Depois de Jesus ter proclamado que Ele é a porta por onde passam as ovelhas, agora vemo-l’O afirmar: Seja colaborador do Cariri Agora
quarta-feira, 23 de abril de 2008
14 de Abril - Dia doO Bom Pastor
Depois de Jesus ter proclamado que Ele é a porta por onde passam as ovelhas, agora vemo-l’O afirmar: SESC CRATO VAI HOMENAGEAR CHORO E PIXINGUINHA

O SESC Crato realiza show musical com João Nicodemos, Jair Santos e Aécio Diniz, instrumentistas que buscam inspiração na música brasileira para desenvolver seus talentos. Neste trabalho, vem apresentar uma coletânea de grandes sucessos do choro, numa homenagem aos choristas e ao público que cultiva o bom gosto musical. Trata-se também uma comemoração alusiva ao Dia Nacional do Choro, 23 de Abril, que é a data de nascimento de Alfredo da Rocha Viana, o Pixinguinha, um dos seus maiores criadores.
João Nicodemos é um artista que se utiliza de diversas linguagens para dar forma e expressão à sua poética. Tem participado ativamente da vida cultural do Cariri há muitos anos fazendo shows musicais, criando trilhas para teatro, publicando poemas e atuando em vários eventos artísticos e culturais.
O show "Chorinhos e Afins" e a Performance Poética "Livro das perguntas" acontece no SESC Crato no dia 24 de Abril quinta-feira as 19h
entrada franca
fot: ordiecole.com.br
Salve o CaririAgora!
Esta é a minha primeira postagem no CaririAgora!, que não poderia trazer outra mensagem que não fosse de congratulações e alegria.
Parabéns, à beleza da página, aliada (por princípios implícitos), de serenidade de espírito, respeito pelo pensamento alheio, bom gosto nos estilos; enfim, de todo um diferencial que cativa na primeira navegada.
Contente, por tudo isso dito acima, e mais ainda por ter sido convidado (Armando diria convocado) a participar deste novo espaço da blogsfera caririense (como afirma Dihelson).
Em homenagem ao estilo caririagoriano, optarei por temas leves, proativos, mas sem sofisma ou fantasia (como sempre diz Vicelmo).
A todos os autores de CaririAgora!, e seus leitores também, aquele abraço! (como canta Gilberto Gil).
E o sertão virou um mar de emoções
II Mostra Brasileira de Música Antiga, no Araripe, desperta todos os sentidos
Do som do violino à curiosa execução da viela de roda húngara, da simpatia do público local ao esforço da organização para que tudo desse certo, a II Mostra Brasileira de Música Antiga, realizada de 16 a 20 de abril, no Araripe, despertou em seus visitantes mais do que a sensibilidade de quem tem ouvidos para o erudito: o evento mexeu com todos os sentidos.
Araripe, município com pouco mais de 20 mil habitantes, recebeu artistas de vários cantos do mundo. Teve o argentino Pablo Lerner que saiu lá da Hungria – onde mora atualmente, Marília Vargas e Silvana Scarinci, brasileiras com carreiras internacionais na Europa e nos Estados Unidos, e a dupla Kristina Augustin e Mário Orlando, que exibem currículo semelhante. Além deles, o mago e mágico Hermeto Pascoal que, com sua companheira Aline Morena mexeram com as emoções de crianças de 8 meses a 88 anos.
Dos grupos que passaram pela cidade ainda vale destacar as excelentes performances do Trio Sonare e do Duo Spes, do Distrito Federal; do Cantus Firmus, de Florianópolis, e dos paulistanos Zabaione Musicale e Saga Barroca. O evento contou ainda com os anfitriões do Cariri, a Orquestra Filarmônica Chapada do Araripe, composta por crianças que freqüentam os cursos do Instituto Atos – promotor do evento; e a Orquestra de Rabecas Cego Oliveira.
A proposta da mostra foi unir o erudito com o cancioneiro regional e, para esta parte da programação, as atrações Meninos de Ouro, Fábio Carneirinho, Night Life, Forró Tapera, Geraldo Junior, Forró do Caritó, Zabumbeiros Cariris, Herdeiros do Rei e o inigualável Sebastião Tapajós fizeram o público arrastar os pés até a madrugada.
Tato
A velha máxima pode ser batida, mas todo o artista tem de ir onde o povo está. E mais, tem de deixar tocá-lo, senti-lo, provar que é real e humano. Pablo Lerner, o argentino radicado na Hungria, ficou tão, mas tão apaixonado por Araripe que decretou: “vou ficar mais tempo por aqui. Quero dar aulas para divulgar o meu instrumento entre os estudantes do Instituto Atos e aprender mais sobre a música nordestina, a minha grande paixão”. Pablo, depois de quatro dias em Araripe, circula com desenvoltura e ainda está um pouco deslumbrado com o assédio do público. “Eu nunca fui famoso em outro canto do mundo, aqui todos querem me abraçar, tocar, tirar fotos comigo”, disse, todo animado.
