profundo, que ultrapassa a nossa compreensão racional: (...) uma parte do seu sentido permanecerá sempre intangível e avessa à formulação. Conseqüentemente, um certo elemento de ‘como se’ comporá, necessariamente, qualquer interpretação”. Tradução livre de Luiz José Veríssimo).
Kérigma: de Keryx, palavra grega que significa mensageiro, arauto que proclama a Boa Nova, pregação original cristã.
* SANTO AGOSTINHO explica que a Providência se revela ao homem “através da luz da razão natural e da revelação divina que manifestam as exigências e os apelos da sabedoria eterna” (in Enarratio in Psalmum, LXII 16: CCL 39).
* Sobre a relação ente a fé e a razão, vide a Carta Encíclica Veritais Splendor. Papa João Paulo II, São Paulo: Paulinas, 1993, p. 75 e ss.
* Santo Agostinho. Confissões. Livro XI: “O vosso Verbo é esta mesma razão e princípio de todas as coisas o qual também nos fala interiormente”. (Vide Santo Agostinho. Confissões. Coleção Patrística 10. São Paulo: Paulus, 1997).
* Seguindo a concepção platônica, Santo Agostinho divide o conhecimento em conhecimento espiritual e conhecimento racional. (Vide SANTO AGOSTINHO. De Civitate Dei, Livros XV, XVI, XII e XVIII, Paris: Opera Omnia, 1838).
* Isaías, 7: 9, LXX; Em Santo Agostinho, não há nenhum absurdo ou “credo in absurdum” quando afirma que a fé é uma condição da racionalidade, “nenhuma criatura, conquanto racional ou intelectual, é iluminada de si mesma, ou por si mesma, mas é iluminada ao participar da verdade eterna”. (in: Psal. 119, Serm. 23, 1).
* O mundo do espírito, como uma das dimensões da vida. Terminologia análoga para diferentes povos: para os latinos spiritus , para os estóicos_
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quinta-feira, 18 de março de 2010
O sentido e a dimensão ontológica da experiência religiosa
Pensamento para o Dia 18/03/2010

“A sílaba ‘man’ na palavra ‘Manthra’ indica o processo de indagação através da mente. A sílaba ‘thra’ significa aquilo que tem a capacidade de libertar ou salvar. Em suma, ‘Manthra’ é aquilo que o salva quando sua mente nele imerge. Enquanto ritos, rituais e sacrifícios são realizados, você deveria lembrar-se de sua natureza e de seu significado. Você deve repetir os Manthras para atingir os objetivos pelos quais você ora. Se você recitá-los mecanicamente, sem aprender o significado, eles serão infrutíferos. Você pode colher a recompensa total somente quando recitá-los com o conhecimento de seu significado e de sua importância.”
Sathya Sai Baba
Cursos para jovens e adultos

A Prefeitura de Juazeiro do Norte, através da Secretaria de Assistência Social (SEASC) e em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) promovem cursos de frentista e serigrafista para 40 pessoas inscritas nos CRAS (Centro de Referência da Assistência Social). As aulas acontecem no período da tarde, de segunda à sexta-feira. No pólo das Timbaúbas, o curso de frentista, e, no anexo do CRAS, no bairro Jardim Gonzaga, o de serigrafia. Ambos, com carga horária de 160 horas. Posteriormente, esta parceria promoverá cursos de culinária, corte e costura e cabeleireiro.
Cadastro Único do Bolsa Família em Juazeiro do Norte

A Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Assistência Social implantou novo sistema de Cadastro Único (CadÚnico) para Programas Sociais. Para melhor realizar este serviço, algumas pessoas foram enviadas à Fortaleza, no período de 08 a 12 deste mês, para treinamento. O CadÚnico coleta dados e informações para identificar famílias de baixa renda existentes no país e, posteriormente, é feita a inclusão destas no Programa Bolsa Família. Ainda, realiza análise das principais necessidades, auxiliando o poder público na formulação e gestão de políticas sociais. A partir deste ano, os moradores de rua serão incluídos no cadastro. Atualmente, Juazeiro atende mais de 30 mil famílias.