Carinhoso e atencioso com o público, Hermeto Pascoal deu um show de simpatia. Apesar de ter vôo marcado para quatro horas após sua performance (de Araripe ao aeroporto de Juazeiro do Norte são quase 3 horas de viagem), ele e Aline Morena não arredaram o pé da Igreja Matriz (palco das apresentações) até atender o último fã. Distribuíram CDs, instrumentos inusitados, brinquedos que compõem suas ferramentas de execução e, quando já não tinham mais o que dar aos fãs, Aline tirou os próprios brincos e Hermeto, fios de sua longa e branca barba. Inclusive, de tanto que o povo queria vê-lo e abraçá-lo e de tantas coisas que distribuiu, alguns baixinhos com menos de dois anos, sem entender nada, acabaram disparando: “ É o Papai Noel!”.
Visão
Enquanto os ouvidos ficavam atentos às execuções que são bálsamo para a alma, os olhos podiam percorrer pelo interior da Igreja Matriz e ali perceber a beleza da arte sacra que, nas noites das apresentações, dividiu a veneração com e os abençoados músicos.
Gente simples se amontoava na igreja e, estupefata, ouvia quase que como um louvor os acordes da música antiga. “Essa música foi a coisa mais bonita que vi na vida. Estou emocionado”, disse, lacrimejando, José Arruda de Sousa, um agricultor de 73 anos, que sobrevive de sua pequena plantação, após ver a exibição de Marília Vargas e Silvana Scarinci.
Senhor José é apenas um exemplo de tantos outros moradores de Araripe e região que, em sua humildade, formaram uma platéia muito elogiada pelos artistas que se apresentaram. Silenciosa, educada, respeitadora, repleta de adultos e crianças que contemplaram o evento aplaudindo cada apresentação com os olhos.
Olfato
Araripe amanhece com o cheiro de terra molhada e, ao anoitecer, o aroma da vegetação invade a música. Claro que o cheiro do jantar, sendo preparado em várias casas, também tem seu espaço nesta cidade de ar limpo e puro.
Os músicos, jornalistas e convidados de fora que vieram para o Cariri foram unânimes em uma afirmação: não imaginavam que o sertão era tão verde. Pois é assim o Cariri em abril, mês reservado para todas as edições da Mostra Brasileira de Música Antiga. De acordo com Elisando Carvalho, idealizador e promotor do evento e presidente do Instituto Atos, abril é o mês ideal, pois oferece um clima agradável, com calor durante o dia e um friozinho bom de dormir à noite. “Sem contar que não concorremos com outros grandes festivais. É um mês muito feliz para nós”, disse o multimídia do Araripe.
Elisandro mal encerrou a segunda edição da mostra e já fareja as oportunidades para a terceira edição. “Teremos mais intervenções na cidade, muito mais atividades e atrações”, revelou ele, que conseguiu realizar o evento deste ano graças aos patrocinadores Fundo Nacional de Cultura (FNC), Governo do Estado do Ceará e Instituto Atos, como realizador do projeto. Os apoiadores deste ano foram: Funcap (Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico); Coelce (Companhia Energética do Estado do Ceará) e Banco do Nordeste, com um agradecimento especial ao pároco da cidade, padre Raimundo Araújo Silva.
O evento teve uma boa repercussão na mídia, pois jornalistas que também farejam notícias saíram das capitais de Rio de Janeiro e de São Paulo para conhecer o Cariri, o que rendeu exposição nacional, reforçada com a mídia local.
Paladar
O cafezinho da dona Antônia, do Instituto Atos, e as tentadoras refeições de Dona Anália, proprietária do modesto restaurante que serviu almoços e jantares às centenas de pessoas que trabalharam no evento, conquistaram o paladar de todos. A II Mostra Brasileira de Música Antiga comprova que a música é o alimento da alma, tanto quanto o pão é para o corpo.
Ao sabor da música, de altíssima qualidade, a II Mostra Brasileira de Música Antiga, que acabou no dia 20 de abril, deixou em todos que viram, sentiram, ouviram, provaram e cheiraram, um irresistível gostinho de “quero mais”.
Criação e Criatura
A Mostra Brasileira de Música Antiga é o único evento do Brasil a unir artistas de expressão internacional, pesquisadores da música erudita, do Renascimento e Barroco, com cancioneiros regionais. E tudo nasceu da vontade de um idealizador: Elisandro Carvalho, presidente do Instituto Atos.
Nascido em Araripe, interior do Ceará, Carvalho tem 30 anos, é poeta, ator e diretor de teatro. Ex-secretário municipal de Cultura, Desportos e Turismo de Araripe/CE; ex-técnico de Cultura do Sesc Juazeiro do Norte/CE, onde criou o Projeto Aprendendo a Olhar a Liberdade, primeira ação sistemática intra-muros do Sesc no país voltada para a comunidade carcerária.
Prestou serviços como produtor e sonoplasta para o Projeto Palco Giratório do Sesc Nacional em 2003. Atuou como consultor em criação e gerenciamento de Ongs, quando criou e presidiu diversas entidades sociais: Associação dos Ambientalistas, Condutores e Guias de Turismo do Cariri (Aconguia); Instituto Atos; Conselho Municipal de Assistência Social de Araripe/CE; Núcleo de Informação, Educação e Comunicação (IEC) da Secretaria Municipal de Saúde - Araripe/Ce; Associação de Teatro de Araripe (nela, criou a Orquestra de Música Instrumental de Araripe, composta atualmente por 18 músicos); União dos Estudantes Secundaristas e Universitários de Araripe (Unesua).
É coordenador representativo e secretário do Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável (CMDS) de Araripe/CE e representante do Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável (CMDS) de Araripe no Conselho Regional de Desenvolvimento Sustentável em Fortaleza/CE. Atua como delegado Estadual de Cultura para o período 2006-2008, representando o Estado do Ceará, na I Conferência Nacional de Cultura ocorrida em 2006.
Mais informações:
Elenita Fogaça Comunicações - (11) 3141-1212 e (11) 9114-6289.
elenitafogaca@uol.com.br
Márcia Vaisman
vm.marcia@gmail.com
Elisandro Carvalho – presidente do Instituto Atos e idealizador da mostra - (88) 9616-0567 / 3511-4084 / 3530-1303
terça-feira, 22 de abril de 2008
Igreja-Matriz de N.Sra.das Dores - de Juazeiro do Norte - foi elevada a Basílica Menor

O Papa Bento XVI – atendendo ao pedido do bispo de Crato, dom Fernando Panico – elevou à condição de Basílica Menor a igreja-matriz de Nossa Senhora das Dores, de Juazeiro do Norte.
Entre os argumentos apresentados por dom Fernando Panico, junto ao Vaticano, para obtenção do título de Basílica Menor para a igreja caririense está o fato de Juazeiro do Norte se constituir num dos maiores centros de romaria da América Latina. Essas romarias são motivadas pela herança espiritual do Padre Cícero Romão Batista, constituindo-se em notícias periódicas nas principais redes de televisão, além de matérias divulgadas pelos principais jornais e revistas do Brasil. Cerca de dois milhões de fiéis visitam anualmente a cidade de Juazeiro do Norte.
História da nova Basílica Menor
A nova Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores de Juazeiro do Norte teve origem com a construção, pelo Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro, de uma humilde capelinha cuja pedra fundamental foi lançada em 15 de setembro de 1827. À época, a atual e pujante cidade de Juazeiro do Norte não passava de uma fazenda, situada no município de Crato, propriedade do citado Brigadeiro, denominada de Fazenda Taboleiro Grande. A propósito, a escritora Amália Xavier de Oliveira, no livro de sua autoria, O Padre Cícero que eu conheci, esclareceu o que motivou a construção dessa capela:
"Ordenara-se Sacerdote o Pe. Pedro Ribeiro de Carvalho, neto do Brigadeiro, porque filho de sua primogênita, Luiza Bezerra de Menezes, e de seu primeiro marido, o Sargento-mor Sebastião de Carvalho de Andrade, natural de Pernambuco. Para que o padre pudesse celebrar diariamente, sem lhe ser necessário ir a Crato, Barbalha ou Missão Velha, a família combinou com o novel sacerdote a ereção de uma capelinha, no ponto principal da Fazenda, perto da casa já existente". (OLIVEIRA, 1981:33-34).
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Livro faz reflexão sobre imperialismo
Dentro da Programação da Mostra desUSA de Artes Visuais, o CEBRAPAZ lançará publicação na URCA, no próximo dia 25 de abril. Com 68 páginas, o livro “O antiimperialismo - caminho para a libertação dos povos” traz uma coletânea de textos atuais relacionados às grandes lutas pela paz e contra as guerras imperialistas.
Escrito em linguagem direta, os textos de José Reinaldo Carvalho, diretor de comunicações do Cebrapaz, constituem “uma peça fundamental à análise aguda da conjuntura internacional, com seus traços de instabilidade, crise e insegurança emanados dos desequilíbrios estruturais e sistêmicos do capitalismo e da política belicista e tirânica do imperialismo estadunidense”, conforme consta na própria apresentação do livrete.
A publicação traz quatro artigos. O primeiro ensaio, Derrotar o imperialismo, por um mundo de paz, foi preparado especialmente para o seminário Capitalismo contemporâneo e a nova luta pelo socialismo. Nele, o autor analisa as condições em que foram deflagradas as “guerras preventivas” contra o Afeganistão e o Iraque e os atos agressivos da atual Administração dos EUA no contexto do que se convencionou chamar de “doutrina Bush”, bem como as fragilidades do sistema multilateral e a impotência dos organismos internacionais diante da brutalidade do governo dos EUA e da violação do direito internacional em nome dos interesses da potência imperialista.