Seresta de Padre Cícero quer repetir êxito dos anos anteriores
A Seresta do Padre Cícero é um dos eventos tradicionais da semana em comemoração ao aniversário do sacerdote. Ela foi idealizada pela professora Nair Silva em 1988 e chega à sua 22ª edição sempre na noite do dia 23 de março. Este ano terá um componente a mais: a autora de livros de contos, crônicas e ensaios, Nilze Costa e Silva, lançará o romance “A Mulher Sem Túmulo” por volta das 20 horas antes do início da seresta. Trata-se de um ensaio sobre a vida romanceada de Maria de Araújo, famosa beata dos milagres ocorridos em Juazeiro.
Desde a morte de Nair Silva que o advogado Nildo Rodrigues coordena a seresta e ele faz questão de destacar o apoio que vem recebendo do professor José Carlos dos Santos, Secretário de Turismo e Romarias. Segundo adiantou, os ensaios serão realizados no auditório do Memorial Padre Cícero nos dias 20 e 22 de março sempre das 9 às 11 horas. Para este ano serão 22 seresteiros e a exigência na execução apenas de músicas relacionadas com Padre Cícero para não fugir a tradição da festa.
Ele historia que o sacerdote gostava muito de músicas. O ponto culminante será a oferta do “Caldo da Nair”, no início da madrugada do dia 24 de março data dos 166 anos do “Padim”. Junto ao caldo, o bolo que terá sido cortado logo após o canto de parabéns e em meio a um show pirotécnico. Zé Carlos adiantou que a prefeitura de Juazeiro convidou 166 pessoas a levarem os seus bolos para homenagear o aniversariante. Ele informa que a temática da festa está relacionada com o Centenário de Juazeiro que acontece no próximo ano, mas já em ritmo de comemoração.
Urca em notícias
Um momento de reflexão voltado para o desenvolvimento da ciência, tecnologia e educação superior, aconteceu, na manhã de ontem, durante a II Conferência Regional de Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Superior para o Desenvolvimento Sustentável do Ceará. O evento, promovido pelo Governo do Estado/Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior (SECITECE), aconteceu na URCA e reuniu participantes de diversas instituições de ensino superior e técnico do Cariri e estado. O Reitor da URCA, Professor Plácido Cidade Nuvens, destacou a necessidade urgente para realização de concurso e contratação de professores.
Realidades de cada instituição foram abordadas pelos participantes, que tiveram a oportunidade de propor alternativas para um futuro melhor nessas áreas. O evento contou com a presença de autoridades de toda a região. Foi aberto pelo Secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado, Professor René Barreira e o Reitor da URCA, Professor Plácido Cidade Nuvens, além do representante do Prefeito do Crato, Samuel Araripe, o Vice-Prefeito, Raimundo Bezerra Filho, entre outras autoridades. A Conferência no Cariri é a segunda de quatro a serem realizadas em outras regiões do estado. É um encontro preparatório para a II Conferência Estadual.
O Secretário René Barreira, no primeiro momento, apresentou as diretrizes de trabalho aos participantes, que, posteriormente divididos em grupos, deram a contribuição necessária para a dinâmica da Conferência. Os principais representantes das instituições de ensino tiveram a oportunidade de fornecer subsídios para os debates, abordando as principais demandas de cada órgão.
O Reitor, Plácido Cidade Nuvens, destacou o momento crucial da URCA, com um quadro reduzido de professores. Ele disse que a Instituição necessita, urgentemente, da convocação de um concurso para ingresso imediato de 60 docentes, para suprir vagas de profissionais que pediram exoneração. Classificou como muito séria a situação. “Nós estamos vivendo às vésperas de um colapso, caso não nos seja concedidos professores para reposição das nossas demandas. Não é possível fazer ciência e tecnologia sem a reposição dos nossos professores. Não tem sentido uma conferência sobre educação superior, sem falar na necessidade da Instituição, assim como as nossas universidades estaduais”, diz o reitor, que pautou a sua fala nessa questão. Inicialmente, fez um agradecimento à equipe que coordenou a organização e divulgação do evento, no Cariri.
Para o Reitor, a Conferência é um ato de coragem cívica. “Vivemos a era da tecnologia e do conhecimento aplicado”, diz. De acordo com ele, a ciência, tecnologia e a educação superior, representam passos indispensáveis para o avanço da região, no âmbito do desenvolvimento sustentável. A Conferência Estadual será realizada em Fortaleza, dias 8 e 9 de abril. O secretário esteve, ainda na parte da tarde, reunido com servidores da URCA. Em seguida, participou de reunião, em que foi apresentado trabalho de avaliação institucional da URCA, com a presença da Vice-Reitora, Otonite Cortez, a secretária Adjunta da SECITECE, Tereza Mota, além de Pró-Reitores, Diretores de Centro e Professores.