Recorrendo a instrumental teórico das teorias sobre relações internacionais, o autor expõe em seu primeiro ensaio as grandes tendências geopolíticas e chama a atenção para a formação de um cenário de conflitos políticos e sociais, no qual se destacam as potencialidades revolucionárias das lutas de caráter antiimperialista que estão em curso no mundo.
Esta edição traz também o artigo Comemorar Outubro preparando a nova Primavera dos Povos, apresentado por José Reinaldo durante a conferência de celebrações do 90º aniversário da Revolução Socialista Soviética, realizada em Minsk, Belarus, no dia 7 de novembro de 2007. Neste artigo, o autor tira algumas lições do que considera ter sido “o mais importante acontecimento da história mundial até o momento”.
Ainda inédito no Brasil e originalmente publicado na revista Contexto Latino-americano (Cuba, 2007), consta do livrete o ensaio A defesa da soberania e do desenvolvimento na política externa de Lula, que justifica o apoio a essa política desde a ótica da esquerda e do movimento popular.
A publicação traz ainda o artigo Internacionalismo e Patriotismo, em que o autor demonstra a vocação internacionalista da esquerda brasileira, que se concretiza através do exercício da solidariedade com todos os povos e se entrelaça com as grandes lutas nacionais, pela soberania do país, o aprofundamento da democracia e o progresso social.
Ao prosseguir na edição da coleção Solidariedade e Paz o Cebrapaz dá sua modesta contribuição para a luta de idéias e para firmar em nosso país a cultura da luta antiimperialista, da solidariedade internacional e da paz.
Para adquirir o livro, que custa apenas R$ 5,00, entre em contato conosco através do e-mail cebrapaz@uol.com.br ou pelo telefone (11) 3266-5805.
Chuvas comprometem acervo em museu (matéria do "Diário do Nordeste")
Missa volta a ser celebrada em latim (matéria publicada no "Diário do Nordeste")

Missa em latim atrai fiéis aos domingos
Manter a tradição: padre celebra a Missa Tridentina de costas para os fiéis de várias paróquias
domingo, 20 de abril de 2008
Ritos, lendas e mitos do Cariri 2: A Pedra da Batateira
por Rosemberg Cariri(*)
Lendo os originais do livro do Padre Antônio Vieira, “Eu Sou a Mãe do Belo Amor”, acudiu-me à lembrança as estórias ouvidas, ainda na infância, sobre a lenda da Pedra da Batateira, e mais tarde se me aguçou a curiosidade de realizar pesquisas para aprofundamento da temática, por ser, sem dúvida, de alta relevância histórica e sociológica.
Através de muitas crônicas históricas, sabe-se que os índios da chamada, Nação Cariri (Kariri ou Quiriri), os primitivos habitantes do Vale do Cariri e dos sertões nordestinos, do Rio São Francisco à Serra da Borborema, segundo versão de Capistrano de Abreu, provieram de “um lago encantado”, provavelmente do Amazonas ou Tocantins, sendo expulsos dessa região como do litoral pelos Tupinambás e Tupiniquins.
Como se vê, a água era predominante na cultura desses silvícolas. Era tradição serem de uma bravura e ferocidade estupenda, e como símbolo e troféu dos seus feitos épicos e homéricos, se ornamentavam com dentes de tubarão, jacaré e onça.
Os colonizadores, na sua gana predatória de domínio dos campos de criação de gado, tentaram eliminá-los nas chamadas “guerras justas”, cujos embates se alongaram de 1683 a 1713, nos cruentos e desumanos combates, conhecidos historicamente como “Confederação dos Cariris” ou a “Guerra dos Bárbaros”. E os conquistadores só conseguiram dominá-los e massacrá-los, graças ao esforço ponderável dos bandeirantes paulistas, em gente, armas e municiamento. Foi uma guerra de extermínio, autêntico genocídio, como se costumava realizar à revelia da lei e dos princípios éticos e humanitários, nas novas terras descobertas.
Os remanescentes da tribo dos índios Cariris, alocados no Vale Caririense, trouxeram codificada, na sua sensibilidade, intuição e memória, a evocação da imensa Bacia Amazônica, das suas enchentes devastadoras, e não foi difícil à sua fértil imaginação idealizar que todo o Vale Caririense fosse um mar subterrâneo, com imenso caudal represado pela Pedra da Batateira; e precisamente onde hoje está situada a Matriz de Crato fosse a cama da baleia ou “Iara”, a Mãe das Águas, e que, um dia, a Pedra da Batateira rolaria, e todo o Vale Caririense seria inundado, e ninguém conseguiria sobreviver.