Seminário Regional de Ética Pública será realizado hoje, na URCA
Será realizado hoje, dia 18, no Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri – URCA, das 8 horas às 12 horas, o Seminário Regional de Ética Pública. O evento, promovido por meio da Controladoria de Ouvidoria Geral do Estado, se constitui como fórum de discussão e um meio efetivo de participação da sociedade na construção do Código de Ética e Conduta da Administração Pública Estadual.
Conforme a Controladoria, a necessidade de divulgação e revisão pela sociedade da proposta do Código de Ética e Conduta da Administração Pública Estadual. Este é um momento importante para a discussão da ética pública e de regras voltadas à garantia dos valores da coletividade. Os Seminários Regionais de Ética Pública irão ocorrer durante o mês de março de 2010 em vários municípios do estado.
Comissão da Estatuinte da URCA encerra debates
A Comissão da Estatuinte da URCA encerrou os debates sobre o Estatuto, na manhã de ontem. O Presidente, Professor Antonio Ambrósio, convocou para a próxima segunda-feira, a partir das 15 horas, as comissões de sistematização, legislação e redação final da estatuinte. A finalidade é elaborar o documento que irá ser encaminhado ao CONSUNI para homologação. Segundo o Presidente da Comissão, esse é um importante momento democrático da URCA. O encerramento dos debates se deve ao esforço concentrado dos membros da comissão, que estiveram cerca de 30 dias reunidos, diariamente, para poder complementar os trabalhos.
O Professor afirma que a equipe teve abertura no cumprimento de suas atribuições, oportunizando um amplo debate sobre as questões estatutárias. “Construímos o documento moderno e em consonância com a legislação vigente que, com certeza, terá a aprovação da Assembléia Legislativa, sem grandes restrições”, admite. Por outro lado, o Vice-Presidente da Comissão da Estatuinte, da URCA, Professor José Cavalcanti da Silva Filho, disse que será votado um cronograma para os trabalhos finais até a apresentação à comunidade universitária. Segundo ele, a comissão fará questão de acompanhar a tramitação do documento, até que seja aprovado, para garantir a eficácia dos trabalhos da comissão.
No encerramento da reunião, os membros da equipe se mostraram emocionados e gratificados pela conclusão dos debates, e também honrados por terem contribuído com a melhoria da qualidade de sua universidade. "Esse foi um privilégio de, mais uma vez, ser protagonista de um momento histórico tão importante de nossa instituição. Tenho a satisfação de ter essa participação no meu currículo”, concluiu o Vice-Presidente da Comissão.
Assessoria de Comunicação
Universidade Regional do Cariri - URCA
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quarta-feira, 17 de março de 2010
COMPOSITORES DO BRASIL

SIVUCA
Por Zé Nilton
Seu nome é bem nordestino: Severino Dias de Oliveira. E como todo bom músico nordestino, desses que já nascem feito, começou a vida artística através das potentes Rádio Clube de Pernambuco (que falava “para o mundo”, dizia seu pré-fixo) e Rádio Jornal do Comércio, ambas em Recife, sem antes animar as festas e as feiras de sua terra natal. Lá, recebeu a alcunha de Sivuca.
Mas, é no sudeste, destino de todos os talentos daqueles tempos, que Sivuca vai se projetar para o Brasil e para o mundo.
Sivuca difere da maioria dos músicos nordestinos por aliar seu dom musical com as teorias sobre a arte da música. Assim é que, ainda no Recife, nos fins da década de 1940, estuda harmonia com o excelente maestro Guerra Peixe.
Seus dotes (e quão consagrados dotes!) de instrumentista, arranjador, compositor e produtor vão ser realçados quando entra para a novel TV Tupi, na segunda metade dos anos cinqüenta.
De lá, vai para o mundo. Após temporadas em Paris, no Olimpia, fixa residencia na Europa, entre Portugal e França.