Os primeiros missionários que catequizaram os índios Cariris, no primeiro quartel do século XVIII, deixaram como lembrança uma imagem de Nossa Senhora, esculpida em madeira, com 40 centímetros de altura, tendo o Menino Jesus nos braços, a quem deram o nome de “Mãe do Belo Amor”, para atenuar os temores fatídicos da lenda e substituir os maus presságios da “Mãe das Águas” pela proteção carinhosa e afetiva da “Mãe do Belo Amor”. E a imagem foi colocada exatamente sobre uma pedra do Rio Granjeiro, debaixo de um nicho de palha. Quando da instalação da Paróquia, mais tarde, a imagem passou a ser venerada com a invocação de Nossa Senhora da Penha, por duas circunstâncias históricas: o fato de ela ter sido colocada sobre uma rocha, e de que os capuchinhos que construíram a capela de palha, onde se encontra a Igreja-Catedral, eram de origem francesa, donde a singularidade da denominação de “Nossa Senhora da Penha de França”.
Outra versão lendária é a de que os índios vencidos, em lutas anteriores, haviam “encantado” (tampado) a grande nascente da Chapada do Araripe com a Pedra da Batateira, e que as águas acumuladas, no subsolo, acolhiam uma serpente sagrada, que faria deslocar a pedra, e todo o Vale do Cariri seria inundado, e que os índios Cariris voltariam a ser uma nação livre, senhores do mar, viveriam na paz e tranqüilidade de um Paraíso.
A lenda ultrapassou as fronteiras do Cariri, e o cineasta Hermano Penna sustenta a tese de que Antônio Conselheiro, quando se separou de Joana Imaginária, vagava pelos sertões cearenses, tendo trabalhado nos engenhos de rapadura do Cariri, onde certamente colheu os elementos lendários da Pedra da Batateira. Tempos depois, o Conselheiro, seguido pelo grupo de camponeses espoliados dos latifúndios, pregava em pleno sertão adusto da Bahia “que o sertão ia virar mar”. E a profecia se cumpriu. Canudos hoje está coberto pelas águas, e a barragem de Sobradinho e Itaparica cobriram meio mundo.
Fato curioso é que os índios Cariris de Mirandela e Saco do Morcego, catequizados pelos capuchinhos, contribuíram com 300 caboclos flecheiros na defesa da cidadela do Império do Belo-Monte: Canudos.
O mito ainda hoje persiste na memória e imaginação do povo, mesclando-se com outras variantes, de tal forma que muita gente adventícia da Paraíba e Pernambuco, de descendência dos índios Cariris, residente em Juazeiro, recusa-se a morar em Crato, temendo a vingança da Pedra da Batateira.
Padre Cícero Romão Batista, filho de Crato, certamente, na infância, deve ter guardado estórias ouvidas que o induziram a desenvolver, mais tarde, como sacerdote, o culto a Nossa Senhora com a invocação de Mãe das Dores.
Por isso é que o poeta João Cristo-Rei, com ares de profeta, anuncia que, quando se sucederem esses fatos lendários:
“Juazeiro fica trancado e seguro
Cercado de muro sem contradição,
Seu grande mistério se estende e cresce
E nisto aparece o Rio Jordão”
Sempre a força mítica da lenda das águas. E este novo tempo, preconizado pelo poeta, tem a mesma visão do profeta Isaías “com uma nova era de mel e fartura, quando pedra será pão, e o mundo viverá do Belo Amor entre os homens”.
É certo o que diz a sabedoria multissecular da gente simples: “Deus fala pela boca do povo”.
Pesquisas científicas atestam, que há milhões de anos, todo o Ceará, que é murado pelos contrafortes das serras, já foi mar, e um cataclismo telúrico determinou a depressão geológica de que temos o documento sedimentário dos fósseis encontrados no sopé da Chapada do Araripe, e as marcas da erosão nas rochas graníticas e faldas das montanhas, ao embate das ondas revoltas do mar.
Podemos concluir parafraseando Shakespeare: “O povo sabe muito mais do que a nossa vã filosofia”.
(*) Rosemberg Cariri é cineasta. O texto acima foi extraído do livro “Eu Sou a Mãe do Belo Amor”, do Padre Antônio Vieira, publicado pela IOCE, Imprensa Oficial do Ceará. Fortaleza, 1988.
O que a Igreja Católica fez pelo Crato? (1ª parte)
Muito – mas muito mesmo – deve o Crato à Igreja Católica Apostólica Romana! A começar por sua origem, pois a cidade foi fundada por Frei Carlos Maria de Ferrara, religioso franciscano, nascido na Itália, que veio aldeiar os índios Cariris. Este frade ergueu, na Missão do Miranda (início de Crato) uma humilde capelinha de taipa, coberta com folhas de palmeiras. O rústico santuário foi dedicado, de maneira especial, a Nossa Senhora da Penha, a São Fidelis de Sigmaringa e à Santíssima Trindade.Área da Educação
Na área educacional é marcante a presença da Igreja Católica. Em 1874, o primeiro bispo do Ceará, Dom Luiz Antônio dos Santos, fixa residência temporária nesta cidade, com o objetivo de construir um Seminário, a funcionar como um suplementar do Seminário Episcopal, existente na sede da diocese, Fortaleza, distante cerca de 600 km do Cariri. Em 1º de março de 1875, ainda de forma precária, o Seminário São José do Crato é colocado em funcionamento.
Em 1922, o primeiro bispo de Crato, Dom Quintino, torna-se o pioneiro do ensino superior, no interior do Ceará, porquanto dota o Seminário São José de Curso Teológico. Este, subdividido em Curso de Filosofia, feito em dois anos, e Curso de Teologia, em quatro anos, proporciona ao novo presbítero receber no Crato a licenciatura plena. Dom Quintino planta, assim, a semente germinativa da Faculdade de Filosofia do Crato (criada em 1959 pela Diocese de Crato) que foi, por sua vez, o embrião da atual Universidade Regional do Cariri (URCA), criada em 1986.
Deve-se, ainda, a Dom Quintino a criação do Ginásio Diocesano, destinado à educação da juventude masculina e Colégio Santa Teresa de Jesus (para educação da juventude feminina) os quais, durante décadas, foram os únicos estabelecimentos de ensino médio de vasta área do centro nordestino. Acrescente-se a eles: Patronato Padre Ibiapina (construído pelo segundo bispo, Dom Francisco) o Ginásio Madre Ana Couto (construído pelo terceiro bispo, Dom Vicente) ambos extintos, além do atual Colégio Pequeno Príncipe, também criado por Dom Vicente.
Na área da Saúde
O Hospital São Francisco de Assis, pioneiro em toda Região do Cariri, foi construído pela Igreja Católica, iniciativa de Dom Francisco. Posteriormente, a esse hospital foi agregada a Maternidade Dr. Joaquim Fernandes Teles e o Hospital Infantil, ambas as iniciativas da diocese. Até a década 60 do século passado, a Região do Cariri era o principal foco do Tracoma no Brasil. Esta doença provocava a cegueira de pessoas na zona rural e arrabaldes de nossas cidades. Deve-se a iniciativas da Igreja a erradicação dessa doença no Cariri.
Outros benefícios
A Diocese de Crato criou, em 1921, a primeira instituição de crédito do Sul do Ceará, o Banco do Cariri, que prestou grandes benefícios ao comércio e à lavoura da região.
A diocese manteve, por muitas décadas, o jornal “A Ação”, sustentáculo da imprensa escrita no Cariri.
A Bandeira do Brasil e as suas controvérsias (Jornal "O Povo" 20-04-2008)
Idealizado pelo positivista Raimundo Teixeira Mendes (1855-1927), sob a orientação de Miguel Lemos (1854-1917), a bandeira brasileira foi desenhada pelo pintor Décio Vilares (1851-1931). As posições das estrelas foram fornecidas pelo astrônomo e engenheiro Manuel Pereira Reis (1837-1922).
As primeiras oposições à bandeira fizeram com que Teixeira Mendes redigisse um artigo-justificativa do simbolismo do pavilhão, que ficou conhecido como Apreciação Filosófica, no Diário Oficial de 24 de novembro de 1889. Logo em seguida à adoção da bandeira, chegou a ser divulgada no exterior a notícia de que o Brasil iria adotar o calendário positivista. Informado pelo Delegado do Tesouro, em Londres, de que esta última notícia provocará má impressão, Rui Barbosa telegrafou: "Desminta. Essa notícia é disparate em que ninguém pensou aqui e que ninguém ousará propor ao Governo", segundo relato publicado em Deodoro a Espada contra o Império (1957) de Raimundo Magalhães Júnior.
Erros Antes de uma análise mais profunda dos aspectos astronômicos de nossa bandeira, gostaríamos de fazer alguns comentários sobre os seus principais pontos críticos: desprezo à tradição, legenda positivista, simbologia e heráldica sem fundamentos e erros astronômicos, como muito bem demonstrou Eduardo Prado, em A Bandeira Nacional (1903). Teixeira Mendes em sua Apreciação Filósofica, argumenta, para eliminar a Cruz do estandarte do Império, que o novo simbolismo se fazia "não mais por meio de um sinal que é atualmente um símbolo de divergência (a cruz), mas por meio de uma constelação". Por uma contingência da vida, a legenda Ordem e Progresso acabou se tornando uma divergência, surgida tão-logo foi anunciada a nova bandeira, o que motivou uma carta de Teixeira Mendes ao Diário Oficial de 26 de novembro de 1889.