Mas, sua consagração internacional resulta de sua estada nos Estados Unidos, quando dirige e acompanha a famosa Miriam Makeba. Quem não se lembra do estrondoso sucesso “Pata-Pata”,de Miriam Makeba ? Seu nome completo: Zenzile Miriam Makeba, cantora sul-africana, conhecida como "Mama África", por suas lutas pelos direitos humanos e contra o apartheid . Pois esse sucesso deve-se ao nosso Sivuca, pelos arranjos e acompanhamentos na famosa música, que estourou por aqui lá pelos idos de 1969, lembram ? Nessa época é aplaudido de pé no Carnegie Hall, em Nova York.
A trajetória de Sivuca é extensa e absolutametne rica em participações com astros e estrelas do cinema e da música em todo o mundo.
Toca violão/sanfona, faz vários arranjos para orquestra de cordas e em parceria com o compositor/arranjador Nelson Riddle escreve a quatro mãos outro arranjo de uma canção escrita para Julie Andrews homenagear Vincent van Gogh. Deixa sua marca de sanfona/voz no antológico solo improvisado no disco do Paul Simon e outro no de Bette Midle. Faz parte de importante especial para a TV francesa, com Harry Belafonte e Marcel Marceau.
Sivuca é presença em todo o mundo onde o assunto seja a música de qualidade. De Copenhague, Berlim, União Soviética, Alemanha, Paris, Portugal, Recife e nos sertões do Brasil ensinou e aprendeu os segredos da arte musical. Tanto é que, em 1999 recebe o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal da Paraíba.
Esse paraibano de Itabaiana, nascido aos 26 de maio de 1930, foi casado com a compositora, cantora e médica Glorinha Gadelha, natural de Sousa-Pb, aqui bem pertinho da gente.
O grande Severino Dias de Oliveira - Sivuca - não está mais entre nós fisicamente. Faleceu em 14 de dezembro de 2006, em João Pessoa. Deixou sua marca de brilhante instrumentista, compositor, arranjador. No Brasil e no exterior assinou as trilhas sonoras de belos filmes.
Sivuca, no Compositores do Brasil, nesta quinta, às 14 horas. Vale a pena lembrar do grande mestre.
No roteiro, algumas de suas bem estruturadas canções que ficaram imortalizadas na memória do povo brasileiro.
Postagem adaptada do texto do site da gravadora Biscoito Fino, de 2006
Forró e Frevo, Sivuca e Glorinha Gadelha, gravação de 1980, do LP forró e frevo
Reunião de tristeza, de Sivuca, gravação no Show Seis e meia, Teatro João Caetano, RJ, maio de 1977.
Barra vai quebrar, de Sivuca e Glorinha Gadelha Gravada pela Copacabana em 1978
No Tempo dos Quintais, Sivuca e Pulinho Tapajós, do LP Cabelo de Milho, gravação 1980
Cabelo de milho, de Sivuca e Paulinho Tapajós.do LP Cabelo de Milho, gravação 1980
Feira De Mangaio, de Sivuca, com Clara Nunes, regravação em CD, de 2008
Doce, Doce, de Sivuca e Glorinha Gadelha, participação de Glorinha Gadelha Gravada pela
Copacabana em 1978
Fôgo-pagô, de Sivuca e Humberto Teixeira Gravada pela Copacabana em 1978
O dia em que El Rei voltou à terra de Santa Cruz, de Sivuca e Paulinho Tapajós Gravada pela Copacabana em 1978
A história se repete, de Sivuca e Paulo Tapajós, Gravada pela Copacabana em 1978
João e Maria, de Sivuca e Chico Buarque, com Chico Buarque
Nosso Encontro, de Sivuca e Hermeto Pascoal, participação de Hermeto Pascoal Gravada pela Copacabana em 1978.
Quem ouvir, verá!
Informações:
Programa Compositores do Brasil
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Sempre às quintas-feiras, às 14 horas
Rádio Educadora do Cariri – 1020 kz.
Apoio: CCBN.
Projeto educacional em Juazeiro do Norte é destaque na Rede Globo de Televisão

A Rede Globo está em Juazeiro gravando para o programa Ação Global apresentado, todos os sábados, por Serginho Groisman. Pesquisando na internet, acharam a parceria feita entre a ONG Juriti e a Administração Municipal, através da escola municipal Dom Vicente de Paula de Araújo Matos.
Trata-se do Projeto Histórias em Retalhos, que resgata a cultura de Juazeiro do Norte, por meio do ensino desta arte aos alunos.
A Globo enviou à terra de Padre Cícero uma equipe de cinegrafistas e a repórter, Aline Almeida. Segundo a direção da emissora, em 3 semanas o programa deverá ir ao ar. As filmagens foram acompanhadas pela Secretária Adjunta de Educação, Irinéia Sheila.
Escola Polivalente recebe artistas do Cariri
Festa de São José é comemorada por caririenses
Por Nina Luiza Carvalho
Dia 19 de março é comemorado o dia de São José, o padroeiro do Ceará e de muitos municípios do Estado. Segundo a tradição popular cearense e dos profetas da chuva, essa data possui uma superstição: se até esse dia chover, o ‘inverno’ estará garantido. Do contrário, a seca estará caracterizada. Vale ressaltar que essa data coincide com o equinócio, intensificado a crença.
Neste ano, o cearense precisa “caprichar” nas suas preces ao santo, pois a temperatura no Estado está elevada e muitos agricultores já reclamam da perda da safra.
De acordo com José Ildo, presidente do Sindicato dos Agricultores do Crato, as plantações já estão 90% comprometidas. O Sindicato está com duas equipes percorrendo as lavouras para calcular o valor do prejuízo. “Mesmo que chova no dia de São José, não dará para recuperar o que já foi plantado e realizar outra plantação é temeroso, mas teremos que arriscar”, afirmou José. Os Profetas da chuva estão confiantes para o dia 19 e afirmam que poderá até chover antes da data esperada. Iniciando assim o inverno.
Tanto na cidade do Crato como em Juazeiro do Norte, comunidades comemoram a festa do padroeiro. No Santuário de São José, no bairro Seminário no Crato, as festividades começaram desde o dia 28 de fevereiro. Quermesses, novenários e alvoradas fazem parte dos festejos. Para o dia 19 de março, a missa solene com a presença do Bispo Dom Fernando, acontecerá às 9h. Ao meio dia terá uma salva de fogos e por volta das 17h, a procissão percorrerá as principais ruas do bairro, finalizando com a benção do Santíssimo Sacramento.
Já no Bairro do Limoeiro, em Juazeiro, as festividades começaram no dia nove, com sorteios de prêmios e missas solenes. E para o dia 19, haverá às 12h uma salva de fogos, finalizando às 16h com celebração festiva e procissão, respectivamente.
Fonte: Site do Jornal do Cariri
Câmara Municipal de Juazeiro aprova CPI contra prefeito Manuel Santana
Segundo o vereador Darlan Lobo (PSDC), o objetivo da CPI é investigar possível direcionamento de licitações na administração do prefeito Manuel Santana (PT). A CPI deve eleger presidente e relator ainda nesta semana, segundo Darlan Lobo.
Na sessão desta terça-feira, a oposição derrubou por sete votos a três um pedido de empréstimo da Prefeitura no valor de R$ 2,5 milhões junto ao BNDES destinado a compra de máquinas para coleta de lixo do interesse da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.
Fonte: Blog do Eliomar (através de O Povo Online)
terça-feira, 16 de março de 2010
Música ao vivo no Instrumental & Qual - O Som da Terra nº 5
Roteiro musical (composições e intérpretes)
1. Bourée (Jethro Tull)
2. Woodward Avenue (Yusef Lattef)
3. Maracangalha (A Cor do Som)
4. Mountain (Chick Corea e Béla Fleck)
5. Um bilhete pra Didi (Novos Baianos)
6. Verano Porteño (Astor Piazzolla)
7. 1x0 (Pixinguinha)
8. I Wish (Najee Rasheed)
9. Serenata no Joá (Leo Gandelman)
10. Peter Gunn (Henry Mancini)
11. Trenzinho do Caipira (Egberto Gismonti)
Ficha Técnica
O programa Instrumental & Qual – O Som da Terra é uma produção das Officinas de Cultura e Artes & Produtos Derivados (OCA) e revista virtual Cariricult, com apoio do Centro Cultural Banco do Nordeste em parceria com a Rádio Educadora do Cariri AM 1.020.
Redação e programação musical: Luiz Carlos Salatiel, Dihelson Mendonça e Carlos Rafael Dias.
Apoio logístico: Guilherme Farade e Amilton Som - CDs, DVs e Acessórios.
Apresentação: Carlos Rafael Dias.
Operador de Áudio: Iderval Silva.
Operador de transmissão: Iran Barreto.
Gerente do Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri: Lenin Falcão.