A nova divergência foi tão intensa que permaneceu por quase um século, pois um decreto do governo José Sarney instituiu uma comissão para estudar a bandeira, onde se deveria verificar, segundo as notícias divulgadas por um dos assessores do ministro da Justiça, Oscar Dias Correia, se a expressão "Ordem e Progresso" deveria continuar.
Aliás, convém lembrar que o maior dos nossos inventores, Alberto Santos Dumont, se recusou sempre a usar o nosso pavilhão, com base no argumento que ele não exprimia o sentimento da nação brasileira, pois se tratava do emblema de uma seita e nada mais, e repugnava-lhe a idéia de ser propagandista de um lema sectário. Por este motivo, nos seus momentos de glória e de perigo, substituiu a bandeira por uma simples flâmula verde e amarela, como relata Clóvis Ribeiro, em Bandeiras e Brasões do Brasil (1933).
Aliás, o positivismo não está só no pavilhão, mas também na Armas da República que, segundo Gustavo Barroso, no terceiro volume de sua História Secreta do Brasil (1938), inspirou-se na estrela flamígera ou flamejante dos templos maçônicos, onde o G, no interior da estrela, que significa gnose, ou seja, sabedoria, foi substituído por um círculo com as 21 estrelinhas representativas dos Estados, na periferia, e o Cruzeiro do Sul, no centro. Na realidade, os adversários das concepções maçônicas e/ou positivistas esquecem que esses dois movimentos foram fundamentais no estabelecimento da independência e da república no Brasil. Portanto, justo será conservá-los em reconhecimento.
(*) Ronaldo Rogério de Freitas Mourão é astrônomo, fundador e primeiro diretor do Museu de Astronomia e Ciências Afins e autor de 85 livros, entre eles O Livro de Ouro do Universo. www.ronaldomourao.com
Blog Juazeiro do Norte on-line encerra temporariamente atividades
Juazeirense assume reitoria da UFC
Com o falecimento prematuro do prof. Ícaro de Souza Moreira, reitor da UFC, deverá assumir o cargo efetivamente o prof. Jesualdo Pereira Farias (foto), até então vice-reitor.
O procedimento é legitimado pelo Estatuto da UFC que preconiza a imediata sucessão. Jesualdo nasceu em Juazeiro do Norte, onde sua família ainda reside. Possui graduação em Engenharia Mecânica pela Universidade de Fortaleza (1982), mestrado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Santa Catarina (1985), especialização em tratamentos térmicos de ligas metálicas no Municipal Industrial Reserach Institute – Nagoya (1986) e doutorado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Santa Catarina (1993). Atualmente, ele é professor titular da Universidade Federal do Ceará (fonte: Juazeiro do Norte on-line – by Renato Casimiro).
Conteúdo multimídia leva música do interior do Ceará para o mundo
O texto abaixo recebi do pessoal da Casa Grande divulgando mais um ponto positivo deste projeto que enche os olhos e mostra ao mundo um Cariri de esperanças, bem diferente....
Depois de passar por São Paulo, Salvador e Fortaleza, a banda de lata Os Cabinha agora pode ser encontrada em Tóquio. E também Nova York, Amsterdã e Pequim. Se quiser vê-los no Oiapoque, onde dizem, o Brasil termina, também pode. Eles estão ao alcance de um click: no site do MySpace, uma das principais vitrines musicais do mundo.
Na página www.myspace.com/oscabinha, os internautas terão acesso ao material multimídia, produzido pelos meninos da Casa Grande. Além das músicas que irão compor o primeiro cd da banda, alguns vídeos e fotos dos pequenos músicos também estão disponíveis. As três canções do site foram gravadas pelos meninos no estúdio da Fundação.
Com suas guitarras e baixos feitos de madeira, acompanhadas de percussão e bateria compostas de latas, Os Cabinha, como bem identificou o músico Maurício Pereira, deseletrificou o rock, tantos anos depois do rock ter eletrificado a guitarra.
sábado, 19 de abril de 2008
Há 170 anos George Gardner visitava a Vila Real do Crato
Uma vida breve e rica! Assim poderia ser sintetizada a existência de George Gardner, Naturalista, Botânico Memorialista, Intelectual, Pesquisador, Escritor, Ensaísta e Cientista inglês, nascido em Glasgow, Escócia, no dia 02 de maio de 1812. Naquela cidade, ele iniciou seus primeiros estudos. Graduou-se em Medicina e Botânica. Muito jovem, aos 24 anos, iniciou uma visita de estudos ao então Império do Brasil.
Ao final da tarde do dia 9 de setembro de 1838, após ter cavalgado sobre terra plana e arenosa, de ter contemplado grandes plantações de cana, onde sentiu o cheiro do mel vindo dos engenhos de rapadura, a invadir a atmosfera com seu aroma adocicado, avistou Crato. Extasiado com a beleza da localidade, ele escreveu as linhas abaixo:
"Impossível descrever o deleite que senti, ao entrar neste distrito, comparativamente rico e risonho, depois de marchar mais de trezentas milhas através de uma região que, naquela estação, era pouco melhor que um deserto.