Direto da Rádio Educadora do Cariri: Geraldo Correia Braga.
Fique ligado!
Escola Polivalente recebe oficina do artista Júnior Érre
Júnior Érre é um dos grandes nomes das artes visuais do Estado do Ceará, além de artista plástico, ele é poeta, compositor, músico e produtor cultural. Formado pelas ruas como costuma dizer, publicou seus trabalhos em muros e asfaltos, depois em fanzines como Séquiço, Fome, Ovni, Jornal Censurado e cartões poéticos. Ele é um dos artistas que tem uma preocupação técnica e discursiva nos seus trabalhos. Desde a década de oitenta, Júnior vem contribuindo para a arte e com os artistas na região do Cariri, desde a organização de eventos artísticos como na luta política da categoria.
Junior Érrer já realizou e participou de várias exposições coletivas e individuais no Ceará e em outros estados brasileiros.
A direção da escola tem o objetivo com aproximar a arte para do cotidiano dos alunos. Ainda serão realizadas outras oficinas, como teatro, xilogravura, rodas de conversa com artistas e foi criado recentemente o Coletivo de Estudos e Vivências em Arte Contemporânea – COLEPOLI.
Pinacoteca (Foto: Chagas)
RAPADURA CUTURARTE Nº 03
rasgar a nossa própria identidade”
Eloi Teles
Convite
Convidamos a todos para prestigiarem a próxima apresentação pública do projeto Rapadura Culturart. Na ocasião será comemorado o aniversário do nobre coordenador do referido projeto, professor Jorge carvalho.
Data: 27 de março de 2010 (Dia do Teatro).
Local: Praça da Sé.
Horário: 8 horas.
Dedicado aos bairros Alto da Penha e São Miguel.
Tributo ao Trio Nortista.
Tributo de saudade a Jonas de Andrade, 15 anos de saudade.
Programação
1. Histórico dos Bairros e Medalha de honra ao mérito aos homenageados e apresentações culturais dos bairros.
2. O Teatro na formação cultural de um povo (comentário: Prof. Cacá Araújo).
3. Distribuição de 100 pães para famílias carentes.
4. Leitura dos cordéis:
- Programa Rapadura Cultural – Paulo Ernesto
- Jorge Carvalho do Rapadura Cultural – Maria do Rosário
5. Comemoração dos 70 anos de Luzimar Soares (18/03/1940) e dos aniversários de Luiz Pé de Pato (29/03) e Zeuda Sousa (27/03).
6. 20 anos do Sindicato dos Servidores Municipais do Crato (31/03/1990) - Comentário: Prof. Junior Matos.
7. Dupla de Violeiros: Silvio Grangeiro e Francinaldo Oliveira, seresta com o grupo Cheiro de Saudade e apresentação da banda Os Três do Ceará (tributo a Jonas de Andrade).
8. Entrega de diploma de Honra ao Mérito e Gratidão a Jonas de Andrade.
9. Homenagem ao aniversário da Rádio/TV Verde Vale (24/03)
“Um país sem cultura popular,
nunca será uma nação”
Candéia
A mulher sem túmulo
Com uma linguagem marcada pela precisão e concisão, características da boa literatura, a autora desenha cenários, apresentando personagens reais e fictícios (Padre Cícero, aqui coadjuvante), ao desfiar o fio da trama ao leitor.
A figura da beata deixa teses e ensaios sócio-historiográficos, conduzida pelas mãos hábeis da escritora que lhe refaz a jornada, desde a sacrificada infância aos acontecimentos que culminariam no famoso milagre.
Lançamento dia 23.3. 2010
Local: Praça da Capela do Socorro
Juazeiro do Norte, Ceará
Hora: 20 horas
Fone: (88) 511.4487 - Memorial Pe. Cícero
Lei Maria da Penha
A Lei cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências.
A farmacêutica Maria da Penha dar nome à lei contra a violência doméstica.O caso nº 12.051/OEA, de Maria da Penha (também conhecida como Letícia Rabelo) Maia Fernandes, foi o caso de homenagem à lei 11.340. Ela foi agredida pelo marido durante seis anos. Em 1983, por duas vezes, ele tentou assassiná-la. Na primeira com arma de fogo, deixando-a paraplégica, e na segunda por eletrocução e afogamento. O marido de Maria da Penha só foi punido depois de 19 anos de julgamento e ficou apenas dois anos em regime fechado.
Em razão desse fato, o Centro pela Justiça pelo Direito Internacional (Cejil) e o Comitê Latino-Americano de Defesa dos Direitos da Mulher (Cladem), juntamente com a vítima, formalizaram uma denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, que é um órgão internacional responsável pelo arquivamento de comunicações decorrentes de violação desses acordos internacionais.
A lei
A lei alterou o Código Penal brasileiro e possibilitou que agressores de mulheres no âmbito doméstico ou familiar sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada, estes agressores também não poderão mais ser punidos com penas alternativas, a legislação também aumenta o tempo máximo de detenção previsto de um para três anos. A nova lei ainda prevê medidas que vão desde a saída do agressor do domicílio e a proibição de sua aproximação da mulher agredida e filhos.
Resumo de Pontos Importantes da Lei
1. Aplica-se à violência doméstica que cause morte, lesão, sofrimento físico (violência física), sexual (violência sexual), psicológico (violência psicológica), e dano moral (violência moral) ou patrimonial (violência patrimonial);
1.1.No âmbito da unidade doméstica, onde haja o convívio de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas;
1.2. No âmbito da família, formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa.
1.3. Em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação;
2. Aplica-se também às relações homossexuais (lésbicas);
3. A ofendida não poderá entregar intimação ou notificação ao agressor;
4.Quando a agressão praticada for de pessoa estranha, como por exemplo vizinho, prestador de serviço ou médico, continuam os velhos TERMOS CIRCUNSTANCIADOS;
5. Garantir proteção policial, quando necessário, comunicando de imediato ao Ministério Público e ao Poder Judiciário;
6.Informar à ofendida os direitos a ela conferidos;
7. Feito o registro da ocorrência, deverá a autoridade, de imediato:
7.1. Ouvir a ofendida, lavrar o boletim de ocorrência e tomar arepresentação a termo, se apresentada;
7.2. Colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do fato;
7.3. Remeter no prazo de 48 horas expediente apartado ao juiz com o pedido da ofendida, para a concessão de medidas protetivas;
7.4. Expedir guia de exame de corpo de delito e exames periciais;
7.5. Ouvir o agressor e testemunhas;
7.6. Ordenar a identificação do agressor e juntar aos autos sua folha de antecedentes;
8. O pedido da ofendida deverá conter: qualificação da ofendida e do agressor, nome e idade dos dependentes, descrição sucinta do fato e das medidas protetivas solicitadas pela ofendida, e cópia de todos os documentos disponíveis em posse da ofendida.
Há 20 anos, Collor anunciava confisco das contas correntes e da poupança
Há exatamente 20 anos, uma tentativa sem sucesso de conter a hiperinflação resultou numa das intervenções mais radicais na economia do país. Um dia depois de tomar posse, o então presidente Fernando Collor de Mello e a ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, anunciaram o confisco de parte das contas correntes e da poupança dos brasileiros.A medida passou para a história como a principal novidade do Plano Collor. Oficialmente chamado de Plano Brasil Novo, o pacote econômico acabou reduzido, na memória nacional, ao bloqueio do dinheiro da população. Em muitos casos, economias ao longo de uma vida ficaram congeladas no Banco Central.
Com o Plano Collor, 80% de todos os depósitos das contas correntes, das cadernetas de poupança e do overnight (modalidade em que o investidor aplicava no fim do dia e recebia os juros no dia seguinte) acima de 50 mil cruzados novos foram congelados por 18 meses. O governo prometeu corrigir o dinheiro pela inflação da época, mas na prática apenas metade dos recursos foi devolvida.
No estudo As Origens e a Gênese do Plano Collor, o professor Carlos Eduardo Carvalho, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), afirma que o confisco teve respaldo de setores acadêmicos. A ideia, segundo ele, era impedir que situações como a do Plano Cruzado, em 1986, se repetissem: com a queda da inflação, o dinheiro que voltou a circular criou uma euforia que superaqueceu a economia e pressionou os preços para cima.
De acordo com o professor da PUC-SP, a proposta do confisco havia sido discutida durante as eleições presidenciais de 1989 pelas assessorias dos candidatos do PMDB, Ulysses Guimarães, e do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. Ele afirma que o bloqueio poderia ter sido adotado por outro presidente da República, mesmo que vinculado a planos econômicos diferentes.