A tarde era das mais belas que me lembra ter visto, com o sol a sumir-se em grande esplendor por trás da Serra do Araripe, longa cadeia de montanhas, a cerca de uma légua para Oeste da Vila, e o frescor da região parece tirar aos seus raios o ardor que pouco antes do poente é tão opressivo ao viajante, nas terras baixas.
A beleza da noite, a doçura revigorante da atmosfera, a riqueza da paisagem, tão diferente de quanto, havia pouco, houvera visto, tudo tendia a gerar uma exultação de espírito, que só experimenta o amante da natureza e que, em vão eu desejava fosse duradoura, porque me sentia não só em harmonia comigo mesmo, mas “em paz com tudo em torno".
No dia seguinte, o visitante aprofundaria o seu contato com a sociedade de Crato e, aos poucos, ia registrando as primeiras decepções. É dele a seguinte observação: “(A Vila do Crato) é uma cidade pequena e suficientemente mísera, com um terço de Icó em tamanho. Suas casas, muito irregularmente construídas, são todas térreas, com uma só exceção. Tem uma cadeia e duas igrejas, mas a primeira destas, inacabada, já tem toda a aparência de ruína, pelo tempo em que a deixaram assim. A cadeia, também, está de tal modo arruinada que mal lhe cabe o nome de prisão, embora encerre sempre uns poucos criminosos. Era guardada por dois soldados, que cumpriam seu dever tão molemente que, ao passar, eu os via ora jogando cartas, ora dormindo à sombra da casa. De um sargento que, quando ali estive, se achava preso por desobediência ao seu superior, sabia-se que saía todas as noites, por uma janela só de trancas de pau, para dormir em casa e voltar de manhã para passar o dia na prisão.
Toda a população da Vila chega a dois mil habitantes, na maioria todos índios ou mestiços que deles descendem. Os habitantes mais respeitáveis são brasileiros, em maioria negociantes; mas como ganharam a vida as raças mais pobres é coisa que não entendo".
Ritos, mitos e lendas do Cariri 1: a cachoeira de Missão Velha
Na história primeva do Vale do Cariri, ganhou destaque uma cachoeira – localizada no município de Missão Velha – que era apresentada como um lugar misterioso e sagrado para os primeiros habitantes do Vale: os índios Cariris. Estes, naquele aprazível sítio, interagiam com a natureza. Na cachoeira existe a Pedra da Glória, donde, ainda hoje, a voz humana é projetada com sons metálicos. Dizem que essa pedra era o local escolhido pelos silvícolas para suas cerimônias místicas. O imaginário popular conservou muitas lendas, a partir da Cachoeira de Missão Velha. Falava-se na existência de passagens subterrâneas que, partindo do local, levariam a castelos encantados, cheios de tesouros. Traços da cultura da Península Ibérica? Na realidade, um contraste com o estado de penúria de parte da população que vivia e vive marginalizada do exercício da cidadania. Nos dias atuais, esta Cachoeira virou local para encontros dos adeptos do Candomblé, religião introduzida no Brasil pelos escravos negros, e que vem crescendo, ultimamente, até nas pequenas cidades do interior brasileiro. Esta outra realidade do presente, da qual o Cariri não pode fugir.
Quem sabe, vem daí esta interação – que perdura até os dias de hoje – entre o Homem-Cariri e a terra que lhe serve de habitat. Dotada de belas paisagens – emolduradas pela Serra do Araripe – a Região do Cariri é muito mais do que um vale fértil, privilegiado de águas abundantes, onde predomina o verde das matas e dos canaviais. Aqui foi plasmada uma cultura sui generis, formada por duas correntes. A primeira é remanescente das manifestações culturais dos índios Cariris. A segunda, que se fundiu com a primeira, teve origem na Península Ibérica e foi trazida pelo colonizador branco. Desta última conservamos as festas do Pau da Bandeira, que abrem as novenas dos padroeiros das cidades do Cariri. Uma coisa uniu essas duas correntes: a simbiose com a terra, que influenciou e modificou os costumes importados.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Conjunto Cabaçal
Conjunto Cabaçal é a denominação do trabalho artesanal estampado (em detalhe) no cabeçalho do blog Cariri Agora!, cuja autoria é de Manoel Graciano Cardoso, um dos artistas populares mais antigos e mais respeitados do Ceará. Nascido em 1920 em Santana do Cariri, aos 10 anos já fazia tigelas, pilões e outros objetos úteis, aprendendo a partir da "natureza". Essa obra representa um conjunto típico de cinco músicos (duas flautas, dois tambores e um prato), que tocam e dançam em festivais locais e festejos populares na região de gado do sertão.