Além do confisco, o Plano Collor caracterizou-se por medidas de liberalização econômica que visavam a tornar a economia brasileira mais dinâmica. As principais medidas nesse sentido foram a abertura do comércio, com o fim de restrições à importação e subsídios às exportações, e o fechamento e a privatização de empresas estatais, que resultaram na demissão em massa de servidores públicos.
Uma lei de 1994 anistiou os servidores demitidos durante o governo Collor, mas não garantiu a reintegração aos postos de trabalho. Em 2007, uma comissão especial composta por vários ministérios autorizou a readmissão de parte dos funcionários, conforme as necessidades de quadros e a disponibilidade de vagas nos órgãos federais.
Fonte: Agência Brasil
Pensamento para o Dia 16/03/2010

“O verdadeiro Ugadi é o dia em que o ser humano abandona as más qualidades, preenche seu coração com amor e toma o caminho do sacrifício. Não limite a celebração do Ugadi apenas ao uso de roupas novas e o oferecimento de alimentos deliciosos. Você pode usar uma camisa nova hoje, mas por quanto tempo ela estará nova? Amanhã ela se tornará velha. O jornal de hoje torna-se papel inútil amanhã. Nossa vida é como um jornal. Depois de ter lido um jornal, você não gosta de lê-lo de novo e de novo. Você recebeu esse nascimento, que é como um jornal, e passou por experiências variadas de prazer e dor. Basta! Você deve orar: ‘Oh, Deus! O Senhor me deu esse ‘jornal’ e eu passei pelas experiências dessa vida’. Eu não quero ter outro nascimento".”
Sathya Sai Baba
Ciência e Tecnologia em mesa de debate nesta quarta, durante Conferência Regional
Segundo o Reitor, é um momento de importância fundamental para a reflexão em torno da vida, do futuro da Educação, e da Universidade a serviço do desenvolvimento sustentável de nossa Região. Nesse sentido, reitera da participação de todos que integram a Universidade.
No evento, estarão reunidos diversos segmentos da esfera governamental, acadêmica e civil em torno de discussões sobre o atual e o futuro cenário da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Superior do Estado. No Cariri, a abrangência dos trabalhos envolve representações de 43 municípios do Cariri e Centro Sul.
A II Conferência Regional marca momento preparatório para a Conferência Estadual, a ser realizada em Fortaleza, dias 8 e 9 de abril. Também estarão presentes no evento, gestores universitários e representantes regionais. Com o tema “Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Superior para o Desenvolvimento Sustentável do Ceará”, a Conferência Estadual irá traçar demandas que serão incorporadas a um Documento Final, contendo recomendações para uma Política Estadual de CTI&ES. O relatório será encaminhado para apreciação do Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia, presidido pelo Governador Cid Gomes.
Estão à frente dos trabalhos de organização e divulgação professores da Universidade Regional do Cariri e representantes de outras instituições de ensino, a exemplo da Universidade Federal do Ceará (UFC), FATEC, CENTEC, Sebrae e SENAC. A coordenação geral está a cargo da professora Francisca Clara de Paula Oliveira, representando o Centro de Educação (CED) da URCA, que está se reunindo continuamente com o grupo, no sentido de mobilizar a sociedade para se integrar neste importante momento de discussão, voltado ao desenvolvimento da Ciência e Tecnologia, dento do contexto educacional, além de expor as atualidades nesse campo.
Também faz da comissão organizadora, a equipe formada pelo Professor Carlos Kleber Nascimento de Oliveira, do Centro de Ciência e Tecnologia - CCT da URCA; Professora Antonia Ladislau de Sousa, da PROESIQ, da URCA; Professora Cláudia Araújo Marco, da UFC - Campus Cariri; Diogo de Sousa Aquino, representando o SEBRAE. Além dele, professor Raimundo de Sá Barreto Grangeiro, da FATEC, de Juazeiro do Norte - CENTEC; Professora Maria Aparecida Brito Lima, do SENAC; Professor Cristiano Saraiva Marques, do SENAC, e Professora Célia Augusta Lopes Ferreira, da Fundação Cariri. Na comunicação do evento, está a jornalista Elizangela Santos, representado a Universidade Regional do Cariri.
Assessoria de Comunicação
Universidade Regional do Cariri - URCA
(88) 3102-1212 ramal 2617
www.urca.br
Crato, 14 de Março de 2010.





